Mulheres são maioria e mostram sua força no setor de seguros, mas enfrentam desigualdade de oportunidades e ganhos

Elas são maioria no setor de seguros no Brasil ​e obtiveram avanços significativos em sua qualificação para o trabalho. No entanto, ainda convivem com uma desigualdade profunda entre gêneros, que se reflete na distribuição dos cargos de liderança, consequentemente também nas faixas de remuneração. O 2ºEstudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, da Escola Nacional de Seguros – que será lançado na sede da instituição, em São Paulo, nesta quarta-feira, 26 – aponta os desafios e gargalos da força de trabalho feminina em um segmento que, apesar da persistente crise econômica, atrai um número crescente de profissionais.

As mulheres respondem, hoje, por 56,3% da mão de obra no mercado de seguros, contra 49% no ano 2000. No entanto, homens, embora minoria, ficam com sete de cada 10 cargos executivos nas empresas seguradoras. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 4,7% se tornam executivos. Na ala feminina, essa proporção cai para 1,4%. Isto é, a probabilidade de um homem se tornar executivo da empresa é quase 3,5 vezes maior que a de uma mulher.

Nos cargos intermediários, a proporção é semelhante. Em 2015, seis em cada 10 gerentes das empresas seguradoras eram homens. De todos os funcionários masculinos de uma seguradora, 10,6% se tornam gerentes; entre elas, esse índice foi de 5,4%. Logo, a chance de um homem alcançar o posto de gerente é duas vezes maior que a de uma mulher.

A diferença é ainda mais gritante ao se considerar a remuneração da mão de obra feminina neste mercado. Em uma amostra com 18 empresas seguradoras (que representam de 85% a 90% do total de funcionários do setor), o salário médio é de R$ 4.520/mês. Os homens recebem R$ 5.371, em média, contra R$ 3.858 mil para mulheres. Dessa forma, o salário médio das mulheres corresponde a 72% da remuneração dos homens.

Feito com base em dados de 2015, o levantamento foi coordenado pelos professores Maria Helena Monteiro e Francisco Galiza – respectivamente, diretora da área de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros e consultor da Escola – e ouviu 316 mulheres. É a segunda edição de um estudo realizado pela primeira vez em 2012. A maior parte (45% do total) das entrevistadas tem entre 36 e 45 anos, com uma origem profissional bastante diversa: corretoras, securitárias, órgãos representativos de classe, prestadoras de serviços, empresas de seguros entre outros.

A Capitalização como incentivo ao hábito de poupar

Fonte: CNseg

As empresas de capitalização podem exercer um papel fundamental para ajudar as pessoas a incorporarem o hábito de poupar. A afirmação é de Marcelo Neri, da FGV Social e EPGE, durante sua palestra “Poupança e Conexão com Capitalização”, no 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros. O Brasil tem 56% da população com acesso a uma instituição financeira. No entanto, quando se analisa o volume de empréstimos, o percentual cai para 6% e apenas 10% tem poupança, índices abaixo da média mundial de 9% e 22%, respectivamente.
Desde o início da crise, segundo ele, o desemprego não pode ser o considerado o grande vilão da perda de renda, e sim a inflação. “Foi a inflação que tirou o poder de compra dos brasileiros nesta crise, segundo nossas pesquisas”, afirmou ele aos participantes do Seminário.

“A impaciência é um dos pontos chaves do baixo índice de poupança no Brasil”, disse. “Por isso, a educação financeira é um grande aliado a ajudar as pessoas a entenderem o benefício de controlar essa impaciência, como poder usar os recursos poupados para ter uma reserva para uma eventual emergência, que é a principal motivação para a poupança, segundo dados da pesquisa, com 51% das respostas.

De acordo com a apresentação, entre os principais motivos de poupança também está a compra de bens. Com boa parte da população sem acesso a crédito e taxas de juros altas, faz sentido fazer poupança para comprar um bem com um ganho financeiro. “Estou convencido de que os mais pobres têm uma propensão ao consumismo gigantesca”, enfatiza. Mas para eles serem mais sustentáveis no futuro, deveriam ser incitados a poupar. Uma operação de seguro ou de crédito é muito mais complexa do que a poupança por meio da capitalização, que é uma operação simples.

Disciplina financeira – A importância do segmento está em dar às famílias o sentido maior do habito de poupar, disse Marco Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). ‘É importante criar uma reserva finananceira. E o produto de Capitalização permite mitigar momentos de crise, como o que estamos vivendo hoje, uma vez que é criado um estoque financeiro, com o bônus de concorrer a sorteios”, enfatizou Barros em sua fala, durante o painel.

Para ele, a simplicidade do produto Capitalização é uma das razões que ajudam a educar a população para o hábito de poupar. Mas, mais importante que a simplicidade do produto, acredita Barros, é a punição de perder uma parte da poupança se sacar antes do fim do contrato que estimula a disciplina financeira do participante.

“Todo dia, 400 pessoas são contempladas por sorteio. É um circulo virtuoso. Pagamos e as pessoas colocam os valores na economia novamente. É o único segmento em que o sinistro é comemorado”, brinca o executivo. Dados recentes divulgados pela FenaCap indicam que as empresas do segmento distribuíram, juntas, R$ 699 milhões em sorteios entre janeiro e agosto de 2016, crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2015, e equivale ao pagamento de R$ 4,1 milhões em prêmios por dia útil no período.

Segundo ele, o segmento tem um papel fundamental na economia. “’É um instrumento importante para que inicie um processo de bancarização, para que as pessoas enfrentem crise financeiras momentâneas e tenham um futuro mais sustentável ao mudar a percepção de como as pessoas enxergam a poupança ao longo do tempo.

A jornalista Flávia Oliveira, que mediou o painel, citou pesquisa recente do Banco Central. Trata-se da terceira edição da Série Cidadania Financeira que revelou que mais de 70% da população brasileira faz uso frequente de uma conta bancária e, a maioria (63%) já poupou ao menos uma vez. Com relação à poupança, a pesquisa indica que os brasileiros, em geral, poupam de maneira conservadora: 48% disseram utilizar depósitos em poupança em instituição financeira e, 45%, guardam dinheiro sem buscar nenhuma rentabilidade, seja em casa ou em conta corrente. Os dados deixam claro a necessidade da educação financeira.

“Como viabilizar a educação para sair deste analfabetismo financeiro?”, indaga a jornalista. Neri sugere a educação financeira vinda dos próprios pais e também que a disciplina seja abraçada pelas escolas do ensino médio. Barros, por sua vez, afirma que todo canal é importante para difundir a educação financeira. Além da atitude familiar, a mídia é importante para ensinar o valor do dinheiro no tempo. Dado o tamanho do déficit de produtividade que o Brasil tem, esse processo de educação financeira um processo de muito longo prazo. “Tenho certeza de que no longo prazo as pessoas vão se conscientizar que elas terão de ter capital para ter qualidade de vida no futuro”.

Projeto para nova lei de seguros recebe críticas na Câmara

Fonte: Agência Câmara

Representantes de seguradoras criticaram nesta quarta-feira (26) o projeto que cria a nova lei geral de seguros (PL 3555/04) durante audiência da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema.

O texto que, já recebeu 119 emendas, altera dispositivos do Código Civil e o Código Comercial para regular o mercado de seguros privados, ou seja, todas as negociações que envolvam consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores.

Desde que entrou em análise da primeira comissão especial, em 2009, o projeto dividiu opiniões. Mesmo após 12 anos de tramitação, o texto continua a ser criticado por endurecer as regras do mercado de seguros e, de acordo com alguns especialistas, criar desvantagens para as seguradoras.

Um dos artigos polêmicos possibilita que terceiros entrem na Justiça contra a seguradora para reaver danos causados pelos segurados. Se aprovado, a vítima de um acidente de carro provocado pelo segurado, por exemplo, poderia cobrar diretamente da seguradora.

“Não é possível que um terceiro que não tenha nenhuma relação jurídica com a seguradora ingresse contra ela. Inclusive porque o causador do dano pode ter elementos de defesa que a seguradora desconhece”, disse o representante da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Luiz Tavares. Segundo a proposta, a empresa poderia reaver o valor gasto com terceiros, em um segundo momento, dentro dos limites da apólice do segurado.

Regra única – Outro ponto questionado trata da regulação única que agrega contratos de grandes e pequenos consumidores. “Não é possível criar uma regra geral que se aplique a uma usina elétrica e a um consumidor hipossuficiente”, ressaltou o superintendente da Suprintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Medanha de Ataídes. Ele diferenciou contratos de pequeno valor (automóveis e vida) que podem ser padronizados daqueles que envolvem altos riscos e precisam de maior flexibilidade.

Na mesma linha, o representante dos corretores na audiência defendeu um marco legal que trate apenas de pequenos consumidores. Segundo ele, as grandes empresas não precisam dessa proteção porque têm setores especializados “maiores que seguradoras” para cuidar do assunto.

“Essas empresas não precisam de uma lei de contratos de seguros enrijecida, porque têm autossuficiência para discutir não só o seguro, mas o contrato de resseguro com o mercado”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor), Armando Vergílio.

Vergílio é ex-deputado e buscou introduzir essa mudança em seu parecer quando relatou a matéria em 2013, no entanto sua versão não chegou a ser aprovada.

A intenção do atual relator da matéria, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), é apresentar um substitutivo ao projeto, até a próxima reunião do colegiado, marcada para 9 de novembro.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=253500

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Sandra Crespo

Prudential do Brasil e Guide Investimentos anunciam parceria

Release

A Prudential do Brasil e a Guide Investimentos anunciam o contrato de parceria pelo qual a corretora de seguros do grupo, a Guide Life, passará a comercializar os produtos de seguro de vida individual da seguradora. A Guide Life chega para reforçar o time de parceiros comerciais da Prudential do Brasil, dentro da estratégia de ampliar os canais de distribuição.

As duas instituições trabalham com conceitos similares, oferecendo aos seus clientes serviços e produtos personalizados e adequados às necessidades individuais. A parceria com a Prudential do Brasil permitirá que a Guide Life inclua no seu negócio o seguro de vida individual como parte do planejamento financeiro personalizado e de longo prazo.

“Utilizamos um método de coleta e análise de informações que foi especialmente desenvolvido para este novo conceito e funcionará com a elaboração de um diagnóstico e um plano de ação revisado anualmente, já que as metas e o mercado mudam e o planejamento deverá ser atualizado”, explica Flávio Kokis, que juntamente com Felipe Chad, coordenará o projeto Guide Life. O sócio destaca ainda que contará com métricas de acompanhamento para garantir que as necessidades financeiras das famílias estejam sendo atendidas.

Para Patrícia Freitas, vice-presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, ter a Guide Life como parceira reforça e acelera a estratégia de expansão desta linha de negócio da seguradora. “A Guide Life é a escolha certa por ser uma empresa que compartilha dos mesmos valores da Prudential atuando com foco no cliente, respeito e confiança”.

A Guide Life atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e conta com mil famílias atendidas, assegurando o futuro de 2,5 mil pessoas. A expansão da nova área de negócios com o seguro de vida se dará por meio de franquias e a expectativa deles é ter 500 franqueados nos próximos anos.

Os resultados do canal de parcerias comerciais da seguradora são sólidos e crescentes, já que, apenas no primeiro semestre de 2016, registrou um aumento de 59,5% em novas apólices, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Sindseg SP recebe cúpula da Secretaria de Segurança Pública em almoço

Fonte: SindSeg-SP

O Sindseg SP recebeu, nesta segunda-feira (24.10), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, e o seu adjunto, Sergio Turra Sobrane, em almoço que contou também com a participação de lideranças e executivos da indústria seguradora. Além de Mauro Batista, presidente do Sindseg SP, de Fernando Simões e Adhemar Fujii, respectivamente diretor executivo e consultor da instituição, estiveram presentes o presidente da FenSeg, João Francisco Silveira Borges da Costa, e o presidente do Sincor SP, Alexandre Camilo.

Como definiu o presidente do Sindseg SP, o evento foi um “almoço de trabalho”, em que, além de se consolidar a parceria entre o Sindicato das Seguradoras de SP e outras instituições do seguro, foram discutidas iniciativas conjuntas já efetivadas e apontados caminhos para futuras atuações em conjunto entre as partes.

“Sempre nos colocamos de forma contributiva de forma a atender as necessidades da área de Segurança Pública de São Paulo e, ao mesmo tempo, reforçar a positividade do seguro”, destacou Mauro Batista. O presidente do Sindseg SP mencionou como exemplo a produtiva parceria da Lei dos Desmontes, que impôs regras ao funcionamento dos desmanches de veículos e resultou em efetiva redução de roubos e furtos de veículos – o que beneficiou diretamente a indústria de seguros.

O secretário Mágino Alves Barbosa Filho também mencionou a Lei dos Desmontes ao destacar “as parcerias firmadas com o Sindseg SP, que tem sido sempre muito exitosas”. Ao apresentar números relativos à atuação da secretaria, o secretário informou que, em cumprimento à Lei dos Desmontes, foram realizadas de 2014 a junho deste ano fiscalizações em 1.846 desmanches, dos quais 665 foram lacrados.

O secretário exortou os segmentos seguradores presentes a atuarem conjuntamente na busca de formas de coibir as fraudes dos seguros. Recebeu prontamente a adesão de Batista e das demais lideranças do setor de seguros presentes no evento, que se colocaram à disposição para discussões focadas nessa frente de trabalho, entre outras.

Sindicalistas apoiam fusão entre Susep e Previc

Uma fusão entre dois órgãos reguladores de previdência privada complementar, Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) ajudaria, inclusive, o governo a reduzir custos, bem como seria bom para a carreira dos servidores. Essa é a opinião de Osiane Arieira Nascimento, presidente do Sindicato Nacional dos Servidores da Susep (SINDSUSEP). Se isso ocorrer, a nova agência seria responsável por fiscalizar ativos superiores a R$ 1,3 trilhão (R$ 763 bilhões dos fundos fechados até junho deste ano e R$ 613 bilhões dos fundos de previdência aberta até agosto).

A opinião de Oziane vem como uma resposta à opinião de José Ribeiro Pena Neto, presidente da Associação Brasileira de Previdência Privada (ABRAPP), que declarou ao portal Investidor Institucional de que seria favorável a Previc absorver a supervisão do mercado de previdência complementar aberta.

“Através das mídias e da CPI dos Fundos de Pensão, tomamos conhecimento de que a maioria dos fundos fechados se encontram em difícil situação econômica, o que demonstra a necessidade de uma intervenção regulatória mais eficaz. Atribuir à Previc a responsabilidade de supervisionar mais empresas parece ir na contramão da solução do problema”, comenta Oziane.

Ela, como presidente do Sindicato da Susep, concorda com a opinião do presidente da Abrapp quanto a não haver sentido em manter dois órgãos na estrutura do governo federal fiscalizando mercados similares, com base em uma mesma lei. “Neste sentido, defendemos que a Susep e a Previc devam ser transformadas em uma única Autarquia Especial porque percebemos que esta junção trará ganho de eficiência funcional e administrativa”, afirma.

No entanto, ela concorda que isso não é uma prioridade do governo neste momento e que este assunto deverá ser tratado quando a turbulência política passar. E quando isso for um tema prioritário, Oziane defende que a fusão dos órgãos assegura o alinhamento ao princípio constitucional da eficiência, pois desonera o erário de manter duas estruturas físicas e de pessoal, e aproveita o conhecimento adquirido e as pessoas qualificadas que as duas instituições desenvolveram até o momento. “A sinergia entre a Susep e a Previc justifica a criação de uma nova Autarquia Especial”, defende.

A aglutinação de funções de supervisão e de regulação vem sendo implementada ou estudada na economia internacional, explica. O Reino Unido, a Comunidade Européia, o Japão e Coréia estabeleceram super-agências de regulação, caminhando para uma direção na qual a distribuição de tarefas se dê por tipos de risco envolvidos e não por instituições. “Não haveria ganho em separar a supervisão dos mercados atualmente atribuídos à Susep: seguro, resseguro, previdência complementar aberta e capitalização. Em todos estes mercados, há necessidade de supervisão de conduta, supervisão atuarial, supervisão de liquidez e solvência e supervisão sobre a aplicação dos ativos. A Susep já realiza supervisão”, explica.

Oziane enfatiza que não haveria ganho em separar esses mercados em diferentes estruturas de supervisão. Para ela, isto só tornaria a supervisão fragmentada e burocrática para as empresas reguladas e consumidores dos produtos de previdência e seguro de vida, além de causar mais custos ao erário. “Não podemos deixar de destacar que a Susep possui todos os requisitos relacionados à integridade, experiência, competência técnica e administrativa recomendados internacionalmente, além de estar localizada estrategicamente para receber todas as responsabilidades, junto com a Previc, que serão desempenhadas pela nova autarquia”, diz.

Entre as vantagens de unir as duas autarquias, Oziane cita o corpo funcional altamente qualificado (com doutores, mestres e pós-graduados) em diversas áreas do conhecimento, como atuária, estatística, economia, finanças, administração, direito e contabilidade, entre outras, e com a experiência necessária para o exercício específico de funções de supervisão da previdência complementar.

Outra qualidade seriam os setores supervisionados pela Susep que já observam normas de governança e de solvência equivalentes aos países da Comunidade Europeia, aplicando o que há de mais atualizado no mundo na questão da supervisão desses setores, incluindo previdência complementar. Também cita a experiência de mais de 50 anos na regulação e supervisão dos setores de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar.

A sede da Susep no Rio de Janeiro, onde se encontram os dois maiores fundos de previdência complementar fechados do país, como Previ, do Branco do Brasil, e Petros, da Petrobras, também são citados como pontos a favor da super agência ser sediada no espaço hoje ocupado pela Susep. Além disso, acrescenta, no Rio de Janeiro encontram-se excelentes universidades em atuária, sede do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

“Como servidores da Susep entendemos que o Brasil precisa fortalecer estes mercados, que ofertam garantias à estabilidade econômica de pessoas, empresas e governo. Em especial, quanto à previdência complementar aberta e fechada, considerando a situação demográfica e econômica do Brasil, entendemos que uma estrutura que reúna Susep e Previc com as atribuições de fiscalização, supervisão e regulamentação, contribuirá enormemente para o bem do erário, da poupança interna e dos futuros aposentados do Brasil”, finaliza.

Aegon, Allianz, Munich Re, Swiss Re e Zurich lançam o Blockchain Insurance Industry Initiative (B3i)

Aegon, Allianz, Munich Re, Swiss Re e Zurich lançaram o Blockchain Insurance Industry Initiative (B3i) no último dia 19. Trata-se de uma iniciativa para explorar o potencial das tecnologias para melhor servir os clientes através de serviços mais rápidos, mais convenientes e mais seguros. Mais conhecido pelos financistas como “contabilidade distribuída”. Basicamente é um tipo de critptografia usada em transações com moedas virtuais.

A expectativa é de que a tecnologia se torne viável, para agilizar reconciliações em contratos de seguro e de resseguro e dê fluxo ao fluxo de capital, melhorando assim a “auditabilidade”. Algo como um livro contábil público que contabiliza quem possui um ativo na rede de negócio. Todos os envolvidos possuem uma chave do cofre deste livro para acessar dados, o que traz a confiabilidade para a operação.

Harald Rosenberger, chefe de inovação da Munich Re, afirmou em comunicado distribuído à imprensa que a tecnologia Blockchain tem seu potencial aumentado quando se trabalha em uma rede de parceiros. “Vemos um enorme benefício para a indústria de seguros em fazer isto juntos. Com o B3i estamos em uma posição para explorar e modelar o uso futuro de Blockchain e para definir os padrões necessários para uma verdadeira digitalização de seguro “.

Através do estabelecimento de relações de confiança entre todos os participantes, o blockchain tem o potencial de fornecer um ambiente seguro para contrato automático no caso de operações, sendo tais acordos armazenados em um livro partilhado, reduzindo assim a carga de trabalho administrativo de múltiplas partes interessadas para garantir a consistência do contrato e execução.

A expectativa é atrair novas seguradoras e resseguradoras depois de que esse projeto piloto, usando informações de transações anônimas, se mostre eficiente dentro do conceito para retrocessões inter-grupo pelo uso dessa tecnologia. O objetivo final é avaliar como a tecnologia blockchain pode ser estabelecida como uma ferramenta viável para a indústria de seguros em geral e para os clientes de seguros em particular.

Inovação é tema do Insurance Meeting 2016

Fonte: CNseg

Em sua 10º edição, o Insurance Meeting reunirá, de 3 a 6 de novembro, em Campinas, líderes das áreas de TI e Negócio das empresas do setor segurador, além de representantes de entidades como Susep, ANS , Fenacor e da própria CNseg, para debater questões estratégicas relacionadas à tecnologia.

Aberto apenas a convidados e coordenado pela CNseg e sua Comissão Temática de Processos e Tecnologia da Informação (CPTI), o Insurance Service Meeting deste ano tem como tema “O Futuro é agora: A inovação a favor do desempenho”.

E o foco em inovação é, de fato, uma grande preocupação do setor, haja vista, por exemplo, a recente constituição, por parte da Confederação, da CNsegPar, empresa de participação voltada ao apoio de start-ups que possam trazer soluções originais ao mercado. E, não coincidentemente, um dos painéis do primeiro dia do evento tem o título “Aceleradores em Digital para o novo mercado de seguros” e, outro, “Inovar para Transformar: Insurtechs e Oportunidades”.

Aqueles que quiserem entender como a inteligência artificial pode ser utilizada nessa indústria, também poderão assistir ao painel “Watson como Advisor do Segurador”, apresentado pela executiva Global de Solução Cognitiva da IBM, Andrea Eichborn.

Para conhecer a programação completa e obter mais informações, acesse o site do evento: www.insurancemeeting.org.br.

1º Seminário Nacional de Educação em Seguros acontece nesta quarta-feira, em SP

Fonte: CNseg

Para ser mais bem-entendido por seus stakerholders e na sequência do lançamento do Programa de Educação em Seguros, em Brasília, no dia 19, o mercado segurador reúne suas principais lideranças, dirigentes, executivos, entidades educacionais e renomados economistas nesta quarta-feira, 26, em São Paulo, para discutir ações visando combater a desinformação dos consumidores sobre o setor e ampliar seu nível de satisfação. O 1º Seminário Nacional de Educação em Seguros é promovido pela CNseg em parceria com o EstudioFolha, do grupo jornalístico Folha de São Paulo, e ocorrerá na Unibes Cultural, das 9h às 13h.

O seminário contará com uma plateia qualificada formada por cerca de 150 pessoas, incluindo entre os participantes os presidentes das cinco mais importantes entidades do mercado segurador (Marcio Coriolano, da CNseg; Edson Franco, FenaPrevi; Solange Beatriz Palheiro Mendes, FenaSaúde; Marco Antonio Barros, FenaCap; e João Francisco Borges, da FenSeg). E ainda: os economistas Marcelo Neri, da FGV, e Paulo Tafner, do Ipea; Marcus Vinicius Aguiar, vice-presidente da Anfavea; e Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos.

Todos vão participar de discussões que incluem os impactos da longevidade para a economia brasileira, a educação financeira e a capitalização e os riscos de trânsito e o seguro de automóvel.

Liberty Seguros reúne empreendedoras em workshop de negociação para mulheres da ImpulsoBeta

A Liberty Seguros comemora o primeiro ano do Mulheres Seguras, uma plataforma com foco no empreendedorismo feminino. Para marcar a data, a seguradora reuniu mulheres empreendedoras para conversar sobre os desafios do negócio próprio e aprender sobre negociação.

“O principal objetivo do Mulheres Seguras é apoiar as empreendedoras que estão encarando o desafio de começar e desenvolver seu próprio negócio. Trazemos conteúdo relevante, útil e de qualidade por meio do nosso portal online e eventos com empreendedoras. Nesse primeiro ano de Mulheres Seguras, recebemos mais de 170 mil visitas no portal online, o que reforça o interesse e a importância da conversa sobre o empreendedorismo feminino”, diz Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia da Liberty Seguros. “Além de oferecer conteúdo, aprendemos muito com as nossas leitoras, por isso, é muito gratificante a experiência de trazer a plataforma do mundo virtual para o mundo real”.

As convidadas participaram de um workshop da Impulso Beta, uma plataforma focada no avanço profissional feminino e na igualdade de gênero no mercado de trabalho. Conduzido por Renata Moraes e Daniele Botaro, o tema da atividade foi negociação para mulheres. Durante esse momento, as empreendedoras puderam conversar e refletir sobre como desenvolver estratégias de negociação com empatia e assertividade.

“As pesquisas indicam que as mulheres negociam numa frequência quatro vezes menor que os homens e pedem, em média, valores 30% menores em suas negociações. Nos cursos da ImpulsoBeta ouvimos o tempo todo relatos de mulheres que abrem mão de oportunidades a que poderiam ter acesso por receio da imagem que irão transmitir se defenderem seu espaço e por falta de preparo para negociar seus interesses. Esse cenário é fruto de uma série de pressões culturais que levam as mulheres a serem menos assertivas e mais modestas. Para avançar em suas carreiras, principalmente se decidem ser empreendedoras e se veem diante de uma grande responsabilidade pelo sucesso de seus negócios, precisam reverter essa situação. Iniciativas como a plataforma Mulheres Seguras, da Liberty, levem a capacitação complementar de que essa empreendedora tanto precisa. A excelente receptividade que tivemos das empreendedoras no workshop de negociação reforça essa necessidade”, comenta Renata Moraes, fundadora da ImpulsoBeta.

Com Rosy Herzka, diretora de Seguros Patrimoniais Empresariais da Liberty Seguros, as empreendedoras puderam conhecer um pouco mais os benefícios oferecidos pelos seguros patrimoniais. A Liberty Seguros foi pioneira na criação de seguros para pequenas e médias empresas. Com coberturas e assistências customizadas, a seguradora oferece soluções para cerca de 30 nichos, que incluem pet shops, floriculturas, salões de cabeleireiros, perfumarias e escritórios.

“Acredito que empreender é o melhor caminho e a mensagem do Mulheres Seguras sobre o assunto, além de positiva, tem sido muito séria”, diz Vanessa Martins, da Torigoe Oficina Automotiva Sustentável. “Ao mesmo tempo que traz conteúdo útil e relevante sobre o tema, a Liberty Seguros tem tratado o assunto de uma maneira real e sustentável, e isso se refletiu naturalmente neste encontro”.