O futuro requer propósito, sonhos, foco, inovação, agilidade e novos mercados

Absorvendo o conhecimento sobre as palestras sobre futuro, de que “tempo” e “compartilhamento” são as grandes tendências do futuro, republico aqui o conteúdo da matéria, com alguns ajustes, que fiz da palestra em novembro de 2016. Isso porque o especialista em futuro Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), fez a mesma palestra hoje, no 22o Encontro de Líderes, promovido pela CNseg, em Florianópolis (SC). Ele encerrou o evento trazendo aos participantes uma mostra sobre os novos tempos.

– Tenha um propósito claro. Se não tiver, não chegará a 2020.
– Venda um sonho. As pessoas compram sonhos. Ninguém reclama do preço da capsula do café Nespresso, que equivale a um custo de R$ 400 o quilo do café.
– Tenha Foco. O sucesso está mais ligado a renúncias do que a apostas, pois a maioria não tem dinheiro para tudo.
– Crie um ecossistema. Terceirize o que não interessa.
– Construa uma rede de inovação aberta, com reforço na inteligência coletiva e economia do compartilhamento.
– Interaja com o cliente. Escute e observe. Convide-o para entrar e evolua com as suas recomendações.
– Fail Fast. Ou seja, faça rápido o processo e a execução.
– Olhe para a frente. Antecipe movimentos. Crie mercados.

Essas foram as oito dicas dadas por Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), no último painel “Viagem ao Futuro. As transformações do mundo e como se preparar para elas”, proferida no 22ª edição do Encontro de Líderes, que tem como tema Sociedade, Econoomia, Política e Futuro.

“A maneira como se faz negócio hoje não existirá mais em pouco tempo. Essa é uma da certeza. O futuro pertence a aqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos. Adote a inovação estratégica. Inovar significa colocar as ideias novas em ação. Para isso, vocês devem ter ideias que sejam implementáveis”, recomendou ele aos participantes.

O especialista trouxe reflexões importantes para um setor formado por companhias tradicionais de seguros, que começam a ser provocadas por novos entrantes que trazem um jeito diferente de fazer a subscrição do risco, de criar produtos, de se comunicar e de abordar o cliente. “Hoje, todos nós somos dependentes de um mundo conectado. Em 2000, as estatísticas mostram que apenas 6% da população mundial era conectada. Em 2010, 23%. Em 2020 serão 66%. E me pergunto: será que as empresas estão preparadas para o novo modelo de negócios?”.

Para estar, é preciso se reinventar para acompanhar as mudanças do mundo. Segundo dados do palestrante, em 1900 o conhecimento dobrava em 100 anos. Em 2020, dobrará a cada 12 horas. “Isso exige um questionamento constante sobre se a empresa é relevante, se a marca se diferencia ou se a empresa está apenas entendendo inovação como vender mais rápido e mais barato”, frisa. Como exemplo, ele cita gigantes que foram engolidos por startups, como a rede de vídeos locadoras substituída pelo Netflix ou as cooperativas de táxi pelo Uber.

Segundo ele, a discussão hoje não é tecnologia, que está fácil e disponível. Depende da capacidade de ligar os pontos e transformar a informação em um diferencial competitivo. A pergunta inicial era: como se preparar para o que ele chama de quinta onda. Foi quando ele deu as oito dicas, que já citamos no inicio do texto para aquele leitor que prefere um resumo do que chegar ao final de um texto com mais de dois parágrafos.

Para Rasquilha, há dois tipos de inovação. A incremental, que pode ser feita dentro da própria empresa. E a disruptiva, que cria uma nova regra e que não pode ser feita dentro das empresas. “Tem de criar uma nova unidade de negócios para que a inovação não seja contaminada pela cultura tradicional”, explicou. “A startup tem ideia e não tem arcabouço de gestão. E as empresas tradicionais tem arcabouço de gestão e não conseguem implementar a ideia de forma ágil”.

2017 certamente será um ano marcado por fusões e aquisições no mercado segurador

Ninguém nega que 2017 será um ano de grandes fusões e aquisições no mercado segurador mundial. Os boatos surgem quase que diariamente. Nos bastidores, somente neste mês dois rumores envolvendo pesos pesados. Um deles de que a corretora Aon estaria negociando a venda da divisão de benefícios Hewitt para Clayton Dubilier & Rice L.L.C. , por US$ 4,5 bilhões, menos dos US$ 4,9 bilhÕes que pagou, com o objetivo de se concentrar em seguros de bens e responsabilidade e gerenciamento de riscos. Na semana passada, a bola da vez dos boatos foi a alemã Allianz ser a preferida na compra da australiana QBE.

A QBE negou, em nota oficial, que tenha recebido propostas de ser adquirida pela alemã Allianz. O jornal alemão Handelsblatt apontou que o CEO da Allianz, Oliver Baete, encontrou-se com o líder da QBE, John Neal, antes do Natal. “Conversas entre os grupos foi amigável, mas não há nenhuma negociação concreta ainda”, publicou o jornal. Outra fonte, que não foi identificada, informou à agência Reuters na última segunda-feira, 30, que a companhia alemã teria feito uma aproximação informal com a QBE para tentar a aquisição, mas que não tinha estipulado nenhum preço ainda.

Enquanto a QBE nega, a Allianz não comenta. A mídia internacional destaca que no final de 2016, o CEO do grupo alemão disse aos investidores a companhia tem procurado pela aquisição perfeita para fechar o gap que existe na companhia. De acordo com analistas, o grupo está preparado para gastar cerca de 9 bilhões de euros em operação M&A, procurando por alvos atrativos a um preço razoável.

No Brasil, onde a área de saúde é a mais visada por investidores estrangeiros, esses dois cases teriam impactos limitados. A AON acaba de comprar a ADmix, uma corretora especializada em benefícios, e dobrou de tamanho nesse segmento. Foi a maior compra feita pela Aon no Brasil nesse setor, adicionando 2,7 milhões de beneficiários ao 1,3 milhão que já possuía. A Allianz, depois de dois anos arrumando o estrago que a mudança de tecnologia causou, derrubando vendas e lucro, volta com força total para a mídia com muitas novidades. A QBE tem um viés de inovação, com produtos diferentes viabilizados pelo uso de tecnologia de ponta, cresce na área de afinidades e prepara uma plataforma digital que deverá ser um divisor de águas da nova era para o setor de seguros digital no Brasil, se o arcabouço regulatório do setor for modernizado.

Vamos acompanhar. São movimentos interessantes, que tiram todos da zona de conforto e geram ganhos ao consumidor em termos de atendimento, produtos e serviços.

Apenas 14,5% das residências têm seguro, revela estudo da FenSeg

A crise econômica e a alta no desemprego têm sido os principais motivos citados pelos especialistas em segurança para justificar o aumento de roubo e furto em residências. Já os acidentes em residências tem os eventos da natureza, com chuvas e ventos, e também incêndio por explosão de botijões de gás, entre os motivos mais corriqueiros que trazem prejuízo aos proprietários de imóveis.

O conselho é evitar gerar situações de vulnerabilidades, como não dar “sopa” na porta de casa, e investir na manutenção dos equipamentos como botijões de gás nesse momento de crise aguda. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, é importante observar os locais onde se circula, se há outras pessoas. Evitar áreas que potencializem situações de crime.

Esse cenário de risco tem estimulado a compra de seguro residencial. Nos últimos anos, as seguradoras mudaram os produtos, tornando os contratos mais simples, com coberturas mais próximas da realidade de risco dos consumidores. Além, é claro, de conseguirem, com a ajuda da tecnologia, ofertar produtos e serviços aos consumidores com custos mais acessíveis. Isso facilitou a vida dos corretores de seguros, que têm em mãos um produto com mais apelo de venda. O resultado desse empenho se mostra no crescimento das vendas e a proteção das famílias, que conseguem manter a casa de pé mesmo diante de imprevistos.

Dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) revelam que o Índice de Penetração do seguro residencial passou de 13,3% em 2015, para 14,5% em 2016. Esse aumento representou um incremento em torno de 800 mil novas apólices do produto. De acordo com o estudo, no ano passado foram comercializadas 9,9 milhões de apólices, enquanto que no período anterior foram 9,1 milhões. O total de domicílios, nos dois períodos, permaneceu em 68 milhões de unidades.

O total arrecadado com o seguro residencial, em 2016, chegou a R$ 2,4 bilhões e a região Sudeste foi a que apresentou maior participação no período, com 61,3% e prêmio total de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o levantamento, a região possui 30 milhões de domicílios e desse total, 6,1 milhões estão cobertos pelo seguro residencial, o que resulta num Índice de Penetração Regional de 20,5%.

A segunda região com maior participação na comercialização do seguro residencial foi o Sul do país, com 22,8% e prêmio total de R$ 568 milhões. Esse resultado representou um incremento de 4,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior, com os prêmios aumentando de R$ 426 milhões em 2015, para R$ 568 milhões em 2016. O valor dos prêmios médios, na comparação com 2015, também aumentou em todo o país, passando de R$ 250,00 para R$ 325,00.

Os seis estados que apresentaram as maiores arrecadações em 2016 foram, por ordem decrescente, São Paulo (R$ 1 bilhão), Rio de Janeiro (R$ 300 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 250 milhões), Paraná (R$ 191 milhões), Minas Gerais (R$ 168 milhões) e Santa Catarina (R$ 126 milhões). Somente Rio de Janeiro e São Paulo representaram 53,79% do total de prêmios arrecadados e a região Sudeste teve uma participação de 84,27% no total geral.

É preciso rever o papel das instituições para se ter uma sociedade mais digna

Fonte: CNseg

Sociedade, economia, política e futuro. Esses foram os quatro temas escolhidos para os debates que acontecem entre os dias 2 e 5 de fevereiro, no 22º Encontro de Líderes do Mercado Segurador, em Florianópolis (SC), organizado pela CNseg. São mais de 300 profissionais que atuam no mercado segurador buscando entender mais sobre esses quatro temas e, assim, construírem, no dia a dia, produtos, serviços e processos essenciais para ditar o crescimento do setor. De acordo com os porta-vozes da CNseg e das quatro Federações associadas, o setor aposta em um crescimento próximo a 10% para 2017, sustentado por inovação, educação, transparência e comunicação.

O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samuel de Abreu Pessoa; o professor do Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia (Insper), Carlos Melo, e o economista e ecologista Sérgio Besserman foram os debatedores do primeiro painel: Sociedade. “Como nos inserirmos na economia global às voltas com a imensa transição e grave crise?”, questionou Besserman, que moderou o painel. “Precisamos nos tornar mais conscientes do que é a sociedade brasileira para enfrentar seus desafios. E isso é uma tarefa árdua, tendo em vista que apenas 2% da atividade do ser humano é consciente e, todo o resto, não”.

O painel buscou se aprofundar no tema sociedade, algo muito complexo em qualquer pais, principalmente no Brasil. Carlos Melo foi o primeiro a abordar o tema e, logo de cara, já disse que se uma sociedade conhece todos os nomes dos ministros do Supremo Tribunal Federal e não consegue escalar um time para disputar campeonatos de futebol, é sinal que a crise é mais profunda do que se possa imaginar. “O Brasil melhorou, as instituições melhoraram, mas estamos longe de estar bem. São as instituições que garantem o desenvolvimento econômico. Se elas funcionam, o desenvolvimento social acontece”, pondera.

“A política é o motor das instituições. Se as instituições funcionassem, não chegaríamos ao ponto que chegamos de ter um impeachment”, argumentou o professor do Insper, para quem a falta de lideranças de qualidade nos grandes partidos brasileiros, o jogo que se moveu para a indicação de um novo relator para a Lava Jato e a aflição do cidadão comum com a falta de sinais de melhora da economia sinalizam que a crise nas instituições é preocupante.

Para ele, há muita volatilidade política e institucional, que gera insegurança, um sinal de ineficiencia institucional. “Uma vez que a sociedade não vê mais o Congresso Nacional com credibilidade, nem como crível para esse desafio, fica-se dependendo de personagens, que são importantes, mas não podem substituir as instituições.” O que fazer, então? Segundo ele, o diagnóstico é ainda precário, apressado e superficial . O engajamento social e a construção de novas liderancas parecem ser fundamentais para a mudança do cenário do país. “Temos de fazer reformas”, enfatizou.

Já Samuel de Abreu Pessoa afirmou que, para se fazer as reformas, é preciso olhar o momento da redemocratização. “Este processo está em construção”, avaliou. Segundo o pesquisador da FGV, as instituições desandaram, com um imenso desvio de rota. Além de instituições bem modeladas, temos de ter modelos mentais mais maduros, defendeu.

Para o economista ortodoxo, o impeachmet de Dilma Rousseff não é um sinal de mau formação das instituições. O estouro fiscal também não. “Ambos são consequências de políticas que têm um modelo mental falho sobre o funcionamento das engrenagens macroeconômicas”, defendeu. Para ilustrar, citou a Coreia do Sul, que enriqueceu passando pela educação, formando uma nova geração nas melhores instituições de educadores e com o governo incentivando a economia, o que gerou a elevação da poupança interna do país em 35%, bem acima dos 15% do Brasil no mesmo período. “O inferno somos nós. Temos que abrir a economia e nos ligar ao mundo.”

Ambos concordam que a sociedade está no meio de uma guerra de atrito, desde o cenário de rediscussão das dívidas dos Estados, como o da discussão do cidadão comum sobre a reforma da Previdência. “Há um processo evolutivo na sociedade brasileira que me gera certo otimismo. Temos sociedades que não aprendem, como a Argentina, que faz escolhas erradas há mais de 70 anos. No Brasil, o excesso de ideologia intervencionista vinda dos pensamentos que norteiam o Partido dos Trabalhadores, que liderou o pais nos últimos treze anos, gerou um aprendizado na classe política”, acredita Pessoa.

O longo prazo é a grande unanimidade entre os debatedores. Eles afirmam acreditar que as coisas vão acontecer, o cenário vai melhorar, mas isso acontecerá no longo prazo. “As reformas vão ser aprovadas, os acordos de dívidas serão fechados, a reforma política também caminhará. “Quem joga, não pode ser responsável pelas regras do campeonato”, defendem os economistas. “Se querem que o Brasil volte à trilha do crescimento, mas desta vez de forma mais sólida e consistente, é preciso entender a sociedade”, finalizou Sérgio Besserman.

No painel “Economia”, Luiz Roberto Cunha, Sérgio Vale e Alexandre Schwartsman enfatizaram a necessidade de o governo persistir no rumo das reformas, já encaminhadas com a aprovação da PEC do Teto dos Gastos e com o projeto de reforma da Previdência, entre outras medidas. Para Vale, da MB Associados, a ação do governo permitiu o retorno a uma normalidade econômica. “A previsibilidade é extremamente positiva. Teremos um crescimento previsível, mas ainda medíocre”, disse ele, que aposta em uma expansão do PIB de 1% este ano, puxado pela boa previsão para a safra agrícola.

Schwartsman, do Insper, aposta num crescimento mais próximo a 0,5%. Segundo ele, “o caminho para o retorno do crescimento não permite desvios”. “Mas há um senão: estamos implantando uma política econômica que não passou pelo teste das urnas. Nas eleições de 2018 e 2022 ela vai ser avaliada de novo”, alertou. Já para Cunha, da PUC-RJ, o governo Temer é caracterizado por “incertezas e oportunidades”.

No painel “Política”, o cientista político Fernando Abrucio, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), afirmou que reforma política não se resume a uma mera reforma eleitoral e que diversos aspectos do sistema político precisam ser aperfeiçoados, como a pouca participação social na vida partidária e o fato de o controle institucional dos governos muitas vezes dificultar a ação dos governantes. Ele destacou ainda o que chamou de “20 anos dourados” vividos pelo Brasil de 1993 a 2013, nos quais o país viveu um raro período de estabilidade política e econômica e de inclusão social.

No mesmo painel, o ex-deputado federal Paulo Delgado disse que a origem da crise econômica atual é política. “O que falta ao Brasil é inaugurar o capitalismo, inserir-se na ordem econômica internacional. O desafio brasileiro é se tornar competitivo.” Em sua palestra, o senador Aloysio Nunes (PSDB) declarou que a fragmentação partidária característica do sistema político brasileiro torna a governabilidade muito custosa do ponto de vista ético, pois os governantes acabam tendo que negociar apoio e cargos com muitas legendas diferentes. Mas ele ressaltou que “o Congresso é vivo e consegue captar o sentimento popular”.

ENCONTRO DE LÍDERES: Crescimento em 2017 virá da inovação que tem conquistado os consumidores

Foco no cliente é o centro da estratégia das seguradoras, segundo os executivos reunidos no 22o. Encontro de Líderes, que acontece em Florianópolis (SC), de 2 a 5 de fevereiro. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, confederação formada por quatro federações que completam 10 anos de vida neste ano, afirmou que muito foi feito pelas entidades para o desenvolvimento do mercado. “Tanto que mesmo num ano difícil como 2016, o setor cresceu. Ainda não temos os dados fechados, mas as projeções apontam para algo entre 9% e 10%”, disse.

Coriolano afirma que o setor vai seguir na rota de crescimento, provavelmente avançando um ponto percentual acima do resultado de 2016. “Temos boas perspectivas, como a redução dos juros no país, retomada da confiança na economia e a pauta de reformas estruturais que vêm sendo levadas adiante pelo governo federal. Do nosso lado, apostamos na inovação, na educação, na transparência e no desenvolvimento de políticas sólidas”, disse ele durante a abertura do evento, na noite da quinta-feira.

Se depender da boa vontade do titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha, há seis meses no cargo, o setor terá apoio técnico e regulatório para se desenvolver de forma que tenha sempre o consumidor em primeiro plano. “Estou aqui para reiterar a importância da comunicação do órgão regulador com os regulados. Já avançamos em 2016 e avançaremos ainda mais em 2017, com ações efetivas”, disse.

Na pauta, novos seguros como o PrevSaúde, o aperfeiçoamento nas regulamentações do seguro auto popular e universal life (seguro de vida com capitalização) divulgadas recentemente, e também apoio nas discussões sobre a melhor forma de colocar o seguro garantia como um importante instrumento no programa de investimento da infraestrutura do Brasil. O xerife do setor também citou o seguro de acidente de trabalho, hoje nas mãos do governo, mas que pode voltar a ser operado, em parte, pelas seguradoras privadas de acordo com os estudos já realizados e em debate entre governo e seguradoras.

João Francisco Borges, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), afirmou que 2016 foi um ano bem difícil para os segmentos que fazem parte de federação, responsável por aproximadamente R$ 68 bilhões do faturamento da indústria de seguros. “O crescimento de 2016 deve ficar entre 0,3% e 0,5%, muito aquém do que vínhamos registrando nos últimos anos, comentou. A FenSeg foi fortemente impactada pela redução das vendas de carros zero quilômetro. A carteira de automóvel representa cerca de 45% do segmento de seguros gerais. A expectativa é de que com o lançamento do seguro popular traga ao setor novos clientes, elevando a taxa de crescimento para algo entre 3% e 3,5% em 2017.

Até agora, apenas Porto Seguro e Tokio Marine lançaram o produto. A expectativa do titular da Susep é de que outras seguradoras lancem o produto ainda neste ano. “Sempre que se começa um nicho novo é preciso fazer ajustes e aos poucos as companhias vão ficando mais confiantes e passam a ofertar produtos e serviços atraentes aos consumidores e assim o mercado é fomentado e cresce”, disse ele. Randal Zanetti, presidente do grupo Bradesco Seguros, disse que 2017 não é um ano para testar o mercado. “Vamos observar e estudar o seguro popular. Ainda não temos na agenda o lançamento”, comentou.

Na verdade, o seguro auto popular ficou tanto tempo sendo debatido, que as companhias encontraram outra forma de atrair novos consumidores com produtos mais enxutos, deixando o seguro popular, que depende de uma grande estrutura para gerenciar peças usadas, em segundo plano, comentou Luiz Pormarole, diretor da Porto Seguro.

Ainda no âmbito da FenSeg, o seguro residencial é um foco de grande parte das companhias, por ter um grande potencial ser explorado dada a baixa penetração do produto no país e ainda apresentar uma boa margem de rentabilidade para as seguradoras. O seguro garantia, que visa proteger os investidores ao garantir o término de uma obra mesmo em caso de quebra da construtora, passa por um amplo debate que envolve governo e iniciativa privada. “Temos um cenário muito ativo, com temas importantes, e que certamente serão vitais para que o setor seja um agente decisivo para ajudar o Brasil em suas demandas de proteção para indivíduos, empresários e governo”, finalizou Borges, acrescentando a nova comissão de Digitalização às pautas prioritárias da FenSeg.

Edson Franco comanda a Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi), responsável pelos produtos que puxam o crescimento da indústria, vida e previdência, está animado com 2017. Em 2016 o crescimento nominal desses dois segmentos foi de 22%, o que já mostra o quanto se avançou no despertar da população para a poupança previdenciária.

“O Brasil passa por um processo de transformação profunda. Essa transformação social que vivemos, combinada com o encaminhamento de reformas como a da previdência e a tributária, vai destravar o crescimento econômico, assim como a reforma politica vai trazer uma nova realidade ao país”, disse. “Ao mesmo tempo que se consegue corrigir as distorções econômicas, o país passa a limpo a corrupção sistêmica. Discordo que passemos por uma crise ética. Crise ética nós vivíamos antes, quando cínica e silenciosamente as pessoas acreditavam que era assim mesmo. Agora há uma reforma ética.”

“E nós temos a obrigação de nos preparar para esse novo Brasil nos apropriando da responsabilidade não só de assegurar patrimônio e renda dos nossos clientes, com também colaborar com a responsabilidade da educação financeira. Nosso setor vai conquistar relevância macroeconomia, e isso aumenta nossa responsabilidade de zelar por todos mesmo antes deles consumirem nosso produtor”, citou Franco.

Solange Beatriz, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fensasúde), enfatizou que 2016 não foi um ano fácil. Além de as empresas perderam mais de 1,5 milhão de clientes em razão do desemprego, as perdas com desperdícios tirou das empresas um bom volume de recursos que poderiam ser reinvestidos para melhorar a qualidade e a oferta dos serviços para a população. “Nosso desafio é garantir e ampliar o acesso do plano de saúde para a população”, ressaltou, deixando clara que a agenda da FenaSaúde está voltada para ações que visem ampliar o debate entre todos os envolvidos na cadeia, tendo como foco o cliente final.

Marcos Barros, presidente da Federação das Empresas de Capitalização (Fenacap), ressaltou que líderes são pessoas que transformam a qualidade de vida de uma sociedade. “Estamos todos aqui, neste encontro, para debater e contribuir para essa nova configuração da sociedade. Temos como meta entregar através das nossas soluções entregar melhor educação financeira e securitária e assim ajudar com que a economia possa crescer mesmo diante de imprevistos”.

Programação – A agenda do evento segue com palestras nesta sexta-feira. Para debater o tema “Sociedade”, no dia 3, foi convidado Samuel de Abreu Pessoa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas Carlos Melo e professor do INSPER, e Sergio Besserman, economista e ecologista. Já o tema “Economia” será debatido por Alexandre Schwartsman, economista, e 
Sérgio Vale, economista chefe da MB Associados. Como debatedor, Luiz Roberto Cunha, professor da PUC-Rio. Já no dia 4, o tema política fica por conta de Fernando Abrucio, professor da FGV SP, deputado Paulo Delgado e do senador Aloysio Nunes. E o tema “Futuro” é o ultimo assunto do encontro e contará com palestra de Luis Rasquilha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA).

IPO da Caixa Seguridade sai da pauta de 2017

O IPO da Caixa Seguridade saiu dos planos de curto prazo e pode não acontecer mais em 2017, segundo o presidente da companhia. “O IPO não está mais na nossa pauta”, disse Raphael Rezende Neto, de acordo com as principais mídias do Brasil. Segundo o executivo, o foco agora é deixar a empresa, que reúne as participações da Caixa Econômica Federal nos negócios de seguros e previdência, mais preparada para um novo ciclo de crescimento. Além disso, renovação do contrato para venda de seguros com o grupo francês CNP Assurances deixou de ser pensado. A expectativa de fontes do mercado era de que a Caixa poderia levantar cerca de R$ 7,5 bilhões com o IPO da Caixa Seguridade.

O anúncio foi feito logo depois do BTG Pactual enviar comunicado para a Comissão de Valores do Mercado (CVM) ontem sobre o cancelamento do acordo para a venda de sua fatia de 51% na Pan Seguros e na Pan Corretora ao grupo francês CNP Assurances. De acordo com comunicado ao mercado, o cancelamento da operação acontece em virtude da impossibilidade de satisfação de determinadas condições. A CNP afirmou que as condições necessárias para concluir o acordo não foram cumpridas.

BTG cancela acordo para venda de 51% da Pan Seguros

Em comunicado enviado ao mercado, o BTG Pactual informou que cancelou o acordo para a venda da fatia de 51% na Pan Seguros e na Panamericano Administração e Corretagem de Seguros e de Previdência Privada para a francesa CNP Assurances. O cancelamento da operação se dá pela “impossibilidade da satisfação de determinadas condições”.

Segundo divulgou o Valor, o acordo havia sido anunciado em abril do ano passado pelo valor de R$ 700 milhões e fazia parte de uma série de ativos colocada à venda pelo BTG para melhorar a liquidez do banco na esteira da prisão do ex-controlador, André Esteves, no âmbito da Operação Lava-Jato.

Os demais 49% das companhias pertencem à Caixapar, braço de participações em seguros da Caixa Econômica Federal. O grupo francês é sócio do banco estatal na Caixa Seguros, onde tem participação de 50,75%.

Segue a íntegra do comunicado enviado à Comissão de Valore Mobiliários (CVM)

BANCO BTG PACTUAL S.A. (“BTG Pactual”), em continuidade ao comunicado ao mercado divulgado em 20 de abril de 2016, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em virtude da impossibilidade de satisfação de determinadas condições precedentes à consumação do fechamento das operações de alienação à CNP Assurances S.A. da totalidade da participação do BTG Pactual na Pan Seguros S.A. e na Panamericano Administração e Corretagem de Seguros e de Previdência Privada Ltda. nos respectivos contratos de compra e venda (as “Operações”), em 1o de fevereiro de 2017 o BTG Pactual e a CNP Assurances S.A. de mútuo acordo concordaram em distratar os referidos contratos, de forma que as Operações não mais serão consumadas.

São Paulo, 2 de fevereiro de 2017.

BANCO BTG PACTUAL S.A.
JOÃO MARCELLO DANTAS LEITE Diretor de Relações com Investidores

Mongeral Aegon lança “Programa Viva Mai$”

A seguradora Mongeral Aegon vai lançar no início de fevereiro a primeira ação do programa “Viva Mai$: aprenda a lidar com seu dinheiro”. O programa tem como objetivo promover a educação financeira a colaboradores, corretores parceiros, clientes e à sociedade. “Realizamos uma pesquisa com nossos clientes, em 2016, sobre como eles lidam com o dinheiro. O resultado apontou que eles têm a necessidade de saber como se organizar financeiramente. O tema se estende a todos, já que representa um desafio em muitos lares brasileiros”, explica Claudia Mattioli, gerente de relacionamento da seguradora.

A primeira iniciativa do programa é o webinar com a coach financeira Diana Reis, no dia 7 de fevereiro, às 16h. Na ocasião, os participantes terão a oportunidade de interagir fazendo perguntas e tirando dúvidas. As inscrições podem ser feitas através do link: http://landingpage.mongeralaegon.com.br/viva-mais-seu-dinheiro/.

Viva Mai$ também contará com uma série de artigos no blog da seguradora, além de teleaulas e vídeos.

Tokio Marine anuncia Priscila Fernandes como nova gerente de marketing

A executiva Priscila Fernandes é a nova Gerente de Marketing da Tokio Marine Seguradora. Com quase 15 anos de experiência na área, a profissional estará à frente das estratégias de marketing, comunicação e relacionamento da Companhia, se reportando diretamente ao Superintendente de Estratégia de Crescimento, Apoio Comercial e Marketing, Flávio Otsuka. Priscila tem em seu currículo empresas como Citibank Brasil, Credicard e Itaú, onde atuou nas áreas de Marketing, Comunicação e Digital.

Bradesco Seguros representa 32,4% do lucro do banco

O Bradesco, terceiro maior banco do país, divulgou lucro líquido de R$ 17,121 bilhões em 2016, redução de 4,2% em relação aos R$ 17,873 bilhões do exercício de 2015, correspondendo a R$ 3,09 por ação e rentabilidade de 17,6% sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado. O braço segurador contribuiu com R$ 5,551 bilhões, ou 32,4% do total. O ganho com seguros, previdência, capitalização e saúde foi 5% maior do que os R$ 5,28 bilhões registrados em 2015, com um retorno sobre o PLA de 23%.

O faturamento do grupo segurador chegou a R$ 71,419 bilhões em 2016, evolução de 10,5% em relação a 2015. As provisões técnicas alcançaram R$ 223,342 bilhões, apresentando uma evolução de 25,6% em relação ao saldo de dezembro de 2015. O crescimento das vendas foi estimulado pelo bmo desempenho das carteiras de vida e previdência, bem como de capitalização, que apresentaram evolução de 14,7%, 10,7%, e 6,5%, respectivamente.

Segundo nota do grupo, o crescimento do lucro decorreu do crescimento de 10,5% no faturamento; do aumento no resultado financeiro e patrimonial; da queda de 0,4 ponto percentual no índice de comercialização; da melhora do índice de eficiência administrativa, mesmo considerando o acordo coletivo da categoria, em janeiro de 2016; compensado, em parte pelo aumento de 2,7 pontos percentuais no índice de sinistralidade; pelo efeito de R$ 101,9 milhões oriundo da revisão do plano de negócio da operação de garantia estendida; e pelo efeito da elevação da alíquota da Contribuição Social (CSLL).

O Bradesco projeta crescimento pro forma de 4% a 8% nos prêmios de seguros em 2017. Sem HSBC, a previsão é de aumento de 6% a 10%.