Candido Bracher assumirá presidência do Itaú; seguros fica com Marcio Schettini

Seguros fica dentro da área de Marcio Schettini
Seguros fica dentro da área de Marcio Schettini
Seguros fica dentro da área de Marcio Schettini

Roberto Setubal, após mais de 22 anos liderando a organização, atingiu a idade limite para o exercício do cargo de diretor presidente e será substituído por Candido Bracher, que presidia o Itaú BBA e tem mais de 36 anos de experiência no mercado financeiro. A partir da próxima Assembleia Geral de Acionistas, em abril de 2017, portanto, Roberto deixará a Presidência Executiva do Itaú Unibanco e passará a atuar, em conjunto com Pedro Moreira Salles, como co-Presidente do Conselho de Administração da companhia.

“Foi com grande entusiasmo que recebi a notícia de minha indicação para a presidência do Itaú Unibanco. Desempenhar esta função, contando com o apoio e experiência do Pedro e do Roberto e podendo contar com os excelentes nomes que comporão o Comitê Executivo, é a atividade profissional mais estimulante que posso imaginar”, afirmou Candido Bracher, em comunicado enviado à imprensa.

Seguros fica com Marcio Schettini, que desenvolveu sua carreira nos diversos negócios de varejo e teve papel fundamental na recente renovação da área de tecnologia do banco, assume a Diretoria Geral de Varejo (DGV), substituindo Marco Bonomi na gestão dos negócios de Agências, pequenas e médias empresas, Cartões e Rede, Imobiliário, Seguros e Veículos. A área de Marketing também ficará sob sua supervisão.

Marco Bonomi, que também alcançou a idade limite para o exercício do cargo de Diretor, passará de Diretor Geral de Varejo (DGV) a membro do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, função para a qual será indicado na próxima Assembleia Geral de Acionistas. Com mais de quatro décadas de experiência em negócios de varejo, Marco certamente dará contribuições valiosas ao Conselho de Administração, em função de seus conhecimentos da atividade bancária.

A Itaú Seguridade representou 12,2% do lucro do Itaú Unibanco no terceiro trimestre deste ano. O lucro líquido recorrente das atividades foco, (que contempla o resultado das operações de seguros, previdência e capitalização), foi de R$ 647 milhões no terceiro trimestre de 2016, 4,2% menor em relação ao trimestre anterior, devido principalmente ao aumento dos sinistros, parcialmente compensados pelo incremento de prêmios ganhos.

Catástrofes naturais causam perdas significativas em outubro

As perdas econômicas totais dos Estados Unidos com a passagem do furação Matthew foram estimadas em até US$ 10 bilhões, enquanto as perdas de seguros públicos e privados podem chegar a US$ 5 bilhões, segundo relatório mensal sobre perdas com catástrofes em todo o mundo produzido pela Aon Benfield. Fora dos EUA, Matthew causou prejuízos econômicos de mais de US$ 5 bilhões fora dos EUA, com Cuba (US$ 2,6 bilhões), Haiti (US$ 1,9 bilhão) e Bahamas (US$ 600 milhões) responsáveis ​​pela maior parte do prejuízo total.

Em mortes, a perda também foi catastrófica. O relatório revela que o furacão Matthew varreu partes do Caribe e Estados Unidos, matando 49 pessoas nos Estados Unidos – incluindo 28 na Carolina do Norte – e 552 pessoas no Caribe, embora o total não oficial no Haiti sozinho era de até 1,6 mil.

Grande parte da perda de inundação no interior da Carolina do Norte ficou sem seguro devido à baixa aceitação do Programa Nacional de Seguro de Inundação (NFIP) do governo dos EUA. A umidade remanescente de Matthew causou chuvas e ventos fortes em partes do Canadá Atlântico, onde se esperava que prejuízos econômicos chegassem a dezenas de milhões de dólares. Steve Bowen, diretor de previsão de impacto e meteorologista, comentou em nota enviada à imprensa que as perdas fizeram do furacão o mais caro nos Estados Unidos desde o Sandy em 2012.

Outros eventos naturais que ocorreram em Outubro:

– Uma série de fortes terremotos atingiu a Itália central causando danos em uma região ainda em meio à recuperação de um grande tremor em agosto. Uma fatalidade e dezenas de lesões foram relatadas, com danos catastróficos ocorrendo em várias aldeias. A perda econômica deve ser significativa.

– O tornado Chaba causou perdas generalizadas e danos na Coreia do Sul. A Associação Geral de Seguros da Coréia anunciou que mais de 33.100 reivindicações foram solicitadas, totalizando US$ 126 milhões. As perdas econômicas globais foram muito maiores.

– A tempestade tropical Aere provocou inundações generalizadas e significativas no centro do Vietnã. Pelo menos 31 pessoas morreram e 122 mil casas foram inundadas. Danos significativos aos interesses agrícolas foram relatados.

– O tufão Sarika e o Super Tufão Haima fizeram estragos nas Filipinas e na China, matando pelo menos 16 pessoas e danificando pelo menos 115 mil casas. As perdas econômicas superaram US$ 1,8 bilhão, principalmente devido a danos agrícolas.

– Inundações graves em regiões da Ásia, América Central e Egito causaram a morte de pelo 57 pessoas e danificaram quase 210 mil casas.

Mais sobre o estudo clique aqui

Liberty Seguros vence Prêmio ÉPOCA ReclameAQUI

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros é considerada a melhor empresa para os consumidores brasileiros na categoria Seguros Gerais, de acordo com o Prêmio ÉPOCA ReclameAQUI 2016. O Prêmio teve participação popular e contou com mais de 4,5 milhões de votos ao todo. A Liberty venceu com 24 mil dos 47,662 votos de sua categoria.

“Esse é um reconhecimento importante do compromisso contínuo da Liberty em apresentar um atendimento excepcional a clientes e corretores, um dos pilares que guiam o nosso trabalho na seguradora”, diz Dennis Milan, diretor de Operações e Sinistros da Liberty Seguros.

As empresas vencedoras receberam o prêmio em uma cerimônia na noite de segunda-feira, 7/11, no Espaço das Américas, em São Paulo.

Ganho do setor é menor no acumulado até setembro

De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) agrupados pela consultoria Siscorp, o lucro líquido das companhias de seguros foi de R$ 10,6 bilhões de janeiro a setembro deste ano, abaixo dos R$ 11,5 bilhões do mesmo período do ano anterior. O valor representa 16% dos prêmios ganhos. No entanto, o ROE ainda tem uma média elevada, de 21%, comparado a média mundial de 15%.

Os balanços do terceiro trimestre divulgados até agora (Porto Seguro, Itaú Seguridade e BB Seguridade), mostram que o aumento de pedido de indenizações e a queda das vendas de seguros, principalmente de carro, são as principais razões do recuo do ganho das companhias.

A líder disparada do ranking é a Bradesco Seguros, com lucro de R$ 3,3 bilhões no acumulado do ano até setembro, segundo dados da Susep. O valor representa 39% sobre o prêmio ganho e 28% de retorno sobre o PL. O balanço da Bradesco Seguros está previsto para ser divulgado no dia 10 de novembro, coincidentemente na data que se completa um ano da morte do ex-presidente do grupo, Marco Antonio Rossi.

A BB Mapfre é a segunda do ranking, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, seguida pela Itaú Unibanco, com R$ 1,8 bilhão, Caixa Seguros com R$ 1 bilhão e Zurich, com R$ 660 milhões até setembro deste ano. Completando o ranking dos dez maiores lucros, temos Porto Seguro (R$ 518 milhões), SulAmérica (298 milhões), Icatu (R$ 232 milhões), Cardif (R$ 117 milhões) e HDI (98 milhões).

Entre os maiores prejuízos até setembro o ranking traz Allianz, com perdas de R$ 133 milhões, seguida por Generali (R$ 84 milhões), AIG (R$ 83 milhões), AXA (R$ 46 milhões) e Sura (R$ 39 milhões). Vale ressaltar que as duas últimas são operações com menos de três anos no Brasil e ainda não atingiram o break-even da operação, com pesados investimentos iniciais em estrutura física, tecnologia, treinamento e campanhas de marketing para divulgação das marcas.

Márcio Coriolano deixa presidência da Bradesco Saúde e entra para o Conselho de Administração

Marcio Serôa de Araujo Coriolano, ao atingir a idade limite definida no estatuto da Organização Bradesco, deixa a presidência da Bradesco Saúde e da Mediservice. Manoel Antônio Peres, que respondia pela diretoria de gestão médica, assume como diretor geral, e não como presidente, da Bradesco Saúde e da Mediservice. O grupo Bradesco Seguros é presidido por Randall Zanetti e divulga seu balanço do terceiro trimestre e acumulado até setembro no dia 10.

Coriolano segue desempenhando importante papel de suporte estratégico para o Grupo Bradesco Seguros, o maior grupo segurador do Brasil, participando dos Conselhos de Administração de Empresas Ligadas e Controladas ao grupo e também do Conselho de Administração da Bradesco Saúde, que está em fase de constituição. Coriolano também segue na presidência da CNseg, a confederação das seguradoras, cargo que assumiu no início deste ano.

Ingressou no Grupo Bradesco Seguros em 1997 e foi superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) entre 1993 e 1996. Bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ, Marcio Coriolano é pós-graduado em planejamento pela Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia – COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Sompo lança diferenciais no ramo de seguro saúde

A Sompo Saúde Seguros lançou hoje serviços diferenciados para o segmento de saúde. Trata- se de planos de Seguro Saúde Empresarial – Acesso, Clássico, Estilo e Supremo – em modalidades que contemplam o segmento empresarial, a partir de duas vidas. “Nossa proposta é a criação de um novo paradigma no serviço de atenção à saúde. Buscamos propiciar ao paciente o acesso à melhor solução em saúde e, ao mesmo tempo, permitir a empresa uma maior previsibilidade na gestão dos custos deste benefício”, comenta Valter Hime, diretor da Sompo Saúde Seguros, em nota divulgada à imprensa.

A área de regulação médica da Sompo Saúde poderá sugerir o direcionamento dos atendimentos médicos para os melhores e mais capacitados prestadores na sua rede médica hospitalar disponível. Entre outros aspectos, isso significa que o paciente, poderá realizar determinados procedimentos de alta complexidade nos prestadores indicados pela seguradora, mesmo se estes não constem na rede específica do segurado.

Foram estabelecidos recursos, como uma rede de atendimento para eventos de baixa complexidade configurada para cada plano; sistema de reembolso flexível com limites e valores customizáveis; regras de coparticipação muito mais efetiva; além de programas de prevenção à saúde, descontos em medicamentos que auxiliam a empresa no controle efetivo dos custos do programa.

Além de coberturas para diversos procedimentos cirúrgicos (miopia, astigmatismos, cirurgias reparadoras, má formação congênita, enxertos vasculares etc), transplantes de rim, córnea e autólogos de medula, entre outros; o seguro da Sompo Saúde conta com cobertura além dos limites definidos no rol da ANS como acupuntura, coberturas para atendimento médico/hospitalar em caso de acidente ocorrido durante a prática de esporte de risco, fonoaudiologia, Reeducação da Postura Global (RPG), psicoterapia, rede de atendimento para exames de alta complexidade, entre outros.

Outro destaque é o Plano Supremo. Neste plano foram incluídos pacotes adicionais com o Sompo Care, benefícios que incluem uma série de serviços diferenciados, a como do Consultoria de Acessibilidades Domiciliar (Check-up Lar), que presta todo o apoio aos serviços preventivos e de orientação para adaptação no lar no retorno de alguma internação.

O segurado durante o período que estiver sob cuidados hospitalar também conta com o serviço de cuidados com o Pet, que indica Clinicas Veterinárias, Pet Shops e Hotéis aos quais podem ser hospedar seus bichinhos de estimação durante este período, e também estará a sua disposição o Cuidados com a Beleza, por profissionais habilitados em cuidados estéticos para atendimento durante sua internação. O cliente Supremo também conta com serviços de check up anual, coletas de exame domiciliar, assistência internacional a viagem, apoio no agendamento de exames, suporte administrativo à internação, referência médica, aconselhamento nutricional por telefone, apoio nas autorizações prévias de procedimento, entre outros serviços.

João Amato assume diretoria comercial de associações na Zurich

A Zurich comunica ao mercado que João Amato assume imediata e interinamente a diretoria comercial de Associações, reportando-se a Márcio Benevides, Head de Bancassurance & Distribuição Brasil. Como principal responsável pelo segmento destinado à comercialização de seguros por adesão – para afiliados de entidades de classe, tais como, associações, sindicatos e clubes de seguros – João Amato e equipe darão continuidade aos negócios vigentes e a novas parcerias.

O executivo faz parte do time Zurich há quatro anos e soma mais de 21 anos de atuação no mercado. Possui formação em Marketing e especializações, tais como a Certificação Internacional LOMA em Financial Services Education. “Amato conhece profundamente nosso modelo de negócio e também o mercado segurador. Tenho certeza de que sua atuação trará resultados expressivos ao segmento de Associações. Nossos atuais clientes, parceiros novos e em potencial estarão ainda mais próximos da Zurich”, diz Márcio Benevides.

Conselho da SulAmérica aprova emissão de até R$ 500 milhões em debêntures

O conselho de administração da SulAmérica autorizou em reunião a emissão de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações. “Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente usados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da companhia, bem como para fins corporativos diversos”, afirmou a seguradora em fato relevante publicado nesta segunda-feira.

Serão até duas séries, sendo que a quantidade de debêntures a ser alocada em cada série será definida conforme o procedimento de bookbuilding,composta por, no mínimo, 350 mil debêntures e, no máximo, 500 mil, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, na data de emissão, perfazendo o valor total da emissão de, no mínimo, R$ 350 milhões e, no máximo, R$ 500 milhões na data de emissão.

A efetiva realização da oferta está sujeita a condições favoráveis no mercado de capitais e está automaticamente dispensada de registro de distribuição pública na CVM.

A ata da Reunião do Conselho de Administração da Companhia que aprovou os termos e condições da Oferta está disponível no site da Companhia (www.sulamerica.com.br/ri) no site da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (www.bovespa.com.br).

Lucro da BB Seguridade recua no trimestre mas avança no acumulado até setembro

BB Seguridade

A BB Seguridade atingiu lucro líquido de R$ 3 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, aumento de 3,4% em relação ao lucro líquido ajustado do mesmo período de 2015. O desempenho é justificado tanto pelo crescimento de R$ 37,9 milhões (+1,8%) do resultado operacional não decorrente de juros combinado, quanto pela expansão de R$ 63 milhões (+7,3%) do resultado financeiro combinado, ambos líquidos de efeitos tributários. No terceiro trimestre, o lucro líquido foi de R$ 987,93 milhões, recuo de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro ficou 0,6 ponto percentual abaixo do piso do intervalo revisado do Guidance 2016. As principais justificativas para esse desvio estão relacionadas à piora nos índices de sinistralidade da BB Mapfre SH1, concentrada nos segmentos prestamista e rural; da Mapfre BB SH2, em função da deterioração nos segmentos de automóvel e de danos; e do IRB Brasil-RE.

Outra razão citada foi a greve dos bancários, que se estendeu por todo o mês de setembro, impactando as vendas esperadas para o período, enquanto no exercício de 2015 a paralisação ocorreu no mês de outubro e teve menor duração.

A companhia reforça suas estimativas e espera que o crescimento do seu lucro líquido ajustado convirja para o intervalo de 4% a 8% ao longo do último trimestre de 2016.

Até setembro, o lucro líquido da operação de Vida, Habitacional e Rural atingiu R$ 1,2 bilhão, crescimento de 0,3% em relação ao lucro líquido ajustado do período anterior. O desempenho do período foi impactado pela elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (“CSLL”), de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015.

O índice combinado atingiu 70,6%, piora de 2,5 pontos percentuais, justificada por uma maior sinistralidade concentrada nos segmentos prestamista e rural, além de um maior índice de comissionamento. Os prêmios emitidos do período somaram R$ 5,4 bilhões, queda de 1,7% no comparativo com mesmo período anterior, concentrada principalmente no ramo de prestamista (-48,1%), parcialmente compensada pelo incremento nos segmentos de vida (+15,6%) e rural (+17,9%).

Na divisão BB S2 Patrimônio e automóvel, o lucro líquido foi de R$ 220,7 milhões de janeiro a setembro, queda de 25,9% em relação ao lucro líquido ajustado do período anterior, desempenho explicado pela deterioração de 2,4 pontos percentuais no índice combinado, em virtude da piora nos índices de sinistralidade, principalmente em automóveis e danos, e de comissionamento.
Os prêmios emitidos caíram 6,4% no comparativo, impactados pela queda de 18,2% no segmento de automóveis, parcialmente compensada pelo incremento nos segmentos de danos e demais.

Em previdência, o lucro líquido acumulado até setembro cresceu 13,8% em relação ao lucro ajustado de 2015, totalizando R$ 742,3 milhões. O desempenho do período foi impactado pela elevação da alíquota da CSLL de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015.

O resultado antes dos impostos e participações foi de R$ 1,3 bilhão, equivalente a um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2015. A melhora observada no comparativo é resultante do aumento do resultado operacional não decorrente de juros, explicado tanto pelo incremento das receitas com taxas de gestão como pela melhora de 2,6 p.p. no índice de eficiência.

O volume de contribuições cresceu 18,4% em relação ao mesmo período de 2015, com destaque para os planos VGBL e com desempenho semelhante entre as modalidades periódica e esporádica. No mesmo período, a captação líquida atingiu R$ 18,8 bilhões, evolução de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, desempenho explicado tanto pela expansão do volume de contribuições como pela melhora de 0,8 pontos percentuais no índice de resgates.

Em resseguros, o lucro líquido da operação foi de R$ 467,6 milhões no período analisado, queda de 16%. O desempenho no comparativo é explicado principalmente pela retração do resultado financeiro, aliado ao aumento de 13,8 pontos percentuais no índice de sinistralidade, que levou à queda do resultado operacional não decorrente de juros.

O segmento de Capitalização acumulou lucro de R$ 338,9 milhões até setembro, alta de 25,5% em relação ao mesmo período de 2015. O crescimento do resultado financeiro, suportado pela melhora da margem financeira, foi o principal responsável pelo aumento do lucro no período, efeito este que foi parcialmente compensado pelo aumento da CSLL de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015. Isolando esse efeito, o resultado antes de impostos e participações registrou crescimento de 38,0% na mesma base de comparação.

No acumulado até setembro, o resultado de capitalização registrou retração de 27,0% quando comparado com o mesmo período de 2015. O desempenho no comparativo foi consequência da queda de 19,0% na receita líquida com títulos de capitalização, em função de uma arrecadação 14,7% menor e do aumento na cota de capitalização média. Por outro lado, a contração da receita líquida com títulos de capitalização foi parcialmente compensada por menores despesas de custo de aquisição e de resultado de sorteio, que registraram queda de 21,5% e de 23,9%, respectivamente, além de menores despesas gerais e administrativas.

A BB Corretora registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, desempenho 5,9% superior ao resultado obtido no mesmo período de 2015, explicado pelo aumento de 6,9% nas receitas de corretagem, impulsionado pelas receitas provenientes dos segmentos de vida, rural e previdência; e pelo crescimento de 30,0% do resultado financeiro, em função do aumento tanto da taxa média como do volume de ativos rentáveis. No acumulado até setembro, a margem operacional da BB Corretora teve retração de 1,9 ponto percentual que, assim como na análise trimestral, é explicada principalmente pela elevação da alíquota de PIS/PASEP e COFINS a partir de março deste ano.

Quem tem o poder de compra faz pressão nos ajustes regulatórios

O mercado segurador sofre pressões transformadoras de inovação de dentro e de fora da indústria. A população aprende com outros setores como comprar tíquetes aéreos e reservar hotéis e exige tais facilidade também das seguradoras. Como resultado, o setor passa a registrar um boom de startups, já apelidado de insurtechs, que trazem ofertas consideradas impensáveis até um ano atrás. Quem poderia imaginar comprar um seguro no smartphone em 90 segundos e ter a indenização paga em 3 minutos? Essa já é uma realidade, oferecida pela Lemonade, startup concentrada na oferta de seguros para carros e residências compartilhadas em Nova York.

“As inovações fora do setor podem mudar radicalmente a forma como as seguradoras atuam no longo prazo”, aposta Mukul Ahuja, diretor da Deloitte, que proferiu a palestra “Aceleradores em Digital para o Novo Mercado de Seguros” na décima edição do Insurance Service Meeting, maior evento de tecnologia do mercado de seguros brasileiro, promovido pela CNseg, que tem como tema ‘O Futuro é Agora – A Inovação a Favor do Desempenho’.

Um pouco dessa nova realidade consta da pesquisa da Delloite resumida pelo palestrante. Seis fatos pressionam o setor: a economia compartilhada, os carros autônomos, a onternet das coisas, o big data, machine learning e analytics para predições e a tecnologia contábil e financeira, mais conhecida por blockchain. Esses seis fatores de pressão já criaram um mundo novo para as seguradoras em algumas partes do mundo.

A primeira citada pelo executivo da Delloite é a expansão de intermediários digitais, como os agregadores e negociadores. Eles identificam nos meios digitais pessoas com necessidades comuns e negociam apólices de grupo, que custam bem menos do que se o seguro fosse negociado individualmente.

A segunda grande tendência é o ponto a ponto (peer to peer), no qual um grupo de pessoas com risco comum se junta e cria suas próprias regras de proteção, dentro do conceito de mutualidade. Pagam pela proteção e, se sobrar recursos, devolvem aos participantes ou investem de uma forma que faça sentido para todos. A startup Teambrella é a mais conhecida. A pessoa envia ao grupo um pedido para entrar. A decisão é tomada em conjunto, com todos definindo o risco e o preço que o entrante deve pagar. Se houver sinistro, todo o grupo faz a regulação e decide pelo pagamento da indenização.
Esse

Esse exemplo deixa evidente o avanço de modelos de desintermediação e de avanço do mundo dos negócios, dos quais os órgãos reguladores têm olhar para acompanhar as mudanças trazidas pela tecnologia. “Enquanto no Brasil se discute os riscos da desintermediação dos corretores, neste caso, podemos perceber claramente a desintermediação da própria seguradora”, comentou o debatedor Roberto Ciccone, sócio líder de Seguros Américas da Evers.

A terceira grande tendência é o seguro sob demanda ou “on demand”. O cliente faz o seguro de jornadas, comprando apólices “just in time”, como, por exemplo, quando vai viajar. A cobertura de vida começa quando o avião decola e termina após o pouso, explica Ahuja. Outro exemplo citado foi a startup Trov, que faz seguro dos pertences dos internautas pelo portal digital ou pelo smartphone. Neste caso, melhor do que tentar descrever como funciona, vale assistir o vídeo abaixo:

Trōv: On-Demand Insurance For Your Things from Trōv on Vimeo.

Todos concordam que a indústria de seguros não muda no ano que vem. Mas são ideias que desafiam todos a buscarem melhorias no mundo todo. Afinal, hoje as seguradoras tradicionais enfrentam novos entrantes e é primordial pensar nos gaps de produtos, distribuição e atendimento.

Os participantes do painel acreditam que, nos próximos dez anos, as seguradoras terão de conviver com mundos paralelos, como os dos consumidores tradicionais e os dos consumidores digitais. “Temos de pensar para onde o mercado irá e assim poder decidir quais as apostas estratégicas em produto e em investimentos”, comentou o moderador Augusto Kurovski, diretor de tecnologia da Brasilcap.

Algumas seguradoras decidiram por comprar startup, outras por desenvolver internamente as inovações e um terceiro grupo opta pelo uso de incubadoras como parceiras de novas tecnologias. “Como podemos perceber, até 2013, os investimentos em inovação eram tímidos. Mas entre 2014 e 2015 esse movimento explodiu com o surgimento das incubadoras e parcerias, bem como com as startups que agregam ao processo disruptivo. Merece a atenção de todos que atuam com seguros”, finalizou Kurovshi.