Saúde suplementar discute criação de banco de dados coletivo

Um dos grandes desafios da saúde suplementar é poder unir todas as informações que estão dispersas entre operadoras e o orgão regulador relativas a s, prestadores, e pacientes e órgão regulador e criar um banco de dados capaz de ser usado a favor de todos os envolvidos neste setor que movimenta cerca de R$ 160 bilhões em vendas de planos de saúde anualmente. “Ampliando a abrangência dos dados através de Bancos de Dados Contributários e a profundidade através de Telemetria, os ganhos obtidos são muito relevantes para toda a cadeia”, garante Ricardo Lachac, CEO da Lexis Nexis, em seu painel “Ferramentas para Predição de Riscos”, promovida na 10a. Edição do Insurance Meeting, promovido pela CNseg entre dos os dias 3 e 5 de novembro, em Campinas.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), abriu o painel apresentando dados importantes do setor. “Teremos de nos valer das ferramentas que possam nos trazer um controle mais efetivo. Temos um elevado número de fraudes, o desperdício chega a 30%, num setor que entrega anualmente cerca de 1,4 bilhão de procedimentos e tem 70 milhões de beneficiários”, citou. Em paralelo, a transição demográfica também é um fator preocupante. A previsão é que, em 2050, 29,4% da população ou 66 milhões de brasileiros terão mais de 60 anos de idade. E cada idoso tem em média duas doenças crônicas.

Segundo Lachac, a tecnologia pode ajudar muito, mas os sistemas precisam ter acesso a uma grande quantidade de dados e esses precisam ser confiáveis. Atualmente, praticamente todas as operadoras e órgão regulador do setor, a Agência Nacional de Saúde (ANS), têm dados que precisam ser lapidados, agrupados e analisados, permitindo que tecnologias de Big Data e Analytics possam trazer benefícios mensuráveis no médio prazo.

Ele citou a experiência de um case aplicado em Ohio, Estados Unidos, avaliando a base de sinistros pagos para prestadores pelas cinco maiores operadoras. Um simples cruzamento de dados foi capaz de detectar uma fraude relativo a comunicação de atendimentos realizados de prestadores pessoas físicas, que cobravam mais dos que 30 horas por dia de procedimentos. “Na análise individual de cada operadora o fato não era percebido. Mas com a visão conjunta foi detectada a fraude e isso gerou economia de mais de US$ 20 bilhões”, informou.

Segundo Lachac, ao formar um Banco de Dados Contributivo, com altos volumes e adequada qualidade de dados, é possível ter um controle muito mais amplo de variáveis de mercados como tendência de custos dos beneficiários, gastos mais elevados gerados por prestadores, bem como a qualidade de seu atendimento, regiões onde há maior incidência de procedimentos específicos e com isso gerenciar e custos e resultados de uma forma muito mais efetiva.

Outro benefício citado por Lachat é o uso da telemetria na em Seguros de Automóvel. Com ela pode-se separar os melhores dos piores riscos duas vezes melhor do que com as tecnlologias atuais, bem como tornar mais eficaz a gestão do risco dos segurados através de interações periódicas, bem como tornar mais ágil a regulação de sinistros. A grande vantagem para as seguradoras é poder elaborar estratégias mais rentáveis através destas ações.

A debatedora Marizélia Leão Moreira, gerente executiva da Agência Nacional de Saúde (ANS), afirmou que a proposta de Lachac é pertinente ao momento da Saúde Suplementar, que enfrenta um cenário que exige uma reinvenção dos processos, agravado pela difícil situação da economia, que gerou perda de clientes e aumento das despesas para as operadoras. “Temos discussões importantes, como a completude, qualidade e governança dos dados e trabalhá-lhos para que eles gerem ganhos para todos os envolvidos na cadeia, sendo o cliente o maior beneficiário”, comentou a executiva da ANS.

Ela informou que a padronização dos dados na Saúde Suplementar foi uma das maiores conquistas da Agência. Ao longo de dez anos, com muito empenho e perseverança, foi constituído a Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS), que é um padrão para registro e intercâmbio de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde,prestadores de serviços médico-hospitalares e a ANS.

A iniciativa visa a diminuição da burocracia dentro das diversas entidades envolvidas diretamente no mercado de Saúde Suplementar, aprimorar a comunicação entre os atores da cadeia, reduzir a utilização do papel, agilizando o acesso do beneficiário aos serviços médico-hospitalares, facilitar a obtenção de informações para estudos epidemiológicos e definição de novas políticas de saúde, favorecer a realização de análise de custos e benefícios de investimentos na área de saúde, reduzir os altos e desnecessários custos administrativos que decorrem do excesso de formulário e de falhas de preenchimento e utilização dos mesmos, melhorar a qualidade da assistência à saúde e possibilitar comparações e análises de desempenho institucional implicando a otimização de recursos e aumento da qualidade de gestão.

Marco Antunes, vice presidente da SulAmérica, que atua há quase 30 anos em saúde, reconheceu o avanço e citou que na seguradora não há mais papel no dia a dia. “Hoje sabemos quem vai operar porque construímos modelos preditivos para discutir o futuro. E fizemos isso porque saúde é o melhor negócio do mundo. Ninguém quer morrer. Todos querem se tratar para viver”, citou, mencionando que 80% das fintechs em seguros, boom já conhecido pelo tema insurtech para se diferenciar de fintech, termo usado para as novatas financeiras, são voltadas para área de saúde. Nosso papel é fazer que o setor cresça de forma sustentável e ajudar consumidor a viver mais e melhor”, defendeu.

Todos concordam que as ferramentas apresentadas pela Lexis Nexis ajudam a empoderar profissionais com as ferramentas de uso de dados para garantir decisões mais acertadas, redução de desperdícios e custos; melhoria nos cuidados dos pacientes; auxiliar na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na melhoria na monitoração da saúde digital.

Se todos concordam, o que falta? Flavio Bitter, Vice Presidente da Bradesco Saúde, respondeu a questão. “Temos na CNseg a Central de Serviço, que já tem uma estrutura montada e capacitada a prover para os associados esse tipo de informação. O desafio é como uma empresa como a LexisNexis pode trabalhar com a CNseg para acelerar os serviços que enfrenta várias questões relativas a segurança e governança das informações, bem como seu uso”, comentou.

Uma coisa é certa para todos os participantes do painel: o envolvimento do indivíduo no agrupamento de informações aprimora a emissão de alertas às condutas médicas, a formulação de hipóteses diagnósticas, o apontamento de melhores práticas de tratamento, a prevenção primária e o acompanhamento da evolução da saúde do paciente. “Temos um mundo de oportunidades e acho que o futuro está bem próximo para o nosso setor”, finalizou Solange Beatriz.

Estudo da Capgemini revela que tecnologia impactará fortemente os negócios, mas minoria tem planos de transformação

Fonte: CNseg

A consultoria Capgemini realizou, em setembro, uma pesquisa com 27 altos executivos de 20 das principais seguradoras brasileiras para entender como anda o nível de maturidade do setor na utilização da tecnologia digital. Hoje, dia 4, seus resultados foram apresentados ao público participante do painel “Maturidade digital da indústria de seguros do Brasil e seus reflexos no profissional de seguros”, no primeiro dia do 10º Insurance Meeting, evento promovido pela CNseg, em Campinas.

Enquanto 70% das empresas já utilizam a tecnologia digital para prover consistência entre seus canais digitais – afirmou o vice-presidente de Serviços Financeiros da Capgemini, Rodrigo Corumbá – 33% ainda não buscam personalizar a experiência de vendas para seus clientes.

Os canais móveis, particularmente os celulares, e as redes sociais também já são muito utilizados para divulgar produtos, mas pouco para realizar a venda de seguros, além de também serem pouco utilizados para aumentar a mobilidade de seus funcionários, havendo uma grande distância entre a percepção de como os clientes e a sociedade se comportam e o comportamento das empresas em relação a seus funcionários.

Outro dado curioso da pesquisa aponta que, ainda que 67% das seguradoras já monitorarem suas operações em tempo real, apenas 41% delas possuem processos capazes de se adaptar rapidamente a mudanças externas.

Apesar de os executivos já entenderem que a tecnologia impactará fortemente os negócios, é a minoria que tem planos de alto nível para essa transformação, havendo ainda baixo investimento nos departamentos de TI, que não estão suficientemente preparadas para lidar com esse processo, afirmou Rodrigo.

E todas essas transformações digitais modificam também os clientes, principalmente os das gerações mais novas, que exigem mais agilidade e flexibilidade no atendimento de suas demandas, sendo, também, muito menos fiéis a empresas com quem se relacionam que outrora. Assim, além de rapidez e flexibilidade, as seguradoras devem adotar estratégias de venda que estejam contextualizadas na trajetória de vida dos clientes, ou seja, devem saber ofertar os produtos e serviços justamente na hora em que isso faz sentido para eles e não em momentos aleatórios. Como exemplo, Rodrigo citou o caso de um casal que acabou de ter filho, sendo, então, o momento ideal para oferta de seguro de vida e de plano de previdência, por exemplo.

Outra excelente oportunidade para as seguradoras está na integração com outras cadeias de valor, gerando novos ecossistemas. O exemplo apresentado foi o do Uber, que oferece a seus motoristas conveniados a possibilidade de contratar seguro para seus passageiros.

Outro participante do painel, Miguel Buenos, diretor de contas da Serasa Experian, acredita que, apesar do muito que há para evoluir, as seguradoras avançam no caminho da maturidade digital, já utilizando de maneira bastante ampla, por exemplo, o big data. Entretanto, ele acredita que, apesar de todo esse desejo de inovar, é preciso que se crie nessas empresas um ambiente que estimule a inovação. “Estamos preparados para lidar com todas essas novas ferramentas?”. Segundo ele, as realidades virtual e aumentada poderiam ser utilizadas, por exemplo, nos processos de aviso de sinistro e até de subscrição.

Para Miguel, além de criarem um ambiente propício para a inovação, as seguradoras devem entender que, de tão incorporada em nosso cotidiano, a tecnologia não pode mais ser só responsabilidade dos departamentos de TI das empresas. “A TI pode fornecer informações para áreas de negócio, mas essa área deve estar preparada para lidar com essas informações”, afirmou o executivo da Serasa Experian, para quem, atualmente, esses profissionais de TI têm tanta relevância para as seguradoras quanto os profissionais da área comercial.

Finalizando a apresentação, Rodrigo Corumba provocou a plateia afirmando que as seguradoras têm duas opções: ou se movem e atravessam efetivamente esse processo de transformação digital ou esperam que novos entrantes roubem mercado, como já aconteceu em inúmeros outros segmentos de negócios e já vem acontecendo, particularmente, nos Estados Unidos em relação ao mercado segurador.

Oito dicas de Luis Rasquilha para se reinventar

Fonte: CNseg

– Tenha um propósito claro. Se não tiver, não chegará a 2020.
– Venda um sonho. As pessoas compram sonhos. Ninguém reclama do preço da capsula do café Nespresso, que equivale a um custo de R$ 400 o quilo do café.
– Tenha Foco. O sucesso está mais ligado a renúncias do que a apostas, pois a maioria não tem dinheiro para tudo.
– Crie um ecossistema. Terceirize o que não interessa.
– Construa uma rede de inovação aberta, com reforço na inteligência coletiva e economia do compartilhamento.
– Interaja com o cliente. Escute e observe. Convide-o para entrar e evolua com as suas recomendações.
– Fail Fast. Ou seja, faça rápido o processo e a execução.
– Olhe para a frente. Antecipe movimentos. Crie mercados.

Essas foram as oito dicas dadas por Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), no primeiro painel técnico “A mudança tecnológica chegando mais rápido”, proferida na 10ª edição do Insurance Service Meeting, maior evento de tecnologia do mercado de seguros brasileiro promovido pela CNseg, que tem como tema “O futuro é agora – a inovação a favor do desempenho”.

“A maneira como se faz negócio hoje não existirá mais em pouco tempo. Essa é uma da certeza. O futuro pertence a aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos. Adote a inovação estratégica. Inovar significa colocar as ideias novas em ação. Para isso, vocês devem ter ideias que sejam implementáveis”, recomendou ele aos 400 participantes que lotaram o auditório do Hotel Royal Palms, em Campinas.

O especialista trouxe reflexões importantes para um setor formado por companhias tradicionais de seguros, que começam a ser provocadas por novos entrantes que trazem um jeito diferente de fazer a subscrição do risco, de criar produtos, de se comunicar e de abordar o cliente. “Hoje, todos nós somos dependentes de um mundo conectado. Em 2000, as estatísticas mostram que apenas 6% da população mundial era conectada. Em 2010, 23%. Em 2020 serão 66%. E me pergunto: será que as empresas estão preparadas para o novo modelo de negócios?”.

Para estar, é preciso se reinventar para acompanhar as mudanças do mundo. Segundo dados do palestrante, em 1900 o conhecimento dobrava em 100 anos. Em 2020, dobrará a cada 12 horas. “Isso exige um questionamento constante sobre se a empresa é relevante, se a marca se diferencia ou se a empresa está apenas entendendo inovação como vender mais rápido e mais barato”, frisa. Como exemplo, ele cita gigantes que foram engolidos por startups, como a rede de vídeos locadoras substituída pelo Netflix ou as cooperativas de táxi pelo Uber.

Segundo ele, a discussão hoje não é tecnologia, que está fácil e disponível. Depende da capacidade de ligar os pontos e transformar a informação em um diferencial competitivo. A pergunta inicial era: como se preparar para o que ele chama de quinta onda. Foi quando ele deu as oito dicas, que já citamos no inicio do texto para aquele leitor que prefere um resumo do que chegar ao final de um texto com mais de dois parágrafos.

O moderador Alexandre Leal, superintendente executivo técnico da CNseg, indagou: o que é mais recomendável, internalizar a inovação dentro da empresa ou criar um ambiente externo?

Para Rasquilha, há dois tipos de inovação. A incremental, que pode ser feita dentro da própria empresa. E a disruptiva, que cria uma nova regra e que não pode ser feita dentro das empresas. “Tem de criar uma nova unidade de negócios para que a inovação não seja contaminada pela cultura tradicional”, explicou. “A startup tem ideia e não tem arcabouço de gestão. E as empresas tradicionais tem arcabouço de gestão e não conseguem implementar a ideia de forma ágil”.
CNspar – Exatamente por sentir que essa realidade é realmente o atual cenário do setor, Marco Barros, diretor presidente da CNseg PAR e diretor geral executivo da CNseg, apresentou aos presentes a estratégia da CNseg no mundo das startups. “Se é para incrementar, faz dentro. Se é para ter disrupção, faz fora e depois incorpora”, concordou Barros.

A CNspar, o braço investidor da CNseg, optou por atuar com o um investidor anjo. “Nem incubadora nem aceleradora”, explica. A escolhida como parceira no projeto de apoiar ideias inovadoras e quem podem ser transformadas de forma rápida foi a Darwin Starter, sediada em Florianópolis.

O processo foi aberto em agosto e atraiu 294 inscritos. Oito projetos foram selecionados na semana passada. Desses, seis serão selecionados e conhecidos no dia 2 de dezembro. O grupo vitorioso receberá aporte financeiro, estimado em R$ 400 mil no total, mentores especializados, conexão com pessoas chaves no tema escolhido (seguros, fintech, big data e TI/ Telecom).

Pensar fora da caixa beneficiará a todos, diz presidente da CNseg

Fonte: CNseg

Ao participar da solenidade de abertura da 10ª edição do Insurance Service Meeting, nesta sexta-feira, em Campinas, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, assinalou uma coincidência: há um ano e um mês, na abertura da edição anterior do Insurance Meeting, Marcio Coriolano estava em Angra dos Reis, palco dos eventos passados, para representar o presidente da então da Confederação, Marco Antonio Rossi, quando já se delineava a crise que só se agravou de lá para cá. Um ano e um mês depois, o momento atual é, segundo Coriolano, ainda mais desafiador. E o principal desafio para a sociedade brasileira é o da retomada do crescimento, que tanto já alavancou o mercado segurador.

E sendo o Insurance Meeting um evento do mercado segurador voltado às questões tecnológicas e de inovação, durante esses dois dias de evento, adiantou ele, os debates girarão em torno de como tais avanços tecnológicos podem se constituir em importantes aliados na melhoria da cadeia de produtos, da precificação de riscos e da eficiência operacional do setor, entre outras questões.

Porém, para que a tecnologia e a inovação sejam aliadas, é necessário também que se compreendam os impactos e transformações que geram na sociedade, afirmou ele. Citando pesquisa de domicílio de 2015, Coriolano informou que 58% da população brasileira já acessam a internet regularmente. Desse total, 89% utilizam o smartphone para navegação. Ou seja: “quem está conectado, está conectado o tempo todo, o que, por si só, já exige uma reflexão do mercado segurador sobre como endereçar mensagens a esse público”. E nesse mundo de nova conectividade, prosseguiu, há diversos desafios a serem superados, como os relacionados às questões regulatórias, de comercialização de produtos e serviços, de segurança e da integração das plataformas móveis com os sistemas legados das empresas.

“Nosso negócio é precificar riscos baseados em informações e nunca houve tanta informação disponível”, afirmou, lembrando que outro desafio que se coloca é o de como incorporar toda essa informação no processo de avaliação de riscos, particularmente as informações extraídas das redes sociais, sem que isso seja percebido negativamente pela sociedade, sobretudo por aqueles que exibem seus comportamentos de risco nesses espaços.

Esse processo, inclusive, já está em andamento, acrescentou o presidente da Cnseg, citando matéria recente de jornal com o título: “seguradora vasculha perfis no Facebook para determinar riscos”. Por meio de programa específico, uma companhia do Reino Unido faz varredura em posts e curtidas de clientes e potenciais clientes para identificar padrões de comportamento.

Outro desafio colocado é o da segurança da informação, sendo razoável imaginar que as seguradoras tornem-se alvo preferencial de hackers, apesar de isso também abrir um amplo mercado para proteção contra esse tipo de risco.

E, para lidar com todas essas questões e, particularmente, com a análise de dados cada vez mais complexos dentro desse universo de informações infinitas, considerado por ele como uma das questões mais relevantes, o setor necessita de profissionais altamente qualificados na compreensão de modelos estatísticos, no emprego de técnicas preditivas, de forma a extrair macro informações e incorporá-las aos processos decisórios. O Insurance Meeting 2016 conta com 400 participantes, 21 expositores e vai até amanhã, sábado, debatendo essas e outras importantes questões para o mercado segurador e para o Brasil.

Lucro da Swiss Re recua para US$ 3 bi no acumulado até setembro

A resseguradora Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 3 bilhões nos primeiros nove meses de 2016. O resultado ficou abaixo dos US$ 3,7 bilhões registrados em mesmo periodo do ano passado. O ROE ficou em 11,6%, abaixo dos 14,5% do mesmo periodo de 2015. O volume de vendas avançou 9,6%, para US$ 24,7 bilhões. Todas as unidades de negócio contribuíram para o resultado. O lucro líquido em seguros de bens foi de US$ 1,5 bilhão nos primeiros nove meses de 2016. No segmento de vida e saúde a receita líquida de resseguro foi de US$ 635 milhões. A seguradora do grupo, a Corporate Solutions, obteve lucro líquido de US$ 150 milhões. A Life Capital apresentou lucro líquido de US$ 726 milhões atribuível aos investimentos e ao crescimento. A Swiss Re inicia o seu programa de recompra de ações públicas de até 1 bilhão de francos suíços neste dia 4 de novembro.

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Tokio Marine arrecada R$ 300 mil em doações para o Teleton 2016

No dia 5 de novembro, durante o segundo dia da edição 2016 do programa exibido pelo SBT, a Tokio Marine doará um cheque no valor de R$ 300 mil à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que tem uma atuação reconhecida no atendimento a crianças e adolescentes com deficiência. A doação será entregue, ao vivo, pelo Diretor Executivo Comercial, Valmir Rodrigues, e o diretor comercial nacional varejo, João Luiz de Lima.

Para incentivar a arrecadação, a Tokio Marine lançou uma campanha de solidariedade para seus parceiros de negócio. Entre os meses de julho e outubro, a companhia motivou Corretores e Assessorias a trocarem seus pontos acumulados no Programa Nosso Corretor (PNC) por doações para a AACD. A ação contou com o apoio e a divulgação de toda a equipe comercial da Seguradora, o que foi essencial para o sucesso da iniciativa. Além disso, também houve uma grande movimentação interna para estimular os Colaboradores a doar valores a partir de R$10 com desconto em folha de pagamento.

“A solidariedade de cada um é um gesto simples, mas que ajuda muito as famílias atendidas pela AACD. Apoiar causas que promovem inclusão e melhoria das condições de vida como esta faz parte da nossa missão e filosofia”, afirma o Diretor Executivo Comercial da Tokio Marine, Valmir Rodrigues.

Além de doar, os funcionários e seus familiares também estarão engajados ativamente no Teleton em uma ação promovida pela Seguradora. Assim como na última edição, os voluntários vão atender as ligações do público, no Contact Center da Companhia, durante todo o sábado (5). Até agora, mais de 240 pessoas já se inscreveram para participar, um aumento de 38% em relação ao ano passado. “O engajamento em ações sociais já se tornou uma tradição na Tokio Marine. Tanto que, ao longo do ano, a Companhia coloca seus valores em prática participando de outras iniciativas, sempre com o envolvimento e a cooperação de sua equipe, dos Corretores e Assessorias”, diz Rodrigues.

O superintendente de Captação de Recursos e Marketing da AACD, Angelo Franzão, ressalta a importância do apoio de todos, empresas e a população em geral, para ajudar a AACD a atingir a meta de arrecadação de R$ 27 milhões neste ano. “Estamos em um ano atípico com uma redução de cerca de 30% nas doações por conta do momento econômico. Por isso, mais do que nunca, precisamos da colaboração de todos para mantermos nosso trabalho e continuarmos realizando os sonhos de nossos pacientes. Estamos confiantes e esperamos conseguir alcançar a meta estabelecida”, resume Franzão.

A 19ª edição do Teleton acontece durante os dias 4 e 5 de novembro e todo o dinheiro será usado para manutenção dos centros de reabilitação e do hospital da AACD.

ARTIGO: Informação que faz diferença

Bruno Duque, contador, pós graduado em economia e mestrando em controladoria empresarial, possui mais de 7 anos no mercado de seguros, se dedica a sua tese de mercado, que estará disponível até fevereiro de 2017 no site da biblioteca do Mackenzie. Ele estuda o uso de relatórios gerenciais pelas seguradoras e os ganhos que isso pode trazer para todo o processo. Leia abaixo o artigo escrito por ele, onde conta pouco do que já concluiU.

Estudo realizado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em companhia seguradora revela que a informação alinhada a tecnologia melhora o desempenho de seus agentes comerciais. O estudo foi realizado em uma das maiores seguradoras do país e teve abrangência nacional.

O mercado de vendas de seguros é, sem dúvida, um dos mais intensos quando se trata de comparação de produtos, condições e preços, pois cada pessoa antes de se decidir por uma seguradora ou determinado produto/cobertura, tem a possibilidade de verificar em diversas seguradoras o que elas oferecem. Esse processo é feito normalmente por meio de um corretor de seguros, agências bancárias ou sites (que são corretoras on-line).

É nesse ambiente de velocidade e competitividade que as seguradoras se inserem e aquelas que possuem informações gerenciais mais assertivas e rápidas tendem a se destacar. Por esse motivo, as seguradoras investem em tecnologia e informação em todas as suas áreas (comerciais, corporativas, de sinistros, de atendimento etc.). Prova disso é que entre 2014 e agosto de 2016 as seguradoras do Brasil investiram R$ 4 bilhões em ativos intangíveis (item do balanço onde são registrados os investimentos em softwares e sistemas de computadores), segundo dados do SES SUSEP.

Para verificar a eficiência destes vultosos investimentos, o estudo realizado propôs-se a verificar se há retorno efetivo destes investimentos, focando especialmente os investimentos nas áreas comerciais da seguradora estudada. Pesquisas acadêmicas da área de controladoria e gestão do mundo todo mostram uma relação positiva entre o maior uso de relatórios gerenciais e desempenho superior. As pesquisas mostram também que quanto maior a percepção de utilidade e benefícios dos relatórios por parte de seus usuários, maior é sua utilização.

Por meio de dados do número de acesso aos relatórios disponibilizados por meio de aplicativo de celular e dados de desempenho dos agentes comerciais nas vendas da companhia foi possível comprovar que de fato aqueles que mais utilizam as informações disponibilizadas possuem em média um desempenho superior. Outra constatação foi que quanto maior a percepção de benefícios por parte dos usuários, maior foi o uso das informações e consequentemente o desempenho destes agentes. A percepção de benefícios foi testada por meio de questionário enviado a todos os comerciais da empresa.

Portanto, esta é mais uma prova de que alinhar tecnologia e informação é um caminho que proporciona resultados tangíveis para as companhias. O desafio agora tem sido saber direcionar esforços e atenções para aquilo que é mais relevante, tanto para as pessoas quanto para as empresas, pois com a abundância de informações disponíveis, saber utilizar-se daquelas que realmente importam será como ser um possuidor do “mapa da mina”.

Bradesco Seguros registra 390 pedidos de indenização por chuvas em outubro

Em 14 dias de trabalho de sua equipe de técnicos nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Bradesco Seguros já abriu mais de 390 processos para pagamento a segurados que tiveram, em suas residências e estabelecimentos comerciais e industriais, algum tipo de perda provocada pelos temporais que atingiram a região em outubro.

Dos cerca de 390 sinistros abertos, 321 apólices já tiveram a indenização paga, totalizando mais de R$ 1,3 milhão. A operação “Atendimento em Situação Climatológica Severa” é um processo inovador criado pelo Grupo Segurador que identifica, analisa e prioriza situações decorrentes de uma catástrofe, concentrando os esforços para, no menor prazo possível, quantificar e indenizar seus segurados envolvidos em tragédias naturais.

Desde que foi criado, em 2015, a operação permitiu o pagamento de sinistro de mais de três mil segurados atingidos por vendavais em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Isso demonstra a preocupação do Grupo em atender e servir ao seu segurado, com rapidez, no momento em que ele mais precisa. O tempo entre avaliações e pagamento foi de 9,4 dias, e o montante indenizado atingiu R$ 13,3 milhões.

AIG e Prudential divulgam lucro no terceiro trimestre

A AIG anunciou que seu conselho autorizou um programa de recompra de ações adicional de US$ 3 bilhões e também o balanço financeiro. O lucro líquido no terceiro trimestre foi de US$ 462 milhões, comparado com uma perda líquida de US$ 231 milhões em mesmo período do ano anterior. O ROE ficou em 2,1%m bem abaixo da média de 15% das seguradoras. O lucro considera perdas de US$ 526 milhões com a libra esterlina registradas desde o anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia, conhecido como Brexit, em junho deste ano.

O volume de vendas de seguros comerciais declinou 17% no terceiro trimestre de 2016 comparado com o mesmo período do ano passado, para US$ 4,3 bilhões. O índice combinado, que mede a eficiência operacional de uma seguradora (quanto mais abaixo de 100 melhor), piorou três pontos percentuais, subindo para 105,3% nos trimestres comparados. Isso significa que a seguradora teve gastos maiores do que receitas de prêmios.

Em agosto, a AIG vendeu sua unidade de hipotecas de garantia para o Arch Capital Group Ltd por cerca de US$ 3,4 bilhões. No mês passado, vendeu o sindicato do Lloyd’s of London o Ascot, para o Canada Pension Plan Investment Board em um negócio avaliado em cerca de US $ 1,1 bilhão.

Em outubro, o grupo anunciou acordo para vender para a canadense Fairfax Financial Holdings alguns negócios na América Latina e também da Europa Central e Oriental por cerca de US$ 240 milhões em dinheiro, com exceção do Brasil, que passou por uma reestruturação e tem nova modelagem para iniciar 2017.

Em outubro, o Cade autorizou a venda para a Porto Seguro da carteira de seguro de carro que a AIG iniciou há três anos, e que contava com cerca de 25 mil apólices. O grupo segue focado na venda de seguros para pequenas e médias empresas, responsabilidade civil, aeronáutico, seguro ambiental, linhas financeiras, transportes, patrimonial, garantia e crédito. A AIG também continua com todos os produtos para clientes multinacionais e os seguros de garantia estendida e viagem. Também investiu na plataforma digital, na qual os corretores fazem cotações de maneira rápida e simplificada, acompanhando o status das transações e emitindo as apólices em tempo real, tudo 100% online, além de poder buscar informações sobre produtos e treinamentos.

Prudential – A Prudential Financial, Inc. (NYSE: PRU) divulgou nesta quarta-feira os resultados do terceiro trimestre de 2016. O lucro líquido chegou a US$ 1,7 bilhão, acima dos US $ 1,4 bilhão do terceiro trimestre do ano passado. O lucro operacional ajustado após impostos foi de US$ 1,1 bilhão. No acumulado do ano até setembro, o lucro líquido foi de US$ 4 bilhões, abaixo dos US$ 4,9 bilhões nos primeiros nove meses de 2015. O lucro operacional foi de US$ 3 bilhões de julho a setembro, abaixo dos US$ 3,7 bilhões do mesmo período anterior. John Strangfeld, chairman e CEO, destacou que os resultados seguem sólidos, incluindo o crescimento de vendas constante nas subsidiárias fora dos EUA.

O grupo tem investido em parcerias e compras no Brasil. Nesta semana, o CADE aprovou a venda da carteira de vida em grupo do Itaú para a Prudential, envolvendo prêmios líquidos de cerca de R$ 465 milhões em 2015 e mais de 1,9 milhão de vidas seguradas.O valor não foi revelado. Também no mês passado, a Prudential do Brasil anunciou dois novos parceiros comerciais, o Ouroinvest e a Guide Investimentos, que passam a comercializar os produtos de seguro de vida individual da seguradora.

Porto Seguro lucra R$ 620 milhões até setembro

A Porto Seguro divulgou hoje lucro líquido de R$ 205 milhões no terceiro trimestre deste ano, correspondendo a um decréscimo de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 620 milhões, redução de 13% comparado ao mesmo período anterior. O ROAE atingiu 13,5% no 3T16 e 13,9% no 9M16. Entretanto, informa o comunicado do grupo, no 3T15 houve um ganho não recorrente2 no valor líquido de R$ 28 milhões. Desconsiderando esse efeito, o lucro do trimestre aumentaria em 13% e lucro acumulado do ano seria 10% menor.

Na operação de seguros, os prêmios auferidos aumentaram 5% no 3T16 e 6% no 9M16. O seguro de auto consolidado das três marcas cresceu 3% no trimestre, enquanto o mercado recuou 3% entre julho e agosto. O número de veículos segurados atingiu 5,6 milhões (+8%) e o número de vidas no seguro de pessoas e odontológico evoluíram em mais de 7% nos últimos 12 meses. O índice combinado piorou, atingindo 97,9% (+1,6 p.p.) no 3T16 e 99,0% (+2,7 p.p.) no 9M16, explicado pelo aumento da sinistralidade.

No trimestre, os sinistros foram pressionados pelo aumento dos roubos de veículos e pela base de comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi melhor em relação à média histórica. Além disso, a elevação da frequência de utilização do seguro saúde também impactou a sinistralidade. Por outro lado, o índice de despesas administrativas de seguros recuou em 1,1 ponto percentual, sendo que os gastos nominais decresceram 3% no trimestre e cresceram menos de 1% no ano, resultado da melhora na eficiência operacional.

As receitas das empresas financeiras e de serviços cresceram 11% no trimestre, associadas ao aumento das vendas do produto de telefonia móvel (Conecta) e dos produtos de cartão de crédito e financiamento, que retomaram o crescimento com aumento da lucratividade. O indicador de inadimplência (maior de 90 dias) da carteira permaneceu aproximadamente 2 pontos percentuais menor em relação a média de mercado. No ano, o crescimento dos negócios não seguros foi de 5%.

Ainda de acordo com o comunicado, o resultado financeiro apresentou um aumento de 35% no trimestre, favorecido por um melhor desempenho das aplicações financeiras, principalmente decorrentes das alocações em renda variável e também devido a base de comparação com o 3T15, quando o retorno apresentado foi abaixo do CDI. A rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 3,5% (100% do CDI) e de 11,4% (109% do CDI) nos nove primeiros meses do ano.