Coface aponta impactos da guerra tarifária entre EUA e China para Brasil e América Latina

Fonte: Coface

Coface Brasil realizou ontem (26/06) o webinar “Entre tarifas e alianças: como a América Latina pode crescer em meio ao impasse comercial EUA x China?”, com a participação da economista-chefe para a América Latina, Patricia Krause, e do chefe de estudos macroeconômicos, Bruno de Moura Fernandes. Os especialistas da Coface traçaram o cenário econômico global, enfatizando que a guerra tarifária imposta pelo atual governo dos EUA é um fator decisivo para o redirecionamento das cadeias de suprimento e para a relação estratégica da China com Brasil e América Latina.

De Moura Fernandes destacou que o embate comercial entre EUA e China impacta diretamente o crescimento global. Segundo projeções da Coface, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial crescerá a taxas moderadas de 2,2% em 2025 e 2,3% em 2026, refletindo a desaceleração tanto das economias avançadas quanto das emergentes. “Esse ritmo mais lento ocorre também em meio a desafios internos na China, como a menor expansão do mercado imobiliário e o excesso de capacidade produção em muitos setores industriais”, disse.

Segundo o economista da Coface, ao mesmo tempo em o país asiático enfrenta um excesso de capacidades em indústrias importantes para o seu crescimento, como a automotiva, de equipamentos de transporte, farmacêutica, alimentos e eletrônicos, há consumo interno lento e quedas acentuadas nos preços industriais. Além disso, os preços imobiliários seguem muito abaixo dos níveis de 2021, afetando a riqueza doméstica.

“Eles precisam exportar e exportar a qualquer preço para alcançar seus objetivos de crescimento. Em 2018, quando os EUA também aumentaram suas tarifas, a América do Norte era o primeiro mercado para os produtos chineses, com cerca de 20% de participação, e agora é o terceiro ou quarto.”  No entanto, prossegue o economista, a China continuou comercializando muito, compensando essa perda com vendas maiores para outros países na Ásia, África e ainda América Latina.

“Se a China perder ainda mais espaço nos Estados Unidos, ela continuará a buscar outros destinos. E a América Latina, como importante fornecedora de commodities e compradora de bens chineses, viverá essa disputa”, analisou. Fernandes reforçou que as tarifas elevadas entre as duas potências já distorcem setores como os de tecnologia, têxtil e metalurgia, e que a América Latina precisa se preparar para maior pressão competitiva.

Expansão menor na AL

Patricia Krause detalhou os impactos regionais da disputa tarifária e do reposicionamento chinês na desaceleração regional, apontando que a América Latina terá crescimento médio próximo a 2,1% este ano, percentual semelhante ao global, mas heterogêneo entre os países. O Brasil, maior economia da América Latina, atravessa um momento de desafios e oportunidades em meio ao cenário econômico global, disse a economista.

Conforme Krause, com uma projeção de crescimento revisada pela Coface para cima em 2025, ficando em 2,3%, o país demonstra resiliência, impulsionado por setores estratégicos, como o agronegócio, além do consumo robusto das famílias. No entanto, enfrenta condições de crédito mais restritivas que devem impactar a atividade econômica nos próximos trimestres, diante do aumento da taxa básica de juros. “Mas o México, muito atrelado aos EUA, é o país mais vulnerável. Já o Brasil e a Argentina, por exemplo, têm oportunidades em setores como o agro para ocupar espaços que antes eram dos Estados Unidos no mercado chinês”, ponderou a economista.

Embora os EUA continuem sendo o principal destino das exportações regionais, nos últimos dez anos o comércio com a China cresceu substancialmente, em comparação a período igual e imediatamente anterior, pontuou Krause, acrescentando que as importações de produtos do país asiático também cresceram em medida relevante. Nesse contexto, a guerra comercial pode pressionar setores importantes, como o siderúrgico, uma vez que a China já envia para a América Latina 13% do total de aço que vende no exterior. “Por isso, muitos países tendem a adotar medidas protetivas para as suas indústrias em diversos setores.”

Além da importante relação comercial entre a China e a América Latina, observa-se também o interesse do país asiático em investir mais na região, em áreas de seu interesse, como tecnologia, infraestrutura, telecomunicações, automotivo e energia, além dos acordos de swap cambial.  

“Dados do Global Development Policy Center apontam que os investimentos em projetos greenfilds na região subiram de US$ 5,8 bilhões, entre 2008 e 2011, para algo em torno de US$ 21 bilhões, entre 2020 e 2023. Em termos de infraestrutura portuária, por exemplo, no ano passado, concluíram o porto de Chancay, no Peru, um hub importante comercial ligando a América do Sul à Ásia, o que pode reduzir o tempo e os custos de navegação”, exemplificou Krause.

Os executivos da Coface enfatizaram que o ambiente de guerra comercial e as tensões geopolíticas seguirão impondo às empresas a necessidade de diversificarem mercados e ajustarem suas cadeias logísticas, observando que o momento exige das empresas uma estratégia de antecipação e flexibilidade. “Num cenário global instável, a capacidade de reagir rápido às novas condições comerciais será um fator competitivo decisivo para empresas da América Latina”, concluiu Krause. 

Mitigando riscos comerciais em um cenário global desafiador

O cenário econômico global cada vez mais volátil eleva a percepção de risco entre empresas e gestores. Nesse ambiente, surge o dilema entre restringir a concessão de crédito para proteger o caixa e a necessidade estratégica de ampliar — ou ao menos manter — a base de clientes e o portfólio, assegurando a sustentabilidade do negócio.

O seguro de crédito, oferecido por empresas especializadas como a Coface, é uma solução para atenuar essas incertezas. Por meio dele, a empresa segurada tem seus recebíveis garantidos contra perdas decorrentes da incapacidade do devedor em honrar suas obrigações, protegendo o fluxo de caixa e permitindo que a empresa mantenha suas operações e seu crescimento, mesmo em um ambiente global marcado por tensões comerciais e riscos geopolíticos.

Indenizações pagas pelo seguro transporte se aproximam de R$ 1 bilhão no 1º trimestre

seguro transporte

Fonte: FenSeg

A criminalidade nas estradas brasileiras segue impactando o transporte de cargas — e o seguro tem sido um dos principais amortecedores dos prejuízos. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o ramo de seguro transporte pagou R$ 904 milhões em indenizações no primeiro trimestre de 2025, um salto de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A arrecadação com prêmios também cresceu: R$ 1,570 bilhão no trimestre, alta de 10,8% sobre 2024.

O avanço nos sinistros acompanha a escalada dos crimes de roubo e furto de carga, especialmente em corredores logísticos estratégicos. De acordo com a NTC&Logística, o Brasil registrou cerca de 17 mil ocorrências em 2023 — média de duas por hora. Os dados consolidados de 2024 ainda não foram divulgados, mas estimativas indicam novo crescimento.

A Região Sudeste concentra a maior parte das perdas financeiras. Em 2024, 83% dos prejuízos se deram em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — tendência que se manteve em 2025. Nos primeiros três meses do ano, RJ e MG já acumulam aumento superior a 40% nas ocorrências.

Esses dados se refletem nas indenizações por desvio de cargas. São Paulo lidera o ranking, com R$ 62,2 milhões pagos no trimestre. Em seguida vêm Minas Gerais (R$ 26,1 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 9 milhões), Rio de Janeiro (R$ 8,9 milhões) e Santa Catarina (R$ 7 milhões).

A frequência crescente e a sofisticação das quadrilhas elevaram o valor médio dos sinistros e pressionam os custos operacionais de transportadoras e embarcadores. Diante disso, o seguro transporte vem se consolidando como peça-chave na gestão de risco do setor.

“A escalada dos roubos de carga já penaliza toda a cadeia logística. Com o seguro pagando quase R$ 1 bilhão em indenizações em apenas três meses, fica claro que a criminalidade nas estradas se tornou uma variável central no planejamento logístico. O seguro, além de ressarcir perdas e danos, estimula investimentos em monitoramento e rastreamento das estradas, gerenciamento de riscos e gestão inteligente com estradas digitalizadas. Hoje, ele é um componente estratégico — não apenas financeiro, mas também operacional”, afirma Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Transporte da FenSeg.

Seguro de vida inclui ajuda para organizar a casa após o luto

Pesquisa inédita mostra que 76% dos entrevistados gostariam que o seguro de vida incluísse um serviço chamado de Amparo Sustentável voltado à separação e destinação consciente de móveis, roupas e objetos de familiares que faleceram.

O estudo também revelou que 67% das pessoas têm interesse em contratar essa cobertura, mesmo com um pagamento adicional. Entre elas, 58% aceitariam pagar um pouco mais para contar com o serviço.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado em março de 2025, com 251 pessoas de todas as regiões do Brasil. Algumas das famílias já possuíam seguro de vida. A pesquisa foi conduzida pela Opinion Box, em parceria com a Ecoassist.

Algumas seguradoras já oferecem o serviço Amparo Sustentável como um diferencial competitivo, representando uma solução inovadora que vai além da indenização tradicional. O objetivo é oferecer apoio prático às famílias na organização dos pertences de entes falecidos, com o cuidado que a memória exige e o compromisso com a sustentabilidade.

O diretor-geral da Ecoassist, Eber Souza, explica que a empresa realiza a destinação sustentável de móveis grandes ou antigos, como sofás, armários, camas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, incluindo geladeiras, fogões, TVs, CPUs, rádios, telefones, cabos e baterias, entre outros.

Tudo o que a família quiser doar,  seja para outro parente, para entidade filantrópica ou para destinos credenciados da Ecoassist, será embalado pelo personal organizer para ser transportado, com responsabilidade, até o destino final”, comenta Eber Souza em nota.

Além disso, o serviço oferece apoio com pequenas obras não estruturais, como reparos, pintura e desmontagem de móveis, bastante úteis quando a família precisa entregar o imóvel alugado. Também estão incluídas a retirada de entulho e sobras de materiais, garantindo que o local seja devolvido limpo e organizado.

A pesquisa também aponta que 53% dos entrevistados preferem serviços com soluções ecológicas para o descarte de bens, e 70% valorizam empresas que atuam com responsabilidade ambiental nesse processo.

Segundo a Ecoassist, muitas famílias não sabem como lidar com certos itens que surgem nesse momento, como raio-x, medicamentos, dentaduras, aparelhos auditivos, lentes de contato e próteses, entre outros.

Também é comum haver dúvidas sobre o que pode ou não ser descartado, como pastas com contas, contratos, certidões antigas e documentos de trabalho.

“Temos profissionais que sabem lidar com cada um dos objetos, considerando os fatores emocionais, práticos ou legais relatados pela família”, afirma Eber Souza. “O personal organizer orienta o que deve ser guardado e o que pode ser descartado, incluindo a trituração segura de papéis e o descarte correto dos resíduos”, completa o diretor-geral da Ecoassist.

Há muito apego envolvido nos detalhes da casa: cartas, fotos, lembranças de viagens, colchas da avó, livros preferidos, móveis antigos, bordados, artesanatos e objetos de coleção. Tudo carrega a memória de quem partiu.

“O luto sempre é um momento difícil. Mas pode ser vivido com mais leveza, apoio e consciência. A cobertura Amparo Sustentável representa esse novo olhar para o cuidado, dentro e fora de casa”, explica Eber Souza.

Lula revoga decreto que impedia custeio de traslados de corpos do exterior para o Brasil

Fonte: com agências

O presidente Lula revogou um decreto de 2017 que impedia o governo federal de custear traslados de corpos de brasileiros mortos no exterior. A medida, publicada no Diário Oficial de hoje,  foi decidida após a morte de Juliana Marins, que caiu de uma trilha no Monte Rinjani. O novo decreto prevê quatro “hipóteses excepcionais de custeio de traslado de corpo de nacional falecido no exterior”.

São elas:

A família comprovar incapacidade financeira para o custeio das despesas com o traslado; 

As despesas com o traslado não estiverem cobertas por seguro contratado ou previstas em contrato de trabalho se o deslocamento para o exterior tiver ocorrido a serviço;

O falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção; 

Se houver disponibilidade orçamentária e financeira.

Até então, oficialmente, a legislação brasileira não prevê que o governo se responsabilize pelos custos do translado de corpos e a recomendação do Itamaraty é que os viajantes tenham seguro-viagem ou funeral internacional, que possam cobrir esse gasto eventual. Considerando a cotação atual do dólar, de cerca de R$ 5,50, o valor do translado da Indonésia para o Brasil poderia chegar aos R$ 98,9 mil.

Segundo Izabella Oliveira, advogada, pós-graduada em Direito e Processo Civil, com especialização em Direito Bancário, o novo decreto altera o dispositivo anterior e possibilita o pagamento das despesas de translado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), desde que sejam atendidos os seguintes requisitos:

>> Comprovação de incapacidade financeira da família para custear o translado;

>> Ausência de cobertura por seguro contratado pelo falecido (ou em seu favor) ou previsão de pagamento em contrato de trabalho, quando o deslocamento para o exterior tiver ocorrido a serviço;

>> O falecimento deve ter ocorrido em circunstâncias que gerem comoção pública;

>> Deve haver disponibilidade orçamentária e financeira por parte do MRE.

Prazos e regulamentação complementar

De acordo com a advogada, os créditos orçamentários para essas despesas deverão ser regulamentados em ato administrativo do Ministro das Relações Exteriores, que definirá os critérios e procedimentos de solicitação; o rol de documentos exigidos; as formas de contato e acionação das representações diplomáticas brasileiras no exterior; e observância obrigatória ao direito internacional e às leis locais do país onde ocorrer o óbito.

“O novo decreto não prevê o custeio de despesas com deslocamento de familiares ao país onde ocorreu a morte, restringindo-se ao translado do corpo. A edição do Decreto 12.535/2025 representa um avanço na proteção consular de cidadãos brasileiros falecidos no exterior, sobretudo em casos de exposição midiática ou comoção nacional. Embora o benefício esteja condicionado à capacidade financeira e à disponibilidade orçamentária, trata-se de uma mudança significativa no tratamento do Estado brasileiro em relação aos seus cidadãos no exterior”, afirma em artigo.

Grupo HDI promove Dia da Sustentabilidade com participação de Laila Zaid

Fonte: HDI

Reforçando sua jornada de engajamento em boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do país – promoveu o Dia da Sustentabilidade, uma iniciativa voltada a todos os colaboradores da companhia, com foco em ampliar a conscientização sobre mudanças climáticas, consumo consciente e descarte adequado de resíduos. Como destaque, o evento contou com a presença de Laila Zaid, reconhecida como a maior influenciadora digital de clima do Brasil. 

Com o tema “Mudanças climáticas, e eu com isso?”, o evento aconteceu na matriz da companhia, em São Paulo, e contou com uma programação diversificada, incluindo dinâmicas interativas e palestras com especialistas em sustentabilidade e comunicação climática. Na ocasião, Laila participou da roda de conversa “Nosso papel frente às mudanças climáticas”, promovendo um olhar integrado sobre os impactos e responsabilidades do setor segurador frente à crise climática.

Outro destaque foi a dinâmica interativa “Para onde vão os resíduos?”, que convidou os participantes a refletirem sobre descarte adequado, reciclagem e compostagem, demonstrando como atitudes simples, quando bem informadas, podem gerar impactos significativos para o meio ambiente. A programação também contou com as palestras “Não começamos do zero: tudo o que já ganhamos”, “O fim do mundo não engaja: hora de mudar a narrativa” e “E eu com isso? Tudo.”.

Visando estimular uma reflexão coletiva sobre a responsabilidade de cada indivíduo no enfrentamento à crise climática e aproximar a sustentabilidade do cotidiano das equipes, o Dia da Sustentabilidade do Grupo HDI mostrou como cada pessoa pode ser agente de transformação dentro e fora do ambiente corporativo.

“Acreditamos que a sustentabilidade precisa estar no centro das decisões, seja das estratégicas ou das individuais. O Dia da Sustentabilidade é uma oportunidade de reforçar o papel do Grupo HDI como agente ativo na transformação do setor segurador, contribuindo para disseminar conhecimento, inspirar atitudes e mobilizar nossa equipe para uma atuação mais responsável e consciente”, afirma André Truzzi, vice-presidente de Transformação do Grupo HDI. “Trata-se de como, juntos, podemos construir um futuro sustentável. Cada escolha importa, e queremos que nossos colaboradores se reconheçam como parte dessa mudança.”

Primeiro Relatório de Sustentabilidade do Grupo HDI

Também neste ano, o Grupo HDI publicou seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, documento que consolida as práticas e compromissos da companhia nas dimensões ESG. O material foi lançado completamente em alinhamento às exigências da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e às diretrizes internacionais de reporte.

Com periodicidade anual, esta primeira edição abrangeu o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024 e reforçou o compromisso da empresa com a transparência, governança responsável e geração de valor sustentável. A publicação não apenas cumpre com os requisitos regulatórios brasileiros, que passam a exigir relatórios de sustentabilidade a partir de 2025, como também se alinha às melhores práticas globais de divulgação de indicadores ESG.

Serasa Experian e TEx querem atrair corretoras de seguros e seguradoras na busca de novos consumidores

Fonte: Serasa

Em um movimento que coloca milhões de brasileiros no centro da jornada de proteção, a Serasa Experian marca o seu ingresso no mercado nacional de seguros, abre suas portas para corretoras e seguradoras e oferece serviços de proteção a milhões de novos consumidores.

“O objetivo é criar uma jornada inicial de proteção que estimule mais brasileiros a fazer parte do ecossistema de seguros. As assistências oferecidas pelo aplicativo são apenas o começo. Queremos evoluir para soluções mais robustas, mantendo os corretores no centro da nossa estratégia”, explica Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor.

O aplicativo da Serasa conecta usuários que buscam organizar sua vida financeira a serviços de proteção. O objetivo é proporcionar uma jornada interligada, do nome limpo ao crédito, da educação financeira à contratação de seguros. “Queremos ampliar a base de segurados no Brasil, aproximando o mercado de seguros a um consumidor que historicamente estava distante das soluções de proteção”, prevê Thais Pfeiffer, Diretora de Finanças e Seguros da Serasa Experian.

“Temos um mercado em potencial de aproximadamente 100 milhões de brasileiros. Sabemos que é um começo e um aculturamento para nossos consumidores, que já vem gerando dados positivos. Com pouco mais de um mês da disponibilização das assistências no app já identificamos 400 mil consumidores interessados.”

A primeira assistência (automotiva), foi lançada em abril e esse mês iniciaram as ofertas de assistências residencial e saúde.

A executiva ainda ressalta que, no segundo semestre de 2025, a empresa inicia a segunda etapa de expansão. “Seguimos ampliando a oferta de produtos de proteção, oferecendo ao consumidor a opção de cálculo de seguro auto em nossa plataforma”. Nesse primeiro momento, os clientes interessados na contratação de seguro auto serão direcionados para as seguradoras, que farão a distribuição desses leads qualificados para os corretores de seguros.

Emir complementa explicando que as corretoras serão diretamente integradas ao aplicativo da Serasa na terceira fase, assim que a tecnologia necessária para comportar o grande volume de dados da Serasa estiver concluída. “São 24 milhões de brasileiros acessando o aplicativo todos os meses. Com a oferta de seguro auto dentro da plataforma, iremos enviar uma grande quantidade de leads, já pré-acordados, diretamente para os corretores.”

Corretoras e seguradoras como ponto estratégico – Há mais de 15 anos no mercado, a TEx é reconhecida especialmente pelo TELEPORT, plataforma de MultiCálculo e Gestão que atua como o coração operacional de centenas de Corretoras, modelo que será reforçado com a nova plataforma. O TELEPORT viabiliza a cotação, venda de seguros e a gestão da carteira de clientes. Às seguradoras, oferece soluções avançadas de inteligência de dados, otimizando a precificação e insights sobre como as ofertas são percebidas pelos corretores.

“O que faltava no ecossistema era justamente o consumidor final. Em breve, com a integração de corretores ao ecossistema, esses novos consumidores representarão oportunidades valiosas para a oferta de seguros mais complexos e sofisticados”, ressalta Zanatto.

As corretoras que já utilizam o TELEPORT contarão com um novo canal de aquisição, potencializando suas operações com inteligência de dados, escala, inteligência e profundidade de dados, agora em parceria com uma das marcas mais reconhecidas do Brasil.

Zurich Seguros apoia o Flag Football, nova modalidade olímpica, e amplia atuação no esporte com impacto social no Brasil

 A Zurich Seguros anuncia sua entrada no universo do flag football brasileiro, um esporte derivado do futebol americano, mas de contato físico reduzido, mais seguro, muito simples de ser jogado, e que cresce de forma acelerada entre os jovens no Brasil e no mundo.

O patrocínio à modalidade faz parte da estratégia da Zurich de promover esportes que estimulam o desenvolvimento social, a diversidade e a qualidade de vida, especialmente dos jovens. A seguradora também é a uma das primeiras empresas a apoiar o esporte, que deve avançar ainda mais com a estreia como esporte olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 2028. A expectativa é que cause o mesmo impacto que o skate provocou em Tóquio, em 2020.

“Para nós, investir no flag football é investir em um futuro mais inclusivo e promissor, pois a modalidade tem tudo a ver com os pilares da Zurich:  é diversa, democrática, acessível e tem forte conexão com os jovens”, afirma Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros. Para a executiva, “o apoio ao flag football é uma escolha estratégica que nos permite usar o esporte como plataforma de transformação social”.

A Zurich irá investir, por meio do patrocínio à Confederação Brasileira de Futebol Americano, no fortalecimento das Seleções Brasileiras — masculina e feminina —, no desenvolvimento dos campeonatos nacionais, e na expansão de projetos sociais ligados ao esporte, replicando o modelo bem-sucedido já adotado no tênis, por meio do patrocínio do Rio Open e do apoio ao Instituto Próxima Geração.

“Quando olhamos para o flag football, vemos muito mais do que um esporte. É uma modalidade que conversa diretamente com o DNA da Zurich, por se tratar de um esporte inclusivo e de visão otimista para o futuro”, afirma Sandra Lima, superintendente de Comunicação e Marketing da Zurich Seguros.

De acordo com a executiva, o esporte, não exige equipamentos sofisticados e qualquer pessoa pode jogar, independentemente de gênero, porte físico ou idade. “É democrático e está cada vez mais associado a um estilo de vida mais despojado. E, curiosamente, há um protagonismo muito relevante das mulheres, visto que, atualmente, a Seleção Brasileira feminina é quem mais se destaca no cenário internacional”, complementa Sandra.

Como é o jogo

No flag, os adversários não são derrubados, os jogadores devem retirar uma flag (uma fita presa na cintura) para interromper a jogada. O esporte é seguro, dispensa o uso de equipamentos de proteção, como capacetes e ombreiras, atraindo diferentes perfis de participantes. No Brasil, ele surgiu no fim dos anos 1990, e hoje conta com mais de 1.600 atletas masculinos e 1.000 atletas femininas, o que significa que as mulheres representam 38,5% dos atletas federados, um índice bastante expressivo quando comparado a outras modalidades como, por exemplo, futebol e basquete, que ainda são predominantemente masculinos.

“Estamos falando de um esporte moderno, inclusivo e acessível, que cresce de forma exponencial. O flag tem tudo para se consolidar como uma nova paixão nacional — e o apoio de empresas como a Zurich é fundamental para acelerar esse processo”, afirma Cris Kajiwara, presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano.

Com essa iniciativa, a Zurich amplia sua atuação no esporte no Brasil, fortalecendo seu compromisso com causas que geram valor para a sociedade e impulsionam desenvolvimento, diversidade e impacto positivo.

Porto Seguro é parceira oficial de F1 ® O Filme

A Porto Seguro acaba de anunciar sua participação como parceira oficial deF1® O Filme”, novo longa de automobilismo estrelado por Brad Pitt e com estreia marcada para o dia 26 de junho nos cinemas brasileiros. A iniciativa faz parte de uma ação conjunta com a Warner Bros. Pictures, distribuidora global do longa-metragem, e representa um movimento estratégico da companhia para reforçar seu vínculo no território do automobilismo e com o estilo de vida dos apaixonados por carros.

Mais do que associar sua marca a uma superprodução internacional, a Porto Seguro utiliza a afinidade temática com o universo das corridas para estreitar laços com públicos estratégicos, consolidando sua presença no universo automotivo. Esse movimento marca o lançamento da nova tagline da Porto Seguro: “Onde tem paixão por carros, tem Porto Seguro” — um conceito que guiará ações de marca voltadas para quem enxerga o carro como mais do que um meio de transporte.

“A cultura do carro sempre fez parte do DNA da Porto. Somos uma marca que nasceu e cresceu ao lado da mobilidade dos brasileiros, e o automobilismos é uma extensão natural desse vínculo. Nos últimos anos, temos nos reposicionado para estar onde as histórias acontecem: nas pistas, nos sonhos e nas conexões com as novas gerações. Por isso, apoiamos talentos como Gabriel Bortoleto, que representa não só o futuro do esporte, mas também uma ponte com o público jovem que queremos conquistar. Estar presentes no GP São Paulo de F1, na Porsche Cup e, agora, no filme da F1 reforça nosso compromisso com esse ecossistema que vai além da velocidade: é sobre emoção, inovação e pertencimento” destaca Oliver Haider, Superintendente de Marketing da Porto.


Campanha multiplataforma aproxima emoção das pistas à segurança das ruas

Como parte da ação, a Porto Seguro lança ainda uma campanha para divulgar a estreia de “F1 ® O Filme” e também reforçar o seu principal produto: o Seguro Auto. O conceito da campanha une a emoção das pistas à paixão por dirigir com segurança no dia a dia, e traduz esse espírito em um filme publicitário com cenas de alta velocidade, pilotos em ação e a adrenalina típica do universo da Fórmula 1.

Além do filme publicitário, a campanha contará com ações de mídia exterior (OOH) em São Paulo e presença da nova tagline em espaços estratégicos de comunicação da marca. O filme publicitário será exibido no próximo dia 29/06 na Band TV, no intervalor do GP de Fórmula 1 da Áustria, reforçando o vínculo emocional com o público fã de automobilismo.

Prudential do Brasil anuncia vice-presidente de Marketing e Clientes

A Prudential do Brasil anuncia Guilherme Marques como novo vice-presidente de Marketing e Clientes. Marques passa a integrar o comitê executivo da companhia com a missão de fortalecer a estratégia de marca, evoluir o portfólio de produtos e seguir acelerando a centralidade no cliente.

Com mais de duas décadas de experiência nos segmentos de seguros, mercado financeiro e consultoria estratégica no Brasil, América Latina e Canadá, o executivo atuou em instituições de destaque como McKinsey & Company, Itaú, Scotiabank e, mais recentemente, no Royal Bank of Canada. Ao longo de sua trajetória, consolidou expertise em inovação de produtos, estratégia de marketing e transformação digital.

“É um privilégio liderar o futuro de uma marca tão icônica, sólida e respeitada como a Prudential, desenvolver os produtos que farão parte da vida dos nossos clientes por décadas e seguir impulsionando uma cultura verdadeiramente centrada no cliente. Acredito que temos um horizonte promissor com grandes oportunidades para expandir nossos negócios e parcerias, ao mesmo tempo em que seguimos atentos às reais necessidades de proteção dos nossos clientes e ampliamos o uso de ferramentas digitais para criar experiências intuitivas e inovadoras para o mercado de seguros brasileiro”, declarou Marques.

Engenheiro formado pela Unesp, Guilherme Marques possui MBA em Gestão de Negócios pelo INSEAD e em Finanças pela Fundação Dom Cabral, além de formação em gestão de riscos bancários pela Wharton School, da Universidade da Pensilvânia.

Lucro das seguradoras cresce 12% no primeiro quadrimestre de 2025 impulsionado por alta da Selic e das vendas

As 50 maiores seguradoras do país registraram um lucro líquido consolidado de R$ 10,65 bilhões entre janeiro e abril de 2025, um aumento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando o resultado somou R$ 9,48 bilhões. Os dados foram divulgados pela consultoria Siscorp com base em informações da Susep. A rentabilidade sobre os prêmios (s/PL) ficou em 29% em 2025, ante 26% em 2024. O lucro sobre prêmios ganhos e rendas de previdência (s/PG + RGP) também aumentou, passando de 19% para 20%.

O volume total de arrecadação em prêmios emitidos pelas 50 maiores seguradoras foi de R$ 124,77 bilhões no quadrimestre de 2025, crescimento de 0,9% em relação aos R$ 123,71 bilhões no mesmo período de 2024. Apesar de modesto, esse crescimento ajudou a manter o fôlego do setor em um contexto de desafios econômicos e alta dos juros.

Segundo especialistas ouvidos pelo Sonho Seguro, o crescimento foi impulsionado por dois fatores principais: o aumento no volume de prêmios emitidos e a elevação da taxa Selic, que remunera as reservas técnicas das seguradoras e atingiu 15% ao ano em junho de 2025. Desde setembro de 2024, o ciclo de aperto monetário vem contribuindo para os resultados positivos das seguradoras. A Selic passou de 12,75% para 15% ao ano em apenas seis meses.

Essa elevação favoreceu os ativos financeiros vinculados às reservas técnicas — compostas majoritariamente por títulos públicos indexados a juros ou à inflação. Com mais de R$ 1,5 trilhão sob gestão, as seguradoras viram seus ganhos com aplicações crescer significativamente, em especial nas linhas de previdência, vida e capitalização. A expectativa do mercado é de que o Copom mantenha a Selic elevada ao longo de 2025, o que deve seguir favorecendo a lucratividade do setor.

Os investimentos em tecnologia para inovação em produtos, melhor subscrição de risco e uma busca eterna para aprimorar a jornada ao consumidor para manter-lo fiel à marca, também dão frutos e engordam a rentabilidade. O setor de seguros no Brasil tem investido pesado em tecnologia, com foco em inovação e transformação digital, impulsionado pela CNseg. Em 2024, as seguradoras investiram cerca de R$ 20 bilhões em tecnologia, o que representa 2,6% da receita do setor, segundo a CNseg. Esse investimento tem como objetivo ampliar o mercado, melhorar os serviços aos clientes e otimizar processos internos. 

Impacto do IOF no horizonte do setor

Apesar dos bons resultados no início do ano, o setor segurador viu crescer a preocupação com os efeitos do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) instituído recentemente pelo governo federal. A medida criou um alíquota de 5% para depósitos mensais acima de R$ 50 mil (ou R$ 600 mil anuais) em planos VGBL, enquanto aportes inferiores a esse valor estavam isentos. Com a reversão, todos os aportes voltam a ter IOF zerado.

A medida chegou a ameaçar o desempenho das seguradoras especializadas em previdência privada. O IOF mais alto encarece o crédito, desestimula aportes relevantes em planos de longo prazo e ainda impacta negativamente seguros atrelados a operações de câmbio, além de onerar operações de resseguro. A medida foi derrubada pelo Congresso Nacional nesta semana, após forte reação do setor e de parlamentares que apontaram seus efeitos nocivos para a classe média e para a poupança previdenciária.

Caso fosse mantido, o novo IOF teria afetado diretamente grupos como Brasilprev (Banco do Brasil), Bradesco Vida e Previdência, Caixa, Itaú, Icatu e Zurich — todos com atuação relevante no segmento de previdência individual e empresarial.

Ranking

O Banco do Brasil lidera o ranking tanto em lucro quanto em faturamento no primeiro quadrimestre de 2025. O conglomerado segurador estatal lucrou R$ 2,07 bilhões e arrecadou R$ 21,17 bilhões em prêmios, com 17% de participação de mercado. Apesar da queda de 20% no volume de prêmios em relação ao mesmo período do ano anterior, o lucro cresceu 15%, beneficiado pela alta dos juros.

Em segundo lugar, o Bradesco apresentou lucro de R$ 1,52 bilhão, alta de 6% frente ao ano anterior, com prêmios emitidos de R$ 20,98 bilhões, praticamente estáveis em relação a 2024. A Caixa manteve a terceira colocação em lucro (R$ 1,35 bilhão) e também em prêmios (R$ 12,29 bilhões), com leve crescimento.

O Itaú Unibanco caiu uma posição no ranking de faturamento, sendo ultrapassado pela Caixa, mas continua como o quarto maior grupo em lucro, com R$ 842 milhões. A SulAmérica subiu da nona para a quinta posição em lucro, saltando de R$ 263 milhões para R$ 511 milhões — um crescimento de 94%, mesmo com prêmios ainda modestos no comparativo com os líderes (R$ 336 milhões em abril de 2024). Outro destaque é a Tokio Marine, que manteve o quinto lugar em faturamento e apresentou um lucro de R$ 502 milhões, crescimento modesto frente aos R$ 506 milhões de 2024.

O levantamento mostra uma forte movimentação no ranking de prêmios emitidos. A Icatu, por exemplo, caiu do 12º para o 16º lugar em volume de prêmios, mas aumentou seu lucro de R$ 230 milhões para R$ 240 milhões. Já a Prudential caiu uma posição em faturamento, mas manteve-se entre as 10 maiores em lucro (R$ 420 milhões). Outro movimento relevante foi da Generali, que subiu da 29ª para a 21ª posição em faturamento e cresceu 163% em lucro, passando de R$ 33 milhões para R$ 88 milhões.