Quem é quem – Flávio Faggion, sócio da Siscorp

Crédito: Régis Filho/Valor

Flávio Faggion é um dos mais destacado consultor e analista quando o assunto é mercado segurador brasileiro. Depois de trabalhar décadas em seguradoras, se juntou em 2003 a consultoria Siscorp, fundada em 1993 por Dawson Henriques e Marcelo Freitas. Para ele, a expectativa é de que o mercado de seguros brasileiro alcance ao final de 2016 a arrecadação de R$ 395 bilhões, significando crescimento de 1,5% sobre 2015 em moeda normalizada. Sobre o PIB, a arrecadação deverá representar 6,4%, contra 6,1% em 2015.

Captura de Tela 2016-10-09 às 20.59.22Ele explica que as projeções refletem de um lado as dificuldades do desenvolvimento da economia brasileira e de outro, a capacidade histórica do mercado de se manter com crescimentos anuais superiores ao do PIB. Porém, este fenômeno não é fato consumado, e muito menos quando se individualizam as operadoras atuantes no mercado.

“Além das variáveis econômicas e políticas presentes em nosso país, a sociedade passa por momentos de transformações nas transações comerciais, com novas práticas desafiando processos até então inquestionáveis, surgindo sem grandes alardes”, destaca em seu estudo com projeções até 2019.

Para ele, o mercado de seguros por sua representatividade expressa em um de seus fundamentos, como são os volumes dos recursos administrados, tem se mantido de certa forma e com algumas exceções, conservador em suas práticas empresariais, pouco inovando em processos de valorização/conhecimento do cliente, no aperfeiçoamento ou criação de produtos concebidos segundo as necessidades de uma sociedade mais informada, e distribuição ainda carente de tecnologia mais atual/inovadora, focada para facilitar.

Captura de Tela 2016-10-09 às 20.57.58Ele destaca que alguns movimentos começam a tomar forma neste ano. São aguardados novos operadores com modelos mais convergentes com os dias atuais, que podem assumir alguns riscos e expectativa de resultados mais alongada. “As limitações do desenvolvimento do país acabam favorecendo, por paradoxal que possa parecer, esse cenário para novas atitudes e o mercado de seguros não pode ter uma postura de observador, terá que participar, aceitar os desafios postos, buscar inovações e gerenciar com modernidade. A história do mercado mostra que existem condições de superação, mas é preciso agir para sobreviver”, sentencia.

Quem é quem – Gabriel Portella, CEO da SulAmérica

Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios

Gabriel Portella assumiu o comando da SulAmérica em abril de 2013. Economista de formação, Portella possui experiência de 40 anos no mercado de seguros, tendo ocupado vários cargos de liderança em empresas do setor e na própria SulAmérica, grupo com o qual mantém um histórico de 32 anos de estreita relação. Na companhia, Portella já esteve à frente das áreas Comercial e de negócios de Saúde, Vida e Previdência, além de ter atuado como vice-presidente executivo da joint venture da SulAmérica com a seguradora americana Aetna. Nos quatro últimos anos, atuou como vice-presidente da unidade de negócios de Saúde e Odontológico da empresa.

Portela compartilha de uma visão de consenso pró recuperação do nível de atividade econômica do Brasil. Essa visão, é, segundo ele, sustentada pelo comportamento de certos indicadores setoriais que sugerem uma mudança de tendência em geral mais positiva. “Vimos mantendo nossos níveis de investimento e ações estruturantes, a despeito do momento de maior incerteza e volatilidade que nossa economia atravessou”, diz.

Segundo ele, momentos mais desafiadores como esses têm a virtude de exigir maior criatividade, agilidade e disciplina. “Foi isso o que observamos e realizamos na companhia. Estamos nos beneficiando de melhorias operacionais em frentes prioritárias, e ampliamos nosso portifólio de produtos para aproveitar oportunidades em segmentos e mercados onde ainda víamos potencial. Nosso negócio é movido a pessoas. Com os ajustes que implementamos, fomos capazes de manter carteiras sólidas e preservar nosso relacionamento, tanto com o canal de distribuição, quanto com nossos segurados e clientes”, comenta.

Para Portella, uma trajetória de lucros crescentes está ligada aos fundamentos das operações: um correto underwriting, uma enorme capacidade de distribuição, alicerçada no corretor de seguros, e uma atenção prioritária ao controle de custos. Esses fundamentos são o que nos permitirá performar com sucesso num ambiente de maior grau de atividade econômica.

Além disso, acrescenta, a virtude de um modelo de negócios que se baseia em uma capacidade oferta ampla e diversificada, apoiado em uma estrutura que garante alcance nacional, com mais de 90 filiais em todo o Brasil, garantiram uma trajetória de crescimento sustentável para a SulAmérica. Esse é o modelo que estamos aprimorando.

A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 126,4 milhões (+0,5%) no segundo trimestre deste ano e R$ 232,3 milhões (+1,4%) no primeiro semestres. As receitas operacionais totais acumulam R$ 4,1 bilhões (+6,9%), sendo R$ 4 bilhões (+7,6%) de receitas operacionais de seguros. A sinistralidade ficou em 77,5% e a rentabilidade sobre o patrimônio alcançou 15,5%. O segmento de saúde e odontológico avançou 15,2%, com receita de R$ 3 bilhões no segundo trimestre. Automóveis recuou 7,6%, ramos elementares 57,2% e vida e acidentes pessoais decresceu 2,5%.

Quem é quem – Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon

Helder Molina assumiu a presidente da Mongeral em 2004, sucedendo o pai Nilton Molina, que passou a presidir o conselho de administração e ter uma atuação institucional relevante ao setor por ser um dos maiores conhecedores do tema “previdência” no país.

Desde que assumiu o comando da companhia, Helder comanda uma revolução sem igual, transformando uma das mais antigas seguradoras do Brasil em uma das mais modernas. A companhia está presente em todo o Brasil, com mais de 2 milhões de clientes, para os quais assegura mais de R$ 270 bilhões. Desde 2009, a empresa faz parte do Grupo Aegon, um dos maiores grupos de seguro, previdência e investimentos financeiros do mundo. Nos últimos anos, a expansão dos negócios deu origem ao Grupo Mongeral Aegon, que é formado por, além da seguradora, pelo Mongeral Aegon Fundo de Pensão, pela Mongeral Aegon Investimentos, pela empresa de gestão previdenciária Mongeral Aegon Administração de Benefícios e pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. O grupo está presente em todo o país por meio de 60 unidades de negócios, 1.200 funcionários e 4 mil corretores parceiros.

Para 2017, a Mongeral Aegon espera uma retomada do crescimento econômico do país, contribuindo para um crescimento na arrecadação de produtos de risco na faixa dos 20%, média que conseguimos manter nos últimos 10 anos. Para isso, seguiremos também com disciplina orçamentária e na procura por eficiência, com a meta de fechar 2017 com mais de 80% das vendas com processo totalmente digital. Foi inovadora ao incorporar os corretores no processo digital e hoje tem mais de 320 lojas com seus principais parceiros de negócios.

Helder Molina é formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Mackenzie São Paulo, com pós-graduação em MBA Executivo da Universidade de São Paulo (USP) e designação LIMRA Leadership Institute Fellow (LLIF), uma credencial reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de executivos do mercado segurador. Desde 1997, presidente da Binswanger Brasil, empresa de consultoria imobiliária multinacional. Durante 2007 e 2011, atuou como diretor estatutário da Fenaprevi. Membro do conselho da Abraap (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada), foi membro do conselho da LIMRA, um dos maiores institutos de pesquisa internacionais do mercado segurador.

Quem é quem – Edson Franco, CEO da Zurich

Edson Franco é CEO da Zurich no Brasil, que reúne os negócios de Seguros Gerais, Vida, Previdência e Capitalização. Franco tem mais de 22 anos de experiência no mercado financeiro e segurador. Pós-graduado em Administração de Empresas com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, atuou em organizações como ABN AMRO Real, Tokio Marine e Grupo Santander.

Desde 2012 está no grupo Zurich onde já atuou como CEO da Zurich Santander e CEO Regional da América Latina para Seguros de Vida. Também tem o cargo de Presidente da FenaPrevi, Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, e é Vice-Presidente do Conselho Diretor da CNSeg, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.

Em agosto de 2016 o grupo, que figura entre os cinco maiores do ranking de lucro líquido do setor elaborado pela Siscorp, promoveu uma reestruturação e unificou as áreas seguros e vida, seguindo a estratégia global de simplificar os processos da companhia. “Está diretamente ligada à intenção da Zurich de unir expertises e oferecer produtos e serviços cada vez melhores aos mercados nos quais atua. Exemplos destes investimentos são os aportes feitos em tecnologia e também em compartilhamento de expertises entre as áreas de risco de diversos países em que a companhia atua”, comentou.

Para ele, a oferta competitiva e a ampla diversidade de produtos são pontos fortes da companhia. “Temos produtos para desde indivíduos até grandes corporações, além de soluções para parceiros em diferentes negócios”, acrescentou. É estratégia da companhia seguir ampliando, revisando e melhorando nosso portfólio de produtos, adaptando as ofertas às necessidades dos clientes, promovendo a cultura do seguro para que o mercado possa conhecer os riscos e se proteger deles. “E seguiremos neste sentido, sempre com foco no longo prazo”, finalizou.

Quem é quem – Márcio Coriolano, presidente da CNseg

Marcio Coriolano é economista, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) para o triênio 2016/2019 e presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice.

Ingressou no Grupo Bradesco Seguros em 1997 e foi superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) entre 1993 e 1996. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, Marcio Coriolano é pós-graduado em planejamento pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia – COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

O executivo afirma ter muitos desafios. Além de comandar a maior seguradora de saúde do Brasil diante de um cenário dificil do segmento de saúde suplementar que sofre perdas pelo elevado índice de desemprego no Brasil, comanda o principal órgão representantivo do setor. “Ter consumidores conscientes e empoderados é a aposta mais sustentável e de longo prazo que um setor pode fazer”, diz ele, que vislumbra que o mercado segurador atinja a cifra de R$ 1 trilhão em reservas no médio prazo. “Muitas pessoas ainda desconhecem os riscos a que estão expostas e que há disponível no mercado segurador coberturas para mitigar perdas que podem mudar o curso de vidas, de governos ou de empresas”, comenta.

Embora a participação do mercado segurador no PIB brasileiro tenha aumentado de 1% para 6% nos últimos 15 anos, o país ainda é apenas o 44º colocado no ranking mundial de consumo per capita do produto. Ele cita dados do setor como os 150 milhões de pessoas sem plano de saúde, 120 milhões sem seguro de vida e acidentes pessoais e 180 milhões sem plano dental. Além disso, cerca de 38 milhões de automóveis circulam sem seguro pelas cidades brasileiras, quase 60 milhões de residências não possuem nenhum tipo de apólice patrimonial e cerca de 3 milhões de empresas ainda não dispõem de nenhum tipo de proteção.

A CNseg e suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap) consideraram em seu Programa de Educação em Seguros objetivos específicos como:

1) Fortalecer a noção de prevenção de riscos junto à população;
2) Ajudar à população no sentido de encontrar a melhor informação quando esta necessitar tomar decisões de proteção contra riscos;
3) Ampliar as oportunidades de escolha do consumidor e a garantia de que ele possa tomar sempre a melhor decisão de compra possível;
4) Desenvolver a capacidade de decisão e a confiança da população diante de oportunidades de proteção; e
5) Prover os consumidores com o melhor entendimento possível sobre os fundamentos do seguro e as diferentes características dos produtos.

XVII Conec: Para o CEO da Zurich, sem corretor não há mercado

Release

O CEO da Zurich no Brasil, Edson Luis Franco, exaltou o valor do corretor de seguro para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do mercado durante o painel que debateu o futuro da corretagem de seguros realizado nesta sexta-feira, no XVII Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece no Palácio Convenções Anhembi, em São Paulo. Para ele, “Não há mercado de seguro sem a intermediação forte dos corretores”, diz.

Franco acredita que a figura do corretor de seguros deverá se fortalecer cada vez mais. “O Brasil passou recentemente por condições políticas e macroeconômicas adversas. Eu diria que o País está sofrendo um momento de ‘soluço’, mas que em breve irá retomar a curva de crescimento e isso deve impulsionar não só o mercado como um todo, mas vai incentivar o setor de seguros a se modernizar para auxiliar o Brasil na retomada de seu crescimento. Neste ambiente, temos ciência de que o segmento de seguros precisará se modernizar, tanto em termos de plataforma como de produtos, para acompanhar as transformações que o País vivencia”, avalia. “Devemos aproveitar para fazer com que o mercado se fortaleça com esta nova fase, pois cabe a nós escolhermos se nesta transformação queremos ser agentes ou vítimas da mudança”, complementa.

O CEO da Zurich no Brasil foi um dos participantes do painel mediado pelo primeiro vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber. O objetivo do encontro foi abordar os caminhos futuros no segmento de seguros por meio do debate e análises dos prováveis desdobramentos da profissão de corretor de seguros.
Questionado sobre o que é possível fazer para evitar que cooperativas interfiram no trabalho dos corretores de seguros, Franco observou que, de modo geral, as cooperativas surgem e surgiram não em função de políticas de subscrição das companhias do setor, mas em função de um apelo contestável de equidade de serviços e soluções por um preço menor. “Existem problemas que necessitam que os encaremos com maturidade e disponibilidade de querer resolvê-los. Se as seguradoras, os distribuidores e reguladores não os solucionam, o mercado começa a criar suas próprias soluções”, adverte.

Para Franco, se existem cooperativas para determinados risco, é porque estes riscos não estão sendo bem trabalhados pelo mercado segurador. “É evidente que não podemos obrigar ninguém a aceitar um risco. Mas, também é válido lembrar que não existe risco ruim, existe risco mal precificado. O que é preciso avaliar é que as seguradoras são obrigadas a obedecer a regras de solvência e de capital impostas por seu órgão regulador. Por um lado, isso é positivo, pois estas regras têm o objetivo de garantir que o consumidor será protegido. Porém, é preciso que estas regras sejam impostas de maneira igual a todos que querem atuar no segmento, pois só assim será possível garantir um nível de competitividade adequado com as análises de riscos sendo sujeitas às mesmas regras”, pondera.

O executivo analisou, ainda, a interferência das novas tecnologias para os corretores de seguro. “O investimento em formação e informação para poder levar de forma mais rápida, ágil e prática aos clientes um portfólio mais diversificado, fará com que estes profissionais sejam muito mais do que apenas vendedores de seguros, mas que se transformem em verdadeiros conselheiros financeiros de seus clientes, reforçando o princípio de proteção que é o que o seguro deve representar”, avalia. “A Zurich investe em tecnologias para atender melhor aos corretores, facilitando seu trabalho e colaborando com seus resultados.”

O CEO da Zurich Brasil relembrou ainda a importância da realização do Conec. “Estar próximo dos corretores nos permite aprimorar cada vez mais nossa atuação e nossos produtos. Por isso, é um prazer poder fazer parte deste evento”, finaliza.

CNseg investe em premiação para estimular inovação

Antes da febre das startups, quem estimulava a inovação no mercado segurador era o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, criado pela CNseg, confederação que representa as seguradoras do país. O prêmio está na 6ª edição. Foram 137 projetos inscritos, que representaram um crescimento de 144% em relação a 2015, sendo que, destes, 109 foram os projetos habilitados para concorrer nas categorias Comunicação, Processos e Produtos e Serviços. Entre as participantes, 23 são seguradoras, 2 resseguradoras, 23 corretoras, 2 corretores autônomos e 13 prestadores de serviço concorrendo nesta edição.

Os finalistas serão conhecidos em novembro e os vencedores em 16 de dezembro. “O prêmio é um estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de carreira, como também visa agregar valor ao negócio”, conta Solange Beatriz, vice-presidente da CNseg e uma das idealizadoras da premiação. Ela explica que o Prêmio traz benefícios para toda a cadeia de valor do setor: otimiza processos, desenvolve e aprimora produtos, gera maior aproximação com o consumidor e aumenta a rentabilidade das empresas, contribuindo para a sustentabilidade da atividade a longo prazo. O empenho dos agentes do mercado na busca por soluções transformadores demonstra que o ciclo da inovação já está instalado no setor de seguros. “Inovar é preciso”, frisa a diretora.

“Além do expressivo crescimento do número de participantes, foram 44 as empresa inscritas que nunca haviam participado de nenhuma outra edição (32% do total), o que demonstra a relevância conquistada pelo Prêmio da CNseg e sua importância como elemento indutor para a inovação no setor”, afirmou o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, segundo o portal CNseg.

O prêmio visa estimular projetos em áreas prioritárias do setor: produtos e serviços, processos e comunicação. São aproximadamente cinquenta projetos inscritos por ano. Até 2015, foram 220, mas neste ano a média deve subir, pois com as vendas em baixa, sobrou mais tempo para tocar aqueles projetos já engatilhados. Dos 56 projetos inscritos no ano passado, 16 envolviam todos os ramos, nove os seguros de automóvel e saúde; cinco envolviam o seguro residencial; quarto abordavam a previdência.

O projeto XTerra, ferramenta eletrônica desenvolvida pela equipe da resseguradora local Terra Brasis, permite calcular a repartição do prêmio entre seguradoras e resseguradoras, de acordo com a provável distribuição de sinistros. Um processo que se torna mas técnico e com um apelo comercial mais equilibrado entre as partes. “Nós desenvolvemos uma ferramenta amigável, fluida e autoexplicativa, para que qualquer pessoa consiga utilizar”, destaca o analista de sistemas da Terra Brasis, Felipe Augusto, um dos autores do projeto.

Em comunicação, o grande destaque do ano passado foi o projeto SulAmérica Saúde Ativa, que incentiva os segurados a mudar de atitude a buscar uma vida mais saudável por meio de marketing de conteúdo. “Para divulgar e garantir ampla abrangência da Campanha do SulAmérica Saúde Ativa foram investidos cerca de R$ 2,56 milhões em mídia na TV paga, impactando mais de 16 milhões de pessoas, e na mídia digital, atingindo cerca de 168 milhões de impressões”, disse Luciana Ribeiro Carqueijo Froehlich, da equipe vencedora.

A Icatu participou com “Os Bebês da Virada”. A ação institucional premiou bebês nascidos de parto normal, em todo o Brasil, na virada do ano, com um plano de previdência no valor de R$ 2.015. O objetivo do projeto foi sensibilizar as pessoas sobre a importância de planejar o futuro e fazer o grande público falar espontaneamente sobre o produto (previdência complementar) e seus benefícios, alcançando a divulgação viral da marca.

Quando ocorrem tragédias e o cliente aciona o seguro, os processos são tratados como uma regulação normal seguindo as mesmas condições dos demais processos. Com o intuito de mudar esse cenário, a Bradesco Auto/Re idealizou um novo processo que identifica, analisa, diferencia e prioriza esses sinistros gerados por catástrofes. Cada vez que tem uma enchente, por exemplo, ou um vendaval, o sistema rastreia todos os segurados do grupo na região para que o atendimento possa ser agilizado e personalizado. “Podemos afirmar com convicção que estamos 100% presentes no momento em que o segurado mais precisa, desenvolvendo assim uma ação social”, comentou José Roberto Bezerra de Lima, um dos participantes do projeto vencedor.

XVII Conec: Futuro do corretor dependerá de discussões atuais, diz presidente da SulAmérica

O futuro do corretor foi o tema do primeiro painel do 17º Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece até sábado (8) no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, apresentou as perspectivas da companhia e apontou tendências para a profissão no painel “Futuro da corretagem de seguros”. “Temos confiança no desenvolvimento do país e do mercado de seguros. O futuro dependerá do que discutirmos hoje, agora, e construirmos juntos. A indústria de seguros é forte e tem grande potencial de crescimento.”

Uma das principais tendências para a profissão, ressalta Portella, é a oferta de proteção completa, envolvendo produtos de variadas linhas. “O corretor que trabalha diversas linhas tem um olhar pleno em relação ao cliente e pode ofertar produtos de forma mais efetiva”, sinalizou.

O presidente da seguradora afirmou ainda que os avanços tecnológicos têm trazido mais e melhores oportunidades de conhecer e se comunicar com o consumidor. “O corretor que cria uma relação de confiança com seu cliente estará melhor preparado para a transformação pela qual o mercado vem passando”, disse o executivo, reforçando que o relacionamento será cada vez mais a chave para fidelizar o cliente.

Foto: Revista Apólice

XVII Conec: Liberty lança campanha de incentivo no evento

IMG-20161007-WA0005A Liberty Seguros participa do XVII Congresso dos Corretores de Seguros (CONEC), que acontece começou ontem e termina no sábado, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Durante o CONEC, a seguradora lançará com exclusividade as novas campanhas incentivo Conexão Mundo e Conexão Brasil, que fazem parte do pilar Conectados para Incentivar, do Programa Conexão.

“O CONEC é um evento esperado, pois é uma excelente oportunidade para estarmos próximos e estreitarmos nosso relacionamento com os corretores, apresentando as novidades da companhia”, comenta Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, em nota divulgada à imprensa. “Para nós, esse contato é muito importante, já que os corretores são elos fundamentais da nossa cadeia de valor”.

A campanha Conexão Mundo vai premiar mais de 60 corretores, com acompanhante com uma viagem para Los Cabos, no México. Já a campanha Conexão Brasil vai premiar mais de 228 corretores, com acompanhante para Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, além de mais outros 100 corretores que serão premiados com voucher para resgate de produto em catálogo.

O estande da Liberty Seguros também terá atividades interativas como sorteios, games, apresentação de mariachis, além da presença de Bernardinho, treinador da seleção masculina de volêi brasileira e embaixador da marca. Os corretores também poderão conversar com executivos da seguradora, como o CEO Carlos Magnarelli e seu staff, além dos diretores regionais.

XVII Conec: Olhar para frente e trabalhar muito para evoluir. Esse é o mantra dos porta vozes do setor

14591862_10210217121245658_3441901988194095558_nComeçou ontem o XVII Conec, principal evento de corretores de seguros no país. Neste ano o tema é: “Aprender, Empreender e Ser: Corretor de seguros, o caminho seguro da distribuição”. O Brasil conta com mais de 95 mil corretores de seguros, sendo aproximadamente 60 mil pessoas físicas e 35 mil pessoas jurídicas, segundo dados da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor). A sessão solene de abertura que aconteceu no Anhembi, a partir das 20 horas, contou com os principais porta vozes do setor. O discurso de todos pode ser resumido em um único mantra: otimismo e crescimento com inovação e suprema qualidade no atendimento ao consumidor.

Com mais de 6,5 mil inscritos, a programação de debates começa hoje e se encerra no sábado. A sexta-feira começa com a reflexão sobre o atual momento do Brasil, com foco nas perspectivas políticas e econômicas, com comentários dos dois jornalistas globais, Willian Waack e Mara Luquet. As 11h, presidentes das seguradoras Porto Seguro, HDI, Tokio, Allianz, BB Mapfre, Zurich e Bradesco debatem o tema “O futuro da corretagem de seguro”.

“Conflitos e Soluções – Uma Nova Agenda Para o Mercado De Seguros” será o tema do painel que terá o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, Joaquim Mendanha de Ataídes, da Susep, Marcio Coriolano, presidente da CNseg, José Farias de Sousa, diretor do IRB Brasil Re, e Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros. O evento ainda conta com painéis sobre os mais diversos ramos de seguros, com especialistas de cada área, comentando os temas mais relevantes do mercado, e com a Exposeg, a tradicional feira que traz infinitas atrações aos participantes que visam estreitar o relacionamento com as companhias.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmim foi representado por José Renato Nalini, secretário da educação de São Paulo. “Se há uma instituição que merece o respeito é a de seguros e o seu corretor desempenha o papel importantíssimo de aconselhar e proteger”, afirmou em seu discurso na abertura solene ontem. Segundo ele, o governo paulistano trabalha em um projeto de educação em seguros, que pretende levar noções de seguros a crianças e jovens em diversas frentes educacionais. Coriolano destacou também a educação. “Ajudar o setor a crescer com sustentabilidade é o maior compromisso da CNseg para o desenvolvimento do Brasil”.

O presidente da CNseg tem destacado em seus discursos que a meta da sua gestão é tornar o seguro algo simples para que a população perceba a importância das proteções que as seguradoras ofertam e saibam decidir qual o melhor dos produtos para os diversos ciclos da vida de uma pessoa, de uma empresa, de um governo. Estão previstas mais de 20 ações , entre elas as cartilhas, simplificarão cerca de 36 temas que circundam o setor.

Para Coriolano, o mercado é dinâmico e o cenário de instabilidade econômica reforçou a necessidade de o setor ser mais criativo para minimizar eventuais perdas. Juntos, seguradoras e corretores estão prontos para oferecer uma cobertura qualificada e diferenciada para públicos distintos. Esse processo será ainda mais intenso em 2017, quando a economia estará retomando a normalidade, aposta, acrescentando que a inovação e a agilidade no atendimento ao segurado são condições “sine qua non” para o setor de seguros ajudar o país a crescer”.

Mendanha, que assumiu a Susep há menos de dois meses, afirmou que a autarquia estará sempre disposta a disseminar e incentivar as práticas que estimulem o cresicmento do setor de seguros crescer. Entre os os desafios e oportunidades para o setor neste ano, o xerife do setor afirma que o mercado de seguros precisa, neste momento, de uma nova agenda positiva. “Com a retomada do crescimento econômico, o que esperamos para breve, é preciso reforçar as ações para que o setor tenha mais visibilidade, mostre para a sociedade e até mesmo para o Governo o quanto pode ser importante como suporte do processo de crescimento sustentado da nossa economia”, afirmou ele em recente entrevista ao blog Sonho Seguro.

Ele deixou claro que a missão da Susep é induzir o crescimento do setor e atuar para que a população esteja devidamente protegida e amparada por uma gama de produtos e serviços de qualidade. “O setor já estende uma ampla rede de proteção securitária para pessoas e empreendimentos. Em 2015, por exemplo, foram devolvidos para a população, sob a forma de indenizações e benefícios, cerca de R$ 110 bilhões”, destacou. Os ativos totais do mercado já ultrapassaram a marca de R$ 800 bilhões, recursos que reforçam a posição do setor como relevante investidor institucional.

Também destacou que a regulamentação de importantes produtos, como o seguro popular de automóvel já foi aprovada e a do universal life está em fase final, prevista para permitir que o produto entre em operação em 2017. “Destaco o seguro popular para autos, que pode atender a mais de 20 milhões de brasileiros, donos de veículos com mais de cinco anos de fabricação, que trafegam por ruas e estradas brasileiras sem qualquer cobertura do seguro, atualmente. Há ainda o Universal Life, um seguro de vida comum no mercado internacional, mas que ainda é desconhecido da sociedade brasileira”.

Segundo noticiou a revista Apólice, o titular da Susep afirmou que a autarquia começa a estudar as fintechs, para comercialização de seguros. São modelos interessantes, mas que ainda estão em fase inicial. Com o aumento do volume de negócios será preciso repensar o modelo de supervisão para isso.

Armando Vergilio seguiu a mesma linha de discurso, conclamando os corretores presentes para a inovação, a qualidade e para a conquista de clientes. “O setor tem crescido mas não tem evoluído. Precisamos ir em frente”, afirmou Vergílio, pedindo aos profissionais apoio e dedicação na luta para manter os corretores no Super Simples, uma luta que a Fenacor vem travando há anos com os órgãos do governo, especialmente a Receita Federal, e políticos da Câmara e do Senado. Estudo realizado no ano passado revelou que 85% das corretoras de seguros do país aproveitaram a nova lei que permitiu a adesão do Supersimples e 44% entre os ouvidos poderão pagar suas despesas fixas por conta da economia que é resultado do novo regime tributário.

Na semana passada, a rápida ação comandada pelo deputado Lucas Vergilio (SD-GO) e o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, impediu que uma manobra aprovada no Senado fosse ratificada na Câmara, o que retiraria os principais benefícios do SuperSimples de cerca de 30 mil corretoras de seguros, segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, afirmou que a união de todos do setor, profissionais e entidades, é a força que impulsionará a construção de uma agenda positiva tanto para o setor como para o Brasil. Ressaltou que toda crise traz oportunidades e que esse é o momento certo de todos unirem o melhor para obterem resultados no longo prazo. Ele destaca que com o desemprego, muitos acabaram descobrindo a profissão de corretor, tendo como parâmetro o aumento da demanda nos cursos oferecidos pela escola. Somente no Estado de São Paulo, a procura pelo Curso para Habilitação de Corretores de Seguros (CHCS) apresentou alta de 75% no acumulado dos dados analisados neste ano. Em âmbito nacional, a demanda subiu 23%. Em 2015, a instituição formou cerca de 3,5 mil corretores.

Para encerrar os discursos da abertura solene, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, ressaltou que o Conec não é mais em evento de São Paulo. “É de todos os corretores de seguros do Brasil. O que vemos aqui neste auditório lotado hoje é a maior e melhor demonstração da força, pujança e dinamismo do setor de seguros, que tem como principal força de vendas o corretor de seguros”, disse. “Precisamos fazer o consumidor entender o quanto os produtos de seguros trazem benefícios para o seu dia a dia, como uma assistência na hora de um acidente, repor um bem perdido ou deixar um colchão financeiro para a família ou para si mesmo em caso de invalidez ou morte do responsável financeiro. Esse á a melhor maneira de atrair o consumidor para o mercado segurador”, finalizou.