1,4 milhão de beneficiários ficam sem plano de saúde em 2016

Fonte: FenaSaúde

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Sudeste foi responsável pela perda de mais de um milhão de beneficiários (-1,1 milhão) de planos de saúde em 2016. Só o estado de São Paulo registrou a extinção de 630 mil vínculos nos planos de assistência médica, seguido do Rio de Janeiro, com 264 mil.

Em todo país, houve uma perda de 1,4 milhão de beneficiários de planos de assistência médica, com retração de 2,8%, entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016. Nesse período foram fechados cerca de 1,4 milhão de postos de trabalho, com declínio de 3,3%, na mesma base de comparação, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Ainda é cedo, mas acho que se conseguirmos estabilizar nas taxas de 2016 será um avanço. Se a gente conseguir interromper essa tendência de queda será positivo. A deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento das famílias e empresas afetaram negativamente o desempenho do mercado de saúde suplementar no último ano, especialmente em relação à aquisição de planos coletivos empresariais”, esclarece a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes. De acordo com a executiva, esse tipo de contratação registrou queda 3,2% em doze meses, passando de 32,8 milhões em dezembro de 2015 para 31,8 milhões em dezembro de 2016.

“Há uma clara relação entre a dinâmica do mercado de trabalho formal e o desenvolvimento do mercado de saúde suplementar. Com a retração das atividades econômicas, houve a queda do número de beneficiários. Os planos coletivos empresariais são responsáveis por mais de 66,4% dos vínculos”, analisa Solange Beatriz.

Apesar de manter a trajetória de desaceleração em sintonia com a recessão econômica, o segmento de planos de saúde mostra resiliência, já que a redução do número de beneficiários foi bem menor que a queda do emprego e do PIB, nos últimos doze meses terminados em dezembro de 2016. Enquanto os planos de saúde registraram queda de 2,8%, o PIB (Produto Interno Bruto) deve sofrer uma retração de 3,5% (Focus) e o estoque de empregos, 3,3%.

“O País está saindo de um processo de crise na economia. 2017 será um ano para estabilizar e voltar a crescer. As questões do setor de saúde são estruturais e nossos esforços estão voltados para diminuir custos e coibir os desperdícios”, afirma a presidente da FenaSaúde.

Corretor explica como funciona o seguro para proteger dados de ataques de hackers

Ataques cibernéticos. Eis um tema que chama a atenção do mundo com tantas apropriações indevidas de dados de clientes pelos hackers. No entanto, a venda de seguro para esse tipo de risco ainda engatinha no mundo e no Brasil é quase inexistente. O lado bom dessa situação para as seguradoras é que este é um nicho considerado de grande potencial, pois os executivos acreditam que em breve haverá uma avalanche de contratações.

Nesta semana uma notícia fez com que as consultas sobre o seguro de proteção para ataques cibernéticos disparasse. O Valor noticiou na segunda-feira que hackers roubaram dados de clientes da corretora XP. O jornal teve acesso a toda a lista contendo os dados dos 29 mil clientes, além de informações dos agentes autônomos e da carta ao fundador da XP. Além dos dados cadastrais, o e-mail enviado aos clientes contém ainda os contatos de seis investidores que, segundo os hackers, teriam sido roubados pela quadrilha entre 2013 e 2014, num total de R$ 2 milhões aproximadamente.

Segundo a XP, foram apenas três investidores e o valor desviado — e ressarcido — foi de aproximadamente R$ 500 mil. Os fraudadores usaram dados cadastrais obtidos no sistema para abrir contas falsas em outros bancos, para onde transferiram recursos que originalmente estavam na XP. O Valor fez contato com um dos investidores citados, que confirmou o golpe e disse que o prejuízo foi ressarcido na época pela corretora.

O blog Sonho Seguro foi entrevistar o corretor Caio Timbó, diretor financeiro da LTSeg, para saber um pouco mais do assunto:

Temos visto o risco cibernético aumentar e as empresas ainda não compram o seguro. Por que? É caro ou as coberturas ofertadas não agradam os clientes?

Antes da procura por apólices de seguro, as empresas investem bastante em sistemas de segurança com diversas redundâncias a fim de minimizar ao máximo esta exposição. A solução de seguro é uma solução “fim de tubo”, ou seja, quando alguma ocorrência / ameaça já se manifestou em reclamação e trará dano ao patrimônio da empresa. Talvez este seja um dos principais motivos que leve algumas empresas a direcionar investimentos em proteção frente a investimentos em remediação de ocorrências. Quanto ao preço, há diversos fatores que influenciam na subscrição do risco e consequentemente no preço do seguro para cada cliente, assim não podemos aferir que o preço é um fator determinante para contratação ou não do seguro.

O que precisa ser feito para despertar o interesse dos clientes pelo seguro cyber?

Infelizmente, assim como em outros ramos de seguro, o interesse dos clientes passará a ser despertado quando mais e mais ocorrências, do tipo em que eles possuam exposições, passarem a acontecer com mais frequência (isto sem contar quando a ocorrência é com o próprio cliente, aí o interesse é imediato). Acredito que com o aumento dos casos de cyber crimes veremos mais e mais empresas procurando este tipo de seguro no Brasil.

Quantas seguradoras atuam nesse nicho hoje no Brasil?

Este é de fato um mercado de nicho e o número de seguradoras ainda é restrito, porém algumas das maiores companhias de seguros mundiais, como Liberty, Zurich, XL, AIG e Chubb trabalham com esta carteira.

Há exigências para se contratar o seguro?

Normalmente não há exigências a serem feitas por parte da seguradora, seja num seguro de dano, seja num seguro de responsabilidade. O que há são recomendações para melhoria de processos, qualidade e consequente diminuição de exposições de risco. Em nenhum momento a seguradora vai dirigir o segurado ou determinar como ele vai gerir seu negócio e patrimônio, todavia o devido tratamento do risco por parte do segurado vai impactar diretamente na taxação no momento da subscrição do risco, ou seja, impacta diretamente no custo do seguro.

Que tipo de informações são solicitadas para que a seguradora possa taxar o valor do seguro?

As seguradoras, quando da subscrição do risco, solicitará informações sobre política para proteção de dados e privacidade; política de compliance e de qualidade; estruturação de firewall, anti-virus em seus computadores, e-mails e servidores contra vírus, worms, spyware e outros malwares; procedimentos implantados para identificar e detectar falhas no sistema de segurança de rede; controles implantados relacionados a segurança física no local do Proponente para proibir e detectar o acesso não autorizado ao seu sistema de computador e data center; se o segurado coleta, armazena, mantém ou distribui cartão de crédito ou outras informações de identificação pessoal (RG, CPF, etc); se o segurado processa pagamento em nome de terceiros, incluindo transações de eCommerce; se o segurado possui requisitos de criptografia para dados em trânsito e de dados armazenados para proteger a integridade dos dados confidenciais; e, finalmente, informações sobre sistemas de backup e redundâncias.

O que vocês recomendam aos consumidores sobre o que deve ser levado em conta antes de comprar esse seguro?

Como atualmente praticamente todos os negócios e empresas navegam em ambientes digitais, armazenando seus dados e dados dos seus clientes ou fazendo transações via internet, é imprescindível que o risco cibernético seja pelo menos considerado nas suas operações. É muito importante que as empresa tenham ciência de suas exposições e o potencial de prejuízo que um cyber ataque possa causar ao seu negócios e a seus clientes. A responsabilidade legal sobre dados pessoais e financeiros pode causar um descompensamento de caixa tamanho que impacte na continuidade do negócio atingido, além do descrédito futuro que possivelmente inviabilizaria a existência do negócio. Tendo isto em mente faz total sentido uma empresa avaliar não só a necessidade ou não de um seguro cyber (para se proteger e proteger os seus clientes), mas também qual o limite(R$) e quais coberturas devem ser contratadas, daí a importância da consultoria de um corretor de seguros capacitado.

Proposta protege direito de segurado em caso de falência de seguradora

Fonte: Agência Câmara

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar 220/16, da Comissão de Defesa do Consumidor, que protege os direitos dos segurados de planos operados por seguradoras, operadoras de plano previdenciário e sociedades de capitalização. O objetivo da proposta é fortalecer o segmento financeiro, com a possibilidade de redução ou eliminação do impacto financeiro para o consumidor no caso falência da empresa seguradora. A proteção, pela proposta, é feita pela afetação de uma parte do patrimônio das empresas, ou seja, da separação de parte dos bens que a seguradora tem exclusivamente para quitar eventuais obrigações com os segurados. As regras da proposta não valem para seguradoras e demais entidades sob intervenção, em liquidação extrajudicial ou falência quando o texto for transformado em lei.

Para o deputado Eli Corrêa Filho (DEM-SP), então presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, a Lei de Falências (11.101/05) tem mecanismos inócuos para os clientes credores. Essa situação reclama mudanças para melhor proteger os interesses das pessoas que adquirem as diversas modalidades de planos de seguros, disse.

Corrêa Filho afirmou que a comissão procurou, com o projeto, apresentar uma alternativa à proposta do Executivo (PL 3498/08) rejeitada em junho de 2016 por não usar projeto de lei complementar para tratar sobre regime de previdência complementar. O texto do Executivo criava o Fundo de Proteção do Consumidor de Seguros Privados, Previdência Complementar Aberta e Capitalização (FPC). A afetação do patrimônio das sociedades seguradoras trará muito mais garantias ao consumidor do que a criação do fundo, disse.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) será a responsável por definir qual parte do patrimônio da seguradora será afetada para garantir recursos aos segurados. Ela também irá estabelecer regras de contabilização para não confundir esse patrimônio a outros das seguradoras. A Susep é uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.

Pela proposta, os bens e direitos do patrimônio de afetação serão vinculados à Susep e poderão ter sua movimentação suspensa pelo órgão. Além disso, a entidade é quem decidirá se os bens poderão ou não ser alienados. A Susep, pelo texto, também deve fixar critério para definir o nível mínimo do patrimônio de afetação de cada empresa e fiscalizar se o valor está sendo mantido. A proposta impede qualquer ação judicial que possa fazer com que o patrimônio separado para honrar dívida com o segurado fique abaixo do nível mínimo.

O texto proíbe a alteração da destinação dos bens e direitos do patrimônio de afetação na intervenção, no regime especial de fiscalização, na liquidação extrajudicial ou na falência.

Preferência

A proposta estabelece preferência para assistidos e beneficiários no recebimento de recursos garantidos pelo patrimônio de afetação em planos de seguro e operações de previdência complementar aberta.

A proposta inclui as regras para proteger o segurado pelo uso do patrimônio de afetação no Decreto-Lei 73/66, que trata do Sistema Nacional de Seguros Privados, e na lei que trata do Regime de Previdência Complementar (Lei Complementar 109/01).

A proposta tramita em regime de prioridade e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

Abrapp e Instituto de Longevidade Mongeral Aegon promovem homenagem a aposentados

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon participa de evento organizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) em comemoração ao dia do Aposentado na próxima quinta-feira, em São Paulo. Na ocasião, o diretor-executivo do Instituto, Henrique Noya, apresentará ao público as ações realizadas pela entidade. Na sequência, às 15h, o presidente do Instituto, Nilton Molina, realizará a palestra ‘Oportunidades e desafios da longevidade’.

Este é um evento tradicional da Abrapp, realizado há mais de 20 anos. Neste ano, o evento terá as apresentações do Instituto de Longevidade da Mongeral Aegon e da antropóloga Miriam Goldenberg.

O evento, com o patrocínio do Grupo Mongeral Aegon. reúne cerca de 200 pessoas e 70 fundos de pensão são representados. Cada entidade indica um aposentado a ser homenageado que recebe um diploma alusivo à data, entregue pelo seu patrono.

Data: 26/01/2017

Local: AMCHAM – Rua da Paz, 1.431

Horário: das 14h00 às 17h30

Sobre Miriam Goldenberg

Mirian Goldenberg, nascida em Santos, em 1956, é doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Autora de diversos livros e cronista de jornais, o envelhecimento no mundo atual é um dos seus temas preferidos.

Sobre o Instituto de Longevidade da Mongeral Aegon

O Instituto de Longevidade tem a missão de colocar a questão da longevidade firmemente na agenda de desenvolvimento para a sociedade brasileira. Além de fornecer pesquisa, vai propor soluções com impactos sociais e econômicos definidos. O objetivo é envolver indivíduos, empresas privadas, instituições e governo na discussão sobre a evolução demográfica e sensibilizar sobre as oportunidades e os desafios futuros.

Saúde suplementar encerra 2016 com 47 milhões de beneficiários; dental conta com 22 milhões

Em dezembro, o setor registrou 47.898.787 beneficiários em planos médico-hospitalares e 22.031.342 em planos exclusivamente odontológicos. A comparação com o mês de novembro mostra que o número de consumidores em planos de assistência médica manteve-se estável – cerca de cinco mil beneficiários a menos que o mês anterior. Já os planos exclusivamente odontológicos seguiram a tendência de crescimento, com 79,7 mil beneficiários a mais que no mês anterior.

Em um ano – comparando dados de dezembro de 2015 com dezembro de 2016 – o número de beneficiários em planos de assistência médica registrou queda de 2,8% (cerca de 1,4 milhão). Já o número de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos cresceu 3,8% (815,3 mil).

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Dezesseis Unidades Federativas apresentaram aumento de beneficiários na comparação com novembro: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Consulte aqui o site da ANS

Editora Roncarati analisa os 10 anos de abertura do resseguro

10 anos da abertura de resseguro. Esse é o tema de capa da revista Rocarati na edição de janeiro de 2017. Em editorial, o editor Pedro Roncarati relembra que em 2007 o país e o mundo passavam por mudanças tecnológicas e políticas que trouxeram impactos para o dia a dia de todos os cidadãos.

Ele cita alguns acontecimentos que marcaram aquele ano. “O iPhone acabara de ser lançado e revolucionou o mercado de telefonia móvel. O trágico acidente envolvendo avião da TAM em Congonhas (SP) deixou 199 mortos e cou marcado como o pior acidente aéreo da história do país. O Rio de Janeiro sediou os Jogos Pan-Americanos, o Cristo Redentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo e o Brasil foi con rmado como sede da Copa 2014. Oscar Niemeyer completava 100 anos, o ator Paulo Autran e o tenor italiano Luciano Pavarotti partiram deixando saudades. Foi o ano da estreia do filme Tropa de Elite. No cenário político o então presidente Lula tomava posse para o segundo mandato enquanto José Genoíno e mais 10 eram denunciados pelo “Mensalão”. Renan Calheiros renunciava à presidência do Senado para salvar seu mandato”, enumera.

E para os setores de seguros e resseguros brasileiros, qual foi o grande acontecimento daquele ano? Com certeza foi a abertura do mercado de resseguros, afirma Roncarati.

Leia neste link os artigos sobre o tema. Um mais interessante do que o outro

Focus prevê Selic a 9,5% no final deste ano

O relatório Focus desta segunda-feira traz um tema importante para as seguradoras. A expectativa é que a Selic encerre 2017 a 9,5% neste ano, sobre 9,75% anteriormente. Para 2018, a taxa prevista é de 9,38%, sobre 9,50%. O Focus mostrou ainda que as projeções para a alta do IPCA em 2017 recuaram a 4,71% pela mediana, frente aos 4,80% esperados até então, marcando a terceira semana de queda nas contas. Para 2018, foram mantidas as estimativas em 4,50%.

Apesar da queda da Selic beneficiar a economia como um todo ao sinalizar um possível custo menor do crédito para empresas e indivíduos, o impacto na carteira de investimentos das companhias de seguros é grande. Atualmente, boa parte das reservas de cerca de R$ 800 bilhões, está aplicada em títulos do governo. Uma parte significativa do lucro das companhias tem vindo dos investimentos financeiros. No passado, a estratégia para compensar a diminuição no ganho financeiro, as empresas de seguros elevaram preços e buscaram mais eficiência. Em 2017, a perspectiva é que elas busquem novos mercados e mantenham o corte de gastos, pois elevar preço num momento de perda de renda e de emprego é uma estratégia arriscada.

Programação desta semana da Rádio CNseg

Fonte: CNseg

As empresas que fazem transações envolvendo diretamente riscos elevados, a exemplo das instituições financeiras e seguradoras, possuem várias regras quando o assunto é solvência. E não é para menos. Assistiu-se na história à liquidação de várias delas, ocasionada, dentre outros fatores, pela falta do dimensionamento dos riscos envolvidos no negócio e também pela ausência de medidas para mitigação dos mesmos. As operadoras de planos de saúde não fogem a essa regra. Os riscos assumidos por esse tipo de empresa são bastante significativos e, se não controlados adequadamente, podem levá-las a problemas de desequilíbrio.

Esse é um dos principais fatores responsáveis pela diminuição do número de operadoras observado nos últimos quinze anos, desde a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, esclarece o assunto em entrevista ao quadro ‘Por dentro da Saúde Suplementar’ da próxima quinta-feira.

Nesta semana estreia a série ‘Contribuições do Mercado de Seguros’, em que serão apresentadas as propostas de trabalhos do setor aos três Poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo). A primeira de três entrevistas será sobre as ações junto ao Poder Legislativo. O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, diz ser fundamental levar conhecimento sobre seguros ao Poder Legislativo por meio do Programa de Educação em Seguros. “Também são nossos clientes, pois participam diretamente de nossas vidas.”

A Entrevista Especial desta segunda-feira será com o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS), Guacir de Llano Bueno. Ele falará sobre a Lei do Desmonte – lei federal aprovada em maio de 2014 e vigente desde 22 de maio de 2015 -, que tem como objetivo regular e disciplinar a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres. No Rio Grande do Sul, a lei entrou em vigor há um ano e meio e, somente no ano passado foram realizadas 25 grandes operações de uma força tarefa que atua contra desmanches e depósitos clandestinos. Mais de 200 mil toneladas de peças irregulares foram apreendidas e destruídas. “De 2015 para 2016, já foi observado decréscimo de 14,5% no roubo de veículos e cerca de 13% no furto.”

Nesta terça-feira, o presidente da Comissão de Seguro Garantia Estendida e Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Marco Garutti, falará da importância do trabalho da comunicação entre seguradoras e consumidores em busca do melhor entendimento do produto de seguro. O executivo também dará algumas orientações para a prevenção de riscos, que podem ser evitados. “No caso de roubo e furto de celulares, por exemplo, é importante que se evite a exposição do aparelho em locais de grande movimento ou transporte público.” No mesmo dia, o diretor executivo da FenSeg, Julio Cesar Rosa, esclarecerá a dúvida do ouvinte sobre a aplicação do bônus no seguro do automóvel. “É um benefício pessoal. Se o segurado trocar de carro, o bônus continua.”

No espaço ‘Momento da Inovação’, a presidente da Comissão de Comunicação da CNseg, Renata Muniz, falará sobre o papel das mídias digitais no relacionamento com os públicos de seguros. “O eixo das nossas ações nas redes é a Educação em Seguros.” No mesmo dia, o quadro ‘Entenda os Seguros de Pessoas’ trará boletim sobre o importante papel do seguro de vida como proteção a famílias em momentos de vulnerabilidade. Os custos inerentes a doenças como o câncer podem representar um peso financeiro muito grande sobre as famílias. Especialistas em finanças pessoais recomendam que se faça uma reserva ao longo dos anos para lidar com imprevistos futuros e sugerem o seguro de vida para esse fim.

Na quarta-feira, o consultor do Banco Mundial e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, Rafael Schadeck, falará sobre o estudo desenvolvido pelo banco em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (CEPED) da UFSC. O relatório aponta quase R$ 183 bilhões em prejuízos e danos materiais. “Na década passada vimos uma incidência menor de danos e prejuízos, mas não podemos deixar de relacionar o resultado com a precariedade dos equipamentos.”

Os recursos oriundos de projetos com Títulos de Capitalização garantem a manutenção de programas de assistência social mantidos por dezenas de instituições filantrópicas em todo o país. O diretor da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e diretor-vice-presidente da Invest Capitalização, Luciano Graneto, explica ao ‘Minuto da Capitalização’ que apoios como esses permitem que as instituições tenham a oportunidade de ampliar e qualificar o atendimento que prestam para milhares de pessoas.

“Para o setor de Capitalização, a modalidade representa geração de emprego e renda. Para o governo, mais arrecadação de tributos. E para os cidadãos vinculados a essas entidades, a garantia de assistência e atendimento.” Encerrando a semana, a ‘Dica do Consultor’ traz boletim do coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzoto, produzido em parceria com o DPVAT e o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), sobre a segurança no trânsito.

Diariamente, a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

AIG assina contrato de resseguro para exposição de risco de longa duração

Mais um passo no foco da American International Group (AIG) em seguir sua trajetória de seguradora de grandes riscos. Hoje o grupo anunciou que entrou em um termo vinculativo para um contrato de resseguro de desenvolvimento adverso, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2016, com a National Indemnity Company (NICO), subsidiária da Berkshire Hathaway Inc. O acordo cobre 80% da substancialmente todas as exposições comerciais de (long-tail) cauda longa da AIG nos EUA para os anos de acidente de 2015 e anteriores, que incluem a maior parte das exposições de acidentes da AIG nos EUA durante esse período.

“Este passo decisivo nos permite focar firmemente no futuro e construir nosso crescimento sobre os progressos que fizemos na transformação da AIG”, disse Peter D. Hancock, presidente e CEO da AIG, em nota divulgada à imprensa. “O acordo apoia nossa estratégia declarada e nos dá capacidade de risco adicional para atender nossos clientes e devolver capital aos acionistas”.

A contrapartida deste contrato é de US$ 9,8 bilhões, pagos integralmente até 30 de junho de 2017, com juros de 4% ao ano a partir de 1º de janeiro de 2016 até a data do pagamento. A contraprestação será colocada em uma conta fiduciária colateral como garantia para as obrigações de pagamento do pedido da NICO para as subsidiárias operacionais da AIG, e a Berkshire Hathaway fornecerá uma garantia parental para garantir as obrigações da NICO no âmbito do contrato.

Vale lembrar que a empresa vem se reestruturando para voltar a ser rentável aos acionistas. Vendeu diversas unidades, mas manteve a do Brasil por acreditar no potencial do país.

SulAmérica Previdência lança fundo multimercado em parceria com JGP Gestão de Recursos

A SulAmérica Previdência lança um fundo para complementar seu portfólio de produtos de maior valor agregado. Em parceria com a JGP Gestão de Recursos, a companhia apresenta o JGP SulAmérica Prev FIM, um fundo multimercadocom foco em retornos absolutos.

Gerido pela JGP e administrado pela SulAmérica, o novo fundo tem como objetivos principais a preservação do capital investido e retornos superiores ao CDI no longo prazo, buscando explorar as melhores oportunidades existentes nos mercados de renda fixa e variável, cambial, crédito privado e de investimentos no exterior. O aporte inicial requerido do fundo PGBL/VGBL será de R$ 25 mil, segundo informa Marcelo Mello, Vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, em nota enviada à imprensa.

O JGP SulAmérica Prev FIM terá taxa de administração de 2,2% ao ano. Entre as vantagens dos planos de previdência estão inexistência de cobrança de “come-cotas”, incentivos fiscais no PGBL, opção de Tabelas de Imposto de Renda, Progressiva ou Regressiva, e a designação de herdeiros como beneficiários.