Já está no ar a 25ª Revista Aconseg-RJ com caderno especial sobre tendências

Como estão se planejando os grandes players do setor de seguros no Brasil? A reportagem especial da 25ª Revista Aconseg-RJ traz um olhar de lideranças de seguradoras e de entidades do mercado em relação às diretrizes de investimentos e de negócios para este ano. A partir desta edição, a publicação trará sempre um espaço especial dedicado a discussões sobre o que acontece no cenário socioeconômico brasileiro e como esses acontecimentos influenciam os rumos da indústria do seguro.

Em foco também, o seguro auto popular, já disponível para comercialização em algumas seguradoras e a chegada do Universal Life ao Brasil, modalidade que une capital de risco e acumulação, com potencial de 125 milhões de beneficiários no país. A revista traz ainda um artigo do presidente do Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro (Sincor-RJ), Henrique Brandão, que discorre sobre a necessidade das entidades de classe em proteger os direitos dos cerca de cem mil corretores de seguros em atuação no Brasil.

Na publicação, o leitor também poderá conferir as novidades do setor em lançamentos de produtos. No Rio de Janeiro, a Amil traz ao mercado o Next Saúde, plano de assistência médica baseado no modelo de atendimento regional. Já o Grupo Sompo Holdings aposta no seguro Auto + Residência, no qual o segurado poderá contratar o seguro para o veículo e escolher um plano de coberturas para proteger também a residência.

A revista traz ainda uma matéria sobre o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, que chama a atenção para um mercado de seguros desigual. Mesmo que se capacitem, as mulheres são minoria em cargos de níveis hierárquicos e ocupam menos de 1% das vagas executivas do setor. Além disso, uma reportagem sobre seguros no mundo aponta o Brasil como 15º colocado no ranking dos maiores do globo em volume de prêmios.

A versão digital da revista está disponível aqui

Seguros define ranking dos maiores bancos divulgado pelo BC

Nesta semana li uma matéria no Valor bem interessante. Só quem para e analisa percebe a sutileza do ranking do Banco Central sobre os 50 maiores bancos, como fez o jornalista Vinicius Pinheiro. Pena que entrou somente na coluna destaques.

Ele observou que a área de seguros dos grandes grupos altera o ranking de bancos elaborado e divulgado pelo Banco Central. O Banco do Brasil se manteve como maior instituição financeira em ativos, de acordo com o BC. Em dezembro do ano passado, o BB reunia R$ 1,437 trilhão em ativos, à frente do Itaú Unibanco, com R$ 1,331 trilhão.

O critério do BC para apurar os ativos difere dos apresentados nos balanços das instituições financeiras porque considera seguros. Pelos dados divulgados nos balanços, que contemplam todas as atividades das instituições, o Itaú aparece na primeira colocação no ranking de ativos, com R$ 1,425 trilhão, à frente do BB, que encerrou o ano passado com R$ 1,401 trilhão.

A mesma inversão de colocações acontece no terceiro e quarto lugares do ranking. Na lista do BC, a Caixa Econômica Federal aparece com R$ 1,256 trilhão em ativos, seguida pelo Bradesco, com R$ 1,081 bilhão. Já pelos números dos balanços, o Bradesco é o terceiro maior banco brasileiro desde o terceiro trimestre do ano passado, após a incorporação do HSBC.

Confiança do mercado segurador aumenta em março

O indicador de confiança do mercado segurador (ICSS) manteve a trajetória de alta pelo terceiro mês consecutivo em março, ao prosseguir acima de 100 pontos, considerado o piso da expectativa positiva. No mês passado, o ICSS marcou 115 pontos, refletindo uma avaliação mais positiva da economia brasileira para daqui a seis meses.

O consenso de recuperação é exibido pelos três subindicadores que formam o principal indicador (ICSS). No caso do Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES), a taxa fechou em março em 119,6 pontos; no que avalia a percepção das grandes corretores (ICGC), a pontuação foi de 121,1 pontos; e entre os resseguradores (ICER), 105 pontos.

Três dados são avaliados na pesquisa de mensuração da confiança do setor de seguros da Fenacor, realizada pela Rating de Seguros Consultoria: crescimento da economia dentro de seis meses; rentabilidade do setor; e faturamento setorial. O bom desempenho do indicador tem relação direta com a perspectiva um ritmo de funcionamento mais positivo da economia.

A fragilidade da classe média e suas consequências para o seguro

Fonte: Portal CNseg

Para lidar com a crise financeira mundial de 2008, comparável em tamanho à de 1930, os Estados Unidos injetaram muito dinheiro na economia, inclusive na América Latina, que recebeu o equivalente a 3,7% do PIB da região. Esse investimento foi bem maior, por exemplo, que o feito pelo Plano Marchall, de recuperação do Japão após a 2ª Guerra Mundial, que foi o equivalente a 1% do PIB. Em 2008, a China já vinha crescendo a passos largos, tornando-se uma grande importadora de commodities da América Latina e, independentemente do que diziam Lula e Bachelat, sendo a maior responsável por tirar milhões da pobreza na região e inseri-las na classe média, segundo Walter Stange, da ARS Advanced Risk Solutions, em sua apresentação sobre a fragilidade da classe média e suas consequências para o seguro, no 6º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro.

Atualmente, porém, essa classe média está refluindo e o Brasil encontra-se em crise, apesar do pesado investimento no País. Mas, segundo Stange, isso não ocorre devido a uma falha da teoria do Efeito Multiplicador, de John Keynes, mas a outros problemas.

Antes, de prosseguirmos, porém, vamos entender melhor como funciona a teoria do Efeito Multiplicador:

Ex. Se um industrial decide fazer um investimento de 1 milhão na construção de uma nova fábrica, esse dinheiro vai para as famílias dos construtores e fornecedores da nova fábrica. Essas famílias, então, poupam uma parte – digamos 20% – e gastam os 800 mil restantes em bens de consumo, fazendo essa parte do capital inicial retornar à indústruia, que, mais uma vez, faz esse dinheiro retornar às famílias em salários, lucros e dividendos. Seguindo essa dinâmica, as famílias poupam 20% desse novo montante e retornam 640 mil à indústruia, que mais uma vez faz retorna às famílias, que mais uma vez, retornam à indústria os 80% correspondentes. Em algum monento, então, o total de capital poupado corresponderá ao montante incialmente investido na indústria.

A verdade é que a teoria de Keynes não previa que 10 a 15% do PIB fosse desviado em corrupção, como temos visto por aqui. Além disso, as elevadíssimas taxas de juros, particularmente ainda mais altas no crédito para a compra de bens de consumo, deixaram as famílias muito endividadas e o modelo insustentável. E, seguindo essa lógica, o consultor da ARS Advanced Risk Solutions prevê que essa crise pela qual o Brasil atravessa atingirá brevemente o resto da América Latina, que também não tem o hábito de poupar e também anda envolvida com a corrupção.

Como exemplo, citou o caso da Alemanha pós-guerra, cuja classe média, para voltar a se desenvolver, demorou 30 anos poupando. Além disso, de acordo com o economista alemão e ex-primeiro ministro da República Federal Alemã, Ludwig Erhard, citado por Walter, foi preciso também um forte incentivo à concorrência, com combate a monopólios e oligopólios, e uma forte estrutura de proteção aos consumidores.

Mas se a poupança é tão importante, “como evitar que essa nova classe média cair na armadilha do crédito fácil?”, indagou o palestrante. “Com educação financeira”, respondeu ele mesmo, “mas não só isso”. A verdade é que, segundo ele, só educação financeira não basta. Países como EUA, Suíça, Suécia, Canadá, França, entre outros, impõem limites aos juros do crédito. Além disso, na Suíça, por exemplo, há mais de 15 seguros obrigatórios, à semelhança de muitos outros países europeus, contribuindo para a proteção de bens básicos. “O sistema de livre mercado funciona, mas precisa de regras. A crise que vivemos não é por causa da globalização, mas justamente por falta dessas regras”, afirmou. Crise que afeta diretamente a ind ústria seguradora, que vê os prêmios reduzirem e crescer as fraudes em um ambiente de queda de produtividade e aumento dos riscos políticos.

“E quanto à injeção de capital na economia brasileira com a liberação das contas inativas do FGTS? Isso foi positivo?” Indagou o coordenador da mesa e superintendente-executivo técnico da CNseg, Alexandre Leal. “Sim, é positivo, mas o buraco é muito mais em baixo. O equivalente a 8 a 15% do PIB”, respondeu Walter Stange, para quem só conseguiremos superar essa crise quando acabarmos com a corrupção e resolvermos o problema de endividamento da classe média.

Agenda: CPES promove seminário sobre seguro peer-to-peer

Fonte: Escola Nacional de Seguros – Funenseg

O conceito de peer-to-peer (de pessoa para pessoa) remete à ideia de economia compartilhada. Na última década, esse modelo se tornou popular em diversos mercados e foi impulsionado, principalmente, pelo desenvolvimento da internet e das redes sociais.

Com o intuito de esclarecer a abrangência desse formato no mercado de seguros, o Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), da Escola Nacional de Seguros, irá ministrar, em São Paulo (SP), o seminário “Uma Visão Geral do Seguro Peer-to-Peer”.

Agendado para 4 de maio, às 18h30, o evento terá o mestre em Ciência Atuarial, Yuri Rosembaum, como palestrante, e o CEO da RGA Global Reinsurance Company, Ronald Poon Affat, como debatedor.

As inscrições são gratuitas pelo www.cpes.org.

Mondial e Unidas se unem para ofertar desconto ao cliente

A Mondial Assistance firma parceria com a locadora Unidas para oferecer benefícios exclusivos para quem vai viajar pelo território nacional. Todos que adquirirem o seguro viagem pela Mondial Assistance poderão usufruir de 5% de desconto para reservas de veículos no Brasil. Para obter o desconto basta comprar o seguro viagem no site www.mondialtravel.com.br e as informações serão enviadas no e-mail de confirmação. Mario de Almeida, gerente de marketing da Mondial Assistance, ressalta que o modo de viajar com um itinerário tranquilo é uma tendência e vem se tornando cada vez mais popular. “Ter um veículo à disposição é sempre uma boa alternativa”. Paulo Chequetti, Diretor Comercial de Rent a Car da Unidas, destaca a importância dessa parceria “Além de viajar seguro e sem preocupação, o turista pode usufruir da parceria que proporciona mais economia”.

HDI é a mais nova parceira do Ituran com Seguro

A Ituran, líder no setor de rastreamento automotivo, acaba firmar uma nova parceria com a HDI Seguros, uma das três maiores seguradoras da Alemanha e entre as cinco maiores do Brasil, que agora passa a integrar o portfólio de parceiras da empresa.

“Nos últimos anos, constatamos um aumento significativo de clientes que buscam seguros com valores mais adequados às suas realidades atuais de vida econômico-financeira, e o nosso produto atende à esta demanda perfeitamente. A HDI entra para reforçar esse time de seguradoras multinacionais ao lado da Cardif, Liberty, Mapfre e QBE”, destacou Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran, afirmou em nota.

A empresa já comercializa o Ituran com Seguro há cerca de 8 anos, garantindo a cobertura de Perda Total decorrente Roubo ou Furto e assistência 24horas. O seguro custa a partir de R$69,90 por mês, e sua contratação não requer análise de perfil para definição da mensalidade, sendo aceitos veículos até R$ 150.000,00 da Tabela FIPE e com idade até 20 anos de fabricação.

Para Euclides Naliato, diretor regional da HDI Seguros em São Paulo, a parceria com a Ituran possibilita oferecer um seguro com as principais coberturas a um preço acessível. “Em um momento de dificuldade da economia, devemos estar atentos e abrir oportunidades para continuarmos levando às pessoas serviços de qualidade adequados às necessidades atuais. Quem adquirir o produto da Ituran estará protegido com indenização integral no caso de roubo e furto e poderá utilizar toda a rede HDI Bate-pronto, que é um dos nossos diferenciais no mercado em termos de atendimento”, explica Naliato.

As indenizações realizadas pelas seguradoras são de 100% do valor do carro pela Tabela FIPE. É possível contratar Coberturas adicionais contra Terceiros e Perda Total por colisão. “Por não exigirmos análise de perfil ou consulta aos órgãos de proteção ao consumidor, além do preço, essa modalidade é um meio atrativo de proteção. Estamos felizes com essa parceria com a HDI que demonstra, cada vez mais, que estamos no caminho certo”, finaliza Posternak.

Captação líquida de previdência aberta chega a R$ 10 bi no trimestre

A captação dos fundos de investimentos tem um grande destaque: os fundos de previdência. Segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos de previdência receberam aportes de R$ 10 bilhões até março, muito acima dos R$ 4,7 bilhões registrado no mesmo período de 2016. Foram aplicados R$ 63,7 bilhões e os resgates totalizaram R$ 53,6 bilhões. A captação líquida total da indústria de fundos no primeiro trimestre foi de R$ 108,6 bilhões.

A indústria toda de fundos de investimento tem PL de R$ 3,7 trilhões até março deste ano. O patrimônio de previdência chegou a R$ 647 bilhões do total.

Os fundos de renda fixa registraram aportes de R$ 74,2 bilhões no primeiro trimestre, o que corresponde a 4,42% do patrimônio líquido da categoria. Os multimercados tiveram ingressos líquidos de R$ 20,2 bilhões. Um resultado e tanto comparado com o saldo negativo de R$ 29,6 bilhões dos três primeiros meses de 2016. Os fundos de ações totalizaram R$ 2,6 bilhões líquidos, retomando o resultado positivo ante a o saldo negativo de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre de 2016.

FCB Brasil é a nova agência de publicidade da Liberty Seguros

A Liberty Seguros anuncia a FCB Brasil como a nova agência de publicidade para a marca. O processo de seleção foi liderado pela SCOPEN, empresa espanhola especialista em medição de mercado e em concorrências, e durou cerca de quatro meses. A agência será responsável pela gestão e publicidade off-line da seguradora.

“O nosso objetivo é estar cada vez mais próximos e presentes no cotidiano do público, reforçando o compromisso em oferecer um atendimento excepcional para clientes e corretores”, diz Patricia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia, da Liberty Seguros. “Estamos muito otimistas com a parceria com a FCB, uma agência que prioriza as relações entre as marcas e seus consumidores”, completa.

“É muito estimulante começar o ano com novas oportunidades. A chegada da Liberty é uma chance de repensar em como a publicidade pode transformar a visão do público sobre um setor considerado tradicional. Estamos prontos para esse novo desafio”, diz Aurelio Lopes, Presidente da FCB Brasil.

Equilíbrio do indivíduo depende de fatores como família, alimentação e sono revela estudo da SulAmérica

A SulAmérica realizou um estudo inédito que mostra a correlação entre fatores como hábitos de saúde e relacionamentos interpessoais com o equilíbrio emocional dos indivíduos. A pesquisa, que avaliou durante dois anos um grupo de 13.550 segurados da companhia, teve como objetivo mapear a conexão da saúde emocional com outras áreas da vida.

Os dados confirmam que a avaliação sobre a própria saúde emocional é influenciada pelas condições de bem-estar em um sentido abrangente, que inclui desde a qualidade do sono e da alimentação até a proximidade com familiares e amigos. As informações reforçam a relevância da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) de combate à depressão no Dia Mundial da Saúde, que ocorre nesta sexta-feira (7/4).

No centro do levantamento está a nota, de 0 a 10, atribuída pelos participantes da pesquisa para a própria saúde emocional e o cruzamento desse índice com mais de 100 variáveis. Observou-se, por exemplo, que as mulheres apresentaram uma percepção mais negativa em relação ao próprio estado emocional do que os homens, com média de 6,82 ante 7,30 deles. Além disso, 41% das seguradas informaram sentir tristeza, depressão ou desânimo com frequência, enquanto 26% dos homens reportaram a mesma condição, e a quantidade de mulheres que passaram por situações recentes de estresse é 30% superior à de homens.

A saúde física também mostrou forte relação com o equilíbrio emocional. A nota média entre os respondentes que apresentam excelentes condições físicas foi de 9, enquanto, no outro extremo, o índice foi de 4,6. O levantamento aponta variações, por exemplo, de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC), com média de 7,3 no peso considerado saudável e de 6,5 na faixa de obesidade, e com a quantidade de horas dormidas por noite, com média de 7,4 entre os que dormem mais de oito horas e de 6,3 entre os que pulam da cama antes das cinco horas de sono. No âmbito da alimentação, cuja nota de saúde emocional varia entre 6,5 e 7,5, 82% da geração Baby Boomers (nascidos de 1946 a 1964) reportaram hábitos saudáveis, enquanto somente 46% da geração Z (a partir de 1991) afirmaram se alimentar adequadamente.

Outro fator relevante identificado na pesquisa é o das relações interpessoais. A forte proximidade com familiares e amigos, reportada por 30% dos respondentes, eleva a nota de saúde emocional de 6,2, média entre os que não têm vínculos tão fortes quanto gostariam, para 7,7. Destaque para o grupo de homens com relacionamentos marcados por forte proximidade, cuja média chega a 8. Na área profissional, as questões de ordem emocional, como depressão e ansiedade, foram apontadas pelos segurados como uma das principais causas da dificuldade de concentração no ambiente de trabalho.

“O estudo ressalta a importância de uma visão mais abrangente e integrada em relação ao cuidado da saúde e do bem-estar, considerando a conexão e o equilíbrio entre as diversas áreas da vida. Os dados indicam que o bem-estar emocional e psíquico, inerente à qualidade de vida, pode ser impulsionado pela adoção de um estilo de vida mais saudável, pela atenção redobrada à reações emocionais cotidianas, pelo controle do estresse, pela construção de uma rede de apoio, dentre outras ações. Nesse sentido, a predisposição individual para a mudança conta muito, assim como o adequado acompanhamento médico e especializado”, destaca a diretora de Relacionamento com Prestadores de Saúde e Odonto da SulAmérica, Tereza Veloso.