Um resumo dos debates e estudos do 6º Encontro de Resseguro

Passados 10 anos da promulgação da abertura mercado brasileiro de resseguros, o resultado é comemorado por todos. Mesmo faltando alguns ajustes nas regras, o Brasil já é considerado um mercado global. O setor conta com 123 resseguradores entre os maiores do mundo para ofertar capacidade e produtos aos clientes brasileiros”. Dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais, 38 operam regularmente no Brasil. Veja abaixo um resumo dos temas debatidos no 6º Encontro de Resseguro, realizado entre os dias 5 e 6 de abril, no Rio de Janeiro, divulgados pela CNseg.

Resseguro Abertura – Mais de 600 executivos participaram da abertura do evento que comemora os 10 anos de mercado livre desse importante braço de suporte das operações de seguros no País. O evento teve recorde de público e de patrocinadores. Em discurso, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, assinalou que o mercado de seguro demostrou resiliência mesmo com o agravamento da crise econômica, ao exibir expansão nominal bastante razoável. No ano passado, o mercado cresceu 9,2%, alcanç ;ando, sem contar com saúde suplementar, R$ 239 bilhões em 2016. Com a inclusão do faturamento estimado das operadoras de saúde, na casa de R$ 160 bilhões, a chamada receita do mercado ampliado de seguros atingiu quase R$ 400 bilhões. “Em 2016, ano crítico para o País, depois de um 1º trimestre decepcionante, as taxas se recuperaram gradativamente e, ao final do ano, obtivemos crescimento de 9,2%, portanto apenas um ponto percentual abaixo do ano anterior”, destacou Coriolano, segundo divulgou o portal da CNseg. “Neste início de ano, os números dos dois primeiros meses apontam para uma satisfatória estabilidade, já que, em fevereiro, considerando-se o acumulado dos últimos 12 meses, alcançamos uma evolução de 10,6% sobre igual período do ano anterior, voltando, portanto, ao mesmo nível de 2015”, lembrou ele.

Resseguro Cenário – O presidente da Fenaber, Paulo Pereira, fez um breve balanço dos 10 anos de mercado de resseguros livre. No período, o mercado saiu de um órgão monopolista de resseguros para 128 players presentes no País; e a receita pulou de R$ 3,8 bilhões por ano para os atuais R$ 10 bilhões de 2016, destacou ele, reclamando que ainda há alguns nós regulatórios que podem frear o potencial de crescimento. Pereira destacou o parecer da Receita Federal sobre o Imposto de Renda do ressegurador admitido, que, por esse entendimento, deve pagar o imposto como s e fosse local. “O impacto pode ser muito grande, com consequências imprevisíveis”, afirmou. Pereira criticou também o projeto de Lei do Seguro já aprovado na Câmara e que será votado no Senado: “Entendemos que resseguro não deve ser tratado como seguro. Colocar os dois na mesma lei pode confundir o Judiciário.”

Resseguro Incentivos – Terminou ontem o evento promovido pela CNseg no Rio. A conclusão foi que o mercado avançou muito nesses 10 anos, mas é necessário reduzir entraves como a excessiva burocracia e a elevada carga tributária que recai sobre as resseguradoras. Segundo o presidente do IRB Brasil Re, Tarcísio Godoy, que falou hoje na plenária “Perspectiva para o Seguro e o Resseguro no Brasil”, só 10% dos prêmios segurados no país são ressegurados. “Há grande espaço para avançar”, disse. “Mas precisamos competir em igualdade de condições com as estrangeiras para transformar o Brasil em polo ressegurador.” Hoje as resseguradoras nacionais pagam 45% de tributos sobre a atividade. “É quase um confisco”, afirmou.
Resseguro Custo Brasil – No mesmo painel, o presidente da Transatlantic Reinsurance Company, Javier Vijil, reclamou do custo da atividade no país. “O custo Brasil é significativo. Os resultados são muito baixos, o que torna o mercado brasileiro menos atraente. Os novos donos do capital no exterior exigirão maiores retornos, pelo risco do capital investido”, disse. “É preciso tornar o mercado fácil para que as empresas atuem e baratear o produto para o cliente.” Para ele, porém, o balanço dos dez anos de mercado aberto no Brasil &eac ute; positivo. “Provavelmente poderia ser melhor, mas foi um passo na direção correta.”

Resseguro Internacionalização – Rodrigo Botti, da Terra Brasis Resseguros, destacou a necessidade de as companhias brasileiras do setor se internacionalizarem, principalmente na América Latina, devido aos riscos de catástrofes naturais nos países próximos, como terremotos e tsunamis. “O Brasil está muito bem posicionado para absorver parte desses riscos, para ajudar nossos vizinhos, oferecendo serviços de resseguro. É uma oportunidade que nós temos, bastante significativa.”

Resseguro Economia – o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk, destacou a melhoria do ambiente econômico no país, em consequência de medidas como a emenda do Teto dos Gastos e as reformas trabalhista e previdenciária. “O país começou a dar sinais positivos e finalmente está saindo da recessão”, afirmou. “O problema é que nos últimos anos as empresas se alavancaram muito, as famílias se endividaram, e esse processo ainda tem que terminar. Não d&aa cute; mais para ter crédito subsidiado.” Em relação à Previdência, Kanczuk disse que o governo pretende acabar com “pseudogenerosidades”. “Se conseguir acabar com elas, o sistema se equilibra e tudo melhora. O motivo mais explícito para a reforma é que o país vai quebrar e as pessoas não terão aposentadoria nenhuma.” Já em relação ao mercado de seguros e resseguros no Brasil, que hoje representa cerca de 4% do PIB, Kanczuk vê também grande potencial de crescimento. “O seguro é um bem superior, vai crescer bem mais que o PIB.”

Resseguro Saúde – houve consenso de que é necessário ampliar o mercado de resseguro na área de saúde, sobretudo para atender às pequenas e médias seguradoras, mais suscetíveis a problemas financeiros. Leandro Fonseca, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, disse que “o resseguro é uma forma potencial de diminuir esses riscos em operações do mercado”. “Estamos falando de um negócio de R$ 160 bilhões e com possibilidade muito grande de crescimento”, afirmou Valter Hime, diretor da Sompo Saúde Seguros. Arthur Sanches, responsável pela área de Subscrição de Contratos Automáticos, Vida e Saúde da Terra Brasis Resseguros, explicou que o resseguro funcionaria como uma cobertura extra para amenizar os custos de procedimentos médicos imprevistos. A mediação do painel foi do advogado e consultor Antônio Penteado Mendonça.

Resseguro Fundos e D&O – Fábio Torres, consultor jurídico na área de seguro e resseguro, enfatizou a importância da transparência para a regulação dessa modalidade de cobertura, voltada para administradores de empresas e instituições. Segundo ele, é fundamental que as informações do sinistro sejam especificadas de acordo com a área de atuação da empresa envolvida, de forma a não permitir subjetividades na análise dos casos. “Se não houver transparência, em hipótese a lguma pode haver seguro de D&O.” O painel, mediado por Gustavo Galrão, coordenador da subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, teve ainda a participação de Vinicius Caldas de Lucca Souza, diretor de Financial Lines da JLT Brasil Corretora de Seguros.

Resseguro Brexit – O chefe da Lloyd´s para a América Latina, Daniel Revilla, disse que a saída do Reino Unido da União Europeia não afeta em nada as empresas brasileiras que contratam seguros e resseguros em Londres. De acordo com ele, o Brexit atingirá apenas as relações das resseguradoras britânicas com as companhias europeias, que representam 11% do faturamento da Lloyd´s (contra 45% das empresas norte-americanas). Essas relações, disse, ainda serão acertadas entre a UE e o governo britânico.”Se os objetivos n ão forem alcançados, mercados como Bermudas e Cingapura vão aproveitar o vazio e abrir escritórios na Europa.”

Resseguro Cyber – O prejuízo causado pelos ataques cibernéticos no mundo chegam, hoje, à casa dos US$ 90 bilhões por ano, segundo novos dados do Interamerican Development Bank. Na América Latina os dados são preocupantes: 11% de todos os negócios no continente sofreram com ofensivas cibernéticas nos últimos 12 meses. O levantamento, feito pela especialista da TransRe, Kara Owens, palestrante de hoje à tarde no painel “A Evolução do Risco Cibernético e seu Impacto no Seguro”, mostra que o Brasil registrou em 20 15 crescimento de quase 200% dos casos de ataques cibernéticos, em relação ao ano anterior. “Há 10 anos não se pensava em dispositivos médicos e TVs sendo hackeados”, comentou. Além das empresas de grande porte, observa-se o crescente interesse das médias e pequenas empresas na contratação de seguros contra riscos cibernéticos.

Resseguro Futuro – Na plenária “O Futuro das Organizações”, o palestrante Tiago Matos, da empresa Perestroika, enfatizou a necessidade de as companhias se adaptarem à nova era digital, que segundo ele vai substituindo a era industrial. “O mercado digital vai predominar, mas muita gente vai se apegar à era industrial, que é cada vez menor e vai ficar irrelevante.” As mudanças, afirmou, vão afetar totalmente a organização interna das empresas. “Elas têm que entender que não existe um grupo de pessoas q ue sabe mais e outro que sabe menos. Não pode existir hierarquia. Todos sabem algo e devem trocar conhecimentos.” No mesmo painel, a subscritora de Responsabilidade Civil da Swiss Re Brasil, Katia Miyaki, disse que os clientes hoje estão 100% conectados e exigem novas formas de contato com a empresa. “Temos que nos adaptar, é uma questão de sobrevivência. O primeiro passo é uma mudança de mentalidade, para entender as novas tecnologias e produzir coisas mais interessantes.”

Resseguro Saúde – O diretor presidente da ANS, João Carlos de Souza Abrahão, voltou a pedir que as resseguradoras criem planos para as operadoras de saúde, lembrando que a agência reguladora, nesse sentido, têm feito ações para ampliar a transparência e governança do setor, necessárias para dar a previsibilidade exigida nos negócios de resseguros.
Resseguro Susep – O superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, destacou estudos para aproximar as práticas das seguradoras e resseguradoras brasileiras dos mercados globais e deu a entender que, na próxima reunião do CNSP deverão ser aprovadas novas medidas em prol do fortalecimento de seguros.

Resseguro Macroeconomia – Na plenária “Perspectivas para a Economia no Brasil”, mediada por Claudio Contador, da ENS, o economista Alexandre Schwartsman, do Insper, analisou as razões da crise brasileira, ressalvando que já se nota “algum progresso”: “O país vem num processo de recuperação, mas bastante lento”, afirmou, destacando a queda recente da inflação e dos juros, segundo release divulgado pela CNseg. “A queda dos juros deve ter o efeito de deter o processo de queda das vendas e dos investimentos.” Ele lembrou também a aprovação da PEC do Teto dos Gastos como positiva para reequilibrar a economia e as contas do governo. “Estamos bastante perto do final da recessão.” Para Schwartsman, o principal problema brasileiro é a questão fiscal, já que as despesas federais cresceram de menos de 14% do PIB, em 1997, para quase 20% em 2016. A maior parte dessa expansão, disse, foram as aposentadorias, que representavam 4,9% dos gastos há 20 anos e saltaram para 8,1% no ano passado. “E o Orçamento no Brasil é bem inflexível. A capacidade do governo de mexer nas suas despesas é menos de 10%”, disse. Segundo ele, a questão fiscal só será resolvida com aprovação da reforma da Previdência, que gasta, entre pensões e aposentadorias, de 12% a 13% do PIB, podendo alcançar 20% em 15 anos. “Na ausência da reforma previdenciária, o te to de gastos não se sustenta”, afirmou.

Resseguro Crescimento Sustentável – “A fragilidade da classe média e suas consequências para o seguro” foi o tema do painel apresentado por Alexandre Leal, diretor executivo técnico da CNseg. O palestrante Walter Stange, fundador e sócio da ARS Advanced Risk Solutions, traçou um histórico do surgimento da chamada nova classe média em países como o Brasil. Segundo ele, é preciso estabelecer bases mais sustentáveis para o crescimento dessa classe, que está no centro da atual crise econômica e enfrenta problemas sistêmicos, como o en dividamento excessivo. Tais bases consistiriam em educação financeira e um maior incentivo governamental à cultura do seguro. Para ele, o crescimento sustentável depende de um planejamento de médio e longo prazo.

Resseguro Vida – As soluções mais eficientes de subscrição em seguro de vida, que segundo pesquisas divulgadas nos paineis técnicos precisam ser adotadas para elevar a penetração no Brasil, seriam aquelas que permitissem ao segurador e ao ressegurador identificar o real risco do consumidor para precificá-lo da melhor forma. Como exemplo de inovação, Alessandra Monteiro, subscritora do IRB-Brasil Re, citou a subscrição através de reconhecimento facial. Com uma simples selfie do proponente é possível observar padrões relacionad os a saúde, levando em consideração as características da face. Com a imagem o programa pode identificar informações relacionadas a idade, gênero, IMC e hábito de fumar, explicou Alessandra. Outra ferramenta interessante é a inteligência cognitiva, que otimiza o uso de informações disponíveis para melhorar a análise e subscrição do risco. Os gadgets de monitoramento também são uma ferramenta interessante e já há seguradoras criando os seus próprios para monitorar o cliente e desenvolver soluções personalizadas, elaborando estudos comportamentais, conta a revista Apólice.

Resseguro Vida Pesquisa – Para identificar a barreira que impede o consumo de seguro foi realizada um pesquisa com consumidores que revelou as seguintes barreiras para o consumo: Comunicação 25%, Preço 23%, Recompensas 21% Melhores serviços 20%, Personalização de produtos 18%.

Corretores de seguros discutem futuro do setor com mudança no perfil do cliente

Fonte: Sincor-SP

O Sincor-SP, em conjunto com as entidades do mercado de seguros, promoveu na quarta-feira (05/04), o 1º Encontro com Entidades do Mercado de Seguros, que teve como tema “Distribuição de seguros – Essa força é nossa!”, reunindo exclusivamente corretores de seguros do Estado de São Paulo.

O evento trouxe reflexões sobre o atual momento da distribuição de seguros no País, a mudança no comportamento do consumidor e a necessidade da “disrupção” nos processos convencionais de atendimento ao cliente.

“Os corretores são empresários da distribuição de seguros. Em 1960, tínhamos um excelente formato de vendas com o seguro de acidentes de trabalho. Em 1990, chegaram os seguros massificados e, em 2005, passamos a conviver com a força da internet, mudando significativamente o perfil do consumidor”, disse o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, na abertura do evento. Para ele, o corretor de seguros precisa adotar uma postura de transformação, de coragem, de disrupção do passado, para conquistar as novas gerações.

O segundo painel do evento abordou o tema “Mercado mundial de seguros – o que vem por aí”, conduzido pelo sócio no escritório de São Paulo da consultoria Mckinsey & Company, João Leandro Bueno, e mediado pelo fundador da Minuto Seguros e coordenador da Comissão de Tecnologia do Sincor-SP, Marcelo Blay.

Segundo Bueno, o mercado de seguros, do ponto de vista global, tem crescido em torno de 5% ao ano. Já a categoria dos corretores de seguros ultrapassa esse percentual, alcançando 7% de aumento. “Apesar de tudo o que acontece com a evolução digital, o canal de distribuição de seguros pelo corretor continua sendo o principal”, apontou.

Entretanto, segundo o especialista, mundialmente, a distribuição dos seguros de vida e VGBL tem sido feita predominantemente pelos bancos. Enquanto que as vendas dos ramos não vida, como auto e saúde, continuam nas mãos dos corretores de seguros.

“Nossa corretora de seguros apresentou desde o início uma proposta de presença no ambiente digital, mas sempre disponibilizando ao consumidor o atendimento humano, direcionado. Então, estar sensível às novas tecnologias é fundamental para qualquer modelo de negócios”, pontuou Marcelo Blay.

No último painel, “Papo reto com lideranças do mercado de seguros de São Paulo”, as entidades do setor estiveram reunidas discutindo temas e desafios vivenciados pela categoria. Os corretores de seguros puderam participar de 13 enquetes relacionadas aos temas: previdência privada, sistema de gestão, plataformas digitais, remuneração sustentável, entre outras.

A iniciativa foi organizada pelas entidades: Aconseg-SP, Camaracor, pelos Clubes dos Corretores de Seguros das regiões ABC, Costa da Mata Atlântica, Osasco, Piracicaba, São José do Rio Preto, São Paulo, Taubaté, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira, e UCS.

O evento, que faz parte de uma trilogia de encontros que serão promovidos pelo Sincor-SP, visa discutir o futuro da corretagem frente aos novos desafios. O tema continuará sendo desenvolvido no Encontro dos Corretores de Seguros Empreendedores, que acontece de 10 a 20 de abril, e encerrado no Oficinas de Empreendedorismo, em Mogi das Cruzes.

MASSIFICADOS: Um longo caminho a percorrer para conquistar consumidores

Fortalecer a marca e usar as facilidades digitais para aproximar as empresas do consumidor. Esse foi o tom das palestras do evento Fórum S2 – Gestão & Distribuição de Seguros Massificados, realizado nos dias 5 e 6 em São Paulo. Eduardo Gonçalves Nunes Di Loreto, gerente de produtos e serviços financeiros da Lojas Marisa, afirmou que o varejo já aprendeu duramente como vender seguro, um produto que traz grande rentabilidade para as varejistas, que lutam com margens apertadas impostas pela concorrência do setor, queda das vendas e pressão do aumento de custo que pressionam o lucro líquido do setor. “O seguro e serviços de assistência fidelizam o cliente e criam um relacionamento de longo prazo”, ressaltou Loreto em sua apresentação.

O aprendizado veio das milionárias multas aplicadas pelo Ministério Público para punir a venda casada, principalmente relacionada ao seguro de garantia estendida, desenvolvido para aumentar o tempo de proteção de produtos contra defeitos de funcionamento. Em janeiro de 2015, para citar apenas um dos casos, o Ministério da Justiça multou as principais varejistas de eletrônicos e eletrodomésticos do país em cerca de R$ 29 milhões por venda abusiva de seguros. Segundo divulgou o Ministério da Justiça na época, entre 2005 e 2012, a Casas Bahia receberam 13.057 reclamações de consumidores com relação à garantia estendida, o Ponto Frio, 14.031; Magazine Luiza, 9.068 e Ricardo Eletro, 33.367.

Isso foi um baque grande para as varejistas, que vinham ganhando muito dinheiro com seguro. Tanto pelo comissionamento pago pelas seguradoras pelo ponto de vendas como também pelos contratos de exclusividade. Entre os acordos mais recentes anunciados temos o da Lojas Marisa, que informou no final de março que firmou contratos com a Assurant Seguradora e a Assurant Serviços para a comercialização pela companhia de produtos de seguros e assistência. O contrato têm prazo de cinco anos e a varejista receberá R$ 75 milhões, a título de antecipação, em duas parcelas, em março e junho de 2017.

Outros contratos ilustram bem o cenário do seguro no varejo no Brasil. A Via Varejo e sua subsidiária Cnova anunciaram em dezembro passado um acordo com a Zurich Brasil, líder do segmento de afinidades em diversos nichos, para a venda e distribuição exclusiva de apólices, certificados e bilhetes de seguro. Em fato relevante a Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, informou que em contrapartida à exclusividade e a título de adiantamento de remunerações pela venda dos produtos, a Zurich pagaria à varejista e à Cnova o valor total de R$ 270 milhões. O valor poderá ser compensado com vendas de produtos de seguro dentro dos próximos seis anos, nos termos do contrato.

Outro bom exemplo. Em setembro de 2016, a AXA fechou um contrato de seguros com a varejista Pernambucanas que prevê vendas no valor de R$ 2 bilhões em prêmios, tornando a rede varejista o maior cliente da seguradora francesa no Brasil.

Em dezembro de 2015, a rede Magazine Luiza recebeu R$ 330 milhões pela renovação da aliança estratégica entre a seguradora própria Luizaseg e o BNP Paribas Cardif, parceiros desde 2002, quando a rede varejista passou a comercializar o seguro Proteção Financeira, que garante o pagamento de compras financiadas em caso de desemprego ou outras perdas de renda. O Magazine Luiza, por meio do Luizaseg, oferece também seguros de vida, residencial e garantia estendida.

Além dos grandes varejistas, as seguradoras disputam também médios e pequenos varejistas, concessionárias de serviços, administradoras de cartões de crédito e todos os clientes que possuem um bom banco de dados de pessoas para as quais pode ser ofertado seguros e assistências, como comentou André Gregori, CEO da thinkseg, uma empresa que ainda nem foi lançada (talvez neste mês), mas que já desperta a atenção dos concorrentes pela potencialidade da tecnologia que já inclui Big data, Internet das Coisas, Telemetria, Marketing Digital e Robochats, com protocolo superior a 300 colunas de várias respostas e que aumentam com a experiência do dia a dia.

Gregori define a thinkseg como um marketplace, um lugar que une corretor, seguradora e cliente. Ele promete trazer novidades ao mercado com o lançamento da empresa que depende da aceitação do aplicativo pela Apple. O app da thinkseg já está no GooglePlay. “Somos uma plataforma que quer trazer uma experiêncica de seguros simples, agradável e individual. Com certeza ninguém aqui paga mais energia, celular ou água do que consome. Essa mesma noção é que estamos trazendo para seguros”, afirma o CEO da thinkseg em sua apresentação.

Segundo os especialistas, de nada adianta transportar produtos com seus dizeres e formato de folders de venda tradicional para a internet. Trata-se de um público digital e que é atraído pela interação, segundo comentaram os participantes do painel “Os desafios da comunicação digital e de seguros massificados em ambiente digital”. “É essencial criar uma nova forma de comunicação. Interativa. Deixando o produto pronto, qualquer plataforma de venda poderá acessar os produtos e serviços para criar opções personalizadas para os consumidores”, afirmou CEO da agência digital Garage, com eco do consultor de marketing digital Marcelo Teixeira.

Um dos exemplos de facilitação de venda foi trazido por Paulo Rossi, do grupo BB Mapfre. O grupo criou um video de 1m20s para que os vendedores possam enviar por WhatsApp aos seus clientes que adquirem celulares, tabletes ou computadores. O vídeo explica o que o seguro celular cobre e o que não cobre de forma simples e clara. “A objetividade da informação reforça a qualidade da venda”, diz. Uma compra consciente evita desgastes do passado, quando os consumidores lotaram o Procon com queixas de que não recebiam o seguro por furto simples. O seguro cobre apenas roubo e furto qualificados, com apresentação de Boletim de Ocorrência, com sinais claros de violência. “Se o celular sumir do bolso ou da mesa do cliente não tem cobertura”, evidencia o vídeo.

Com o velho jargão “ninguém acorda com vontade de comprar seguros”, os debatedores foram enfáticos em afirmar que é preciso inovar nas ações para captar o cliente. Para chamar a atenção do cliente, a interação nas mídias sociais é extremamente necessária. Loreto, da Lojas Marisa, citou duas ações inovadoras. Uma foi realizada na auge da onda do Pokmon Go, na qual o cliente tinha desconto na compra de um seguro caso perdesse o celular durante a caça de bichos. Outra foi no no Outubro Rosa, com parte da arrecadação destinada a uma ONG. Em ambas, afirmou, as vendas aumentaram significativamente.

Segundo Michele Borba, executiva da Zurich que já atua com seguros massificados há 21 anos, sair da venda de um aparelho que lembra um telefone fixo ao que é apresentado hoje com todo o apoio da tecnologia foi uma mudança e tanto. A executiva da Zurich destacou a importância da convergência de canais (omni channel). Ela acredita que talvez a venda digital nunca seja tão grande e importante como a compra física, o que torna prioritária a boa experiência do comprador no ponto de venda da loja.

Com menos gente nas lojas, a interação com o vendedor tem de ser realmente diferenciada e assertiva. Para isso, acrescenta Michele, ele tem de ter produtos de seguros diferenciados, que evoluíram juntamente com o emponderamento do consumidor”, enfatizou. E lembrou: “Muitas vezes o consumidor pode estar mais bem informado que o vendedor. Por isso a qualidade e transferência das informações é um ponto prioritário”.

Fernando Kimura, consultor de marketing digital, afirma que as seguradoras precisam investir mais em deixar a imagem da marca na mente dos consumidores. Hoje o que as propagandas ou ações das seguradoras deixam claro é o risco a que as pessoas estão expostas, mas a marca ainda é pouco lembrada. Também ressaltou o fato da pouca inovação nas ações, hoje restritas a posts sem movimento ressaltando produtos e serviços. É preciso avançar. E rápido. Kimura elogiou o trabalho da Youse, plataforma digital da Caixa Seguradora, que conseguiu, mesmo pertencendo a uma instituição financeira estatal e antiga, criar uma marca nova e inovadora. “Se uma estatal conseguiu, certamente as privadas também trarão muita inovação”, comentou.

O uso de “storytelling”, histórias contadas pelos próprios usuários, com linguagem humanizada, certamente vai empoderar o consultor de vendas e ajudará a inverter a lógica de oferta, fazendo com que o consumidor passe a demandar os produtos que pretende comprar, ressaltou Helio Prandini da corretora THB Group.

Miguel Buenos, diretor de contas do Serasa, questionou os debatedores sobre quando as seguradoras terão um ambiente interno melhor preparado e como parceiros podem ajudar a evoluir neste sentido, uma vez que todos comentam que produtos e comunicação disponíveis no ambiente digital hoje são similares a um facelift, ou seja, mudança de processo sem uma reestilização completa. A desculpa para isso veio da falta da regulamentação e que seguradoras não vão investir antes de ter uma norma clara a respeito da venda em canais digitais.

Apesar de todos concordarem que a maior barreira para o avanço das seguradoras digitais é ainda a falta de conexão dos legados das seguradoras com seus parceiros, a regulamentação da venda em canais digitais também foi um tema recorrente na fala de todos os debatedores. “Ela virá, sem dúvida. Ainda não sabemos quando, mas virá”, afirmavam quase todos. A falta de regulamentação tem atrasado o avanço da Youse, que já tem produtos com mais de 10 milhões de apólices vendidas via web, e fez com que a Thinkseg mudasse o escopo inicial do projeto de seguradora digital para plataforma de vendas. A Susep estuda o tema enquanto investidores pressionam o Ministério da Fazenda em relação a regulamentação da venda de seguros pelos canais digitais.

A conclusão é que o grande desafio enquanto aguardam a regulamentação do pagamento do seguro por meios remotos, está na venda com uma a aceitação consciente do consumidor. Todas as companhias no mercado ainda têm muito a desenvolver em personalização. Também é preciso ampliar o leque de ofertas. O mercado de massificados dos varejistas está centrado nos bens como garantia estendida, acidentes pessoais, prestamista e residencial. “Quem não surfar a onda da venda digital, vai levar uma onda na cabeça”, afirma o especialista Petrucci.

E esta onda na cabeça tem nome”: Insurtechs, startups para atuar no mercado mundial de seguros, que movimenta vendas anuais de US$ 4,6 trilhões, criadas por investidores que olham tudo com lupa para descobrir o que é preciso ser feito para que o setor no Brasil chegue a patamares de participação no PIB condizentes com outros países e com o tamanho da economia brasileira, pré destinada por estudo divulgado pela consultora PwC para ser a quinta maior do mundo em 2050. Hoje o Brasil é a sétima. Enquanto aqui esse percentual de venda de seguro no PIB é de 4%, a média mundial é de 8%. Ou seja, dá para dobrar. E dobrar significa sair de um faturamento próximo de R$ 200 bilhões (sem considerar saúde) para R$ 400 bilhões.

A transformação digital atinge todos os negócios no mundo. “Tudo é transformado para um mundo digital. O nível de disrupção em seguros é gigante, pois é uma indústria que vive de informação”, destacou Petrucci.
Segundo ele, é preciso ajudar a população entender a essência do produto e serviço. “Quando se anuncia na Rede Globo, que serve bem para difundir a cultura e construir a marca, não se captura a rastreabilidade do cliente como nas redes sociais como youtube, facebook e linkedln, que tem o sistema de CRM bem desenvolvidos”, comentou.

Ele lembrou que o uso inteligente da tecnologia pode ajudar que as empresas comuns concorram com as gigantes criadas no Vale do Silício. Um dos exemplos citados foi a Nike. “Quem poderia imaginar que uma fabricante de tênis seria concorrente em aplicativos de corridas, obtendo uma infinidade de informações de consumidores para os quais pode vender seus produtos?”, indagou.

Na onda deste futuro esperado para a venda de seguro no mundo digital surge a thinkseg. Segundo André Gregori, que tem como investidores, além dele próprio, três seguradoras nacionais e uma estrangeira, a companhia nasce com tecnologia 100% integrada. “Nosso sistema conversa com qualquer banco de dados, seja das seguradoras, dos clientes no varejo, e da captação de informações para se montar produtos e serviços personalizados aos consumidores”, garante.

A meta é que o consumidor seja surpreendido com ofertas simpáticas e personalizadas aos riscos que corre no dia a dia. “A compra será em três cliques, o pagamento como um taxímetro de táxi — pagar o que usa –, a solicitação de pagamento de indenização em quatro cliques. Quem indica amigos troca por vários benefícios. E também pode adicionar outros usuários na mesma apólice de forma simplificada”, promete o empreendedor que já montou quatro empresas. Essa é a quinta. ” Você pensa que sabe fazer tudo, mas agora não. Fazer esse filme que está no vídeo virar realidade é outra história. A curva de aprendizado é dura mas a nossa equipe é formada por pessoas que amam o que fazem. Por isso sabemos que vamos mudar o mundo de seguros usando a tecnologia ao trazer uma forma diferente de apresentar um produto”.

O público da thinkseg é uma fatia entre 20 e 49 anos dos 63% da população ativa do Brasil. “São pessoas que não vão mais ao banco, que estão preocupadas com bem estar, esporte, saúde, conectadas. “Por que as redes sociais fazem sucesso? Porque todos querem saber da vida dos outros. E assim vamos crescer. No boca a boca, como referência em bons produtos e serviços”, avisa Gregori aos concorrentes e futuros parceiros de negócios.

Ele enxerga o pequeno corretor como o principal relações pública da thinkseg. “O SAC não existe mais. Se alguém faz algo errado na vida pessoal vai para as redes sociais e se não tiver uma resposta rápida a vida pessoal e profissional acabou com a proporção impressionante que pode tomar o assunto. Por isso, trabalhar da melhor maneira possível é o único caminho para o sucesso e perenidade da empresa”, finaliza o empreendedor.

Compliance está entre as prioridades das PMEs brasileiras, aponta pesquisa Zurich

A Pesquisa Global Zurich realizada no final do ano passado com o objetivo de entender o cenário das PMEs no Brasil e em mais 12 países (Suíça, Áustria, Alemanha, Irlanda, Itália, Portugal, Espanha, Turquia, Estados Unidos, México, Austrália e Hong Kong) traz dados muito interessantes sobre esse segmento que cresce de forma rápida no Brasil. Em sua quarta edição, a Pesquisa Global Zurich PMEs foi realizada em parceria com a GfK e entrevistou cerca de 2,6 mil executivos, sendo 200 deles no Brasil.

A falta de demanda do consumidor, excesso de estoque são hoje mais críticos do que no passado e ainda são os principais riscos para um negócio, segundo 35,5% dos entrevistados. O transporte e dados ao veículo de uma empresa vem como principal risco para 17,5% dos entrevistados, seguido por corrupção, com 15%, e condições climáticas imprevisíveis, com 14,5%. Falha por parte dos parceiros e fornecedores preocupam 12% dos entrevistados, bem como protestos e danos maliciosos foram considerados por 6,5% dos participantes do estudo

O destaque para o Brasil está no compliance. Assim como grandes corporações, os pequenos e médios empresários brasileiros passaram a demonstrar mais consciência em relação à transparência e o tema passa a ser pauta dos negócios. Essa foi uma das conclusões da pesquisa.

De acordo com a seguradora, cresceu a preocupação das PMEs brasileiras com a transparência da imagem de suas empresas e os eventuais riscos que a corrupção pode acarretar aos seus negócios. Os dados apontam que 15% dos entrevistados responderam que a corrupção é um dos principais riscos para suas empresas nos próximos meses, levando o Brasil ao topo deste ranking.

Ainda que “Corrupção” seja o 6º. risco apontado pelo empresariado brasileiro na Pesquisa – atrás de falta de demanda do consumidor, alta competitividade, incêndio, problemas relacionados a transportes e roubo –, quando observados os números dos levantamentos anteriores, nota-se uma clara tendência de crescimento desta preocupação. Na pesquisa anterior, 13,5% dos entrevistados apontavam o tema como um dos riscos. Em 2014, eram 10,5% e, em 2013, apenas 7,2%. Na média dos 13 países pesquisados, esta ainda é a 12ª preocupação. Em contrapartida, esta preocupação de 8% em 2013 para 14% em 2016.

Com a promulgação da Lei nº 12.846/2013, também conhecida como “Lei Anticorrupção” ou “Lei da Empresa Limpa”, a norma passou a representar importante avanço no combate a práticas ilícitas – não apenas dentro de grandes corporações – ao prever a responsabilidade objetiva de empresas pela prática de atos lesivos contra a administração pública nacional ou estrangeira. As pequenas e médias empresas nacionais também passaram a enxergar no compliance uma oportunidade de se organizarem em relação a prevenção de fraudes, segurança de informações, continuidade de negócios e lavagem de dinheiro.

Para Fernando Saccon, líder da área de linhas financeiras da Zurich, as PMEs perceberam que, além de contribuir para o gerenciamento interno, o compliance pode ser vantajoso para seus negócios ao indicar para seus clientes que a empresa está comprometida em atuar de forma transparente perante o mercado e sociedade. “Independentemente do tamanho da empresa, existem muitas regras e legislações a serem seguidas, como as das áreas contábil, tributária e TI, por exemplo”, explica.

O especialista da Zurich comenta ainda que, quanto menor a empresa, maior a dificuldade de implementação de normas e procedimentos, por isso cuidado na generalização da consciência do compliance e controles internos é fundamental para que a empresa consiga gerenciar seus processos internos. “Percebemos um grande aumento na procura por este tipo de serviço por parte das PMEs”, explica Saccon.

Como líder nessa área, a Zurich está atualizada em relação às leis de várias jurisdições locais. Isso significa que os gerentes de riscos e a C-suíte podem ter mais certeza de que o programa de seguros não as contrariará, desta forma, a empresa também atua prestando consultoria para empresas na área de compliance.

Pesquisa – Ao analisar em larga escala e de forma aprofundada um perfil específico de negócios – empresas com até 250 funcionários em tempo integral –, a Zurich objetiva elencar e compartilhar com o mercado informações sobre visão e expectativa das PMEs, de modo a colaborar com a tomada de decisões mais assertivas. “A pesquisa compara riscos de negócios e riscos de seguros. Assim, não mapeamos apenas o que é importante para o setor securitário, mas para o mercado como um todo”, afirma Walter Pereira, diretor de Varejo da Zurich.

Para chegar aos resultados, os líderes entrevistados foram questionados sobre as oportunidades, os riscos e expectativas para os 12 meses seguintes à pesquisa, realizada no segundo semestre de 2016. “Como uma seguradora de expertise internacional, a Zurich oferece ao mercado coberturas para os principais riscos apontados na pesquisa, mas a divulgação dos dados vislumbra mais do que oferecer produtos de proteção; nosso objetivo é compartilhar informações que possam ser estratégicas aos negócios”, comenta o executivo.

Realizada anualmente, a Pesquisa Global Zurich PMEs estabelece comparativos (em relação às edições anteriores e entre os países consultados) e aponta os rumos que os entrevistados pretendem dar aos seus negócios. No Brasil, participaram 200 PMEs.

Márcio Lobão retorna à presidência na Brasilcap, informa o Valor

O Valor divulga hoje a matéria “Lei não altera o loteamento político de estatais”. Um dos trechos da reportagem conta: Demonstração de influência política em um posto de comando nas estatais foi dada na segunda-feira. O senador Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, conseguiu arrancar do governo o apoio para reconduzir seu filho Márcio à chefia da Brasilcap. Ele já presidia a empresa de títulos de capitalização e teve o mandato renovado, mesmo depois de ter sido alvo em fevereiro da Operação Leviatã, um desdobramento da Lava-Jato. Lobão teria recorrido a Temer para preservar o cargo, informa o Valor.

A matéria pode ser lida por assinantes neste link

Eu acrescento a indicação do vice-presidente do IRB Brasil Re também na segunda-feira. O ressegurador IRB Brasil RE informou que aprovou para substituição de Mario Di Croce, que ocupou o cargo de vice-presidente executivo nos últimos sete anos por Airton Renato de Almeida Filho. Segundo apurou a Agência Estado, o novo vice-presidente é filho de Airton Renato de Almeida, assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desde maio de 2005. Procurado por telefone e via assessoria de imprensa, o presidente da Câmara não se manifestou se a indicação de Airton Filho foi feita por ele ou não.

Fundación Mapfre e Einstein lançam projeto social voltado a comunidades da Zona Sul de São Paulo

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A Fundación Mapfre e o Hospital Israelita Albert Einstein lançam o projeto de Cooperação Internacional – Mapfre- Einstein na Comunidade, que visa promover diversas oficinas, atividades e serviços para as comunidades que vivem na Zona Sul de São Paulo.

A parceria foi anunciada em evento ocorrido hoje (5/4) nas instalações do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP). Estiveram presentes no anúncio o vice-presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Dr. Eduardo Zlotnik, o CEO da Mapfre Brasil, Wilson Toneto, o diretor da área de Ação Social da Fundación Mapfre (Espanha), Daniel Restrepo e a diretora de Projetos da Fundación Mapfre (Espanha), Infanta Elena de Borbón.

“A parceria com uma organização séria e comprometida como o Einstein é um motivo de orgulho para a Fundación Mapfre. Com essa iniciativa, conseguiremos alcançar aproximadamente 10 mil atendimentos por ano. Dessa forma, conseguiremos disseminar ao máximo os valores da nossa instituição, baseados em ações sociais, qualidade de vida, qualificação profissional e promoção da saúde”, diz Wilson Toneto, CEO da Mapfre Brasil.

Os moradores do entorno do Hospital Municipal da Vila Santa Catarina, na região do Jabaquara, e da Comunidade Paraisópolis, próximo ao Morumbi, poderão participar do projeto que atuará em três diferentes frentes. A primeira será voltada à saúde materna e, abordará temas relacionados à gestação saudável, primeiros cuidados com o recém-nascido, saúde da mulher e até campanhas pontuais para a prevenção de acidentes na infância, prevenção de violência contra a criança, adolescente e mulher, combate e prevenção ao uso de drogas e outros temas de vínculo familiar.

Já a segunda linha de trabalho vai levar aos participantes atividades e palestras relacionadas ao desenvolvimento infantil, hábitos de vida saudáveis e planejamento familiar e prevenção à gravidez indesejada. Além disso, os participantes receberão materiais educativos sobre os temas trabalhados.

Infanta Elena de Borbón, no projeto de Cooperação Internacional – Mapfre- Einstein na Comunidade

Por fim, o projeto levará à comunidade oficinas e exercícios direcionados ao empreendedorismo e desenvolvimento social, com o objetivo de estabelecer, estimular e fortalecer o relacionamento entre as pessoas, oportunidades de geração de renda e de perspectivas positivas. “Estamos certos de que esse trabalho será realizado de maneira sinérgica e atingirá uma importante parcela da comunidade”, conclui o executivo.

Mercado segurador já superou o pior momento da recessão de 2016, afirma presidente da CNseg

Fonte: CNseg

Mais de 600 executivos participaram nesta quarta-feira de manhã da abertura do 6º Encontro de Resseguro, que, nesta edição, comemora os 10 anos de mercado livre desse importante braço de suporte das operações de seguros no País. Organizado pela CNseg, em parceria com a Fenaber e Escola Nacional de Seguros, o evento reuniu, na solenidade de abertura, algumas das principais lideranças e autoridades do mercado.

Em discurso, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, assinalou que o mercado de seguro demostrou resiliência mesmo com o agravamento da crise econômica, ao exibir expansão nominal bastante razoável. No ano passado, o mercado cresceu 9,2%, alcançando, sem contar com saúde suplementar, R$ 239 bilhões em 2016. Com a inclusão do faturamento estimado das operadoras de saúde, na casa de R$ 160 bilhões, a chamada receita do mercado ampliado de seguros atingiu quase R$ 400 bilhões. “Em 2016, ano crítico para o País, depois de um 1º trimestre decepcionante, as taxas se recuperaram gradativamente e, ao final do ano, obtivemos crescimento de 9,2%, portanto apenas um ponto percentual abaixo do ano anterior”, destacou Coriolano.

No caso do mercado supervisionado pela Susep, reconheceu que a expansão foi liderada por um pequeno numero de modalidades, com destaque para os planos de previdência (VGBL, principalmente), seguro de vida individual e apólices de Garantia e Rural, uma concentração que também indica que o mercado foi mais duramente afetado pela crise.

Mas Coriolano acredita que o mercado segurador já superou o pior momento da recessão de 2016. Não só porque a taxa de expansão ter se ampliado trimestre a trimestre, depois do susto causado pela forte desaceleração no começo do ano passado. Mas também porque o resultado do primeiro bimestre do ano já é representativo, ao voltar à casa dos dois dígitos. “Neste início de ano, os números dos dois primeiros meses apontam para uma satisfatória estabilidade, já que, em fevereiro, considerando-se o acumulado dos últimos 12 meses, alcançamos uma evolução de 10,6% sobre igual período do ano anterior, voltando, portanto, ao mesmo nível de 2015”, lembrou ele.

E a perspectiva é positiva, porque existe a previsão de lançamento de produtos que já tiveram a regulamentação aprovada ou em via de ser, ampliando o mercado potencial. Ele se refere ao Universal Ljfe, à modalidade de capitalização para os planos e seguros de saúde; à nova lei de licitações públicas que amplia a participação do seguro garantia; ou ao fim do monopólio no seguro de Acidentes do Trabalho. Nichos de grandes riscos ou massificados que exigem a parceria com as empresas de resseguros, para que o mercado possa demonstrar ter capacidade de ampliar a proteção de patrimônios, saúde e rendas, e, em consequência, contribuir para o desenvolvimento do país em bases sustentáveis.

Outros discursos foram feitos na abertura. O diretor presidente da ANS, João Carlos de Souza Abrahão, voltou a pedir que as resseguradoras criem planos para as operadoras de saúde, lembrando que a agência reguladora, nesse sentido, têm feito ações para ampliar a transparência e governança do setor, necessárias para dar a previsibilidade exigida nos negócios de resseguros. O superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, destacou estudos para aproximar as práticas das seguradoras e resseguradoras brasileiras dos mercados globais e deu a entender que, na próxima reunião do CNSP, deverão ser aprovadas novas medidas em prol do fortalecimento de seguros.

O presidente da Fenaber, Paulo Pereira, fez um breve balanço dos 10 anos de mercado de resseguros livre. No período, o mercado saiu de um órgão monopolista de resseguros para 128 players presentes no País; e a receita pulou de R$ 3,8 bilhões por ano para os atuais R$ 10 bilhões de 2016, destacou ele, reclamando que ainda há alguns nós regulatórios que podem frear o potencial de crescimento.

Foto:Francisco Alves de Souza, da FenaPrevi; João Francisco Silveira Borges da Costa, da FenSeg; Joaquim Mendanha de Ataídes, da Susep; João Carlos de Souza Abrahão, da ANS; Marcio Serôa de Araujo Coriolano, da CNseg; Marco Antonio da Silva Barros, da FenaCap; Paulo Pereira, da Fenaber; Robert Bittar, da Escola Nacional de Seguros; Roberto da Rocha Azevedo, da Abecor; e Solange Beatriz Palheiros Mendes, da FenaSaúde

Austral Re investe no setor de óleo e gás

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A Austral Re anunciou Elias Silva Junior como responsável pela nova área de Energy. A expansão do portfolio é parte da estratégia da resseguradora local em investir em um segmento com grande potencial de expansão. Elias será responsável por desenvolver a carteira de clientes do setor, estruturando soluções de resseguro para todo tipo de risco da cadeia de exploração e produção.

“Recursos naturais como óleo e gás ainda têm bastante relevância na matriz energética e serão responsáveis por mais de 60% da geração de energia nos próximos 30 anos”, pontua o executivo.

Elias Junior esteve nos últimos cinco anos como o responsável por riscos de petróleo do IRB Brasil RE, atuando na definição de estratégias, prospecção, estruturação de programas, consultoria na elaboração de produtos das seguradoras e treinamentos de clientes.

Veja o preço dos seguros dos carros mais vendidos

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Uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, a Minuto Seguros apresenta um estudo com base na lista divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) com os carros mais vendidos no Brasil em março de 2017.

Desde agosto de 2015, o Chevrolet Onix figura no topo do ranking. No mês passado, foram 14.745 unidades comercializadas, superando a marca de 11.980, referente a fevereiro deste ano. Na segunda colocação, o cenário também não se altera quando comparado a períodos anteriores. O HB20 da Hyundai teve 10.638 automóveis vendidos, número também maior que o de fevereiro, quando vendeu 6.521 veículos.

A Minuto Seguros avaliou os preços dos seguros em cinco capitais diferentes: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e João Pessoa (PB). O estudo considerou como perfil um condutor homem, de 35 anos e casado.

Para esse tipo de perfil, o preço do seguro do Honda HR-V pode apresentar uma diferença de R$2.234 entre as capitais, a maior entre os carros cotados. No Rio de Janeiro ficou em R$ 5.605 enquanto que, em São Paulo, o SUV apresentou um valor de R$ 3.370 no seguro. Por outro lado, a cotação do Etios Hatch, da Toyota, é a que possui a menor diferença entre os veículos cotados. Em João Pessoa o valor é o mais baixo, R$1.910, e em São Paulo o mais alto, R$2.139, uma distância de R$ 229.

Dos locais avaliados, Rondônia é o que possui o seguro mais barato para 60% dos carros analisados. Já o Rio de Janeiro é a capital que apresenta os preços mais altos para sete dos dez automóveis listados abaixo.

Detalhes da cotação

Capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e João Pessoa (PB).

Seguradoras: Azul, AIG, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Liberty, Sompo Seguros, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e Sulamerica.

Perfil: Homem, 35 anos, casado.

Plano: Cobertura de terceiros de R$ 100 mil.

Agenda: AIDA Brasil põe em pauta embriaguez no seguro de automóveis

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Estão abertas as inscrições para o evento da AIDA – Associação Internacional de Direto de Seguros, que debaterá o tema “A decisão do STJ sobre a Embriaguez no Seguro de Automóveis” no dia 19 de abril, no auditório da Escola Nacional de Seguros, em São Paulo.

O evento tem como objetivo colocar em pauta a subtração de cobertura securitária para condutores sob efeito de álcool; uma questão técnica e de função social do contrato de seguro. Os acidentes causados por terceiros condutores que não o próprio segurado; delineamento do assunto contido no Recurso Especial 1.485.717. Os casos específicos do segurado pessoa jurídica e a conduta atentatória ao contrato por parte do preposto, bem como do principal condutor, quando distinto do segurado.

Os painelistas serão: Desembargador Ney Wieddemann Neto do TJRS, Dr. Lucas Renualt Cunha, Dr. Mariana Giuampaulo Sarro e o Dr. Roberto Angotti. A abertura do evento e a coordenação ficarão a cargo do Vice- Presidente da AIDA Brasil, Inaldo Bezerra.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail aidabrasil@aida.org.br ou pelos telefones 3231-1583 e 3159-4968.