Diversificação de produtos e marco regulatório na receita de expansão são as prioridade de Barros na FecaCap

DSC06879 - Marco BarrosFonte: Portal CNseg

A diversificação de produtos- são quatro modalidades nas gôndolas das empresas de capitalização- é uma aliada importante para o setor mitigar os efeitos negativos provocados pela queda de renda dos trabalhadores e pela inflação elevada nas vendas de títulos. Esta é a impressão do presidente reeleito da FenaCap, Marco Antonio Barros. Nos últimos anos, as gôndolas da Capitalização se tornaram uma alavanca para outros segmentos econômicos. É o caso da solução para Garantia Locatícia que, no ano passado, teve crescimento médio de faturamento de 6,63% e de 16,18% nas reservas técnicas, e a solução de Incentivo, voltada exclusivamente para pessoas jurídicas, exemplifica ele.

Nesta nova gestão, Barros defende a melhoria do marco regulatório do setor, de forma a adequá-lo às necessidades dos clientes e, ao mesmo tempo, garantir oportunidades de desenvolvimento sustentável do mercado. Ele pretende conjugar crescimento do mercado com a agenda social e econômica do País; sedimentar o novo posicionamento estratégico: soluções de negócios com sorteios; favorecer a adoção do novo Modelo de Governança e do Regimento Interno relacionados com os Princípios Norteadores de Melhores Práticas para o segmento. E ainda: inovar e criar soluções para novas demandas; aprimorar a comunicação com os consumidores, de forma que eles saibam exatamente o que estão comprando e o que podem esperar dos produtos; e consolidar a educação financeira e securitária.

Leia a íntegra da entrevista do presidente reeleito Marco Antonio Barros.

1-O senhor teve o mandato renovado na presidência da FenaCap em um momento de grande perplexidade no campo econômico e de um retrocesso dos indicadores responsáveis diretos pelo avanço do seu setor, como renda, taxa de emprego reduzida, inflação sob controle, etc. Qual o seu prognóstico para o mercado de Capitalização, tendo em vista um ambiente macro menos favorável aos negócios? A Capitalização tem características muito peculiares. Em 2015, tivemos um crescimento de 3,7% das reservas técnicas, compostas pelos recursos dos clientes de títulos e que, posteriormente, retornam à sociedade sob a forma de resgates. Esse montante atingiu R$ 31,05 bilhões. Isso corresponde às economias de cerca de 15 milhões de brasileiros e a negócios de 1 milhão de empresas. O avanço dessas reservas significa que, muito provavelmente, os clientes adiaram plano s de consumo e mantiveram suas economias guardadas para fazer frente a possíveis emergências financeiras. O resultado vai ao encontro do que apontou pesquisa qualitativa realizada em 2015 pela FenaCap, em parceria com o Instituto Overview. A retração da renda e a inflação afetam o setor, mas trabalhamos com a perspectiva de início de uma retomada ainda em 2016. Neste contexto, os esforços da FenaCap na direção de promover a educação financeira e securitária e ampliar o conhecimentos sobre as soluções de negócios com sorteios oferecidas pela Capitalização são itens prioritários na nossa agenda para 2016.

2- Qual a receita projetada em 2016 e a arrecadação alcançada em 2015? Quais os fatores que justificaram o resultado do ano passado e os que devem pressionar o resultado deste ano? O faturamento do setor no ano de 2015 atingiu R$ 21,510 bilhões. Em virtude do desempenho da economia, consideramos que a receita ficou dentro do esperado, com crescimento negativo de 1,65% em relação a 2014. Mas a consolidação dos títulos de capitalização como solução de negócios com sorteios eleva a nossa projeção para algo em torno de 4% em 2016.

3- Entre economistas, o consenso é de que o País, como em 2015, fechará com o PIB em forte contração – algo entre 3% e quase 4%, para os mais pessimistas – o desemprego deve ampliar e fechar mais um milhão de vagas formais este ano – após os 1,5 milhão de 2015 -, a inflação ainda pode superar, como em 2015, o teto da meta; os juros continuam na casa de dois dígitos e o dólar bate recorde de alta. Nesse quadro, é possível imaginar que as vendas de títulos de capitalização vão continuar seu ciclo de crescimento nos três próximos anos? O comportamento da renda e da inflação, historicamente, tem forte influência no desempenho do setor. Mas a Capitalização, nos últimos anos, tornou-se um conjunto de soluções de negócios com sorteios que, especialmente em tempos difíceis, pode alavancar outros segmentos econômicos. É o caso da solução para Garantia Locatícia que, em 2015, teve crescimento médio de faturamento de 6,63% e 16,18% de suas reservas técnicas, e a solução de Incentivo, voltada exclusivamente para pessoas jurídicas. Por meio de produtos dessa modalidade, empresas realizam ações promocionais e de fidelização. Enfim: é um instrumento que ajuda a incrementar vendas e pode dar enorme contribuição ao comércio varejista nesse momento de retração do consumo, por exemplo. Portanto, se a tendência de manutenção das reservas se confirmar entre os clientes pessoa física e as demais soluções de negócios continuarem no mesmo ritmo de crescimento, será possível atravessar o período de dificuldades com menos impacto.

4- No plano regulatório, que contribuições podem ser feitas para a evolução do mercado de Capitalização? A Susep vem estudando a criação de um novo marco regulatório, e nós temos, de muitas formas, colaborado nesse processo. Desenvolvemos, em 2015, um estudo intitulado “A Capitalização na agenda econômica e social brasileira”, cujo conteúdo foi encaminhado ao órgão regulador e poderá servir como subsídio para a elaboração dos novos normativos. Nós temos procurado trabalhar lado a lado com o órgão regulador nas questões que são relevantes para o setor e isso tem feito toda a diferença, pois há espaço para opinar, contribuir e fazer com que as regras sejam desenhadas em sintonia com a evolução do setor. É interesse de todos que o segmento de Capitalização mantenha seu ritmo d e expansão, em condições de inovar e continuar a gerar empregos, soluções de negócios e uma cultura de poupança de longo prazo no País.

5- O mercado pode conviver com mais inadimplência em seus planos? Na Capitalização, quem não está com os pagamentos em dia não concorre aos sorteios. Cada empresa associada à FenaCap usa um critério para lidar com esses casos. Umas postergam pagamentos, por exemplo.

6- A educação financeira está entre as ações mais importantes citadas pelo mercado para melhorar a relação com o consumidor de seguros e motivá-lo a efetuar compras mais conscientes. No caso de Capitalização, quais as novas ações nessa área que serão adotadas em sua gestão.

A FenaCap tem como prioridade ampliar suas ações de educação financeira e securitária e já está prevista para 2016 uma campanha nessa direção, voltada para esclarecer características dos produtos, a quem se destinam, etc. Os títulos de capitalização constituem uma solução sob medida para auxiliar as pessoas a organizar as finanças pessoais e planejar o futuro. Podem funcionar como porta de entrada para bancarização da população de baixa renda, para que os mais jovens deem os primeiros passos no mercado financeiro. Enfim, os títulos são produtos inclusivos e contam com o aspecto lúdico dos sorteios para estimular o hábito de guardar dinheiro. Totalmente em linha com a agenda social do País e com a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF).

7- Nos últimos anos, o marco regulatório, acompanhando a Solvência II, exige crescentes aportes dos acionistas para aumentar a solidez da atividade. Estes aportes são suportáveis na área de Capitalização, sobretudo pelas pequenas e médias empresas presentes no mercado? A FenaCap e suas associadas, independentemente de seu porte, estão acompanhando atentamente as regras prudenciais expedidas pela Susep, com novos requerimentos de capital baseados nos riscos inerentes à atividade. Tem tido participação ativa de representantes do segmento nas discussões sobre os modelos e seus impactos na atividade, quer no âmbito interno da FenaCap, quer em grupos de trabalho com representantes da Susep, apresentando sugestões para aperfeiçoamento dos modelos que resultam no cálculo da necessidade de capital em função dos riscos.

8- O quadro macro atual, que se assemelha ao dos anos 80, a chamada década perdida, não pode revitalizar a modalidade Compra-Programada, sobretudo com a forte retração da oferta do crédito? Explique por que esta modalidade tem andado de lado? O período anterior em que houve uma forte expansão do crédito para estimular o consumo realmente tornou esta modalidade citada menos atraente, tendo em conta que o cliente tinha a facilidade de levar de imediato o bem para casa e pagar em suaves prestações e com taxas de juros reduzidas. Diante da mudança do cenário econômico dos últimos anos, estamos aguardando a edição do novo marco regulatório para o segmento de Capitalização, que poderá trazer novas regras e oportunidades para estimular a retomada de operações que foram descontinuadas no passado.

9- No caso das empresas, o elevado nível de endividamento pode afetar a modalidade Incentivo ou, ao contrário, obrigá-las a oferecer mais promoções para gerar vendas? A modalidade Incentivo pode ser uma forte aliada das empresas varejistas em geral para estimular novas vendas, redução de estoques ou fidelização de seus clientes, mediante a concessão de benefício de concorrer a sorteios de prêmios interessantes ao receber gratuitamente um número da sorte. Muitas empresas utilizam parte de sua verba orçamentária de marketing para dar este benefício sem ônus para os seus clientes, o que acaba gerando um estímulo adicional para novas vendas.

10- Faça um breve perfil da gestão que o senhor planeja após ter seu mandato renovado e quais serão os temas que dominarão sua agenda? Temos uma agenda permanente que trata do incremento das ações de educação financeira e securitária. Além disso, estudamos um novo modelo de governança, que é bastante inovador, pois, como praticamente todas as empresas do setor têm assento na diretoria da FenaCap, na prática significa que estamos dando os primeiros passos para um modelo de autorregulação. Outros temas relevantes, como a possibilidade de criação de um produto para o setor imobiliário, estão no nosso radar. Para esta nova gestão, pretendemos consolidar e avançar com a seguinte agenda: a) Contribuir e influenciar positivamente na melhoria do marco regulatório, de forma a adequá-lo às necessidades dos clientes e criar oportunidad es de desenvolvimento sustentável do mercado; b) Conjugar crescimento com a agenda social e econômica do País; c) Sedimentar o novo posicionamento estratégico: soluções de negócios com sorteios; d) Implementação do novo Modelo de Governança e do Regimento Interno relacionados com os Princípios Norteadores de Melhores Práticas para o segmento; e) Inovar e criar soluções para novas demandas; f) Aprimorar a comunicação com os consumidores, de forma que eles saibam exatamente o que estão comprando e o que podem esperar dos produtos; g) Consolidar a educação financeira e securitária.

Cinco prioridades de João Francisco, presidente da FenSeg, para mitigar os impactos da desaceleração em seguros gerais

Fonte: Portal CNseg

Um leque de ações institucionais está no radar do novo presidente da FenSeg, João Francisco Silveira Borges da Costa, para ajudar o mercado de seguros gerais a atravessar o momento de grandes turbulências no plano econômico. Dar continuidade a ações de seu antecessor, como novas cartilhas detalhando as características dos seguros e guias de orientação ao mercado; promover uma maior aproximação dos sindicatos estaduais, para criar uma agenda comum de trabalho; participar mais dos debates sobre resseguros; manter uma atenção redobrada sobre apólices com potencial de crescimento; e tratar como prioridade absoluta a criação do seguro popular de automóvel serão as bandeiras de João Francisco Borges(presidente da HDI).

Ele adianta que o ano será de grande complexidade para a maioria dos ramos de seguros gerais, em virtude de um quadro macroeconômico e dos efeitos provocados por fatores que incluem desde a elevada taxa de desemprego, passando por inflação elevada, até perda do poder de compra dos salários. “O mercado de seguros gerais vai crescer menos, mas vai lutar para ter crescimento nominal positivo”, diz ele, dando o tom de um ano adverso. Mas há modalidades que estarão mais resistentes à desaceleração. Seguro Rural, D&O, Garantia são bons exemplos disso. Também a educação financeira é outra arma importante para pelo menos motivar os segurados a renovar suas compras de coberturas, apesar do orçamento mais apertado de todos. Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida pelo novo presidente da FenSeg.

1-Quais são as prioridades de sua gestão e de que forma tais ações institucionais podem atenuar a provável desaceleração de negócios esperada pela recessão econômica? Posso enumerar cinco prioridades em minha gestão. A primeira é dar continuidade às ações iniciadas na gestão passada e consolidá-las. A segunda é tratar como prioridade absoluta a implantação do seguro popular de automóvel. A terceira é ampliar a integração com os sindicatos estaduais, identificando problemas dos mercados locais, incluindo-os na agenda da FenSeg. A quarta prioridade é uma participação mais ativa na questão do resseguro. A quinta é dar atenção especial a quatro modalidades com grande potencial de expansão: Seguro Rural, D&O, Habitacional e Garantia.

2- O senhor poderia citar um exemplo de ação iniciada na gestão passada que terá continuidade durante seu mandato. Como exemplo, posso destacar as ações que visam aperfeiçoar o relacionamento com os consumidores. Em consequência, novas cartilhas ou guias de orientação ao mercado serão publicados, porque tais iniciativas dão certo, ampliam o entendimento e ajudam os consumidores a adquirir coberturas mais adequadas às suas necessidades. Quanto maior a educação, melhor será o diálogo com nosso segurado.

3- Por que o senhor diz que a aprovação do seguro popular de automóvel é uma prioridade absoluta? Sua aprovação representa uma opção para mitigar um pouco a queda esperada na carteira de automóvel, em virtude da retração forte na venda de carros novos. Este produto, quando devidamente em funcionamento, deverá assegurar um acréscimo de 10% aos prêmios da carteira de automóvel e um percentual ainda maior em itens segurados.

4- O senhor pode detalhar um pouco como será essa interlocução da FenSeg com os sindicatos? A ideia é ampliar a integração com os sindicatos, informar-se dos problemas específicos de cada praça, como roubo e furto, impasses fiscais, legislações estaduais eventualmente inconstitucionais, e incorporar os pleitos dos sindicatos à pauta de trabalho da FenSeg, a fim de buscar uma saída mais efetiva, célere e garantir o bom funcionamento do mercado.

5- Na questão do resseguro… Queremos uma participação mais ativa na questão do resseguro, porque 95% das compras de planos de resseguros são gerados pelas associadas da FenSeg. Então, a ideia é ter este assunto no radar e dentro do foco da FenSeg, porque o resseguro é uma parte fundamental de nosso negócio e estratégico para viabilizar a participação das seguradoras no D&O, Riscos de Engenharia e nos grandes riscos de uma forma geral. 6- Explique este olhar mais atento a quatro modalidades de seguros gerais.

Este grupo de seguros tem um potencial de crescimento bastante razoável, mesmo que, a curto prazo, sejam afetados pela conjuntura mais adversa. No caso do seguro Rural, aliás, suas perspectivas são muito positivas, porque o agronegócio está em franca expansão e ignora a atual crise. O seguro Garantia é outra aposta promissora do mercado e continuará a ter uma demanda crescente nos próximos anos, porque reúne uma gama de coberturas sob seu guarda-chuva e ainda se beneficia do acordo de Basileia. Já o D&O, tendo em vista as punições mais severas impostas pela Justiça a executivos, mantém a procura aquecida e crescente. Em contrapartida, o Habitacional não deve crescer muito a curto prazo, porque existe uma retração no mercado de construção civil.

7- Nos grandes riscos, espera-se uma retração dos investimentos em obras de infraestrutura. Este cenário mais negativo deve alterar a política de subscrição de riscos do mercado? Evidentemente que o critério de subscrição das seguradoras deve estar sintonizado com o momento econômico. Haverá seleção maior de riscos e, eventualmente, aumento de preços de coberturas mais afetadas por sinistros, mas nada que afete a expansão dessas carteiras.

8- A crise econômica também propicia aumento das fraudes. O mercado está preparado para combater com mais eficiência esta ação criminosa? Quais as carteiras de seguros gerais mais propensas a enfrentar tentativas de fraudes? Historicamente, a fraude tem tendência de avançar em períodos de crise econômica. Talvez a carteira mais exposta a pequenas fraudes é a de automóvel. Mas as seguradoras estão com seus filtros prontos para identificar e combater as fraudes. Pode haver outras atingidas, como os seguros compreensivos, mas nada tão significativo. Mas acho que a fraude continuará a ser mais frequente na carteira de automóvel por permitir gerar “um capital de giro” mais rápido, caso o crime não seja identificado.

9- Apesar da crise, especialistas lembram que o consumo per capita reduzido de seguros cria uma espécie de colchão para seu crescimento fora da curva da contração. É possível incorporar mais consumidores ao mercado e de que forma a educação financeira é estratégica nesse sentido? A educação financeira é importante para atrair a nova classe média e incorporar a seus hábitos o consumo de seguros. Mas a educação em si não é um fator definitivo da compra; o fator preponderante ainda é a renda. A educação financeira apenas contribui para um consumo maior e melhor de seguros. Mas não há dúvidas de que o momento é mais difícil para incorporar novos entrantes. Mas os que já possuem seguros vão se esforçar para mantê-los, porque estão conscientes de que, considerando a crise, talvez não disponham de reservas próprias para adquirir um novo carro, após o roubo e furto do anterior, ou reconstruir seu imóvel.

10- Os eventos climáticos extremos tornam-se cada vez mais frequentes no Brasil. De que forma as seguradoras estão se preparando para ampliar sua presença neste nicho de mercado e como encaram a reclamação de que as coberturas insuficientes. Veja, o que existe, na prática, é que há coberturas que contemplam eventos climáticos e outras não. Há eventos cobertos nas diversas carteiras de massificados, como danos decorrentes de vendavais, alagamentos, chuvas. Mas o mercado não vai oferecer produtos, por exemplo, à população ribeirinha, sem escritura dos imóveis e/ou instalada em locais de risco. Não é uma resposta adequada transferir o problema social para a seguradora. Independente disso, seguro de automóvel contempla coberturas como alagamento, granizo; há coberturas também disponíveis no seguro de residência. É também fato que as seguradoras que dão coberturas para eventos climáticos adotam uma sofisticada política de subscrição de riscos e de precificação. O acesso de novos dados, como aqueles de microrregiões climáticas de maior exposição a risco, é importante para uma tarifação adequada e justa. Eu diria que os dados de microrregiões climáticas estão para o mercado de riscos ambientais assim como o CEP para a carteira de automóvel.

11- No plano regulatório, quais serão os temas prioritários que a Fenseg planeja discutir com a Susep? Além do seguro popular de automóvel, temos a questão do Dpem e outros projetos institucionais maiores nos quais estaremos inseridos ao projeto global da CNseg.

12- Qual sua previsão para 2016? O mercado de seguros gerais vai crescer menos, mas vai lutar para ter crescimento nominal positivo. Isso porque estamos cientes que vários ramos de seguros gerais vão sentir os impactos do ambiente macroeconômico. Afinal, a redução da oferta de crédito, a inflação elevada e seu impacto no poder de compra, o desemprego crescente são fatores negativos para o bom andamento do nosso mercado

Novos produtos, inclusive para investidor qualificados, e modernização da distribuição no radar do novo presidente da Fenaprevi

Fonte: Portal CNseg

edson francoCom mais de R$ 500 bilhões acumulados em reservas técnicas, um destaque entre os investidores institucionais locais, este mercado de Pessoas quer ter reconhecida sua relevância em termos macroeconômicos. Este novo estágio da indústria a coloca “em um novo patamar de acesso e influência em discussões estratégicas com reguladores e outros interlocutores”, assinala o novo presidente da FenaPrevi, Edson Luis Franco (também CEO de Vida e Previdência da Zurich para América Latina). Ao mesmo tempo, tal expansão demanda uma evolução contínua de produtos e canais, atraindo novos poupadores aumentando a visibilidade do setor perante o público.

Além de produtos para atender diversos segmentos de mercados e maior alinhamento às práticas mundiais dessa indústria, também está no radar do novo presidente a modernização da distribuição, por meio da diversificação e capacitação dos canais, e regulamentação da figura do agente de seguros de Vida. Outro tópico é a participação ativa da FenaPrevi nas discussões para o aperfeiçoamento do arcabouço tributário e regulatório do setor, viabilizando prioritariamente as evoluções em qualidade de venda e oferta ao cliente.

Há também desafios e oportunidades à espreita do setor. “As mudanças no perfil demográfico e socioeconômico brasileiro nas próximas décadas, com queda da natalidade, aumento da longevidade e envelhecimento da população, resultam em desafios e oportunidades”, reconhece Edson Franco. Segundo ele, o uso de meios digitais para se comunicar, principalmente com o público mais jovem, e distribuir previdência e seguros é uma das agendas da FenaPrevi. Ainda há um descompasso entre o novo perfil do consumidor e a legislação vigente. O consumidor atual está integralmente conectado nas plataformas digitais e a regulação precisa avançar e modernizar nesse sentido. Lembrando que o Brasil é o 2° país com maior número de usuários do Facebook, com cerca de 95 milhões de pessoas, e o 5° maior mercado de celulares do mundo, co m mais de 280 milhões de usuários, Edson Franco diz que ainda há um descompasso entre a legislação vigente e o perfil do consumidor. Daí porque o uso dos meios digitais para distribuir previdência e seguros e se comunicar com este consumidor amante de tecnologias está na agenda de trabalho da FenaPrevi.

Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida pelo novo presidente da FenaPrevi ao portal da CNseg: 1-Quais são as principais prioridades de sua gestão para o triênio 2016-2019? As nossas prioridades estão ancoradas nas metas do planejamento estratégico de longo prazo da federação, com objetivos claros e bem-definidos. Outro aspecto importante é a consolidação do setor como segmento relevante em termos macroeconômicos. Fechamos 2015 superando os R$ 500 bilhões de reservas técnicas, o que nos coloca em um novo patamar de acesso e influência em discussões estratégicas com reguladores e outros interlocutores. Esta expansão também demanda uma evolução contínua de produtos e canais, atraindo novos poupadores aumentando a visibilidade do setor perante o público.

Temos três objetivos relevantes para o desenvolvimento dos mercados de Previdência Complementar aberta e de seguro de Pessoas. O primeiro é evoluir o portfólio de produtos, em linha com as necessidades dos diversos segmentos de clientes, estudo das experiências de outros países para anteciparmos tendências e maior tipificação da oferta para assegurar sólida atratividade aos consumidores. O segundo é promover a modernização da distribuição, por meio da diversificação e capacitação dos canais e regulamentação da figura do agente de seguros de Vida amparando a venda, cada vez mais, em processo consultivo que garanta a oferta de produtos que possam prover adequada proteção ao trabalhador e seus familiares, em cada uma das etapas de sua vida. E o terceiro é participar ativamente do aperfeiçoamento do arcabouço tributário e r egulatório para o setor, viabilizando prioritariamente as evoluções em qualidade de venda e oferta ao cliente. Ampliar a função da indústria de apoiar investimentos de longo prazo, utilizando como fonte o natural incremento do volume de ativos, gerando importante ganho de escala, que, entre outros aspectos, proporciona ganhos de eficiência e melhor potencial de adequação dos custos de servir aos clientes.

2-Quais são os desafios para o setor? As mudanças no perfil demográfico e socioeconômico brasileiro nas próximas décadas, com queda da natalidade, aumento da longevidade e envelhecimento da população, resultam em desafios e oportunidades. Dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentados em 2015, mostram que em 2030 teremos cerca de 41,5 milhões de idosos no País, contra 14,2 milhões que tínhamos em 2000. Outra mudança ocorre também com a redução no número de jovens de 15 a 29 anos. Em 2000, a faixa era 28,2% da população e, em 2030, deverá ser 21%, resultado da queda da fecundidade. O contingente de idosos é segmento populacional que mais cresce no País e exigirá mais cuidados previdenciários, de proteção e de saúde. Por outro lado, a inclusão social e o aumento da classe média ao longo da última década também trazem uma perspectiva socioeconômica interessante. Independentemente do difícil contexto econômico e político atual, dados do Banco Mundial indicam que a renda per capita do Brasil cresceu de US$ 2.274 em 1993 para US$ 11.384 em 2014. Diante desse cenário, o nosso desafio é atuar como agentes de conscientização da população sobre os riscos de perda de renda e de vida e como consequência da importância de se proteger adequadamente.

3-Há uma mudança também no perfil do participante em previdência e seguros? Além da mudança demográfica e socioeconômica há um componente cultural, que também é importante observar. A média de idade do investidor que hoje aplica em previdência é de 45/46 anos, a geração que ainda tem uma memória inflacionária. Já as novas gerações tendem a ter uma visão mais de longo prazo, pois já viveram experiências de estabilidade monetária e macroeconômica. A cultura de poupança de longo prazo muda com o tempo, e nós temos também a responsabilidade de formar pessoas, ajudá-las a entender a importância desses mecanismos de investimento e de proteção que correspondam a essas expectativas. Isso gera a necessidade de soluções mais sofisticadas.

4-E como atender este perfil de cliente? É neste ambiente que trabalhamos para desenvolver produtos tipificados para atender às necessidades desse perfil de consumidor que emerge. Um exemplo é o Prev. Saúde, um seguro com cobertura de sobrevivência que permite usar os recursos acumulados em despesas com saúde. O Prev. Saúde foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora está sendo relatado no Senado. Outro foco é a criação do Universal Life, seguro de vida que mescla acumulação de recursos para o futuro (sobrevivência do cliente) e indenização para a família em caso de morte prematura do segurado. Ainda sobre prioridades de produtos, concentraremos esforços no desenvolvimento de opções para rendas, as chamadas famílias de annuites. Por exemplo, annuites variáveis que é um seguro de renda com cobertura de vida e benefício fiscal, co m pagamento de prêmio periódico ou único, e vasta possibilidade de escolhas para investimentos. E também annuites flexíveis, com rendas em que o cliente pode, rotineiramente, repensar sua opção e promover ajustes, para adequá-la ao seu estilo e momento de vida.

Nesta participação ativa da federação, priorizando as evoluções em qualidade de venda e oferta ao cliente, estamos apoiando a Susep na estruturação dos processos de distribuição e arcabouço regulatório que tende a modernizar o Seguro Viagem e o Auxílio Funeral, como operações de seguros, antes comercializados como serviços puros. A regulamentação do proponente qualificado é outro exemplo de modernização do setor e do arcabouço regulatório para atender a este perfil de consumidor. Ele está na fase de regulamentação e será um produto específico para o cliente que tem conhecimento mais profundo do mercado financeiro, a quem são concedidos limites maiores de alocação em investimentos de renda variável, cambial e imóveis. Isso permitirá a montagem de fundos mais complexos para aplicaç& #245;es em ativos de maior risco e maior retorno, levando em consideração o perfil do investidor e a idade em que ele se encontra.

5-Quais são as outras ações da federação voltadas para a distribuição de produtos? Quanto mais sofisticada a oferta de produtos de acumulação e proteção, maior a exigência na qualificação de venda. Ou seja, quando o gestor e o corretor recomendar uma modalidade de previdência ou de seguros, ele deve ter uma base sólida para definir qual é o produto mais adequado ao perfil de cada um de seus clientes. É o que chamamos de suitability. Para fortalecer o processo consultivo nos canais de distribuição diante da CNseg, já iniciamos, em 2015, um amplo programa de certificação profissional, o qual abrange estrutura técnica, aspectos legais e regulatórios de seguros, previdência e capitalização, ética, ouvidoria, controles internos, aspectos contábeis e financeiros, e canais de distribuição. Foram 1.665 inscritos. A Escola Nacional de Seguros também implantará neste ano curso preparatório para o exame de certificação. É prioridade da Federação formar agentes de Vida e Previdência para uma venda mais consultiva e, também, dar apoio consultivo para o investidor ao longo de todas as etapas do plano.

6-A distribuição por meio de plataformas digitais é outra prioridade desta gestão? O uso de meios digitais para se comunicar, principalmente com o público mais jovem, e distribuir previdência e seguros é uma das agendas da federação. Ainda há um descompasso entre o novo perfil do consumidor e a legislação vigente. O consumidor atual está integralmente conectado nas plataformas digitais e a regulação precisa avançar e modernizar nesse sentido. O Brasil é o 2° país com maior número de usuários do Facebook, com cerca de 95 milhões de pessoas, e o 5° maior mercado de celulares do mundo, com mais de 280 milhões de usuários, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações. Estamos muito próximos do órgão regulador e da sociedade, construindo e modernizando para nos adaptar a essa realidade, desenvolvendo no vos canais que, amparados pela diversidade de meios hoje existentes, respeitem as preferências e perfil de cada cliente. 7

-Qual a importância da Educação Financeira para o setor? A modernização do portfólio de produtos, em conjunto com uma flexibilização das regras de investimentos, e o amadurecimento da cultura de longo prazo têm uma ligação direta com a Educação Financeira. A educação é um grande gap em praticamente todas as áreas de negócios no País. E nas áreas de Previdência Complementar aberta e de Seguros de Pessoas, o investimento em educação financeira é primordial para ajudar o investidor a compreender, cada vez mais, a necessidade de um planejamento financeiro para o futuro, e do seguro para proteção pessoal e da família. A educação financeira é um esforço que exige também melhoria na qualidade da comunicação e transparência dos produtos

Liberty Seguros aposta em imobiliárias para a comercialização de seguros residenciais

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A Liberty Seguros acaba de lançar o Liberty Residência Imobiliária, que protege casas, apartamentos e comércios contra os danos mais comuns que podem acontecer aos imóveis. O seguro, que será comercializado por meio de imobiliárias, oferece coberturas que vão além do seguro contra incêndio, previsto na lei do inquilinato.

“Pesquisas recentes têm demonstrado o aumento do número de pessoas interessadas em alugar em vez de comprar imóveis. Alinhados a esta tendência, produtos como o Liberty Residência Imobiliária garantem a tranquilidade da imobiliária, do proprietário e do inquilino do imóvel segurado”, diz Vilma Monteiro, gerente de Seguro Residência da Liberty Seguros. “Os proprietários, por exemplo, têm seu patrimônio segurado em caso de sinistro, enquanto os inquilinos podem contar com a cobertura para o conteúdo do imóvel”.

Os clientes que contratarem o Liberty Residência Imobiliária terão à sua disposição cobertura para incêndio, perda ou pagamento de aluguel, danos elétricos, vendaval e assistência 24 horas. Além disso, poderão contar com benefícios do Descarte Responsável, que oferece consultoria sustentável, descarte de móveis e eletrodomésticos, e coleta e descarte responsável de entulhos de pequenas obras.

Pan Seguros comemora crescimento de vendas e lucro em 2015

Macedo: buscamos soluções inovadores
Macedo: buscamos soluções inovadores
Macedo: buscamos soluções inovadores

A Pan Seguros, que está sendo negociada pelo BTG Pactual com o grupo francês CNP, fechou o ano de 2015 em crescimento expressivo. O faturamento chegou a R$ 340,4 milhões, crescimento de 72% sobre os R$ 198,4 milhões alcançados em 2014. O lucro líquido foi de R$ 74,3 milhões, acréscimo de 27% em relação aos R$ 58,7 milhões obtidos no mesmo período de 2014.

O bom desempenho é resultado do forte investimento da seguradora na equipe com foco em massificados e da diversificação dos ramos em que a seguradora opera, principalmente do segmento de seguro de danos, que em 2014 representava 7% da carteira e atingiu 35% em 2015. Além disso, a PAN Seguros adquiriu uma carteira habitacional, informa a companhia em comunicado à imprensa.

“Investimento em profissionais especializados, diversificação em produtos e canais de distribuição com a manutenção da qualidade de nossos serviços foram fundamentais para demonstrar que estamos no caminho certo”, ressalta José Carlos Macedo, CEO da Pan Seguros, na nota. “Em 2016, manteremos o nosso foco em sustentar os nossos índices de performance sólidos e trabalharemos para levar as melhores soluções em seguros para os brasileiros”, acrescenta.

APTS debaterá riscos digitais e segurança da informação em seguros

Por Márcia Alves

Se o avanço da era digital proporcionou às empresas múltiplas e eficientes ferramentas de interação com outras organizações e clientes, também colocou em risco a confidencialidade, integridade ou disponibilidade de dados ou sistemas. Hoje, a questão não é saber “se” a empresa sofrerá um ataque cibernético, mas “quando” e “como” ocorrerá. Para discutir os impactos e as formas de prevenção a essas novas ameaças, a APTS realizará o “Seminário Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros”, no dia 30 de março, das 9h às 12h, no auditório do Sindseg-SP, em São Paulo.

Sob a organização de Maria Amélia Saraiva, diretora da APTS e titular da Saraiva Advogados Associados, o evento contará com a participação de Patrícia Peck Pinheiro, uma das maiores autoridades em riscos digitais no Brasil. Em sua palestra, ela analisará o novo ambiente dos riscos digitais e a necessidade de conscientização. A especialista também abordará os impactos nos negócios e na reputação de empresas, responsabilidades na divulgação de informações e, principalmente, as oportunidades para o mercado segurador.

Maria Amélia destaca, ainda, a expansão das ameaças cibernéticas como um risco que deve receber mais atenção do setor de seguros. Hoje, o Brasil ocupa a incomoda posição de terceiro país com maior número de ataques, atrás dos Estados Unidos e China. Por isso, ela ressalta que a temática do seminário será abrangente, com enfoque inédito no aspecto educacional, além do técnico. “Serão transmitidas informações importantes sobre proteção de dados, inclusive das próprias seguradoras e corretoras, que também são alvos de cibercriminosos. Outro objetivo será contribuir para melhorar a oferta de produtos de seguros nessa área”, diz.

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Seminário de Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros

Dia 30 de março, das 9h às 12h, no auditório do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (Sindseg-SP), na Av. Paulista, 1.294, 4º andar, S. Paulo, SP.

Informações e inscrições pelos telefones: (11) 3227 4217 e 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br

Mercado segurador fatura R$ 218,7 bi em 2015, crescimento real de 1%

Captura de Tela 2016-03-09 às 19.37.36Fonte: portal Tudo Sobre Seguros

O faturamento do mercado de seguros regulado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que exclui saúde, sob a tutela da Agência Nacional de Saúde (ANS), atingiu R$ 218,7 bilhões, o que representou aumento nominal de 10,1% sobre o volume no mesmo período de 2014. Dado que a inflação média anual em 2015 (IPCA) foi de 9,0%, infere-se que houve acréscimo real da arrecadação de 1%. Tal desempenho foi marcadamente diferenciado entre os grandes grupos – produtos de acumulação, produto de risco em seguros de pessoas, seguros gerais e capitalização.

A arrecadação bruta de produtos de acumulação mostrou, em jan./dez. de 2015, alta de 18,3% sobre jan./dez. de 2014, sendo de se destacar a alta expressiva das contribuições do VGBL individual no período, que subiram 21% no mesmo período. As contribuições ao PGBL e a planos tradicionais tiveram variação de 7,1% e queda de 3,2%, respectivamente no período. Os prêmios de seguros de vida individual, vida coletivo e prestamista tiveram variações de 23,3%, 7,9% e 3,1% nesta ordem. Assim, os produtos de risco do ramo vida tiveram alta da receita de 7,6% em jan./dez. de 2015 sobre jan./dez. de 2014, bem abaixo da expansão dos produtos de acumulação. Em termos reais (ou seja, extraindo-se o efeito inflacionário), observa-se que a arrecadação dos seguros de pessoas/ produtos de risco manteve-se abaixo da inflação (-1,3%) em relação a 2014, enquanto a de seguros de pessoas / produtos de acumulação cresceu 8,5%.

A arrecadação de prêmios de seguros gerais cresceu apenas 4,9% em jan./dez. de 2015 sobre jan./dez. de 2014 em função do fraco desempenho da economia neste ano. Assim, em termos reais, tal arrecadação mostrou decréscimo de 3,8%. Dentro desse grupo, o faturamento do ramo mais importante – seguro de automóveis – cresceu 3,5% sobre jan./dez. de 2014 e o do seguro patrimonial, alta de 2,7%, em jan./dez. de 2015 sobre jan./dez. de 2014. No âmbito da ANS, as receitas de contraprestações das operadoras médico-hospitalares foram estimadas em R$ 145,3 bilhões em jan./dez. de 2015, o que representa 14,3% a mais em relação à receita de jan./dez. de 2014, quando as mesmas atingiram R$ 127,1 bilhões. Um avanço de 4,9% em valores reais, já descontada a inflação. A receita das empresas de capitalização manteve desempenho negativo, caindo 2,3% em jan./dez. de 2015 contra jan./dez. de 2014, diferente do aumento de 4,3% em jan./dez. de 2014 sobre jan./dez. de 2013.

Comportamento no trimestre: Na comparação do trimestre out./dez. de 2015 contra igual trimestre do ano anterior, que permite aferir a tendência mais recente, o comportamento é de desaceleração e, em diversos casos, declínio, certamente causado pela conjuntura de recessão e inflação. De fato, a inflação aumentou para 10,4% no trimestre out./dez. de 2015 contra out./dez. de 2014 e o Índice de Atividade do BC (IBC-BR) caiu 6,2% no trimestre set./nov. de 2015 contra o mesmo trimestre de 2014. A arrecadação do mercado regulado pela SUSEP teve avanço nominal de 5,0%, logo queda real de 4,9%. A arrecadação dos produtos de acumulação teve avanço nominal de 8,3% com destaque para a recuperação nominal da arrecadação do VGBL individual de 10,0%. No mesmo período, os regates do VGBL foram de 6,7%. Os prêmios de produtos de risco do grupo vida cresceram 2,8% no trimestre, sendo de se notar a queda de arrecadação de 11,4% do seguro prestamista, certamente, em função da queda das vendas a prazo. No caso dos seguros gerais, a taxa de crescimento dos prêmios no trimestre foi 3,0%, menor que os 4,9% de alta no acumulado do ano. Os prêmios de seguros de automóvel tiveram alta de apenas 1,2% no trimestre (logo queda real de 9,2%). Os prêmios de seguros multirriscos patrimoniais, o segundo maior ramo do grupo, subiram 2,5% em termos nominais (queda de 7,8%).

Mais informações no site em: http://www.tudosobreseguros.org.br/sws/tools/reproducao/reproducaoedt.html

Centro de Pesquisa estuda avanços desde abertura do resseguro

claudio contadorFonte: Boletim Acontece, da Escola Nacional de Seguros

Com o objetivo de avaliar a influência do resseguro no faturamento de prêmios de seguros, a relação causal entre a oferta dos dois e o papel das resseguradoras locais no desenvolvimento do mercado nacional, o Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, lançou a pesquisa “Seguro e Resseguro: Interdependência e Causalidade Pós-abertura”.

Diretor do CPES e um dos coordenadores do estudo, Claudio Contador submeteu o trabalho, elaborado em janeiro deste ano, à avaliação de um grupo de especialistas durante workshop, que aconteceu na última quinta-feira, 3 de março, na sede da Escola, no Rio de Janeiro (RJ).

“A abertura do resseguro em 2007/2008 foi uma mudança radical no mercado de seguro no Brasil, com impactos positivos que estão apenas começando. Os resultados abrem um próspero caminho para novas pesquisas, e neste sentido o trabalho pode ser considerado pioneiro”, relata a pesquisa.

O workshop será realizado também em São Paulo (SP), no dia 28 de abril. O estudo será atualizado com as contribuições de outros especialistas e estará disponível para consulta e download a partir de abril, quando será lançado o site do CPES.

Participaram do encontro os analistas da Susep e membros do Centro de Pesquisas Aplicadas em Risco da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CEPAR/UERJ), César Neves, Eduardo Fraga e William Lima Neto; Sandro Leal Alves, gerente geral da FenaSaúde; Camila Avozani, membro do Núcleo de Estudos e Projetos da CNseg.

A reunião também contou com a presença dos professores da Escola Luiz Antonio Nunes da Silva e Roberto Castro, conselheiro da Revista Brasileira de Risco e Seguro; Lauro Faria e Carlos Percy, coordenador e membro do portal Tudo Sobre Seguros, respectivamente; e a equipe do CPES, Natália Oliveira (coordenadora), Christiane Sonoki e Caroline Rodrigues.

Vivo e Zurich lançam parceria para venda de seguro celular

Captura de Tela 2016-03-09 às 15.51.29A Telefônica Vivo lançou em parceria com a Zurich o “Proteção Celular Pré-Pago”, primeiro seguro para clientes pré-pagos com cobertura semanal. Os clientes pré-pagos da operadora poderão contratar uma apólice para proteger seus celulares contra roubo e furto qualificado, além de concorrer a sorteios semanais de até R$ 1.500,00. O novo seguro oferece cobertura de até R$ 500,00 e custa R$ 2,99 por semana, descontados diretamente do saldo de recarga do cliente. Uma vez que o seguro é contratado, a cobrança de R$ 2,99 ocorre semanalmente, de forma automática. Mais informações com coberturas, exclusões e atendimento no link http://protecaocelular.com.br/index.aspx

2º Seminário Anglo-Brasileiro de Seguros e Resseguros acontece dia 16

banner_lateralO Consulado Britânico realiza o 2º Seminário Anglo-Brasileiro de Seguros e Resseguros. O evento será realizado dia 16 de março, próxima quarta-feira, em São Paulo e contará com tradução simultânea inglês/português.Entre as empresas palestrantes a programação traz Consulado Britânico, Susep, IUA London, Swiss Re Brasil, Zurich Brasil, HFW London, Chalfin Goldberg São Paulo, OCS, HFW São Paulo, CTA London e AIG.

Agenda

09:00 – 09:30 – Welcome Coffee

09:30 – 10:00 – Opening Remarks

British Consulate representative

Flavio Girão Guimarães, Susep

10:00 – 10:30 – ‘Why London matters?’

Dave Matcham, IUA, London

10:30 – 11:00 – ‘Why Brazil matters?’

Margo Black, Swiss Re Brasil

11:00 – 12:00 – Debate on Current Regulatory Environment in Brazil

Dave Matcham, IUA, London

Flavio Girão Guimarães, Susep

12:00 – 13:30 – Networking Lunch

Brunch offered by UKTI will be served at the foyer

13:30 – 14:30 – D&O insurance/reinsurance and recent developments in Brazil

Celso Junior, Zurich Brasil

Chris Cardona, HFW London

Ilan Goldberg, Chalfin Goldberg Sao Paulo

14:30 – 15:30 – How to improve the claims handling environment in Brazil?

Guilherme de Freitas, OCS

Geoffrey Conlin, HFW Sao Paulo

Hugh Sparks, CTA London

Ricardo McQuattie, AIG

15:30 – 16:00 – Coffee Break

16:00 – 17:00 – Global Insurance Programmes

17:00 – 17:20 – Closing Remarks

17:20 – 20:00 – Networking Cocktail