Proteção veicular não é seguro em nenhum sentido

Fonte: Por Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros

Tem-se popularizado no Brasil a comercialização de um pacote de serviços denominado “Proteção Veicular”. Tais serviços têm sido oferecidos e adquiridos como substitutos mais baratos dos seguros automotivos. Como consequência de tal movimento, o que se tem visto não é outro resultado que não um grande número de pessoas lesadas.

A proteção veicular, oferecida por cooperativas ou associações, funciona como uma espécie de “seguro pirata”, já que não oferece as mesmas condições de um seguro, embora seja vendido como se assim fosse. Entre os vários problemas enfrentados por aqueles que optam por esta modalidade, estão o fato de ela não oferecer qualquer tipo de garantia, fiscalização ou regulamentação por parte da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), principal órgão e responsável pela autorização, controle e fiscalização dos mercados de seguros no Brasil.

A SUSEP tem agido com rigor para afastar as cooperativas piratas e as associações do mercado. Até a metade de 2016, quase 80 empresas já haviam sido multadas por oferecerem este tipo de seguro sem nenhuma garantia para o “segurado”. Até mesmo a Policial Federal tem entrado em ação em alguns casos.

O funcionamento, dos serviços de proteção veicular não segue o mesmo processo daquele dos seguros. Nos serviços de proteção veicular, aqueles que aderem ao sistema são considerados associados a uma instituição e no caso dos seguros a relação com as seguradoras é de cliente. Caso a associação venha a ter problemas financeiros, o associado pode vir a não receber sua indenização. Nas seguradoras, a SUSEP exige a manutenção de grandes reservas calculadas com base estatística e com rigor, para que o cliente nunca fique sem receber seu pagamento em caso de um sinistro.

Há outras diferenças. A cobertura de furto simples não é oferecida na proteção veicular. Enquanto o recebimento da indenização no seguro automotivo é certo, na proteção veicular ela depende do caixa da associação. E para citar mais um exemplo comparativo, ao contrário do que ocorre com os seguros, é praxe haver franquia no pagamento de danos a terceiros pelas empresas de “seguro pirata”.

Para quem quer ter uma cobertura confiável, as dicas são as mais básicas: contrate um seguro de automóvel com um corretor de seguros. Desconfie de preços muito baixos, pois não há milagres que possam diminuir tanto os custos. Cheque na SUSEP se a empresa que oferece o produto é realmente legal e se está apta para exercer essa comercialização.

Um seguro não deve ser atrativo apenas pelo preço, mas sim, por toda garantia e tranquilidade oferecidas. Com tantos exemplos, não é difícil imaginar que o preço mais baixo pode ficar muito mais caro em caso de qualquer tipo de sinistro. Contratar proteção veicular não é seguro. Em nenhum sentido.

BR Insurance investe R$ 300 mil para adquirir cinco subsidiárias

A BR Insurance Corretora de Seguros divulgou ontem fato relevante informando que o Conselho de Administração aprovou proposta de incorporação de cinco subsidiárias controladas. Serão incorporadas, caso aprovado em Assembleia a ser convocada, as empresas: Montejo BI Corretora de Seguros Ltda “Montejo”; ZPS/MW Corretora de Seguros Ltda “ZPS”; Fazon Corretora de Seguros S.A. “Fazon”; Graciosa Corretora e Administradora “Graciosa”; Promove Corretora de Seguros Ltda. “Promove” e Adavo’s Corretora de Seguros Ltda “Adavo’s” . Se aprovadas pelos acionistas, as incorporações serão efetivadas pelo valor contábil do patrimônio líquido das incorporadas com data-base em 31.03.2017, adotando-se todas as providências previstas na legislação em vigor. Os custos com a incorporação, incluídas as despesas com publicações, auditores, avaliadores, advogados e demais profissionais contratados para assessoria na incorporação serão da ordem de, aproximadamente, R$ 300 mil.

Grupo da CNseg busca construir ambiente de negócios que reflita e respeite a diversidade presente na sociedade

Fonte: CNseg

Usem o celular. Postem que vocês estão aqui. É isso que queremos. Que as pessoas assumam suas posições. Assim foi a abertura do Encontro do Setor de Seguros com a Diversidade & Inclusão, que marca o lançamento do Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão do Setor de Seguros, vinculado à Comissão de Sustentabilidade e Inovação da CNseg. “Inclusão só acontece se tratarmos todos com justiça”, enfatizou Ana Paula de Almeida Santos, que além de ser a coordenadora do grupo de trabalho, também é diretora Jurídica da Assurant Seguradora.

A proposta do evento foi compartilhar experiências e aprendizados do setor de seguros e de outros setores na construção de um ambiente de negócios que reflita e respeite a diversidade presente na sociedade, para melhor atendê-la. Antes das palestras, as organizadoras do evento fizeram homenagem a Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde, e a Maria Elena Bidino, superintendente de Acompanhamento de Conduta de Mercado da CNseg. “Vocês foram vitais para a criação deste grupo e deste evento. Nossa gratidão por todo o apoio”, disse Ana Paula ao entregar placas condecorativas às duas executivas que se dedicam há décadas ao setor de seguros, que até pouco tempo atrás era formado predominantemente por homens.

Solange Beatriz agradeceu e destacou que fomentar a cultura — e a politica — de boas práticas, inclusivas, além de ser mais humano, auxilia as seguradoras a fomentar seus negócios. “Temos um enorme dever de casa para fazer e se cada um de nós fizer a sua parte bem feita, vamos avançar e conseguir construir um Brasil melhor. Tenho certeza de que o mercado segurador vai ter uma imagem muito positiva. Apesar de o setor ser marcado por seu conservadorismo, garanto que ele abraça causas que valem a pena. E a diversidade certamente é uma delas”.

Ressaltou ainda que o mercado segurador é um setor que passa credibilidade de seus propósitos por meio da equipe que o compõe. “São pessoas generosas e isso fica evidente nos grupos de trabalhos. Todos são concorrentes e todos estão de mãos dadas perseguindo metas de sucesso para o setor”, acrescentou ela.

Sobre as mulheres – Maria Helena Monteiro, diretora da Escola Nacional de Seguros, apresentou a segunda edição da pesquisa sobre o papel da mulher no mercado segurador. Em 2013, 76 entrevistas. Em 2015, 316. “Isso mostra que temos um longo caminho para percorrer”, disse.

O “2º Estudo Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil” mostra que elas se tornaram maioria. Hoje, 56,3% dos cargos no setor de seguros são ocupados por mulheres, percentual que se iguala a alguns segmentos da economia quando analisada a progressão profissional e a distribuição dos salários. Segundo ela, porém, a chance de um homem se tornar executivo de seguros, por exemplo, é quase 3,5 vezes maior do que a de uma mulher. Isso, apesar dos avanços e iniciativas de muitas empresas pela igualdade.

Em remuneração, os progressos são lentos. Uma amostra com 18 seguradoras brasileiras, com 85% a 90% dos funcionários do setor, o salário médio mensal é de R$ 4.520. Homens ganham R$ 5.371, contra R$ 3.858 para elas — 72% do rendimento deles. Em âmbito mundial, as mulheres ganham entre 60% e 75% dos salários dos homens, enquanto que, no Brasil, elas recebem 74% dos ganhos masculinos.

Outro aspecto é a múltipla jornada feminina: vida profissional, cuidados domésticos, com os filhos e atenção aos idosos, sendo que 53% das entrevistadas concordam plenamente que enfrentam um desafio maior que o dos homens, pois têm de conciliar o trabalho com a jornada do lar. Segundo a ONU, mulheres dedicam de uma a três horas a mais por dia à casa do que os homens e até dez vezes mais tempo para cuidar de crianças, idosos e doentes. “Não abra mão, não se faça de vitima e enfrente o preconceito. Vamos continuar a trabalhar pela igualdade e pelo seguro. Sempre”, finalizou Maria Helena, com base nos comentários das entrevistadas.

O exemplo do Canadá – A diversidade faz parte da fundação da sociedade canadense e por isso os organizadores convocaram Paulo Perrotti, presidente da CCBC (Câmara de Comércio Brasil Canadá) para dividir com a plateia um pouco da experiência do país para construir uma sociedade mais equânime. Segundo ele, o Canada é visto como um mosaico, onde todo individuo pode manter a sua identidade e, ainda assim, ser parte do todo.

A atenção à diversidade no Canadá começou na primeira constituição do país, em 1867, e vem até os dias de hoje, sendo, o país, um dos principais do mundo no tema diversidade, estando aberto para qualquer tipo de movimento de refugiados. Além de toda a parte filosófica de direito humanos, o Canadá atualmente conta com mais uma razão para ampliar as boas práticas da diversidade: a previdência.

O índice de fertilidade do país está abaixo de dois filhos por casal. Por isso, o governo tem estimulado a migração de outros povos para manter uma sociedade mais equilibradas entre jovens, adultos e idosos. Uma curiosidade citada por ele é que entre os imigrantes atraídos pelo Canadá, o Brasil se destaca. Segundo ele, o brasileiro gosta de se misturar à sociedade, diferente de outros que formam guetos.

“Nós precisamos da diversidade e isso é tratado no dia a dia. Não é uma retórica. O primeiro ministro canadense tem o compromisso de construir um serviço público para servir de modelo de inclusão para todos. Ou seja, um exemplo que vem de cima para baixo”. Perrotti enfatizou que o Canadá fala de diversidade em todos os campos, e não apenas sexual. “Quanto mais entendemos, melhores produtos podemos oferecer para todas as comunidades”.

Publicidade – Heads, uma agência de publicidade que visa colaborar para o desenvolvimento da sociedade, convidou Kofi Annan, conhecido como o embaixador da Paz, dentro da ONU, para uma palestra aos clientes no Brasil. A expectativa era de que ele falaria sobre pobreza, guerra e conflitos. Mas não. Ele disse que a ferramenta mais poderosa é a equidade de gêneros e, para atingir isso, é preciso empoderar as mulheres. E foi assim que a agência se especializou em desenvolver publicidade para mulheres.

Foi quanto a agência percebeu que as mulheres são a maioria em várias pesquisas, representando 51% da população do Brasil, 56% das estudantes universidades e 53% das pessoas conectadas nas redes sociais, sendo 12 milhões as que pagam as contas da casa. E, mesmo assim, 65% das mulheres não se sentem representadas pela mídia. “Isso mostra que ter e comunicar uma causa de marca gera valor para os negócios e aumenta as vendas”, afirmou Isabel Aquino, uma das publicitárias da Heads, em sua apresentação no evento.

Entre os aprendizados da agência, estão o da importância de dar voz a grupos que lutam por visibilidade, como trans e negras. Multiplicidade de papeis ser diferente de acúmulo de papeis é outro aprendizado. “Boa profissional, boa esposa, mãe perfeita. Tudo isso gera uma pressão muito forte”, enfatizou Isabel. “Empoderamento é dar escolha e jamais menosprezar outro grupo como os homens. Empoderar é uma relação ganha ganha. É a liberdade de ser. As seguradoras estão preparadas para esta nova sociedade?”, questiona. “Se não, precisam estar.”

Mesa redonda – A mesa redonda mostrou que há um longo caminho a ser percorrido por todos. Não só no mercado segurador, mas em toda a sociedade mundial. “Nos sensibilizamos muito quando nos colocamos no lugar do outro. Fazer isso traz mais consciência de que a esta causa precisa muito de todos nós”, disse a moderadora do debate, Vera Carvalho Pinto, general Counsel Brazil da Chubb Seguros Brasil.

Valeria Schmitke, diretora regional Legal & Compliance para a América Latina da Zurich, cita que todos precisam se conscientizar das pequenas atitudes. Segundo ela, há um leque de proteção que não deixa as mulheres se desenvolverem. Exemplos simples mostram isso, como deixar de escolher um mulher com filho pequeno para participar de um evento fora da cidade. “Uma atitude simples dessa é fruto da educação e do hábito e precisamos nos conscientizar dessas atitudes com uma simples frase: a escolha é da profissional”, comentou.

O mercado de seguros é “careta”, afirmou Vinicius Mercado, financial Lines Underwriter da AIG Seguros Brasil, arrancando risadas da plateia, que concordou em gênero, número e grau. “Por mais que tentemos um estilo Google, de bermuta e puffs, não vai rolar. Somos um mercado tradicional, que ainda chama os mais velhos e experientes de “dinossauros”, comentou ele, enfatizando que a conscientização da diversidade é o caminho a ser percorrido por todos. “Temos de quebrar paradigmas. Se não tocarmos as pessoas que estão decidindo as regras, como CEO, chefes de governo e de famílias, não vamos conseguir avançar no nosso objetivo de amor. Se eu não puder ser eu, não vou conseguir ser feliz e isso certamente afetará o meu desenvolvimento profissional”.

Ele afirmou que as seguradoras devem investir na diversidade. Na AIG Brasil, o CEO abraçou a causa: “O mundo se transforma diariamente e precisamos atrair talentos com percepções e opiniões múltiplas para estimularmos ainda mais a criatividade, visando a obtenção de novas ideias e inovação”, ressaltou Paride Della Rosa, CEO da AIG Brasil, em recente entrevista.

Vinicius citou como exemplo a AIG nos Estados Unidos, onde desenvolve um produto específico de seguro viagem para LGBT. “A diferença está no suporte diferenciado, como para um cliente trans que pode estar em risco em um país que não aceita a diversidade”. No Brasil, a empresa tem movimentos internos, como os grupos Diversitas & Aliados, que iniciou suas ações em 2016 em apoio à diversidade LGBT, e Todos Pelas Mulheres & Aliados, criado em 2014 com a missão de promover o desenvolvimento profissional das mulheres na companhia.

Oswaldo Nardini, gerente executivo do grupo segurador Banco do Brasil e Mapfre, deficiente físico, afirma que a sociedade não encara esse grupo com limitações de forma também limitada. Já estamos num período de inclusão dos deficientes na sociedade, mas em passos muito lentos. ”Temos menos de 50% das vagas que deveriam ser destinadas por lei para os deficientes”, citou.

Nardini trouxe números que chamam a atenção do grupo de diversidade para um esforço conjunto para ajudar a melhorar o atual cenário. “São 7 milhões de pessoas com deficiência aptas a trabalharem, que poderiam deixar de ser um peso em casa ou deixar de ser um beneficiário da previdência para ser contribuinte. Temos a lei de cotas, estatutos, garantias constitucionais e não conseguimos cumprir 1 milhão de pessoas com deficiência trabalhando”, acrescentou.

Participaram ainda do evento Thereza Moreno, CFO e CRO da Prudential do Brasil, e Camila Calais, sócia do escritório de advocacia Mattos Filho Advogados.

ANS e Anvisa iniciam parceria de cooperação técnica

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assinaram nesta terça-feira (15) um Acordo de Cooperação Técnica. A iniciativa é inédita e tem como objetivo facilitar a coordenação e articulação entre as agências, visando ao aperfeiçoamento da atuação das instituições. Dentre as ações previstas, estão a realização conjunta de estudos e pesquisas, o compartilhamento de bancos de dados e pareceres técnicos, apoio operacional e desenvolvimento de ações e eventos, entre outras ferramentas que farão parte do plano de ações.

“Esse acordo formaliza compromisso para realização de parcerias em projetos que visam à melhora da saúde da população, com ganhos institucionais enormes. A troca de experiências promove capacitação e melhores práticas regulatórias. O que se espera é que a ANS e a Anvisa possam juntas aprimorar cada vez mais seus processos de regulação”, explica Leandro Fonseca, diretor-presidente interino da ANS.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, a parceria representa o fortalecimento do trabalho em conjunto entre as agências, que poderão desenvolver, por exemplo, estudos sobre impactos econômicos nas áreas de atuação. “Os esforços terão retorno positivo do ponto de vista de processos de registro de produtos e preços no mercado de saúde, tema que compete à Anvisa, e também sobre a aplicação prática desses produtos e serviços, área regulada pela ANS”, pontua Barbosa.

Os dirigentes representaram as entidades durante a solenidade de assinatura do acordo, na sede da Anvisa, em Brasília. Com a oficialização, as agências vão iniciar a elaboração conjunta de um Plano de Trabalho, a ser proposto e aprovado pelas equipes técnicas das duas reguladoras. O Acordo de Cooperação Técnica tem um prazo inicial de cinco anos, podendo ser prorrogado no futuro.

Cesvi Brasil/Mapfre investe em Inteligência Artificial para lançar “Smart”

Usar a tecnologia a favor do cliente. Foi isso que motivou o Cesvi Brasil/Mapfre a investir e lançar na semana passada a Smart, uma funcionalidade do sistema Órion Orçamentos para os mercados segurador e reparador. Com o uso da Inteligência Artificial, a nova ferramenta agiliza a realização de orçamentos de veículos realizados por oficinas e por peritos.

O Blog Sonho Seguro foi conversar com Almir Fernandes, diretor executivo do Cesvi Mapfre, para entender melhor esse diferencial da Smart com utilização de um banco de dados técnico e especializado com mais de 1 milhão de sinistros. “Na comparação com a forma tradicional de orçamento, a Smart reduz o tempo em 47% e o número de cliques em 42%”, afirma o executivo.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista:

Como você define o Sistema Órion?

O Órion é uma solução on-line, integrada e completa para a gestão de sinistros. Ele oferece às oficinas a melhor ferramenta de orçamento eletrônico de reparo do mercado e proporciona uma solução que simplifica o processo para as seguradoras e reguladoras a partir do acionamento do cliente nos diferentes canais de comunicação da companhia (central de atendimento, APP, web e outros). Agora o Cesvi Brasil/Mapfre apresenta uma funcionalidade inovadora para a aplicação, a Smart, que oferece mais praticidade e rapidez para elaboração de um pré-orçamento devido ao uso de um banco de dados, com informações sobre mais de 1 milhão de sinistros e 14 mil versões de veículos. Com apenas alguns cliques, selecionando o modelo, ano do veículo e a região da batida, o sistema apresenta uma previsão de custos e tempo para o reparo. Mais informações em http://www.cesvibrasil.com.br/site.aspx/Orion

Quais as principais vantagens proporcionadas às seguradoras?

O Órion Orçamentos dá agilidade a processos internos de liberação de seguro e ao atendimento ao cliente. Nenhum outro sistema disponível no país tem por trás a mesma essência técnica, justamente porque o Órion é subsidiado por informações de um centro de pesquisa especializado como o Cesvi/Mapfre – dedicado há mais de 20 anos a estudos e pesquisas sobre reparação e segurança veicular. A funcionalidade Smart é inédita no Brasil e vai contribuir para o aumento da produtividade ao reduzir etapas no processo de orçamento. A solução possui um algoritmo extremamente eficiente e com um elevado nível de assertividade, que foi construído sobre a base estruturada do nosso banco de dados, aliado à capacidade e conhecimento técnico da equipe do CESVI BRASIL/MAPFRE no processo de reparação e estrutura automotiva. Na comparação com a forma tradicional de orçamento, a Smart reduz o número de cliques em 42% o que resulta em uma economia de tempo de 47% no processo.

Quantos sinistros estão catalogados e como esse banco de dados ajuda as empresas do setor?

O banco de dados utilizado pela Smart contém oito anos informações sobre cerca de 1 milhão de sinistros, quase 14 mil versões de carros, 10 mil peças distintas e 1 mil variações de colisões. Ao reunir todos esses detalhes, a funcionalidade garante a seguradoras e reparadores assertividade na elaboração do pré-orçamento, gerando ganhos operacionais para os usuários e auxiliando no relacionamento com clientes.

CNDL e SPC firmam parceria com a Zurich

Fonte: SPC Brasil

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entidade que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) firmou uma parceria com a seguradora Zurich para oferecer um programa de seguro empresarial com assistência 24 horas para as micro e pequenas empresas associadas ao sistema CNDL. O pacote de benefícios é destinado aos comerciantes e empresários que atuam no segmento de serviços nos mais variados ramos do negócio.

O SPC Seguro Empresarial garante a indenização em caso de incêndio, raio e explosão além de oferecer onze tipos de serviços para imprevistos do dia a dia como assistência de chaveiro, vidraceiro, guarda-móveis, reparação hidráulica e contra vazamentos, conserto de problemas elétricos, vigilância externa, limpeza emergencial, descarte ecológico de resíduos nocivos ao meio ambiente e suporte técnico para problemas de informática. O empresário poderá acionar os serviços da assistência 24 horas por dia em todo território nacional.

Para o superintendente de Novos Negócios do SPC Brasil, Magno Lima, o objetivo da parceria é levar um serviço de qualidade para as empresas de menor porte, que têm no gerenciamento de riscos um dos pontos de maior vulnerabilidade. “Planejamento é a base de sucesso de qualquer empresa e ele deve sempre levar em conta os riscos e imprevistos. Em um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado, as micro e pequenas empresas precisam contar com proteção e segurança para manter o estoque e o capital físico, como máquinas, utensílios, documentos e veículos preservados em caso de acidentes naturais ou de problemas inesperados. Ter um seguro empresarial é garantia de um futuro com mais tranquilidade”, afirma Magno Lima.

Seguradora multicanal que oferece soluções para indivíduos e empresas de pequeno a grande porte, a Zurich tem mais de 140 anos de existência e atesta a tranquilidade que os empresários necessitam. “A Zurich tem experiência em atender as empresas deste mercado e o novo programa de seguros vai se mostrar um grande aliado dos associados ao sistema CNDL”, afirma Luis Reis, Diretor de Afinidades da Zurich no Brasil.

ESTADÃO: Indústria perde R$ 27 bilhões por falta de segurança

Fonte: Estadão

O jornal O Estado de São Paulo traz hoje reportagem com um resumo da pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.952 companhias. A pesquisa mostra que quase um terço das empresas do setor foi vítima de crimes em 2016.

Conta que empresas constroem muros cada vez mais altos, monitoramento eletrônico avançado, vigias e seguros para todo tipo de sinistro para se protegerem dos riscos. Mas no ano passado, as indústrias tiveram prejuízo de R$ 27 bilhões com roubos, furtos, vandalismo e gastos com seguros e segurança privada, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.952 companhias. A pesquisa mostra que quase um terço das empresas do setor foi vítima de crimes em 2016.

“O reflexo disso é o aumento do custo de produção, redução da produtividade do trabalho e, consequentemente, da competitividade”, afirma o gerente de Pesquisa da CNI, Renato Fonseca, responsável pelo levantamento. Não por acaso, no período 2016/2017, o Brasil ficou na terceira pior colocação no ranking de competitividade do instituto IMD, com 63 nações. Sem infraestrutura, excesso de burocracia e uma enorme deficiência na segurança pública, as empresas têm enfrentado grandes barreiras para fazer – ou manter – negócios no País.

A reportagem conta que mais da metade das empresas industriais tem seguro contra roubo ou furto. A contratação é mais comum na indústria de transformação, que normalmente tem produtos de maior valor agregado. Mas o seguro custa caro. Para cerca de 13% das empresas que contrataram seguro no ano passado, o gasto representou entre 1% e 2% do faturamento.

Nem sempre, no entanto, essa é uma alternativa. Para algumas cargas e regiões, as seguradoras têm se recusado a fazer contratos. O Rio de Janeiro, por exemplo, está quase nessa situação, afirma o coronel Souza. Ele explica que muitas empresas de transporte rodoviário não têm aceitado fazer viagens para a cidade do Rio por causa da explosão no caso dos roubos de carga. Até 2013, diz ele, o número era da ordem de 3 mil casos. No ano passado, subiu para 9 mil e neste ano deve passar dos 10 mil. “Nesse ritmo, o Rio corre um elevado risco de um colapso logístico, de desabastecimento.”

Canteiros. Outra opção é a contratação de segurança privada, estratégia muito usada pela indústria extrativa e da construção nos canteiros de obras. Normalmente, os bandidos entram nas construções e levam de tudo, desde peças baratas como torneiras até cabos e equipamentos pesados mais caros. Além de evitar roubos e furtos, os vigias e seguranças tentam reduzir os prejuízos com vandalismos. Isso ocorre muito em obras mais emblemáticas e polêmicas, como o setor de infraestrutura. Nesses casos, a perda de máquinas e equipamentos é muito grande e os prejuízos pelo atraso dos empreendimentos ainda maior.

“A forte recessão econômica e a falência dos Estados (e municípios) têm ajudado a elevar o nível de criminalidade no País. E, com isso, as empresas têm tido perdas e custos ainda maiores”, afirma Fonseca, da CNI.

Previdência privada arrecada R$ 54 bi no 1º semestre de 2017

As contribuições aos planos de previdência privada somaram R$ 54,46 bilhões nos seis primeiros meses de 2017. O resultado é 4,81% superior ao montante acumulado nos primeiros seis meses de 2016, quando os aportes totalizaram R$ 51,96 bilhões. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

A captação líquida no período apresentou um saldo positivo de R$ 24,33 bilhões, volume 4,94% inferior aos R$ 25,59 bilhões verificados de janeiro a junho do ano passado. Os resgates totalizaram R$ 30,13 bilhões, valor 14,28% maior que o contabilizado no primeiro trimestre de 2016 (R$ 26,37 bilhões).

“O baixo crescimento de novos depósitos pode ser explicado por vários fatores. Em primeiro lugar, o volume de arrecadação é influenciado pela renda disponível das famílias e sua propensão a investir, variáveis que foram afetadas negativamente no primeiro semestre. O movimento da taxa de juros também promove uma redistribuição do fluxo de poupança doméstica entre os diferentes produtos de captação”, analisa Edson Franco, presidente da FenaPrevi.

“Apesar do baixo crescimento a sustentação da captação líquida positiva em níveis similares ao do ano passado não deixa de representar uma performance positiva especialmente se considerarmos a demora da recuperação do nível de emprego no mercado formal de trabalho”, complementa Franco.

De acordo com a entidade, o setor fechou o mês de junho com 13.204.283 milhões de pessoas com planos de previdência privada contratados, sendo 10.048.140 de planos individuais (incluindo planos para menores) e 3.156.143 de planos coletivos. O total de indivíduos com planos, ao final do período, é 5,6% superior ao identificado no ano passado, quando foram computadas 12.506.055 de pessoas – 9.437.802 em planos individuais, incluindo menores, e 3.068.253 em planos coletivos.

“Em relação a junho de 2016, 698.228 mil novos indivíduos ingressaram no sistema o que reforça a confiança do brasileiro na previdência privada como modalidade segura e transparente de formação de reservas de longo prazo”, avalia o presidente da FenaPrevi.

Os planos da família VGBL, os mais representativos da indústria de previdência privada, responderam por 91,47% (R$ 49,81 bilhões) do total dos aportes feitos no primeiro semestre. Os da família PGBL responderam por 7,76% (R$ 4,22 bilhões) dos novos aportes. Já os planos tradicionais de acumulação receberam aportes de R$ 419,19, 0,77% do total verificado de janeiro a junho.

Na análise por tipo de contratação os planos individuais responderam por 86,25% dos novos aportes nos seis meses do ano, ou seja, R$ 46,97 bilhões. Os planos individuais para menores tiveram participação de 1,69% e receberam aportes totalizando R$ 921,45 milhões, segundo dados do balanço da FenaPrevi. O restante, ou seja, R$ 6,56 bilhões (12,06%) foram destinados aos planos coletivos de empresas, oferecidos em forma de benefícios aos colaboradores, e planos contratados por sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados.

Na análise mensal, foram realizados R$ 8,85 bilhões em novos aportes em junho, volume 24,27% inferior aos R$ 11,69 bilhões verificados no mesmo mês do ano passado. A captação líquida no mês de junho seguiu com saldo positivo de R$ 3,79 bilhões, e o valor ficou 47,67% abaixo dos R$ 7,24 bilhões do mesmo mês em 2016.

De acordo com a FenaPrevi, os planos da família VGBL receberam aportes da ordem de R$ 8,12 bilhões em junho. Já nos aportes planos da família PGBL o volume de aportes foi de R$ 669,54 milhões. Os resgastes em junho de 2017 somaram R$ 5,06 bilhões, valor 13,83% maior que os R$ 4,45 bilhões verificados no mesmo mês de 2016.

Na análise por tipo de contratação, os aportes nos planos individuais somaram R$ 7,6 bilhões. Os planos para menores arrecadaram R$ 161,54 milhões. O restante dos aportes, de aproximadamente R$ 1,01 bilhão, foi destinado a planos coletivos contratados por empresas em favor de seus colaboradores.

Plano dental avança e de saúde recua no semestre, segundo IESS

O total de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos cresceu no primeiro semestre de 2017. De janeiro a junho desse ano, foram firmados 850,1 mil novos vínculos com planos odontológicos, uma alta de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Atualmente os usuários somam mais de 22 milhões de beneficiários. Já em plano de saúde houve queda de 0,6% no total de beneficiários em planos médico-hospitalares. O que significa um rompimento de mais de 270 mil vínculos esse ano, segundo o IESS.

Caixa decreta fim da parceria com CNP a partir de 2021

A Caixa Seguridade decidiu encerrar em 14 de fevereiro de 2021 o Acordo Operacional vigente com a CNP Assurances que disciplina o acesso exclusivo por parte da coligada Caixa Seguros Holding e suas controladas à rede de distribuição da Caixa. A informação foi divulgada à Comissão de Valores Mobiliários na semana passada.

Fico pensando. Temos cinco anos pela frente. Cinco anos com muita tecnologia. Com muitas startups, com muitas fintechs. Com muitas insurtechs. Com todas as seguradoras investindo em plataformas de vendas. Com o consumidor empoderado. Não aceita venda casada ou produtos goela abaixo. Exige respeito, produtos que atendam suas necessidades e por um preço justo. E isso já está sendo colocado em prática por alguns insurtechs no Brasil e outras dezenas que chegam para explorar esse mercado que a cada dia mais atrai investidores no mundo todo.

Quem será que vai pagar uma fortuna para ser parceira da Caixa? Bem, vamos aguardar. Os investidores é que são especialistas em descobrir jóias da coroa!!!!

Em junho, a Agência Estado divulgou que a Caixa Econômica Federal rejeitou pela segunda vez a proposta da CNP Assurances para renovar de forma antecipada o contrato de exclusividade pelo seu balcão de seguros e decidiu fatiar os negócios. A oferta teria sido ao redor dos R$ 6 bilhões, com pagamento à vista. No passado, as sócias chegaram ao valor de R$ 10 bilhões, mas a renegociação enroscou na forma de pagamento.

Vamos aguardar. A expectativa, segundo a agência Estado, é que esse leilão para seguradoras disputarem o balção da Caixa depois de 2021 deve acontecer ainda este ano. Como se o Brasil fosse um país no qual pudesse se ter previsibilidade até lá. Não sabemos nem quem serão os candidatos a presidência em 2018…

A notícia foi destaque nas grandes mídias nacionais e internacionais. O francês Le Figaro deu destaque ao tema e ressaltou que a CNP Assurances continuará a assegurar a conformidade com os seus interesses e direitos, bem como aqueles Caixa Seguros, a sua joint venture com a Caixa Seguridade. “As condições atuais do acordo de distribuição permanecem inalterados até o vencimento em fevereiro 2021”, frisou.