Escolhido para ser presidente da Brasilprev pelo conselho da companhia em dezembro do ano passado, a nomeação de Paulo Fontoura Valle foi homologada ontem pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Valle era subsecretário de Dívida Pública do Tesouro Nacional desde 2006, responsável pela administração das dívidas interna e externa da União e relacionamento com investidores e agências de rating. Antes disso, entre 1999 e 2006, foi Coordenador Geral de Operações da Dívida Pública, liderando a criação e implantação do programa Tesouro Direto. Também fez parte do grupo técnico entre Ministério da Fazenda, Banco Central, CVM, SUSEP e PREVIC, responsável por modernizar a regulamentação do mercado de capitais e incrementar o funding de longo prazo na economia brasileira.
O executivo tem MBA em Finanças pelo IBMEC e especialização em Economia pela George Washington University. Atuou como membro do Conselho de Administração da Brasilprev, entre 2007 e 2009, e teve participação ainda em conselhos como o de Administração da Caixa Econômica Federal e nos Fiscais do BNDES, BR Distribuidora e Vale.
O jornal Folha de S.Paulo traz matéria nesta quinta-feira (21) na qual informa que o BTG Pactuai anunciou um acordo com a francesa CNP Assurances para a venda de sua participação (51%) na Pan Seguros e na Pan Corretora por R$ 700 milhões. Em comunicado, o BTG informou que “o negócio está sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes” e à aprovação dos órgãos reguladores. Essas “condições” se referem à Caixa Econômica Federal, que ameaça barrar a transação.
Ambos os bancos são sócios nas duas empresas. O BTG detém o controle, e a Caixa, os outros 49% de participação. No início de março, a Folha revelou que, pelo acordo de acionistas, a Caixa tem poder de veto, caso o controle das companhias seja vendido, e só aceitaria a venda para a CNP se o grupo francês também comprasse sua participação pelo mesmo valor oferecido ao BTG. Hoje, essa condição elevaria o valor da transação para R$ 1,4 bilhão.
Por meio de sua assessoria, a Caixa disse que “não foi informada oficialmente dessa operação”. Ainda não se sabe qual posição o banco tomará depois de o BTG assinar contrato com a CNP.
Escolher por um seguro de vida é uma importante etapa na vida familiar, já que o serviço oferece proteção e tranquilidade para o futuro de pessoas próximas e importantes. No entanto, não é necessário esperar por um acontecimento drástico para que o valor do seguro retorne aos familiares. A realidade do mercado brasileiro de seguros está mudando e levando outras opções aos consumidores como o seguro pago em vida.
É pensando nesse mercado e nos imprevistos que em muitas vezes são difíceis de serem mensurados que a MAPFRE Previdência oferece produtos e soluções que dão a proteção e a tranquilidade essenciais para o futuro. “Um bom planejamento financeiro deve observar objetivos e riscos presentes em nossa vida, tanto no curto quanto no longo prazo, e hoje temos soluções inovadores em seguro de vida para essas questões”, diz Maristela Gorayb, diretora Comercial da Mapfre Serviços Financeiros.
O mercado já conta com opções de seguros para resgate em vida, como é o caso do Bién Vivir, oferecido pela Mapfre, que dá a oportunidade do segurado em obter o que é chamado cobertura por Sobrevivência, ou seja, enquanto o segurado estiver vivo, o seu tempo contratado da apólice de seguro de vida terá um capital segurado para ele mesmo.
Inovador e flexível, o Bién Vivir é competitivo com produtos de nível internacional e as reservas que se acumulam dentro do seguro podem ser resgatadas a partir de 24 meses. Essas reservas tem rentabilidade garantida de 3%aa somados ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo e o que exceder a isso é repassado progressivamente ao segurado com o passar do tempo de vigência da apólice.
“Diante dos desafios do atual cenário econômico, ter uma proteção por meio de um produto como o Bién Vivir pode proporcionar um equilíbrio financeiro fundamental para o bem estar de familiares e empresas no caso de um imprevisto com o segurado”, diz Maristela Gorayb, diretora de Vida, Previdência e Fundos da Mapfre. Se o segurado tem de 18 a 70 anos incompletos pode contratar um Bién Vivir até R$ 25 milhões de cobertura visando diferentes metas de proteção tanto da segunda como da terceira idade.
Mais interessante ainda é o fato de que o mesmo seguro pode ser solução para projetos de Planejamento Sucessório em empresas com objetivo de evitar que, no caso de falecimento de um dos sócios, seus herdeiros, que porventura não tenham aptidão ou afinidade com o negócio, ingressem na sociedade. Os sócios podem contratar o seguro tendo como beneficiária a própria empresa, o que permitirá capitalizá-la para a compra das cotas dos seus herdeiros de um sócio que vier a falecer.
Esse seguro tem flexibilidade ainda para resolver questões de proteção em caso de perda de uma “pessoa chave”, numa empresa ou negócio, por exemplo, um sócio que detém a propriedade intelectual de seu negócio ou se um alto executivo cujo know-how técnico é vital para a sustentabilidade de um determinado segmento da empresa.
Para mais informações sobre o seguro de vida da Bién Vivir e outros produtos da Mapfre Vida e Previdência acesse: https://www.mapfre.com.br/seguro-br/para-voce/vida-previdencia/seguro-previdencia/.
A AXA no Brasil anuncia a chegada de Alexandre Boccia. Com anos de experiência em grupos seguradores, ocupando posições de liderança, como CEO de Vida, Previdência e Capitalização na Zurich Insurance Group, CEO do Group BNP Paribas Cardif para Espanha e Portugal e antes no Brasil e Vice-presidente da ACE Latin America, Boccia atuará como consultor de negócios exclusivo da AXA. Boccia terá como principal foco de atuação a área de Affinity e Vida. Para o desafio, Boccia constituiu a consultoria AB Partners, que será responsável pela prospecção e condução dos negócios para a AXA.
Foi prorrogado até o dia 20 de maio o prazo para os interessados em efetuar a inscrição para o 2º exame da Certificação Profissional da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a CPC (http://cpc.cnseg.org.br). Este ano, as provas acontecerão no dia 22 de junho, simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, Curitiba, Blumenau, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Goiânia.
Qualificar os profissionais do mercado segurador para que eles estejam preparados para atender as demandas e desafios que se apresentam. Este é um dos principais objetivos da Certificação para o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano. “Há também um aspecto conjuntural, no Brasil, que está a potencializar ainda mais essa exigência de qualificação. Com a significativa perda de renda real que a população vem enfrentando, por força da conjuntura econômica adversa, os bens que as pessoas já possuem assumem uma importância ainda maior, sendo natural que desejem preservá-los”, sinalizou.
Provas:
No total, o exame terá 100 questões de múltipla escolha embasadas em cinco disciplinas com legislação vigente até 31/03/2016: 1) Estrutura dos Sistemas de Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros, Controle Interno; 4) Canais de Distribuição de Seguros; e 5) Operações de Seguros. O candidato deverá alcançar a nota mínima final de sete (7) para obter a CPC1.
Curso preparatório online para o exame
Elaborado pela Escola Nacional de Seguros, o curso preparatório para o exame em ambiente online é opcional e visa auxiliar o candidato na preparação para a prova. O curso inclui o estudo das provas de 2015 com gabarito comentado, vídeo-aulas, apostilas e simulado de prova. Para informações sobre valores e condições de pagamento é necessário entrar em contato por meio da seção ‘Fale Conosco’ do hotsite http://cpc.cnseg.org.br.
O novo kit de boas-vindas aos segurados da SulAmérica Saúde e da SulAmérica Odonto está mais moderno, prático e personalizado, de modo a aprimorar a experiência do cliente com a marca e facilitar o acesso a informações úteis por meio de canais digitais. Junto ao cartão de identificação, os beneficiários passarão a receber um material mais conciso e customizado, com fácil visualização das principais informações sobre o produto. Caso necessite de mais detalhes sobre o plano e a rede referenciada, o segurado será direcionado para as plataformas digitais de interação com a companhia, que são constantemente atualizadas, como o site Saúde Online e os aplicativos móveis da SulAmérica Saúde e SulAmérica Odonto.
“A renovação dos kits de boas-vindas integra um conjunto de iniciativas que a SulAmérica vem continuamente desenvolvendo para inovar no relacionamento com os segurados, com investimentos na diversificação dos canais digitas de atendimento e em soluções tecnológicas que tornam o uso do plano contratado mais amigável e ágil. Ao privilegiar os canais digitais, em linha com as tendências mundiais, o novo kit digital é pioneiro no mercado segurador e também permite gerar menos impacto ambiental com a redução de materiais impressos e PVC’s”, explica o vice-presidente de Operações e Tecnologia da SulAmérica, Marco Antunes.
Tanto o site quanto os aplicativos móveis possibilitam que o segurado tenha em mãos, a qualquer momento, as informações sempre atualizadas sobre a rede referenciada, que poderá ser consultada com o recurso de geolocalização. É possível também acompanhar em tempo real reembolsos de consultas e exames, verificar extratos de utilização e conferir a lista de 3.500 medicamentos com descontos de até 65% em farmácias parceiras. Os aplicativos trazem, ainda, uma versão virtual do cartão de identificação, que pode ser utilizado em qualquer atendimento na rede referenciada, proporcionando mais comodidade ao segurado e dependentes.
O conteúdo impresso terá a função de orientar o usuário, de forma objetiva, quanto ao uso do plano e ao acesso às plataformas digitais. O material traz também, como novidade, um QR Code que direciona para o download do livro atualizado da rede em formato .pdf, oferecendo mais uma opção de consulta. Os novos kits já estão sendo enviados para os beneficiários de planos de saúde e odontológicos na modalidade PME, com previsão de implementação para toda a carteira empresarial até o fim de 2016. O ciclo de boas-vindas inclui o envio de confirmação de ativação do plano por SMS e e-mail para o titular, para o corretor e para o gestor da empresa.
Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018
Release
Se o seguro não existisse, teria de ser inventado. Essa é a frase de abertura do estudo “O seguro na sociedade e na economia do Brasil”, que foi apresentado ao público na manhã desta terça-feira, 19, no auditório do SindsegSP, em São Paulo. Para o lançamento, que foi concebido com a contribuição de agentes institucionais, órgãos reguladores e profissionais do setor, o evento contou com a presença do doutor em economia José Antonio Herce, que apresentou as peculiaridades do estudo.
Desenvolvido pela Fundación Mapfre, instituição sem fins lucrativos que promove atividades de interesse geral da sociedade em linha com os princípios institucionais da Mapfre, em parceria com a Afi – Analistas Financieros Internacionales, uma das maiores consultorias da Europa, o estudo apresenta comparativos entre a penetração do mercado de seguros na América Latina e no Brasil.
Entre os resultados, destaca que o Brasil tem ganhado expressão no mercado segurador. Nos segmentos de não vida (auto e danos), a América Latina tem 3,5% do PIB segurado, enquanto o Brasil, isoladamente, atinge a marca de 1,7% desse montante.
“Fruto do trabalho de formação e disseminação da cultura de seguros promovido pela Fundación Mapfre, o estudo confirma a importância social e econômica do seguro para a sociedade brasileira, apresentando uma análise sobre os diferentes aspectos dessa atividade em nosso país”, afirma Wilson Toneto, CEO da Mapfre Regional Brasil.
Com conteúdo variado descrito em 140 páginas, o estudo traça um panorama atual do mercado segurador brasileiro apresentando os principais temas que envolvem o desenvolvimento da atividade em seus diferentes setores de atuação, como automóveis, agrícola, saúde, vida, previdência, riscos especiais, etc. Entre os temas, segundo o estudo, o que mais se destaca no Brasil é o de saúde suplementar, que tem conquistado famílias brasileiras à procura de uma cobertura cada vez mais completa.
Com estimativas e argumentos que confirmam a contribuição social e econômica do seguro no Brasil, a publicação dá a oportunidade de entender como o setor funciona em economias emergentes. “O seguro permite que as pessoas, empresas e entidades públicas façam o seu planejamento financeiro e de gerenciamento de riscos. Estar segurado, muitas vezes, pode significar a diferença entre manter a estabilidade econômica financeira diante de uma situação adversa e inesperada, que possa comprometer toda a renda familiar”, comenta Herce.
O estudo ainda destaca a rápida adaptação às mudanças que o mercado brasileiro de seguros tem promovido para se aproximar do segurado e atuar, cada vez mais, como instituição responsável pelo futuro e o bem-estar da sociedade.
Voltada para o gerenciamento de riscos, a área de Risk Engineering Zurich desenvolve e divulga materiais com o intuito de informar, e disponibiliza material voltado para a segurança durante as viagens de carro. As dicas vão além da segurança na direção e do automóvel, passando pela organização da bagagem e listando aplicativos com recursos que facilitam o planejamento. Carlos Cortés, Superintendente de Risk Engineering da Zurich, faz um alerta: “A tecnologia pode ajudar motoristas de diversas formas, seja mantendo-os sempre no caminho certo, planejando o roteiro da viagem, evitando distrações, ajudando na manutenção do veículo e até avisando dos perigos à frente durante a condução. Apenas lembre de que nunca se deve manusear smarthphones ou outros dispositivos enquanto se dirige”.
Confira as dicas de aplicativos que podem ajudar:
Road Tripper – Planejar o roteiro de viagem é um elemento importante da direção segura, garantindo que sempre se esteja em uma rodovia segura e evitando desvios ou retornos não planejados. Utilizando o Google Maps, esse app permite o planejamento da rota, adicionando pontos de interesse, informações, datas de partida e chegada, horários, etc. Também permite compartilhar o planejamento com outras pessoas. Disponível para IOS e Android
Waze – Diferente dos navegadores por GPS tradicionais, o Waze é uma comunidade de motoristas, possuindo mapas sempre atualizado e complementado com informações de trânsito fornecidas pelos próprios usuários. O Waze recebe dados automaticamente dos usuários e fornece de forma precisa informações de roteirização e tempo de percurso. Ele é muito útil para evitar ficar preso no trânsito, principalmente em cidades que não se conheça muito bom. Disponível para IOS e Android.
Mãos no volante – O aplicativo Mãos no Volante foi desenvolvido pelo Ministério das Cidades com o objetivo de evitar distrações ao motorista enquanto estiver ao volante. Ao receber uma ligação ou SMS, os mesmos serão cancelados e um SMS será enviado avisando que o motorista está dirigindo naquele momento. A mensagem enviada pode ser personalizada pelo motorista, mas o SMS padrão é: “Estou dirigindo no momento. Ligo mais tarde.” Assim que o aplicativo for desabilitado o motorista poderá checar as ligações e SMS recebidos. Disponível apenas para Android.
Estacione – É um aplicativo que utiliza o sistema de GPS do aparelho para mostrar a posição no mapa. Depois, faz uma pesquisa breve e exibe opções de estacionamentos credenciados para guardamos o carro. Evitam-se, assim, dores de cabeça desnecessárias com a falta de segurança e possíveis avarias ao veículo. O que realmente não se quer durante um passeio ou viagem. Disponível para IOS e Android.
Text Arrest – Este aplicativo bloqueia a tela do smartphone evitando a digitação de mensagens e e-mails enquanto o motorista está dirigindo (o app automaticamente percebe quando o carro está se deslocando em velocidade superior a 10km/h). Disponível apenas para Android.
iOnRoad – Entre todos os apps apresentados aqui, esse tem o maior potencial para ajudar a dirigir com mais segurança. O aplicativo utiliza realidade aumentada para “ver” o que está à frente na rodovia e informa sobre riscos em tempo real. Usando uma combinação entre câmera, GPS e acelerômetro do smartphone, ele pode medir a distância entre o seu carro e o veículo à frente, e avisa por meio de alertas sonoros e visuais caso fique muito próximo. Também é possível bloquear recebimento de ligações, SMS e e-mails durante a condução do veículo. Disponível para IOS e Android.
A Zurich Seguros deixa à disposição o site da área de Risk Engineering, onde se pode conhecer melhor todos os serviços disponíveis e como e eles podem ajudar pessoas e empresas a estarem sempre mais seguros. www.zurichriskengineering.com.br
Fontes consultadas:
Departamento de Engenharia de Riscos Zurich Brasil
Road Safety Magazine – March 2016 – http://www.onemoresecond.net/
A SulAmérica, maior seguradora independente do país, acaba de lançar um canal digital voltado exclusivamente para médicos e profissionais da saúde. O portal oferecerá conteúdo técnico e informativo sobre medicina e saúde, além de artigos, pesquisas sobre saúde populacional e diretrizes da SulAmérica. O objetivo é incentivar o intercâmbio de conhecimento entre a equipe médica especializada da SulAmérica e os atuais e potenciais médicos referenciados.
Além de conteúdo, o médico tem à disposição alguns serviços como consulta à rede de prestadores por meio de geolocalização, cadastro para recebimento da newsletters e acesso a informações sobre benefícios e descontos exclusivos que a companhia oferece para referenciados. Os profissionais de saúde também podem, por meio da plataforma, indicar pacientes para o Programa Saúde Ativa, conjunto de iniciativas de promoção à saúde e ao bem-estar. É possível, ainda, sinalizar interesse em ser um prestador.
“A SulAmérica tem como prioridade investirem iniciativas para o fortalecimento do relacionamento com prestadores médicos e este novo portal é mais uma ação nesse sentido. Queremos apoiar nossos parceiros na busca pela excelência na prática médica, contribuindo para o aprimoramento constante do atendimento aos segurados”, afirma o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, Maurício Lopes.
O site pode ser acessado por meio do endereço eletrônicowww.sulamerica.com.br/referenciadosaude.
Com a finalidade de auxiliar as empresas na avaliação de investimentos em mercados emergentes, a consultoria e corretora de seguros Aon em parceria com a Roubini Global Economics divulga a nova edição do estudo Mapa de Risco Político. A pesquisa, que avaliou 162 países em 2015, apontou pela primeira vez nos últimos três anos mais reduções de riscos políticos do que índices elevados, fator esse que deve encorajar cada vez mais os países emergentes a executarem reformas políticas e econômicas.
No entanto, o levantamento constatou que por conta da crise política e também o desempenho da economia, o Brasil se manteve com o risco considerado médio. “A atual situação tem aumentado os riscos em curto prazo, em particular os riscos não-políticos, porém, o país possui instituições robustas e grandes reservas de divisas, o que pode a médio prazo levar a uma certa recuperação”, considera Keith Martin, consultor de riscos políticos e investimentos no exterior da Aon Brasil.
Para o executivo, o Brasil está vivendo uma das recessões mais prolongadas de sua história, o que tem exercido uma considerável pressão sobre o país. “Os escândalos de corrupção feriram não só a imagem do governo, mas também afetaram a competitividade das empresas, principalmente no setor de construção pesada e infraestrutura, além de deixar o país mal preparado para enfrentar a baixa dos mercados das commodities”, acrescenta Martin. Porém, o consultor ressalta ainda que esse cenário abre oportunidades para as empresas estrangeiras, já que permite processos mais abertos e grandes possibilidades de fusões e aquisições com instituições brasileiras.
De acordo com Keith Martin, embora o cenário caminhe para uma retomada econômica, as Olimpíadas do Rio de Janeiro podem ser um divisor de águas. “De um lado existe a oportunidade do país em se vender para atrair importantes negócios, na expectativa de uma melhora no ambiente de investimentos a médio e longo prazo. De outro, há chances de um aumento no risco político com possibilidade de protestos, manifestações e até mesmo violência política”, afirma.
Além disso, o executivo esclarece que outros países da América Latina também estão vivendo um ano muito histórico, com desdobramentos que vão se estender ao longo dos próximos anos. “As eleições presidenciais na Argentina, as legislativas na Venezuela, a derrota do referendum pró-Morales na Bolívia e a crise política no Brasil mostram que há um grande desejo de mudança de rumo após mais de 12 anos de governos da esquerda, o que deve movimentar ainda mais a América Latina”, diz. Contudo, Keith Martin observa que as atuais reformas na Argentina oferecem ao Brasil tanto uma oportunidade como um desafio. “De um lado, ficará mais fácil exportar à Argentina. Do outro, o Brasil terá mais dificuldade na concorrência global de investimento estrangeiro direto (IED), já que comparando o Brasil e a Argentina o investidor pode ver mais potencial no país vizinho”, adverte.
Mesmo que em curto prazo resulte em um cenário de incertezas, e particularmente na Venezuela existir um risco elevado de violência entre os apoiadores e oponentes dos regimes de esquerda, o consultor afirma que a médio e longo prazo pode haver um ambiente mais favorável à iniciativa privada, mais segurança jurídica e regulamentar, e mais oportunidades de investimentos.
Avaliação Global
Além do panorama sul-americano, o estudo Mapa de Risco Político revelou que, pela primeira vez nos últimos três anos, alguns países tiveram reduções do risco político, como China, Irã, Paquistão, Etiópia, Sérvia, Jamaica, Nepal e Haiti. Dando destaque a China e ao Irã, Keith Martin comenta que reformas anticorrupção e suspensão de sanções políticas e econômicas auxiliaram no upgrade desses países, mas ainda existem ressalvas. “O reequilíbrio e a desaceleração da segunda maior economia do mundo, provavelmente, resultarão em desafios para os vizinhos e principais parceiros comerciais da China. Entretanto, a reentrada do Irã nos mercados globais tende a aumentar o fornecimento de petróleo à medida que for ganhando acesso aos mercados estrangeiros, oferecendo preços mais ajustados, inclusive para a Europa”, esclarece.
Martin explica ainda que no topo da lista dos riscos políticos que os investidores de mercados emergentes estão enfrentando neste ano está o impacto do preço do petróleo, que tem afetado países já fragilizados dependentes do valor do barril, como o Iraque, Líbia, Rússia e Venezuela. “Esse fator está elevando os riscos de transferência cambial, exercendo pressão sobre as empresas e indivíduos que procuram moeda estrangeira, e por consequência, desestimulando os investidores”, aponta.
Segundo o consultor, as perspectivas para muitas economias de mercados emergentes dependerá das implementações de reformas para atrair mais investimentos. “Quando se tem um comércio global mais fraco e com baixo crescimento econômico, a competição por capital aumenta”, complementa.
Por fim, o Mapa de Risco Político mostrou que apenas quatro países tiveram seus índices elevados: Filipinas, Cabo Verde, Micronésia e Suriname.
Sobre o Mapa de Risco Político
A Aon mensura os riscos políticos de 162 países e territórios para avaliar os riscos associados à transferência cambial, inadimplência soberana, interferência politica, interrupção da cadeia de abastecimento, regimes jurídicos e regulatórios, violência política, facilidade de fazer negócios, vulnerabilidade do setor bancário, e a capacidade de o governo proporcionar estimulo fiscal. Para cada categoria de risco específica, assim como para a classificação geral, cada um dos países recebe a seguinte classificação: Baixo, Médio-Baixo, Médio, Médio-Alto, Alto ou Muito Alto.
A classificação de cada país reflete uma combinação de análises realizadas pela Aon e Roubini Global Economics. Os países membros da União Europeia e da Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento não foram classificados no mapa.
Mais informações sobre o mapa de riscos políticos da Aon podem ser acessadas pelo site: www.aon.com/2016politicalriskmap
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