Porto Seguro assina acordo de compra da carteira de seguros de automóveis da Chubb

fusaoA Porto Seguro assinou acordo de compra da carteira de seguros de automóveis da Chubb do Brasil Companhia de Seguros. O objetivo da empresa é de incrementar a sua carteira de seguros de veículos de alto valor, lançado no ano passado com foco neste segmento e que possui serviços e benefícios exclusivos para esse perfil de cliente.

“A aquisição da carteira de seguros de automóveis da Chubb é uma oportunidade que fortalecerá a nossa prestação de serviço no segmento de seguros de veículos de alto valor”, afirma Fabio Luchetti, presidente da Porto Seguro.

Porto Seguro e Chubb vão se empenhar, após obter as aprovações necessárias, em realizar uma transição suave e sem impactos aos atuais clientes e corretores na preservação das garantias das apólices, na continuidade do atendimento e na manutenção dos benefícios e serviços. Segundo Luiz Pomarole, diretor geral de Automóveis da Porto Seguro, “nas apólices transferidas serão mantidos os benefícios que os clientes da Chubb já têm e eles também passarão a contar com os benefícios hoje oferecidos aos clientes do Porto Seguro Auto”.

A transação ainda depende da aprovação prévia dos órgãos reguladores competentes (CADE e SUSEP). Até a conclusão definitiva desse processo, Porto Seguro e Chubb continuarão a atuar de forma totalmente independente entre si e nada mudará na relação existente atualmente entre a Chubb e seus clientes.

Liberty patrocina o Festival do Minuto, com curtas sobre “Viver em Sociedade”

O Festival do Minuto, com patrocínio da Liberty Seguros, promove o concurso de curtas-metragens com tema “Viver em Sociedade”, que tem inscrições abertas até 31 de julho. Os vídeos de até um minuto podem ser em formato de documentário, ficção ou animação. O tema busca promover o debate sobre os diversos aspectos da convivência, de forma criativa e livre.

“A Liberty Seguros acredita que um dos melhores jeitos de fomentar esse tipo de reflexão é por meio da arte. Iniciativas como o Festival do Minuto abrem caminho para gerar novas ideias e criar a pluralidade de pensamento, beneficiando toda a sociedade”, diz Larissa Vecchi, gerente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros.

Para se inscrever, basta acessar www.festivaldominuto.com.br, enviar o curta-metragem e preencher o formulário.

Luiz Araripe será CEO da corretora Capsicum Re Brasil

luiz araripeA corretora de resseguro Capsicum Re anunciou ontem, mundialmente, a sua expansão na América Latina, com a Capsicum Re Latin America (CRLA). Contratou dois executivos que fizeram carreira na Aon Benfield. Joe Smith será CEO da unidade da América Latina, baseado em Miami. Luiz Araripe vai comandar a operação da CRLA Brasil, com sede no Rio de Janeiro.

Rupert Swallow, CEO da Capsicum Re, disse: “O lançamento da CRLA traz um novo capítulo na história da corretora. Temos avançado na construção dos nossos serviços desde que criamos a empresa há 30 meses, com apoio generalizado à nossa proposta centrada no cliente”. A Capsicum Re foi criada pelo ex-CEO da Benfield Grahame Chileno, em 2013, em parceria com Arthur J Gallagher, como uma incubadora para a aquisição novos negócios e talentos baseados em Londres e nas Bermudas. De acordo com agências internacionais, Chileno assumiu como CEO em operações de corretagem internacionais baseadas no Reino Unido, da Gallagher, em fevereiro de 2015, entregando a liderança da Capsicum para co-fundador e atual CEO.

A Capsicum foi criada com o prazo de 2018 em mente, período em que a Gallagher vai decidir se quer ou não comprar o empreendimento do qual detém uma participação de 20%), com o objetivo de transformá-lo em um grande corretor de Londres. “2016 teve um excelente começo para a Capsicum Re; o negócio está progredindo bem e estamos ganhando participação de mercado”, disse Swallow em abril.

“Joe e Luiz são são corretores líderes nos mercados que atuam e agregam uma experiência significativa, uma compreensão profunda da região e um foco em relacionamentos que complementa o nosso foco”, disse ele, sobre as últimas contratações. “Estou ansioso para trabalhar com eles e com a equipe da América Latina da Arthur J. Gallagher para fornecer soluções inovadoras que atendam à crescente demanda por produtos de resseguro especializadas neste mercado,” disse Swallow durante o lançamento da empresa.

https://www.capsicumre.com/capsicum-re-launches-latin-america/

Mapfre fatura 7,2 bi e lucra 126 milhões de euros no 1o. trimestre

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

wilsontonetomapfreFonte: Mapfre

As receitas da Mapfre entre janeiro e março deste ano alcançaram 7,2 bilhões de euros, uma cifra 3,4% inferior à do mesmo trimestre de 2015, devido, entre outras razões, à forte desvalorização das moedas latino-americanas, principalmente do bolívar venezuelano e do real. Por outro lado, os prêmios se mantiveram em 6,1 bilhões de euros. O lucro líquido foi de 192 milhões de euros, 4,8% a menos do que o mesmo período do ano anterior. Se fosse descontado o lucro extraordinário da operação da CatalunyaCaixa no primeiro trimestre do ano anterior, o lucro líquido da MAPFRE teria crescido 6%.

Os ativos totais apresentaram um aumento de 3% desde o encerramento do exercício de 2015, superando 65,4 bilhões de euros, enquanto os fundos próprios atingiram 8,5 bilhões de euros. O índice combinado melhorou dois pontos nos últimos doze meses, alcançando 96,8%, o que reflete a eficiência na gestão do negócio. Por sua vez, o índice de gastos (externos mais internos) também diminuiu quase um ponto, chegando a 27,4%.

Além disso, é importante destacar a boa evolução do resultado técnico do negócio não vida em todo o mundo, que cresceu significativamente no primeiro trimestre deste ano, com um aumento de 174,5%. A Mapfre publicou também seu índice de Solvência II, que se situa em 190%, sustentado por uma base de capital de alta qualidade (92% de TIER 1), o que confirma a solidez da empresa.

A Regional Brasil, que engloba além das operações de seguros desenvolvidas pelo grupo BB e Mapfre, outras atividades como Assistência, Investimentos, Capitalização, Consórcio, Previdência e Saúde, registrou receita de 4,6 bilhões de reais (1,1 bilhão de euros) e prêmios de 4 bilhões de reais (937 milhões de euros). No trimestre merecem destaque o forte crescimento dos Seguros Agrícolas, Grandes Riscos e Previdência. O Brasil contribui com 14,1% dos prêmios do grupo e o resultado líquido da Regional totaliza 708 milhões de reais (166 milhões de euros) no trimestre.

“O Brasil se mantém como o segundo mercado mais relevante da Mapfre em resultados e receitas, mesmo diante de um crescimento menor decorrente do cenário econômico adverso e de forte desvalorização do real. No trimestre, tivemos aumento na sinistralidade nos seguros de automóvel pela maior frequência de roubos em quase todos os Estados e as fortes chuvas e ventos que incrementaram a frequência e intensidade dos sinistros nos segmentos de seguros residenciais e agrícolas. Neste ambiente, conseguimos reduzir gastos e melhorar o desempenho do resultado financeiro. Reputamos como positiva nossa performance quando comparada com o mercado e outras atividades”, comentou o CEO Regional da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto.

Também no dia hoje foram divulgadas modificações na estrutura organizacional, entre elas a nomeação de Aristóbulo Bausela Sánchez como o novo CEO da Área Territorial LATAM, no lugar de Rafael Casas Gutiérrez, que se aposentará no fim de 2016. Atualmente, Aristóbulo Bausela é responsável máximo da Mapfre na Área Regional LATAM SUL, cargo no qual será substituído por Marcos Ferreira, que atualmente é CEO da Mapfre BB SH2, entidade que agrupa o negócio de Veículos, Seguros Gerais e Affinities no Brasil. Por último, Luis Gutiérrez Mateo, como novo CEO da MAPFRE BB SH2, no lugar de Marcos Ferreira. Atualmente, Luis Gutiérrez é o responsável máximo pela MAPFRE BHDL na República Dominicana.

“A transição, muitas vezes longa, na visão de nós, brasileiros, é uma prática da Mapfre alinhada com as melhores práticas de boa Governança Corporativa. A renovação de gerações e a mobilidade internacional dos executivos integram nossa estratégia e reforça nossa cultura organizacional”, comenta Toneto.

Swiss Re divulga o estudo “Insuring the frontier markets”

Captura de Tela 2016-05-03 às 17.05.53A Swiss Re, por meio da sua divisão de estudos Sigma, divulgou hoje o estudo “Insuring the frontier markets” (Segurando os mercados de fronteira), que analisa 21 mercados de fronteira que constituirão a próxima onda de crescimento de seguros. O relatório sigma identifica 21 mercados na África Subsaariana, América Latina, Comunidade de Estados Independentes e Sul da Ásia com a combinação de condições ideais para o crescimento dos seguros. As características comuns incluem taxas de crescimento do PIB de 5 a 10% e baixas taxas de penetração de seguros, inferiores a 1,5%. Não há uma abordagem única; as seguradoras precisam navegar por diferentes regimes regulatórios, características culturais e situações econômicas. Outro destaque está nos mercados de fronteira, que exigem um compromisso a longo prazo; há uma vantagem significativa de pioneirismo para as seguradoras que entendem os mercados e que podem se posicionar para o crescimento.

Por trás da animação criada pelos principais mercados emergentes como o Brasil, a Índia ou a China há um grupo de ‘mercados de fronteira’ que tem uma perspectiva promissora de crescimento econômico e oferece um potencial atrativo a longo prazo para as seguradoras. O último estudo sigma da Swiss Re analisa 21 mercados de fronteira, como a Nigéria, o Equador, o Vietnã e o Azerbaijão. Ele fornece uma perspectiva de crescimento dos prêmios e uma visão geral sobre os fundamentos econômicos que levarão ao aumento da demanda por seguros nestes países. O relatório também analisa as características individuais de cada mercado, cobrindo tópicos como mudanças regulatórias iminentes e a influência de fatores externos, tais como acordos comerciais regionais.

Em geral, os mercados de fronteira são países emergentes com economias de menor porte, menores níveis de renda e setores de seguros nas fases iniciais de desenvolvimento. Nesses mercados, a previsão é que o crescimento real e anual do produto interno bruto (PIB) seja forte (5 a 10%) a curto prazo, e as taxas de penetração total de seguros sejam inferiores de 1,5%, apontando para um potencial de desenvolvimento significativo. A maioria dos mercados está na África Subsaariana (SSA). O relatório sigma também avalia os mercados de fronteira da Comunidade de Estados Independentes (CEI), da América Latina e do Sudeste Asiático.

“Captar o potencial dos mercados de fronteira exigirá uma estratégia de longo prazo. No entanto, este trabalho mostra que há uma verdadeira vantagem ‘de pioneirismo’ a ser adquirida pelas seguradoras que entendem como acessar e desenvolver estes mercados”, diz o economista-chefe da Swiss Re, Kurt Karl. “Os benefícios virão quando estes mercados atingirem o limiar crítico do rendimento médio, quando os consumidores e as empresas começarem a comprar mais seguros.”

O relatório da Swiss Re identifica um padrão de crescimento típico dos seguros nos mercados de fronteira. Nos primeiros anos, o crescimento provavelmente favorecerá os negócios comerciais e de ‘não vida’, em detrimento às linhas seguro pessoal e vida. Mais tarde, na medida em que a renda aumenta, os prêmios dos produtos vida, com ênfase em poupança, podem crescer mais rapidamente. No entanto, não há uma abordagem única para se aumentar a penetração de seguros ou se fazer negócios em mercados de fronteira. Para serem bem-sucedidas, as seguradoras precisam compreender as diferentes condições macroeconômicas, os fatores socioeconômicos, os regimes regulatórios e as características culturais dos vários mercados.

O relatório analisa como as seguradoras podem acessar os mercados. Por exemplo, verifica as vantagens e desvantagens de joint-ventures entre as seguradoras locais e internacionais. Ele também destaca as oportunidades em mercados que já possuem consumidores familiarizados com tecnologia, tais como a forma de se alavancar a distribuição digital e qual o papel de produtos simples e fáceis de entender. É importante levar em consideração a forma como a implementação de tecnologias pode interromper o caminho estabelecido de crescimento dos seguros e permitir a alguns mercados dar um salto à frente para um estágio superior de desenvolvimento.

África Subsaariana (SSA)
A SSA é uma região diversificada constituída por 48 estados independentes. Apesar do crescimento global sólido desde a virada do século, o PIB da SSA per capita permanece baixo. Desde 2000, o crescimento real dos prêmios nos mercados de fronteira da SSA tem sido menor do que o crescimento real do PIB, amortecido pelos anos de instabilidade política e guerra civil, que afetou o setor de seguros mais do que o crescimento econômico.

Embora o relatório se concentre em sete das melhores economias de fronteira na região, todos os mercados da África Subsaariana, com exceção da África do Sul, podem ser considerados mercados de fronteira. A penetração de seguros é geralmente reduzida, já que os mercados estão, em sua maioria, nas fases iniciais de desenvolvimento, e os seguros de riscos comerciais (por exemplo, construção, mineração, petróleo e gás) dominam. Os seguros de automóveis estão ganhando importância devido à crescente aplicação do seguro obrigatório de responsabilidade civil para automóveis em muitos países.

A supervisão e as estruturas regulatórias estão melhorando, mas ainda são, muitas vezes, fracas. Por outro lado, a SSA está liderando os mercados emergentes em termos de distribuição de (micro) seguros via telefones celulares. Com uma grande população de renda baixa, os microsseguros e os produtos baseados em dispositivos móveis serão a chave para aumentar o alcance e a penetração de seguros. Outras áreas de crescimento estão no campo da agricultura e de seguros para grandes projetos de infraestrutura.

Comunidade dos Estados Independentes (CEI)
Nos países da CEI, o setor de seguros permanece subdesenvolvido. Em certa medida, isto reflete a mentalidade predominante de depender do Estado ou do apoio da família no momento da necessidade: muitas pessoas nos países da CEI veem os seguros como um luxo. No entanto, o crescimento dos seguros também é resultado do desenvolvimento econômico inconstante nos últimos anos. O colapso dos preços das commodities, sobretudo, destacou a falta de diversificação nestas economias. No entanto, as perspectivas econômicas e do setor de seguros a longo prazo são positivas. Existem alguns fatores que impulsionam o crescimento comum no mercado CEI cobertos por este relatório. Um deles é a introdução de novas categorias de seguros obrigatórios, tais como o de saúde e o de responsabilidade civil de automóveis no Azerbaijão e Geórgia respectivamente. Outro fator é a abertura das economias CEI. Por exemplo, a afiliação à OMC deve (eventualmente) ajudar o Cazaquistão a abrir ainda mais sua real economia e setor financeiro.

Outro fator importante é a regulamentação. Por exemplo, o Cazaquistão tem uma forte estrutura regulatória e, no Azerbaijão, o novo sistema unificado de avaliação de danos em coberturas de automóvel deve desenvolver a confiança dos consumidores no setor dos seguros. Em contrapartida, a inesperada decisão da Geórgia em reverter a liberalização da área de saúde levou a uma queda nos prêmios médicos em 2014, mostrando como a regulamentação também pode impedir o crescimento do setor de seguros.

América Latina
Bolívia, Colômbia, Equador e Peru formam o maior bloco latino-americano de mercados de fronteira. Os setores de seguros no Peru e na Colômbia são mais desenvolvidos do que na Bolívia e no Equador, principalmente devido a reformas estruturais e institucionais realizadas na década de 1990 e início dos anos 2000. Os ambientes regulatórios e operacionais nestes mercados melhoraram consideravelmente e incentivaram a participação de seguradoras estrangeiras, aumentando o market share na Colômbia de 34% em 2003 para 41% em 2014. Em contrapartida, a participação estrangeira no mercado boliviano praticamente desapareceu, e o ambiente de negócios no Equador se tornou mais desafiador com o agravamento da conjuntura econômica e da constante intervenção do estado nos mercados locais de res/seguros.

Sudeste asiático
No sudeste da Ásia, o Camboja, Laos, Myanmar e o Vietnã (CLMV) são quatro dos menores mercados, e eles tiveram um desenvolvimento significativo nos últimos anos. As economias CLMV se beneficiaram de ambientes sócio- políticos domésticos mais estáveis e de uma maior integração na economia global. O setor de seguros em CLMV está em uma fase inicial de desenvolvimento e está sendo impulsionado pelo setor de não vida. O Vietnã é o mercado mais desenvolvido da região e tem a maior penetração de seguros. Os mercados CLMV estão analisando as regulamentações de seguros e relacionadas a fim de possibilitar um crescimento mais rápido do setor. Por exemplo, uma nova lei de seguros no Camboja entrou em vigor em fevereiro de 2015. Em Myanmar, onde o mercado de seguros esteve nas mãos do Estado desde 1963, doze empresas privadas receberam aprovação condicional para fornecer serviços de seguros em 2013. Dois outros acontecimentos que provavelmente atuarão como fatores que impulsionarão o crescimento dos seguros nos mercados CLMV, juntamente com o forte crescimento do PIB, são a Comunidade Econômica da ASEAN (sigla em inglês da Associação das Nações do Sudeste Asiático) e a iniciativa “Nova Rota da Seda” da China (plano conhecido em inglês como ‘One Belt, One Road’). Ambos são explorados neste sigma.

Link para a versão completa do comunicado à imprensa em português: http://media.swissre.com/documents/Comunicado_de_imprensa_sigma2_2016.pdf.

Seguros será novamente destaque no Ciab Febraban

ciab 2016A 26ª edição do Ciab FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras -, maior evento de tecnologia para o mercado financeiro da América Latina, já está a todo vapor. Novamente, o mercado segurador será um dos destaques do evento, que acontece entre os dias 21 e 23 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Esse ano, o Congresso CIAB FEBRABAN terá como tema central “Cultura Digital transformando a sociedade” e contará com a participação de uma série de especialistas nacionais e internacionais desse mercado, além de importantes executivos do setor.

Assim como no ano passado, o evento apresentará trilhas técnicas de tecnologia para os segmentos de Meios de Pagamento, Seguros, Bancos Internacionais, de Investimento, Comerciais e Financeiras (ABBC, ABBI, ACREFI e ANBIMA), além de Segurança da Informação e TI e Telecom. A área de exposição reunirá ainda as principais novidades e investimentos que o setor financeiro está fazendo em tecnologia para garantir uma experiência ainda melhor aos seus clientes.

Desenvolvida em parceria com a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), a trilha de seguros debaterá as principais questões sobre o mercado de seguros Brasileiro.

A programação completa do CIAB FEBRABAN pode ser acessada no link: http://www.ciab.org.br/pt/Congresso#.

Lucro do 1o. TRI da Porto Seguro avança 4%, para R$ 240 milhões

Porto-Seguro-logoFonte: Porto Seguro

No primeiro trimestre de 2016, a Porto Seguro enfrentou um ambiente econômico desafiador com mercado de seguros apresentando crescimento menor do que o observado nos últimos anos. Por outro lado, a baixa penetração da indústria e as oportunidades em vários nichos e regiões inexploradas ainda demonstram grande potencial.

A companhia obteve, apesar do cenário adverso, expansão nas principais linhas de negócio. As receitas totais e os prêmios de seguros cresceram 5% no 1T16, sendo que a frota segurada se elevou em mais de 251 mil carros e os prêmios de auto consolidados evoluíram 5%, dentro de um mercado que decresceu 4%. Os produtos Azul Auto, Itaú Auto, Pessoas, Consórcio e Odontológico obtiveram crescimento na ordem de 2 dígitos.

Na operação de seguros, o desempenho operacional demonstrado pelo índice combinado atingiu 98,9% no trimestre, uma piora de 1,5 ponto percentual, basicamente explicado pelo aumento na sinistralidade dos seguros de Automóvel e Saúde. Por outro lado, as despesas administrativas cresceram menos que a inflação, resultando num decréscimo de 0,3 ponto percentual no índice de despesa administrativa, em função dos esforços contínuos para a otimização da operação.

Nos negócios financeiros e serviços, as receitas trimestrais permaneceram estáveis, em decorrência da queda de consumo dos clientes, que impactaram o produto de cartão de crédito, e das medidas adotadas para a contenção do risco. Mesmo assim, o número de cartões evoluiu 16%, alcançando cerca de 2 milhões de unidades, sendo que o risco se estabilizou.

O resultado financeiro do 1T16 apresentou um aumento de 30%, atingindo R$ 353 milhões, favorecido essencialmente pelos investimentos em títulos indexados ao Juro Real + Inflação, que apresentaram um desempenho acima do índice de referência e pelo maior CDI médio no período (+16% vs. 1T15). E também pela valorização do portfólio de ações (alocação estratégica).

O lucro líquido trimestral foi 4% maior do que o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 240 milhões e o ROAE atingiu 16,8% (-1,0 p.p.), mesmo considerando o aumento de tributos no período (CSLL). Descontando-se esse efeito, o lucro do 1T16 seria 10% maior, alcançando R$ 254 milhões e o ROAE atingiria 17,7% (-0,1 p.p.).

Principais destaques:

· Crescimento das receitas totais de 5% no 1T16 em comparação ao mesmo período do ano anterior;

· Aumento de 5% nos prêmios auferidos de seguros no trimestre (2016 x 2015);

· Lucro líquido no 1T16 de R$ 240 milhões (+4%). O ROAE atingiu 16,8% (-1,0 p.p.) no trimestre – sem business combination. Descontando-se o efeito do aumento de tributos (CSLL), o lucro do 1T16 alcançaria R$ 254 milhões (+10%) e o ROAE atingiria 17,7% (-0,1 p.p.);

· Índice combinado de seguros alcançou 98,9% no trimestre, com uma variação de +1,5 p.p.. O índice combinado ampliado foi de 91,0% (+0,6 p.p.) no 1T16;

· Resultado financeiro de R$ 353 milhões no 1T16 (+30% vs. 1T15). A rentabilidade total no trimestre atingiu 4,1% (126% do CDI) e a rentabilidade (ex. previdência) foi de 3,9% (119% do CDI).

Sincor-SP inicia modernização das regionais

Fonte: Sincor-SP

O Sincor-SP está modernizando seus escritórios e fez a entrega, nesta quarta-feira (27/4), da nova Regional Sorocaba. A adequação da sede e das 30 regionais do Sincor-SP é um dos mais importantes itens do programa de gestão da diretoria que, desde 2014, tem focado na profissionalização da entidade.

A ideia é transformar todas as unidades em verdadeiras representações da Casa do Corretor de Seguros, denominação que acompanha o novo conceito. Queremos levar o corretor de seguros para dentro de nossas unidades para que possa se sentir acolhido e bem atendido, ressalta o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo.

A reestruturação física dos locais inclui mudança para espaço maior, com auditório, e sempre em loja de rua (piso térreo), para ampliar a divulgação do Sincor-SP, além de dar mais acessibilidade a todo profissional e, principalmente, aos beneficiários e vítimas de acidentes de trânsito que buscam o Sindicato para atendimento gratuito do seguro DPVAT.

Os espaços são disponibilizados para utilização de corretores de qualquer regional que estiverem em trânsito (para uma reunião ou acesso à computadores), além de sistema de teleconferência para participação em reuniões e palestras sem sair de suas empresas. Também podem utilizar gratuitamente outras empresas e entidades relacionadas ao corretor de seguros.

Para o 1º secretário do Sindicato e responsável pelo projeto, Marcos Abarca, desde o primeiro momento, a prioridade foi pensar na forma como o corretor de seguros gostaria de ser atendido. Queríamos um local onde ele se sentisse confortável, acolhido, com o melhor em matéria de tecnologia. Pensando nisso, planejamos e criamos um local plenamente adaptável.

O novo momento do Sincor-SP exigiu a atualização de sua logomarca, trazendo características contemporâneas, estrutura e cores mais leves, além do destaque à sigla do Estado de São Paulo, que responde por mais de 50% do mercado de seguros no País. A modernização da logomarca vem de encontro com o momento de reestruturação das regionais. O objetivo é inovar e trazer uma nova cara ao Sincor-SP, de maior aproximação com a categoria. Todo o layout interno e padrões de cores da nova casa foram desenhados de maneira estruturada para rejuvenescer a entidade. E esse é apenas o começo de todas as transformações previstas, comenta o 1º vice-presidente e diretor responsável pela Comunicação, Boris Ber.

A Regional Sorocaba foi a primeira a concluir a reestruturação, mas a mudança ainda alcançará as outras 28 regionais e, finalmente, a sede do Sincor-SP. A padronização busca nivelar as regionais com os mesmos equipamentos e serviços e também criar uma identidade visual única, em mobiliário e decoração. O novo escritório vai deixar os corretores da região mais confortáveis e tranquilos em saber que podem contar com um espaço moderno e receptivo, diz o diretor da Regional, Eduardo Lemes.

Operações de seguros do Itaú geram lucro de R$ 1,4 bilhão no 1o. TRI

itau seguros logoO Itaú Unibanco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 5,235 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa queda de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2015. O lucro líquido contábil foi de R$ 5,184 bilhões, frente a R$ 5,733 bilhões nos três primeiros meses de 2015. No primeiro trimestre de 2016, o resultado de operações com seguros, previdência e capitalização das atividades foco, que consistem na oferta de produtos massificados de pessoas, patrimoniais, prestamista, previdência e capitalização, atingiu R$ 1,4 bilhão, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2015. O índice de sinistralidade das atividades foco atingiu 29,3% nesse trimestre.

Novas regras para o seguro viagem, judicialização da saúde suplementar e regulamentação do Seguro Auto Popular foram os destaques do 4º Seminário

Fonte – CNseg

Durante os debates que permearam a programação do 4º Seminário Direitos & Deveres do Consumidor de Seguros ficou clara a posição, tanto dos órgãos de defesa e direito do consumidor quanto da iniciativa privada e do Poder Judiciário, de que se faz necessária uma maior interação entre os agentes. Grande parte dos palestrantes que compuseram os painéis do evento apontou o fortalecimento do intercâmbio de informações como peça-chave para a construção de uma nova agenda de relacionamento com o consumidor.

Logo na abertura do seminário, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e vice-presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Solange Beatriz Palheiro Mendes, disse que eventos dessa natureza são uma fonte de conhecimento e de aperfeiçoamento para a atividade seguradora, ressaltando ainda a importância da proximidade com os Procons.

Em sua fala, Solange apontou, ao lado do diretor de Ensino Superior da Escola Nacional de Seguros, Mario Couto Soares Pinto, e do presidente do Instituto Nacional de Educação do Consumidor e do Cidadão (INEC), José Luiz da Silva, o foco na educação em seguros como ponto primordial para o desenvolvimento do setor. “Estamos convictos de que temos que dar informação à sociedade. Informação e conhecimento significam empoderamento. Desta forma, o consumidor tem que se sentir parte da cadeia produtiva. Ele precisa deter informação para ter o poder e a capacidade de decisão”, pontuou.

Em linha com esse posicionamento, o diretor Geral Executivo da CNseg, Marco Antonio da Silva Barros, disse que a relação do mercado segurador com o consumidor é muito próxima, uma vez que a interação se dá nos momentos de reparação de patrimônio, de mitigação de situações críticas e na entrega de sonhos. “É por meio desses eventos, dessas discussões, que nós podemos cada vez mais ampliar o nosso conhecimento sobre aquilo o que devemos fazer para estarmos cada vez mais presentes e com mais clareza para os nossos consumidores”, afirmou.

Liberdade de escolha

A liberdade de escolha foi o tema central escolhido pelo diretor de Pesquisas e Projetos do Instituto Brasileiro do Direito Público (IDP) e ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita Wada, para conduzir a palestra ‘Liberdade e Igualdade nas Relações Jurídicas de Consumo e de Seguros: desafios para a construção de um novo futuro’. Em sua explanação, Morishita disse que espaços em eventos como este são importantes porque eles reafirmam a defesa do consumidor como um tema de interesse público. Ele defendeu que a liberdade de escolha é um direito tutelado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas fez várias reflexões ao longo da sua apresentação. “O consumidor é livre para escolher? Em qualquer situação? E se houver uma vulnerabilidade? É justo tomar uma decisão sem ter informação?”, questionou, enumerando que a liberdade de escolha pressupõe um ato consciente e livre do consumidor, informação adequada e ausência de coação, constrangimento ou enfraquecimento da posição do consumidor. “A educação tem uma correlação direta com a adversidade ao risco”, frisou.

Seguro Viagem

As novas regras para o produto que entraram em vigor há pouco mais de um mês, no dia 26 de março, nortearam os debates no painel que abordou ‘As novidades regulatórias dos seguros de viagem e o novo modelo das assistências para a promoção de maior confiabilidade e transparência nas relações de consumo’. O diretor da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e mentor da Comissão de Assuntos Jurídicos da Federação, Washington Luís Bezerra da Silva, disse que, a exemplo de que quando o seguro de garantia entendida foi regulamentado como um produto de seguro, o seguro viagem também passou a trazer mais segurança para o consumidor. “Porque exige uma série de regras que permite uma solvabilidade muito maior para o consumidor”, sinalizou.

Na sequência, os representantes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Adriana Hennig e Diogo Jorge, destacaram as principais diferenças do produto antes e depois da nova regulamentação e ressaltaram dados globais sobre a utilização do seguro viagem. Segundo eles, nos Estados Unidos, um atendimento médico hospitalar simples não custa menos de US$ 7 mil, por exemplo, e em Cuba, na Venezuela e na Austrália este tipo de seguro é obrigatório em viagens turísticas. Ainda de acordo com eles, no exterior, os problemas podem ser agravados, pois, além de não conhecer as leis e os costumes locais, o viajante pode não ter recursos suficientes para pagar as despesas necessárias. Eles ressaltaram que o seguro viagem deve oferecer, no mínimo, as coberturas básicas de morte acidental e/ou invalidez permanente total ou parcial por acidente. Eles também sinalizaram que o seguro viagem não funciona como o seguro saúde e que todas as coberturas oferecidas possuem um limite máximo indenizável.

O diretor executivo do Procon municipal de Porto Alegre (RS), Cauê Vieira, que também compôs a mesa, disse que a implementação das novas regras representou um grande avanço no direito básico do consumidor, o direito à informação clara e ostensiva. Ele salientou que as empresas precisam se certificar de que o cliente realmente tenha acesso a todas as informações adequadas referentes aos produtos. “Esse é o grande desafio que se apresenta às seguradoras. Adequar o produto às necessidades do cliente é o grande avanço que essa resolução traz. O óbvio muitas vezes precisa ser dito e colocado em letras garrafais”, ponderou.

Saúde Suplementar

Em um universo onde são realizados mais de um bilhão e 200 mil procedimentos ao ano o que representa uma média de três milhões de procedimento ao dia, a judicialização da saúde suplementar e a sustentabilidade do sistema estão entre as discussões que vêm ganhando cada vez mais escala no setor de seguros. Isso porque as discordâncias e os conflitos entre as operadoras de planos de saúde e de seus clientes têm parado cada vez mais nas mãos do poder judiciário.

Neste aspecto, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Werson Rego, sustentou a sua dissertação sob o pilar de que justiça quer dizer dar a cada um o que é seu por direito. De acordo com ele, está ocorrendo uma transferência de poder que é muito perigosa. “A pior ditadura que existe é a ditadura do judiciário. Se nós deixarmos que cada um dos 17 mil juízes que existem decidam casos concretos de acordo com as suas concepções íntimas de justiça, a gente estabelece o caos”, afirmou, alertando para o fato de que questões que seriam de alçadas de outros poderes da esfera pública estão sendo transferidas para o judiciário. “O Judiciário está virando ordenador de despesas e realizador de políticas públicas, sociais e econômicas. A sua função não é esta. Mercados precisam de estabilidade. Mercados precisam de segurança e de regras claras. Este é que deve ser o principal papel do julgador. Zelar para que as regras do jogo sejam cumpridas da forma que foram estabelecidas pelos poderes competentes. Isso é muito importante na área da saúde suplementar porque ela trabalha com recursos finitos. Ela trabalha com recursos limitados”, assinalou.

Para a presidente da FenaSaúde, a discussão começa pelo modelo de saúde adotado no país, um modelo de saúde pública para todos aqueles que se encontram em território nacional, sendo estes brasileiros ou não. “Convive com este sistema público o sistema privado, que é regido pelas regras do direito empresarial e pelo princípio da livre iniciativa. Portanto, ele tem que estar calcado nos contratos firmados entre as partes, em um equilíbrio contratual. Mas quando se fala de equilíbrio contratual e se fala de saúde, é aí que começa o problema”, destacou. Para ela, o consumidor sempre terá o direito de questionar judicialmente, mas há uma preocupação em relação à indústria de liminares que incentiva cada vez mais comportamentos dessa natureza nem sempre buscando algo que esteja no contrato ou nas coberturas obrigatórias. “Falta compreensão da natureza de mutualidade do sistema”, avaliou, ressaltando que a crescente fila de processos que pedem tratamentos ou medicamentos não cobertos pelos convênios, desequilibra o setor e acaba prejudicando os próprios consumidores. “Se alguns conseguem algo que não contribuíram, esse ônus é repassado a todos os demais”, afirmou, indicando que a principal causa da judicialização é que aquele pleito que não respeita o contrato, que não respeita a regulamentação, será atendido pelo Judiciário. “Então, como resolver isso?”, indagou, informando que não há mais tempo, que o assunto é urgente, que se faz necessária uma rediscussão do modelo de saúde brasileiro atual e que a saúde suplementar está fechando no vermelho.

Seguro Auto Popular

As regras e os critérios para a operação do Seguro Auto Popular no Brasil, por meio da Resolução nº 336 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), foram amplamente debatidas durante o painel que reuniu representantes do setor de seguros, do órgão regulador do setor, a Susep, e do Procon-RS. De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o novo produto chega com a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos com idades entre seis e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura.

Em sua apresentação, o diretor Regional da SulAmérica e vice-presidente do Sindicato das Seguradoras no Rio Grande do Sul (SindSegRS), Gilson Bochernitsani, demonstrou que as seguradoras já possuem uma estrutura de atendimento para os consumidores e rede referenciada pronta e habilitada para receber os carros e repará-los, mas antecipou que ainda não há seguradoras comercializando este produto.

Ele reiterou um dos principais pleitos do mercado segurador em relação à circular da Susep: a oferta de peças que atenda a demanda de sinistros com garantia de qualidade. Segundo ele, além das peças usadas já autorizadas pela Lei Federal 12.977, conhecida como a ‘Lei do Desmonte’, será necessária a utilização de peças genéricas, compatíveis com as peças originais, para que haja uma oferta mínima que atenda aos serviços contratados pelo consumidor e que torne o produto competitivo. “A peça genérica não é uma peça de baixa qualidade até, porque a seguradora irá assumir a responsabilidade sobre o conserto do veículo. Estamos falando de peças do mesmo fabricante da peça original, mas que não tem o ‘selo’ da marca. Será obrigatória a informação sobre a procedência das peças”, elucidou.

O contraponto do painel ficou a cargo da diretora executiva do Procon-RS, Flávia do Canto, que falou sobre a função social do contrato de seguro, mas questionou a proteção ao consumidor na pré-venda. “Eu me preocupo com a fase pré-contratual de como isso será ofertado ao consumidor. Quem dará a garantia sobre a peça genérica?”, indagou, ponderando que trata-se de um produto novo, um produto bom, mas que requer treinamento para as seguradoras e instrução aos consumidores. “A educação ao consumo passa pelos dois pólos, consumidor e fornecedor, e a partir daí conseguiremos harmonizar para que nós, Procons, não precisemos atuar com poder de polícia. Apenas na mediação”, finalizou.

A representante da Susep, Rosana Dias, falou sobre outros pontos que as seguradoras estão questionando como a idade dos veículos que podem contratar o seguro auto popular. “Nós discutimos internamente, com os procuradores e o corpo técnico da Susep, e o nosso entendimento foi de que deve caber ao consumidor decidir se ele irá contratar esse seguro ou não. Ele que decidirá se escolhe por perder a garantia de fábrica, se ele tiver um carro com cinco anos ou três anos de garantia, e optar por uma peça remanufaturada, ou não”, disse, citando ainda que as seguradoras precisarão oferecer, no mínimo, a cobertura contra colisão.

Capitalização

A capitalização pode ser uma primeira experiência para aqueles que buscam adquirir disciplina para acumular. Foi o que disse a advogada especialista em Direito do Seguro, Relações de Consumo e Responsabilidade Civil, Angélica Carlini, sobre o produto, que no Brasil, nasceu em 1929 com a SulAmérica (Sulacap). “A capitalização é um produto em que parte dos pagamentos realizados pelo subscritor é usada para formar um capital que será pago em moeda corrente em um prazo máximo estabelecido. O restante do valor dos pagamentos é usado para custear os sorteios (quase sempre previstos nesse tipo de produto) e as despesas administrativas das sociedades de capitalização”, explicou, enfatizando que o consumidor precisa estar consciente de que ele jamais irá resgatar a totalidade daquilo que ele colocou na ponta do título. “Capitalização não é poupança e não é um produto financeiro. É um produto de acumulação de recursos”, frisou.

O superintendente da SulAmérica Capitalização e presidente da Comissão de Produtos e Coordenação da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Natanael Aparecido de Castro, alertou para o fato de que a capitalização não pode ser comparada a um jogo. “Há quatro modalidades de capitalização. E elas transitam em uma dualidade. Dependendo do público para o qual se destinam, há um peso maior em acumulação ou em sorteios. Sem dúvidas, a modalidade tradicional, que é basicamente vendida por meio do canal bancário, é a grande responsável pela maior parte do volume do mercado”, informou, dizendo que a transparência na informação que é passada ao consumidor é sempre fundamental.

Para a diretora executiva de Marketing e Canais da Icatu Capitalização e presidente da Comissão de Comunicação da FenaCap, Aura Emília Rebelo Fioretti, a comunicação é um dos grandes desafios dos produtos de capitalização. Segundo ela, o consumidor precisa estar convicto de que o produto escolhido é o certo para o objetivo que está sendo buscado. “Tem três aspectos que precisamos trabalhar na comunicação da capitalização. O primeiro é em relação à expectativa de retorno financeiro que o consumidor quer ter desse produto. O segundo é sobre como acontecem os sorteios e o terceiro aspecto é a questão do resgate, porque se o resgate for feito de forma antecipada ao que se estabelece em contrato, haverá uma penalidade (multa)”, detalhou.

Nas últimas considerações do painel, o diretor da Caixa Capitalização e vice-presidente da FenaCap, Ryvo Matias Pires dos Santos, informou que a Federação está criando um comitê de auto-regulação para aprimoração do mercado.

Boletim Consumidor.Gov

Como uma plataforma de informação, interação e compartilhamento de dados, monitorada pelos Procons e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, com o apoio da sociedade, o Consumidor.Gov é um grande canal para soluções de conflitos. Esta foi a opinião da diretora do Procon-PR e presidente da Associação ProconsBrasil, Claudia Francisca Silvano. “A empresa que despreza o Consumidor.Gov, que não adere ao Consumidor.Gov é uma empresa que parou na história. O consumidor de hoje precisa de uma resposta rápida e mais do que isso: uma resposta dada por aquele que criou o problema, que é o fornecedor”, colocou. Segundo ela, o canal é uma das formas pela qual as empresas conseguirão recuperar a confiança do consumidor.

Já a ouvidora da Icatu Seguros e membro das comissões de Ouvidoria e de Relações de Consumo da CNseg, Gabriela Ourivio Assmar, falou sobre o Boletim Consumidor.Gov que a Confederação está desenvolvendo e finalizará ainda este semestre para o mercado de seguros. “A grande democracia que o Boletim traz é um encontro de stakeholders, de atores deste mercado que é interdependente”, falou referindo-se aos 70% das empresas do setor de seguros que já estão cadastradas no Consumidor.Gov. De acordo com ela, essa presença da empresa já demonstra uma credencial de transparência já que este é um canal onde a empresa escolhe se quer participar ou não ao contrário de outros. “Nas redes sociais, por exemplo, o consumidor está se tornando hiper-suficiente, já que a reclamação viraliza e a resposta (da empresa) não viraliza”, pontuou. “Estar no Consumidor.Gov quer dizer: eu sou uma empresa que quer resolver o seu problema”, concluiu.

Na mesma linha, a ouvidora da Bradesco Seguros e membro das comissões de Ouvidoria e de Relações de Consumo da CNseg, Gisele Garuzi Oggioni de Araújo, falou sobre o papel cada vez mais estratégico e importante que as ouvidorias têm dentro das empresas. “As ouvidorias têm o papel de captar o que na relação empresa-mercado não está funcionando bem para melhorar processos. Nós, as empresas, recebemos mais esse recurso que é o Consumidor.Gov de braços abertos”, finalizou.

O evento

A quarta edição do Seminário de Direitos & Deveres do Consumidor de Seguros, promovido pelo INEC e pela revista Consumidor, com apoio da CNseg e da Escola Nacional de Seguros, reuniu, na última sexta-feira, dia 29/4, em Porto Alegre (RS), cerca de 170 pessoas entre representantes do mercado segurador, do poder judiciário e de entidades de Defesa e Direito do Consumidor, que debateram sobre novas propostas e esforços para ampliar a confiabilidade e a transparência nas relações com o “novo consumidor”.