Publicação especial foi apresentada aos ex-presidentes da FenaSaúde durante celebração de 10 anos de sua fundação

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Em seus 10 anos de fundação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) cumpre sua missão de contribuir para a consolidação do mercado privado de assistência à saúde. Para celebrar a data, a entidade lançou nesta quarta-feira (12), a primeira edição da série “Por Dentro da Saúde Suplementar”, com o tema ‘Variação da Despesa Assistencial Per Capita’, durante almoço comemorativo que reuniu os ex-presidentes da FenaSaúde: Luiz Carlos Trabuco, Geraldo Rocha Mello, Heráclito Brito e Marcio Coriolano.

De acordo com a publicação, gastos com saúde crescem em ritmo mais acelerado que o da inflação geral de preços ao consumidor no Brasil e em outros países. Na série histórica entre 2008 e 2016, a série assinala um acúmulo de 179,3% nas despesas assistenciais per capita na Saúde Suplementar, enquanto a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 72,5%, no mesmo período. O levantamento realizado por especialistas da FenaSaúde compara também os gastos com saúde em outras nações e aponta que no Brasil, o gasto per capita em saúde cresce de forma mais acentuada do que em muitos países desenvolvidos. Entre 2004 e 2014, a variação acumulada no Brasil foi de 80,2%, maior do que no Japão, 57,9%; Estados Unidos, 47,6%; Canadá, 43,6%; França, 38,0% e Reino Unido, 31,9%.

O aumento progressivo dos custos médico-hospitalares por beneficiários, sempre superior à inflação dos preços ao consumidor, é um dos maiores desafios para a sustentabilidade do mercado de Saúde Suplementar, segundo Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde. “Em 2015 e 2016, a variação da despesa assistencial per capita foi de 19,2%, ou seja, 2,8 vezes superior ao IPCA. Essa espiral inflacionária foi alimentada pelo crescimento dos preços de produtos médicos e, entre outros fatores, pelo aumento na frequência de utilização dos serviços de assistência médica. Trata-se do maior percentual já registrado. Essa escalada onera, em última instância, os contratantes individuais, as empresas e dificulta o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras de planos e seguros de saúde”, explica a executiva.

Uma década – A publicação ‘Por Dentro da Saúde Suplementar – Variação da Despesa Assistencial Per Capita’, foi apresentado, em primeiro-mão, aos ex-presidentes da FenaSaúde, Luiz Carlos Trabuco, Geraldo Rocha Mello – ambos idealizadores que lideraram a criação da Federação – além de Heráclito Brito e Marcio Coriolano, durante confraternização pelos 10 anos da FenaSaúde, completados em fevereiro de 2017.

Para a atual presidente, Solange Beatriz Palheiro Mendes, que fez parte da constituição da Federação, em 2007, e, há um ano retornou à frente da instituição, é uma oportunidade de ressaltar a contribuição dessas lideranças para tornar FenaSaúde, uma entidade reconhecida pela sociedade e órgãos públicos. “A criação da FenaSaúde foi um ato inovador e audacioso. Esses líderes acreditaram na força da união e na unidade de bons propósitos como meio de se alcançar os melhores resultados. Nada parecia mais natural que associar seguradoras de saúde, medicina de grupo e odontologias numa única entidade. Até porque, estão sob o poder regulador de uma única autoridade, a ANS. E o negócio está baseado nas mesmas premissas: Risco e Mutualidade”, afirmou.

Há dez anos, operavam no setor de saúde suplementar 1.600 operadoras. Atualmente, são 1.100. A FenaSaúde iniciou com 16 grupos econômicos e respondia por 44% do faturamento e das despesas assistenciais. A Federação atendia a 29% dos 44,5 milhões de beneficiários. “Hoje, são 70 milhões e alcançamos 41% dessa população. Mais do que nunca, a saúde privada continua sendo elemento de desejo do brasileiro, atualmente é o terceiro item mais procurado pelo consumidor, de acordo com pesquisa do Ibope”, esclareceu.

Solange Beatriz sucedeu a Marcio Coriolano, que comandou a FenaSaúde de 2010 a 2016. Para Coriolano a Federação tem como marca a legitimidade e representatividade como interlocutora com a sociedade, com o órgão regulador e com os Poderes constituídos. “A Federação tem representatividade transversal dos segmentos de planos privados – seguradoras, medicinas de grupo e odontologias de grupo – ampliando o espectro de troca de experiências, debates setoriais e proposições de interesse do progresso da cadeia de valor da saúde. A governança é o pilar principal de sua missão representativa, uma vez que é ancorada em comissões temáticas com a ativa colaboração de especialistas das associadas. Enfim, a FenaSaúde já se consolidou como entidade de alto nível de representação, e assim é considerada pelo Governo e pelos demais atores do sistema de saúde privada”, afirmou Coriolano.

Já Luiz Carlos Trabuco foi o primeiro presidente da FenaSaúde e esteve à frente da Federação entre 2007 e 2008. De acordo com o executivo, numa época de grandes transformações, a criação da FenaSaúde foi uma decisão correta e oportuna. “Foram dez anos de grandes mudanças na economia e na sociedade brasileira. Não ficamos à margem desse processo de mudanças. Isso implicou no crescimento da FenaSaúde. O consumidor fez prevalecer seus direitos, os órgãos reguladores ampliaram o volume de observações e inserções sobre a atividade e os ciclos econômicos se mostraram bastante voláteis. Foi uma década de desafios. Surgiram as redes sociais e a judicialização se tornou frequente na regulação de vários aspectos do relacionamento comercial da sociedade. Sem a FenaSaúde, não haveria como organizar as demandas e negociações com os entes com os quais nos relacionamos: órgãos de defesa do consumidor, órgãos reguladores, entidades médicas e hospitalares, e representantes do Judiciário”, ponderou Trabuco.

Em 2009, Geraldo Rocha Mello assumiu a presidência da FenaSaúde. Na sua avaliação, em uma década, a Federação se tornou reconhecida como importante fonte para o aprimoramento do setor pelos estudos e trabalhos produzidos por sua equipe de especialistas. “A FenaSaúde, nestes 10 anos, cresceu, estruturou-se e é hoje reconhecida pelas operadoras, pelos órgãos regulatórios e pela sociedade como fundamental para o setor de Saúde Suplementar, no sentido de interagir com a sociedade, contribuindo para o aperfeiçoamento constante do marco regulatório e implementação das melhores práticas”.

Heráclito de Brito Gomes foi presidente da FenaSaúde de 2009 a 2010. Um período que ele avalia como de intensos debates pelo aprimoramento da saúde suplementar. “Hoje, percebo que não poderá haver sustentabilidade para o setor se não nos fortalecermos com o que nos une. Juntos, vamos chegar aos nossos pontos em comum e encontrar soluções para os nossos problemas estruturais.”, concluiu.

Susep realiza o 1º Encontro com os Ouvidores dos Mercados Supervisionados

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“Em nossa avaliação, avançamos muito nos últimos anos, entretanto entendemos que o ambiente é favorável no sentido de darmos um salto de qualidade na relação do supervisor com o seu mercado supervisionado por meio das ouvidorias. Além do tratamento pontual das demandas encaminhadas à Superintendência de Seguros Privados (Susep), há que se ter maior clareza sobre o que realmente acontece com as companhias em uma visão macro, de modo a viabilizar soluções no atacado, respeitadas as peculiaridades de cada supervisionado”, afirmou o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, durante o 1º Encontro com os Ouvidores dos Mercados Supervisionados, realizado nesta quarta-feira, na sede do órgão no Rio de Janeiro.

A pauta do evento girou em torno do atual cenário das ouvidorias em face da necessidade de identificar e entender quais são os problemas apresentados pela sociedade. De acordo com De Paula, além de estimular a troca de informações e análises para reconhecer quais são os principais pontos de atrito entre empresas e consumidores, a Diretoria de Supervisão de Conduta da Susep tem o objetivo de fortalecer o relevante papel exercido pelas ouvidorias, consideradas um canal estratégico para a autarquia. Outra meta é sugerir o aprimoramento da regulamentação setorial, com base nas experiências relatadas pelos grupos empresariais e entidades do mercado.

“O papel do órgão supervisor consiste em oferecer as melhores condições para que a dinâmica de relacionamento entre as seguradoras e os seus clientes flua dentro das quatro linhas do campo, em respeito ao que foi contratualmente firmado entre as partes. Para tanto, é necessário haver um mapeamento preciso e abrangente dos reais problemas que afetam tanto consumidores quanto seguradoras. Isso servirá de insumo inclusive para o aprimoramento da matriz de riscos da Susep”, enfatizou De Paula, ressaltando ainda a importância de uma aproximação estratégica da Susep junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ao Ministério Público Federal (MPF), visando aperfeiçoar cada vez mais os canais de solução de conflitos com os consumidores.

Nessa mesma linha, o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, reitera a importância da manutenção de um canal de diálogo constante com as seguradoras. “Esse é mais um passo no sentido de reforçar a visão da Susep na promoção de uma maior sinergia entre o Estado e seus supervisionados em benefício do consumidor, o principal ator dessa relação”, afirmou. Os ouvidores presentes ao 1º Encontro com os Ouvidores dos Mercados Supervisionados representam cerca de 80% do mercado supervisionado pela Susep. À ocasião, também compareceram representantes de entidades do setor como a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (Sinapp). Os encontros terão periodicidade mensal e a próxima agenda está confirmada para o dia 29 de agosto, às 14h30, na sede da Susep no Rio de Janeiro.

XL Catlin nomeia Sonja Ochsenkuehn como líder de programas globais

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As operações de seguros da XL Catlin anunciaram a nomeação de Sonja Ochsenkuehn como líder de programas globais, com responsabilidade mundial. Os programas globais de seguros são fundamentais para a oferta da XL Catlin a seus clientes e, no ano passado, suas operações lideraram 70% dos quase 3.500 programas globais dos quais participaram, possibilitando que mais de 18.000 apólices locais de seguro fossem emitidas.

Os programas globais são uma área estratégica de desenvolvimento para a XL Catlin; esta tem sido uma área significativa de crescimento nos últimos anos para a empresa, que duplicou o número de programas que administra desde 2011. A nomeação de Sonja é para gerir o desempenho da rede e aprimorar a entrega de serviços de primeira classe. Ela terá responsabilidade direta sobre a plataforma de programas globais da XL Catlin, com equipes em Nova York, Londres, Zurique, Cidade do México, Hong Kong, Nova Délhi e Viena, reportando a Philippe Gouraud, chefe global de gestão estratégica de clientes e corretores da XL Catlin.

Comentando sobre essa nomeação, Gouraud disse: “Estamos muito satisfeitos por receber a Sonja em nossa equipe de Programas Globais. Ela tem um histórico de crescer em papéis com foco multinacional e de oferecer inovação. Sonja é a mais recente aquisição ao investimento significativo em talentos que fizemos neste ano para apoiar o crescimento de nossos programas globais e negócios cativos.

“Tomamos a decisão estratégica de fortalecer nossa equipe, porque reconhecemos que as necessidades de nossos clientes estão mudando e ficando mais complexas, passando dos riscos tradicionais, como programas patrimoniais e de responsabilidade civil, para a inclusão de violência política e terrorismo, interrupção da cadeia de suprimentos ou riscos cibernéticos “.

Sonja Ochsenkuehn junta-se à XL Catlin vinda da AIG, com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros. Mais recentemente, ocupou o cargo de Chefe de Estratégia de Conhecimento e Orientação de Rede. Possui Mestrado em Administração de Empresas pela Union College, Nova York, e mestrado em Administração de Empresas e Engenharia Industrial pelo Karlsruhe Institute of Technology, da Alemanha. Ela ficará sediada em Nova York, EUA.

Artigo: Seguro de crédito: mais que custo, uma ferramenta de gestão

por Sylvain Taulère, Trade Credit Manager de Financial Lines na Willis Towers Watson Brasil

O momento de crise econômica que vivemos atualmente é propício para o desenvolvimento e crescimento do mercado de seguro de crédito no país. Altamente utilizado por empresas europeias e americanas, essa modalidade ainda é pouco conhecida pelas companhias brasileiras. Segundo dados da Fenseg, menos de mil empresas nacionais fazem uso desse seguro no país que pode ser utilizado por todas as instituições que comercializam bens e serviços a prazo, de portes diversos.

Um dos principais fatores para a baixa penetração desse seguro no país é o fato de as companhias o considerarem como um custo financeiro adicional e não uma ferramenta de gestão do setor de contas a receber com benefícios que vão desde o monitoramento da carteira, passando pela expansão das vendas e chegando, é claro, à cobrança dos clientes inadimplentes e nas indenizações. O seguro de crédito visa proteger uma parte importante dos ativos da empresa, pois ela protege o negócio em caso de inadimplência dos compradores decorrente de mora, falência ou outro risco coberto indenizando à empresa pelas perdas sofridas.

De uma forma geral, tanto as corretoras quanto as seguradoras que atuam com o produto podem ajudar o empresário a escolher os clientes, mercados e limites de crédito corretos de maneira a evitar e minimizar o não pagamento da dívida comercial. Dando subsídios para que ele se sinta mais confiante para conceder crédito adicional aos clientes atuais e para buscar novos clientes maiores que, de outra forma, poderiam parecer muito arriscados.

Os seguros de crédito doméstico e de exportação são bastante similares, o que difere é que no caso do seguro à exportação além dos riscos já mencionados acima, também estão inclusos riscos políticos ou atos de guerra que impeçam o cumprimento do contrato. O segmento de crédito à exportação representou entre 10% e 15% dos prêmios do segmento em 2016 segundo a Susep.

Já o de crédito doméstico cresceu 22% em 2016, com avanço de 17% nos prêmios totais emitidos (Susep). Esse resultado teve como principal impulsionador o crescente endividamento das empresas e a diminuição das linhas de crédito por parte dos bancos, além do enorme número de pedidos de recuperação judicial – com alta de 55% em 2015, em comparação a 2014, e de 44,8% no ano passado, segundo dados da Serasa Experian. Por outro lado, no entanto, cresceu também a sinistralidade, que em 2016 atingiu 110% sobre os prêmios.

Essa alta da sinistralidade fez com que as seguradoras ficassem mais criteriosas, ou seja, o índice de aprovação da carteira dos segurados vem apresentando uma redução, e mesmo que a demanda pelo seguro tenha aumentado, o crescimento do seguro de crédito ainda é baixo.

Como resultado dessa política mais criteriosa, bem como uma leve melhora na economia, ocorreu nesse primeiro semestre uma diminuição da sinistralidade, mas a preocupação ainda é redobrada devido aos acontecimentos constantes do cenário politico econômico. A perspectiva da Willis Towers Watson é que a sinistralidade se estabilize até o final do ano, quando algumas medidas do governo se tornarem efetivas e que o mercado de seguro de crédito tanto doméstico como para exportação continue a crescer. As empresas passaram a conhecer todas as vantagens desse seguro, que deixou de ser um custo adicional e passou a fazer parte da estratégia de crescimento das companhias.

Mapa Terra Brasis de Catástrofes Naturais Brasileiras 2016 já está disponível

O Mapa de Catástrofes foi confeccionado com base em informações disponibilizadas ao público pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, as quais refletem a ocorrência em municípios brasileiros de Situação de Emergência e/ou Estado de Calamidade Pública entre os anos de 2010 e 2016.

Para reconhecimento federal, desastre é o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um cenário vulnerável, causando grave perturbação ao funcionamento de uma comunidade ou sociedade, envolvendo extensivas perdas e danos humanos, materiais, econômicos ou ambientais, que excede a sua capacidade de lidar com o problema usando meios próprios. O reconhecimento federal de Situação de Emergência ou do Estado de Calamidade Pública se dá por meio de portaria, mediante requerimento do Poder Executivo do Município, do Estado ou do Distrito Federal afetado pelo desastre, obedecido os critérios estabelecidos na Instrução Normativa MI nº 001, de 24 de agosto de 2012.

No Mapa de Catástrofes são considerados os seguintes eventos: deslizamentos, erosões, estiagens e secas, inundações e alagamentos, vendavais e ciclones, granizo, geada e incêndios florestais.

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Susep aprova executivos eleitos pelos acionistas do BTG Pactual

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou os nomes de vários executivos indicados pelos acionistas de duas empresas do BTG Pactual. Da BTG Resseguradora, foram nomeados João Marcello Dantas Leite, como diretor administrativo-financeiro e diretor de contabilidade; Mateus Ivar Carneiro, como diretor responsável e diretor responsável controles internos; e Thiago Coelho Leão de Moura, como diretor presidente; diretor técnico e diretor de relações com a Susep.

Na BTG Pactual Vida e Previdência, Thiago Coelho Leão de Moura foi aprovado pela Susep como presidente; André Serebrinic como diretor técnico e diretor de relações com a Susep; João Marcello Dantas Leita como diretor administrativo-financeiro e diretor de supervisão; Mateus Ivar Carneiro como diretor responsável pelos controles internos e diretor.

Mercado segurador registra crescimento de 7% em maio, destaca CNseg

Fonte: CNseg

O mercado de seguros permanece resiliente diante do quadro da economia nacional ainda marcado por incertezas. Em maio, também pontuado pelo segmento de Pessoas, o setor registrou crescimento nominal de 7%, percentual inferior ao identificado no quadrimestre (8,8%) e no primeiro trimestre deste ano (13,9%). Os dados foram divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e reunidos pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), publicados no informe setorial Carta do Seguro. Entre abril e maio, a variação nominal do mercado foi de 12,3%. De janeiro a maio deste ano, a variação nominal foi de 7%, comparando-se com igual período de 2016.

“Como aludimos na última Carta (do Seguro), em face do ambiente de incertezas e volatilidades não há como estimar tendências duradouras a médio prazo. Mas, examinando movimentos de ramos líderes, já se percebem resultados mais promissores no volumoso segmento de Automóveis, cuja arrecadação de maio a maio cresceu 9,2%; e nos persistentes ramos Habitacional, com 11,9%, e de Crédito e Garantias, com vigorosos 61,4%”, afirmou o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, que ressaltou: “Conforme os dados da Susep, o provisionamento técnico continua adequado, com reservas de R$ 832,3 bilhões em 12 meses encerrados em maio e prêmios de R$ 245,7 bilhões”.

Dados da Susep confirmam a evolução dos prêmios de produtos de risco de coberturas de Pessoas, que cresceram 12,9% em relação a maio de 2016. As famílias VGBL e PGBL tiveram altas de 13,4% e 10,8%, respectivamente. O mesmo vale para as contribuições aos planos de Acumulação, cujo percentual aumentou 13,2%. Destaque também para os prêmios de seguros de Ramos Elementares, que registraram alta de 12,3%. No acumulado de janeiro a maio de 2017, permanece o crescimento moderado do setor verificado desde o início do ano, em consonância com o resto da economia.

Seguem outros números relativos ao resultado do mercado segurador nos primeiros cinco meses de 2017, comparados com o mesmo período do ano passado:

· Seguro de Automóveis: aumento de 5,5% (receita de R$ 13,3 bilhões nos primeiros cinco meses de 2017), comparado a igual período de 2016. Variação nominal de 17,2% entre abril e maio de 2017. Receita de R$ 10,3 bilhões no primeiro quadrimestre de 2017.

· Seguro Habitacional: crescimento de 11,2% (receita de R$ 1,5 bilhão nos primeiros cinco meses de 2017) – Variação nominal de 0,8% entre abril e maio de 2017. Receita de R$ 1,2 bilhão no primeiro quadrimestre de 2017.

· Seguros de Responsabilidade Civil: crescimento de 4,7% (receita de R$ 660,9 milhões nos primeiros cinco meses de 2017) – Variação nominal de 9% entre abril e maio de 2017. Receita de R$ 543,6 milhões no primeiro quadrimestre de 2017.

· Seguro Viagem: crescimento de 56,1% (receita de R$ 211,1 milhões nos primeiros cinco meses de 2017) – Variação nominal de 26,9% entre abril e maio de 2017. Receita de R$ 162,3 milhões no primeiro quadrimestre de 2017.

Rádio CNseg: O que é Sistema de Seguros Privados e qual a sua importância

Fonte: CNseg

O que é o Sistema de Seguros Privados e qual a sua importância, tanto para as pessoas e famílias quanto para o progresso da civilização? No programa “Fala Presidente” de hoje, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, explica que esse mercado representa uma vasta cadeia de investimentos e profissionais de diversas áreas, que cresce aliado às demandas da população. “A competição no mercado de seguros é cada vez maior porque o consumidor hoje está empoderado e muito ativo ao defender os seus direitos. A exigência dos consumidores hoje é o motor do desenvolvimento”, afirma.

Também nesta segunda, vai ao ar a segunda parte da “Entrevista Especial” com o economista da PUC-RJ José Márcio Camargo sobre a reforma trabalhista, que deve ser votada amanhã no plenário do Senado. Ele aborda hoje os impactos do projeto sobre a economia brasileira como um todo. “Vamos ter taxas de desemprego mais baixas e taxas de juros reais mais baixas para gerar a mesma inflação”, diz Camargo.

Na terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o diretor da Sompo Seguros Adalber Alencar explica como funciona o seguro para bicicletas. No mesmo dia, no “Qual é a Dúvida”, a presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos da FenSeg, Ana Paula Santos, responde à pergunta de uma ouvinte sobre seguro para celulares.

Na quarta, é a vez do programa “Entenda os Seguros de Pessoas”, em que o professor da Escola Nacional de Seguros Bruno Kelly aborda o Seguro de Vida para casais homoafetivos. Ainda na quarta, o uso de alta tecnologia em cirurgias oncológicas é o tema do “Inovação e Sustentabilidade”, que contará com a participação do diretor do Ircad (Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica) Armando Melani.

No “Momento Jurídico” desta quinta-feira, o advogado André Faoro vai falar sobre o Seguro DPVAT. Já o “Por Dentro da Saúde Suplementar” dá sequência à série sobre os cuidados com a saúde nas diversas fases da vida, desta vez abordando a maturidade.

Na sexta-feira, o “Minuto da Capitalização” traz o diretor de Capitalização da Capemisa, Márcio Coutinho, que falará sobre a capitalização e o mercado promocional. No mesmo dia, vai ao ar o quadro “Dicas do Consultor”, em que um especialista orientará sobre o uso consciente do cartão de crédito.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Rádio CNseg

A Rádio CNseg é um dos ícones do Programa de Educação em Seguros da CNseg e tem por objetivo ampliar os canais de diálogo do setor de seguros com a sociedade e esclarecer a população sobre os fundamentos e características dos produtos oferecidos pelos segmentos de seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização. Exclusiva para plataforma online, a rádio é transmitida por meio do site http://radio.cnseg.org.br. No Facebook, a fanpage da rádio pode ser acessada em www.facebook.com/radiocnseg.

IPO do IRB pode movimentar até R$ 2,9 bi com lotes adicionais

O IRB Brasil RE, maior resseguradora brasileira, registrou nesta sexta-feira um plano para uma oferta pública inicial de ações. Acionistas, incluindo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo, BB Seguros Participações, Bradesco Seguros e Itaú Seguros venderão parte de suas participações no IRB na oferta, de acordo com prospecto publicado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O prospecto preliminar do IPO sinaliza o intervalo de preço por ação de R$ 27,24 a R$ 33,65. Ao considerar o preço médio dessa faixa, em R$ 30,45, a operação pode movimentar R$ 1,95 bilhão, informa reportagem publicada pelo Valor Econômico. No teto do preço indicado e com a eventual colocação dos lotes adicional e suplementar, poderia girar até R$ 2,9 bilhões.

Após o IPO, as ações em circulação podem chegar a 34,17% do total com a colocação dos lotes extras, informa o Valor. Todos os acionistas da resseguradora IRB, com exceção da União, venderão papéis na oferta inicial de ações. Itaú Seguros, Itaú Vida, Bradesco Seguros, FIP Caixa Barcelona e o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) vão alienar uma fatia de sua participação na empresa. O maior acionista vendedor é o FGEDUC, que pode levantar entre R$ 570 milhões e R$ 1 bilhão com a transação, de acordo com informações do prospecto.

Atualmente, o FGEDUC tem uma fatia de 15,76% do IRB, posição que pode cair para até 5,17%. A BB Seguros, que tem 20,43% do IRB, pode encolher sua participação para 15,23%. A Bradesco Seguros, que também detém 20,43%, manterá percentual igual ao da BB Seguros. O Itaú, que detém via Itaú Seguros e Itaú Vida 14,94%, ficará com uma posição entre 11,64% e 11,14%. Já o fundo de investimentos em participações Caixa Barcelona, que possui 9,84%, poderá ficar com uma fatia entre 7,64% e 6,95%.

O banco de investimentos do Bradesco será o coordenador da oferta, junto ao Banco do Brasil, ao Itaú Unibando e JPMorgan Chase. Também participam BTG Pactual, Bank of America e Banco Brasil Plural.

Balanço – O IRB registrou no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 222,7 milhões, avanço de 4,9% na comparação com o ano anterior. Os prêmios emitidos subiram 14,8% na mesma base de comparação, passando para R$ 1,34 bilhão. O valor foi puxado pela alta de 62,6% nos prêmios emitidos no exterior, que saltou de R$ 286,7 milhões para R$ 466,3 milhões.

Os sinistros retidos caíram 16,9% no trimestre, para R$ 473,8 milhões, reflexo da melhora da gestão de regulação de sinistros e do aumento dos contratos de proteção efetuados no período, segundo o IRB. o índice de sinistralidade do trimestre ficou em 53,8%, em comparação aos 63,6% registrados no trimestre inicial de 2016, uma redução de dez pontos percentuais.

A receita financeira líquida da resseguradora recuou 15,7%, para R$ 205,4 milhões, reflexo do cenário de redução das taxas de juros que comparativamente, saiu de 14,13% ao ano no primeiro trimestre de 2016 para 12,93% ao ano em março. A carteira de investimentos totalizava aproximadamente R$ 6,1 bilhões, com um desempenho equivalente a 127% do CDI.

Liberty Specialty Markets inicia operação em Luxemburgo no pós Brexit

A Liberty Specialty Markets (LSM), braço de seguros especiais do grupo Liberty Mutual, anunciou no último dia 4 que pretende iniciar suas operações pós-Brexit na União Europeia em Luxemburgo. O movimento segue uma complexa análise de potenciais jurisdições, com o objetivo de garantir que a estrutura pós-Brexit da LSM atende e complementa a estratégia europeia. Segundo comunicado, a LSM procurará obter aprovações regulamentares para operar através de corretores e seguradoras domiciliadas em Luxemburgo, que, em conjunto, permitirão à LSM oferecer as garantias do Lloyd’s e da companhia a partir de seus escritórios em toda a UE e na Suíça. A sede da LSM se mantém em Londres.

O presidente e diretor-gerente da LSM, Nick Metcalf, disse: “Temos planos ambiciosos para o crescimento dos negócios dentro da União Europeia e Luxemburgo tem todas as características para melhor posicionarmos nossa estrutura pós-Brexit. É importante para nós nos locarmos em um ambiente regulatório robusto e Luxemburgo nos oferece exatamente isso. O regulador é bem respeitado, pragmático e entende bem o mercado segurador”, comentou Metcalf em comunicado divulgado.

Segundo ele, o principal objetivo foi minimizar a interrupção dos serviços aos clientes, segurados e funcionários. “A Europa é um mercado-chave para nós e estamos trabalhando para expandir nossas capacidades e ofertas de produtos na Europa nos próximos meses e anos”, finalizou. A expectativa é de que a nova estrutura esteja pronta no retorno das férias de verão do hemisfério norte.