Pulso Seguros nasce na era digital e quer conquistar consumidor com abordagem diferenciada

Mais uma corretora para disputar os consumidores com bons serviços e produtos. Pelo menos essa é a obsessão de Elizabeth Rudge, corretora que atua há mais de duas décadas no mercado segurador. A Pulso Seguros nasce da carteira de seguros de varejo da TRR Securitas, dedicada a produtos empresariais, com modelo de negócio focado na gestão e na consultoria de riscos para uma carteira de clientes formada por empresas de grande e médio portes.

“Já faz tempo que os sócios examinam com atenção as novas tendências do varejo de seguros, as plataformas online, e a possibilidade de ganho de market share. Por ser um negócio totalmente diferente da TRR, precisa de uma gestão específica e traremos toda a experiência e conhecimento acumulado nas empresas para o sucesso da nova empreitada”, conta Beth, como é chamada por todos.

Beth, que dirigia a TRR Securitas, continua como sócia e membro do seu conselho de administração da TRR, que tem como acionista o grupo Estáter Gestão e Ativos. Segundo Beth, a segmentação, TRR Securitas e Pulso Seguros, se baseia na certeza de que são negócios bem diferentes para a prospecção e vendas, tecnologia e marketing mas podem compartilhar retaguarda administrativa, e somar experiências em benefício dos clientes.

Para os acionistas, o varejo de seguros, com produtos para pessoas físicas e pequenas empresas, é o segmento mais relevante do mercado, com maior potencial de crescimento e mais suscetível a mudanças e inovação. “O consumidor e as experiências de compra estão se transformando, criando oportunidades novas para o nosso setor”, ressalta a executiva.

No entanto, o mercado de seguros depende de renda e crescimento econômico como a maioria deles e por isso também sofre em momentos de crise. Analisando a relevância do mercado no PIB e a densidade de seguros per capita, as perspectivas de crescimento real são de mais de 50%. “O Brasil está em 48.o no ranking de seguros per capita e 39o. no ranking de seguros/PIB. Temos números superlativos em outros mercados e novas abordagens podem trazer dinamismo ao mercado de seguros”, aposta.

Enquanto a TRR atua em todos os segmentos empresariais, como seguros patrimoniais, linhas financeiras, produtos oferecidos como benefícios a empregados e produtos de afinidades, comercializados por grandes varejistas, a Pulso Seguros se dedicará a produtos e serviços para pessoa física e pequeno empresário. Já está disponível auto, bike, portáteis, residencial e viagem.

Também faz parte da carteira da corretora a oferta de seguro de carro pelo Submarino, pioneiro no comércio eletrônico no Brasil, com seis marcas de seguradoras disponíveis. Outras duas varejistas online deverão entrar para a lista de clientes da Pulso em breve, promete Beth. Ela conta que há grande procura pela compra de seguro de carro no portal de vendas Submarino, com clientes preenchendo o formulário do começo ao fim. Isso significa dizer que os internautas apostam em responder mais de 30 perguntas para comprar o seguro online. “Estamos testando o sistema e agora começaremos a divulgar mais o produto, que hoje praticamente não tem visibilidade no portal

“Nosso objetivo empoderar o cliente e colocá-lo no lugar de protagonismo também nessa hora, fazendo as escolhas importantes na sua vida. Contratar seguros não é simples como querem fazer parecer e vamos mostrar as diferenças dos produtos e das pessoas, valorizar as diferenças que transformam a decisão de compra em uma decisão personalizada”, ressalta a executiva, uma das responsáveis pelo lançamento de seguro para food trucks no mercado brasileiro. Antes dele, os empreendedores compravam um seguro para o carro, mas sem a proteção para todo o investimento feito para transformar o veículo em um mini restaurante.

Resseguradoras locais lucram R$ 1,14 bi em 2016, segundo estudo da Terra Brasis

Em 2016, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 10,17 bilhões, sendo R$ 7,39 bilhões (73%) colocados nas resseguradoras locais. Estes números são praticamente estáveis em relação a 2015, segundo estudo da Terra Brasis. O volume de resseguro (bruto de comissão) aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 24%, ficando em R$ 1,44 bilhão em 2016.

O lucro líquido foi de R$ 1,14 bilhão, acima dos R$ 943 milhões em 2015. O retorno sobre patrimônio do conjunto de resseguradores locais foi de 16,4% (14,7% em 2015) sendo que o do IRB Brasil Re se manteve próximo de 25% e o conjunto das demais resseguradoras locais melhorou de 5,5% em 2015 para 8% em 2016.

A sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 66% (62% para o IRB e 71% para o conjunto das outras locais) contra 98% do ano anterior. O Combined Ratio ficou em 96% (91% para o IRB e 103% para o conjunto das outras locais) em comparação aos 101% apresentados em 2015 (94% para o IRB e 110% para o conjunto das outras locais).

Para ler o estudo na íntegra clique aqui

Filho de assessor de Maia, consegue, enfim, emprego no IRB

O colunista Murilo Martins, da revista Época Negócios, noticiou:

Há duas semanas, EXPRESSO revelou que o nome de Airton Renato de Almeida Filho, cujo pai é assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi vetado por bancos para assumir uma das vice-presidências do IRB Re Brasil. O currículo de Airton fora considerado inadequado para a função. Um dos conselheiros do IRB Re Brasil – gigante de resseguros que tem Banco do Brasil, Bradesco e Itaú entre seus acionistas – disse que as contratações na empresa deveriam seguir o rito de seleção por meio de headhunter.

A notícia não significou o fim para Airton. Ele ganhou a simpatia do presidente do IRB Re Brasil, Tarcísio Godoy. Airton deverá ser apresentado no novo emprego ainda nesta semana, apesar dos muxoxos relativos ao “jeitinho” encontrado por Godoy para afagar Rodrigo Maia em meio ao escândalo da lista de Fachin, na qual Maia aparece.

Prudential patrocina concerto que reúne Gilberto Gil e o maestro Carlos Prazeres no Rio de Janeiro

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A Prudential do Brasil anuncia pela primeira vez um projeto que leva sua assinatura. A série Prudential Concerts estreia no próximo dia 09 de maio no Rio de Janeiro com um espetáculo que reúne a Orquestra Johann Sebastian Rio, sob a regência de Carlos Prazeres, e Gilberto Gil como solista. A apresentação, que acontece no Teatro Riachuelo, oferece ao público um repertório que reflete a pluralidade e a riqueza da música brasileira.

Idealizado pela Prudential do Brasil e com realização do Ministério da Cultura, Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à cultura, o Prudential Concerts faz parte do programa de patrocínios socioculturais da seguradora, que traz o tema “Acordes Brasileiros” nesta temporada de 2017. Além do Rio de janeiro, já estão confirmados espetáculos em mais três cidades: São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, com participação das artistas Daniela Mercury e Vanessa da Mata. Todos os shows serão regidos pelo maestro Carlos Prazeres.

O projeto contempla ainda a realização de oficinas ministradas por Carlos Prazeres na véspera de cada uma das apresentações, em todas as cidades. O maestro planeja trabalhar o desenvolvimento e aperfeiçoamento da técnica dos alunos no instrumento de preferência de cada um. A primeira oficina será realizada no dia 08 de maio, com a orquestra do projeto social Som + Eu, formada por jovens da comunidade da Providência e também apoiada pela Prudential do Brasil.

De acordo com o diretor de Marketing Office da Prudential do Brasil, Marcelo Eboli, o Prudential Concerts presta um tributo à criatividade musical do Brasil, presente na diversidade de ritmos e estilo.

“Essa é mais uma ação da Prudential do Brasil que busca incentivar e facilitar o acesso à cultura por meio da música e ainda estimular que as pessoas aproveitem o que a vida tem de melhor. O Prudential Concerts oferece ao público novas experiências musicais, já que cada show será único, com orquestras locais e um solista. Além disso, o projeto contempla uma ação social que promove oficinas de música em diversas comunidades”, destaca Eboli.

Como parte dos valores e da missão corporativa, a Prudential do Brasil, a maior seguradora independente no ramo de vida, por meio de sua área de responsabilidade social corporativa, apoia ações que envolvem seus públicos de interesse e impactam as comunidades nas quais a empresa faz negócios.

A Prudential do Brasil organiza atividades sociais e apoia atividades culturais por meio de programas exclusivos para o Brasil e de iniciativas que são compartilhadas pela Prudential nas operações em outros países. Com esses eventos, a companhia busca melhorar a vida dos brasileiros, através de filantropia e apoio a eventos culturais.

Mitsui contrata Alvaro Trilho para debater grandes riscos com corretores

A Mitsui Sumitomo Seguros quer ouvir o corretor para aprimorar produtos, serviços e atendimentos em riscos empresariais. Para enriquecer o diálogo, a companhia conta com a presença do consultor Álvaro Trilho e dos principais executivos das áreas técnica e comercial. “Álvaro tem 26 anos de atuação em seguros ocupando diferentes posições em grandes corporações e corretoras no Brasil. Ele possui uma grande experiência em gerenciamento de riscos e enriquecerá essas conversas com sua análise sobre o mercado e também sobre a atuação dos corretores e das seguradoras”, comenta Hélio Kinoshita, vice-presidente da companhia.

“Todo ano passamos por nossas filiais apresentando as novidades da companhia e trocando informações relevantes com nossos principais corretores. Neste ano optamos por um evento direcionado com o objetivo de fomentar discussões sobre esses produtos para construir melhores soluções para nossos parceiros e segurados”, acrescenta Flávio Zoppello, diretor comercial da companhia.

Os eventos se iniciaram neste mês e se estendem até o final de maio. Os debates acontecem em Belo Horizonte, Campinas, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Allianz Worldwide Partners realiza oficina com crianças carentes no Grande ABC

Adoro gente que pratica o bem. Parabéns!!!!

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Neste último mês, o Célula V.I.D.A., programa de voluntariado formado por colaborados da Allianz Worldwide Partners Brasil – empresa líder em assistência 24h – promoveu uma oficina de cupcakes com cerca de 200 crianças (de 6 a 14 anos) do projeto JEDA, instituição filantrópica sem fins lucrativos.

O projeto do Grande ABC, localizado em Santo André, contou com a participação de 20 voluntários e a atividade teve como objetivo comemorar os 33 anos do JEDA com atividades sociais para estimular nas crianças a criatividade, o trabalho em equipe e o respeito ao próximo.

A Allianz Worldwide Partners Brasil contribuiu ainda fornecendo bolos, coberturas e demais materiais necessários para a oficina de cupcakes. Luciana Montuanelli, diretora de Recursos Humanos da empresa, ressalta que o projeto Célula V.I.D.A. visa criar, desenvolver e gerenciar campanhas sociais, apoiando instituições e projetos que auxiliam os mais necessitados. Sobre a atividade realizada, Luciana comemora: “Esta foi uma atividade muito divertida que só foi possível com a participação de todos”.

Há mais de dois anos, a Allianz Worldwide Partners Brasil e a Associação Civil Projeto Juventude Esperança do Amanhã (JEDA) são parceiras e realizam atividades pedagógicas trimestralmente, abordando temas importantes como sustentabilidade e reciclagem. Também são realizadas ações específicas como Dia das Crianças e Campanha de Natal com o intuito de beneficiar crianças de baixa renda, que recebem atendimento da instituição no contra turno escolar.

Idade mínima para aposentadoria de mulheres cai para 62 anos; economia com reforma será de R$ 630 bi

REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) – O texto final da reforma da Previdência foi praticamente fechado nesta terça-feira, dependendo de pequenos detalhes que serão acertados pelo governo com a base aliada, e prevê idade mínima para aposentadoria menor para mulheres e trabalhadores diferenciados e menos tempo de contribuição para receber a aposentadoria integral a que cada um tem direito.

O parecer do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), cujo esboço foi apresentado em reunião do presidente Michel Temer com parlamentares governistas nesta manhã, estabelece idade mínima de aposentadoria para mulheres de 62 anos e de 65 anos para homens, com 25 anos de contribuição.

Quem quiser receber a aposentadoria máxima a que tem direito com base em seus salários precisará contribuir por 40 anos. Antes, a idade mínima era de 65 anos para ambos os sexos e com contribuição de 49 anos para conseguir receber o salário integral da Previdência.

O texto de Oliveira Maia traz ainda que será estabelecida em lei a forma como se dará o aumento da idade. O governo propunha aumento da idade mínima em razão do aumento da expectativa de vida do brasileiro.

Segundo o deputado, após as mudanças propostas, a economia com a reforma da Previdência será de 630 bilhões de reais em 10 anos, ou cerca de 80 por cento do calculado pelo governo com base na proposta original. Oliveira Maia afirmou que o impacto foi calculado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a medida com maior peso foi o fim à proibição do acúmulo de pensões.

Para os trabalhadores que já contribuem para a Previdência, o relator retirou o corte de idade para entrar nas regras de transição, e quem optar por elas pagará 30 por cento de pedágio sobre o que falta para cumprir 30 anos de contribuição, se mulher, ou 35 anos, se homem. Também haverá um piso inicial de idade para se aposentar pelas regras de transição –53 anos para mulher e 55 anos para homens.

Pela proposta do governo, poderiam entrar na transição mulheres com mais de 45 anos e homens com mais de 50 anos, pagando pedágio de 50 por cento sobre o tempo restante para se aposentar.

“Houve uma coisa importante, uma simbiose entre o pensamento médio do governo, o pensamento médio dos parlamentares da base e o pensamento médio da sociedade”, afirmou o presidente da comissão especial da Previdência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), após participar de reunião no Palácio da Alvorada.

“Eu estou subindo meu prognóstico de 350 para 360 votos (para aprovar a reforma na Câmara), acrescentou.

Como a reforma da Previdência é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) são necessários pelo menos 308 votos para sua aprovação, equivalente a três quintos dos deputados, em dois turnos de votação. No Senado, a PEC precisa do apoio de 49 senadores, também em dois turnos de votação.

O texto do relator prevê ainda idade mínima de 60 anos de aposentadoria para os trabalhadores considerados diferenciados: policiais, professores e rurais. Também propõe a possibilidade de se acumular pensões e aposentadorias, desde que somem até dois salários mínimos. O governo não queria que houvesse essa acumulação.

Segundo o relator, o único ponto ainda em aberto é sobre a questão da Previdência dos policiais, em que falta uma definição sobre as atividades que poderão ser exercidas depois de 55 anos.

Oliveira Maia também incluiu em seu relatório a possibilidade de que Estados e municípios realizem modificações que considerarem necessárias em seus próprios sistemas previdenciários dentro de prazo de seis meses, mas se as mudanças não forem implementadas voltará a prevalecer as regras da reforma no âmbito federal.

Para as pessoas que entrarem no Benefício de Prestação Continuada (BPC), o relator propõe que o rendimento seja vinculado ao salário mínimo, ao contrário do que queria o governo, e que seja válido para pessoas com mais de 68 anos.

Para a aposentadoria dos parlamentares, o relator propõe que os detentores de novos mandatos eletivos entrem no regime geral da Previdência, desde que já não estejam vinculados ao regime de Previdência parlamentar.

Oliveira Maia vai apresentar seu relatório na Comissão Especial da reforma na manhã de quarta-feira.

Planos de saúde registram mais uma queda do número de consumidores

FenaSaúde

Os planos de saúde perderam, aproximadamente, um milhão de beneficiários entre março de 2016 e março de 2017, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Há um ano, os planos privados de assistência médica somavam 48,6 milhões de beneficiários. Atualmente são 47,6 milhões.

“É um reflexo da crise econômica brasileira, que levou o PIB a dois anos de retração consecutiva. Nesse cenário econômico, o desemprego aumentou, superando a marca de 12 milhões de pessoas. Em 2016, o Brasil fechou 1,32 milhão de empregos formais. Muitas dos desempregados perderam o plano de saúde corporativo e entraram na lista de pessoas que deixaram de ser assistidas por esse beneficio. A recuperação do setor será lenta e gradual”, avalia Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

A maior queda no numero de beneficiários no segmento de planos coletivos empresariais se explica em razão da retração econômica. Em março de 2016 eram 32,2 milhões de vínculos; hoje, 31,6 milhões.

Planos odontológicos – Apesar da queda no número de beneficiários de planos de assistência médica, a quantidade de pessoas que tem acesso a planos exclusivamente odontológicos cresceu 7,65%, entre março de 2016 e o mesmo período de 2017 – acréscimo de 1,6 milhão de novos clientes. Ao todo, 22,5 milhões de pessoas possuem plano odontológico no país.

Rádio CNseg: coordenadora da Senacon aborda a aproximação entre empresas e órgãos de defesa do consumidor

Fonte: CNseg

A aproximação entre empresas e órgãos de defesa do consumidor é o tema da “Entrevista Especial” desta segunda-feira na Rádio CNseg. A coordenadora geral de Articulação de Relações Institucionais da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Patricia Galdino, fala sobre o impacto desse relacionamento. “É o melhor possível. Quando vemos a aproximação do mercado, das empresas, com os órgãos de defesa do consumidor, vemos o atendimento melhor àquele consumidor, principalmente o tratamento melhor às suas reclamações”, afirma ela.

Também nesta segunda, no programa “Fala Presidente”, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, aborda os caminhos do mercado segurador para ampliar a relação com o consumidor. “Os canais de relacionamento têm melhorado bastante ao longo do tempo”, diz Coriolano. “As empresas mudaram muito e sabem que, para manterem a sua sobrevivência e serem reconhecidas pela sociedade, precisam criar canais de atendimento que sejam próximos ao consumidor, um canal que o consumidor possa chamar de seu.”

Na terça-feira, o presidente da Comissão de Riscos de Engenharia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Marcos Costa, explica no quadro “Conheça os Seguros Gerais” os tipos de cobertura que podem amparar o segurado contra riscos inerentes a uma construção, desde pequenos acidentes até danos causados pela natureza. Já o programa “Qual é a Dúvida” esclarece uma questão levantada por um ouvinte sobre o mercado de seguros.

No programa “Entenda os Seguros de Pessoas” desta quarta-feira, o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Luciano Snell, dá orientações sobre a gestão de riscos familiares e como o planejamento financeiro pode atuar como fermenta de proteção para os momentos de risco. Também na quarta, no quadro “Inovação e Sustentabilidade”, o coordenador da Subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, Gustavo Galrão, fala sobre riscos cibernéticos – os ataques cibernéticos geram prejuízos de US$ 90 bilhões por ano em todo o mundo, e o seguro contra esse tipo de risco entra cada vez mais no radar das empresas brasileiras.

Na quinta, o “Momento Jurídico” traz entrevista com a superintendente jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal. Ela aborda os caminhos da desjudicialização, já que o volume excessivo de demandas levou o Judiciário a contabilizar hoje cerca de 100 milhões de processos em tramitação. No mesmo dia, vai também ao ar o quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”.

A semana termina com o “Minuto da Capitalização”, em que a diretora-executiva de Produtos e Marketing da Icatu Seguros, Aura Rebelo, fala sobre a comunicação com o consumidor de capitalização. Também na sexta, o quadro “Dicas do Consultor” traz orientações sobre pendências e retificações na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser enviada pelos contribuintes à Receita Federal até o próximo dia 28.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Saúde Suplementar em debate no 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros

Fonte: FenaSaúde

Aproximar, cada vez mais, o mercado segurador do consumidor é o principal objetivo dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). O evento já passou por Cuiabá, Curitiba e Manaus, e teve sua quarta edição realizada nos dia 12 e 13 de abril, em João Pessoa, com a participação de mais de 80 representantes de Procons e especialistas do mercado segurador.

O 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros foi aberto pelo presidente da CNseg, Marcio Coriolano, que avaliou o evento como valiosa ferramenta para entender como o mercado é percebido pela sociedade e órgãos de defesa do consumidor. Também participaram da abertura Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e vice-presidente da Cnseg; João Giuseppe Silveira Leite Esmeraldo, presidente do Sindicato das Seguradoras BA/SE/TO, Saulo Henriques de Sá, desembargador da Terceira Câmara Cível do Tribunal der Justiça da Paraíba; Patrícia Galdino de Faria Barros, coordenadora geral de Articulação de Relações Institucionais da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Claudia Francisca Silvano, diretora do Procon Estadual do Paraná e presidente da ProconsBrasil; Késsia Liliana Dantas Bezerra Cavalcanti, superintendente do Procon Estadual da Paraíba e presidente do Fórum dos Procons do Nordeste; e Ricardo Morishita Wada, presidente do Instituto de Pesquisas Jurídicas e Sociais.

Em 2016, de cada 1.000 beneficiários que registraram reclamações relacionadas a planos de assistência médica, aproximadamente três eram do Nordeste. Portanto, entre os temas abordados, a saúde suplementar foi um dos principais assuntos debatidos. O debate reuniu a presidente da FenaSaúde, que apoiadora das iniciativas da CNseg voltadas ao consumidor e defende uma maior interlocução das operadoras e seguradoras em geral com os Procons; Angélica Carlini, especialista em Direito de Seguro, Relações de Consumo e Responsabilidade Civil; e Clarice Santiago, gerente de Gestão de Litígios da Amil.

A presidente da FenaSaúde buscou demonstrar o funcionamento do sistema de saúde suplementar e suas principais características, como tipos de planos, com contratos não regulamentados ou antigos; contrato novo ou regulamentado – celebrados após 02/01/99 e regidos pela Lei 9.656/98; e contrato adaptado: contrato antigo adaptado à nova legislação (Lei 9.656/98), garantindo ao beneficiário todas as coberturas dos planos novos. Ela tratou ainda da segmentação, demonstrando que o plano pode ser referência, ambulatorial, hospitalar e hospitalar com obstetrícia.

Com relação à crescente judicialização contra o setor de saúde suplementar, a executiva da FenaSaúde comentou a situação dos beneficiários de planos antigos, contratados antes da Lei 9656/98. “Os beneficiários desses planos foram orientados pela ANS e convidados pelas operadoras para migrarem para planos regulados pela Agência, mas alguns preferiram manter os contratos antigos. E as razões são várias, insegurança de perder algum direito, desconhecimento e falta de informação. Porém, alguns acreditam que os direitos não contemplados nos contratos podem ser obtidos por meio da judicialização”, explicou.

Quando indagada sobre a proposta do Ministério da Saúde de criação de um plano acessível, Solange Beatriz Mendes disse que a proposta da FenaSaúde defende um modelo assistencial voltado para a atenção primária, com um médico generalista, rede hierarquizada com rol regionalizado e a segunda opinião. “Não propomos redução de cobertura, mas sim novos modelos de assistência, como a coparticipação, que é uma forma de educar e fazer dos 48 milhões de beneficiários fiscais contra a escalada dos custos assistenciais.”

Solange também defendeu o programa da ANS que estimula o paciente a buscar o maior número possível de informações junto ao seu médico e a outros profissionais de saúde antes de submeter a um exame, tratamento ou procedimento. “É adequado perguntar, por exemplo, quais são os benefícios, as contraindicações e os efeitos colaterais desse exame ou procedimento. Isso não é interferir no trabalho do médico”. Entre outras ações, o programa da ANS orienta que, antes da consulta, o paciente anote os detalhes dos sintomas. Por exemplo, quando e como começou a sentir os sintomas, a progressão da doença, melhoras etc. “Durante a consulta, o paciente precisa ouvir atentamente e responder o que o profissional pergunta. O paciente não deve ter medo e nem vergonha de perguntar e tirar suas dúvidas sobre o seu estado de saúde. E o médico deve também compreender isso”, disse.

A presidente da Federação também mostrou as diferenças de preços de materiais médicos entre as regiões. “Um marcapasso CDI pode variar de R$ 29 mil para R$ 90 mil”, disse. Ainda comentou a negação de coberturas e não cumprimentos de prazos, explicando que a regulação da Agência está voltada apenas para as operadoras, não alcançando o prestador de serviços médicos nem a indústria de materiais e equipamentos. “A ANS não pode punir um médico que presta um mau serviço. E a operadora só pode punir descredenciando esse profissional”, afirmou.

Por fim, a presidente da FenaSaúde, alertou que o crescimento elevado das despesas assistenciais desafia a sustentabilidade e equilíbrio econômico do setor. “Pelos estudos da Federação, nos últimos dez anos, o resultado consolidado do setor foi negativo em seis anos, reflexo dessa dinâmica de crescimento acelerado dos custos.”

Procons – De acordo com Claudia Silvano, diretora do Procon Estadual do Paraná e presidente da ProconsBrasil, eventos como o 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros, são muitos relevantes. “Tanto o mercado quanto os Procons aprendem algo diferente. Com isso, se constrói pontes. E a construção de um diálogo, com críticas construtivas, é necessária. Estamos em um momento que o consumidor precisa da sociedade e do poder público para obter respostas efetivas para seus direitos e reclamações.”

Segundo Késsia Cavalcanti, superintendente do Procon Estadual da Paraíba e presidente do Fórum dos Procons do Nordeste, acredita que encontros, como o 4º Colóquio, são fundamentais. “Fazem o mercado e os órgãos de Defesa do Consumidor tragam à baila os problemas que enfrentam no dia a dia. São nesses momentos que nós crescemos porque conhecemos o outro lado e as empresas também conhecem a realidade que nós estamos vivenciando. É importante que esse conhecimento seja passado para que possamos educar o consumidor para equacionar e tornar as relações de consumo harmônicas”, avaliou Késsia.

Ricardo Morishita, presidente do Instituto de Pesquisas Jurídicas e Sociais, considerou extremamente importante o painel que debateu questões relacionadas à saúde suplementar. “É um setor com grande complexidade. Temos problemas macros e micros e é importante a existência do diálogo para entender esses problemas. Deve haver uma convergência entre os consumidores e o próprio mercado no sentido de solucionar as questões e avançar. É sempre positivo quando se tem a possibilidade e a oportunidade de debater e estabelecer uma linha de convergência para que exista uma evolução da situação”, afirmou Morishita.

No segundo dia de Colóquio, o advogado e coordenador Jurídico da Assembleia Legislativa da Paraíba, Odon Bezerra Cavalcanti comentou a aplicação do código de defesa do consumidor e falou da relação do consumidor com as seguradoras de planos de saúde. “Os consumidores não entendem muito os pontos dos contratos, como aumento por faixa etária e exclusão de coberturas de contratos antigos. Está no Código de Defesa do Consumidor que a informação precisa ser clara e esta clareza deve constar nos contratos. Temos que evoluir e buscar harmonizar os interesses e a boa-fé objetiva”, concluiu Cavalcanti.