MAG Investimentos lança Prev Cash, fundo de previdência de baixo risco 

Fonte: MAG

A MAG Investimentos, gestora independente com mais de 10 anos de atuação no Brasil e R$17 bilhões sob gestão, anuncia o lançamento do Prev Cash, fundo de previdência com estratégia em renda fixa de baixo risco. O objetivo é superar de forma consistente o CDI e conseguir captação de R$500 milhões até o final deste ano.

“O Prev Cash foi desenvolvido para os clientes que desejam ter acesso à estratégia do fundo MAG Cash, só que via aplicações em previdência. Com ele, o cliente consegue aliar os benefícios da previdência privada aplicando em uma estratégia consolidada e extremamente bem-sucedida”, afirma Fernando Gabriades, sócio-diretor da MAG Investimentos. “Além disso, o fundo atua por meio da aplicação em títulos e valores mobiliários de renda fixa, através de compra de títulos de bancos com alto nível de rating e operações a termo de bolsa, sem risco direcional ou de crédito”, complementa.

O Prev Cash contará com o suporte de uma equipe de especialistas com expertise em renda fixa e gestão de recursos, liderada por Sérgio Machado, que tem mais de 40 anos de experiência, com foco em controle de riscos e capacidade de entregar resultados consistentes. “A tomada de decisão é sempre baseada em estudos que levam em conta a conjuntura macroeconômica global e local, aspectos políticos e setoriais, além das condições do mercado, como liquidez e preço. O fundo é bem competitivo e conta com uma taxa de performance de 20% sobre o que exceder os 100% do CDI”, explica Sérgio Machado, sócio e gestor da MAG Investimentos.

Entre os destaques do Prev Cash estão a consistência de retornos a longo prazo, rentabilidade de 110% do CDI, sem risco de crédito corporativo, alocando sempre no mercado bancário. “É um produto de baixa volatilidade e sem risco de mercado, com operações estruturadas a termo sem risco direcional ou de crédito”, conclui Machado.

Resiliência e mercado de seguros são destaque no Fórum de Lisboa

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por Carla Simões, de Lisboa

No painel “Resiliência e Mercado de Seguros no Contexto Global”, realizado no XIII Fórum de Lisboa, especialistas e autoridades reforçaram a importância do mercado segurador como instrumento estratégico para mitigar os crescentes riscos climáticos, sanitários, cibernéticos e geopolíticos, ao mesmo tempo em que destacaram desafios regulatórios e de educação financeira no Brasil. O debate, mediado pelo senador Laércio Oliveira, evidenciou a necessidade de um ambiente jurídico sólido, maior participação do seguro na economia e o papel do setor na construção de uma economia mais resiliente e sustentável.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, abriu o painel ressaltando a urgência de estruturar um sistema nacional robusto de seguros contra catástrofes climáticas, diante da intensificação dos eventos extremos, como já acontece em países como México, França e Chile e reforçou a importância de incluir o seguro no planejamento de infraestrutura pública. 

“O Brasil deixou de ser apenas um país de baixo risco climático. Hoje enfrentamos, em média, quatro eventos extremos por dia, e grande parte dessas perdas não está segurada. Isso é um alerta claro de que precisamos estruturar urgentemente um sistema nacional de proteção contra catástrofes”, afirmou. 

Oliveira também lembrou que a indústria seguradora vai além da indenização: ela contribui para a prevenção de riscos e a construção de soluções mais sustentáveis. Segundo ele, é preciso transformar a atual emergência climática em um “plano de ação” que envolva governos, empresas e cidadãos, tendo o seguro como pilar estratégico da adaptação climática — tema que será levado à COP30 no Brasil.

 “O seguro não é só uma ferramenta de indenização. É também um instrumento de prevenção, adaptação e reconstrução — e deve ser um dos pilares do plano de ação que o Brasil precisa construir diante da emergência climática.”

Rafael Furlanetti, presidente da ANCOR e executivo da XP, apontou a baixa penetração do seguro no Brasil, ligada à insuficiente educação financeira. “Seguro é um mitigador de risco e um investimento de longo prazo. Quando a população entende isso, o país ganha em vários aspectos — desde uma maior proteção individual até o fortalecimento da poupança interna, que sustenta projetos e reduz vulnerabilidades econômicas.” 

Furlanetti destacou que somente dois em cada dez brasileiros possuem seguro de vida, contra sete em dez nos Estados Unidos, ressaltando o potencial de crescimento do setor.

O diretor jurídico do BNDES, Walter Baere, reforçou a importância do seguro de crédito à exportação para a competitividade brasileira. “Não existe seguro sem sinistro. O que não podemos aceitar é que eventos pontuais sejam usados para destruir uma ferramenta que funcionou bem por décadas, gerou empregos e fez da indústria brasileira uma referência global.” 

O executivo do banco estatal defendeu um mercado de seguros maduro, com múltiplos atores, e destacou a necessidade de ampliar o apetite do setor privado, complementado pelo Fundo Garantidor de Exportação, para fortalecer setores estratégicos, como o de engenharia de alta complexidade.

Segurança jurídica e a estabilidade regulatória 

Para a diretora jurídica da Bradesco Seguros, Cláudia Heck, a segurança jurídica é imprescindível para o desenvolvimento sustentável do setor. “A formação para o desenvolvimento sustentável exige um ambiente de segurança jurídica, que favoreça decisões de longo prazo essenciais para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.” 

Cláudia Heck reforçou o compromisso do setor com a promoção de soluções sustentáveis e antecipou o papel estratégico da Casa do Seguro, iniciativa da CNseg que será realizada durante a COP30, em Belém. Segundo ela, o espaço será um ponto de convergência entre seguradoras, autoridades e sociedade civil, com o objetivo de posicionar o seguro como instrumento central da resiliência climática e da proteção social no Brasil e no mundo.

“A Casa do Seguro será um marco para o setor na COP30, consolidando o seguro como ferramenta essencial para a adaptação climática, a proteção da sociedade e o desenvolvimento sustentável.”

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Sérgio Domingues, destacou a capacidade de resiliência como competência essencial diante dos riscos crescentes no mundo atual e elogiou a nova Lei 14.430/2022. “Essa lei traz previsibilidade e transparência, dois pilares fundamentais para aumentar a confiança nos agentes econômicos e tornar o ambiente regulatório mais robusto. Não se trata de eliminar os riscos, mas de oferecer clareza sobre o que pode e o que não pode ser feito em um contrato de seguro.” 

O ministro chamou atenção para o fato de que 83% dos municípios brasileiros tenham sido afetados por desastres naturais nesta década, ampliando os desafios jurídicos e financeiros para o setor.

O debate reforçou a importância do diálogo contínuo entre governos, setor privado e sociedade para construir um ambiente mais resiliente e sustentável, no Brasil e globalmente, reconhecendo o papel central do seguro como instrumento de proteção social e econômica diante das transformações do século XXI.

Bradesco Saúde traz novas funcionalidades em gestão e vendas de planos

Proporcionar uma jornada digital cada vez mais ágil, completa, e que concentre, em um só lugar, todas as necessidades do corretor. Com esse olhar, a Bradesco Saúde tem adotado uma série de funcionalidades no Portal de Negócios, ambiente destinado aos parceiros comerciais do Grupo Bradesco Seguros. A partir de uma série de inovações, os processos de gestão e venda de planos foram otimizados, com soluções que atendem às necessidades do corretor e de seus clientes.

Entre as funcionalidades já implementadas, destaque para o recomendador de planos SPG (3 a 199 vidas), ferramenta que possibilita ao corretor receber a indicação do plano mais adequado ao perfil do contratante, a partir das preferências em relação ao preço e rede credenciada, por exemplo. Ainda é possível comparar diferenciais e benefícios das alternativas encontradas, inclusive comparando com o eventual atual plano do cliente.

Outras facilidades do portal são a possibilidade de obtenção de faturas e envio de simulações ao cliente, além de maior autonomia na gestão do pós-venda, com a opção de alteração de dados cadastrais do contratante e do beneficiário, bem como solicitar carteirinha, informações sobre reembolso e documentos diversos, como a declaração de quitação de débitos do contratante. Tudo diretamente pelo portal, sem a necessidade de contato telefônico. 

Escuta ativa

As melhorias implementadas na jornada do corretor são resultado de um processo constante de escuta ativa do corretor, entendendo suas necessidades.

“Facilitar e simplificar as vendas é foco contínuo da Bradesco Saúde. As melhorias atendem a demandas dos próprios corretores e são o resultado de um relacionamento cada vez mais próximo da operadora com nossos parceiros. Estamos em constante evolução, sempre em um processo de escuta ativa para promover a evolução da jornada do corretor”, afirma o superintendente sênior da Bradesco Saúde, Giuliano Borro.

Live e pesquisa de satisfação

Recentemente, a Bradesco Saúde promoveu uma live para reforçar as facilidades que as funcionalidades propiciam aos corretores.

Além de encontros com corretores, a operadora também realiza periodicamente pesquisas de satisfação. A mais recente delas atestou a aprovação dos corretores ao recomendador de planos, com avaliações positivas sobre facilidade de uso, efetividade em recomendar planos e assertividade dos valores simulados.

“Após um acompanhamento de nove semanas de pesquisas, identificamos que a solução proporcionada pelo recomendador de planos foi satisfatória para os corretores de saúde”, comemora Borro, reforçando que o processo de aprimoramento é contínuo e seguirá com novidades.

Zurich lança nova campanha Vida Mais PME com foco em incentivo ao corretor

Marcio Benevides

Fonte: Zurich

A Zurich Seguros está dando início a uma nova edição da campanha Vida Mais PME. A ação, que vai até o dia 31 de julho, visa valorizar a atuação dos parceiros e ampliar as oportunidades de negócios no segmento de pequenas e médias empresas.  

Através da campanha, a Zurich oferecerá bonificação diferenciada, com comissão adicional que pode chegar até R$ 1.000,00 por apólice e agenciamento extra para novas apólices em que o faturamento mensal supere R$ 2.000,00, independentemente da quantidade de apólices.

“A campanha é uma oportunidade para que os corretores ampliem sua carteira com um produto competitivo e, ao mesmo tempo, sejam reconhecidos financeiramente por isso. Nosso papel é apoiar o corretor com ferramentas que agreguem valor ao seu atendimento e impulsionem suas vendas”, afirma Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros. “O seguro Vida PME é uma peça estratégica para ajudar as empresas a cuidarem de seus colaboradores e se manterem competitivas, principalmente na atração e retenção de talentos”, conclui. 

Além da campanha, a Zurich reforça novidades implementadas recentemente no produto Vida PME, que visam tornar o processo de contratação ainda mais ágil e ampliar o potencial de atuação dos corretores. Entre elas, destacam-se o novo cotador, com jornada de contratação 100% digital, completa e intuitiva, incluindo assinatura eletrônica, emissão da apólice em D+1 para as propostas assinadas eletronicamente e sem pendências, e a ampliação do número de vidas cobertas para até 1.000 vidas. 

“Além disso, flexibilizamos as regras de aceitação, com o intuito de atender melhor às necessidades dos clientes. As alterações visam se adequar à realidade das empresas brasileiras, além de proporcionar maior facilidade na contratação e benefícios aos funcionários das empresas clientes. Tudo isso tem tornado o processo de adesão mais simples e acessível”, explica Daniela Cruz, superintendente de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich Seguros. 

O Zurich Vida Empresa PME oferece cobertura para morte e invalidez, proteção para cônjuge e filhos, cesta natalidade, entre outras coberturas, além de acesso gratuito ao app LiveWell, que reúne ferramentas e conteúdos voltados ao bem-estar físico e emocional dos segurados.  

Seguradoras: poupança previdenciária da sociedade é de R$ 1,7 trilhão

Relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi aponta que o valor acumulado em planos de previdência privada aberta no país é de R$ 1,7 trilhão, um crescimento de 13% na comparação com maio de 2024.

De janeiro até maio de 2025 o setor arrecadou R$ 73,5 bilhões, queda de 8,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Em paralelo, os resgates aumentaram 17,4%, totalizando R$ 64,1 bilhões. Dessa maneira, a captação líquida (que corresponde ao total dos aportes menos os resgates) no mesmo período soma R$ 9,4 bilhões.

VGBL representa 92% da arrecadação

O documento detalha ainda os resultados por produtos: da arrecadação de prêmios e contribuições acumuladas entre janeiro e maio, 92,2% ou R$ 67,8 bilhões foram destinados aos planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Já os planos do tipo PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — receberam 6,3% do total aportado (R$ 4,6 bilhões), enquanto 1,5% da captação bruta total (cerca de R$ 1,1 bilhão) foram destinados para planos tradicionais de previdência privada aberta.

Brasil: mais de 11 milhões têm plano de previdência

Os dados de maio também apontam que 11,2 milhões de pessoas possuem, pelo menos, um plano de previdência privada aberta no país, ou seja, cerca de 7% da população adulta no país – destaca o relatório da Federação. Esses indivíduos são detentores de, aproximadamente, 14 milhões de planos dos quais somente 78 mil estão na fase de recebimento, deixando claro o quanto é jovem o setor, e como a acumulação de recursos ainda está na etapa inicial.

O relatório evidencia que o VGBL é o plano mais escolhido, com 63% do total (8,5 milhões de planos), enquanto a opção de 3,1 milhões de participantes é o PGBL (23% do total) e outros 15% são planos tradicionais, correspondendo à cerca de 2 milhões de planos.

MDS Brasil e Icatu Seguros apresentam seguro educacional em congresso em Fortaleza

Fonte: MDS

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país nos segmentos de seguros, resseguros e consultoria de riscos, será uma das patrocinadoras da 7ª edição do Congresso Nacional de Educação Católica, que acontece entre os dias 2 e 4 de julho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.  

Durante o evento, a MDS Brasil e Icatu Seguros apresentarão o Seguro Nota 10, uma solução desenvolvida especialmente para o setor educacional. O produto garante a continuidade dos estudos dos alunos em caso de imprevistos com seu responsável financeiro, além de oferecer proteção a estudantes, pais e colaboradores das instituições de ensino. 

“A educação é uma das ferramentas mais poderosas para transformar realidades e preparar as próximas gerações. Patrocinar o congresso reforça nosso compromisso com iniciativas transformadoras, inclusive por meio de soluções que ajudam a garantir a continuidade dos estudos em momentos desafiadores”, destaca Paulo Loureiro, Vice-Presidente da MDS Brasil. 

A participação no congresso integra também as ações do #MDSGO, pilar social estratégico da MDS Brasil voltado ao apoio e à promoção de iniciativas que gerem impacto positivo na sociedade e no mercado. 

2º Fórum IRB(P&D) debaterá transferência de riscos e inovação

O IRB(P&D), área do IRB(Re) com dedicação exclusiva à pesquisa e ao desenvolvimento, promove no dia 6 de agosto, no Rio de Janeiro, o 2º Fórum IRB(P&D). Com o tema “Transferência de riscos: estratégias e inovações”, o evento reunirá representantes do mercado de seguros e resseguros, do setor público e especialistas do Brasil e do exterior.

“Mais uma vez, o fórum permitirá a troca de ideias e o debate entre lideranças dos setores públicos e privados. Essa cooperação é importante para buscar soluções que atendam à sociedade. Temas complexos, como as mudanças climáticas e a transferência de riscos, exigem uma atenção e dedicação. São temas que geram um grande desafio. O conhecimento é fundamental para a correta transferência de riscos. E sem transferência de riscos, o desenvolvimento econômico do nosso país fica limitado”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

“No ano passado, no 1° Fórum IRB(P&D), o foco esteve em riscos climáticos e desastres naturais. Em 2025, a agenda continua contemplando a avaliação de riscos climáticos, mas se expande para incluir inovações e novos mecanismos de transferência de risco, como, por exemplo, as aplicações de inteligência artificial na precificação e na análise de seguros e resseguros. Queremos discutir caminhos para oferecer proteção mais ampla, sem perder de vista a centralidade da questão climática”, explica Eduarda de La Rocque, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re), responsável pelo IRB(P&D).

Pelo segundo ano consecutivo, o fórum conta com o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Dyogo Oliveira, presidente da entidade, destaca a importância de os diferentes setores compartilharem suas visões: “Ao reunir temas como inovação, inteligência artificial e resiliência frente aos eventos extremos, o 2º Fórum contribui de forma concreta para o fortalecimento do mercado de seguros como agente estratégico de sustentabilidade e estabilidade econômica. Debater riscos e propor caminhos é o que nos permite transformar incertezas em oportunidades”.

Aberto apenas para convidados, o 2º Fórum IRB(P&D) reunirá nomes como Frederik Bisbjerg, vice-presidente do eData Information; Simon Solvsten, Centro Europeu de Estudos em Risco e Resiliência da Universidade do Sul da Dinamarca; Stuart Calam, líder de pesquisa em Riscos Tecnológicos da WTW Research Network; Stéphane Loisel, titular da Cátedra em Ciências Atuariais e Riscos da CNAM Paris/Lirsa; e Anderson Ribeiro Correia, presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Haverá ainda a participação de representantes da CNseg, Susep, Ministério da Fazenda, Banco Mundial, BID, Bradesco Seguros, Brasilseg, Tokio Marine e Potencial Seguros, entre outras instituições e empresas.

CNseg e APS reforçam aliança para enfrentar impactos climáticos no setor de seguros

por Carla Simões, de Lisboa

Diante de um cenário climático cada vez mais instável e extremo, os mercados seguradores do Brasil e de Portugal estão intensificando o diálogo em busca de soluções conjuntas. Em encontro realizado em Lisboa, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), José Galamba de Oliveira, debateram iniciativas estratégicas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e evitar que a crise ambiental se transforme também numa crise de segurabilidade.

“A intensificação dos eventos extremos, como secas e enchentes, ameaça a sustentabilidade técnica do seguro tradicional. Precisamos de inovação, cooperação e, sobretudo, coragem para adaptar o setor a esse novo tempo”, afirmou Dyogo Oliveira durante a reunião.

O Brasil já vive os efeitos dessa transformação. O Rio Grande do Sul, que enfrentou enchentes severas nos últimos 2 anos preocupa o mercado. “Tenho receio de vermos surgir os chamados desertos de seguro — áreas onde simplesmente não há cobertura. Nos EUA, isso já é realidade em zonas de furacão e incêndios florestais. O Brasil precisa agir antes que isso se torne irreversível”, alertou Oliveira.

José Galamba de Oliveira compartilhou os desafios climáticos recentes em Portugal. “Tivemos o maio mais chuvoso em 50 anos e, semanas depois, enfrentamos ondas de calor que elevam o risco de incêndios. O anticiclone dos Açores ainda nos protege em parte, mas já vivemos os efeitos da nova realidade climática”, destacou.

Segundo ele, a repetição de eventos extremos e a perda da neutralidade climática impõem uma reinvenção do setor. “Não se trata mais de saber se os eventos acontecerão, mas com que frequência e intensidade.”

Durante o encontro, a APS apresentou à CNseg uma plataforma digital desenvolvida em Portugal para mapeamento de riscos climáticos, especialmente inundações, que já é usada no processo de subscrição pelas seguradoras portuguesas. A ferramenta tem semelhanças com o Hub de Risco Climático que está sendo desenvolvido pela CNseg, iniciativa essa que reúne dados socioambientais, análises de risco e projeções climáticas, com apoio de universidades.

“O uso intensivo de dados e inteligência geográfica é essencial para garantir a continuidade do seguro em áreas vulneráveis”, explicou Dyogo Oliveira. Duas bases de dados já estão em fase final de desenvolvimento no Brasil: uma voltada ao seguro rural, com histórico ambiental e social dos produtores, e outra focada em áreas com risco de inundação.

Seguro de Catástrofe e inovação regulatória e COP30

Outra proposta em discussão é a criação no Brasil, destacou Dyogo à APS, é o  Seguro Social de Catástrofe — um produto paramétrico de indenização emergencial (R$ 10 mil) para famílias atingidas por enchentes e deslizamentos. A contratação seria acoplada à conta de luz, garantindo capilaridade. “Estamos em articulação com o Legislativo para apresentar o projeto de lei ainda este ano”, afirmou Oliveira.

Além disso, foram discutidas iniciativas como o uso de green bonds pelo Tesouro Nacional, o desenvolvimento de seguros para concessões florestais e a definição da taxonomia sustentável do setor de seguros, com atenção para evitar exclusões arbitrárias de setores produtivos.

O encontro também reforçou o convite à APS para participar da Casa do Seguro, estrutura que será montada pela CNseg durante a COP 30, em Belém (PA), em 2025. Com 1.600 m², o espaço funcionará como um hub de conteúdo, diálogo internacional e articulação do setor segurador com agendas de adaptação, mitigação e financiamento climático.

“Essa cooperação entre Brasil e Portugal é um passo importante para que os mercados seguradores estejam à altura dos desafios da transição climática. O futuro do seguro será colaborativo ou não será”, concluiu Dyogo Oliveira.

MAPFRE RE firma acordo para acesso global a dados de inundações via satélite da ICEYE

A MAPFRE RE, resseguradora global do grupo MAPFRE, firmou um acordo com a ICEYE, especializada em soluções de gestão de desastres baseadas em satélites, para a utilização global de sua base de dados sobre inundações, conhecida como Flood Insights. A parceria tem como objetivo aprimorar a capacidade da MAPFRE RE de resposta rápida e eficaz a eventos catastróficos naturais.

Pelo acordo, a resseguradora passará a integrar os dados quase em tempo real da ICEYE ao seu sistema de resposta a catástrofes. Com imagens de alta resolução sobre áreas atingidas por inundações, será possível estimar perdas de forma mais ágil e obter uma visão imediata do impacto financeiro em suas carteiras de resseguro. As informações também contribuirão para uma comunicação mais precisa com parceiros e stakeholders durante a evolução dos eventos.

A ICEYE opera uma constelação de satélites com radar de abertura sintética (SAR), que permite mapear a extensão de inundações e o nível de alagamento por edifício em escala global — muitas vezes, poucas horas após o evento. A tecnologia é especialmente útil em regiões como a América Latina, onde o acesso a dados de observação terrestre em tempo quase real é limitado.

A MAPFRE RE também avalia a possibilidade de utilizar a solução de furacões da ICEYE, lançada em março de 2025 para a temporada de ciclones nos Estados Unidos. O sistema fornece, em até 24 horas após o impacto, uma visão integrada dos danos causados por vento e água ao longo da trajetória do furacão.

“Este acordo representa um avanço importante em nossa colaboração com a MAPFRE RE”, afirmou Rupert Bidwell, vice-presidente de soluções para seguros da ICEYE, em nota divulgada. “Ao integrar nossas soluções de monitoramento de inundações e explorar o potencial da tecnologia para furacões, estamos oferecendo à MAPFRE RE dados de danos atualizados e em alta resolução, permitindo maior controle sobre o impacto financeiro dos eventos catastróficos desde as primeiras horas da resposta.”

Segundo Miriam García, gerente da área de riscos naturais da MAPFRE RE, o acesso rápido a dados de qualidade é essencial para a atuação da empresa. “Esse acordo nos oferece um novo patamar de compreensão de riscos, permitindo identificar áreas afetadas em poucas horas e avaliar com clareza os impactos potenciais em nossas carteiras”, afirmou.

Bradesco Saúde faz parceria com idwall para dar acessibilidade no processo de reembolso

Fonte: Bradesco Saúde

Pioneira entre as operadoras de plano de saúde na implantação da biometria facial para a solicitação de reembolso pelo aplicativo, proporcionando mais segurança aos seus beneficiários, a Bradesco Saúde traz mais uma inovação a esse processo: a captura biométrica acessível para pessoas com deficiência visual, a partir de orientações sonoras no processo. A novidade é mais uma solução proprietária da idwall, tech especializada em gestão de identidade digital e soluções antifraudes, e parceira da Bradesco Saúde no sistema de reconhecimento facial no fluxo de solicitações de reembolsos.

O reconhecimento facial nos aplicativos da Bradesco Saúde e Bradesco Seguros conta agora com instruções por voz sobre posicionamento e distância do rosto do usuário durante a captura, com feedback em áudio sobre o andamento da validação. Para construir a melhor solução em termos de acessibilidade e que possua genuíno impacto social, a idwall realizou testes da tecnologia com pessoas com deficiência visual que compartilharam percepções fundamentais para o desenvolvimento. A partir da mudança, a Bradesco Saúde passa a disponibilizar aos seus beneficiários cegos e com baixa visão a funcionalidade que atende o nível A das Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web (WCAG).

“A Bradesco Saúde investe constantemente em tecnologia, pesquisa, inovação e parcerias para garantir desenvolvimento tecnológico gradual e mais segurança nas transações dos beneficiários. A ampliação dessa funcionalidade para pessoas cegas e com baixa visão é um importante avanço de inclusão e acessibilidade, em linha com a nossa busca contínua por proporcionar a melhor experiência aos nossos beneficiários”, destaca Sylvio Vilardi, diretor da Bradesco Saúde.

Para Paulo Ando, CPO da idwall, a novidade visa facilitar a utilização da biometria facial por pessoas com deficiência visual – que são cerca de 7 milhões no país, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). “Na idwall, estamos sempre engajados com a melhoria contínua da nossa tecnologia e ficamos empolgados em tornar a nossa solução acessível para esse público. Realizamos diversos testes para adequar a experiência e entregar a eficiência da nossa solução para todos os beneficiários da Bradesco Saúde, trazendo autonomia para pessoas cegas e com baixa visão”, diz.

De acordo com Felipe Gunha, gerente sênior da Bradesco Seguros, que lidera as áreas de Canais Digitais e Design & UX, a iniciativa em parceria com a idwall está alinhada com a busca contínua por inovação que faz parte da essência do Grupo Bradesco Seguros. “Nossos canais digitais são construídos utilizando as melhores práticas de Design e Experiência do Usuário, e acessibilidade é parte fundamental do nosso trabalho, garantindo a inclusão de todos. Dessa forma, agora temos uma solução de Biometria Facial que atende 100% da população, permitindo que deficientes visuais também possam utilizar jornadas que exigem maior segurança. Testar os recursos de forma abrangente com os beneficiários da Bradesco Saúde nos dá confiança para futuramente expandir as ações para os canais digitais de outras áreas de negócios do Grupo Bradesco Seguros”, destaca.

Pioneirismo na biometria facial para reembolsos

Em parceria com a idwall, no início de 2023 a Bradesco Saúde foi pioneira na inclusão da validação biométrica na solicitação de reembolso pelo app. A jornada, que aumenta a segurança e previne fraudes, também inclui verificação da autenticidade de documentos pessoais (RG, CNH).

A tecnologia de reconhecimento facial da idwall, juntamente com as soluções de segurança da Bradesco Saúde, reduz o risco de fraudes ao identificar diversas estratégias utilizadas na tentativa de driblar o sistema.

Prevenção de fraudes nas solicitações de reembolsos 

As validações cadastrais, documentais e biométricas da idwall agregam confiança ao processo de reembolso de planos de saúde para evitar fraudes que desequilibram toda a cadeia de saúde suplementar. A plataforma da tech centraliza os dados dos usuários em perfis que reúnem todas as informações coletadas desde o onboarding, dá mais visibilidade da operação e quebra silos de dados entre áreas de negócios.

Com a idwall, na primeira solicitação de reembolso é verificada a autenticidade de documentos e é realizada a comparação entre a foto 3×4 e o reconhecimento facial solicitado no aplicativo. A partir do segundo pedido de reembolso, basta que o usuário tire umaselfie para dar continuidade à jornada, sem fricções desnecessárias.