Jovem universitário é CEO da Allianz Seguros por um dia

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Miguel Pérez Jaime, presidente da Allianz Seguros, é um dos 21 executivos participantes do “CEO por um Dia”. O programa, desenvolvido pela consultoria Odgers Berndtson, promove interação entre líderes de grandes companhias nacionais e multinacionais e estudantes de graduação do penúltimo e último ano. Para isso, universitários acompanham integralmente um dia de trabalho dos principais dirigentes de empresas.

A participação de Miguel no “CEO por um Dia” está ligada ao fato de a Allianz valorizar profissionais em formação ou recém-formados – 25% do total de funcionários têm menos de 30 anos, o que inclui jovens aprendizes, estagiários e trainees, por exemplo. “Estamos sempre em busca de jovens empreendedores, aqueles com perfil inovador, que trabalham com criatividade e sejam capazes de transitar por diferentes áreas, buscando aprimorá-las de alguma maneira. O nosso intuito é atuar em forma de corresponsabilidade, oferecendo oportunidades, experiências e capacitações, estimulando competências e vivências que necessitarão no futuro e desenvolvendo potenciais”, apontou Pérez Jaime.

Sven Harsch, estudante de Administração da FIA-USP que tem 21 anos, foi um dos universitários selecionados para a iniciativa e passou cerca de 12 horas envolvido com a Allianz e ao lado de Miguel Pérez Jaime. “Fomos fiéis à proposta de ser ‘sombra’ do CEO por um dia. A agenda do Miguel é lotada e muito corrida, com decisões finais de bastante responsabilidade e que geram pressão. Imaginava algo parecido com isso, mas viver essa rotina é muito diferente”, constatou Sven.

O primeiro compromisso do universitário foi com Marco Antônio Campos, diretor de Recursos Humanos da Allianz Seguros. O executivo mostrou ao Sven a estrutura da empresa e o seu modelo de negócios, como também compartilhou suas experiências corporativas. Em seguida, Sven foi apresentado ao Miguel, que também dividiu sua trajetória e aspirações profissionais com o estudante. Minutos depois, Sven já estava em reunião com o Comitê Executivo.

“Agregou bastante ouvir as discussões e os questionamentos que surgiram”, afirmou o estudante. Depois, seguiram para um almoço que reuniu a área Comercial e corretores de seguros, o principal canal de distribuição da Allianz. “Fui apresentado a alguns parceiros e pude entender o outro lado do negócio”, comentou.

À tarde, após uma segunda conversa sobre carreira, Sven participou de outra reunião, sobre a organização e liberação de orçamento para um evento. “Fez diferença escutar as perguntas feitas pelo Miguel e seus pontos de vista”. No final do dia, o estudante foi convidado para um jantar com outros executivos da companhia. “Pude conhecer mais pessoas e aumentar meu networking”, contou Sven.

O dia foi cheio de aprendizados e dicas. “Entendi qual deve ser a postura de um CEO e quais dificuldades enfrenta no dia a dia. Recebi dicas sobre carreira, entre elas não ter tanta pressa para ascensão dentro das organizações. Também recebi o conselho de me aprofundar no conhecimento do negócio. Para gerar resultados significativos e melhorar o desempenho da empresa, é necessário conhecer e entender o que é feito e qual é o objetivo de tudo isso”, finalizou o universitário.

Carta do 38º Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada

por Luis Ricardo Martins, diretor presidente da Abrapp

O 38º. Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada, que aconteceu em outubro em São Paulo, reafirmou a importância do debate em torno do sistema. Como tem sido a tradição do evento, que se firma como um dos mais importantes encontros da previdência complementar fechada no mundo, as exposições e debates que aconteceram durante o Congresso demonstraram de maneira clara que estamos todos empenhados em reinventar o sistema para que ele cumpra seu relevante papel para o desenvolvimento sustentável. Além disso, o evento foi especialmente importante por ter sido realizado em um contexto de profundas mudanças políticas e econômicas do Brasil, em que fica ainda mais clara a contribuição que o sistema tem a dar para a sociedade.

Entre os vários pontos positivos que foram apresentados e debatidos durante o 38º. Congresso Brasileira da Previdência Complementar Fechada, destacamos:

1. A previdência complementar é para todos – O esgotamento do Estado provedor, que precisa reduzir os benefícios pagos, e o envelhecimento da população brasileira fortalecem ainda mais essa premissa. Neste sentido, a Abrapp está empenhada em fazer o sistema de previdência complementar fechada chegar a todos os cidadãos, empresas, sindicatos, associações e setores da economia.

2. A hora é essa – A maior consciência da sociedade, motivada pelas discussões de reformas, faz surgir uma nova visão de futuro. A formação de poupança previdenciária capitalizada constitui mecanismo de proteção a todos os perfis de trabalhador – seja ele profissional liberal, assalariado ou freelancer. Com os investimentos realizados corretamente ao longo do tempo, essa poupança se materializa, também, em recursos para financiar os investimentos de que o País tanto carece. A previdência complementar é parte da solução dos problemas do Brasil, particularmente do que se convencionou chamar “desafios gêmeos”: aumentar a poupança doméstica e proporcionar maior proteção social.

3. Novas fronteiras – Por essas razões, a Abrapp elegeu como desafio para este 38º. Congresso levar a previdência complementar fechada a novas fronteiras. Nas plenárias do Congresso, a prioridade foi discutir respostas e propostas para um novo tempo. Nas palestras, destacou-se a maneira de trabalhar na construção conjunta de uma proposta concreta de estrutura e produtos, incluindo soluções para todos, e os desafios a serem superados e os benefícios que o novo modelo traz ao País.

4. Sustentação para o futuro – Os debates focaram também a valorização da poupança interna e da previdência complementar fechada como mecanismos de proteção e manutenção da dignidade, por meio de exemplos concretos e de uma visão empresarial estratégica de que a expansão do sistema é para todos. Além disso, ficou claro que o sistema contribui para a sustentação de um mercado consumidor no futuro, além de aliviar a pressão sobre o Estado, com impacto positivo na economia e na sociedade.

5. Nada será como antes – Os avanços da medicina e da tecnologia elevam a longevidade. Os novos mercados, combinados ao comportamento e anseios da geração mais jovem, criam novas profissões e formatos de trabalho. É fato que rupturas inexoráveis estão em curso. No Congresso ficou claro que é preciso promover uma reflexão sobre essas mudanças, à luz também da experiência internacional, compreendendo que, muito além dos debates específicos sobre as reformas trabalhista e previdenciária, transformações estruturais exigem soluções estruturais.

6. Inovar é preciso – Precisamos nos reinventar para crescer. No Congresso ficou clara também a necessidade de adotar medidas inovadoras que favoreçam a ampliação da cobertura da previdência complementar fechadas, com destaque para:

§ Inscrição Automática

§ Fundos Setoriais

§ Simplificação dos planos

§ Fortalecimento dos órgãos de normatização e controle

§ Desoneração e desburocratização

§ Ampliar o nível de educação previdenciária

§ Revitalizar os planos previdenciários em sintonia com a nova demanda

§ Dotar as entidades de condições financeiras de investirem em suas atividades

§ Qualificar cada vez mais pessoas e processos

§ Incentivar a autorregulação

§ Incentivar a adesão a modernas ferramentas de comunicação e relacionamento com patrocinadores, instituidores e participantes (atuais e potencias)

§ Proteger os atos regulares de gestão.

7. Fomento – Seguindo a trilha – Para fomento e aperfeiçoamento do sistema, o Congresso considera fundamental que a Abrapp continue a atuar com ênfase em diversas frentes, como:

§ Desenho, aprovação e oferta de novos modelos de planos que atendam ao novo trabalhador sem carteira assinada, autônomo ou freelancer, bem como aqueles que mesmo com carteira assinada não se fixam mais por décadas em uma mesma empresa, e também para funcionários públicos que terão seus vencimentos na aposentadoria atrelados ao teto do INSS – e todos esses exigem agilidade e flexibilidade;

§ Sugestão e acompanhamento de projetos de lei que flexibilizem a tributação dos planos e permitam adesão automática. A Abrapp tem apresentado uma série de sugestões de mudança tributária para aprimorar o sistema e assim beneficiar os participantes. Foram nada menos que 7 projetos de natureza tributária apresentados na Câmara dos Deputados. As sugestões incluem a redução gradativa das alíquotas à medida que aumenta o período de contribuição, alteração no momento de escolha da tabela do IR para quando do gozo do benefício, mecanismos para solucionar o equívoco ao participante que declara pelo modelo simplificado, entre outras medidas;

§ Divulgação por diversos meios da importância da previdência complementar;

§ Busca e reforço de parcerias com outros entes ligados ao Sistema;

§ Implantação do código de autorregulação e zelar pelo aprimoramento da governança;

§ Oferta de cursos de formação e pós-graduação profissional.

8. Reforma estrutural – Com forte protagonismo da sociedade civil e dos poderes públicos, é necessário fazer um Reforma Estrutural da Previdência Social, compatibilizando a obrigatoriedade dos sistemas conjugados de repartição e capitalização. Esse é um ponto fundamental para reduzir a transferência de encargos entre gerações.

9. Força e solidez – O Congresso ressaltou ainda a força e a solidez do sistema. Em termos absolutos, o Brasil tem hoje o 10º sistema de previdência complementar do mundo que conta com 307 fundos de pensão, com mais de 3.195 patrocinadoras (68% delas são empresas privadas) administrando mais de 1.130 planos de benefícios. Trata-se de um sistema de elevada solvência, que paga regularmente benefícios de mais de R$ 42 bilhões por ano, atingindo mais de sete milhões de pessoas, com reservas de mais de R$ 810 bilhões, equivalentes a 12,9% do PIB – e mais de R$ 133 bilhões investidos em Bolsa de Valores.

A Previdência Complementar é para todos. E todos juntos faremos uma previdência mais forte!

Idosos não pensam em mudar de plano, revela pesquisa do Datafolha

A ‘Pesquisa Longevidade: Idosos e Planos de Saúde’, divulgada hoje pela Federação Nacional de Saúde (FenaSaúde) durante o 3º Fórum de Saúde Suplementar, que acontece até amanhã em São Paulo, vai de encontro com o que percebo no dia a dia de convivência com pessoas acima de 60 anos. O levantamento mostra que 97% não pensa em mudar de plano e que 64% de beneficiários acima de 60 anos percebem seu estado de saúde como “Bom ou ótimo”. Esse índice cai para 53% para os idosos que não dispõem do serviço.

Minha sogra, tias e amigas com essa idade não podem me ver que começam a contar tudo sobre o plano de saúde, de tantos problemas e dúvidas que já as ajudei a resolver. Então posso dizer até que tenho um MBA no assunto. E elas são categóricas: não mudo de plano. Ai eu aviso: se mudar, nunca mais vai ter um para comprar, pois não vendem mais planos individuais.

Elas retrucam: é caro, mas me atende bem. Uma coisa ou outra não cobre, como exame para verificar vitamina D, mas ai eu pago pois não é tão caro. Custa menos de R$ 100. Uma delas, que teve um reajuste muito acentuado ao completar 70 anos, pediu ajuda. A seguradora logo se prontificou a fazer um estudo do uso do plano e sugerir alguma adaptação que torne o preço mais acessível, sem que ela perca coberturas básicas. “Vamos ver o que vem. Desde que eu tenha garantida internação em bons hospitais, posso rever, pois não preciso mais de cobertura para AIDS ou parto”, brinca ela.

Uma delas precisou ficar três dias na UTI depois de um episódio de amnésia após um estresse acima do limite do corpo e da mente. E conta para todas: “imagina se eu tivesse que ir para o SUS? Tinha morrido. E se tivesse que pagar ou pedir ajuda para os meus filhos? Deus me livre. Ainda bem que tenho plano de saúde. Só esses três dias de UTI já pagaram mais de um ano de plano”, diz.

Ai faço as contas com ela e mostro que o custo do que usa, um check-up com cardiologista e ginecologista por ano, equivale a um terço do valor pago anualmente a operadora de saúde, caso optasse por ficar em plano e usasse uma das centenas de clinicas de preço popular que surgiram nos últimos dois anos. Minha moral vai por água abaixo com esse comentário. Elas começam a falar mais alto, como se eu fosse uma ignorante: “Ah vá… E se a gente precisar ser internada? Ninguém sabe se vai ter uma pedra no rim, na vescicula, um problema do coração”, retrucam, contando dezenas de casos de amigas que precisaram de um procedimento cirúrgico de emergência.

A tranquilidade de saber que tem o plano particular para uma emergencia hospitalar não tem preço, segundo elas. E realmente estar seguro de ser atendido em caso de uma necessidade de internação, seja de urgência ou para uma cirurgia planejada, é um fator relevante para a redução de estresse e melhora da qualidade de vida. “Sem contar na moça que me liga todo mês para saber se estou bem, se preciso de algo”, acrescenta uma das minhas amigas 70+.

Esse meu universo vai de encontro com o resultado da pesquisa com 1.110 pessoas a partir dos 60 anos – com e sem plano de saúde – nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, que o Datafolha entrevistou.

“Esse resultado soma-se ao índice de 70% de satisfação do idoso com seu plano de saúde também demonstrado na pesquisa, sendo que 53% está satisfeito com tudo. Hoje, cria-se uma imagem de que o idoso é maltratado pelo serviço até ser expulso pelos planos, o que não foi constatada pela pesquisa, antes o contrário. Para ter ideia, os beneficiários acima dos 60 anos têm, em média, seus planos há 19 anos e a maioria não pretende mudar de plano nos próximos seis meses”, revela Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

O acesso do idoso aos serviços também foi comprovado pela pesquisa. O idoso que dispõe do serviço faz mais exames em relação a quem não tem o atendimento privado à saúde. Segundo o Datafolha, 51% dos beneficiários acima dos 60 anos na amostra faz, pelo menos, um exame a cada seis meses. Esse número cai para 39% para os idosos que não têm plano.

Atualmente, há 6,2 milhões de beneficiários acima dos 60 anos – grupo que mais cresce nos planos de saúde. Nos últimos doze meses terminados em julho de 2017, aumentou em 2,3% o número de idosos detentores de planos, enquanto as faixas etárias mais jovens apresentaram quedas significativas de beneficiários.

Em geral, 24% da população brasileira é coberta pelos planos de saúde. Na pesquisa, 37% dos idosos têm assistência privada, sendo que 50% acima da faixa etária dos 80 anos possui o atendimento. “O plano é um serviço estimado pelo idoso, que tem a garantia de atendimento à saúde de qualidade, como comprovam os resultados. Isso demostra que não há seleção de risco por parte das operadoras, como muitos alardeiam sem razão”, explica a executiva.

“Outro dado interessante é o que o clínico geral é a segunda especialidade mais procurada, o que mostra que não há barreira cultural para um médico generalista ser um orientador do cuidado. A FenaSaúde defende esse tipo de modelo de atendimento que possibilita uma visão integrada do paciente, na qual um profissional detém todo o histórico de saúde”.

As associadas à FenaSaúde realizam programas de promoção e prevenção à saúde em todas as faixas etárias de seus beneficiários, como também participam do programa ‘Idoso Bem Cuidado’, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que visa a melhora na qualidade do atendimento por meio de um acompanhamento sistemático.

Planejamento financeiro – Além de um retrato da saúde de idosos com ou sem plano, a pesquisa Datafolha também apresenta características que influenciam a qualidade de vida desse grupo da população. O planejamento financeiro mostra, mais uma vez, a relação entre planos de saúde e idosos: dos 34% que fizeram planejamento, 46% possuem plano de saúde. Já em relação aos 66% que não se planejaram, 73% não têm o benefício.

O desafio agora está em ofertar um produto para idosos que estão fora do sistema e desejam entrar. Com preços acessíveis para eventuais internações, pois esse é o que mais aflige o 60+. O custo de consultas e exames a família consegue pagar. De nada adiantará um seguro “popular” só para consultas e exames.

O risco está na internação. Segundo a pesquisa, 87% da mostra entrevistada não foi internada em hospital nos últimos 12 meses. Em cinco anos, 73% não usou esse serviço. Já o uso de pronto socorro é mais comum: 62% nunca usaram nos últimos 12 meses e 46% em cinco anos. “Pode parecer um número baixo, mas é muito elevado quando considerado o custo”, destaca José Cechin, diretor da FenaSaúde.

No entanto, são mensalidades elevadas e que ajudam a operadora de saúde a manter o equilíbrio das contas, uma vez que já perderam mais de 1,5 milhão de clientes no último ano e a entrada de jovens para subsidiar o equilibro da carteira está retraído. A saída é abusar de programas de qualidade de vida, de controle de doenças crônicas e “agir” para colocar em prática o diagnóstico já desenhado a quatro mãos para tornar a saúde suplementar sustentável no longo prazo, tanto a pública como a privada.

Se nada for feito, a saúde privada custará cada dia mais num cenário que o consumidor não suporta mais o custo. “Isso pode, em pouco tempo, ser um problema semelhante ao da previdência, que consome boa parte da receita do governo com impostos, acarretando um déficit fiscal sem precedentes para um país que ainda carece de investimentos básicos em saneamento, educação e infraestrutura”, finaliza Márcio Coriolano, presidente da CNseg. “Não temos mais tempo. O momento de agir é agora”.

Acesse a pesquisa online aqui

O momento é de agir, afirmam executivos da saúde suplementar

Fonte: CNseg

A presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz, defende o setor como poderoso agente da economia nacional, representando 2,6% do PIB brasileiro. Segundo Solange Beatriz, a saúde suplementar é responsável pela atenção à saúde de quase 70 milhões de beneficiários. “E temos cumprido nosso papel. Ano passado, mesmo com a saída um milhão e meio de beneficiários, realizamos um bilhão e quatrocentos milhões de procedimentos, sejam consultas, exames, terapias e internações. Todos esses atendimentos representaram R$137 bilhões em despesas na assistência médica e odontológica. Valor custeado pelos empregadores e cidadãos e destinado à imensa cadeia produtiva da saúde, que vai desde médicos e demais profissionais de saúde; fabricantes de medicamentos e materiais; até hospitais e laboratórios”, afirma.

De acordo com a presidente da FenaSaúde, se as soluções ainda não foram concretizadas, os diagnósticos dos problemas já foram realizados: “Desde a promulgação da Lei nº9.656 já se passaram quase 20 anos e muita coisa mudou no Brasil e no mundo. Portanto, o nosso marco regulatório precisa se atualizar. A questão deixou de ser ‘se a saúde não tem preço, a medicina tem custo’; hoje, este custo está ficando impagável”.

Para Solange Beatriz, toda a cadeia produtiva da saúde sabe que é preciso mudar o modelo de acesso e de financiamento. “Falta pactuar e dar os primeiros passos. Temos que trazer consumidores, prestadores, profissionais de saúde e reguladores para discutir objetivamente as soluções. ”

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, permitiu-se uma figura de linguagem para definir o atual momento na cadeia produtiva da Saúde Suplementar: “A corda está muito esticada”. Saúde Suplementar que, principalmente depois de 2015, disse ele, tem sido palco de debates muito intensos, agravados ainda mais pela conjuntura desfavorável em que o País de encontra. Conjuntura que leva os consumidores, que já não conseguem pagar a conta, a não quererem mais promessas, mas, sim, mais amparo do Estado.

“Precisamos de um Plano Real da Saúde Suplementar para estabilização do acesso e dos custos”, afirmou, lembrando ainda de um alerta recente do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para quem, dentro em breve, os problemas da Saúde no Brasil poderão se tornar ainda mais sérios que os da Previdência. Entretanto, o presidente da CNseg entende que o setor possui suficientes inteligências e experiências para que possamos pactuar um programa mínimo. “Só não há mais tempo a perder”, concluiu.

Soluções passam pela construção de uma narrativa que faça sentido a todos
Representando a Agência Nacional de saúde Suplementar (ANS), seu diretor-presidente substituto, Leandro Fonseca da Silva, afirmou que a agência está ciente dos desafios que precisam ser enfrentados, identificando, como o principal, o do financiamento da assistência à saúde, agravado pelo envelhecimento da população e pelos custos crescentes da incorporação de novas tecnologias. E ainda concordando com Solange e Marcio, ressaltou a urgência da necessidade da ação, afirmando que é preciso construir uma narrativa que faça sentido para consumidores, empresas e governo a respeito das medidas que devem ser tomadas. Leandro disse, ainda, que o caminho para o encontro de soluções passa inevitavelmente pelo diálogo entre os agentes do setor e que, para isso, podem contar com a ANS.

Também presentes à mesa de abertura estiveram o presidente do Instituto Coalizão Saúde e Presidente do UnitedHealth Group Brasil, Claudio Lottenberg, e o presidente do Conselho de Administração do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs) e presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), Francisco Balestrin. O primeiro destacou a pujança do setor, responsável por 5 milhões de empregos diretos e indiretos que, apesar da crise, aumentou a empregabilidade em 2016. E o segundo também destacou que o setor precisa mostrar à população e ao governo sua importância, mas isso só será possível quando todos entenderem que “estamos no mesmo barco”.

O professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV), Samuel de Abreu Pessôa, expôs uma panorama sobre “O que esperar da política e da economia do Brasil nos próximos anos”. Com um tom de otimismo e esperança, o economista apresentou dados que a recuperação econômica será lenta, mas sólida.

Apesar de afirmar que atravessamos a maior crise econômica dos últimos 120 anos, Pessôa disse que “finalmente traz uma mensagem otimista”. Para o economista, o crescimento voltou, em uma velocidade lenta, mas não teremos uma nova crise porque é uma recuperação sólida. A aprovação da reforma política, a maturidade da sociedade e o processo mais transparente do setor público são os motivos, que segundo o professor de economia, ressaltou como favoráveis a retomada.

A perda do PIB per capta foi profunda e, de acordo com dados do economista, a retomada não nos recolocará na trajetória que estávamos antes da crise. O crescimento de 0,7% para este ano ainda terá uma perda de 0,1% do PIB per capta. “O gasto primário do governo dobrou de 10% do PIB para 20% nos últimos 25 anos após redemocratização. Este processo esgotou e gerou endividamento público sem precedentes. Além disso, houve abandono dos processos estruturais e desequilíbrio do gasto. Quando a receita era favorável, estávamos em momento de euforia, quando o cenário inverteu, os gastos ficaram evidentes”, explicou Pessôa que acredita que 2018 terá um cenário mais sólido com tempo para um processo eleitoral maduro. “Este ano, a economia cresce 0,7%. No próximo ano, teremos um crescimento de 2,5%, com viés de alta. A inflação terá um déficit com uma safra positiva em 2018. Acredito que conseguiremos dar continuidade a nossa arrumação de casa para ter um processo eleitoral mais consciente”, esclareceu o economista.

Experiências e desafios com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME): EUA e Brasil

O primeiro debate do 3º Fórum da Saúde Suplementar contou com o relato de experiências positivas de identificação de fraudes no setor de saúde, mas revelou que pouco foi realizado devido à falta de condenação dos acusados no Brasil. Em contraposição, a experiência norte-americana apresentada pela Conselheira sênior da Associação Norte-Americana de Planos de Saúde (AHIP), Carmella Bocchino, comprovou que as condenações, principalmente em ações criminais contribuem para a redução das fraudes.

“A legislação criada para combater as fraudes e abusos do uso de OPME fazem com que a punição seja realmente aplicada. Os médicos que direcionam tratamentos por questões financeiras são realmente punidos. Isso muda a relação do governo com médicos e hospitais. É necessário confiar em quem toma as melhores decisões”, explicou Carmella.

O maior mercado do mundo de dispositivos médicos é os EUA, com perspectiva de aumento de 6%, ao ano, nos próximos anos. Com a maior expectativa de vida, a melhoria dos procedimentos e uma saúde melhor para a população, os gastos com a saúde também aumentam. A agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA) é responsável pela regulamentação dos dispositivos que podem entrar no mercado em substituição dos existentes. “É um processo em evolução constante, mas sem melhorias no preço. Alguns dispositivos ainda são avaliados pelos riscos. Tivemos uma série de recall de OPME defeituosos. Com isso, temos qualidade duvidosa de alguns produtos. Em uma pesquisa, identificamos que 81% dos médicos não sabiam os custos dos dispositivos que usavam, nem a procedência. Temos que atuar também na conduta médica, unir segurança a custo, recompensar os médicos que tenham compromisso com os resultados, nunca baseados no volume e na qualidade”, afirmou a conselheira da AHIP.

Procedimentos com nenhum ou pouco benefício para o paciente é uma das fraudes que acontecem no setor que geram uma ameaça à sustentabilidade da Saúde Suplementar. Cerca de 47% dos procedimentos cirúrgicos realizados não têm indicação cirúrgica, são desnecessários. Aliado ao uso indevido do plano de saúde, como empréstimos de carterinhas, reembolsos superfaturados, documentos falsos, que não são considerados crimes.

“Nada aconteceu após as denúncias de fraudes no uso de OPME no Brasil, em 2014. Não tem nenhum médico preso, as liminares abusivas continuam, não há consistência nas denúncias e não há tipificação de crime. Somos reféns desta situação. Temos que acabar com este flagelo da saúde brasileira. Falamos de mudanças no modelo de pagamentos há 12 anos. Não temos tempo mais. Os clientes não suportam mais os aumentos médicos e hospitalares. Temos que tonar a saúde de qualidade para a gerações de brasileiros agora ou será tarde demais”, denunciou Irlau Machado Filho, presidente da NotreDame Intermédica e vice-presidente da FenaSaúde.

As operadoras reforçam a necessidade de atuação urgente na Saúde Suplementar. Para Thais Jorge de Oliveira e Silva, diretora da Bradesco Saúde, sem novas práticas de gestão não será possível ter um setor saudável. “Temos que ter novas práticas de gestão, realizar compras, avaliar prestadores com critérios em busca de resultados saudáveis. Não dá para continuar com a utilização de OPME da forma que está – quanto mais melhor, sem prezar pela qualidade. O incentivo pela utilização de quantidade é o que faz as fraudes acontecerem. Em uma pesquisa em 48 protocolos de ortopedia, com avalição de 5 marcas importadas sem diferenças de aplicação, 71% do material utilizado foi o de maior custo. Temos que mudar o parâmetro com transparência”, revelou a executiva.

Tereza Villas-Bôas Veloso, diretora técnica médica e responsável pelo relacionamento com prestadores da SulAmérica, desabafa dizendo que “muito pouco efetivamente está sendo feito e o mercado não aguenta mais”. Uma solução apresentada por ela é a negociação direta com a indústria e com os distribuidores. “Temos que negociar em escala, selecionar matérias de primeira qualidade, através de um acordo nacional. Os hospitais já estão em processo de mudança. Toda a cadeia tem que ter acordos baseados em protocolos afirmados por todas as partes. O médico é o centro deste processo. Enquanto não trouxer o médico para o jogo não teremos vencedores”, sugeriu Tereza.

O chefe do serviço de clínica e cirurgia da coluna vertebral da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Edmond Barras, concorda que o médico é o ponto crucial. Porém para ele, a decisão de um único médico não pode ser incontestável. “Temos hoje, profissionais com formação deficitária, que solicitam exames caros de imagens com a esperança que o radiologista forneça o diagnóstico. Cerca de 30% dos exames feitos não são nem retirados dos laboratórios. Além disso, as indicações de cirurgias baseadas apenas nos exames de imagens e as propinas recebidas de fornecedores favorecem as fraudes. Ainda existe a conivência dos hospitais. Com o aumento do custo por paciente devido à complexidade da cirurgia aumentam as diárias, principalmente de UTI. Sem falar nos ganhos em cima das OPME. Temos que estabelecer diretrizes de conduta baseadas em estudos internacionais e tomar decisões a partir de uma análise de um colegiado de especialistas. Melhorar os honorários médicos também é necessário”, afirma Barras.

Já o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, apresentou as ações da instituição em busca de soluções. “Estamos trabalhando para uma padronização na denominação das OPME. Iniciamos um processo de obrigatoriedade de etiquetagem, seguindo os padrões internacionais, regulamentando o registro nacional de implantes e, com isso, teremos uma oportunidade favorável para prevenir e evitar a fraude da fabricação que coloca em risco os pacientes e outros desvios de cobranças. O crime deve ser tratado na lei, trabalhando em conjunto teremos respostas em curto e médio prazo”, explicou.

Na parte da tarde de ontem, o debate sobre “Cooperação público-privada no combate a fraudes e abusos em saúde” iniciou com a exposição das ações realizadas pela Associação Antifraude dos Estados Unidos. O presidente do Conselho de Diretores da National Health Care Anti-Fraud Association (NHCAA) e vice-presidente de Investigações da UnitedHealthCare (UHC), Rick Munson, reforçou que a cooperação entre todas as entidades envolvidas no combate à fraude deve ser a base para a busca de soluções para os problemas do setor.

“O papel da associação, fundada há quase 32 anos, é fazer com que o púbico e o privado combatam as fraudes na saúde. Todas as organizações envolvidas estão com o mesmo objetivo: compartilhar informações. Temos um sistema de registro de todos os casos para que podemos acompanhar os processos, melhorar a atuação e garantir a solução dos casos. O crime organizado está cada vez mais atuante no setor da saúde, se as pessoas não forem condenadas, não haverá solução. Por isso, é muito necessário treinamento, sistemas, processos e atuação para que haja a condenação e o confisco dos ativos que foram usados na fraude”, explicou Munson.

O uso da tecnologia a favor do combate à fraude também foi exposto pelo presidente da NHCAA. “É importante que a troca de informações seja tratada como dados, utilizada como recursos para a melhoria dos processos e, se tratando de fraudes não há concorrentes, há parcerias”, afirmou.

Saldanha Palheiro, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhece que é necessário penalizar os profissionais no Direito Criminal. “Não estamos acostumados a penalizar os médicos por diagnósticos errados, apenas em casos de erros gravíssimos. Temos que começar a exercer maior controle e criminalizar as condutas que hoje ficam no plano ético”, afirma o ministro. Já a Agência Nacional de Saúde (ANS) declara que as avaliações precisam ser mais criteriosas. “É necessário o conhecimento técnico para que as avaliações sejam mais efetivas. O médico não pode jamais lucrar pela indicação de protestes e medicamentos”, reforça Karla Santa Cruz Coelho, diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS.

As operadoras e hospitais começam a criar os próprios setores de identificação de fraudes. O CEO da Amil Assistência Médica Internacional e vice-presidente da FenaSaúde, Sérgio Ricardo Santos, revelou que o setor de detecção de fraudes da operadora já recebeu 1.810 denúncias desde janeiro deste ano. Deste total, 297 foram fraudes confirmados e 90 foram encaminhados para a ação criminal. “Estamos caminhando para uma situação de insustentabilidade do setor público e privado. Passamos a revisar mais, fazer mais parcerias e atuar mais próximos do ministério da Justiça”, contou Santos.

Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), disse que 80% das denúncias recebidas no hospital são registradas no canal de denúncias do próprio hospital. “Começamos a mapear os riscos. Estamos identificando as práticas fraudulentas e através de câmeras técnicas estamos julgando os procedimentos. Atuamos em treinamento e buscamos as respostas para as causas ilícitas até o último minuto”, afirmou.

A elaboração de um código de conduta foi uma das soluções encontradas pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) para orientar o setor. “Estamos desenhando contratos com setor de saúde e vamos continuar a construir em conjunto com as operadoras decisões estratégicas em busca das melhores práticas. O código de conduta serve para nortear os nossos associados e também servem para as operadoras”, explicou Cláudia Alice Cohn, presidente do conselho deliberativo da Abramed.

Maioria das colisões em SP acontece na sexta-feira, revela pesquisa da BB Mapfre

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Sexta-feira é o dia com o maior número de colisões na cidade de São Paulo (SP). O extrato dos acidentes entre veículos na capital é resultado da análise dos atendimentos realizados pelo P.A.R.E. (Posto de Atendimento Rápido Especializado) do grupo BB e Mapfre entre julho de 2016 e junho de 2017.

Das 17,9 mil colisões ocorridas na cidade, 17,10% aconteceram na sexta-feira, revelando o dia com maior incidência. A quinta-feira ficou com o segundo lugar do ranking, com 15,44% dos dados. Os demais dias úteis apresentaram leve decréscimo de diferença entre si, sendo que a quarta-feira concentrou 15% das batidas, seguida pela segunda-feira, com 14,77%, e a terça-feira com 14,26% dos registros.

Aos finais de semana os números caem e o sábado detém 13,26% dos incidentes. O domingo ficou com 10,16% dos casos. O horário foi outro ponto analisado pelo relatório que revelou a maior incidência no período da tarde, com 38,58% dos casos. Pela manhã, ocorreram 29,56% dos registros, enquanto o período noturno ficou com 26,55% das colisões. A madrugada teve o menor apontamento, com 5,30%.

Perfil do motorista – O levantamento também apresentou o comportamento dos condutores, revelando que os motoristas do sexo masculino concentram 79,35% dos acidentes, enquanto as mulheres estiveram em 20,65% das batidas cadastradas.

Quando analisada a faixa etária, o relatório demonstra que os segurados entre 27 e 36 anos lideraram a estatística, com 30,06%. Na sequência estão os condutores de 37 a 46 anos, detendo 25,36% dos números, e de 47 a 56 anos, com 16,10%. Os motoristas mais jovens, de até 26 anos, surgem no ranking, tendo 14,64% dos registros.

Os menores incidentes ocorreram entre os motoristas de 57 a 67 anos, com 10,23% dos acidentes, e a partir dos 68 anos, com 3,62%.

O grupo registrou e atendeu, por meio dos P.A.R.E.s, 67,1 mil colisões envolvendo segurados em todo o Estado de São Paulo.

As batidas seguem concentradas nos dias úteis, sendo a sexta-feira com a maior frequência (17%), e no período vespertino (39,63%). Os condutores do sexo masculino predominam nas ocorrências, com presença em 76,87% dos acidentes, e a faixa etária em primeiro lugar no ranking pertence aos motoristas de 27 a 36 anos (26,64%).

Travelers Seguros expande sua plataforma de cotação online para pequenas indústrias

Comunicado

A Travelers Seguros acaba de expandir sua plataforma de cotação online, permitindo agora que os corretores façam cotação de seguros patrimoniais para 22 atividades industriais. A plataforma permite que o corretor faça a cotação, gere a proposta e a apólice online, para que possa enviá-la ao segurado de maneira imediata, proporcionando assim mais velocidade em seu ciclo de vendas.

Dentre as atividades incluídas na plataforma de cotação online encontram-se gráficas, fábrica de massas alimentícias, de autopeças e acessórios, de eletrodomésticos/eletroeletrônicos, entre outras. São amparados riscos com limite máximo de garantia de até 5 milhões de reais sendo que, para algumas dessas atividades, a Travelers é a única seguradora a oferecer o serviço de cotação online.

“O objetivo da Travelers com esta ferramenta é ir além do usual, cobrindo algumas atividades que estão fora daquelas que tradicionalmente já possuem bom nível de oferta para cotação online, como por exemplo a indústria de massas”, afirma Leonardo Semenovitch, Diretor Presidente da Travelers no Brasil. “Ofertar cotações online para atividades que frequentemente só são calculadas manualmente, por subscritores, é um diferencial de mercado”.

Nossa solução para pequenas indústrias disponibiliza coberturas como: incêndio, queda de raio, explosão, implosão e queda de aeronaves, despesas fixas causadas por danos materiais, interrupção de negócios consequente de danos materiais, entre outras.

“As empresas de pequeno e médio porte poderão se beneficiar com coberturas e indenizações bastante adequadas para a proteção dos seus negócios”, completa Leonardo Semenovitch.

O cotador online da Travelers também disponibiliza a cotação de seguros patrimoniais para o setor de comércio e serviços de pequeno e médio porte, contratação de responsabilidade civil (E&O) para Empresa Credenciada de Vistoria (ECV) e seguro de Responsabilidade Civil Geral.

Com esta inclusão, a Travelers amplia sua gama de serviços online. Atualmente os corretores parceiros já utilizam os serviços de Cotações Online, Extrato de Comissionamento e Apólice Digital por meio do site institucional: http://www.travelers.com.br/corretores-de-seguros. Estas funcionalidades podem ser utilizadas também em smartphones e tablets.

Fundos fechados somam R$ 808 bi em ativos no primeiro semestre

Release

As entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) obtiveram uma rentabilidade de 4,24% ficando próxima à taxa padrão que foi de 4,44%, e acumularam R$ 808 bilhões de ativos, o que representa 12,7% do PIB, no primeiro semestre de 2017. Os dados são do consolidado estatístico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

No longo prazo o resultado foi positivo: a rentabilidade no acumulado (2003 a jun/17) foi de 594,03%, superior à meta atuarial do período, que foi de 452,80.

O levantamento destaca também a evolução da categoria instituídos, fundos de pensão formados pelas instituições de classe como cooperativas, sindicatos e associações, que passaram a somar 250 mil participantes ativos e R$ 8,872 bilhões de ativos.

O valor médio mensal da aposentadoria programada foi de R$ 5.137, segundo o levantamento, enquanto a média da aposentadoria por invalidez foi de R$ 2.091 e o valor das pensões chegou à média de R$ 2.443.

O total de participantes ativos das EFPCs supera 2,5 milhões e os assistidos chegam a mais de 735 mil, enquanto o número de dependentes fica acima de 3,9 milhões de pessoas.

Dos participantes ativos das EFPCs 66,1% são homens e 33,9% são mulheres. A faixa etária predominante na carteira é de 35 a 45 anos (31,9% homens e 14,4% mulheres). Entretanto, vale destacar também a faixa etária de 25 a 34 anos (20,4% homens e 11,8% mulheres).

A distribuição por tipo de aplicação no primeiro semestre mostra que a maior parcela dos investimentos foi em Renda Fixa, totalizando 74,1% no semestre, somando R$ 571 bilhões, ante R$ 546 bilhões em 2016. A modalidade Renda Variável totalizando 16,9%, recuando de R$ 137 bi em 2016 para R$ 130 bi este ano no período. A rentabilidade maior da Renda Fixa no semestre (4,92%) ante os 2,14% da Renda Variável, reflete a performance do portfólio da carteira das EFPCs.

Thinkseg promove encontros com parceiros nacionais durante ‘InsurTech Connect 2017’

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Ao longo de três dias, o InsurTech Connect 2017, um dos mais importantes encontros de start-ups de seguros (insurtechs) do mundo, promoveu apresentações e discussões sobre inovação tecnológica no setor. O evento, que encerra-se hoje (04/10) em Las Vegas, Estados Unidos, contou com a presença da insurtech brasileira thinkseg que acompanhou os palestras e ainda promoveu encontros à parte com empresas brasileiras do setor de seguros. O InsurTech Connect 2017 envolveu 200 palestrantes, que apresentaram temas relacionados ao dia-a-dia das insurtechs, e contou com cerca de 3 mil pessoas presentes nas salas de conferência do Caesars Palace Las Vegas Hotel.

Diante dos painéis apresentados, a thinkseg pretende estudar iniciativas já praticadas em algumas insurtechs de outros países, como por exemplo, na área de atendimento ao cliente. “Vamos levar inovação tecnológica para partes isoladas do nosso negócio. O importante é ressaltar que não vimos em nenhuma outra start-up de seguros do ‘InsurTech Connect 2017’ integração em 100% do processo como o existente na thinkseg. Nosso modelo é muito diferenciado. Nossa tecnologia envolve todas as partes, desde seguradoras, assistências, corretores, prestadores de serviços até os consumidores”, diz o CEO da thinkseg, Andre Gregori.

Responsável por promover encontros à parte com agentes do mercado de seguros, presentes no ‘InsurTech Connect 2017’, a thinkseg ouviu dúvidas e sugestões sobre suas inovações. Participaram dos encontros com a thinkseg as consultorias Ernest & Young, Bain & Company; as entidades representativas do mercado Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor), Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), THB BRASIL Corretora de Seguros. Também houve diálogos com profissionais das seguradoras Bradesco e Icatu Seguros.

“As trocas de ideias, durante os encontros que promovemos, servem para aperfeiçoarmos, cada vez mais, nosso modelo. Vemos que estamos na direção certa. Ainda há muitas dúvidas dos diferentes públicos sobre esse modelo diferenciado de digitalização do seguro proposto pela thinkseg. Por isso, sempre nos dispomos a mostrar as soluções para os casos que nos apresentam”, explica Gregori.

Para o CEO da thinkseg, o mercado de seguros brasileiro está tomando consciência de que a tecnologia pode ajudar todos. “Não somos um modelo de digitalização isolado no setor de seguro. O processo de digitalização envolve uma transformação em todo segmento, desde seguradoras, corretoras, prestadores de serviços e ainda mudança de comportamento de empresas e consumidores”, diz.

Amil lança simulador de coparticipação

A Amil acaba de lançar para seus clientes de planos com coparticipação um simulador que permite conhecer previamente os custos de um atendimento. Com o novo sistema, os beneficiários que possuem esse modelo de plano – no qual o usuário paga uma parte do valor de um procedimento – terão acesso a mais informações para escolher o local de atendimento, com base no custo de coparticipação, na localização geográfica e nas características do credenciado. A ferramenta estará disponível para as linhas de planos Amil, One Health e NEXT Saúde.

“Com essa inovação, podemos proporcionar mais transparência aos nossos beneficiários e empoderá-los quanto à decisão sobre sua assistência”, afirma Sergio Ricardo Santos, CEO da Amil. Atualmente, a operadora possui cerca de 1,4 milhão de clientes com planos de custos compartilhados.

Para utilizar o simulador, o cliente Amil deve acessar a área logada do site www.amil.com.br (inserindo o seu login e a sua senha pessoal) e efetuar a busca por especialidade, procedimento e região na qual deseja ser atendido. A ferramenta então reconhece o tipo de plano e mostra, em um mapa, a localização geográfica dos profissionais e os respectivos valores de coparticipação – os prestadores isentos desses custos também aparecem no mapa. Ao selecionar o credenciado de sua preferência, o beneficiário visualiza o endereço e o telefone de contato do profissional, além de características como especialização e residência médica. Outra facilidade do sistema é o agendamento online, que pode ser efetuado caso o credenciado escolhido pelo cliente integre a rede assistencial própria da operadora.

Caixa Seguradora lança canal no YouTube para explicar previdência privada

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A Caixa Seguradora lança nesta quarta-feira (4) canal no YouTube para mobilizar os brasileiros para a importância de planejar o futuro e cuidar das conquistas. Na primeira etapa, o canal “Amanhã tem mais” trará conteúdo com informação e entretenimento sobre previdência privada.

“O canal foi criado para trazer conteúdo, e não publicidade”, explica o gerente de marketing digital da Caixa Seguradora, Rodrigo Fraga. “Nossa marca nem será exposta nos vídeos. A intenção é alertar o público, principalmente os jovens, para a importância de planejar o futuro”, completa.

Criado pela Snack, uma das principais redes multiplataformas do país, o canal terá conteúdo feito exclusivamente para o YouTube. “O projeto usará a linguagem e os formatos já consagrados no YouTube, como a criação de desafios e listas, para informar de maneira mais agradável e direta”, afirma Vitor Knijik, sócio fundador da Snack.

Serão dois vídeos por semana nos próximos seis meses. O conteúdo foi separado em duas playlists. Na “Previdencês”, os economistas do canal Econoweek explicarão sobre previdência de maneira simples e didática. Perfis de investimento, tipos de plano e modelos de tributação serão alguns dos temas discutidos. Na playlist “Desafio do amanhã”, o humorista Rafael Cortez comandará jogos e desafios com a presença de youtubers famosos, tudo com muito bom humor e descontração.