Mercados emergentes seguem sendo o motor do crescimento de seguros, segundo Swiss Re

O economista Francisco Galiza ressalta estudo da Swiss Re de que a economia global crescerá moderadamente em 2017 e 2018, com o PIB real dos EUA subindo mais do que 2%, a área do euro em cerca de 1,5%, o Reino Unido em 1,0-1,5% eo Japão em menos de 1%. A China crescerá em cerca de 6,5%, e a maioria dos mercados emergentes em 2 a 4%.

Os principais riscos para a perspectiva global são um queda mais forte de crescimento na China, os EUA apertando a inflação mais alta e as questões políticas em curso na Europa (por exemplo, Brexit). A eleição de Donald Trump como presidente eleito nos EUA levanta muitas incertezas, mas o impacto sobre a economia dos EUA, caso ocorra, só deverá ser mais sentida em 2018-2019.

O crescimento dos prêmios dos seguros não-vida será modesto, mas melhorará em 2018, sendo os mercados emergentes um motor nesse segmento.

O ambiente de preços nos seguros não vida permanece desafiador. Os preços nas linhas comerciais continuam a deteriorar-se, mas agora a um ritmo mais lento. Os lucros permanecem dependentes de baixas perdas de catástrofes e do comportamento das reservas. Os prêmios de vida irão crescer a um ritmo mais rápido do que o não-vida, sustentado pelos mercados emergentes. Prevê-se que os prêmios globais cresçam de 4 a 6% nos próximos anos.

O retorno sobre capital próprio para seguradoras de vida caiu de 13% no início de 2015 para 10% recentemente, devido aos retornos de investimento ainda fracos e pela pressão de preços.

Espera-se que o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes seja mais favorável, uma vez que os preços das matérias-primas vêm melhorando, com a procura de seguros continuando a aumentar, especialmente nos países emergentes da Ásia.

Leia o estudo em ingles aqui

Previdência tem maior captação líquida do ano em dezembro, segundo Anbima

A captação dos fundos de previdência é o destaque do boletim de dezembro divulgado pela Anbima. A indústria de fundos registrou valores recordes na captação líquida em dezembro. O ingresso líquido de R$ 10 bilhões, o maior volume mensal já registrado pela classe Previdência, somou‐se aos ingressos de R$ 6,2 bilhões, em Renda Fixa, e de R$ 2,6 bilhões, em FIPs, resultando em uma captação líquida de R$ 17 bilhões, a maior da indústria para o mês de dezembro desde o início da série, em 2002. Com isso, a captação líquida da indústria em 2016 alcançou R$ 109,1 bilhões, a segunda maior da série, superada, apenas pela de 2010, quando registrou R$ 113,5 bilhões.

Com desempenhos expressivos em boa parte do ano, a classe Previdência registrou sua maior captação líquida mensal em dezembro, de R$ 10 bilhões, acumulando, também, o maior ingresso líquido de recursos no ano, de R$ 48,2 bilhões, ambos desde o início da série, em 2002. Passados os efeitos das mudanças nas regras de composição de carteira em 2013, que resultaram em rentabilidades negativas e afetaram a atratividade desses fundos, desde então a classe vem atraindo aportes líquidos crescentes, ao que tudo indica por representar, para os investidores, uma alternativa para a formação de poupança previdenciária.

A Brasilprev atingiu, na primeira semana de 2017, R$ 200 bilhões em ativos sob gestão. A companhia chega a esta marca histórica sendo líder em ativos sob gestão PGBL e VGBL, captação líquida PGBL e VGBL e arrecadação total. A empresa levou 19 anos para atingir os primeiros R$ 50 bilhões em ativos e, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, passou de R$ 150 bilhões para R$ 200 bilhões em apenas um ano.

“Este expressivo resultado é fruto de uma equipe de colaboradores engajada na missão de viabilizar projetos de vida, da força de vendas do Banco do Brasil e nossos mais de 130 consultores especializados, e da experiência global da Principal no mercado financeiro. Em paralelo, os movimentos demográficos, com maior expectativa de vida da população, tem despertado no brasileiro a preocupação em guardar dinheiro para o futuro e, para este fim, a previdência privada é um produto muito atrativo”, comenta Paulo Valle, diretor-presidente da Brasilprev.

Equipe vencedora de hackathon da Provider IT e IBM desenvolve app de aviso e acompanhamento de sinistros

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Durante a maratona de desenvolvimento, os competidores utilizaram APIs do IBM Bluemix para construir aplicativos e serviços modernos, sintonizados aos conceitos IoT e computação cognitiva com a tecnologia IBM Watson. Equipe vencedora desenvolveu aplicativo de aviso e acompanhamento de sinistros que reduz o custo operacional para as seguradoras e agiliza o atendimento ao cliente

Engajada às tendências mais inovadoras do mercado, a Provider IT, uma das principais consultorias e provedoras de serviços de TI do país, e a IBM, acabam de realizar no Rio de Janeiro seu primeiro hackathon em conjunto, uma maratona que teve como objetivo trazer soluções para os segmentos de seguros e finanças por meio do desenvolvimento de software. Ao longo de 48 horas, os participantes foram desafiados a desenvolver alternativas e soluções empregando a plataforma IBM Bluemix, que ajuda os desenvolvedores a construir e executar aplicativos e serviços na nuvem para dispositivos móveis e web, em sintonia com os conceitos de internet das coisas (IoT) e computação cognitiva – na IBM representada pela tecnologia IBM Watson.

“Este tipo de iniciativa tem impacto no que diz respeito a inovação, por meio do desenvolvimento de novas soluções aplicando as tecnologias mais avançadas, com criatividade, excelência técnica e, sobretudo, aderência real. Nós tiramos nosso time de desenvolvedores de suas rotinas de trabalho para que eles possam criar e desenvolver ideias que contribuam de maneira efetiva para novas soluções. Este tipo de desafio traz benefícios para todos os envolvidos”, ressalta Cristiana Berardo, responsável pela área de Sistemas Corporativos e Soluções Digitais da Provider IT.

O hackathon IBM – Provider IT reuniu um grupo de profissionais da área de programação de software da consultoria, que foram divididos em quatro equipes, sendo três delas desafiadas a criar soluções tecnológicas em formato de aplicativos voltados ao setor de seguros e uma equipe ficou responsável pelo desenvolvimento de uma solução direcionada ao segmento de Bancos e Finanças, todas utilizando os recursos da plataforma IBM Bluemix. Para isso, os programadores contaram com cinco apoiadores técnicos da IBM durante toda a realização do evento. Além disso, os desenvolvedores tiveram o suporte de outros cinco mentores da Provider IT que nortearam os grupos com visões práticas de negócios.

Os 16 participantes criaram quatro projetos. O grande vencedor foi o aplicativo de aviso e acompanhamento de sinistros, que reduz o custo operacional das seguradoras e agiliza o atendimento ao cliente. A solução vitoriosa foi escolhida por uma mesa de jurados, composta por executivos da Provider IT e da IBM, que avaliaram os projetos segundo critérios de ineditismo, impacto aos negócios e completude. “As soluções e ideias apresentadas durante o hackathon serão utilizadas pelos nossos executivos de conta em suas atividades de pré-venda e podem, em breve, ser incorporadas ao portfólio da companhia”, explica Berardo.

A estreita parceria da Provider IT com a IBM contribuiu para o sucesso da jornada de desenvolvimento. “Os desenvolvedores ficaram extremamente motivados com seus aplicativos e APIs implementadas via a plataforma IBM Bluemix. A diretoria da Provider IT acompanhou as equipes de perto, contribuindo no processo de revisão das ideias. Estamos certos de que a constante evolução da parceria com a IBM vai alavancar novos negócios por meio do Bluemix”, finaliza a executiva.

ARTIGO: Órteses e próteses: hora de abrir essa caixa-preta

por Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde

O ano de 2016 foi marcado por tragédias, crises e também escândalos nos mais diversos setores. No setor de saúde, mais uma vez, chamou a atenção a atuação da chamada máfia das próteses. Um dos mais prestigiados hospitais do Brasil, por exemplo, viu integrantes do serviço de cardiologia intervencionista envolvidos em fraudes e recebimento de propina de empresa fornecedora de órteses e próteses em troca de sua escolha para o fornecimento de materiais usados em tratamentos médicos. Na maioria desses casos, quem paga a conta desses esquemas é o plano de saúde e, portanto, todos os seus beneficiários. Esses escândalos trazem à tona uma das grandes e mais complexas caixas-pretas do sistema de saúde: a das órteses, próteses e materiais especiais (OPME). O custo anual ao sistema de saúde público e privado com as OPME foi de R$ 20 bilhões em 2014, sendo que os planos de saúde arcaram com R$ 12 bilhões desse montante.

Levantamento realizado pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS) mostra que, entre 2007 e 2012, os gastos de uma operadora de plano de autogestão com as OPME aumentaram 120,4%, enquanto a variação de custos médico-hospitalares foi de 88,1% e o IPCA, 31,9% — ambas no mesmo intervalo de tempo. Em razão desse aumento desproporcional, a fatia dos custos referentes às OPME no total de despesas assistenciais cresceu de 30% para 38,6%. O peso desses itens nos gastos das operadoras de saúde vem crescendo 15% ao ano e decorre de alguns fatores: tecnologia avançada desses materiais; crescente utilização; patentes exclusivas de muitos produtos, o que gera monopólios; baixa concorrência entre fabricantes; e maior inclusão de uso desse tipo de material no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Os problemas, ainda, se acentuam devido à desregulamentação da comercialização desses itens, que, aliada à baixa concorrência de mercado, inflaciona os preços. A falta de diretrizes médico-hospitalares na utilização das OPME e a dificuldade das operadoras em contestar tecnicamente o uso específico, por exemplo, de material A ou B, deixam os gestores praticamente reféns dos preços aplicados no mercado. Outra questão, seriíssima, é o comportamento de alguns maus profissionais, que se dispõem a receber pagamentos de fabricantes ou distribuidores em troca da prescrição de determinados produtos ou marcas, a chamada “comissão”. Ao se combinar essas “comissões” com preços artificiais de um mercado de baixa concorrência, ausência de diretrizes sobre uso adequado, falta de conhecimento sobre tais práticas por parte dos consumidores e a extrema dificuldade em questionar determinada indicação médica, o resultado é explosivo: custos mais elevados e operadores de saúde sendo encurralados, com a crise batendo na porta.

Dados fornecidos pelos planos de saúde mostram diferenças nos valores cobrados pelo mesmo material — preços de stents cardiológicos, com droga de R$ 4 mil a R$ 22 mil; marca-passo CDI variando entre R$ 29 mil a R$ 90 mil, sendo cinco vezes mais caro do que na Alemanha, por exemplo. Segundo o Ministério da Saúde, o custo dos itens médicos — ao agregar taxas de importação, tributos, atravessadores, revendedores, “comissões” a médicos e a hospitais — é encarecido em até nove vezes, em relação aos preços originais de fábrica.

Para reverter o quadro, uma agenda positiva deveria incluir, entre outras medidas, implantar novo modelo assistencial na saúde suplementar, com marco regulatório próprio; estabelecer políticas para importação e distribuição, facilitando a concorrência; criar políticas regulatórias em diversas instâncias de governo focadas nas OPME e medicamentos de alto custo, com padronização de nomenclaturas, protocolos e normas de uso; definir um órgão responsável pela precificação das OPME; indicar critérios de aferição da qualidade dos produtos utilizados; manter negociações conjuntas por meio de centrais de compras para ter informações sobre boas práticas, sem prejuízo da autonomia médica; e, por fim, ações de inteligência coordenada para combate às máfias instaladas.

O que está em xeque, de fato, é a saúde dos consumidores, que estão se submetendo a intervenções cirúrgicas para implantes, em alguns casos, sem a real necessidade médica. Não basta abrir a caixa-preta das OPME, é preciso tomar medidas concretas para resolver esses verdadeiros casos de polícia.

Previdência aberta capta R$ 98,1 bi até novembro de 2016

Os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem os PGBLs e os VGBLs) acumularam R$ 11,2 bilhões no mês de novembro, alta de 26,06% frente ao mesmo mês do ano anterior. A captação líquida (diferença entre o valor dos aportes e dos resgates) apresentou alta de 35% com saldo positivo de R$ 6,5 bilhões, de acordo com dados do balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), entidade que representa 68 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

No acumulado do ano, os aportes acumularam R$ 98,1 bilhões, evolução de 19,14%. A captação líquida apresentou um saldo positivo de R$ 49,4 bilhões, crescimento de 22,94%.

Os planos individuais foram os que mais receberam recursos no período. No total, foram aportados R$ 85,6 bilhões. Do volume de aportes a planos individuais, R$ 1,75 bilhão foi destinado a planos para menores. Os recursos destinados a planos empresariais, por sua vez, totalizaram R$ 12,49 bilhões em contribuições de janeiro a novembro de 2016. Na análise por modalidade de plano, o VGBL recebeu aportes de R$ 90,33 bilhões no período. O PGBL registrou contribuições de R$ 7,08 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 764,01 milhões.

Em novembro o sistema contabilizou 81.552 pessoas, incluindo menores, recebendo benefícios sob a forma de rendas programadas ou de pagamento único. No período, foram contabilizadas 12.927.359 pessoas com planos contratados. Desse total, 9.768.081 são pessoas com planos individuais e 3.159.278 pessoas com planos empresariais.

Resseguradoras lucram menos até setembro, segundo estudo da Terra Brasis

O volume de resseguro (bruto de comissão) cedido por seguradoras brasileiras foi de R$ 9,8 bilhões nos 12 meses findos em setembro de 2016, decréscimo anual de 0,2%, segundo relatório da resseguradora local Terra Brasis. “Houve uma queda nos meses de agosto e de setembro. Resta observar se isto é o início de uma tendência ou apenas um desvio momentâneo”, destaca o estudo.

Para este mesmo período, o volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por resseguradoras locais provenientes de cedentes brasileiras foi de R$ 7,6 bilhões, aumento de 8,8% em relação aos R$ 6,9 bilhões apresentados no acumulado de 12 meses findos em setembro de 2015.

Nos nove primeiros meses de 2016, as resseguradores locais apresentaram lucro de R$ 663 milhões, ante um lucro de R$ 696 milhões no mesmo período de 2015. Nesse período, o IRB lucrou R$ 480 milhões e as demais resseguradoras R$ 183 milhões.

O volume de prêmio retido pelas resseguradoras locais, originado tanto de riscos no Brasil quanto de riscos angariados no exterior, continua a crescer. Nos dozes meses findos em setembro de 2016 este volume foi de R$ 5,46 bilhões, um crescimento de 15,1% frente aos R$ 4,75 bilhões dos dozes meses anteriores.

Modelo de multas anunciado pelo prefeito de SP já é rotina na AXA desde 2015

A idéia do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), de multar os secretários que chegarem atrasados às reuniões e eventos do governo municipal, é uma prática já adotada por Philippe Jouvelot, CEO da AXA no Brasil, desde 2015. Os membros do comitê executivo pagam R$ 10 por minuto de atraso com teto de R$ 100. Isso vai para a caridade AXA DE TODO CORAÇÃO, que direciona os recursos às crianças carentes.

Já o prefeito de São Paulo vai cobrar de R$ 200 para até 15 minutos de atraso, podendo chegar a R$ 400. A medida foi anunciada ontem pelo prefeito antes da segunda reunião com os 22 secretários nesta quarta-feira.

Segundo Jouvelot, a cobrança foi instituída para trazer mais produtividade a todos. “Em 20 minutos muita coisa pode ser resolvida. Até mesmo encerrada a reunião com todos os pontos da pauta solucionados”, afirmou ele ao blog Sonho Seguro.

No começo, todos acharam que era brincadeira. Só que não. Um dos profissionais ficou responsável pelo registro do tempo de atraso e também pela cobrança do valor. Apesar das críticas, todos pagam e incorporaram a ideia como algo positivo. Desde a implantação da multa, as reuniões do comitê começam pontualmente as 8h30, com todos presentes na sala desde às 8h20. “Não tem mais filho doente, carro quebrado e pais no hospital”, brinca o CEO da AXA.

A AXA, um dos maiores grupos seguradores do mundo, está presente em 59 países, emprega 161 mil pessoas e serve a 103 milhões de clientes individuais e empresariais. Em 2015, somou 99 bilhões de euros em receitas e obteve resultado de 5,6 bilhões de euros. O grupo possui a marca de seguros mais valiosa do mundo pela sétima vez consecutiva, segundo ranking da consultoria global Interbrands. Vale lembrar que de acordo com a revista Fortune, a AXA desponta na 22ª posição do ranking das empresas mais inovadoras do mundo.

A companhia iniciou operações no Brasil em 2014 com foco em linhas comerciais, ofertando a empresas de todos os portes soluções em riscos patrimoniais, responsabilidades, seguros para pessoas e programas de afinidades. “Somamos R$ 621 milhões de prêmios em dois anos de operação no Brasil. Uma sociedade mais forte e mais segura se constrói com responsabilidade e competências”, ressalta em um de seus vários posts nas redes sociais.

Ao blog, contou que em 2017 a meta é chegar a R$ 1,1 bilhão. “Recebemos 5 mil pedidos de cotação de nossos corretores para seguros de empresas para vida, transporte e garantias. Temos de investir em pessoas, sistemas e manter a despesa baixa para entregar nossos produtos e serviços aos nossos corretores e clientes”.

Outra novidade para o ano é a estréia no segmento de saúde. Ele pessoalmente adora o setor e já investiu 10 milhões de euros em estudos e pesquisas para decidir de que forma entrará nesse segmento que enfrenta graves problemas no Brasil, como perda de receita com o desemprego que tirou 2 milhões dos planos de saúde, alta dos custos, fraudes e volume de desperdício muito acima da média considerada aceitável para a lucratividade das empresas.

Também está interessado em se juntar a outros executivos que entendem que o seguro de responsabilidade civil para acidentes de carro deve ser obrigatório como em outros países. Atualmente, uma parcela ínfima dos que compram seguro de carro contratam um valor adequado para indenizar terceiros que venham a ser prejudicados pelo segurado em um acidente.

“Estamos animados para contribuir e fazer um ano de 2017 melhor para nosso mercado de seguros, ainda mais desafiador, mais apaixonante, mais bacana! Que todas as pessoas de bem do mercado sejam mais felizes e recebam mais oportunidades na vida, bem como no trabalho”, escreveu o CEO a sua equipe no Facebook para desejar boas festas.

Jeito de francês mas de nacionalidade suíça Jouelot, já implantou operações da AXA em vários países. Mas o Brasil fisgou seu coração. Ele gosta tanto do país que afirma que manterá sua residência aqui, mesmo quando o contrato para colocar de pé a operação brasileira da gigante francesa terminar. “Certamente vou ficar morando aqui. Gosto de tudo. Das pessoas, do clima, das oportunidades de negócios que o país oferece. Há muito o que fazer para satisfazer clientes em busca de produtos e serviços de qualidade”, avisou.

Setor avança 8,2%, para R$ 210,6 bi, até novembro de 2016

O mercado segurador registrou vendas de R$ 210,6 bilhões de janeiro a novembro deste ano, avanço de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Se considerada a inflação do período, o crescimento real não chega a meio ponto percentual. Segundo estatísticas da CNseg, com base nos números apurados pela Susep, o segmento de seguros gerais arrecadou R$ 63,1 bilhões; vida e previdência R$ 128,7 bilhões; e capitalização R$ 18,7 bilhões. Márcio Coriolano, presidente da CNseg, informou em recente coletiva de imprensa, que a expectativa é de que o setor encerre 2016 com crescimento nominal de 9%, sem considerar o segmento de saúde suplementar. Para 2017, a estimativa é de crescimento consolidado entre 9% e 11%.

Release divulgado pela CNseg nesta quarta-feira informa que os últimos dados do segmento de saúde privada, a cargo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), permanecem posicionados em setembro do ano passado. Até aquele mês, a arrecadação foi de R$ 120,7 bilhões, ou um crescimento de 12,2% contra igual período de 2015, mantendo o mesmo patamar de crescimento observado no primeiro semestre. É importante ressaltar que, até setembro, o mercado de seguros incluindo os planos de saúde arrecadou R$ 291,5 bilhões. Ou seja, a saúde suplementar representou 41% do total da receita dos seguros em termos amplos.

Marcio Coriolano destaca que o setor supervisionado pela Susep permanece com trajetória consistentemente ascendente: 5,7% até maio; 6,5% até julho; 7,2% até setembro; 8,2% até novembro. O executivo observa ainda que as principais contribuições para o incremento da arrecadação do setor no período de janeiro a novembro vieram do Seguro de vida individual: crescimento de 28,4%; VGBL, com expansão de 20,8%; Seguro Rural, com aumento de 10,1% (receita de R$ 3,3 bi, equivalendo a 1,6% do total da arrecadação do setor), Seguro Habitacional, com incremento de 10,1% (receita de R$ 3,1 bi = 1,5% do total); Seguros de Crédito e Garantias, com aumentou 8,9% (receita de R$ 2,7 bi = 1,3% do total).

Já o ramo de Seguro de Automóveis manteve o mesmo patamar de queda, fechando os 11 meses do ano com decréscimo de 2,7% (receita de R$ 28,6 bi, representando 13,6% do total arrecadado). Desempenhos negativos também foram observados nos ramos de Riscos de Engenharia (-25,2%); Seguro de Garantia Estendida (-9,7%); Capitalização (-3,5%); Planos Tradicionais de Risco (-6,4%); Seguros de Vida Coletivos (-0,5%).

Acesse aqui as estatísticas da CNseg

Disney será indenizada por morte de atriz Carrie Fisher

Fonte: CNseg

Um seguro milionário será recebido pela Disney em virtude das perdas provocadas à trilogia de Star Wars, dada a morte da atriz Carrie Fisher, ocorrida no último dia 27. Segundo a imprensa internacional, a Disney receberá US$ 50 milhões, segundo dados do Lloyds, de Londres, tendo em vista que Carrie Fisher não pôde cumprir seu contrato de três filmes na nova trilogia de Star Wars. Segundo especialistas, este é um dos maiores valores pagos a título de acidentes pessoais no mercado mundial.

Carrie Fisher havia terminado as cenas do episódio 8 de Star Wars, mas teria um papel de destaque no episódio seguinte. Com sua morte, haverá grandes mudanças na conclusão da trilogia. Fisher faleceu em Los Angeles, Califórnia, dias após sofrer um ataque cardíaco em um avião.

Seguro de vida, um nicho que desperta o interesse dos investidores

Um dos pontos altos do interesse de investidores estrangeiros pelo Brasil é o seguro de vida. Enquanto em países como a Suíça o consumo per capita de seguros ultrapassa US$ 4 mil por ano, no Brasil não chega a US$ 180. Segundo dados de um estudo da Swiss Re, os prêmios dos seguros de vida deverão globalmente crescer ainda mais em 2016 nos mercados emergentes, uma vez que nas economias maduras o produto apresenta estagnação e até recuo. Em 2015, por exemplo, nos Estados Unidos as vendas de seguro de vida recuaram 2%, no Reino Unido 3,6% e no Japão o crescimento foi de apenas 1,2%.

A análise desses dados faz com que o Brasil se torne um dos principais emergentes na lista dos investidores, agora ainda mais entusiasmados com o país em razão da aprovação da legislação para lançamento do Universal Life, em final de dezembro, pela Susep. Trata-se de um seguro de vida que mescla risco com acumulação, líder de vendas nos países desenvolvidos.

Um recente estudo realizado pela Zurich em parceria com a Universidade de Oxford em 11 países de diferentes continentes destaca o potencial de vendas do Brasil. Segundo a seguradora, que atua em mais de 170 países, as falhas na proteção de renda são um desafio global muito grande para ser resolvido de forma separada, sendo necessário um esforço compartilhado entre governo, empregadores, seguradoras e indivíduos.

No mundo todo, 38% das mais de 11 mil pessoas entrevistadas disseram acreditar que existe menos de 10% de chance de um evento impedir sua capacidade de gerar renda. No Brasil o índice é maior: 41% acreditam ter até 10% de chance de ficarem sem renda devido a doença ou invalidez. A conclusão se mostra mais alarmante quando considerado outro fator: 44% dos pesquisados já tiveram perda de renda devido à invalidez ou morte de algum familiar.

No caso do Brasil, identificou uma triste realidade: os brasileiros estão muito desprotegidos em termos econômicos. 72% dos entrevistados afirmam ter recursos para no máximo seis meses, caso percam a capacidade de gerar renda. Dos brasileiros questionados sobre o que aconteceria caso perdessem repentinamente a capacidade de gerar renda, 28% disseram não ter recursos por mais de um mês, em caso de sofrerem doença grave ou invalidez. Outros 27% responderam que o tempo limite seria três meses, enquanto 17% teriam no máximo seis meses de recursos.

Outra constatação: 67% dos brasileiros entrevistados preferem benefícios a melhores salários. Somente 19% preferem salários mais altos em detrimento dos benefícios, entre os mais de mil entrevistados no Brasil. O estudo aponta que no mundo todo a maioria das pessoas preferem benefícios, alcançando média global de 60%. O México é o único país que tem índice maior do que o brasileiro: 79%.
Apesar desta preferência marcante, somente 13% dos entrevistados nos 11 países disseram já ter recebido este tipo de oferta de seus empregadores.

Ao mesmo tempo, e reforçando a importância dos empresários na conscientização sobre prevenção à perda de renda, a oferta de benefícios por empregadores representa a primeira razão para a compra de um seguro complementar. 42% dos brasileiros que têm seguros contra perda de renda devido morte e 36% dos que têm produto preventivo a doença ou invalidez adquiriram o produto por intermédio de seus empregadores.

O mercado de seguro de vida tem muito para crescer ainda no Brasil. Somente 19% entre mais de mil brasileiros pesquisados pela seguradora Zurich têm o produto que previne a perda de renda em caso de morte, o pior índice entre 11 países pesquisados para o Estudo Zurich. O segundo país com mais baixo índice é o Reino Unido, com 21% de penetração deste tipo de seguro. A média global é de 32% de assegurados. Especificamente em relação a Seguro contra doença ou invalidez, somente 22% dos entrevistados no Brasil têm o produto.

Ainda sobre os dados nacionais, 78% afirmam não ter bom conhecimento sobre os produtos contra perda de renda causado por morte, e 71% não conhecem bem os que previnem perda causada por invalidez ou doença grave.

Dentre os entrevistados que não têm o seguro de vida no Brasil, mais da metade (56%) considera adquirir algum tipo de produto de proteção de renda. O Brasil apresenta maior interesse em comprar algum tipo de seguro de vida que outros sete países analisados, tendo índice menor que Itália (65% de interesse), México (71%) e Malásia (73%).

Outro dado interessante observado pelo Estudo Zurich é que, entre os brasileiros entrevistados, 68% consideram melhor receber a indenização em pagamentos regulares, e 20% preferem o montante total.