Papo Seguro com o presidente da CNseg aborda a importância do tema

A edição do Papo Seguro desta semana aborda a importância da transparência no momento da contratação de um seguro.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, alerta que as apólices de seguro descrevem garantias muito bem definidas e que, ambos os lados estão obrigados, durante a contratação do seguro, a realizarem uma operação precisa, transparente e, consequentemente, sem equívocos. Sem essas premissas, a dor de cabeça será inevitável, afirmou.”É melhor que as coisas estejam muito claras. E hoje em dia não há mais aquelas letrinhas pequenas, difíceis de enxergar. Parece chato ler contrato, mas é necessário. E o segurado evita problemas futuros, perdendo tempo reclamando”.

IRB Brasil Re, o maior ressegurador do Brasil, dá a largada para IPO

O IRB Brasil Re parece que vai dar a largada para a oferta inicial de ações, o tão aguardado IPO. Depois de divulgar dados do seu balanço no dia 8 juntamente com a holding BB Seguridade, com lucro líquido ajustado de R$ 224,9 milhões de janeiro a março, alta de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o maior ressegurador do Brasil fez uma convocação de Assembleia Geral Extraordinária para o dia 19 de maio de 2017, às 10 horas, na sede social no Rio de Janeiro. A expectativa é de que os acionistas entrem num acordo sobre o IPO, segundo fonte que pediu anonimato.

O IPO do IRB foi suspenso em 2015, devido a piora do cenário político e econômico. Ensaio voltar em 2016, mas os controladores prorrogaram a espera de uma retomada da economia. Em agosto do ano passado, os acionistas — União (27%), Bradesco Seguros e a BB Seguridade com 20,4% cada e Itaú Seguros tem 15%, decidiram prorrogar o IPO para um momento mais oportuno. Naquela época, O sindicato de bancos formado para liderar a oferta de ações era composto pelos três controladores, além do JP Morgan, Brasil Plural, BTG Pactual e Merrill Lynch. Eles estimaram um valor de mercado para o IRB entre R$ 7,5 bilhões e R$ 10 bilhões.

Agora, com um cenário político ainda ruim, mas com a economia dando sinais de melhora para o segundo semestre, a ideia foi retomada. Sempre que questionado sobre o IPO do IRB que há quatro anos vem de preparando para a abertura, com seu processo de desestatização concluído há cinco anos, o presidente em exercício desde junho do ano passado, Tarcisio Godoy, afirma que será feito quando os acionistas decidirem. Vamos ver se aprovarão na reunião no dia 19.

No primeiro trimestre, o IRB emitiu R$ 1,17 bilhão em prêmios de resseguro, cifra 19,3% maior que em um ano. Na comparação com os três meses anteriores, o aumento foi de 21,4%. O IRB encerrou março com R$ 13,7 bilhões em ativos totais e com patrimônio líquido de R$ 3 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido da operação de resseguros chegou a 28% no primeiro trimestre contra 26% um ano antes e 45,7% no trimestre anterior.

CNPJ nº 33.376.989/0001-91 – NIRE nº 33.3.0030917-9

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os Senhores Acionistas a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a se realizar no dia 19 de maio de 2017, às 10 horas, na sede social da Companhia, na Avenida Marechal Câmara, no 171, 8o andar, nesta cidade do Rio de Janeiro, RJ, a fim de deliberarem acerca das seguintes matérias: (i) ratificação da aprovação do pedido de registro de companhia aberta, categoria A, perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), nos termos da Instrução CVM nº 480, de 7.12.2009; ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015; (ii) ratificação da aprovação da solicitação à CVM de autorização para realizar ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos termos da Instrução CVM nº 400, de 29.12.2003; ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015 e (iii) ratificação da aprovação da adesão da Companhia ao segmento especial de listagem da BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) designado Novo Mercado, ocorrida na 49ª AGE, realizada em 21.08.2015. Está à disposição dos acionistas no 4º andar do Edifício-Sede da Companhia, no horário comercial, toda a documentação pertinente às matérias que serão deliberadas na Assembleia Geral Extraordinária, nos termos do artigo 135, §3º da Lei nº 6.404/1976. Os documentos ou propostas, declarações de voto, protestos ou dissidências sobre as matérias a serem deliberadas deverão ser apresentadas no dia da Assembleia, por escrito à Mesa, que, para esse fim, será representada pelo Secretário da Assembleia.

Rio de Janeiro-RJ, 9 de maio de 2017.

ANA PAULA VITALI JANES VESCOVI.
Presidente do Conselho de Administração

Frota de veículos sem motorista será testada entre Oxford e Londres em 2019

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Oxbotica, a premiada empresa de inteligência artificial com sede em Oxford que tem trazido carros sem motorista para as ruas do Reino Unido, anunciou que está liderando um consórcio de empresas que ajudará a consolidar a reputação do Reino Unido como um líder mundial no desenvolvimento de veículos autônomos.

O consórcio DRIVEN – que se beneficia de recursos de £ 8,6 milhões concedidos pelo Centro de Veículos Conectados e Autônomos e entregues por meio da Innovate UK – é um projeto ambicioso que implantará uma frota de veículos totalmente autônomos em áreas urbanas e em autoestradas, culminando com uma viagem de Londres a Oxford. Estes veículos operarão no nível 4 de autonomia – o que significa que eles têm a capacidade de executar todas as funções críticas de segurança para a condução e o monitoramento das condições de estrada para uma viagem inteira, sem a ocupação de passageiros. Testes com veículos conectados e autônomos neste nível de complexidade e integração nunca foram feitos em nenhum lugar do mundo.

Além da Oxbotica, outros parceiros envolvidos no projeto britânico incluem o Oxford Robotics Institute, a re/seguradora XL Catlin, a Nominet, a Telefonica O2 UK, a TRL, a RACE da Autoridade de Energia Atômica do Reino Unido, o Oxfordshire County Council, a Transport for London e a Westbourne Communications. Richard Jinks, que lidera o projeto na XL Catlin, disse: “Trabalhar neste projeto nos dá a oportunidade de trabalhar com os principais parceiros externos para criar uma ferramenta de perfil de risco e um mecanismo de precificação de seguros que é verdadeiramente revolucionário.”

O plano de 30 meses do projeto deste consórcio vai balançar as indústrias de transporte e seguros, buscando remover barreiras fundamentais para a implantação comercial real de veículos autônomos. Os principais desafios que o consórcio irá abordar incluem: comunicação e compartilhamento de dados entre veículos conectados; Modelagem de Seguros de Veículos Conectados e Autônomos: perfil de risco e os novos desafios de cibersegurança que este volume de compartilhamentos de dados trará.

A maior parte do trabalho do consórcio incluirá o uso de uma frota de seis veículos intercomunicáveis equipados com o Selenium, o software da Oxbotica. Como uma plataforma, o Selenium fornece a qualquer veículo no qual é aplicado a consciência de onde está, o que o rodeia e, com esse conhecimento em mãos, como ele deve se mover para realizar uma tarefa.

O projeto vai transformar radicalmente como os seguros e veículos autônomos irão trabalhar juntos em cidades conectadas. Um dos principais desafios será a forma de segurar frotas autônomas de veículos, com o consórcio planejando desenvolver um sistema que leve automaticamente em conta dados do veículo e de fontes externas que o rodeiam como, por exemplo, sistemas de controle de tráfego.

O projeto abordará também preocupações de proteção de dados e segurança cibernética levantadas por formuladores de políticas internacionais e agências de aplicação da lei em todo o mundo, definindo políticas comuns de segurança e privacidade relacionadas com veículos conectados e autônomos.

Comentando sobre o lançamento do DRIVEN, o Dr. Graeme Smith, Diretor Executivo da Oxbotica, disse: “As notícias de hoje são verdadeiramente inovadoras. Nenhuma empresa, grupo ou consórcio de especialistas em autonomia veicular jamais tentou o que o DRIVEN está planejando nos próximos 30 meses. Estamos tentando resolver alguns dos desafios mais importantes que impedem a futura implantação comercial de veículos totalmente autônomos. Tenho plena confiança na equipe líder mundialmente reconhecida e especializada do DRIVEN para realizar este projeto.”

O professor Paul Newman, chefe do Oxford Robotics Institute, da Universidade de Oxford, e um dos fundadores da Oxbotica, disse: “O DRIVEN é a primeira iniciativa deste tipo e traz uma série de novas perguntas em torno da forma como estes veículos se comunicam uns com os outros. Estamos nos deslocando do veículo autônomo isolado para frotas de veículos autônomos – e o que é interessante para nós no Oxford Robotics Institute é quais dados os veículos compartilham uns com os outros, quando e por quê.”

Susep poderá ser transformada em agência reguladora do setor de seguros

Fonte: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que transforma a Superintendência de Seguros Privados (Susep) em agência reguladora, para fiscalizar o mercado de seguros privados do País (PL 5277/16).

Atualmente, a Susep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, com autonomia administrativa e financeira, e dirigentes de livre nomeação e destituição. Pelo projeto, a nova Susep continua vinculada à pasta, mas sem subordinação hierárquica, com diretoria com mandato fixo e autonomia orçamentária (e não apenas financeira).

O projeto foi enviado pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff à Câmara dos Deputados no mesmo dia (12 de maio) em que ela foi afastada provisoriamente do cargo com a instauração de processo de impeachment pelo Senado.

O envio, segundo o governo, foi motivado por um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), que apontou fragilidades no modelo brasileiro de regulação do setor de seguros.

A mudança da natureza jurídica da Susep, segundo a exposição de motivos que acompanha o projeto, visa o fortalecimento institucional da Susep. O teor do texto foi elaborado por um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Fazenda.

Conselho – O projeto altera a composição do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão máximo do setor, responsável por fixar diretrizes e normas da política de seguros privados. O CNSP ganha ainda uma competência a mais: fixar a orientação geral da Susep.

Pelo texto, participarão do conselho um representante da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda e o presidente da Susep. O presidente do conselho será o ministro da Fazenda, que hoje já integra o CNSP, junto com representantes dos ministérios da Justiça e do Trabalho, do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Cada membro terá um suplente. Na qualidade de presidente do conselho, o titular da pasta da Fazenda terá como suplentes, pela ordem: seu suplente imediato, o representante da SPE e o suplente da SPE.

Mandatos – O mandato do presidente e dos quatro diretores da Susep, que farão parte do conselho diretor da agência, será de cinco anos, sem possibilidade de recondução, devendo a cada ano haver a renovação de um diretor.

Na composição do primeiro conselho diretor, o presidente e os quatro diretores serão nomeados, respectivamente, com mandatos de cinco, quatro, três, dois e um ano. Isso garantirá, posteriormente, a não coincidência dos mandatos.

A diretoria será escolhida pelo presidente da República e aprovada pelo Senado. Esse modelo é o seguido atualmente nas demais agências reguladoras do governo federal.

O texto determina ainda que a posse do primeiro conselho diretor deverá ocorrer no prazo de até um ano da data de publicação da lei.

O projeto do governo proíbe aos membros do conselho diretor o exercício de qualquer outra atividade profissional sindical ou de direção político-partidária, exceto a de magistério.

Tramitação – O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Integra do Projeto aqui

Vem ai o Aliro Seguro, criado pela Liberty em conjunto com os corretores

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A Liberty Seguros anuncia que lançará uma nova marca de seguro auto, ainda em 2017. A Aliro Seguro foi criada em conjunto entre a seguradora e corretores, que poderão contar com novas oportunidades de negócios. O foco da seguradora está nas pessoas que buscam seguros mais simplificados e acessíveis, mas que não abrem mão da qualidade ao contratar um serviço ou comprar um produto.

A Liberty Seguros tem acompanhado pesquisas sobre as tendências de consumo que mostram que, além de esperar gastar menos no futuro, uma parcela dos brasileiros optou pelo trade down (produtos e serviços mais acessíveis). Sempre em parceria com os corretores, a seguradora conduziu extensas pesquisas e protótipos com os consumidores para chegar a solução da nova marca.

“Além da análise do mercado e tendências de consumo, a parceria com os corretores foi muito importante para tomarmos essa decisão. As experiências que eles trouxeram foram fundamentais no nosso processo de desenvolvimento”, diz Carlos Magnarelli, CEO do Grupo Liberty Seguros no Brasil. “Nosso foco com a nova marca é oferecer um seguro auto descomplicado e acessível para estes consumidores, mantendo a confiança do Grupo Liberty Seguros”, destaca.

A Liberty Seguros atua no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os dez maiores grupos seguradores do país, com prêmios de R$ 2,7 bilhões, em 2016, e uma carteira com mais de 1,5 milhão de segurados nos segmentos para pessoas físicas e empresas.

Zurich apoia movimento para diminuir alto índice de mortes e feridos no trânsito

Seguradora elenca dicas que ajudam a evitar acidentes no trânsito
São Paulo, 10 de maio de 2017 – O Brasil apresenta uma taxa de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, de acordo com dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2016, é o quarto pior desempenho do continente americano. Nas estimativas da Organização, o número vítimas fatais em acidentes nas estradas em todo o mundo pode chegar a 1 milhão por ano até 2030, e os países de baixa e média renda, grupo no qual se encontra o Brasil, têm um peso maior nessa projeção.

A Zurich, companhia global de seguros com 145 anos de existência, apoia o movimento que ocorre durante o mês de maio e busca conscientizar por meio da informação com o objetivo de alertar e mobilizar a sociedade para a redução do número de acidentes de trânsito.

De acordo com Walter Pereira, Diretor de Linhas Pessoais da Zurich, as orientações convencionais sobre cuidados com o carro devem sempre ser levadas em consideração: assegurar que o carro esteja em boas condições é questão muito séria. “Contribuir para um trânsito mais seguro é responsabilidade de todos: governos, empresas e sociedade civil. Ações para conscientizar e prevenir acidentes são importantes passos na luta para reduzir o índice de vítimas do trânsito”, ressalta Walter.

A Zurich elencou dicas que ajudam a evitar acidentes:

• Verifique periodicamente as condições de seu carro por meio de revisões. Para maior segurança, a contratação de um seguro veicular é indicada não somente para cobertura em caso de acidentes, mas também pelos serviços de assistência 24 horas que são oferecidos como oficinas referenciadas, que oferecem agilidade nos reparos e a garantia dos serviços.

• Dirija sempre descansado, completamente sóbrio, sem sono, em boas condições físicas, emocionais e mentais

• Observe as condições climáticas. Se possível, evite dirigir com o tempo muito nublado, ou quando houver chuvas e geadas. Além de diminuir a visibilidade do motorista, o carro pode derrapar, ficar preso em enxurradas e até sofrer com algum desabamento da terra

• Mantenha uma distância considerável do carro à sua frente, 2 metros no mínimo

• Não use celulares, nem quando o trânsito está parado. Usar celular ao volante é hoje a maior causa de acidentes de trânsito

• Respeite o limite de velocidade estabelecido, sempre use o cinto de segurança e o assento apropriado para transportar crianças

• Motociclistas sempre devem usar capacetes

Mobile lidera transações de bancárias com 34% do total das operações

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A Febraban divulgou os resultados da sua Pesquisa de Tecnologia Bancária 2017. Realizado pela consultoria Deloitte, o estudo mostra que o mobile banking consolidou-se definitivamente como o canal preferido dos brasileiros, tendo sido responsável por 21,9 bilhões das transações bancárias realizadas no ano passado – um crescimento de 96% em relação a 2015. O universo da pesquisa envolveu 17 instituições financeiras do Brasil, que representam 91% do mercado.

Em termos de participação, o mobile lidera com 34% do total das operações, um aumento de 14 pontos percentuais, seguido pelo internet banking (23%). Considerando-se apenas as transações com movimentação financeira, o salto foi ainda mais representativo: 140%, passando de 500 milhões, em 2015, para 1,2 bilhão. Em termos de evolução histórica, o volume quadruplicou nos últimos três anos.

“O crescimento do mobile deve-se, em boa parte, à migração de operações feitas pelo internet banking e ATMs”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da FEBRABAN. Ele observa que, atualmente, 42 milhões de contas ativas no País já contam com esse recurso, um salto de 27% se comparado com o ano anterior.

De acordo com o estudo, os três tipos de transações realizadas no mobile banking foram: transferências bancárias (DOCs e TEDs), pagamentos de contas e consultas de saldo. Nesse contexto, chama a atenção o primeiro item, que registrou um crescimento de 741% em termos de transações realizadas, se compararmos com 2015.

Outro dado importante apontado pelo executivo é que 9,5 milhões de clientes já são considerados heavy users no mobile banking, ou seja, realizam mais de 80% de suas operações por esse canal. “O uso do mobile deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais. O consumidor demonstra confiança nos canais digitais e o setor vem investindo para oferecer cada vez mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias”, observa Fosse. Juntos, internet e mobile, respondem por 57% do total de movimentações financeiras.

“A opção dos brasileiros pelo mobile banking reforça a necessidade de investimentos para ampliar e facilitar o uso deste canal e permitir a customização pelo próprio cliente”, comenta Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros. “Os resultados da pesquisa da Deloitte evidenciam que os bancos brasileiros estão respondendo a esse movimento, mantendo-se na vanguarda tecnológica global”.

Atualmente há quase um milhão de contas totalmente digitais e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano – contas digitais são aquelas abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial entre clientes e instituições bancárias.

Outro dado que chama a atenção foi o crescimento do número total de transações feitas pelos brasileiros em 2016, que atingiu o montante de 65 bilhões, uma alta de 17% em relação a 2015 e a segunda maior nos últimos seis anos. O resultado demonstra que, mesmo num ano desafiante em termos econômicos, o produto bancário permaneceu muito ativo e expressivo e foi fortemente procurado pelos clientes.

Investimentos

Em 2016, os investimentos e despesas feitos pelo setor financeiro em tecnologia da informação mantiveram os mesmos níveis do governo, que historicamente sempre foi o mercado que mais investiu nesse segmento, atingindo o percentual de 14% – um ponto percentual acima da média mundial.

De acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017, os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 18,6 bilhões. Desse total, 45% destinaram-se ao desenvolvimento de software, 35% ao hardware, 19% Telecom e 1% a outras tecnologias – mesma tendência apontada nos estudos anteriores. Avaliando os investimentos e despesas relacionadas à implantação de novas tecnologias, computação cognitiva e analytics despontaram como as que mais demandaram capital em 2016, sendo responsáveis por 24% e 47% do total, respectivamente. Isso demonstra uma tendência, cada vez maior, entre os bancos, de entender o perfil dos seus clientes para melhor atendê-los.

Pela primeira vez o estudo traz também alguns destaques sobre as principais prioridades de investimentos e despesas em tecnologia para oferecer melhorias aos seus clientes. Segundo as instituições financeiras entrevistadas, as três principais prioridades para o mobile banking serão as melhorias das transações com movimentação financeira (77%), possibilitar que o cliente consiga customizar a exibição dos serviços (54%) e realizar melhorias relacionadas à acessibilidade (46%). Já no caso do internet banking, os focos serão as customizações pelo cliente (62%), as melhorias relacionadas à acessibilidade (54%) e proporcionar uma integração multicanal (46%).

Pontos físicos

No final de 2016, havia em todo o País 23,4 mil agências físicas, praticamente o mesmo nível do ano anterior – os dados foram obtidos no Banco Central e ainda não refletem reduções do número de agências. De acordo com Gustavo Fosse, o canal passa por um momento importante de readequação e redefinição de papel, adotando cada vez mais um modelo consultivo. Essa mudança exige, também, um novo perfil e habilidades de seus funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes.

Outros pontos físicos, como PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registraram alta de 6% e atingiram um total de 48,5 mil. A região Sul foi a que apresentou o maior crescimento, passando de uma participação de 18% em 2015, para 21% em 2016. “A região Sul foi a que apresentou o menor número de fechamento de estabelecimentos no ano passado e isso pode ter contribuído para o aumento do número de PABs e PAEs registrado no período”, comenta o executivo.

A pesquisa e metodologia adotada

Realizada há 25 anos pela FEBRABAN, em 2017, a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária foi desenvolvida em parceria com a Deloitte e contou com a participação de 17 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no País. O estudo foi feito com a aplicação de questionário online junto às instituições financeiras, entrevistas com especialistas, consolidação de dados públicos e também com pesquisas internacionais da Deloitte para ampliar e aprofundar a análise dos dados.

Para conferir a apresentação completa da pesquisa, clique aqui. O relatório completo será lançado por ocasião do Ciab FEBRABAN 2017, que acontecerá entre os dias 06 e 08 de junho (mais informações em www.ciab.org.br).

Itaú libera fundo de previdência de filhos de Adriana Ancelmo

Seguro divulgou o jornal O Globo, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo resgatou R$ 1,2 milhão da previdência privada que tinha em nome dos filhos no Itaú Unibanco enquanto estava presa na ala feminina de Bangu 8. O questionamento sobre a movimentação do dinheiro foi feito ontem pelo Ministério Público Federal (MPF) durante depoimento da ex-primeira-dama ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, no processo da Operação Calicute.

De acordo com a ex-primeira-dama, escreve O Globo, o investimento era para os filhos dela, e o resgate foi solicitado, a seu pedido, pela secretária que cuida das suas contas pessoais. “O meu gerente disse que não estava sujeito a bloqueio as previdências dos meus filhos. No primeiro momento, eu precisava me manter. Não tenho dinheiro em qualquer outro lugar, baixei a aplicação da previdência no meu filho, esse valor entrou na minha conta. (A previdência) estava no meu nome, e eles eram os beneficiários”, afirmou Adriana.

–“Isso (o resgate) foi solicitado pela minha secretária. Só tinha ela para realizar os pagamentos, eu estava presa. O procurador da República Rodrigo Timóteo pediu que o banco fosse acionado para explicar o que aconteceu e quem solicitou o resgate e disse que será investigado se houve uma quebra, por parte de Adriana, de uma decisão da Justiça, já que ela está com os investimentos bloqueados. “Vamos ter que saber como foi feito isso. Vamos solicitar informação ao banco Itaú, o banco vai esclarecer para nós como tomou essa decisão, quem deu essa ordem e, a partir disso, vamos ter que decidir a respeito”, segundo informou O Globo.

Itaú Unibanco tenta comprar XP Investimentos

Várias seguradoras parceiras da XP Investimentos estão de olho nesta notícia. O Itaú Unibanco informou em fato relevante divulgado nesta manhã que negocia aquisição de participação minoritária na XP Investimentos, mas que até o momento nenhum acordo foi firmado. De acordo com o banco, a eventual transação “não ensejará alteração de controle” da XP Investimentos. A expectativa, segundo as mídias, é de que uma compra de 49,5% da plataforma de investimento por cerca de R$ 6 bilhões.

O grupo tem uma corretora, a XP Corretora de Seguros, que distribui diversos Fundos de Previdência Privada de seguradoras independentes. Entre elas Icatu e Porto Seguro. Em vida, tem como parceiras Mongeral Aegon e Prudential entre as mais destacadas. A XP tem como principais acionistas um grupo de pessoas físicas encabeçado por Guilherme Benchimol e as gestoras General Atlantic e Dynamo.

Mães guardam em média R$ 148 por mês em planos de previdência privada, aponta Brasilprev

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A Brasilprev, especialista em previdência privada, fez a partir da sua base de clientes em todo o Brasil dos planos PGBL e VGBL, um levantamento em que constatou que mães investem em média R$ 148 por mês nos produtos Brasilprev Junior. Elas representam quase 50% de toda a base de clientes PGBL e VGBL desses planos, que são voltados para o futuro de crianças e adolescentes.

Quanto ao perfil, têm idade em torno de 47 anos. Já em relação aos jovens beneficiados, a maior parcela – 42% do total – tem entre 7 e 14 anos. A média de idade deles é de 11 anos, dois a menos que em 2016, o que representa que esse investimento tem sido feito cada vez mais cedo.

A maioria das mães está localizada na Região Sudeste (42%), seguidas pelas Regiões Nordeste (21%), Sul (19%), Centro-Oeste (11%) e Norte (6%).

Soraia Fidalgo, superintendente de Gestão de Clientes da empresa, comenta: “Lançado pioneiramente pela Brasilprev em 1997, o produto criou um novo segmento dentro do setor de previdência privada. Ele é um meio para que adultos acumulem recursos para crianças e adolescentes e realizem projetos de vida ainda quando os pequenos são jovens, como por exemplo a primeira faculdade, um curso profissionalizante ou até um intercâmbio. Um movimento interessante é que quanto mais próximo o grau de parentesco maior a proporção na base de clientes, por isso as mães são uma fatia importante dentre os compradores destes planos”.