Paes: "A melhor saída é gerenciar os riscos ambientais"
A LIU, divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, anuncia que Fernando Paes é seu novo diretor no país. Com mais de 30 anos de experiência na área de resseguros, o executivo será responsável pelo desenvolvimento estratégico do Brasil no aumento de oferta dos produtos da LIU.
Fernando é formado em engenharia civil, tem pós-graduação em administração e está no Grupo Liberty desde 2009. Anteriormente, atuou na linha de Property, na Liberty Special Markets.
Com sede em Nova York, a LIU opera em uma extensa rede de escritórios na América do Norte, Europa, Ásia, Oceania e América Latina, aliando sua expertise internacional de riscos ao conhecimento local para entregar uma análise consultiva de riscos especiais para seus clientes.
A divisão conta com um time de engenheiros de risco em cada área de atuação, que inclui Responsabilidade Civil Ambiental, Engenharia, Directors & Officers (D&O), Responsabilidade Profissional (E&O), Marine, Energia e Crisis Management.
O foco em especialização técnica tornou a seguradora uma das principais do país nessa área. Os engenheiros de cada área têm vasta experiência no mercado local e mundial e amplo conhecimento técnico. Eles também recebem suporte regional da companhia para suas análises, que os auxilia desde o momento da contratação dos seguros até na hora de oferecer recomendações aos segurados.
Ronald Bolaños, que ocupava o cargo de diretor da LIU no Brasil, passa a ser o diretor de Property e Resseguros da LIU América Latina, que inclui as linhas de Property e Terrorismo. O executivo assume a posição em Miami e seu desafio será consolidar o crescimento na região, por meio do aumento da oferta de produtos e do incentivo de uma sinergia maior entre as linhas oferecidas.
A Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) divulgou os dados do segmento no primeiro mês do ano. No mês de janeiro de 2016, foram distribuídos mais de R$ 119 milhões em prêmios para clientes de todo o país. O valor equivale ao pagamento R$ 6 milhões por dia útil. Somente para a região Sudeste foram distribuídos mais de R$ 69 milhões em sorteios. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideraram o ranking de clientes contemplados no período.
Para Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, a diversificação de produtos é um fator importante para a consolidação dos títulos de capitalização como solução de negócios com sorteios. “O título de capitalização está cada vez mais presente na vida das pessoas, seja como solução para a conquista da disciplina financeira, para a garantia locatícia, para o exercício da filantropia ou para incremento de outros segmentos econômicos”, diz.
O volume das reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes e que serão resgatados ao fim do prazo de vigência dos títulos – cresceu 2,9%, ultrapassando os R$ 30 bilhões. Os resgates somaram R$ 1,489 bilhão, registrando um aumento de 14,77%. O faturamento global das 17 empresas do segmento associadas a FenaCap, atingiu R$ 1,535 bilhão, o que representa um crescimento de 0,93% em relação ao mesmo período de 2015.
A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – acaba de lançar uma nova iniciativa que convida as pessoas a compartilhar o que mais valorizam nas cidades em que moram ou nasceram. A campanha Viver Bem Em busca incentivar o público a expressar o amor pela cidade e inspirar outras pessoas a viverem melhor.
Para participar, basta a pessoa enviar para o e-mail viverbemem@agenciarma.com.br uma frase, foto ou vídeo, com uma breve descrição do que é, sob sua ótica, Viver Bem Em. Pode ser andar de bicicleta, ir à praia, fazer caminhadas ou praticar esportes em parques e praças, assistir a eventos culturais, ouvir o canto dos pássaros; enfim, qualquer coisa que mostre como é possível levar uma vida agradável e de qualidade na cidade em que mora ou em que nasceu.
Todos os exemplos serão publicados nas redes sociais da Yasuda Marítima para que seus seguidores possam acompanhar um panorama do que é Viver Bem Em vários pontos do País. A campanha foi criada pela RMA Comunicação, a partir do Bom Te Ver Bem!, conceito que desde 2012 orienta as ações da Yasuda Marítima Seguros por meio de um novo ciclo de comunicação com o consumidor, no qual passou a defender uma “causa”, estimulando atitudes positivas que propiciem qualidade de vida.
“Essa iniciativa é voltada a toda comunidade. Convidamos todos a contribuírem com essa reflexão sobre tudo aquilo que torna a vida melhor nos espaços em que moramos e convivemos com os outros. Essa ação é mais uma oportunidade de mobilizarmos cidadãos interessados em compartilhar aspectos positivos do dia-a-dia que podem fazer a diferença e que, muitas vezes, algumas pessoas deixam de prestar atenção”.
A companhia colocou no ar uma animação em vídeo produzida pela Opala Filmes que convida as pessoas a participarem da iniciativa. Para assisti-lo basta acessar: http://bit.ly/ViverBemEm
Quatro organizações sociais receberam o apoio da SulAmérica para a execução de projetos relevantes na área da saúde: Lar Torres de Melo (CE), Associação Imagem Comunitária (MG), Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (SP) e Centro de Atendimento e Inclusão Social (MG). Mais de R$ 6 milhões foram doados pela seguradora via leis de incentivo fiscal. As entidades foram selecionadas a partir de edital para captação de novos parceiros para projetos sociais, iniciativa promovida anualmentepela empresa e que registrou, nestasétima edição, um número recorde de inscrições, com 125 projetos enviados por instituições de todo o Brasil.
“A SulAmérica realiza o investimento social em alinhamento à estratégia de negócios, com geração de valor para a sociedade, especialmente por meio de projetos que visam a ampliar o acesso à saúde e ao bem-estar. Construímos uma marca de referência no setor ao longo de 120 anos e, por isso, temos como compromisso apoiar a cadeia de saúde que serve aqueles que necessitam”,comenta o superintendente de Sustentabilidade da SulAmérica, Tomás Carmona.
Para as doações, foram utilizadas as leis nº 12.715/2012, que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON) e o Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD); nº 12.213/2010, queestabeleceu os Fundos Municipais, Estaduais e Nacional do Idoso; e nº 8.069/90, que instituiu os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Sobre os projetos contemplados no edital:
Lar Torres de Melo (CE) –Localizada em Fortaleza, a associação sem fins lucrativos é o segundo maior lar para idosos do Nordeste, acolhendo mais de 220 pessoas, muitas delas abandonadas ou sem familiares próximos. A doação da SulAmérica será utilizada na manutenção e no aprimoramento das atividades de saúde do lar, visando ao envelhecimento digno dos acolhidos.
Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (SP)–Hospital de referência em oncologia na cidade de São Paulo, o IBCC atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênio e particulares e é reconhecido pelo tratamento humanizado.Atualmente, conta com 180 leitos. A doação da SulAmérica será aplicada, principalmente, na compra de um novo Acelerador Linear, para tratamento de Radioterapia.
Associação Imagem Comunitária (MG)– Organização que, desde 1993, promove projetos e programas de saúde, educação e protagonismo juvenil, com atividades gratuitas voltadas à proteção da criança e do adolescente. São, em média, 650 jovens atendidos diretamente por ano. O apoio da SulAmérica tem como foco o atendimento clínico, psiquiátrico, psicológico, nutricional e educacional a jovens em situação de risco social.
Centro de Atendimento e Inclusão Social (MG)– Instituição que há 44 anos atua na inclusão e no atendimento a pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro do Autismo do município de Contagem e proximidades. A contribuição SulAmérica visa a capacitar profissionais para diagnóstico e tratamento adequados e a possibilitar uma pesquisa clínicavoltada para a detecção precoce de risco psíquicoem bebês prematuros.
O grupo Bradesco Seguros informa que o diretor-geral Randal Luiz Zanetti foi promovido a presidente, substituindo Marco Antonio Rossi, falecido em novembro passado. Jorge Polman Nasser deixa o cargo de diretor de marketing do Banco Bradesco para comandar a Bradesco Vida e Previdência e a Bradesco Capitalização.
O conglomerado segurador da Organização Bradesco lidera o mercado de seguros brasileiro, com atuação em âmbito nacional nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta. Patrocinador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, junto com o Banco Bradesco, e Segurador oficial do evento, em 2015 o faturamento do Grupo atingiu R$ 64,3 bilhões nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta – evolução de 15,1% em relação ao totalizado no mesmo período de 2014. Há cerca de uma década, o Grupo vem sustentando crescimento médio anual na casa de dois dígitos, mantendo market share em torno de 25%. Seu volume de provisões técnicas atingiu R$ 178 bilhões ao final de 2015.
Randal Zanetti – Natural de São Paulo, 51 anos, casado, Randal Luiz Zanetti assumiu o cargo de Diretor-Geral do Grupo Bradesco Seguros em janeiro de 2014. Fundou e presidiu a Odontoprev S.A., cujo Conselho de Administração preside. É membro Suplente da Câmara de Saúde Suplementar da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. Ex-membro do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e da Comissão de Mercado de Capitais do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Foi Diretor de Assuntos Profissionais do Sindicado Nacional de Odontologia de Grupo (Sinog), professor da disciplina de Endodontia da USP e professor adjunto da disciplina de Prótese da Universidade Cidade de São Paulo (UniCid). Randal Zanetti é formado em Odontologia pela Universidade de São Paulo (USP).
Jorge Nasser – Natural da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, 50 anos, casado, Jorge Pohlman Nasser integra a Organização Bradesco desde 1984. Em 1993, passou a atuar na área de Marketing da Bradesco Vida e Previdência – empresa integrante do Grupo Bradesco Seguros. Em 2006, tornou-se Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. E, em 2010, assumiu a Diretoria de Marketing do Banco Bradesco. Jorge Nasser é formado em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista. Possui PGA – Programa de Gestão Avançada pela Fundação Dom Cabral e Programas Executivos Internacionais: Advanced Management Program – University of Pennsylvania – The Wharton School – Filadélfia, EUA, Leading Change and Organizational Renewal Program – Stanford University Graduate School of Business – Stanford, EUA; Strategic Marketing Communications in the Nanosecond Culture – Kellogg School of Management – Evanston, EUA; StrategicIQ: Creating Smarter Corporations – Harvard Business School – Boston, EUA; Leadership at the Peak Program – Center for Creative Leadership – Colorado, EUA; Executive Education Communication Program – New York Trend Consulting – Nova Iorque, EUA.
O grupo Icatu Seguros alcançou faturamento de R$ 3,2 bilhões em 2015, aumento de 18% em relação ao ano anterior. A soma dos resultados das operações de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar chegou a R$ 475,5 milhões, crescimento de 27% em relação ao ano passado. Já o lucro líquido foi de R$ 216,5, em linha com os R$ 215 milhões registrados em 2014. A companhia chegou ao final de 2015 com R$ 18 bilhões em ativos sob gestão.
O patrimônio líquido da Icatu Seguros atingiu R$ 858,6 milhões em 2015, após distribuição de R$ 100 milhões em dividendos. Com uma sólida posição financeira, a seguradora fechou o ano com aproximadamente R$ 332 milhões em volume de ativos livres.
“Em 2015, mantivemos o ritmo forte de crescimento e lucratividade dos últimos anos, alcançando um retorno sobre patrimônio (ROE) de 26%. Investimos muito em tecnologia, o que nos deu flexibilidade e agilidade para aproveitar as oportunidades de negócios. Fechamos o ano com mais de 1400 funcionários, sendo que 150 foram contratados apenas em 2015 para reforçar nossas equipes e assegurar a qualidade dos nossos produtos e serviços diante do crescimento da empresa” – afirma Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.
Para 2016, o executivo planeja: “Sabemos dos desafios de mais um ano com contexto econômico incerto, mas continuaremos focados no enorme potencial do nosso segmento. Nossa meta é continuar crescendo em todas as linhas de negócios”.
O faturamento da companhia no segmento de seguros de pessoas atingiu R$ 1,4 bilhão no ano, crescimento de 12% em relação a 2014. Destaque para o índice de sinistralidade, que apresentou uma redução de 4 pontos percentuais, reflexo do aprimoramento contínuo da metodologia de subscrição de riscos e controle das carteiras.
Em previdência aberta, a captação líquida (entradas – saídas) cresceu 40%, chegando a mais de R$ 900 milhões. A seguradora atingiu cerca de R$ 9,5 bilhões em reservas de previdência, crescimento de 21% comparado ao ano anterior. Já o segmento de capitalização alcançou R$ 1,9 bilhão em provisões técnicas, crescimento de 14% em relação ao ano passado. A empresa distribuiu aos clientes na forma de sorteios o montante de R$ 35,4 milhões.
A Icatu Vanguarda, gestora de recursos do grupo, fechou 2015 com R$ 11,3 bilhões em ativos sob gestão. A empresa figura nos principais rankings de investimento, se destacando na gestão de fundos de inflação, crédito e dividendos, tendo captado mais de R$ 500 milhões ao longo do ano. Na Icatu Fundos de Pensão, o patrimônio administrado chegou a R$ 2,4 bilhões ao final do semestre, distribuídos entre os 39 planos do fundo Icatu Multipatrocinado e 05 planos Instituídos.
O mercado do Lloyd’s divulgou lucro antes de impostos de US$ 3,1 bilhões, índice combinado de 90% e retorno sobre o capital de 9,1% para 2015. “Este é um resultado louvável para o Lloyd’s. Estes resultados demonstram a contínua solidez financeira e o conhecido desempenho do mercado do Lloyd´s apesar do cenário macroeconômico turbulento”, comentou Marco Castro, CEO do Lloyd’s no Brasil, em nota divulgada a jornalistas.
A posição financeira robusta do Lloyd’s é sustentada por suas classificações de crédito “A” (excelente) pela A.M. Best, “AA-“ (muito forte) pela Fitch e “A+” (forte) pela Standard & Poors.
Detalhes completos sobre os resultados anuais do Lloyd 2015 podem ser encontrados em: www.lloyds.com/annualreport2015
Na semana em que é comemorado o Dia Mundial da Água, a Brasilcap, signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), chama a atenção para o compromisso em prol da sustentabilidade hídrica no Brasil e em todo o planeta. Parceira da Fundação Banco do Brasil (FBB), a companhia – líder do mercado de capitalização – direciona recursos por meio da venda dos seus produtos Ourocap para projetos da FBB que seguem as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre eles projetos com foco em água que beneficiaram 13,3 mil pessoas nos últimos dois anos.
Os ODS foram aprovados por 193 países, durante a Cúpula ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, e tem como objetivo ser uma nova agenda global para acabar com a pobreza até 2030. Com o tema “a água e o emprego”, a edição de 2016 do Relatório Mundial da ONU para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos, produzido pela Unesco, mostra que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos.
A parceria da Brasilcap com a FBB viabilizou oito projetos com foco em água que beneficiaram milhares de pessoas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraná e Rondônia. Água de Saberes: investindo no ser humano para transformar vidas, Reuso de Água da Chuva e Qualificação e Acompanhamento da Reaplicação de Tecnologias Sociais de Água de Produção, dentro do Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido são algumas das iniciativas de destaque. Apenas neste último, 12 mil pessoas em oito estados já foram beneficiadas desde 2014, quando o trabalho foi iniciado.
“A Brasilcap tem contribuído para transformar a vida de muitas pessoas. Encaramos projetos sustentáveis como prioridade na Companhia. Um exemplo é o projeto Água Coletiva, apoiado pela Brasilcap desde 2008. Ele foi concluído no ano passado com a entrega de mais de mil cisternas para captar e filtrar água das chuvas em seis municípios do semiárido pernambucano, beneficiando mais de 5 mil pessoas”, destaca Marcio Lobão, presidente da Brasilcap, contemplada com o Certificado Empresa Cidadã pelo quinto ano consecutivo pelo Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ).
Em 2015, a Companhia direcionou R$ 13,2 milhões para ações de responsabilidade socioambiental (entre iniciativas com foco em meio-ambiente e educação) e R$ 4 milhões para projetos culturais por meio da Lei Rouanet.
No seu primeiro evento do ano, o CVG-SP recebeu o novo presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Franco, dia 16 de março em almoço exclusivo para convidados no Hotel Unique. O presidente do CVG-SP, Dilmo B. Moreira, explicou que o evento estava previsto para acontecer em novembro, no mesmo local, mas foi adiado por causa do falecimento de Marco Rossi e de Lúcio Flávio Conduru de Oliveira. A nova data coincidiu com a troca de comando na FenaPrevi, que, tradicionalmente, também abre os trabalhos do CVG-SP a cada início de ano.
Edson Franco apresentou um panorama do seguro de pessoas, destacando o bom desempenho dos planos de riscos, que cresceram 7,3% até janeiro de 2015. Neste ano, porém, a previsão é de 4,9% de crescimento. Já os planos de acumulação (PGBL, VGBL), cresceram 18% no ano passado e neste ano crescerão 16%. O seguro viagem e o seguro Dotal não sentiram a crise e cresceram 25% em 2015. Este não foi o caso do seguro prestamista que experimentou queda de 25% no mesmo período.
Entretanto, Franco acredita que, apesar de não ser possível estimar sua duração, a crise é temporária. O fim da atual retração econômica se refletirá, a seu ver, em forte retomada do crescimento econômico, com impacto positivo também para o seguro de pessoas. Quando a retomada vier, será com muita força, prevê.
No cenário de longo prazo, o envelhecimento populacional é um grande desafio. O país ainda está na fase do bônus demográfico, mas a expectativa de vida ao nascer aumentou em 7,5 anos nas duas últimas décadas, enquanto a taxa de natalidade caiu. Já os gastos per capita com saúde quintuplicaram entre1993 e 2003, passando de US$ 213 para US$ 1.084.
Os desajustes da Previdência Social também afetam o ramo. Nosso país é mais jovem que o Japão, mas gasta o dobro com Previdência Social, afirmou. A idade média de aposentadoria dos brasileiros, em torno de 54 anos, é mais baixa que a dos demais países, que é de 64 anos.
Outra agravante é acumulação de benefícios: 47% dos pensionistas são aposentados ou trabalham. Já o número de aposentadorias por invalidez supera, por exemplo, o de países que enfrentaram guerras. Para Franco, o setor de seguros tem o dever de trazer essa questão para os holofotes e conscientizar a população de que a capacidade do Estado é limitada.
Na agenda da federação para os próximos três anos, a prioridade número um é o desenvolvimento de novos produtos. Para tanto, vale adaptar as melhores práticas internacionais e até importar produtos. Franco citou o exemplo do Chile, onde uma das principais fontes de negócios e renda é o seguro de annuities, operado por seguradoras. No Brasil, o mercado de annuities ainda não existe. Mas, precisamos nos preparar agora ou então não conseguiremos atender a essa necessidade que virá, disse.
Em termos de novos produtos, Franco enxerga um caminhão de oportunidades para o setor. Por enquanto, o Prev Saúde aguarda a aprovação do governo e o Universal Life já passou por consulta pública. Mas, em sua opinião, o mercado de seguros também tem condições de desenvolver outros produtos, como os da linha long term care, que podem custear, por exemplo, despesas com cuidadores para pessoas com doenças graves ou degenerativas.
Essa iniciativa, porém, deverá vir acompanhada da modernização do modelo de distribuição. Daí porque, outra prioridade da FenaPrevi é apoiar a especialização da força de venda. O parâmetro nesse caso é o suitability, termo emprestado do mercado financeiro que define a adequação da oferta à necessidade do cliente. Esta seria uma maneira, na opinião de Franco, de ampliar a oferta do seguro de vida para além do ambiente bancário.
A evolução do arcabouço regulatório, terceira prioridade da FenaPrevi, é a condição que Franco indica para aumentar a oferta de produtos. A ideia é acompanhar as recentes mudanças em investimentos, bem como as práticas regulatórias internacionais. No caso dos produtos de acumulação, ele destacou que falta regulamentar, por exemplo, a figura do participante qualificado, que permitiria investimentos com limites de alocação diferenciados em renda variável, cambial e imóveis.
Em outra frente, também seria preciso aprovar o projeto de lei, apoiado pela FenaPrevi, que cria o patrimônio de afetação. A lei garantirá que os recursos de provisões de uma seguradora, eventualmente insolvente, sejam destinados, prioritariamente, para suportar as obrigações do negócio. A Lei de Falências estabelece a preferência de credores, mas não deveria alcançar as reservas das seguradoras, que já estão comprometidas com benefícios a serem pagos aos clientes. Isso precisa ser protegido, disse.
Homenagens e novidade
Cumprindo o estatuto do CVG-SP, Dilmo B. Moreira entregou ao presidente da FenaPrevi o título de Sócio Honorário. Também recebeu a honraria o advogado Ayrton Pimentel, que construiu carreira de mais de 50 anos na área de Direito do Seguro. Ele agradeceu a lembrança do seu nome, no momento atual em que está aposentado, e elogiou a atuação do CVG-SP. Embora não seja voltado aos aspectos jurídicos, o CVG-SP foi um agente extraordinário no sentido de decifrarmos o Código Civil, disse.
Dilmo B. Moreira divulgou, em primeira mão, que o CVG-SP passa agora a aceitar em seu quadro associativo, além de seguradoras, também as empresas prestadoras de serviços e corretoras de seguros. Materializando essa inovação, comunico que está em processo de conclusão a associação ao CVG-SP das empresas Segasp, Pasi, Delphos e Omint, anunciou.
CORREÇÃO: A palavra delação premiada deve ser corrigida por “colaboração definitiva”.
O grupo Odebrecht decidiu fazer “colaboração definitiva” de seus principais executivos, inclusive o ex-presidente Marcelo Odebrecht. Em termos de seguros isso pode significar a redução da sinistralidade do Directors & Officers (D&O), que desde o início da Lava Jato tem apresentado significativos desembolsos para pagamento de custas judiciais dos executivos. Segundo escreve no blog Linhas Financeiras, Thabata Najdek, underwriter Financial Lines na Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), a regra geral da apólice de D&O é o reembolso dos custos de defesa até o transito em julgado da decisão. Caso a decisão atribua a prática de um crime doloso ao segurado, este perde a cobertura e tem de devolver todos os valores adiantados pela seguradora. O que já aconteceu com Marcelo Odebrecht condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa.
No entanto, um detalhe muito importante é que além da condenação transitada em julgado outra causa de exclusão de cobertura é a confissão. “Ora, a delação premiada é uma confissão. O delator não é uma inocente testemunha. É um criminoso que pode fornecer detalhes de como o crime fora praticado, os valores desviados, bem como a identidade dos demais corruptos e corruptores”, escreve.
De acordo com o posto da especialista, com os acordos de delação premiada, a seguradora detentora do risco tem de cessar qualquer pagamento e utilizar todos os meios legais de recuperar os custos adiantados. Isto é claro para os administradores que celebraram o acordo de delação. Caso exista outros executivos denunciados que não participaram da delação e nada confessaram, eles continuam com seus “sinistros” sendo regulados até decisão judicial final.
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