Planos de saúde: FenaSaúde estima que impacto com o novo Rol da ANS pode chegar a R$ 5,4 bilhões

Fonte: Fenasaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) divulga, nesta segunda-feira (14), o estudo ‘Estimativas de Custo e Impacto de Tecnologias na Despesa Assistencial’, que analisa 16 das 26 novas tecnologias (medicamentos, terapias e exames) propostas para a incorporação, que podem se somar aos 3.287 procedimentos já cobertos no Rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar, para oferecimento obrigatório pelos planos de saúde a partir de 2018. O resultado mostrou que, caso incluídas, o custo adicional poderá ser de R$ 5,4 bilhões, o equivalente a aproximadamente 4% do total das despesas assistenciais em 2016.

Por conta de um longo período de recessão econômica, que resulta atualmente em 13,5 milhões de desempregados, a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, alerta que o processo de incorporação de novas tecnologias precisa incluir o impacto financeiro e considerar as condições dos compradores de plano de saúde de arcar com mais despesas. O custo dos planos de saúde na folha de pagamento das empresas já representa aproximadamente 12%, perdendo apenas para o pagamento de salários. Ao mesmo tempo, crescem as despesas assistenciais por beneficiário geridas pelas operadoras a cada ano – em 2016, esse aumento foi de 19,2%, segundo a FenaSaúde.

“Hoje, o Rol para cobertura mínima obrigatória já contempla 91% da lista de procedimentos da Associação Médica Brasileira. Em paralelo, levando-se em consideração a atual conjuntura econômica do país e o orçamento das famílias e empresas contratantes de planos de saúde, é preciso questionar sobre se há capacidade de pagamento por parte da sociedade. É equivocado achar que essas despesas são das operadoras. Na verdade, a conta é de todos os compradores – pessoas físicas e empresas. Somos nós que pagamos essa conta. A sociedade precisa fazer escolhas entre mais cobertura é maior preço ou a assistência à saúde que caiba no seu bolso”, pondera a presidente da FenaSaúde.

Dentre as tecnologias propostas, o implante Urológico Injetável Vantris para o refluxo vesico-ureteral é o item de maior impacto em 12 meses: R$ 2,5 bilhões para 209 mil beneficiários. Considerando os custos das tecnologias já cobertas para o mesmo tratamento, a diferença é de R$ 1,36 bilhão.

Já os quatro medicamentos antineoplásicos orais para tratamento do câncer e o imunobiológico para a esclerose múltipla são os itens de maior custo anual por paciente: Dabrafenibe (R$ 500 mil); Crizotinibe (R$ 468 mil); Ruxolitinibe (R$ 295 mil); Afatinibe (R$ 76 mil); Natalizumabe(R$ 87 mil). O Dabrafenibe é uma alternativa mais barata à tecnologia já coberta no Rol.

Outro exemplo é o Ranibizumabe ou Aflibercepte para o tratamento de doenças vasculares da retina, que têm impacto relevante na despesa assistencial, de R$ 417 milhões a R$ 1,4 bilhão em 12 meses, para uma população elegível esperada entre 22 mil a 44 mil beneficiários.

O processo de priorização de tecnologias em saúde ainda não é uma realidade na Saúde Suplementar, mas faz parte da rotina da saúde pública brasileira. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) é o braço do Ministério da Saúde que avalia a inserção ou não de novas técnicas ou insumos médicos no SUS, levando em conta a avaliação de qualidade, eficácia e segurança; custo-efetividade; e impacto orçamentário.

“Há uma falsa percepção de que os recursos na Saúde Suplementar são ilimitados, o que pode se atestar com a falta de um processo orçamentário estruturado para avaliar o impacto da inclusão de cada nova tecnologia. Já no SUS, em razão dos recursos estarem restritos ao orçamento público, o processo de inclusão de nova tecnologia considera o impacto orçamentário. A saúde suplementar também deve utilizar os inúmeros atributos das avaliações da Conitec, ou seja, analise de custo, efetividade e de impacto orçamentário. Urge no sistema privado uma ação similar, porque os recursos são escassos e não há mais capacidade de pagamento por parte da sociedade”, explica Solange Beatriz, que, ainda, lembra que sistemas com as mais variadas metas de Avaliação de Tecnologia em Saúde (ATS) também ocorrem em outros países, como EUA, Suécia, Austrália, Japão, Reino Unido e Canadá.

A metodologia do estudo da FenaSaúde teve como critério de seleção a disponibilidade de informações sobre a prevalência das doenças, considerando as indicações propostas pela ANS para uso da tecnologia. Desta forma, o modelo estatístico, utilizado pela FenaSaúde para impacto financeiro, considerou uma estimativa do número de indivíduos na Saúde Suplementar que irão se tornar elegíveis à indicação da tecnologia. O estudo não inclui custos agregados adicionais (despesas hospitalares, insumos, taxa de uso de equipamentos etc.) em razão da dificuldade de se obter essas informações. Vale frisar que não se trata de uma Análise de Custo-Efetividade ou de Análise de Impacto Orçamentário, que são complexos e exigem mais dados.

Seminário da FenSeg debate “A violência no Rio” e elenca propostas para reduzir índices de criminalidade

Fonte: CNseg

Inicialmente, olhando dados e relatos apresentados no seminário “A violência no Rio em debate”, promovido pela Fenseg e pela CNseg na terça-feira (8), o tom é de desalento e de desamparo no combate a este grave problema enfrentado pelo estado fluminense. Números fora de controle de roubo de cargas ou de automóveis, avanço dos latrocínios (roubos seguidos de mortes) durante a abordagem de bandidos e quadrilhas com armamento de guerra nos ataques e em seus bunkers são algumas das indicações importantes de que a sociedade organizada continuará a pagar a conta do recrudescimento da violência e se tornará cada vez mais refém do crime organizado.

Não há final feliz a curto prazo, e, pior, sem ações estruturais e articuladas da União, estados, municípios e iniciativa privada, o quadro de violência extrema do Rio de Janeiro poderá se reproduzir em outros estados no prazo máximo de cinco anos, tendo em vista o avanço das facções criminosas brasileiras em direção ao Paraguai e à Argentina para montagem de futuras bases de multinacionais verde e amarela do crime organizado, tendo o Brasil como o principal mercado de drogas e de armas.

Os prognósticos sombrios motivaram uma reflexão conjunta de lideranças, executivos e consultores do mercado segurador, representante da Polícia Rodoviária Federal e uma socióloga presentes no seminário “A violência no Rio em debate”. Na abertura, o presidente da FenSeg, João Francisco da Costa, reconheceu a gravidade da violência no estado fluminense, a ponto de o problema já ter repercussão até no exterior, e reclamou soluções efetivas. Nesse sentido, destacou a importância da troca de experiência sobre as melhores práticas adotadas por seguradoras de automóveis e cargas, o intercâmbio de informações sobre a inteligência do crime organizado e a criação de uma lista de recomendações para segurados e demais públicos a fim de mitigar os riscos. “O Rio sempre foi uma praça diferente das demais praças brasileiras e as taxas de seguros sempre repercutiram esta realidade de violência, mas o quadro de grande volatilidade dos prêmios é algo recente e tem a ver com o recrudescimento dos roubos no estado”, lembrou ele.

Presidente da FenSeg destaca momento crítico da violência no estado do RioA seu ver, partilhar as melhores práticas de mercado é um caminho para manter a oferta de produtos nas carteiras com forte aumento da sinistralidade, porque permite às companhias se adaptarem ao atual ambiente de negócios, evitando gargalos e espaços a outras atividades que concorrem ilegalmente com o mercado segurador formal, como as vendas realizadas pelas associações automotivas, o chamado seguro pirata.

Para ele, entender a lógica da inteligência do crime organizado é também relevante, porque, além de permitir a prisão dos criminosos, mira afetar a economia e capitais movimentados pelas quadrilhas organizadas, além de dar uma ideia mais clara à sociedade dos prejuízos gerados a todos por estes delitos.

Também ao participar da solenidade de abertura do seminário, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, avaliou positivamente a iniciativa de colocar em debate o avanço da violência no Rio de Janeiro. “É um problema gravíssimo, mas que, na verdade, não se restringe apenas ao Rio de Janeiro. Esta situação de intranquilidade em vários estados afeta muito o mercado segurador, porque sua função é proteger pessoas de toda sorte de más práticas de cidadania. Então, a expectativa é de que as novas medidas adotadas no Rio de Janeiro no combate à violência possam servir de subsídios para outros estados. O mercado de seguros, antes dos negócios, tem a missão nobre de proteger pessoas. Logo, temos de ajudar na busca de respostas a estes desafios que têm relação direta com o aprofundamento da crise econômica e com o desaparelhamento dos estados”, assinalou ele.

Em dois painéis- “O aumento do roubo de veículos e os reflexos sobre o seguro auto”; e “O roubo de cargas e suas consequências para apopulação carioca”, seis especialistas dissecaram os múltiplos impactos dos saltos da violência.

No primeiro painel- moderado por Eduardo Dal Ri, presidente da Comissão de Automóveis da FenSeg, e tendo como palestrantes Adhemar Fujii, consultor da FenSeg, e Hanrley Matos Martins, coordenador de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal- foi dada uma dimensão assustadora: mais de 500 mil veículos são subtraídos dos proprietários todos os anos, consequência direta da manutenção de elevados índices de roubo em todos os estados brasileiros, disse Fujii. Para se ter uma ideia da elevada incidência de roubo e furto de carros, este montante anual poderia preencher totalmente as duas vias da rodovia Via Dutra, se esta via fosse transformada num grande estacionamento.

Algo assustador e ainda mais grave porque, como o arsenal tecnológico disponíveis nos carros novos dificulta os furtos, os índices de roubo lideram as ocorrências policiais e ampliam os riscos de latrocínios nessas abordagens criminosas, já que as vítimas são colocadas sob a mira de armas de todos os calibres, inclusive fuzis.

Minas Gerais, por exemplo, experimentou um aumento de 10% no índice de roubo e furto de automóveis no comparativo entre os anos de 2016 e 2015. Entretanto, houve um salto na taxa de latrocínios, de 62,4%. No Paraná, o número de roubo e furto de carros avançou 23,9%, e o de latrocínios, 10,6%, também na passagem de 2015 para 2016, lembrou o consultor.

Segundo ele, alguns fatores são responsáveis pela aceleração dos roubos, com destaque para os desmanches ilegais, encarregados de revender autopeças, incluindo itens de segurança; e veículos dublês, com forte crescimento em todo o País. Os carros dublês apresentam, externamente, as mesmas características do veículo original, como a marca, o modelo e a espécie. Em alguns casos, é usado o cadastro do veículo original para que sejam copiados os mesmos caracteres da placa e adulterados os caracteres de identificação do chassi e/ou os caracteres de identificação do motor. Geralmente, o veículo dublê é oriundo de roubo ou furto, e é utilizado o artifício citado de cópia para “tentar manter o veículo com características de legalizado”, e não simplesmente para transferir as multas para outro veículo. A documentação do veículo também é copiada (falsificada) do original, e a cédula utilizada do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é fruto de roubo ou furto, segundo o Detran.

Outra fraude ocorre na fase de pré-cadastro de veículos destinado à exportação, ao Exército e mineradoras. Tais veículos, inicialmente, não podem ser licenciados no País, mas, via adulterações, os dados dos sinais identificadores de tais veículos são incorporados por um modelo similar que, após a inclusão no sistema oficial, via cadastro dos órgãos de trânsito, é negociado por valor de mercado no País. O pior que estes veículos, com valores de mercado acima de R$ 150 mil, têm passado pelas vistorias prévias. Para controlar este crime, o Detran SP lançou mão de uma restrição administração para impedir a venda desses veículos. Mas os demais estados não se mexeram.

À lista de problemas, acrescentem-se as fraudes realizadas por segurados e, em menor escala, a ida de veículos roubados para países do Mercosul.

Saídas? São Paulo tem ações inspiradoras para os demais estados, segundo o consultor. A regulamentação da Lei do Desmonte, adotada em São Paulo antes mesmo da lei federal que trata do tema, por todos os estados pode ser uma das medidas para mitigar a sinistralidade. No Estado, em vigência desde o segundo semestre de 2014, a Lei do Desmanche provocou, na avaliação de Fujii, queda nos índices de roubo- de 20%, entre 2014 e 2015-, contribuindo para a baixa também dos latrocínios- 8,3% no período. No Rio Grande do Sul, outro que regulamentou a lei em 2016, já houve reflexos nos índices de roubo e furto de automóveis, de 4% sobre 2015; e de 1,1% nos latrocínios. Lá o projeto “Cerca Eletrônica”, criado em abril de 2017, utiliza câmeras OCR de trânsito e imagens (Prefeitura e iniciativa privada, integrando-as aos sistemas de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública), tem ajudado a baixar a sinistralidade decorrente de roubo de carros e cargas.

No plano federal, há boas ações idealizadas pela Polícia Rodoviária Federal, responsável pela vigilância das rodovias federais, mas afetadas pelo contingenciamento de recursos públicos. O contingenciamento provoca déficit no efetivo e retarda a implantação de projetos relevantes para o combate ao crime, como a ampliação do Sistema de Monitoramento das Rodovias, que identifica veículos envolvidos em ilícitos ou irregularidades administrativas, entre outras tarefas.

No painel específico de cargas- moderado por Alexandre Leal Rodrigues, presidente da Comissão de Transportes da CNseg, e com palestras de Valdo Alves da Silva, membro da Comissão de Transportes, e da socióloga Silvia Ramos- ficou evidente que as soluções para reduzir a sinistralidade são mais complexas em virtude do perfil da região metropolitana do Rio de Janeiro, o que torna a movimentação mais vulnerável aos ataques.

A região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro reúne o segundo maior mercado consumidor do País- são mais de 16,7 milhões de pessoas residentes nos municípios fluminenses, que representam 10% do PIB brasileiro. Suas estradas, usadas obrigatoriamente para translado de cargas destinadas ou embarcadas dos estados do Sul e do Sudeste, apresentam os maiores índices de circulação de veículos de carga e, em consequência, atraem as quadrilhas. As estradas fluminenses atravessam regiões densamente povoadas e perigosas, além de boa parte de seu traçado ser cortado por regiões serranas, o que facilita a abordagem das quadrilhas especializadas.

Segundo Valdo da Silva, o aumento de roubo de cargas provoca prejuízos difusos para toda a sociedade. Para as seguradoras, eleva os desembolsos para pagar indenizações por desaparecimento de cargas e mexe no índice de sinistralidade de forma inesperada. Também provoca perda de negócios para as empresas e aumento dos custos operacionais dos embarcadores e transportadores- favorecendo a falência de grupos. Preços dos seguros de transportes mais caros, aumento dos custos das mercadorias para o consumidor final e até risco de desabastecimento são algumas das consequências mais danosos decorrentes dos roubos.

A presença de armas de guerra nas favelas do Rio- apenas o diminuto morro dos Prazeres, em Santa Teresa, conta com mais de 30 fuzis- é outro componente importante nessa equação de exposição ao risco, porque é um indicativo de maior ou menor predisposição à violência, avalia a socióloga Silvia Ramos. Para ela, um olhar mais atento às taxas de homicídios no estado pode servir de termômetro para aferir o potencial de outros delitos, como o roubo e furto. Desde 2012, após chegar a seu nível mais baixo em 30 anos, a taxa de homicídios no estado do Rio de Janeiro voltou a subir ano a ano, sendo acompanhado da piora de outros indicadores de violência.

Rádio CNseg: Coordenadora da Susep fala sobre mudanças na supervisão de conduta das seguradoras

Fonte: CNseg

A coordenadora geral de Fiscalização de Conduta da Susep, Cidice Hasselmann, fala na “Entrevista Especial” de hoje sobre regulação e supervisão no âmbito da autarquia. Ela explica como a Susep passará a disponibilizar parte dos seus recursos especificamente para a supervisão de conduta, que envolve as relações do consumidor com o setor de seguros, a partir de um modelo usado em diversos países. “Com isso, vamos atuar na origem, na conduta inadequada, para evitar que gere reclamações, em vez de atuar na reclamação de cada um, que resolve um problema individual, mas não muda uma conduta da empresa”, afirma.

Também hoje, no quadro “Fala Presidente”, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, volta a abordar a questão da governança corporativa nas seguradoras. Desta vez, ele fala sobre os controles internos contra corrupção e lavagem de dinheiro e sobre a prevenção de condutas anticoncorrenciais. Segundo Coriolano, as medidas para prevenir tais problemas não são recentes no país. “Queremos prevenir que o sistema de seguros não seja usado por pessoas de má-fé.”

Nesta terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo, Adevaldo Calegari, fala sobre a crise no Seguro de Automóvel. No mesmo dia, no “Qual é a Dúvida?”, o professor da Escola Nacional de Seguros Maurício Viot responde a uma pergunta de ouvinte sobre previdência privada.

Na quarta, no programa “Inovação e Sustentabilidade, o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Wady Cury, fala sobre como as novas tecnologias influem no Seguro Rural. No “Entenda os Seguros de Pessoas”, um especialista explica por que o Seguro de Vida participa cada vez mais do planejamento financeiro familiar no Brasil. No dia seguinte, entram os quadros “Por Dentro da Saúde Suplementar” e “Momento Jurídico”.

Encerrando a semana, sexta-feira, no “Dicas do Consultor”, o superintendente de Novos Negócios do SPC Brasil, Magno Lima, esclarece como o mercado segurador pode ajudar o micro e o pequeno empresários. Também nesse dia, é a vez do “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em aqui.

Mongeral Aegon Investimentos tem novo gerente de Risco e Compliance

Arthur Basto é o novo gerente de Risco e Compliance da Mongeral Aegon Investimentos. Arthur é formado em Administração pela Universidade Cândido Mendes e acumula 13 anos de experiência nas áreas de Governança, Compliance, Risco e Controles, com passagens em empresas como GlaxoSmithKline, Deloitte e Banco BBM e Bank of New York Mellon.

AGENDA: InsurTech Brasil 2017 acontece dia 18 de agosto e Fintouch dia 15

Dois eventos interessantes para quem quer se aprofundar no tema inovação.

Dia 15 acontece o Fintouch, promovido pela StartSe no Centro de Exposições Center Norte, em São Paulo. No Brasil, estima-se que existam mais de 250 fintechs.
Mas esse número vai crescer de forma exponencial nos próximos anos, aposta o promotor. Este é o primeiro evento da América Latina totalmente voltado para o mundo das Fintechs. O objetivo é que todas as Fintechs possam se apresentar ao mercado, e assim, empresas possam contratá-las, investidores possam conhecê-las e outras fintechs possam se aproximar buscando sinergias.

Entre as 17 palestras, uma de Insurtech, com José Prado, da Conexão Fintech. Mais detalhes

No dia 18 de agosto, acontece na capital paulista o InsurTech Brasil 2017, evento promovido pelo Conexão Fintech com o objetivo de reunir empresas pioneiras e inovadoras do setor, além de executivos, investidores e, principalmente, os empreendedores que estão na linha de frente dessa transformação global pela qual passa o mercado. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, por meio do Comitê de Insurtech, é apoiadora do evento e convida todos os associados a participar.

Confira a programação:

09h – Abertura

09h10 – A era da disrupção e o futuro dos seguros

10h – Painel “Muito além das vendas: como as Insurtechs geram grande economia de custos e melhoram a eficiência operacional dentro das organizações”

10h45 – Networking break

11h – Painel “O novo consumidor e sua relação com a tecnologia está mudando de produtos às cidades”

11h45 – Painel “Os novos modelos de marketplace e a revolução nos pagamentos encontrarão o caminho para o mercador segurador”

12h30 – Networking break

14h30 – Palestra “O crescimento das Insurtechs no mundo”

14h45 – Painel “Seguradoras como agentes de transformação e fomento às Insurtechs”

15h30 – Painel “Os desafios regulatórios para inovar e empreender em Insurtech”

16h15 – Intervalo

16h30 – Pitch section

16h45 – Painel “O próximo passo em Data Analytics e AI (Inteligência Artificial)

17h30 – Painel “Blockchain finalmente está saindo do estágio experimental”

18h15 – Palestra “Principais tendências e próximos passos para o Ecossistema Insurtech brasileiro”

18h30 – Networking e Happy Hour

Serviço:

Local: Hotel Maksoud Plaza

Endereço: R. São Carlos do Pinhal, 424 – Bela Vista, São Paulo/SP

Valores e inscrições: www.insurtech.conexaofintech.com.br

Resseguradoras crescem com cobertura para animais de estimação

Fonte: Bloomberg

Quando Micah Carr-Hill quis assegurar Chief, o labrador que auxilia o tratamento de autismo de seu filho, encontrou uma aliada na Munich Re, a maior resseguradora do mundo.

A empresa alemã havia acabado de fechar parceria com uma startup britânica do ramo de internet para fornecer seguro para animais de estimação com a cobertura abrangente que Carr-Hill precisava. O investimento da Munich Re na Bought By Many, uma empresa com sede em Londres que ajuda seus clientes a encontrarem coberturas para tudo, de buldogues a aparelhos Kindle, é um exemplo de como as resseguradoras estão despejando dinheiro em provedores de tecnologia financeira de nicho para impulsionar os lucros, que estão em queda.

“Entre milhares de startups existentes surgirão algumas realmente boas”, disse Torsten Jeworrek, membro do conselho de administração da Munich Re, em entrevista. “Queremos estar na vanguarda disso.”

A Munich Re apoia mais de meia dúzia de provedoras de tecnologia financeira, incluindo a seguradora de telefones celulares So-Sure, com sede em Londres, e a seguradora doméstica norte-americana Lemonade. As grandes empresas estão se envolvendo mais de forma geral. Em 2012, as seguradoras ou resseguradoras realizaram apenas um investimento estratégico em uma empresa de tecnologia de capital fechado, segundo a empresa de pesquisa de capital de risco CB-Insights. No ano passado, fecharam 100 negócios desse tipo.

O investimento nestas startups oferece às resseguradoras a oportunidade de se diversificar sem invadir o negócio das grandes empresas de seguros que são suas clientes. Isso também pode mitigar os efeitos das taxas de juros em baixa recorde e das indenizações por catástrofes abaixo da média, que estão reduzindo a demanda por seus serviços.

A Swiss Re lançou um programa no ano passado para orientar startups de seguros “inovadoras”, enquanto Allianz SE, Axa SA e XL Group lançaram fundos de capital de risco dedicados a investir no setor de tecnologia financeira. A Hannover Re investiu na FinLeap, uma desenvolvedora de empresas de tecnologia com sede em Berlim, apesar de seu diretor financeiro ter dito que a terceira maior resseguradora continua cautelosa em relação ao setor.

“No caso das empresas de tecnologia financeira, o capital de resseguro é uma ótima alternativa para ajudá-las a financiar o crescimento”, disse o diretor-financeiro da Hannover Re, Roland Vogel. “Mas estamos abordando o espaço das startups com muita cautela. É possível queimar facilmente uma montanha de dinheiro.”

Queda nos lucros

O novo CEO da Munich Re, Joachim Wenning, disse nesta semana que busca formas de ampliar os ganhos no momento em que sua empresa se dirige para a quarta queda seguida nos lucros anuais. Rivais como a Swiss Re e a Berkshire Hathaway também viram seus lucros afetados por custos ligados a desastres naturais e a anos de queda das taxas de resseguro, enquanto a Hannover Re fez um alerta para uma perspectiva de mercado “desafiadora”.

A Munich Re investiu e ofereceu subscrição à seguradora on-demand Trov e à seguradora de comércio eletrônico Simplesurance, que tem sede em Berlim. No ano passado, a empresa investiu na Slice Labs, que oferece seguro aos motoristas da Uber Technologies, e na Next Insurance, que visa a oferecer uma cobertura mais personalizada para fotógrafos comerciais.

“Atualmente, estamos gerando prêmios de alguns milhões de euros com as startups”, disse Jeworrek, da Munich Re. “Os riscos são muito mais limitados em áreas como a de seguro de animais de estimação do que na de cobertura contra furacões. Somos, talvez, um pouco mais ousados do que as outras resseguradoras.”

Os melhores seguros para o seu imóvel, de acordo com a Proteste

Fonte: Exame

A associação de consumidores Proteste elegeu o pacote de coberturas do seguro residencial da Bradesco Seguros como o melhor entre os oferecidos pelas dez maiores seguradoras do país. Já quando se fala sobre a escolha certa, proteções que apresentaram os melhores custo-benefício, a seguradora dividiu o posto com a HDI Seguros.

A pesquisa analisou as seguintes coberturas: básica (contra incêndio, queda de raio e explosões), alagamento, furto ou roubo, vendaval, privação temporária do uso da habitação, desmoronamento parcial, responsabilidade civil e danos elétricos. A Proteste também considerou o número de coberturas excluídas de cada contrato na avaliação.

A associação de consumidores analisou 176 apólices e avaliou cada tipo de cobertura como muito boa, boa, aceitável, fraca ou ruim, de acordo com critérios como valor da franquia, limites máximos de cobertura e participação obrigatória do segurado.

Para realizar a análise, a Proteste enviou questionários para as seguradoras em junho. Além disso, buscou informações sobre as apólices nos sites das empresas e solicitou cotações a corretores.

Das dez seguradoras procuradas, apenas cinco responderam à pesquisa: Bradesco Seguros, HDI Seguros, Liberty Seguros, Sulamérica e Sompo Seguros. Já Porto Seguro, Zurich Seguros, Allianz, Tokio Marine e Grupo BB Mapfre não responderam aos questionamentos.

Quando analisada a cobertura básica das apólices – que prevê ressarcimento no caso de incêndio, queda de raio dentro do terreno do imóvel e explosão acidental – a Bradesco Seguros e a Porto Seguro foram as mais bem avaliadas por não cobrarem franquia e não definirem um limite mínimo para indenização.

Já quando se trata de cobertura contra roubos e furtos, a maioria das empresas foi bem avaliada, com exceção da Bradesco Seguros, na qual a cobertura foi considerada ruim porque a empresa cobra 15% de franquia e mínimo de 500 reais de indenização para casas de veraneio. As seguradoras classificam como furto o desaparecimento de um bem complementado por vestígios deixados pelo ladrão, como um cadeado quebrado ou porta arrombada.

Quando analisada a cobertura de responsabilidade civil (que cobre danos a terceiros), os resultados variaram entre bom e muito bom. Em relação à cobertura contra danos elétricos, a proteção das seguradoras foi considerada fraca ou aceitável, pois a maioria cobra franquia e limite mínimo de indenização.

Ao analisar as exclusões das coberturas listadas pelas seguradora, a Proteste verificou que a maioria é muito restritiva com relação aos eventos cobertos. Portanto, esse quesito foi considerado ruim ou fraco na maioria delas. As únicas nas quais o item foi considerado aceitável foram Sompo Seguros e Sulamérica.

Zurich divulga alta de 13% no lucro operacional do segundo trimestre

O grupo Zurich divulgou que seu lucro operacional do segundo trimestre deste ano aumentou 13%, para US$ 1,2 bilhão, e o lucro líquido 21%, para US$ 896 milhões. No semestre, o lucro avançou 2%, para US$ 1,2 bilhão. As vendas chegaram a US$ 33 bilhões em prêmios.

O índice combinado do segmento de seguros gerais (ou  Property & Casual – P&C) melhorou 0,3 pontos percentuais para 97,8%, em comparação com o ano completo de 2016. O segmento P&C totalizou prêmios de US$ 18 bilhões no primeiro semestre deste ano, queda de 3% comparado ao mesmo período do ano anterior.

O segmento de vida continuou a registrar boa performance, com lucro operacional de US$ 650 milhões, alta de 16% no primeiro semestre, com expansão da margem e contribuição do bancassurance (canal de distribuição via banco). Os prêmios também registraram recuo de 3%, para US$ 14,3 bilhões.

Em nota, o grupo afirma que está no caminho certo para atingir as metas de 2017 a 2019 com cerca de US$ 550 milhões em economia de custos e um ROE de 12,5%. “Estou muito satisfeito em reportar resultados que mostram o trabalho de uma equipe focada em um tempo relativamente curto. Fomos capazes de expandir nossos negócios em moedas locais, melhorar nossa subscrição e expandir o alcance de nossos clientes, ao mesmo tempo em que reduzimos nossa base de custos”, disse o CEO Mario Greco. “Com base nesse desempenho, estamos confiantes de que manteremos esse impulso positivo, o que nos posiciona bem para melhorarmos o retorno de nossos acionistas e impulsionar o crescimento sustentável de dividendos”.

Exposição de acidentes ambientais na mídia e nas redes sociais aumenta procura pelo seguro ambiental

Fonte: CNseg

O cenário está mais favorável para a contratação do seguro ambiental. A afirmação foi feita por praticamente todos os 16 executivos que participaram dos quatro paineis no 4º Seminário de Seguros e Riscos Ambientais, realizado pela Associação Internacional de Direito de Seguros (AIDA), no auditório do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP), no dia 10 de agosto.

Ajudar seus clientes a perceberem os riscos a que estão expostos em caso de, por exemplo, uma poluição súbita, e criar soluções diferenciadas para cada um deles tem ocupado boa parte da agenda dos executivos envolvidos com seguro ambiental. O objetivo do evento foi analisar as principais peculiaridades relacionadas aos danos ambientais, suas formas de reparação e a sistemática de atuação dos seguros ambientais.

Um dos exemplos citados para mensurar o tamanho do desafio dos especialistas é o termo técnico usado praticamente para todas as apólices empresariais: custo de limpeza. “Esse termo tem significados diferentes em apólices como transporte, ambiental e responsabilidade civil. Um custo de limpeza em uma apólice de transporte é uma coisa. Outra, é ter de recuperar um dano ambiental. Temos de deixar isso claro”, ressalta Alfredo Chaia, executivo da International Risk Veritas Advisors&Solutions.

Entre as maiores seguradoras que operam no ramo estão Chubb, AIG, Tokio Marine, HDI, XL, Argo, Mapfre e Liberty. O volume de vendas desse grupo no primeiro semestre deste ano chegou a R$ 31,8 milhões, com R$ 10 milhões pagos em indenizações. Algumas empresas registraram perdas relevantes nesta carteira, uma vez que a punição a poluidores por parte de órgãos públicos tem crescido dia a dia, bem como a divulgação de acidentes na mídia e nas redes sociais, que chamam a atenção dos fiscais, que comparecem ao local acidentado já munidos de fotos e dados. Em 2016, o segmento ambiental movimentou R$ 55 milhões em vendas. Para se ter uma ideia do crescimento, em 2011,as companhias venderam R$ 18,5 milhões.

Os participantes também foram unânimes em afirmar que a fase de divulgar o seguro ambiental já passou. Alguns acidentes noticiados na grande imprensa ajudaram a aquecer a demanda pelo seguro ambiental. Na memória, estão casos como o da tragédia com o rompimento das duas barragens da Samarco em novembro de 2015, em Mariana (MG). Em 2016, o Ministério Público Federal calculou as perdas causadas pela Samarco e controladoras Vale e BHP em R$ 155 bilhões.

Também na lista de eventos caóticos há o caso do Toddynho, citado em vários dos paines do evento. Há cinco anos, a Pepsico do Brasil foi condenada a pagar uma indenização de R$ 420 mil por ter vendido, em cidades do Rio Grande do Sul, o achocolatado contendo detergente. Na época, a Pepsico declarou que o problema aconteceu durante a limpeza de equipamentos na fábrica responsável pelos lotes, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. Uma das linhas envasou algumas embalagens com uma mistura de água e detergente.
Foram também citados os casos de derramamento de óleo com a exploração de petróleo, como o da British Petroleum, que concordou em pagar multa de aproximadamente US 20 bilhões ao governo federal norte-americano e aos Estados de Louisiana, Mississippi, Alabama, Texas e Flórida, em reparação ao prejuízo ambiental causado pelo acidente no Golfo do México, em 2010.

A repercussão desses casos deixou muito claro o nível de exposição das empresas e a amplitude que um dano ambiental alcançar. No entanto, a falta de cultura pesa bastante. Diante disso, o mantra dos executivos agora é: conscientização. “Estamos dedicados a conscientizar os clientes sobre os riscos que correm e qual o papel do seguro ambiental, pois várias coberturas importantes não estão incluídas dentro do escopo de outras apólices que a empresa mantém”, afirmou Katia Papaionnaou, líder para a prática de responsabilidade civil ambiental e gerente de placemente na Marsh.

Nathalia Gallinari, engenheira ambiental e especialista em seguro ambiental da AIG, concordou. No Brasil, o trivial ainda é a contratação de um seguro de responsabilidade civil comum, que não engloba os riscos ambientais. “O seguro ambiental é um dos poucos que olha a cadeia de risco como um todo, desde o processo produtivo da empresa até o produto final no pátio de um cliente. Ou seja, do berço ao túmulo: do inicio ao fim da cadeia de risco”, salientou ela.

Um dos advogados presentes na plateia fez um comentário interessante. “Eu sou espírita. Então, para mim, a vida não termina com o corpo no túmulo. E assim entendo ser o seguro ambiental. Há danos que aparecem depois de anos e acredito ser importante que todos pensem e avaliem o risco levando em conta as consequências no longo prazo que um simples acidente pode causar ao planeta. Ou seja, é preciso estudar muito para ter sempre uma noção clara das implicações que um dano ambiental pode causar no ambiente, na marca da empresa e na vida profissional do executivo gestor de empresas.

Fábio G. Barreto, membro da subcomissão do Seguro de Riscos Ambientais da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e do GNT de Seguro de Riscos Ambientais e Sustentabilidade da Chubb, ressaltou que não adianta trazer todas as coberturas disponíveis no mundo, sendo que nem o básico ainda foi entendido pelos clientes no Brasil”, disse o executivo que também é superintendente da Chubb, que é a maior seguradora global do risco ambiental.

O objetivo do seguro ambiental é atender, tanto à demanda de poluição súbita, quanto da gradual. A poluição súbita, ou acidental, é aquela na qual é possível delimitar um período de início e fim, que normalmente é de 72 horas, como no tombamento de um caminhão na estrada. A poluição gradual se estende por um período maior, que pode ser até de anos, como o de um vazamento paulatino de um tanque de armazenamento subterrâneo em um posto de combustível ou até mesmo um incêndio que se estenda por dias. Indústrias, armazéns e transportes estão sujeitos a acidentes que se enquadram nos dois casos.

Segundo Barreto, de 2007 para 2017, mais que dobrou o número de áreas contaminadas, segundo dados divulgados pela Cetesb. “Isso torna a gestão do risco ambiental ainda mais importante dentro das empresas, bem como ter uma regulamentação mais robusta, com penalização dos executivos a frente das empresas”, salientou Barreto. Mas somente haverá estimulo no mercado nacional se houver efetivamente a cobrança do poder público”, frisou ele. “O risco existe. É preciso ter consciência, tanto por parte do empresário, como do poder público, em fiscalizar e punir”.

Dentro do plano de conscientização dos riscos, os palestrantes destacaram que o ambiental é um seguro de gestão, pois pequenos detalhes podem destruir a imagem da empresa ou do executivo, principalmente agora, com as mídias sociais tão ativas e quando cada pessoa com um smartphone na mão pode ser considerada um difusor de imagens e informações com grande repercussão.

Porém, para ter um seguro que realmente responda às necessidades da empresa, os especialistas destacaram a importância do fornecimento de informações, das básicas às mais complexas, para que a cobertura do seguro seja eficiente na hora em que acontece um acidente. As principais consequências da falta de informação são a recusa de cobertura e a precificação feita de forma errada.

“Um exemplo é a troca de um tanque subterrâneo antigo por um novo. Se o gestor da empresa não informar isso no questionário, a seguradora vai taxar o risco de um tanque antigo, o que encarece o seguro no preço final”, destacou Lívia Barreira, engenheira ambiental, subscritora de riscos ambientais para a América Latina da Liberty Seguros e integrante do GNT de Seguro Ambiental e Sustentabilidade. A subscrição é a parte mais importante da jornada do seguro ambiental. “É preciso ter uma apólice bem desenhada para não haver surpresas com a ocorrência de um acidente que não tenha cobertura”, afirma Livia.

Bruno Pieroni, engenheiro de riscos da JLT e consultor ambiental, destacou aspectos legais e jurídicos relacionados a riscos portuários, evidenciando que há no Brasil um grande potencial de venda deste seguro. Pieroni destacou também que o seguro ambiental tem sido exigido por quem está financiando projetos, algo que até um tempo atrás não era usualmente observado no Brasil. Para transações imobiliárias de compra e venda de ativos e para acordos de M&A, o seguro ambiental também pode oferecer soluções.

Mesmo com o segmento de seguros ambientais crescendo no Brasil, ele ainda possui legislação, regulamentação e bases técnicas pouco conhecidas pelos operadores do mercado. Diante desse cenário e buscando proporcionar uma visão global e sintetizada da estrutura dos seguros ambientais existentes na atualidade, a Escola Nacional de Seguros inicia em setembro uma pós-graduação em Seguros de Riscos Ambientais em São Paulo. As aulas abordarão as práticas usuais do mercado nacional e farão a comparação com as adotadas no exterior. Serão apresentadas análises das bases contratuais vigentes e questões técnicas, além das ferramentas de gerenciamento dos riscos ambientais.

FenaSaúde participa de audiência pública sobre novas incorporações ao Rol da ANS

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Um debate sobre novas incorporações de tratamentos na cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde reuniu entidades do setor e o órgão regulador, durante audiência pública, nesta quarta-feira (08), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo foi tornar público o processo de inclusão tecnológica no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – atualizado a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Durante apresentação, o superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, defendeu que o processo de atualização do Rol deve sempre observar os impactos das incorporações e a capacidade de pagamento da população, especialmente em um momento de dificuldades econômicas das pessoas e das empresas contratantes. “O benefício gerado pelas novas tecnologias deve ser muito bem avaliado considerando as diversas alternativas, pois os recursos são escassos e aumentos de coberturas se traduzem em aumentos dos custos e das mensalidades, que serão repartidas por todos os beneficiários, dada a mutualidade do sistema”, explica Leal.

De acordo com o executivo, o principal problema desse processo é a incorporação de tecnologia médica e inclusão de procedimentos sem critérios de custo-benefício sob o ponto de vista da coletividade e sem estimativas de impacto econômico para beneficiários e contratantes.

Promovido pela Comissão Especial de Inovação Tecnológica da Saúde, a audiência pública contou ainda com a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Coelho; e o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge – Regional Rio de Janeiro), Sérgio Custódio Vieira.