Se a crise arrefecer, mercado segurador pode crescer até 11% em 2017

2016 foi um ano muito difícil para a economia e o mercado segurador sentiu os efeitos. Menos do que outras indústrias como automobilística ou indústria de base. Mas a recessão prejudicou o desempenho das seguradoras ao elevar o índice de desemprego e rebaixar o poder de compra dos brasileiros. As vendas registraram em janeiro alta de 10,33%, porém em março despencou, soando um grande alerta no setor com índice de crescimento de 3,63%. Depois do susto, as vendas se recuperaram consistentemente até outubro, que exibe alta de 7,89%, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Apesar das dificuldades, o mercado conseguiu ter resiliência e chegar a taxas semelhantes de 2015”, comemora Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg).

Até outubro, o volume de vendas de seguros e contribuições de previdência e capitalização totalizou R$ 189 bilhões. A expectativa é de encerrar o ano com índice entre 8% a 10%, considerando-se que o último bimestre do ano é, historicamente, o de maior arrecadação para o setor. “Ainda estamos avaliando os números de 2017, mas se a economia realmente reagir a partir do segundo semestre acreditamos que o setor consiga ter um desempenho de um ponto percentual acima do resultado deste ano. Ou seja, a projeção de alta está entre o intervalo de 9% e 11%”, afirmou Coriolano.

O crescimento do setor foi puxado pelo VGBL, um produto de vida com característica de previdência privada, e afetado negativamente pela queda da arrecadação do seguro de carro, que representa 45% do volume de prêmios de seguros gerais. O recuo das vendas de veículos zero quilômetro, responsável por cerca de 80% das apólices da carteira, asfixia o mercado sem novos negócios. Outro aspecto que impacta a carteira é que o preço do seguro de carro tem como base a Tabela Fipe, que teve forte desvalorização. “Esperamos com o auto popular mitigar a crise em automóvel, uma vez que ele tem preço mais acessível e é uma tentativa de manter pessoas que estão com o orçamento apertado como clientes”, explica o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges. Dados apontam que o seguro popular pode trazer ao mercado 20 milhões de veículos entre 5 e 20 anos de uso.

O seguro garantia também está na lista de oportunidades do setor para 2017. O seguro garantia passa a ser obrigatório para obras de grande porte, com cobertura de até 30% do valor total do contrato se aprovado o Projeto de Lei em pauta no Senado. As empresas querem ter regras mais claras para retomar a obra, como isenção de cobertura de débitos trabalhistas em caso de rompimento; não ter obrigação de fiscalizar e auditar a obra; além de eliminação de multa em caso de não retomada de obra. “Se for aprovado o aumento para 30%, o volume de prêmios triplicaria neste carteira. O bid bond, que todos contratam para garantir o preço ofertado na licitação, também traria números mais robustos em termos de arrecadação”, argumenta Borges.

O seguro rural e o residencial também estão entre os mais cotados em termos de crescimento. “O seguro rural tem grande potencial de avanço diante do potencial da área com 61,5 milhões de hectares não segurados. Também tem atraído o interesse de várias seguradoras”, sinalizou o presidente da FenSeg. Já o residencial tem grande potencial no país e deve avançar pois tem coberturas e serviços mais atraentes, o que facilita a vida dos corretores que passam a venderem o produto juntamente com o seguro de carro.

Previdência – A discussão em torno da reforma da previdência é um ponto alto para o segmento de planos privados. Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi), ressalta que o Brasil está a beira do abismo no que se refere a previdência social. “A PEC de gastos não se sustenta sem a reforma da previdência. Vai haver um grande debate para a transição, mas caminhamos na direção correta”, opina.

Ao impactar a vida das pessoas, as empresas de previdência se movimentam para atender esse gap entre o que o governo oferece e o que realmente é necessário em reserva financeira para as pessoas viverem com qualidade de vida a partir dos 65 anos. “Temos trabalhado para ofertar produtos com mais opções de investimentos, bem como ainda discutimos a aprovação do VGBL Saúde e do Universal Life, um produto de vida com acumulação de recursos com potencial estimado em 125 milhões de beneficiários”, enumerou.

A previdência apresentou o melhor desempenho dentro das linhas do mercado segurador. A discussão da reforma trouxe a urgência de se ter um plano B diante da reforma. Também inibiu os saques, beneficiando a captação liquida que apresentou um saldo positivo de R$ 42,93 bilhões, alta de 21,20% até outubro deste ano. “Esperamos sustentar esse nível de crescimento e encerrar o ano com índice entre 22% e 24% em relação ao ano passado, que registrou avanço de 26% em relação a 2014″, disse Franco.

Nos primeiros dez meses do ano, os aportes acumularam R$ 86,9 bilhões, evolução de 18,29%. o VGBL recebeu contribuições de R$ 79,8 bilhões no período e o PGBL R$ 6,34 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 694,6 milhões. “Não temos ainda uma previsão para 2017, mas certamente não será pior do que 2016”, afirmou Franco. “Porém, tudo vai depender dos indicadores macroeconômicos, pois a poupança individual depende da população ter emprego e melhora da renda.”

A FenaPrevi participou das discussões sobre a reforma da previdência e as sugestões dadas estão alinhadas com o texto apresentado pelo governo na semana passada. A federação também apresentou uma proposta de reforma estrutural, com modelo de previdência conhecido por ter quatro pilares, mesmo preconizado pelo Banco Mundial.

O primeiro seria assistencial e financiado por impostos, focado nas pessoas que não tiveram acesso ao mercado formal de trabalho. O segundo seria similar ao atual do INSS, de forma compulsória, mas com benefícios menores e financiado com contribuições de indivíduos e empresas. O terceiro pilar seria de contribuições individuais para contas também individuais e administrado pela iniciativa privada via processos de licitação, assim como acontece no Chile. O quarto pilar seria o da previdência voluntária como já acontece hoje nos aportes de fundos de previdência fechada e abertos.

Capitalização – As vendas de títulos de capitalização apresentaram um ligeiro recuo comparado ao ano passado. A receita global do segmento de títulos de capitalização atingiu R$ 15,5 bilhões até setembro, com os resgates, valores que são retornam aos clientes e suas famílias ao fim da vigência dos planos de capitalização, totalizando R$ 14 bilhões, alta de 17,3% em relação ao mesmo período de 2015.

Ainda sem previsão para 2017, Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap, acredita que a capitalização, por meio de mecanismos como a carência para resgates e do débito direto em conta-corrente, é um importante instrumento para ajudar a criar o hábito de guardar dinheiro. “A possibilidade de ser sorteado é um estímulo para que economizar passe a ser uma rotina”, afirma. As provisões técnicas – valores acumulados pelos clientes e que serão resgatados ao fim do prazo de vigência dos títulos – superaram os R$ 29 bilhões.

Saúde – O segmento de saúde suplementar sofreu grandes neste ano, com margens apertadas para as empresas e preços que pesam no bolso do consumidor. Solange Beatriz Vasconcelos, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), ressalta que a deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento das famílias e empresas fez com que as vendas de planos coletivos empresariais registrasse queda 3,2% em 12 meses, passando de 33,2 milhões em setembro de 2015 para 32,1 milhões em setembro de 2016.

Os desafios da saúde suplementar em 2017 são imensos. “A crise e o desemprego geram redução no orçamento do consumidor, mas a saúde tende a ser mais resiliente porque a pessoa abre mão, primeiro, de outros serviços e mantém a assistência privada, até quando for possível. A crise também pesa para o empregador, já que o plano de saúde onera e passa ser um benefício caro”, explica Solange Beatriz.

Assim como as empresas querem manter seus clientes, os clientes querem manter o plano de saúde. Para isso, será preciso um grande debate com a sociedade, o que envolve governo, clientes, empresas e também os prestadores de serviços como médicos, hospitais e fornecedores. Uma das iniciativas para tentar reduzir o desperdício e as fraudes é ter novos modelos de remuneração e também a co-participação dos segurados no uso dos serviços. “O setor todo está empenhado em novos modelos de remuneração, no qual se prestigia o resultado e não o procedimento. É preciso encontrar um meio de ter planos que caibam no bolso do consumidor. Para isso, todos precisam estar dispostos para a conversa que tem como alvo a sustentabilidade do setor”, defende Solange.

BB Mapfre prevê manter ritmo de crescimento em 2017

A BB Mapfre deve manter a expansão no volume total de prêmios emitidos em 2017, mesmo após o Banco do Brasil ter anunciado planos para fechar ou reduzir cerca de 800 agências, disse à Reuters um executivo da seguradora, uma vez que a companhia espera aumento de produtividade nas demais agências. “Isso não nos preocupa, porque a expectativa é que a produtividade nas demais agências cresça”, disse Marcos Ferreira, que está assumindo a Mapfre para a região sul da América Latina. O BB anunciou em novembro que vai fechar 402 agências e tornar outras 379 em postos de atendimento, em meio aos esforços para reduzir custos e elevar a rentabilidade. Para o espanhol Luis Gutiérrez, que está assumindo como presidente da BB Mapfre para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities no Brasil, o grupo não considera passar a vender produtos pela internet sem a intermediação de corretores, informa a agência de notícias.

Lava Jato tem ajudado a divulgar e a aperfeiçoar seguro D&O

Thabata Najdek, Debora Schalch, Flavio Sá e Dinir Rocha

Por Márcia Alves

A Operação Lava Jato da Polícia Federal, iniciada em 2014 e, atualmente, em sua 37ª fase, trouxe impactos ao seguro de Responsabilidade Civil dos Diretores e Executivos – D&O, na sigla em inglês de Directors and Officers Liability Insurance. A começar pela sinistralidade, que aumentou, em média, 50%, logo no primeiro ano da operação. Mas, depois de um período inicial de retração do mercado, quando as regras se tornaram mais rígidas e os prêmios mais elevados, o seguro D&O se tornou mais flexível e cresceu. O aprendizado obtido pelo mercado de seguros nesse período foi discutido no evento “As experiências da Operação Lava Jato no âmbito do seguro D&O”, promovido pela Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, dia 29 de novembro, na sede da instituição.

A presidente da Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, Debora Schalch, lembrou o período de turbulências no D&O provocado pela Lava Jato, quando, então, os prognósticos mais pessimistas indicavam o fim deste seguro. “O D&O é relevantíssimo e, em vez de acabar, como muitos previram, acredito que vá se aprimorar”, disse. Em constante evolução, o produto tem passado por mudanças. A mais recente foi a regulamentação por meio da Circular Susep nº 541, publicada em outubro. “A circular tem gerado muitas discussões porque alguns conceitos não estão muito claros. Devemos unir conhecimentos e esforços para construir um produto adequado”, disse.

Amadurecimento do mercado
Daquela fase inicial da Lava Jato, Thabata Najdek, subscritora de riscos de produtos de Linhas Financeiras, se recorda dos equívocos provocados pela falta de conhecimento do D&O. Segundo ela, a imprensa, principalmente, não entendia o porquê de os executivos investigados serem beneficiados pelo seguro. “O D&O não cobre corrupção” frisou, acrescentando que os executivos envolvidos terão direito à cobertura seguro para pagar os custos de defesa judicial até o trânsito em julgado da ação. “Aquele que admitir sua responsabilidade dolosa, por meio de delação premiada, ou for condenado pela Justiça, perderá a cobertura do seguro e terá de reembolsar a seguradora”, disse.

Embora o D&O tenha adquirido fama por causa da Lava Jato, a sinistralidade do produto não é afetada apenas pelos casos de corrupção. Segundo a especialista, a demanda do seguro também é alta para os sinistros envolvendo questões trabalhistas e penais, além de crimes tributários. Outro motivo de demanda é o Código de Defesa do Consumidor, quando a Justiça entende que houve má gestão. “Caso os recursos da empresa não sejam suficientes para indenizar os prejuízos, a Justiça poderá aplicar a desconsideração da personalidade jurídica e penhorar o patrimônio dos gestores”, explicou.

Mas, apesar da alta sinistralidade, a notoriedade trazida ao D&O pela Operação Lava Jato foi positiva. Na visão de Thabata, evidenciou a necessidade do seguro para proteger o patrimônio de diretores e administradores contra os riscos de seus atos na gestão de empresas. “Trouxe também amadurecimento ao mercado. Antes, o D&O cobria tudo ilimitadamente, mas quase não havia sinistro. Agora, o seguro tem coberturas flexíveis, como a trabalhista”, disse. Segundo ela, no momento, o produto ainda está adequando suas coberturas para empresas com maior exposição a riscos.

Mudanças no D&O
Em crescimento contínuo, o D&O fechou 2015 com R$ 350 milhões em prêmios e neste ano deverá crescer 10%. Além da Lava Jato, o momento econômico do país tem estimulado as contratações desse seguro. Segundo Flávio Sá, gerente de Linhas Financeiras, atualmente, existem cerca de 7 mil apólices de D&O, um volume ainda baixo considerando as 13 milhões de empresas em operação. Mas, ele acredita que existe grande potencial para massificar o D&O.

As implicações da Lava Jato também afetam o D&O, como é caso, por exemplo, das ações coletivas (class action), principalmente nos Estados Unidos. Atualmente, segundo Sá, nove empresas brasileiras enfrentam ações coletivas calculadas em US$ 1 bilhão. Por isso, depois da Lava Jato, muitos fatores passaram a ser considerados pelas seguradoras na subscrição do risco de D&O. Entre os principais estão a composição societária, o tipo de capital, investimentos, performance financeira e a governança corporativa.

As seguradoras também mudaram a estrutura operacional do seguro, adotando exclusões de cobertura para segurados que praticarem atos lesivos ou pagamentos de comissões. “Existe restrição para qualquer reclamação que alegue prática de ato ilícito”, disse. A forma de indenização também mudou; em vez de adiantamento, agora as seguradoras adotam o reembolso no final do processo.

Honorários
Uma das questões mais polêmicas no âmbito do D&O envolve os altos valores de honorários advocatícios. De acordo com Dinir Salvador Rios da Rocha, membro da Comissão de Direito Securitário da OAB-SP, até maio deste ano, a defesa de executivos envolvidos na Lava Jato já havia consumido R$ 56 milhões em honorários de advogados.

Mas, as indenizações de D&O para os custos de defesa não se restringem apenas à Lava Jato, envolvendo também os seus desdobramentos. Segundo Dinir Rocha, um processo administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode gerar custos de honorários entre R$ 100 mil e R$ 350 mil; na Controladoria-Geral da União (CGU), entre R$ 300 mil e R$ 1,2 milhão; e no Tribunal de Contas da União (TCU), entre R$ 260 mil e R$ 560 mil. Outros desdobramentos são as class action, atingindo honorários estratosféricos da ordem de US$ 2,5 milhões.

Em relação à perda do direito de cobertura securitária no caso de delação premiada, Dinir Rocha explicou que vale o conceito da indivisibilidade. “Significa que apenas o diretor que fez o acordo de delação perde o direito ao seguro, os demais permanecem cobertos pelo D&O”, disse. Já no caso de leniência, que envolve o acordo de delação da empresa contratante da apólice, o seguro não cobrirá mais nenhum diretor, ainda que alguns tenham agido de boa-fé.

Cresce volume de indenizações em D&O em todo mundo, revela estudo da AGCS

Para quem gosta de estudos, não pode perder este divulgado pela Allianz Global Corporate Solutions (AGCS) sobre o mercado global de seguros Directors & Officers (D&O). O estudo revela a preocupação com o aumento de volume de valores pagos pelas companhias neste produto. Além dos acionamentos, tem também os custos de defesa que crescem de forma acelerada pela complexidade dos casos que chegam à Justiça. Estados Unidos, a Alemanha e a Austrália são os países com maior número de casos em que executivos precisam acionar suas coberturas D&O. No Reino Unido, o volume anual de notificações relacionadas às apólices passou da casa entre 200 e 300 na metade dos anos 2000 para cerca de 1,3 mil.

Na América Latina e no Brasil, em particular, a aceitação de seguros D&O aumentou, com recentes escândalos corporativos de alto perfil relacionados a práticas de corrupção resultantes de longas investigações criminais. O aumento da demanda América Latina acontece devido a vários fatores específicos: maior exposição a ações de classe dos EUA por empresas latino-americanas; reforço da conformidade com a governança corporativa da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); expansão das seguradoras globais no mercado; e vários recentes escândalos corporativos como a Petrobras no Brasil. Outras empresas brasileiras, incluindo o Banco Bradesco, Braskem e Eletrobras, foram nomeadas em ações de classe de valores mobiliários nos EUA, cita o estudo.

“Ações civis no Brasil, bem como ações de classe de valores mobiliários nos EUA, violações de leis antitruste, uma severa e ainda em curso recessão financeira e um ambiente regulamentado contra empresas e seus executivos está impulsionando compras do D&O compras”, diz Diego Assef, Senior Claims Specialist Financial Lines, AGCS. “Como muitas empresas atuam globalmente, elas enfrentam múltiplos desafios ao mesmo tempo em diferentes lugares. A coordenação central bem como as medidas e ações locais, feitas sob medida, têm de ir de mãos dadas para garantir que todo o grupo esteja protegido de forma inteligente e eficiente”, escreve Bernard Poncin, Chefe Global de Linhas Financeiras AGCS.

Link do estudo em inglês

Abaixo o release divulgado pelo grupo:

Novos riscos como incidentes cibernéticos ou privacidade de dados, o crescente ativismo de reguladores e acionistas e a influência dos financiadores de litígios de terceiros estão levando líderes corporativos à maior pressão para a possibilidade de envolvimento em investigações, multas ou acusações por supostas irregularidades, atesta a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), líder mundial em seguros a Diretores e Executivos (D&O).

Os diretores e executivos estão caminhando sobre uma corda bamba de gestão e responsabilidade executiva contínua, que aumentam a cada ano. Há uma grande tendência pela busca de ações punitivas e pessoais contra executivos por não seguirem regulamentações e padrões que podem resultar em investigações morosas e processos criminais ou litígios civis, que colocam em risco os ativos da empresa ou dos próprios executivos, diz a AGCS em seu novo relatório Perspectiva de Seguros D&O: Responsabilidade Atual da Gestão (D&O Insurance Insights: Management Liability Today, na versão em inglês).

“Embora o cenário jurídico difira fortemente de país para país, o aumento da ação de acionistas ou regulatória tornou-se um fenômeno global que precisa ser priorizado dentro dos departamentos de gestão de risco das empresas”, afirma Bernard Poncin, Líder Global de Linhas Financeiras da AGCS.

Litígios de D&O – mais longos e mais onerosos

De acordo com a análise da AGCS, o descumprimento das leis e regulamentações constitui atualmente a principal causa de processos¹ D&O em número, seguido por negligência e má administração/falta de controles. A média de casos de D&O por responsabilidade fiscal atinge um número superior a US$1 milhão (€ 1 milhão). No entanto, em grandes casos de responsabilidade corporativa, os processos D&O podem ser avaliados em centenas de milhões de dólares. A AGCS observa uma tendência geral, no sentido de processos D&O serem ignorados ou resolvidos de forma mais lenta, o que traduz no aumento dos custos com defesa e maiores expectativas de liquidação. Por exemplo, um caso de ação popular envolvendo valores mobiliários nos EUA leva entre três e seis anos para ser finalizado, enquanto que a média dos custos com a defesa jurídica está em torno de US$10 milhões, subindo para US$ 100 milhões nos casos mais importantes. Nos últimos seis anos, os custos de defesa praticamente dobraram em grandes processos de D&O nos EUA. A influência do financiamento para pleitos de terceiros também está mudando o mapa global de litígios, sendo fundamental no desenvolvimento de ações coletivas contra instituições financeiras e entidades comerciais e seus diretores e executivos.

Na América Latina e no Brasil, em particular, a contratação de seguros D&O aumentou, com recentes escândalos corporativos de alto perfil relacionados a práticas de corrupção, resultantes de longas investigações criminais. Além disso, o aumento de restrições políticas abriu caminho para coberturas adicionais. Segundo Giuliano Maisto, Líder Regional Latam da AGCS, o mercado passa por processo de maturação: “O aumento das restrições ocorreu na medida em que o índice de sinistralidade evoluiu nos últimos anos, devido aos muitos executivos envolvidos em recentes investigações anticorrupção, bem como pela crise econômica. As seguradoras têm sido mais rigorosas e podemos dizer que esse tem sido um mercado desafiador”, diz o executivo.

O litígio contra empresas e seus funcionários está em ascensão. Nos Estados Unidos, o número de pedidos de ações de segurança aumenta exponencialmente e até o primeiro semestre de 2016 seguia para o seu maior total anual em 12 anos². Muitos países asiáticos, como o Japão, Hong Kong, Tailândia e Cingapura também estão caminhando rumo a uma cultura mais litigiosa. O aumento dos processos também tem sido constatado na Alemanha, onde o número de processos D&O, só pela AGCS, triplicou nos últimos 20 anos.

Já na América Latina, a contrataçãode seguros D&O aumentou significativamente devido a vários fatores específicos, incluindo o aumento da exposição a ações populares norte-americanas por parte de empresas latino-americanas, o aumento do cumprimento da governança corporativa da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a entrada no mercado por parte de seguradoras globais, além de recentes escândalos de grande apelo e amplamente divulgados envolvendo empresas brasileiras. Algumas delas também enfrentam ações populares nos EUA.

Diego Assef, Especialista em Processos nas Principais Linhas de Financiamentos da AGCS, explica: “Os processos cíveis no Brasil, bem como as ações populares de títulos imobiliários nos EUA, as violações antitruste, a recessão econômica grave e ainda em curso e um rigoroso ambiente regulamentado pelo governo contra as empresas e os seus executivos, estão impulsionando o aumento das compras de D&O”.

Esse aumento, no entanto, não foi linear. “Enquanto as seguradoras que já estavam no negócio sentiram o impacto do índice de sinistralidade, outros foram menos expostos ao setor e não sofreram com essas mudanças. No geral, entraram no mercado melhor equipados e conseguiram oferecer preços mais atrativos. e Então, vemos um diferencial de preço amplo sendo praticado hoje”, complementa Maisto.

Riscos cibernéticos em pauta de diretorias

O cenário para os executivos fica ainda mais complicado por uma série de riscos crescentes, como a responsabilidade em torno de ataques cibernéticos e privacidade de dados. Nos EUA, várias ações populares já foram arquivadas, relacionadas a violações de dados. As regras de privacidade em todo o mundo estão se tornando cada vez mais difíceis, com severas penalidades previstas à não conformidade com as leis. Como consequência, os especialistas da AGCS antecipam os litígios de D&O relacionados à segurança digital nos EUA, mas também na Europa, Oriente Médio e Austrália – caso haja negligência em qualquer falha na proteção de dados ou na falta de controles. “Muitos diretores costumavam ver o mundo virtual como um problema de TI e não uma exposição para a apreciação da diretoria”, explica Emy Donavan, Responsável Regional da Cyber Liability North America (Responsabilidade Cibernética na América do Norte) da AGCS. “Mas não há como fugir dos riscos virtuais e os diretores precisam ser adequadamente informados, caso contrário eles ficarão expostos.”

Outros novos riscos de gestão incluem divulgações negativas ou alegações em torno da poluição ambiental, mudança climática e escravidão moderna, que poderiam resultar em riscos para a reputação e ativismo de acionistas, protesto público ou ação governamental.

As ações de fusões e aquisições (M&A) continuam a ser um dos principais motores dos litígios de D&O e prevê-se que continuem em um ritmo acelerado no futuro. “O M&A, assim como os desinvestimentos, são reais nos momentos mais arriscados na vida de uma empresa”, diz Poncin. “As expectativas são sempre elevadas e as sinergias são mais simples no papel do que na prática.”

Necessidade de uma gestão de riscos altamente sofisticada

Para enfrentar o aumento do risco executivo no futuro, os diretores precisam desenvolver uma cultura de gestão de riscos altamente sofisticada. Como exemplo, pode-se incluir a instalação de uma proteção cibernética e de TI de alto nível, mantendo registros de todas as informações relevantes para o papel de gestão e preservando uma comunicação aberta com autoridades, investidores e funcionários. Os executivos devem se fazer perguntas difíceis sobre temas relacionados ao compliance da gestão, tais como sanções, embargos, registros de domicílios, fixação de preços e fraude, aprendendo mais sobre exposições de D&O “clássicas”, tais como M&A, medidas de capital e IPOs. O relatório da AGCS contém orientações sobre as melhores práticas e listas de verificação que descrevem como os executivos podem mitigar os riscos.

O seguro D&O tornou-se parte regular da gestão de riscos das empresas nos últimos 20 anos. Ele disponibiliza uma proteção financeira aos gestores contra as consequências de “atos ilícitos” reais ou alegados. Os cenários de riscos D&O comuns incluem questões de RH, ações por parte de acionistas, erros de relatórios ou de divulgação. A cobertura não inclui atos fraudulentos, criminais ou intencionais que não respeitam as regras de compliance, ou casos em que os diretores obtiveram remuneração ilegal ou agiram visando ao lucro pessoal.

Bradesco Seguros agiliza pagamento do seguro a moradores de Florianópolis e região atingidos por vendaval

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Uma equipe de técnicos do Grupo Bradesco Seguros está em Florianópolis (SC) desde a última segunda-feira, dia 5. Eles coordenam o trabalho de coleta de informações que permitirá ao Grupo Segurador agilizar o pagamento a seus segurados que tiveram – em suas residências, automóveis ou estabelecimentos comerciais –, algum tipo de perda provocada pelo tornado que atingiu a região na noite de domingo, 4 dezembro.

O prazo médio entre a abertura do processo e o pagamento das indenizações é de cerca de sete dias. A operação “Atendimento em Situação Climatológica Severa” é um processo inovador criado pelo grupo que identifica, analisa e prioriza situações decorrentes de uma catástrofe, concentrando esforços para, no menor prazo possível, quantificar e indenizar seus segurados envolvidos em tragédias naturais.

Desde que foi criada, em 2015, a operação permitiu o pagamento de sinistro de cerca de 3.400 segurados atingidos por vendavais em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O montante indenizado atingiu R$ 14,8 milhões. Isso demonstra a preocupação do Grupo em atender e servir com rapidez o seu segurado, no momento em que ele mais precisa.

Os segurados podem acessar também a Central de Relacionamento Bradesco Seguros, pelos números 0800 707 2757 e 4004 2757.

BR Insurance aposta na customização para vender seguro residencial

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Férias elevam a procura pelo produto, que garante cobertura para roubo ou furto de imóveis e oferece inúmeros serviços emergenciais,
como chaveiro, eletricista, desentupidor, encanador etc., tanto para o domicílio habitual quanto para o de veraneio.

As férias de verão se aproximam e com elas aumenta a procura por seguro residencial. Atenta a esta necessidade do mercado, a BR Insurance, maior corretora multiprodutos brasileira, coloca à disposição dos clientes produtos sob medida, desenvolvidos com o objetivo de garantir ainda mais proteção para os segurados.

As soluções em Seguro Residencial ofertadas pela companhia englobam diversas coberturas, como proteção para roubo e furto qualificado do domicílio habitual e/ou de veraneio. Por prestar um serviço personalizado, um dos destaques é a flexibilidade no momento da contratação, que permite escolher desde a importância segurada até os serviços oferecidos, ou seja, pode ser formatado de acordo com o perfil e a necessidade de cada cliente.

O produto oferece proteção contra incêndio, vendaval, explosão, queda de aeronave, alagamento, desmoronamento, danos por rompimento de tubulações ocasionados por terceiros, danos elétricos, queda de raio e responsabilidade civil. Além disso, o cliente também tem à sua disposição assistência 24h gratuita, que inclui chaveiro, eletricista, desentupidor, encanador, manutenção de eletrodomésticos, dentre outros.

A personalização também disponibiliza um check-up domiciliar, que inclui a limpeza da caixa d’agua e das calhas, revisão das instalações elétrica e hidráulica, bem como troca de telhas, caça-vazamentos e lubrificação de fechaduras e dobradiças. Além disso, possibilita a inclusão de coberturas e serviços que garantem conforto e comodidade ao segurado, como fixação de prateleiras, varal, quadros e persianas, instalação de olho mágico, varão ou trilho de cortinas, ventilador de teto, tomadas e interruptores.

Ao mesmo tempo, é possível solicitar a substituição de resistências, vidros, lâmpadas, torneiras e sifões, bem como assistência a antenas, e a instalação de luminárias, chuveiros, torneiras elétricas, pias e tanques.

“A estratégia é oferecer liberdade de escolha ao segurado, mas sempre com foco na segurança e prestação de serviço diante das mais variadas situações e necessidades dos clientes”, explica Ana Badaró, diretora da BR Insurance. “Atualmente, a flexibilidade e personalização são essenciais para garantir as necessidades de um público consumidor cada vez mais diversificado e exigente”, complementa.

Banco do Brasil lança campanha publicitária em seguros

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A essência brasileira e a expertise do Banco do Brasil em seguros são os destaques na nova ação publicitária da empresa. Com início nesse domingo (4/12), a maior investida do Banco neste segmento mostra o papel do seguro para a proteção do que é importante e para que a vida siga de forma leve e feliz.

Com o posicionamento “Especialista em seguros. Especialista em brasileiro”, a campanha contará com vídeos de 30’ sobre os seguros de Vida, Automóvel e Residencial, que serão exibidos nas televisões aberta e fechada, nos perfis da empresa nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Youtube), além de spots para rádios e peças para as plataformas online.

“A ação dialoga diretamente com o consumidor ao mostrar o seguro como peça fundamental para cuidar de suas conquistas e resguardar bens preciosos para o brasileiro, como a casa e o carro, bem como a renda dos familiares, na falta do provedor. Com essa campanha, conseguimos falar sobre os produtos com clareza e bom-humor, reforçando que é possível contar com a orientação e a inteligência de uma instituição com profundo conhecimento sobre esse mercado”, comenta Ângela, Diretora Comercial e de Produtos da BB Seguridade.

A brasilidade compõe toda a comunicação da campanha, criada pela agência Fischer América. “O objetivo é mostrar o cotidiano, o jeito de ser do brasileiro e as conexões que os seguros têm com as coisas mais importantes da nossa vida”, complementa Ângela.

Seguindo essa linguagem e o tom leve, a ação também apresenta vídeos sobre os produtos. O seguro de vida é apresentado de forma sensível, evidenciando como a trajetória é constituída por perdas, mas também por alegrias e recomeços. Portanto, é fundamental ter a apólice como um amparo para retomar a rotina e reorganizar as coisas após momentos inesperados. Outra versão produzida também valoriza as coberturas em vida, como indenizações antecipadas para acidentes pessoais e doenças graves.

A apólice de automóvel é retratada pela tradicional paixão do brasileiro pelo carro, como parte das conquistas importantes e dos momentos de diversão, enquanto o cuidado e apoio ficam por conta do contrato. Já a sorte de ter um imóvel para vivenciar momentos de lazer, alegria, intimidade e descanso, além de poder compartilhar com quem ama, é apresentada no curta que traz a relevância do produto residencial.

BrasilPrev foca educação e consultoria para crescer em 2017

ATUALIZADA AS 10:22 DO DIA 9 DE DEZEMBRO

2016 foi um ano difícil, mas trouxe ganhos para a Brasilprev, afirma Paulo Valle, presidente da companhia de previdência aberta do Banco do Brasil em sociedade com a americana Principal. “Apesar da crise, o setor de previdência contou com novas regulamentações que colocam o Brasil no mesmo patamar dos países mais avançados do mundo neste tema, além da discussão em torno da reforma da Previdência ter despertado o interesse de um grande número de pessoas preocupadas com o futuro da aposentadoria”.

A companhia lidera o ranking de captação líquido, totalizando R$ 20,8 bilhões em outubro de 2016, 14% acima do resultado de outubro passado. Os ativos sob gestão da BrasilPrev totalizaram R$ 188,3 bilhões, 32% acima do mesmo período do ano passado. A arrecadação acumulada somou R$ 35,9 bilhões, alta de 20,5%. São 1,9 milhão de clientes na empresa com planos abertos. Pouco perto dos 64,6 milhões de clientes que se relacionam com o Banco do Brasil, o que demostra um potencial e tanto para ser explorado nos próximos anos.

Diante disso, a BrasilPrev investe pesado em pesquisas de mercado para buscar oportunidades. Uma delas foi: quanto guardar para a aposentadoria? A referência do estudo é de poupar 17% para aqueles que não tenham outra renda alguma na aposentadoria, considerando-se o aporte desde o primeiro emprego até a aposentadoria, com taxa de investimento de 5%. Tal contribuição considerando o prazo de 40 anos, significaria ter capital para comprar renda vitalícia equivalente a 100% do salário até o último dia de vida. A responsabilidade da BrasilPrev, segundo ele, é orientar o cliente a ajustar esse percentual ao longo do ciclo de vida de cada um. “Pode cair para 15% ou subir para 19% dependendo do cenário econômico do país. Tem de acompanhar o investimento para ter certeza de que o sonho será realizado”, afirma Valle em

A meta ideal difere muito da realidade detectada pela BrasilPrev. A média de contribuição é de R$ 400 por mês e com início dos aportes aos 41 anos. Eis aqui mais um desafio. Levar educação financeira a toda a base da sociedade. Com base na pesquisa sobre quem poupa e quem não pouca e quais os motivos, a BrasilPrev criou o ABC da previdência, um programa que visa a educação financeira com base na aposentadoria. As iniciativas incluem ações nos canais digitais, na consultoria por meio do treinamento de gerentes e também apoio a publicações que esclarecem o que é a previdência.

Os que já se preocupam em poupar também precisam de uma consultoria financeira, pois tendem a aplicar em ativos de curto prazo, tendo como referência o CDI. Para Valle, ficar focado na aplicação da reserva previdenciária em CDI é um erro. “Quem investe em previdência, que é um ativo de longo prazo, não tem de ficar de olho na volatilidade diária”, opina. Em um exercício apresentado levando-se em conta os últimos cinco anos, o cliente que aplicou em CDI de curto prazo obteve 67% em rendimento. Já o que aplicou em títulos de longo prazo obteve rendimento de 80%.
O setor aguarda a regulamentação pela Susep da Resolução do Conselho Monetário Nacional 4.444, que possibilita maior diversificação dos fundos bem como amplia o limite de investimentos em renda variável de 49% para 70%, sendo que deste limite 10% podem ser aplicados em ativos no exterior. “Essa mudança está aproximando o mercado de previdência brasileiro ao patamar dos mercados mais desenvolvidos”, afirma Valle.

Para 2017, além dos desafios da macroeconomia e também da educação, trazer as pequenas e médias empresas para o setor, com benefícios do governo, está na pauta do setor. “Certamente isso ajudaria muito a popularizar a previdência”, afirma. Atualmente somente as empresas tributadas com base no lucro real podem deduzir integralmente da base de cálculo do IRPJ, até o limite de 20% da folha de salários dos participantes do plano, as contribuições que fazem para planos de previdência em nome de seus colaboradores e dirigentes.

“Em síntese, para a maioria das empresas, significa dizer que algo em torno de 34% (25% IRPJ e 9% CSLL) do valor da contribuição que a empresa faz ao plano de previdência são provenientes dos tributos que deveriam ser recolhidos por ela ao fisco, e os restantes 66% saem efetivamente do caixa da empresa”, explica Nelson Ignacio Katz, diretor de planejamento e controle da empresa.

Quanto a estar enquadrada nas regras de capital de risco (mercado, crédito, subscrição e operacional) determinadas pela Susep, a BrasilPrev já está de acordo com todos eles, inclusive com a exigência do risco de mercado, que tem de ser concluído uma parte em dezembro de 2016 e outro em 2017. “Já foram feitos testes e a capitalização da BrasilPrev foi feita com a retenção de ganhos de anos anteriores”, diz Katz.

Swiss Re fecha fecha seguro paramétrico de índices climáticos

Fonte: Swiss Re

A Swiss Re Corporate Solutions emitiu, para uma comercializadora de energia, a primeira apólice de seguro paramétrico de índices climáticos. Lançado recentemente, esse produto tem o objetivo de reduzir a exposição frente a eventos climáticos extremos como escassez chuva e tempestades, por exemplo. O valor em risco (VR) é de R$ 5 milhões. O seguro tem o objetivo de limitar potencial perda em operações de venda de energia da comercializadora.

Segundo Rodrigo Violaro, diretor de produtos climáticos para o setor de energia da Swiss Re Corporate Solutions, o principal objetivo do cliente é reduzir eventuais perdas decorrentes de variações no preço da energia. Os contratos de fornecimento de energia para grandes consumidores são realizados, geralmente, com valores preestabelecidos. Dessa forma, grandes variações no preço da energia podem impactar o caixa das comercializadoras: os preços de venda são pré-definidos, mas as compras acontecem no mercado de curto prazo, gerando potencial descasamento no fluxo de caixa.

“Em 2014, a seca reduziu drasticamente a vazão dos principais rios do país, o que prejudicou o abastecimento dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras, forçando o acionamento de usinas termoelétricas, operacionalmente muito mais caras. Dessa forma, o preço da energia disparou, impactando diretamente o preço de energia de curto prazo”, explica Violaro.

Os contratos de seguro paramétrico são customizados para atender às necessidades específicas de cada cliente. No caso da comercializadora, o índice monitorado para determinar o pagamento das indenizações será a ENA (Energia Natural Afluente) dos sub mercados Sudeste e Centro Oeste, responsáveis por gerar mais de 65% de toda a energia elétrica no país. O período da apólice é entre os meses de janeiro e março de 2017, época de chuva no Sudeste.

A ENA corresponde à energia que se obtém a partir da vazão natural de um rio. O índice é medido diariamente pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão independente responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil. “Caso o ENA fique abaixo de 90% da média de longo prazo (MLT), a Swiss Re Corporate Solutions pagará as indenizações previstas em contrato, assegurando a compensação financeira à empresa segurada. O seguro é ajustado ao mercado local e se baseia em parâmetros medidos por um agente independente, no caso o ONS. Assim, a indenização é realizada com muito mais agilidade”, afirma Violaro.

Lançado com exclusividade este ano pela Swiss Re Corporate Solutions no Brasil, o seguro paramétrico de índices climáticos já é largamente utilizado em outros países da América Latina, da Europa, da Ásia e da América do Norte. No Brasil, a Swiss Re Corporate Solutions foi a primeira seguradora a oferecer essa modalidade. “Com esse produto nós atendemos, em especial, às necessidades das empresas do setor de energia e do agronegócio, fundamentais para a economia brasileira. Nossa expectativa é que o produto repita o sucesso que apresentou ao redor do mundo aqui no Brasil e torne-se relevante dentro do nosso portfólio”, disse o diretor comercial da Swiss Re Corporate Solutions, Luciano Calheiros.

Capsula do tempo, uma nova forma de vender previdência

O Santander lançou hoje uma nova forma de vender planos de previdência aberta. Trata-se do Prev Primeiros Passos, nos formatos tradicionais PGBL e VGBL, com as taxas dos produtos tradicionais. O que muda, de forma radical, é a forma de vender. Os clientes poderão gravar um vídeo, que será entregue no final do plano, com prazos geralmente acima de 16 anos. “É como uma capsula do tempo. Uma maneira diferente de usar a tecnologia para captar as redes sociais”, conta Gilberto Abreu, diretor de investimentos do Santander.

No momento de desencapsular o vídeo, o filho certamente será tomado de uma grande emoção. Ele pode até nem lembrar mais do formato da nota de cem reais daqui a alguns anos, e talvez a meta nem seja mais comprar um carro com a onda de compartilhamento, mas certamente sentirá no coração a emoção que ficou registrada no vídeo sobre os valores da vida que o cliente tinha no momento da compra, que geralmente é marcado por esperança, amor e gratidão pela oportunidade de poder fazer algo pelo próximo.

O propósito é entregar algo mais do que o dinheiro que foi acumulado. “É entregar também a emoção do momento da contratação. Um momento de alegria, de esperança que a fez fazer a aposta financeira em um valor de vida que ela quer entregar para a pessoa que está beneficiando”, explica Marcos Madureira, vice presidente de comunicação do Santander. Para ele, a baixa contratação de planos de previdência para jovens é consequência da falta de cultura da população, que pode ser mudada por produtos e abordagem diferenciados. “A ideia do vídeo é muito interessante, pois leva uma mensagem do valor emocional do produto”, comenta Madureira.

Foi criado um hotsite que ficará disponível enquanto o produto estiver na prateleira do banco. O cadastro só pode ser feito por quem tem o produto. Lá encontrará conteúdo com orientações sobre como gravar o vídeo, postar e também como funciona para que o beneficiário faça o saque dos benefícios no futuro.

O grande desafio foi montar um projeto que garanta que a tecnologia do vídeo e áudio esteja disponível no formato do futuro. “Certamente os recursos hoje disponíveis para vídeos e áudios serão diferentes. Independentemente do serviço, o formato será atualizado e disponibilizado mesmo que seja holograma para materializar a emoção da pessoa quando ela comprou o produto, afirmam.

Além do plano em si, o cliente pode conta com a assistência educacional, que oferece professor particular, transporte para escola em caso de acidente entre outros. Em caso de acidente com o mantenedor financeiro e cliente do plano, há um leque de serviços disponíveis para o filho seguir estudando, como assistência escolar. Já o pecúlio terá de ser comprado a parte. O valor é incluído a partir de R$ 40 mensais.

O produto possui aplicação mínima inicial de R$ 40 por mês e a taxa de administração oscila entre 1,8% e 2,5% ao ano, de acordo com o tamanho do aporte. Segundo o banco, após o quinto ano de permanência, a taxa de saída é zerada. Atualmente o Santander tem R$ 34 bilhões em reservas de previdência aberta, dentro de um mercado que conta com ativos de R$ 624 bilhões de previdência privada aberta, segundo estatísticas da Federação Nacional de Previdência Aberta (FenaPrevi). Segundo Abreu, os aportes para jovens praticamente triplicou de 2014 até dezembro. Neste ano, o crescimento está na casa de 26%.