Saúde: Consumidores estão dispostos a mudar de planos

Fonte: CVA Solutions

A saída de aproximadamente 2 milhões de usuários dos planos de saúde, em função da recessão e desemprego, descongestionou vários serviços e fez com que os consumidores passassem a avaliar um pouco melhor seus planos de saúde e a apontar menos problemas. Em relação a 2015, o número de pessoas que dizem não ter tido problemas com seus planos aumentou de 36,6% para 42,9% e a nota do setor subiu de 6,67 para 7,00. Mesmo assim, se fosse fácil e descomplicado, 72,9% mudariam de operadora. Desses, 81% gostariam de ter um preço mais baixo e 19% um serviço melhor.

Essas são algumas das conclusões do novo Estudo Planos de Saúde 2016, da CVA Solutions, que acaba de ser finalizado e entrevistou 7.090 usuários de todo o país. “Diferentemente de outros seguros, os planos de saúde são bastante usados pelos usuários. As pessoas têm contato com o plano e usam. E começam a crescer os serviços oferecidos, como descontos em medicamentos, clube de vantagens, programas de prevenção e promoção da saúde. Mas falta comunicação. As empresas precisam comunicar a existência desses serviços, pois o usuário que conhece, avalia melhor o seu plano de saúde”, afirma Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions.

Outro problema detectado pelo estudo da CVA, foi o uso do Pronto Atendimento como busca para problemas que poderiam ser resolvidos em uma consulta médica. Nos últimos 12 meses, 64,8% dos entrevistados afirmaram que ele, ou alguém da sua família, foram ao Pronto Atendimento. “Se os planos fossem mais ágeis em marcar consultas, o uso do pronto atendimento seria menor”, explica Cimatti, lembrando que 20,7% dos entrevistados reclamam da demora ou burocracia para agendar consultas.

Serviços e Programas de prevenção e promoção da saúde

Os planos de saúde têm criado serviços adicionais e novos programas de prevenção, mas não têm tido bons resultados na comunicação. Na opinião de Sandro Cimatti, “para os doentes crônicos faltam programas mais efetivos de prevenção, para reduzir o nível de hospitalização. Para os saudáveis faltam programas para evitar obesidade, tabagismo, sedentarismo, entre outros. Faltam ações que levem os beneficiários a conhecer e participar dos programas de prevenção de doenças e promoção da saúde”. De acordo com o novo estudo da CVA Solutions, 38% já ouviram falar dos programas de prevenção e promoção da saúde, mas apenas 13% já participaram de algum deles.

Médicos de Família podem ajudar a reduzir custos

Entre os entrevistados, 62% afirmaram ter um médico que acompanha regularmente sua saúde ou de sua família. Para Sandro Cimatti, os planos de saúde deveriam trabalhar mais próximos destes médicos para que eles ajudem na redução de custos evitando que os beneficiários iniciem o tratamento por médicos especialistas, façam exames desnecessários ou utilizem o Pronto Atendimento. “Além disto, estes médicos poderiam ajudar a comunicar e estimular os beneficiários a participarem dos programas de prevenção e promoção de saúde”, sugere.

Objetivo do Estudo e Marcas citadas

O Estudo da CVA Solutions mostra o comportamento, hábitos dos usuários, perfil em termos de obesidade, tabagismo e doenças crônicas. Analisa a Força da Marca e o Valor Percebido (custo-benefício) dos Planos de Saúde com Rede Própria e das Seguradoras de Saúde sem Rede Própria.

Os estudos da CVA Solutions têm por objetivo entender a estrutura de Valor Percebido (custo-benefício percebido) no mercado, a partir do ponto de vista do consumidor. Além de medir a posição competitiva dos principais players e diagnosticar possibilidades de criação de vantagem competitiva sustentável. Os estudos avaliam ainda a Força da Marca, que é a atração menos rejeição perante clientes e não clientes.

No estudo foram citados pelos usuários cerca de 50 planos de saúde. Os mais citados foram: Unimed, Bradesco Saúde, Amil, SulAmérica, HapVida, Porto Seguro, Intermédica, Golden Cross, Allianz, Notre Dame, Cassi, Mediservice, Assim, Mapfre, Sompo e NextSeisa.

Nota baixa entre 45 setores da economia

O segmento de Planos de Saúde melhorou sua nota em relação a 2015. A nota subiu de 6,67 para 7,00 (em uma escala de 1 a 10), colocando o segmento na 39ª posição, melhor do que Cartões de Crédito e TV por Assinatura. O Valor Percebido para os 45 segmentos pesquisados pela CVA se baseia na nota de custo-benefício percebido e tem como melhor segmento o de Microondas (8,87) e o pior o de Operadora de Telefonia Celular (5,84).

Valor Percebido – Planos de Saúde com Rede Própria

O melhor Valor Percebido (custo-benefício percebido pelos clientes) em Planos de Saúde com Rede Própria foi a NextSeisa – empresa da região de Guarulhos e ABC Paulista, com nota bem acima da concorrência, worldclass, 1,16. Na segunda posição vem a HapVida (da região Norte e Nordeste), seguida pela Amil, Golden Cross e Unimed.

Valor Percebido – Seguradoras de Saúde sem Rede Própria

O Melhor Valor Percebido entre as Seguradoras de Saúde foi o da Mediservice, com nota worldclass, 1,13. Em segundo lugar vem a Mapfre, seguida pela Porto Seguro e Bradesco Saúde.

Força da Marca – Planos de Saúde com Rede Própria
A maior Força da Marca (a atração menos rejeição perante clientes e não clientes) é da Amil com 12%, seguido pela Unimed e Golden Cross.

Força da Marca – Seguradoras de Saúde sem Rede Própria
A maior Força da Marca entre as Seguradoras é da Bradesco Saúde, com 16,8%. Seguida por SulAmérica, Porto Seguro e Allianz.

RANKING

Planos de Saúde com Rede própria

-Valor Percebido (relação custo-benefício percebido):
1º NextSeisa, 2º HapVida, 3º Amil, 4º Golden Cross, 5º Unimed,
6º NotreDame, 7º Intermédica.

-Força da Marca (share de atração menos share de rejeição):
1º Amil, 2º Unimed, 3º Golden Cross, 4º NotreDame, 5º HapVida,
6º NextSeisa, 7º Intermédica.

Seguros de Saúde sem Rede própria

-Valor Percebido (relação custo-benefício percebido):
1º Mediservice, 2º Mapfre, 3º Porto Seguro, 4º Bradesco, 5º Sompo,
6º SulAmérica, 7º Allianz.

-Força da Marca (share de atração menos share de rejeição):
1º Bradescol, 2º SulAmérica, 3º Porto Seguro, 4º Allianz, 5º Sompo,
6º Mediservice, 7º Mapfre.

Planos Odontológicos: potencial para crescer

A CVA Solutions também realizou um estudo sobre Planos Odontológicos, quando ouviu 3.788 consumidores de todo o país. Os usuários estão mais satisfeitos dos que os de planos de saúde, sendo que a nota do setor é 7,84. Mesmo assim, 73,3% afirmam que mudariam de plano se fosse mais fácil e descomplicado.

Os entrevistados citaram mais de 30 empresas, sendo que as mais citadas foram: Amil, Bradesco, Uniodonto, Unimed, Odontoprev, SulAmérica, Porto Seguro, Interodonto, HapVida, Odonto System, Brasil Dental, Prodent, Metlife, Caixa Saúde, Golden Cross, Assim e Gama.

“O segmento de planos odontológicos tem um bom potencial para crescer. O preço é acessível versus os tratamentos oferecidos. Não existe ainda uma cultura da necessidade de fazer ao menos uma consulta anual ao dentista, mesmo que seja apenas para um check up ou limpeza. Falta as operadoras estimularem e criarem o hábito, pois o plano odontológico é vantajoso para quem costuma ir regularmente ao dentista”, observa Sandro Cimatti.

Valor Percebido – Planos Odontológicos

O Melhor Valor Percebido (custo-benefício percebido pelos clientes) entre os Planos Odontológicos foi o da Unimed, com nota 1,07. Em segundo lugar vem a Porto Seguro, seguido por Bradesco e Odonto System.

Força da Marca – Planos Odontológicos
A maior Força da Marca (a atração menos rejeição perante clientes e não clientes) é da Bradesco, com 11%, seguido pela Uniodonto, Amil e Odontoprev.

RANKING

Planos Odontológicos

-Valor Percebido (relação custo-benefício percebido):
1º Unimed, 2º Porto Seguro, 3º Bradesco, 4º Odonto System, 5º Golden Cross, 6º SulAmérica, 7º Amil, 8º Hapvida, 9º Brasil Dental, 10º Uniodonto.

-Força da Marca (share de atração menos share de rejeição):
1º Bradesco, 2º Uniodonto, 3º Amil, 4º Odontoprev, 5º Unimed, 6º Porto Seguro, 7º SulAmérica, 8º Golden Cross, 9º Odonto Company, 10º Interodonto.

CVA Solutions e Metodologia

A CVA Solutions (CustomerValueAdded) está há 15 anos no mercado brasileiro e 20 anos nos Estados Unidos. A empresa é uma subsidiária da CVM Inc., empresa criada nos Estados Unidos, em 1996, pelo engenheiro Ray Kordupleski. A CVM Inc. conta com seis escritórios associados em todo o mundo e atende a mais de 30 corporações internacionais. No Brasil, a CVA Solutions atende a empresas como Amil, Boticário, Whirlpool, Porto Seguro, SulAmérica, Fleury Medicina Diagnóstica, Dasa, Claro, Oi, International Paper, Daimler Chrysler, Philips, Colgate, Hotéis Atlântica, Natura, Banco Santander, Bradesco e Itaú.

A CVA Solutions é uma empresa especializada em ajudar seus clientes a criar vantagem competitiva sustentável, através da melhora do Valor Percebido em toda a cadeia de valor. A empresa pesquisa, analisa e indica os caminhos que levarão ao aumento do market share e da rentabilidade do cliente.

O trabalho baseia-se na metodologia criada por Ray Kordupleski, capaz de medir e gerenciar diversos atributos de valor presentes no processo de decisão de compra e experiência de consumo de qualquer tipo de produto ou serviço.
Desta forma, além de medir os atributos de valor e identificar aqueles que têm o maior impacto, do ponto de vista do cliente, também se promove uma integração entre as medidas de valor percebido pelo cliente e os processos internos da empresa, possibilitando um gerenciamento mais eficaz.

Mais informações no site http://www.cvasolutions.com/

Quem é quem – Flávio Faggion, sócio da Siscorp

Crédito: Régis Filho/Valor

Flávio Faggion é um dos mais destacado consultor e analista quando o assunto é mercado segurador brasileiro. Depois de trabalhar décadas em seguradoras, se juntou em 2003 a consultoria Siscorp, fundada em 1993 por Dawson Henriques e Marcelo Freitas. Para ele, a expectativa é de que o mercado de seguros brasileiro alcance ao final de 2016 a arrecadação de R$ 395 bilhões, significando crescimento de 1,5% sobre 2015 em moeda normalizada. Sobre o PIB, a arrecadação deverá representar 6,4%, contra 6,1% em 2015.

Captura de Tela 2016-10-09 às 20.59.22Ele explica que as projeções refletem de um lado as dificuldades do desenvolvimento da economia brasileira e de outro, a capacidade histórica do mercado de se manter com crescimentos anuais superiores ao do PIB. Porém, este fenômeno não é fato consumado, e muito menos quando se individualizam as operadoras atuantes no mercado.

“Além das variáveis econômicas e políticas presentes em nosso país, a sociedade passa por momentos de transformações nas transações comerciais, com novas práticas desafiando processos até então inquestionáveis, surgindo sem grandes alardes”, destaca em seu estudo com projeções até 2019.

Para ele, o mercado de seguros por sua representatividade expressa em um de seus fundamentos, como são os volumes dos recursos administrados, tem se mantido de certa forma e com algumas exceções, conservador em suas práticas empresariais, pouco inovando em processos de valorização/conhecimento do cliente, no aperfeiçoamento ou criação de produtos concebidos segundo as necessidades de uma sociedade mais informada, e distribuição ainda carente de tecnologia mais atual/inovadora, focada para facilitar.

Captura de Tela 2016-10-09 às 20.57.58Ele destaca que alguns movimentos começam a tomar forma neste ano. São aguardados novos operadores com modelos mais convergentes com os dias atuais, que podem assumir alguns riscos e expectativa de resultados mais alongada. “As limitações do desenvolvimento do país acabam favorecendo, por paradoxal que possa parecer, esse cenário para novas atitudes e o mercado de seguros não pode ter uma postura de observador, terá que participar, aceitar os desafios postos, buscar inovações e gerenciar com modernidade. A história do mercado mostra que existem condições de superação, mas é preciso agir para sobreviver”, sentencia.

Quem é quem – Gabriel Portella, CEO da SulAmérica

Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios

Gabriel Portella assumiu o comando da SulAmérica em abril de 2013. Economista de formação, Portella possui experiência de 40 anos no mercado de seguros, tendo ocupado vários cargos de liderança em empresas do setor e na própria SulAmérica, grupo com o qual mantém um histórico de 32 anos de estreita relação. Na companhia, Portella já esteve à frente das áreas Comercial e de negócios de Saúde, Vida e Previdência, além de ter atuado como vice-presidente executivo da joint venture da SulAmérica com a seguradora americana Aetna. Nos quatro últimos anos, atuou como vice-presidente da unidade de negócios de Saúde e Odontológico da empresa.

Portela compartilha de uma visão de consenso pró recuperação do nível de atividade econômica do Brasil. Essa visão, é, segundo ele, sustentada pelo comportamento de certos indicadores setoriais que sugerem uma mudança de tendência em geral mais positiva. “Vimos mantendo nossos níveis de investimento e ações estruturantes, a despeito do momento de maior incerteza e volatilidade que nossa economia atravessou”, diz.

Segundo ele, momentos mais desafiadores como esses têm a virtude de exigir maior criatividade, agilidade e disciplina. “Foi isso o que observamos e realizamos na companhia. Estamos nos beneficiando de melhorias operacionais em frentes prioritárias, e ampliamos nosso portifólio de produtos para aproveitar oportunidades em segmentos e mercados onde ainda víamos potencial. Nosso negócio é movido a pessoas. Com os ajustes que implementamos, fomos capazes de manter carteiras sólidas e preservar nosso relacionamento, tanto com o canal de distribuição, quanto com nossos segurados e clientes”, comenta.

Para Portella, uma trajetória de lucros crescentes está ligada aos fundamentos das operações: um correto underwriting, uma enorme capacidade de distribuição, alicerçada no corretor de seguros, e uma atenção prioritária ao controle de custos. Esses fundamentos são o que nos permitirá performar com sucesso num ambiente de maior grau de atividade econômica.

Além disso, acrescenta, a virtude de um modelo de negócios que se baseia em uma capacidade oferta ampla e diversificada, apoiado em uma estrutura que garante alcance nacional, com mais de 90 filiais em todo o Brasil, garantiram uma trajetória de crescimento sustentável para a SulAmérica. Esse é o modelo que estamos aprimorando.

A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 126,4 milhões (+0,5%) no segundo trimestre deste ano e R$ 232,3 milhões (+1,4%) no primeiro semestres. As receitas operacionais totais acumulam R$ 4,1 bilhões (+6,9%), sendo R$ 4 bilhões (+7,6%) de receitas operacionais de seguros. A sinistralidade ficou em 77,5% e a rentabilidade sobre o patrimônio alcançou 15,5%. O segmento de saúde e odontológico avançou 15,2%, com receita de R$ 3 bilhões no segundo trimestre. Automóveis recuou 7,6%, ramos elementares 57,2% e vida e acidentes pessoais decresceu 2,5%.

Quem é quem – Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon

Helder Molina assumiu a presidente da Mongeral em 2004, sucedendo o pai Nilton Molina, que passou a presidir o conselho de administração e ter uma atuação institucional relevante ao setor por ser um dos maiores conhecedores do tema “previdência” no país.

Desde que assumiu o comando da companhia, Helder comanda uma revolução sem igual, transformando uma das mais antigas seguradoras do Brasil em uma das mais modernas. A companhia está presente em todo o Brasil, com mais de 2 milhões de clientes, para os quais assegura mais de R$ 270 bilhões. Desde 2009, a empresa faz parte do Grupo Aegon, um dos maiores grupos de seguro, previdência e investimentos financeiros do mundo. Nos últimos anos, a expansão dos negócios deu origem ao Grupo Mongeral Aegon, que é formado por, além da seguradora, pelo Mongeral Aegon Fundo de Pensão, pela Mongeral Aegon Investimentos, pela empresa de gestão previdenciária Mongeral Aegon Administração de Benefícios e pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. O grupo está presente em todo o país por meio de 60 unidades de negócios, 1.200 funcionários e 4 mil corretores parceiros.

Para 2017, a Mongeral Aegon espera uma retomada do crescimento econômico do país, contribuindo para um crescimento na arrecadação de produtos de risco na faixa dos 20%, média que conseguimos manter nos últimos 10 anos. Para isso, seguiremos também com disciplina orçamentária e na procura por eficiência, com a meta de fechar 2017 com mais de 80% das vendas com processo totalmente digital. Foi inovadora ao incorporar os corretores no processo digital e hoje tem mais de 320 lojas com seus principais parceiros de negócios.

Helder Molina é formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade Mackenzie São Paulo, com pós-graduação em MBA Executivo da Universidade de São Paulo (USP) e designação LIMRA Leadership Institute Fellow (LLIF), uma credencial reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de executivos do mercado segurador. Desde 1997, presidente da Binswanger Brasil, empresa de consultoria imobiliária multinacional. Durante 2007 e 2011, atuou como diretor estatutário da Fenaprevi. Membro do conselho da Abraap (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada), foi membro do conselho da LIMRA, um dos maiores institutos de pesquisa internacionais do mercado segurador.

Quem é quem – Edson Franco, CEO da Zurich

Edson Franco é CEO da Zurich no Brasil, que reúne os negócios de Seguros Gerais, Vida, Previdência e Capitalização. Franco tem mais de 22 anos de experiência no mercado financeiro e segurador. Pós-graduado em Administração de Empresas com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, atuou em organizações como ABN AMRO Real, Tokio Marine e Grupo Santander.

Desde 2012 está no grupo Zurich onde já atuou como CEO da Zurich Santander e CEO Regional da América Latina para Seguros de Vida. Também tem o cargo de Presidente da FenaPrevi, Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, e é Vice-Presidente do Conselho Diretor da CNSeg, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.

Em agosto de 2016 o grupo, que figura entre os cinco maiores do ranking de lucro líquido do setor elaborado pela Siscorp, promoveu uma reestruturação e unificou as áreas seguros e vida, seguindo a estratégia global de simplificar os processos da companhia. “Está diretamente ligada à intenção da Zurich de unir expertises e oferecer produtos e serviços cada vez melhores aos mercados nos quais atua. Exemplos destes investimentos são os aportes feitos em tecnologia e também em compartilhamento de expertises entre as áreas de risco de diversos países em que a companhia atua”, comentou.

Para ele, a oferta competitiva e a ampla diversidade de produtos são pontos fortes da companhia. “Temos produtos para desde indivíduos até grandes corporações, além de soluções para parceiros em diferentes negócios”, acrescentou. É estratégia da companhia seguir ampliando, revisando e melhorando nosso portfólio de produtos, adaptando as ofertas às necessidades dos clientes, promovendo a cultura do seguro para que o mercado possa conhecer os riscos e se proteger deles. “E seguiremos neste sentido, sempre com foco no longo prazo”, finalizou.

Quem é quem – Márcio Coriolano, presidente da CNseg

Marcio Coriolano é economista, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) para o triênio 2016/2019 e presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice.

Ingressou no Grupo Bradesco Seguros em 1997 e foi superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) entre 1993 e 1996. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, Marcio Coriolano é pós-graduado em planejamento pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia – COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

O executivo afirma ter muitos desafios. Além de comandar a maior seguradora de saúde do Brasil diante de um cenário dificil do segmento de saúde suplementar que sofre perdas pelo elevado índice de desemprego no Brasil, comanda o principal órgão representantivo do setor. “Ter consumidores conscientes e empoderados é a aposta mais sustentável e de longo prazo que um setor pode fazer”, diz ele, que vislumbra que o mercado segurador atinja a cifra de R$ 1 trilhão em reservas no médio prazo. “Muitas pessoas ainda desconhecem os riscos a que estão expostas e que há disponível no mercado segurador coberturas para mitigar perdas que podem mudar o curso de vidas, de governos ou de empresas”, comenta.

Embora a participação do mercado segurador no PIB brasileiro tenha aumentado de 1% para 6% nos últimos 15 anos, o país ainda é apenas o 44º colocado no ranking mundial de consumo per capita do produto. Ele cita dados do setor como os 150 milhões de pessoas sem plano de saúde, 120 milhões sem seguro de vida e acidentes pessoais e 180 milhões sem plano dental. Além disso, cerca de 38 milhões de automóveis circulam sem seguro pelas cidades brasileiras, quase 60 milhões de residências não possuem nenhum tipo de apólice patrimonial e cerca de 3 milhões de empresas ainda não dispõem de nenhum tipo de proteção.

A CNseg e suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap) consideraram em seu Programa de Educação em Seguros objetivos específicos como:

1) Fortalecer a noção de prevenção de riscos junto à população;
2) Ajudar à população no sentido de encontrar a melhor informação quando esta necessitar tomar decisões de proteção contra riscos;
3) Ampliar as oportunidades de escolha do consumidor e a garantia de que ele possa tomar sempre a melhor decisão de compra possível;
4) Desenvolver a capacidade de decisão e a confiança da população diante de oportunidades de proteção; e
5) Prover os consumidores com o melhor entendimento possível sobre os fundamentos do seguro e as diferentes características dos produtos.

XVII Conec: Para o CEO da Zurich, sem corretor não há mercado

Release

O CEO da Zurich no Brasil, Edson Luis Franco, exaltou o valor do corretor de seguro para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do mercado durante o painel que debateu o futuro da corretagem de seguros realizado nesta sexta-feira, no XVII Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece no Palácio Convenções Anhembi, em São Paulo. Para ele, “Não há mercado de seguro sem a intermediação forte dos corretores”, diz.

Franco acredita que a figura do corretor de seguros deverá se fortalecer cada vez mais. “O Brasil passou recentemente por condições políticas e macroeconômicas adversas. Eu diria que o País está sofrendo um momento de ‘soluço’, mas que em breve irá retomar a curva de crescimento e isso deve impulsionar não só o mercado como um todo, mas vai incentivar o setor de seguros a se modernizar para auxiliar o Brasil na retomada de seu crescimento. Neste ambiente, temos ciência de que o segmento de seguros precisará se modernizar, tanto em termos de plataforma como de produtos, para acompanhar as transformações que o País vivencia”, avalia. “Devemos aproveitar para fazer com que o mercado se fortaleça com esta nova fase, pois cabe a nós escolhermos se nesta transformação queremos ser agentes ou vítimas da mudança”, complementa.

O CEO da Zurich no Brasil foi um dos participantes do painel mediado pelo primeiro vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber. O objetivo do encontro foi abordar os caminhos futuros no segmento de seguros por meio do debate e análises dos prováveis desdobramentos da profissão de corretor de seguros.
Questionado sobre o que é possível fazer para evitar que cooperativas interfiram no trabalho dos corretores de seguros, Franco observou que, de modo geral, as cooperativas surgem e surgiram não em função de políticas de subscrição das companhias do setor, mas em função de um apelo contestável de equidade de serviços e soluções por um preço menor. “Existem problemas que necessitam que os encaremos com maturidade e disponibilidade de querer resolvê-los. Se as seguradoras, os distribuidores e reguladores não os solucionam, o mercado começa a criar suas próprias soluções”, adverte.

Para Franco, se existem cooperativas para determinados risco, é porque estes riscos não estão sendo bem trabalhados pelo mercado segurador. “É evidente que não podemos obrigar ninguém a aceitar um risco. Mas, também é válido lembrar que não existe risco ruim, existe risco mal precificado. O que é preciso avaliar é que as seguradoras são obrigadas a obedecer a regras de solvência e de capital impostas por seu órgão regulador. Por um lado, isso é positivo, pois estas regras têm o objetivo de garantir que o consumidor será protegido. Porém, é preciso que estas regras sejam impostas de maneira igual a todos que querem atuar no segmento, pois só assim será possível garantir um nível de competitividade adequado com as análises de riscos sendo sujeitas às mesmas regras”, pondera.

O executivo analisou, ainda, a interferência das novas tecnologias para os corretores de seguro. “O investimento em formação e informação para poder levar de forma mais rápida, ágil e prática aos clientes um portfólio mais diversificado, fará com que estes profissionais sejam muito mais do que apenas vendedores de seguros, mas que se transformem em verdadeiros conselheiros financeiros de seus clientes, reforçando o princípio de proteção que é o que o seguro deve representar”, avalia. “A Zurich investe em tecnologias para atender melhor aos corretores, facilitando seu trabalho e colaborando com seus resultados.”

O CEO da Zurich Brasil relembrou ainda a importância da realização do Conec. “Estar próximo dos corretores nos permite aprimorar cada vez mais nossa atuação e nossos produtos. Por isso, é um prazer poder fazer parte deste evento”, finaliza.

CNseg investe em premiação para estimular inovação

Antes da febre das startups, quem estimulava a inovação no mercado segurador era o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, criado pela CNseg, confederação que representa as seguradoras do país. O prêmio está na 6ª edição. Foram 137 projetos inscritos, que representaram um crescimento de 144% em relação a 2015, sendo que, destes, 109 foram os projetos habilitados para concorrer nas categorias Comunicação, Processos e Produtos e Serviços. Entre as participantes, 23 são seguradoras, 2 resseguradoras, 23 corretoras, 2 corretores autônomos e 13 prestadores de serviço concorrendo nesta edição.

Os finalistas serão conhecidos em novembro e os vencedores em 16 de dezembro. “O prêmio é um estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de carreira, como também visa agregar valor ao negócio”, conta Solange Beatriz, vice-presidente da CNseg e uma das idealizadoras da premiação. Ela explica que o Prêmio traz benefícios para toda a cadeia de valor do setor: otimiza processos, desenvolve e aprimora produtos, gera maior aproximação com o consumidor e aumenta a rentabilidade das empresas, contribuindo para a sustentabilidade da atividade a longo prazo. O empenho dos agentes do mercado na busca por soluções transformadores demonstra que o ciclo da inovação já está instalado no setor de seguros. “Inovar é preciso”, frisa a diretora.

“Além do expressivo crescimento do número de participantes, foram 44 as empresa inscritas que nunca haviam participado de nenhuma outra edição (32% do total), o que demonstra a relevância conquistada pelo Prêmio da CNseg e sua importância como elemento indutor para a inovação no setor”, afirmou o presidente da Confederação, Marcio Coriolano, segundo o portal CNseg.

O prêmio visa estimular projetos em áreas prioritárias do setor: produtos e serviços, processos e comunicação. São aproximadamente cinquenta projetos inscritos por ano. Até 2015, foram 220, mas neste ano a média deve subir, pois com as vendas em baixa, sobrou mais tempo para tocar aqueles projetos já engatilhados. Dos 56 projetos inscritos no ano passado, 16 envolviam todos os ramos, nove os seguros de automóvel e saúde; cinco envolviam o seguro residencial; quarto abordavam a previdência.

O projeto XTerra, ferramenta eletrônica desenvolvida pela equipe da resseguradora local Terra Brasis, permite calcular a repartição do prêmio entre seguradoras e resseguradoras, de acordo com a provável distribuição de sinistros. Um processo que se torna mas técnico e com um apelo comercial mais equilibrado entre as partes. “Nós desenvolvemos uma ferramenta amigável, fluida e autoexplicativa, para que qualquer pessoa consiga utilizar”, destaca o analista de sistemas da Terra Brasis, Felipe Augusto, um dos autores do projeto.

Em comunicação, o grande destaque do ano passado foi o projeto SulAmérica Saúde Ativa, que incentiva os segurados a mudar de atitude a buscar uma vida mais saudável por meio de marketing de conteúdo. “Para divulgar e garantir ampla abrangência da Campanha do SulAmérica Saúde Ativa foram investidos cerca de R$ 2,56 milhões em mídia na TV paga, impactando mais de 16 milhões de pessoas, e na mídia digital, atingindo cerca de 168 milhões de impressões”, disse Luciana Ribeiro Carqueijo Froehlich, da equipe vencedora.

A Icatu participou com “Os Bebês da Virada”. A ação institucional premiou bebês nascidos de parto normal, em todo o Brasil, na virada do ano, com um plano de previdência no valor de R$ 2.015. O objetivo do projeto foi sensibilizar as pessoas sobre a importância de planejar o futuro e fazer o grande público falar espontaneamente sobre o produto (previdência complementar) e seus benefícios, alcançando a divulgação viral da marca.

Quando ocorrem tragédias e o cliente aciona o seguro, os processos são tratados como uma regulação normal seguindo as mesmas condições dos demais processos. Com o intuito de mudar esse cenário, a Bradesco Auto/Re idealizou um novo processo que identifica, analisa, diferencia e prioriza esses sinistros gerados por catástrofes. Cada vez que tem uma enchente, por exemplo, ou um vendaval, o sistema rastreia todos os segurados do grupo na região para que o atendimento possa ser agilizado e personalizado. “Podemos afirmar com convicção que estamos 100% presentes no momento em que o segurado mais precisa, desenvolvendo assim uma ação social”, comentou José Roberto Bezerra de Lima, um dos participantes do projeto vencedor.

XVII Conec: Futuro do corretor dependerá de discussões atuais, diz presidente da SulAmérica

O futuro do corretor foi o tema do primeiro painel do 17º Congresso de Corretores de Seguros (Conec), que acontece até sábado (8) no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, apresentou as perspectivas da companhia e apontou tendências para a profissão no painel “Futuro da corretagem de seguros”. “Temos confiança no desenvolvimento do país e do mercado de seguros. O futuro dependerá do que discutirmos hoje, agora, e construirmos juntos. A indústria de seguros é forte e tem grande potencial de crescimento.”

Uma das principais tendências para a profissão, ressalta Portella, é a oferta de proteção completa, envolvendo produtos de variadas linhas. “O corretor que trabalha diversas linhas tem um olhar pleno em relação ao cliente e pode ofertar produtos de forma mais efetiva”, sinalizou.

O presidente da seguradora afirmou ainda que os avanços tecnológicos têm trazido mais e melhores oportunidades de conhecer e se comunicar com o consumidor. “O corretor que cria uma relação de confiança com seu cliente estará melhor preparado para a transformação pela qual o mercado vem passando”, disse o executivo, reforçando que o relacionamento será cada vez mais a chave para fidelizar o cliente.

Foto: Revista Apólice

XVII Conec: Liberty lança campanha de incentivo no evento

IMG-20161007-WA0005A Liberty Seguros participa do XVII Congresso dos Corretores de Seguros (CONEC), que acontece começou ontem e termina no sábado, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Durante o CONEC, a seguradora lançará com exclusividade as novas campanhas incentivo Conexão Mundo e Conexão Brasil, que fazem parte do pilar Conectados para Incentivar, do Programa Conexão.

“O CONEC é um evento esperado, pois é uma excelente oportunidade para estarmos próximos e estreitarmos nosso relacionamento com os corretores, apresentando as novidades da companhia”, comenta Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros, em nota divulgada à imprensa. “Para nós, esse contato é muito importante, já que os corretores são elos fundamentais da nossa cadeia de valor”.

A campanha Conexão Mundo vai premiar mais de 60 corretores, com acompanhante com uma viagem para Los Cabos, no México. Já a campanha Conexão Brasil vai premiar mais de 228 corretores, com acompanhante para Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, além de mais outros 100 corretores que serão premiados com voucher para resgate de produto em catálogo.

O estande da Liberty Seguros também terá atividades interativas como sorteios, games, apresentação de mariachis, além da presença de Bernardinho, treinador da seleção masculina de volêi brasileira e embaixador da marca. Os corretores também poderão conversar com executivos da seguradora, como o CEO Carlos Magnarelli e seu staff, além dos diretores regionais.