IRB Brasil Re estreia na B3; BB Seguros alienará 14 milhões de ações

O IRB Brasil RE estreia nesta segunda-feira na B3. Além da clássica foto do pregão as 10h, há grande expectativa sobre a valorização das ações no primeiro dia de negócios após a definição do preço do papel na última semana e se a Berkshire fará algum anuncio de compra de papéis. Nota da agência Estado conta que a fatia da oferta inicial de ações do IRB que ficou com investidores estrangeiros chegou a 60%. Alguns investidores nacionais não gostaram do resultado e reclamaram por terem penas um pedaço pequeno de suas ordens atendidas. O IPO do IRB movimentou mais de R$ 2 bilhões e teve demanda de 2,6 vezes o tamanho da oferta. Sua estreia na B3 será nesta segunda-feira, 31.

A BB Seguridade Participações informou em Fato Relevante que alienará 14.040.000 ações no âmbito da Oferta Base do IRB Brasil Re, o que lhe produzirá um ganho líquido de impostos de R$ 154,2 milhões, sem considerar os custos de distribuição. Com a alienação, a BB Seguros passará a deter 15,93% de participação no capital do IRB Brasil-RE. Caso o lote suplementar da oferta seja exercido em sua integralidade dentro do prazo de exercício da opção de lote suplementar, com encerramento previsto para 28 de agosto de 2017, haverá um acréscimo de R$ 23,8 milhões no ganho líquido auferido pela BB Seguros. Nesse caso, a participação acionária da BB Seguros passará a ser de 15,23% do capital social do IRB Brasil-RE. A BB Seguros continuará fazendo parte do bloco de controle do IRB Brasil-RE, nos termos do acordo de acionistas da sociedade, informou Werner Romera Suffert, diretor de gestão corporativa e de relações com investidores.

A BB Seguridade também convocou os acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre o pedido de adesão da BB Seguridade Participações S.A. ao Programa Destaque em Governança de Estatais da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão e deliberar sobre a proposta de alteração do Estatuto Social da BB Seguridade Participações.

Rádio CNseg: Governo precisa dar mais liberdade ao mercado

Fonte: CNseg

O governo precisa permitir ao mercado segurador mais flexibilidade para oferecer novos produtos aos consumidores, sobretudo diante da crise atual, em que há necessidade cada vez maior de proteção. É o que afirma o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, no “Fala Presidente” desta segunda-feira. “O que nos resta é pedir mais liberdade para que o setor segurador ofereça, e que sejam rapidamente aprovados, produtos que interessam à população brasileira”, diz.

Também nesta segunda, vai ao ar a segunda parte da “Entrevista Especial” com a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, sobre o crescimento da violência no país. Ela afirma que a ênfase na repressão, estratégia normalmente adotada pelos governos no Brasil, não responde ao problema de maneira adequada. “É preciso combinar políticas de prevenção com políticas de proteção. Quando você tira armas de circulação, imediatamente os homicídios caem”, exemplifica.

Na terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o professor da Escola Nacional de Seguros (ENS) Bruno Kelly fala sobre o seguro para usuários de táxi e de aplicativos como o Uber. No mesmo dia, no programa “Qual é a Dúvida?”, um especialista responde à dúvida de um ouvinte sobre seguros.

Na quarta, no “Entenda os Seguros de Pessoas”, o professor da ENS Maurício Viot explica como gerir bem o próprio plano de previdência complementar. No mesmo dia, no “Inovação e Sustentabilidade”, o presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg, Silas Rivelle, fala sobre o mais recente Relatório de Atividades das Ouvidorias, referente a 2016. No dia seguinte, é a vez dos quadros “Por Dentro da Saúde Suplementar” e “Momento Jurídico”.

Encerrando a semana, na sexta-feira, o programa “Dicas do Consultor” traz o economista Luis Carlos Ewald, professor da Fundação Getúlio Vargas, que explicará como organizar o orçamento doméstico. Também nesse dia, é a vez do “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg apresenta ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em Radio CNseg.

Primeiro encontro da thinkseg com corretores acontece nesta segunda (31)

Release

Acontece nesta segunda (31), às 19h30, o primeiro encontro da thinkseg com os corretores apaixonados por inovação, selecionados durante campanha promovida pela plataforma de seguros, 100% mobile, ao longo do último trimestre. A primeira reunião, com parte dos corretores selecionados, será na sede da thinkseg. Há um cronograma traçado para os próximos meses, abrangendo outras cidades do País, com mais profissionais.

“O objetivo é explicar aos corretores – principal personagem do nosso marketplace de seguros – o formato do inovador modelo de negócios da thinkseg. Optamos por fazer essa apresentação por etapas, para oferecermos melhor atenção a eles. Vamos ouvir todas as dúvidas e sugestões”, afirma o CEO da thinkseg, Andre Gregori.

A campanha “Corretor Apaixonado por Inovação” foi iniciada em 17 de abril e foi encerrada em 30 de junho. Foram selecionados 1 mil corretores que se mostraram interessados em captar o público antenado que baixa APPs no celular. Por meio de um telão, durante o evento, os corretores selecionados vão aprender a usar o APP thinkseg e a acompanhar a carteira de clientes, a acessar os contratos, entre outras funcionalidades do portal do corretor no APP thinkseg.

O formato inovador da thinkseg exige um novo modo de atuação do profissional, ou seja, a “digitalização do corretor”. Pelo APP thinkseg, a pessoa interessada no seguro, por meio do aplicativo, simula preço, faz cadastro, contratação e pagamentos. O corretor não vai precisar perder tempo com essas burocracias. Na thinkseg, a principal função do corretor será trazer mais pessoas ao mundo do seguro. Cada iniciativa do corretor será pontuada. Os pontos vão se multiplicando e poderão ser trocados por dinheiro ao final do mês. Todos os detalhes serão apresentados os corretores no evento desta segunda.

IPO do IRB Brasil RE movimenta R$ 2 bilhões

O IRB Brasil RE, maior resseguradora do Brasil, está em várias mídias hoje com informações relevantes sobre uma tentativa que se desenrola há anos: o IPO. A avaliação das ofertas de sua abertura de capital fechou a operação com um preço de R$ 27,24 por ação, o piso das indicações, que iam até R$ 33,65, com média de R$ 30,45. Com isso, a oferta movimentou 73.554.000 ações ordinárias (ON, com voto) no valor total de R$ 2,004 bilhões, sem contar os lotes complementares e suplementares.

O Valor conta que a resseguradora contou com uma demanda de cerca de R$ 4 bilhões por seus papéis, vendendo o lote básico de ações e o suplementar, que aumenta a quantidade de papéis em 15%. Não houve o exercício do lote adicional. Os investidores estrangeiros ficaram com dois terços das ações. A oferta atraiu grandes investidores internacionais, como Capital International, Capital Research, Fidelity, BlackRock, Lazard, Wellington e GIC (fundo soberano de Cingapura), numa combinação que não vinha sendo vista desde 2013. Apesar do preço mais baixo, a oferta pode ser considerada positiva diante do grande volume de operações concentradas neste mês. Na semana passada, o Carrefour levantou R$ 5 bilhões em seu IPO. A estreia na bolsa será na segunda-feira, evento para o qual os jornalistas foram convidados.

A União não vendeu suas ações e manteve 11,68% do IRB, conta o Valor. Já o Fgeduc reduziu sua fatia de 15,76% para 8,86%, embolsando R$ 585,81 milhões. Maior acionista vendedor do IRB, o Fgeduc assegura parte do risco das operações do Fundo de Financiamento ao estudante do Ensino Superior (Fies). BB e Bradesco diminuíram cada um suas fatias de 20,43% para 15,23%, enquanto o Itaú encolheu de 14,94% para 11,14%. O FIP Barcelona, que reúne os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), saiu de 9,84% para 7,37%.

Segundo a Exame, a abertura do capital da uma estatal é vista como a mais promissora do momento pelos analistas. As ações estão previstas para começar a ser negociadas no dia 31 de julho. Uma das vantagens do IRB é o fato de a empresa ser líder de mercado: tem 55% de participação, o que dá escala para fazer investimentos. Além disso, diversificou suas receitas – apenas 65% delas vêm do Brasil; o restante, de contratos fechados com empresas do exterior, principalmente América Latina e Europa – e tem uma alta margem de lucro. Em 2016, o retorno sobre o patrimônio chegou a 31%, número que deve cair com a redução dos juros, mas tende a continuar acima da média internacional, de 9%. Um risco é o controle estatal, o que abre espaço para interferências políticas na gestão. 0 outro é a grande concentração de aberturas de capital em poucas semanas e o fato de os preços das ações estarem, de forma geral, elevados, cita a Exame.

O Valor destaca que após quase dez anos desde o fim do monopólio do IRB, a regulação do setor de resseguros no Brasil ainda permanece protecionista e dificulta um desenvolvimento mais rápido dessa indústria. Os entraves, segundo especialistas, impedem que o país se torne um polo estratégico na América Latina. O IRB lidera a lista com 52,4% do mercado, ou R$ 3,67 bilhões em prêmios, seguido pelas europeias Zurich Resseguradora, com R$ 551 milhões, Munich Re, com R$ 457 milhões, e Allianz, com R$ 367 milhões.

Toda essa dinâmica não será alterada pela oferta de abertura de capital do líder IRB, conforme explica ao Valor Mauricio Masferrer, vice-presidente de relacionamento com o mercado da corretora Aon Brasil. Isso porque a União ainda continuará no controle do negócio, detendo a “golden share”, e os bancos também não vão se desfazer de toda participação que possuem na companhia. Para que haja alguma mudança, segundo o especialista, seria necessário a alteração do controle da estatal, com a entrada de executivos com novas estratégias de atuação.

Há boatos de que a Berkshire Hathaway, empresa do bilionário Warren Buffett, negocia a compra de uma fatia no capital do IRB no após o IPO, de acordo com duas pessoas com conhecimento direto do assunto informaram a agência internacional de notícias Bloomberg. No Brasil, a notícia causa desconfiança, uma vez que a estratégia de Buffett é ganhar dividendos e não entrar para reestruturar. “Fizeram isso com o 3G na Kraft Heinz e a opinião publica americana foi muito crítica. Não vejo porque o IRB”, disse um fonte ao Blog Sonho Seguro. Já outra fonte afirma que em breve o setor lerá a notícia de que a Berkshire é acionista do IRB.

Na visão de Rodrigo Botti, diretor da Terra Brasis, em termos de volume, o mercado de resseguro tem sofrido menos que outros setores da economia e menos até o que setor de seguros”, afirma. A maioria dos ramos de seguro que utilizam resseguros não são tão cíclicos e correlacionados com crescimento econômico de curto prazo. A preocupação maior, segundo ele, é com a sinistralidade, que tende a aumentar em períodos de baixo crescimento economia deprimida. Neste sentido, o mercado brasileiro tem mostrados certa recuperação, porem seus níveis de sinistralidade ainda se encontram acima dos níveis internacionais. Além disso, os possíveis impactos da lava-jato e outras investigações ainda demorarão para se tornarem visíveis em algumas linhas de negócios como o seguro garantia, D&O entre outros, comentou ele ao blog Sonho Seguro e Infomoney.

Vamos aguardar a próxima semana quando as ações começam a ser negociadas em bolsa e ver o que vai acontecer. Tudo pode acontecer neste Brasil.

Consumidores de seguros intensificam acesso por redes digitais para falar com o setor, revela Relatório das Ouvidorias da CNseg

Fonte: CNseg

O consumidor de seguros está recorrendo cada vez mais às vias digitais para se comunicar com as empresas do setor. No segmento de Seguros Gerais, no comparativo entre 2015 e 2016, houve significativa evolução no acesso às ouvidorias a partir de canais digitais, como redes sociais e sites na internet, e da plataforma Consumidor.gov.br. Pontualmente, o crescimento foi de, respectivamente, 148% e 168%. O acesso a partir de canais digitais ainda fica, porém, em terceiro lugar nas demandas recebidas pelas ouvidorias. No comparativo entre 2015 e 2016, o Seguro de Garantia Estendida foi o que registrou o maior aumento no número de demandas, com um crescimento de 39%. Estes dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) e constam do sétimo Relatório de Atividades das Ouvidorias, desenvolvido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Dos cinco segmentos apontados no estudo – no caso Seguros Gerais, Saúde Suplementar, Seguros de Pessoas, Previdência Complementar Aberta e Capitalização – quase metade (48%) dos atendimentos se restringiu aos Seguros Gerais. Nos ramos concentrados nesse segmento, o Seguro de Automóvel representou 57% das manifestações dos consumidores. Quanto aos planos médico-hospitalares, que integram o segmento de Saúde Suplementar, 98% dos atendimentos das ouvidorias do setor concentram-se nesse ramo de seguros.

O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, abriu o evento de lançamento do Relatório das Ouvidorias, realizado na sede da Confederação, no Rio, reforçando a importância dos canais de atendimento para estreitar ainda mais o relacionamento do setor com o consumidor. Alertou, contudo, ser fundamental que as duas vias da relação de consumo tenham sempre como princípios valores de sustentabilidade e de solidariedade. “A recuperação dos valores de sustentabilidade e de solidariedade e o seguro têm muito a ver, porque ele, o seguro, é fundado exatamente nesses princípios basilares. Os cidadãos e instituições devem ter cada um a sua parte de responsabilidade nessa perspectiva de retomada da solidariedade como valor civilizatório fundamental”, discursou.

Para Coriolano, considerando a histórica proteção mutualista na qual é fundado o seguro, a solidariedade está indivisivelmente atrelada à proteção dos seguros. Essa associação deve sempre ser evidenciada na relação das ouvidorias com o consumidor. “Sabemos que a ouvidoria representa a última instância do relacionamento das empresas com os consumidores. É a partir dessa interação social dos consumidores com as ouvidorias que a seguradora pode realmente medir a sua aderência a essa nova era de empoderamento do consumidor. Empoderamento que percebo aqui, na CNseg, que deixou de ser um conceito. Ele é uma prática. As pessoas hoje já não toleram mais ineficiência, espera ou enrolação. Elas querem fazer valer seus direitos, e isso é muito presente no nosso setor”, observa Coriolano. “São as ouvidorias que oferecem a possibilidade de efetivação de práticas ágeis e eficientes, mitigando conflitos, a judicialização e as reclamações perante as entidades de defesa do consumidor e os órgãos fiscalizadores, no caso Susep e ANS”, completou.

O secretário nacional de Defesa do Consumidor, Arthur Luis Mendonça Rollo, que também participou do lançamento do Relatório de Atividades das Ouvidorias, na CNseg, reconheceu o empenho do setor de seguros no desenvolvimento das ouvidorias. “O consumidor quer sempre ser ouvido. A gente percebe que muitos setores não têm ouvido para escutar o consumidor. Não é o que acontece aqui nesse ramo. Nesse ramo, os consumidores têm sido ouvidos. Dentro do possível têm sido atendidos, mas temos ainda um caminho a percorrer. Esse trabalho está sendo bem desenvolvido”, observou Rollo.

O secretário nacional concordou com Coriolano ao reconhecer o empoderamento do consumidor atual. Para Rollo, os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que são realizados periodicamente em capitais estaduais, evidenciam esse contexto, e o mercado de seguros está atento a esse cenário. “Os colóquios têm sido fundamentais na redução dos litígios de consumo. O primeiro (passo) é ouvir o que o consumidor tem a oferecer e nessa escuta os Procons têm um papel fundamental, por isso a importância desses colóquios com os Procons. Eles atendem aos consumidores todos os dias, veem os problemas que vivenciam. Esse caminho tem sido muito melhor”, concluiu.

Rollo destacou a importância da informação, lembrando ainda que é necessário capacitar quem está vendendo o seguro, seja corretor, vendedor de loja ou agente de viagens (no caso do Seguro Viagem). Para Rollo, falta informação pré-contratual, contratual e pós-contratual. “No momento do sinistro, a gente quase sempre lida com um consumidor hipervulnerável. O atendente precisa ter treinamento não só para informar bem, mas também para acolher esse cliente num momento de dor.”

Professor de direito do consumidor e presidente do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Ricardo Morishita Wada, um dos principais especialistas do tema no país, também esteve no lançamento do sétimo Relatório de Atividades das Ouvidorias do setor de seguros. Ele expôs a relevância do estudo para o aprimoramento contínuo do mercado. “Quando a gente olha de novo para o relatório, estamos dando uma régua e uma dimensão não só pelo que a gente acerta, mas também por aquilo que a gente erra. E temos a possibilidade de contribuir com as políticas. Ela é pública não apenas porque ela é feita pelo Estado, mas porque ela é feita por todos nós”, refletiu.

Ouvidor da Seguros Unimed, Silas Rivelle Jr. lembrou a origem da Comissão de Ouvidoria da CNseg, presidida por ele, e – e assim como Rollo – destacou que a informação transparente e eficiente é a melhor moeda na relação das ouvidorias com o consumidor. “Quem não tem informação, não consegue agir, não consegue buscar os seus direitos. Em nossa atividade securitária, sobretudo em nosso trabalho de ouvidor, a informação é fundamental”, ressaltou.

No painel “Os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros como caminho para o diálogo: avanços e desafios”, os palestrantes também enfatizaram a necessidade de haver sempre uma informação clara, precisa e completa para o consumidor de seguros. A mediação ficou a cargo da ouvidora do Grupo Segurador BBMapfre, Claudia Wharton.

Segundo o promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Amauri Ártimos da Matta, “o representante de seguros é importantíssimo quando se fala de informação”. Para ele, isso não se aplica somente aos corretores, mas também aos vendedores que comercializam seguros para eletrodomésticos em lojas, por exemplo. Ele criticou a redação dos contratos de seguros (“Não são claras, ou são muito técnicas”) e a falta de explicação sobre as exclusões. Disse ainda que esses contratos têm redação em geral muito parecida, mesmo para seguros muito diferentes entre si. “É preciso simplificar o contrato de seguro.”

Já a diretora do Procon-PR e presidente da ProconsBrasil, Claudia Francisca Silvano, elogiou os Colóquios de Proteção ao Consumidor de Seguros. “Neles conhecemos a índole do mercado segurador, os dois lados se ouvem”, destacou. “Os Colóquios foram sensacionais para nos conhecermos. O que vamos fazer agora?”, questionou. Para ela, as empresas precisam ter pessoas com vocação para atender bem o consumidor e resolver suas demandas.

No painel “Perspectivas dos órgãos reguladores sobre as demandas dos consumidores de seguros”, a coordenadora geral de Fiscalização de Conduta da Susep, Cidice Hasselman, apontou para uma tendência positiva no diálogo do mercado segurador junto à população. Desde a implementação de uma nova gestão de ouvidorias na Susep, em 2005, vêm caindo cada vez mais as ações contra empresas registradas no órgão: ao passo que antes representavam 15% dos atendimentos ao consumidor, as ações na Justiça equivalem hoje a apenas 2% das reclamações de clientes.

O painel, moderado pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, trouxe ainda um enfoque sobre as mudanças registradas no âmbito dos planos de saúde. A busca por soluções alternativas de conflitos está ligada diretamente à expansão dos canais de atendimento das operadoras, afirmou o ouvidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Luis Gustavo Homrich. “Hoje, o cidadão sabe o custo da judicialização e que esse repasse será feito, inevitavelmente, ao beneficiário”, frisou Homrich.

Dados do Relatório Estatístico e Analítico do Atendimento das Ouvidorias de 2017 da ANS, que será divulgado nesta sexta-feira (28), indicam que 94% das operadoras de saúde contavam com o auxílio de ouvidorias em 2016. A partir delas, registrou-se que 92% das demandas de clientes já vinham sendo atendidas em um prazo de sete dias úteis.

No painel de encerramento, o juiz titular do II Juizado Especial Cível da Capital do Rio de Janeiro, Flávio Citro, destacou a necessidade do setor de aprimorar sua interlocução com o Poder Judiciário. Para o magistrado, é fundamental que as ouvidorias assumam postura proativa na prestação de informações e aproximação com o cliente – evitando, assim, uma demanda excessiva sobre os tribunais. “O ambiente extrajudicial tem que mudar, está mudando e precisa ainda mudar muito mais”, enfatizou Citro.

A palestra contou ainda com a participação da professora de Direito do Consumidor da PUC-SP e consultora de Direito Regulatório e Direitos Humanos, Maria Stella Gregori. Segundo ela, as ouvidorias exercem hoje papel crucial na resolução de conflitos e devem assumir, cada vez mais, uma posição estratégica no planejamento das empresas de seguros.

O evento de lançamento da sétima edição do Relatório de Atividades das Ouvidorias também contou com as participações de Julio Mello, ouvidor do Grupo Porto Seguro, e Rodrigo Machado Ribeiro, gerente de ouvidoria da Amil Assistência Médica.

Chubb registra lucro operacional de US$ 1,2 bi no segundo trimestre

A Chubb divulgou lucro líquido de US$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2015, 79% acima do resultado obtido em mesmo do ano passado. No semestre, o lucro líquido foi de US$ 2,4 bilhões, muito acima dos US$ 1,1 bilhão do mesmo período anterior. No trimestre, o grupo registrou prêmios de US$ 7,5 bilhões, recuo de 0,8%.

O lucro operacional, após impostos, de US$ 1,2 bilhão, ou US$ 2,50 por ação, no segundo trimestre comparado a US$ 2,25 por ação no ano anterior, ou seja, um aumento de 11%. Nos primeiros seis meses deste ano, o lucro operacional subiu 13% sobre o mesmo período de 2016. De acordo com o CEO Evan Greenberg, o índice combinado de seguros gerais da Chubb para o trimestre foi “simplesmente excelente” a 88%, comparado a 90,2% no ano passado. A receita total de subscrição de ramos patrimoniais foi de US$ 808 milhões, uma alta de 20%.

“Considerando as condições do mercado e o fato de estarmos em um mercado de seguros plurianual flexível, estes resultados são realmente marcantes e demonstram claramente os benefícios das nossas capacidades globais, nossa construção de portfólio e gerenciamento de subscrição – características de nossa companhia”, disse Greenberg. “Eles também representam a qualidade e talento dos meus notáveis colegas no mundo todo, nossa cultura de excelência e presteza em todos os níveis da organização.”

O lucro líquido do investimento no trimestre atingiu um recorde de US$ 855 milhões, cerca de 5% acima do ano anterior. Além disso, de acordo com Greenberg, o ganho resultou em um retorno operacional sobre o patrimônio de cerca de 10% no trimestre. Nesse período de seis meses, o valor contábil por ação e o valor contábil tangível por ação subiram 4,4% e 7,6% respectivamente, tendo aumentado cerca de 12,5% e 20% desde a conclusão da fusão.

“De fato”, disse Greenberg, “foi o nosso melhor trimestre, desde a fusão, em termos de crescimento. Entretanto, com exceção do nosso negócio de gerenciamento de riscos, fizemos menos novos negócios, trocando novos negócios por termos melhores”.

“No trimestre, os prêmios líquidos de P&C contratados globalmente ficaram estáveis em dólares constantes. Ajustados para ações de subscrição e resseguro relacionados à fusão, tais prêmios subiram mais de 2,5%. Estamos trabalhando em um mercado de riscos patrimoniais altamente competitivo”, disse Greenberg. “Estamos construindo uma máquina de renda, conduzida, entretanto, pela nossa disciplina de subscrição. Isto nos dá grande confiança e livre escolha em tempos incertos e nos torna mais valiosos para nossos clientes e parceiros de negócios. A organização inteira está focada atentamente na execução, e estamos otimistas sobre nossa habilidade de continuar a superar.”

Sindseg-SP lança game para jovens projetarem o seguro

Fonte: CNseg

O Sindseg-SP (Sindicato das Empresas de Seguros, Resseguros e Capitalização do Estado de SP) e o Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo) lançaram ontem o “Projeto de Vida Segura”, um aplicativo para smartphones, que terá como público-alvo alunos do ensino médio. Idealizado pelo educador Sadao Mori e desenvolvido pelo Sindseg-SP, em parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o game simula situações que incentivam os jovens a projetarem cenários de economia pessoal, tendo o seguro como retaguarda e garantia de estabilidade financeira futura.

“Uma excelente ferramenta para a educação financeira e educação em seguros”, exaltou o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, que integrou a mesa de abertura do evento de lançamento do game, disponível para download gratuito nas plataformas Android e iPhone.

Coriolano destacou a relevância do projeto, definindo-o como “belíssimo programa” e conclamou para que prestigiem não apenas esse, mas todos os projetos que o mercado segurador esteja desenvolvendo para levar conhecimento sobre seguros à população. “É preciso alavancar o mercado de seguros não só no sentido de educar as pessoas, mas fazer com que sejam efetivamente provedoras da própria segurança e a da sua família”, ressaltou Coriolano.

“Percebo uma agradável e produtiva convergência de várias ações que vêm sendo realizadas por inúmeras entidades no mercado segurador no sentido de valorizar a cultura do seguro e a educação para o seguro. Estou absolutamente obcecado pelo tema de educação securitária, que foi eleito como prioridade pela atual gestão da CNseg”, frisou Coriolano, para quem o empenho do educador Sadao Mori, que se desdobrou no “Projeto Vida Segura”, deve servir de exemplo para que outros projetos de educação em seguros cheguem à população.

Além de reforçar a importância de iniciativas que fomentem a educação em seguros pelo país, Coriolano alertou para um contexto que precisa ser revisto imediatamente pelos atores do mercado de seguros e pelas autoridades: “Infelizmente, o setor securitário ainda não tem o conhecimento e o entendimento proporcional à importância que ele exerce na vida dos cidadãos brasileiros, mas também na vida da nação, na vida do Estado e na vida dos governos. E quando cito esse desconhecimento, não falo apenas das pessoas, dos cidadãos, mas também dos próprios poderes constituídos, de amplas parcelas desses poderes. É cada vez mais surpreendente como o Poder Executivo brasileiro ainda não elegeu o setor de seguros como um todo, aí incluindo previdência privada, título de capitalização e saúde suplementar, efetivamente, como instrumento importante para alavancar progresso, para desenvolver o país, assim como elegeu outras indústrias, como automobilística e farmacêutica, que têm merecido a atenção do governo.”

A sociedade precisa conhecer o mercado de seguros, e a missão da CNseg, com o Programa de Educação em Seguros, é mostrar o tamanho e a importância do setor para o desenvolvimento do país. “Poucos sabem que o nosso setor movimentou, no ano passado, R$ 1 trilhão em ativos de reservas técnicas. E esse dinheiro de ativos de várias naturezas financia a dívida pública, financia diversos projetos produtivos para o país e projetos de investimento, mas pouca gente sabe disso. As pessoas geralmente sabem que nosso poder de penetração ainda é insuficiente, como, por exemplo, que apenas 26% da população têm planos de seguro e saúde, e que precisam ter um alcance maior, na medida em que o Estado, infelizmente, não consegue suprir, com o SUS. Poucos sabem também que apenas 26% dos veículos são segurados, que apenas 15% da área cultivada têm proteção de seguro, que apenas 14% das residências são seguradas e somente 6% das pessoas têm planos de previdência privada”, assinalou Coriolano.

Com ele na mesa de lançamento do “Projeto Vida Segura”, estavam o secretário da Educação de São Paulo, José Renato Nalini; os presidentes Mauro Cesar Batista (do Sindseg SP) e Alexandre Camillo (Sincor SP); Robert Bittar (presidente da Escola Nacional de Seguros e vice-presidente da Fenacor), entre outras autoridades. A cerimônia foi realizada no Teatro Fernando de Azevedo, localizado no prédio da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, na capital.

O que muda no resseguro do país com o IPO do IRB Brasil RE?

Hoje, o IRB fixará o preço dos papéis, que devem estrear na bolsa na segunda-feira, dia 31. A aposta é que o preço das ações fique no piso de R$ 27,24 a R$ 33,65 e cerca de 20% dos papeis sejam negociados. E o que isso afetará a estratégia das 137 resseguradoras (16 locais, 38 admitidas e 83 eventuais) que atuam no Brasil?

“Parece-nos ainda uma incógnita se o IPO provocará alguma mudança significativa. Acreditamos que transformações tangíveis somente ocorrerão se um novo acionista de cunho estratégico tiver autonomia para promovê-las e uma agenda factível e convincente”, diz Rodrigo Belloube, CEO da Munich Re.

Rodolfo Rodriguez, Head de Business Intelligence da Austral Re, afirma que caso seja bem-sucedido, o IPO do IRB é boa notícia em várias dimensões: traz maior visibilidade ao segmento, há ganhos de governança associados às exigências do Novo Mercado da B3 e passa a haver um benchmark de análise do mercado financeiro sobre o setor. “Acreditamos que seja um passo importante para o amadurecimento do resseguro no Brasil”.

Segundo Belloube, mais do que o contexto específico do IPO, o importante é reconhecer que o mercado brasileiro de resseguro é um dos mais ineficientes do mundo, com altíssima carga tributária que impõe aos resseguradores, tanto os capitalizados localmente quanto os internacionais, um peso quase inviabilizante e muito superior a outros centros vizinhos, como a Colômbia, por exemplo, um emaranhado regulatório com algumas provisões sem sentido algum, com limitações de retrocessão intragrupo, por exemplo, e um tamanho pequeno.

“Sim, somos um mercado pequenino frente a outros da América Latina expostos a catástrofes naturais e, acrescentando ao desafio, com muita oferta de capacidade disponível”, avalia. “Não é à toa que a rentabilidade de praticamente todos os resseguradores atuando no Brasil é bastante baixa, o que tem promovido tentativas de internacionalização para aqueles de capital local, um apoio muito grande dos resultados na decrescente receita financeira, e, no que nos soa como tentativa de buscar um atalho ao ganho de escala, abordagens comerciais por vezes demasiadamente agressivas e sem sustentação”, comenta o CEO local da resseguradora Munich Re, uma das maiores do mundo. “Não existe almoço de graça, a conta chega mais cedo ou mais tarde. Acreditamos que o mercado em cinco anos será bem diferente do atual, talvez mais consolidado e de fato aberto”.

O mercado de resseguros é vinculado ao de seguros, que foi impactado direta e indiretamente pela recessão e pela crise fiscal. A repercussão foi sentida em diversos segmentos. Na subvenção do seguro agrícola, que trouxe consequências para toda a cadeia. “Em grandes obras de infraestrutura e construção, temos um volume substancialmente menor. No setor de óleo e gás, a diminuição do preço internacional do petróleo também trouxe diminuição de investimentos em comparação a quatro ou cinco anos atrás”, diz Rodriguez.

Entretanto, afirmam os especialistas, apesar de todos os efeitos acima, o mercado brasileiro de seguros segue tendo baixa penetração, de modo que mesmo em recessão é possível ter novos produtos e consumidores, o que compensa o efeito da crise econômica. Como exemplo, podemos citar a crescente demanda por garantias judiciais, um mercado até então pouco explorado que cresceu significativamente nos últimos anos. “A própria Austral Re desenvolveu produtos e soluções para cedentes locais que não existiam no mercado. Atualmente estas linhas correspondem a cerca de 35% do nosso faturamento”, diz.

Existe ainda o movimento das resseguradoras locais com capital nacional em diversificar suas carteiras por toda a América Latina, tanto através de crescimento orgânico com fez IRB, Austral, Terra Brasis, bem como por movimentos de fusões e aquisições como o grupo JMalucelli, configurando um movimento de exportação de conhecimento e capacidade.

Na visão de Rodrigo Botti, diretor da Terra Brasis, em termos de volume, o mercado de resseguro tem sofrido menos que outros setores da economia e menos até o que setor de seguros”, afirma. A maioria dos ramos de seguro que utilizam resseguros não são tão cíclicos e correlacionados com crescimento econômico de curto prazo. A preocupação maior, segundo ele, é com a sinistralidade, que tende a aumentar em períodos de baixo crescimento economia deprimida. Neste sentido, o mercado brasileiro tem mostrados certa recuperação, porem seus níveis de sinistralidade ainda se encontram acima dos níveis internacionais. Além disso, os possíveis impactos da lava-jato e outras investigações ainda demorarão para se tornarem visíveis em algumas linhas de negócios como o seguro garantia, D&O entre outros.

Para Botti, o mercado continua bastante competitivo, com players locais, regionais e globais disputando o mercado brasileiro, ainda tido como de grande potencial no médio prazo. A capacidade de retenção de riscos no mercado local continua a crescer e estimamos que a capacidade atual é cerca de 3 vezes o volume atualmente retido. Esta dinâmica, apesar de comprimir o resultado de nós resseguradores, beneficia o consumidor brasileiro.

2017 – Olhando o futuro próximo como desafio, o mercado trabalhará com uma taxa de juros menor, restringindo o resultado financeiro. Por outro lado, as oportunidades permanecem presentes. O movimento de internacionalização dos resseguradores locais continua em ritmo acelerado, com 6 das 16 entidades hoje presentes no brasil já atuando no exterior. Nos 12 meses findos em março de 2017, o volume de resseguro emitido originado no exterior foi de R$ 1,6 bilhões, cerca de 18% do volume total emitido por elas, um crescimento de 25% relativo ao período equivalente anterior.

Fonte: Terra Brasis

Outra grande oportunidade para o mercado ressegurador brasileiro de acordo com Botti é no auxílio ao desenvolvimento de novas linhas de seguro. Quando se fala em resseguro no brasil, se pensa em grande riscos, porem resseguro é muito mais que isso. No mercado americano, por exemplo, prêmios de resseguros ligados a grande riscos são somente cerca de 10% do volume total, no Brasil cerca de 40%.

Botti destaca que a inovação é uma grande aliada do crescimento. “Existe uma gama de produtos de seguros que ainda não chegaram ou não se desenvolveram plenamente no Brasil que usam resseguro intensivamente. Entre eles, seguro de vida por acumulo e risco de longevidade, mercado privado para risco de responsabilidade civil de automóvel. E o seguro de acidentes do trabalho. O setor de saúde é outro que está se voltando ao mercado de (re)seguros buscando soluções para melhor administração de seus riscos. O setor agrícola também tem espaço para novos produtos com tecnologia mais elaborada, onde certamente o resseguro pode auxiliar”, enumera Botti.

Quanto ao que pode impactar os resultados do segmento de resseguro e 2017, o executivo da Munich Re afirma que não há um fator específico que nos leve a um resultado maior ou menor. “A volatilidade de nosso negócio é endereçada com mecanismos usuais de proteção – um conjunto de retrocessões, ou de resseguro do resseguro. Para nós, o importante é continuar a desenvolver nosso negócio em linha com nosso planejamento estratégico nos três pilares que o formam: resseguro tradicional, resseguro como capital de risco e inovação, sempre com foco na excelência de serviços para nossos clientes, com base num diálogo permanente e próximo com eles, em toda a extensão da cadeia de valor. Feito isso, continuaremos no caminho de consolidar a operação brasileira como uma das líderes e mais rentáveis do mercado local.”

Acreditamos em recuperação econômica, ainda que tímida. O aumento de investimentos pode trazer alívio ao setor de grandes obras, bem como uma melhor organização fiscal pode trazer mais segurança ao setor agrícola. Percebemos também uma recuperação do varejo, que tem impacto direto em linhas de seguros como prestamista e garantia estendida, segmentos nos quais o resseguro também tem participação”, afirma o executivo da Austral. Segundo ele, o mercado internacional de resseguros ainda permanece soft (ou seja, os preços estão baixos). Isto significa que os resseguradores brasileiros podem aproveitar a capacidade internacional para oferecer maior proteção aos seus clientes. “Acreditamos que estes incrementos nos resultados de subscrição devam compensar a queda da taxa de juros.”

Segundo a mais recente edição do Terra Report, que analisa o comportamento do mercado brasileiro de resseguro no primeiro trimestre de 2017, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 2,72 bilhões, aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2016, sendo que 68% foi colocado nas resseguradoras locais. A sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 47% (39% para o IRB e 59% para o conjunto das outras locais) contra 87% do mesmo período do ano anterior. O Combined Ratio ficou em 98% (87% para o IRB e 112% para o conjunto das outras locais), relativamente estável em comparação aos 97% apresentados em 2016 (91% para o IRB e 105% para o conjunto das outras Locais).• A capacidade de retenção de risco pelo mercado local continua a crescer e comporta confortavelmente o volume de riscos atualmente retido, existindo significativo espaço para uma maior retenção de risco pelo mercado local.

Insurtechs reviram o mercado segurador de cabeça para baixo, afirma novo estudo da PwC

As Insurtechs reviram o setor de seguros de cabeça para baixo. Anteriormente o movimento das startups era visto como uma força disruptiva. Agora é visto como geradora de inovação em todo o setor. Essa é a conclusão da pesquisa realizada pela PwC com 189 executivos do setor de seguros de 40 países que participaram do Global FinTech Survey 2017 da PwC. O relatório também é alimentado pela experiência dos consultores da PwC e por pesquisa proprietária da DeNovo da PwC, focada na inovação da InsurTech e seu impacto nas empresas.

Segundo o estudo, o ritmo de mudança no setor de serviços financeiros está se acelerando e muitos começam a olhar para fora de suas próprias organizações para responder a desafios impostos pela mudança no hábito do consumidor e aproveitar oportunidades de crescimento em seus mercados. Novos produtos e serviços surgem para atender às necessidades de uma base de clientes em expansão e em mudança. Os custos começarão a diminuir à medida que novas formas de fazer negócios evoluam e as tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (AI) e a Internet das coisas (IoT), não só proporcionam aos clientes uma melhor experiência, mas também agilizam as operações do back office.

O estudo está disponível, em inglês, no link

Seguro e previdência representa 28,3% do lucro semestral de R$ R$ 9,3 bi do Bradesco

O lucro líquido ajustado do primeiro semestre de 2017 foi de R$ 9,3 bilhões, no primeiro semestre deste ano comparado a mesmo period do ano anterior, correspondendo a R$ 2,99 por ação e rentabilidade de 18,2% sobre o Patrimônio Líquido Médio Ajustado. 
Quanto à origem, o lucro é composto por R$ 6,7 bilhões provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 71,7% do total, e por R$ 2,6 bilhões gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 28,3% do total.

O Bradesco manteve a projeção de crescimento de 6% a 10% dos prêmios de seguros. Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram o montante de R$ 36,4 bilhões no primeiro semestre de 2017, evolução de 12,4% em relação ao mesmo período de 2016. As provisões técnicas alcançaram R$ 233,6 bilhões, apresentando uma evolução de 22,5% em relação ao saldo de junho de 2016. O crescimento foi influenciado pelos produtos de “Vida e Previdência”, “Saúde”, “Capitalização” e “Auto/RE”, que apresentaram crescimento de 17,5%, 9,1%, 8,7% e 2,8%, respectivamente.

“É importante ressaltar o peso dos nossos diferenciais estratégicos na conquista desses resultados. A sinergia e a complementaridade com o Bradesco garantem ao Grupo Segurador uma posição privilegiada no que diz respeito à colocação de seus produtos. Já o perfil multirramo do Grupo possibilita compensar efeitos sofridos por determinados segmentos com ganhos em outras áreas de atuação”, destaca o presidente do grupo Bradesco Seguros, Octavio de Lazari Junior, em nota.

Em saúde, a carteira de Pequenas e Médias Empresas, que possui cerca de um milhão de vidas e aproximadamente 140 mil empresas clientes, cresceu 16,2% em faturamento. No total, o Grupo Segurador conta com cerca de quatro milhões de segurados no segmento de saúde suplementar.

O volume de provisões técnicas registrou aumento de 22,5% no semestre, superando R$ 233 bilhões, e os ativos financeiros avançaram 25%, alcançando R$ 256 bilhões.

Em indenizações e benefícios o grupo alcançou aproximadamente R$ 29 bilhões de janeiro a junho – alta de 16% em relação ao mesmo período de 2016 -, o que corresponde a uma média diária de R$ 225 milhões.

O Índice de Eficiência Administrativa, que passou de 4% para 3,9%, na comparação entre os segundos trimestres de 2017 e 2016, em decorrência da racionalização de gastos e de um rígido controle de custos diretos, e o Índice Combinado, que evoluiu de 89,6% para 86,6%.