Ganho do setor é menor no acumulado até setembro

De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) agrupados pela consultoria Siscorp, o lucro líquido das companhias de seguros foi de R$ 10,6 bilhões de janeiro a setembro deste ano, abaixo dos R$ 11,5 bilhões do mesmo período do ano anterior. O valor representa 16% dos prêmios ganhos. No entanto, o ROE ainda tem uma média elevada, de 21%, comparado a média mundial de 15%.

Os balanços do terceiro trimestre divulgados até agora (Porto Seguro, Itaú Seguridade e BB Seguridade), mostram que o aumento de pedido de indenizações e a queda das vendas de seguros, principalmente de carro, são as principais razões do recuo do ganho das companhias.

A líder disparada do ranking é a Bradesco Seguros, com lucro de R$ 3,3 bilhões no acumulado do ano até setembro, segundo dados da Susep. O valor representa 39% sobre o prêmio ganho e 28% de retorno sobre o PL. O balanço da Bradesco Seguros está previsto para ser divulgado no dia 10 de novembro, coincidentemente na data que se completa um ano da morte do ex-presidente do grupo, Marco Antonio Rossi.

A BB Mapfre é a segunda do ranking, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, seguida pela Itaú Unibanco, com R$ 1,8 bilhão, Caixa Seguros com R$ 1 bilhão e Zurich, com R$ 660 milhões até setembro deste ano. Completando o ranking dos dez maiores lucros, temos Porto Seguro (R$ 518 milhões), SulAmérica (298 milhões), Icatu (R$ 232 milhões), Cardif (R$ 117 milhões) e HDI (98 milhões).

Entre os maiores prejuízos até setembro o ranking traz Allianz, com perdas de R$ 133 milhões, seguida por Generali (R$ 84 milhões), AIG (R$ 83 milhões), AXA (R$ 46 milhões) e Sura (R$ 39 milhões). Vale ressaltar que as duas últimas são operações com menos de três anos no Brasil e ainda não atingiram o break-even da operação, com pesados investimentos iniciais em estrutura física, tecnologia, treinamento e campanhas de marketing para divulgação das marcas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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