O momento é de agir, afirmam executivos da saúde suplementar

Fonte: CNseg

A presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz, defende o setor como poderoso agente da economia nacional, representando 2,6% do PIB brasileiro. Segundo Solange Beatriz, a saúde suplementar é responsável pela atenção à saúde de quase 70 milhões de beneficiários. “E temos cumprido nosso papel. Ano passado, mesmo com a saída um milhão e meio de beneficiários, realizamos um bilhão e quatrocentos milhões de procedimentos, sejam consultas, exames, terapias e internações. Todos esses atendimentos representaram R$137 bilhões em despesas na assistência médica e odontológica. Valor custeado pelos empregadores e cidadãos e destinado à imensa cadeia produtiva da saúde, que vai desde médicos e demais profissionais de saúde; fabricantes de medicamentos e materiais; até hospitais e laboratórios”, afirma.

De acordo com a presidente da FenaSaúde, se as soluções ainda não foram concretizadas, os diagnósticos dos problemas já foram realizados: “Desde a promulgação da Lei nº9.656 já se passaram quase 20 anos e muita coisa mudou no Brasil e no mundo. Portanto, o nosso marco regulatório precisa se atualizar. A questão deixou de ser ‘se a saúde não tem preço, a medicina tem custo’; hoje, este custo está ficando impagável”.

Para Solange Beatriz, toda a cadeia produtiva da saúde sabe que é preciso mudar o modelo de acesso e de financiamento. “Falta pactuar e dar os primeiros passos. Temos que trazer consumidores, prestadores, profissionais de saúde e reguladores para discutir objetivamente as soluções. ”

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, permitiu-se uma figura de linguagem para definir o atual momento na cadeia produtiva da Saúde Suplementar: “A corda está muito esticada”. Saúde Suplementar que, principalmente depois de 2015, disse ele, tem sido palco de debates muito intensos, agravados ainda mais pela conjuntura desfavorável em que o País de encontra. Conjuntura que leva os consumidores, que já não conseguem pagar a conta, a não quererem mais promessas, mas, sim, mais amparo do Estado.

“Precisamos de um Plano Real da Saúde Suplementar para estabilização do acesso e dos custos”, afirmou, lembrando ainda de um alerta recente do Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para quem, dentro em breve, os problemas da Saúde no Brasil poderão se tornar ainda mais sérios que os da Previdência. Entretanto, o presidente da CNseg entende que o setor possui suficientes inteligências e experiências para que possamos pactuar um programa mínimo. “Só não há mais tempo a perder”, concluiu.

Soluções passam pela construção de uma narrativa que faça sentido a todos
Representando a Agência Nacional de saúde Suplementar (ANS), seu diretor-presidente substituto, Leandro Fonseca da Silva, afirmou que a agência está ciente dos desafios que precisam ser enfrentados, identificando, como o principal, o do financiamento da assistência à saúde, agravado pelo envelhecimento da população e pelos custos crescentes da incorporação de novas tecnologias. E ainda concordando com Solange e Marcio, ressaltou a urgência da necessidade da ação, afirmando que é preciso construir uma narrativa que faça sentido para consumidores, empresas e governo a respeito das medidas que devem ser tomadas. Leandro disse, ainda, que o caminho para o encontro de soluções passa inevitavelmente pelo diálogo entre os agentes do setor e que, para isso, podem contar com a ANS.

Também presentes à mesa de abertura estiveram o presidente do Instituto Coalizão Saúde e Presidente do UnitedHealth Group Brasil, Claudio Lottenberg, e o presidente do Conselho de Administração do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs) e presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), Francisco Balestrin. O primeiro destacou a pujança do setor, responsável por 5 milhões de empregos diretos e indiretos que, apesar da crise, aumentou a empregabilidade em 2016. E o segundo também destacou que o setor precisa mostrar à população e ao governo sua importância, mas isso só será possível quando todos entenderem que “estamos no mesmo barco”.

O professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE-FGV), Samuel de Abreu Pessôa, expôs uma panorama sobre “O que esperar da política e da economia do Brasil nos próximos anos”. Com um tom de otimismo e esperança, o economista apresentou dados que a recuperação econômica será lenta, mas sólida.

Apesar de afirmar que atravessamos a maior crise econômica dos últimos 120 anos, Pessôa disse que “finalmente traz uma mensagem otimista”. Para o economista, o crescimento voltou, em uma velocidade lenta, mas não teremos uma nova crise porque é uma recuperação sólida. A aprovação da reforma política, a maturidade da sociedade e o processo mais transparente do setor público são os motivos, que segundo o professor de economia, ressaltou como favoráveis a retomada.

A perda do PIB per capta foi profunda e, de acordo com dados do economista, a retomada não nos recolocará na trajetória que estávamos antes da crise. O crescimento de 0,7% para este ano ainda terá uma perda de 0,1% do PIB per capta. “O gasto primário do governo dobrou de 10% do PIB para 20% nos últimos 25 anos após redemocratização. Este processo esgotou e gerou endividamento público sem precedentes. Além disso, houve abandono dos processos estruturais e desequilíbrio do gasto. Quando a receita era favorável, estávamos em momento de euforia, quando o cenário inverteu, os gastos ficaram evidentes”, explicou Pessôa que acredita que 2018 terá um cenário mais sólido com tempo para um processo eleitoral maduro. “Este ano, a economia cresce 0,7%. No próximo ano, teremos um crescimento de 2,5%, com viés de alta. A inflação terá um déficit com uma safra positiva em 2018. Acredito que conseguiremos dar continuidade a nossa arrumação de casa para ter um processo eleitoral mais consciente”, esclareceu o economista.

Experiências e desafios com Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME): EUA e Brasil

O primeiro debate do 3º Fórum da Saúde Suplementar contou com o relato de experiências positivas de identificação de fraudes no setor de saúde, mas revelou que pouco foi realizado devido à falta de condenação dos acusados no Brasil. Em contraposição, a experiência norte-americana apresentada pela Conselheira sênior da Associação Norte-Americana de Planos de Saúde (AHIP), Carmella Bocchino, comprovou que as condenações, principalmente em ações criminais contribuem para a redução das fraudes.

“A legislação criada para combater as fraudes e abusos do uso de OPME fazem com que a punição seja realmente aplicada. Os médicos que direcionam tratamentos por questões financeiras são realmente punidos. Isso muda a relação do governo com médicos e hospitais. É necessário confiar em quem toma as melhores decisões”, explicou Carmella.

O maior mercado do mundo de dispositivos médicos é os EUA, com perspectiva de aumento de 6%, ao ano, nos próximos anos. Com a maior expectativa de vida, a melhoria dos procedimentos e uma saúde melhor para a população, os gastos com a saúde também aumentam. A agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA) é responsável pela regulamentação dos dispositivos que podem entrar no mercado em substituição dos existentes. “É um processo em evolução constante, mas sem melhorias no preço. Alguns dispositivos ainda são avaliados pelos riscos. Tivemos uma série de recall de OPME defeituosos. Com isso, temos qualidade duvidosa de alguns produtos. Em uma pesquisa, identificamos que 81% dos médicos não sabiam os custos dos dispositivos que usavam, nem a procedência. Temos que atuar também na conduta médica, unir segurança a custo, recompensar os médicos que tenham compromisso com os resultados, nunca baseados no volume e na qualidade”, afirmou a conselheira da AHIP.

Procedimentos com nenhum ou pouco benefício para o paciente é uma das fraudes que acontecem no setor que geram uma ameaça à sustentabilidade da Saúde Suplementar. Cerca de 47% dos procedimentos cirúrgicos realizados não têm indicação cirúrgica, são desnecessários. Aliado ao uso indevido do plano de saúde, como empréstimos de carterinhas, reembolsos superfaturados, documentos falsos, que não são considerados crimes.

“Nada aconteceu após as denúncias de fraudes no uso de OPME no Brasil, em 2014. Não tem nenhum médico preso, as liminares abusivas continuam, não há consistência nas denúncias e não há tipificação de crime. Somos reféns desta situação. Temos que acabar com este flagelo da saúde brasileira. Falamos de mudanças no modelo de pagamentos há 12 anos. Não temos tempo mais. Os clientes não suportam mais os aumentos médicos e hospitalares. Temos que tonar a saúde de qualidade para a gerações de brasileiros agora ou será tarde demais”, denunciou Irlau Machado Filho, presidente da NotreDame Intermédica e vice-presidente da FenaSaúde.

As operadoras reforçam a necessidade de atuação urgente na Saúde Suplementar. Para Thais Jorge de Oliveira e Silva, diretora da Bradesco Saúde, sem novas práticas de gestão não será possível ter um setor saudável. “Temos que ter novas práticas de gestão, realizar compras, avaliar prestadores com critérios em busca de resultados saudáveis. Não dá para continuar com a utilização de OPME da forma que está – quanto mais melhor, sem prezar pela qualidade. O incentivo pela utilização de quantidade é o que faz as fraudes acontecerem. Em uma pesquisa em 48 protocolos de ortopedia, com avalição de 5 marcas importadas sem diferenças de aplicação, 71% do material utilizado foi o de maior custo. Temos que mudar o parâmetro com transparência”, revelou a executiva.

Tereza Villas-Bôas Veloso, diretora técnica médica e responsável pelo relacionamento com prestadores da SulAmérica, desabafa dizendo que “muito pouco efetivamente está sendo feito e o mercado não aguenta mais”. Uma solução apresentada por ela é a negociação direta com a indústria e com os distribuidores. “Temos que negociar em escala, selecionar matérias de primeira qualidade, através de um acordo nacional. Os hospitais já estão em processo de mudança. Toda a cadeia tem que ter acordos baseados em protocolos afirmados por todas as partes. O médico é o centro deste processo. Enquanto não trouxer o médico para o jogo não teremos vencedores”, sugeriu Tereza.

O chefe do serviço de clínica e cirurgia da coluna vertebral da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Edmond Barras, concorda que o médico é o ponto crucial. Porém para ele, a decisão de um único médico não pode ser incontestável. “Temos hoje, profissionais com formação deficitária, que solicitam exames caros de imagens com a esperança que o radiologista forneça o diagnóstico. Cerca de 30% dos exames feitos não são nem retirados dos laboratórios. Além disso, as indicações de cirurgias baseadas apenas nos exames de imagens e as propinas recebidas de fornecedores favorecem as fraudes. Ainda existe a conivência dos hospitais. Com o aumento do custo por paciente devido à complexidade da cirurgia aumentam as diárias, principalmente de UTI. Sem falar nos ganhos em cima das OPME. Temos que estabelecer diretrizes de conduta baseadas em estudos internacionais e tomar decisões a partir de uma análise de um colegiado de especialistas. Melhorar os honorários médicos também é necessário”, afirma Barras.

Já o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, apresentou as ações da instituição em busca de soluções. “Estamos trabalhando para uma padronização na denominação das OPME. Iniciamos um processo de obrigatoriedade de etiquetagem, seguindo os padrões internacionais, regulamentando o registro nacional de implantes e, com isso, teremos uma oportunidade favorável para prevenir e evitar a fraude da fabricação que coloca em risco os pacientes e outros desvios de cobranças. O crime deve ser tratado na lei, trabalhando em conjunto teremos respostas em curto e médio prazo”, explicou.

Na parte da tarde de ontem, o debate sobre “Cooperação público-privada no combate a fraudes e abusos em saúde” iniciou com a exposição das ações realizadas pela Associação Antifraude dos Estados Unidos. O presidente do Conselho de Diretores da National Health Care Anti-Fraud Association (NHCAA) e vice-presidente de Investigações da UnitedHealthCare (UHC), Rick Munson, reforçou que a cooperação entre todas as entidades envolvidas no combate à fraude deve ser a base para a busca de soluções para os problemas do setor.

“O papel da associação, fundada há quase 32 anos, é fazer com que o púbico e o privado combatam as fraudes na saúde. Todas as organizações envolvidas estão com o mesmo objetivo: compartilhar informações. Temos um sistema de registro de todos os casos para que podemos acompanhar os processos, melhorar a atuação e garantir a solução dos casos. O crime organizado está cada vez mais atuante no setor da saúde, se as pessoas não forem condenadas, não haverá solução. Por isso, é muito necessário treinamento, sistemas, processos e atuação para que haja a condenação e o confisco dos ativos que foram usados na fraude”, explicou Munson.

O uso da tecnologia a favor do combate à fraude também foi exposto pelo presidente da NHCAA. “É importante que a troca de informações seja tratada como dados, utilizada como recursos para a melhoria dos processos e, se tratando de fraudes não há concorrentes, há parcerias”, afirmou.

Saldanha Palheiro, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhece que é necessário penalizar os profissionais no Direito Criminal. “Não estamos acostumados a penalizar os médicos por diagnósticos errados, apenas em casos de erros gravíssimos. Temos que começar a exercer maior controle e criminalizar as condutas que hoje ficam no plano ético”, afirma o ministro. Já a Agência Nacional de Saúde (ANS) declara que as avaliações precisam ser mais criteriosas. “É necessário o conhecimento técnico para que as avaliações sejam mais efetivas. O médico não pode jamais lucrar pela indicação de protestes e medicamentos”, reforça Karla Santa Cruz Coelho, diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS.

As operadoras e hospitais começam a criar os próprios setores de identificação de fraudes. O CEO da Amil Assistência Médica Internacional e vice-presidente da FenaSaúde, Sérgio Ricardo Santos, revelou que o setor de detecção de fraudes da operadora já recebeu 1.810 denúncias desde janeiro deste ano. Deste total, 297 foram fraudes confirmados e 90 foram encaminhados para a ação criminal. “Estamos caminhando para uma situação de insustentabilidade do setor público e privado. Passamos a revisar mais, fazer mais parcerias e atuar mais próximos do ministério da Justiça”, contou Santos.

Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), disse que 80% das denúncias recebidas no hospital são registradas no canal de denúncias do próprio hospital. “Começamos a mapear os riscos. Estamos identificando as práticas fraudulentas e através de câmeras técnicas estamos julgando os procedimentos. Atuamos em treinamento e buscamos as respostas para as causas ilícitas até o último minuto”, afirmou.

A elaboração de um código de conduta foi uma das soluções encontradas pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) para orientar o setor. “Estamos desenhando contratos com setor de saúde e vamos continuar a construir em conjunto com as operadoras decisões estratégicas em busca das melhores práticas. O código de conduta serve para nortear os nossos associados e também servem para as operadoras”, explicou Cláudia Alice Cohn, presidente do conselho deliberativo da Abramed.

Maioria das colisões em SP acontece na sexta-feira, revela pesquisa da BB Mapfre

Release

Sexta-feira é o dia com o maior número de colisões na cidade de São Paulo (SP). O extrato dos acidentes entre veículos na capital é resultado da análise dos atendimentos realizados pelo P.A.R.E. (Posto de Atendimento Rápido Especializado) do grupo BB e Mapfre entre julho de 2016 e junho de 2017.

Das 17,9 mil colisões ocorridas na cidade, 17,10% aconteceram na sexta-feira, revelando o dia com maior incidência. A quinta-feira ficou com o segundo lugar do ranking, com 15,44% dos dados. Os demais dias úteis apresentaram leve decréscimo de diferença entre si, sendo que a quarta-feira concentrou 15% das batidas, seguida pela segunda-feira, com 14,77%, e a terça-feira com 14,26% dos registros.

Aos finais de semana os números caem e o sábado detém 13,26% dos incidentes. O domingo ficou com 10,16% dos casos. O horário foi outro ponto analisado pelo relatório que revelou a maior incidência no período da tarde, com 38,58% dos casos. Pela manhã, ocorreram 29,56% dos registros, enquanto o período noturno ficou com 26,55% das colisões. A madrugada teve o menor apontamento, com 5,30%.

Perfil do motorista – O levantamento também apresentou o comportamento dos condutores, revelando que os motoristas do sexo masculino concentram 79,35% dos acidentes, enquanto as mulheres estiveram em 20,65% das batidas cadastradas.

Quando analisada a faixa etária, o relatório demonstra que os segurados entre 27 e 36 anos lideraram a estatística, com 30,06%. Na sequência estão os condutores de 37 a 46 anos, detendo 25,36% dos números, e de 47 a 56 anos, com 16,10%. Os motoristas mais jovens, de até 26 anos, surgem no ranking, tendo 14,64% dos registros.

Os menores incidentes ocorreram entre os motoristas de 57 a 67 anos, com 10,23% dos acidentes, e a partir dos 68 anos, com 3,62%.

O grupo registrou e atendeu, por meio dos P.A.R.E.s, 67,1 mil colisões envolvendo segurados em todo o Estado de São Paulo.

As batidas seguem concentradas nos dias úteis, sendo a sexta-feira com a maior frequência (17%), e no período vespertino (39,63%). Os condutores do sexo masculino predominam nas ocorrências, com presença em 76,87% dos acidentes, e a faixa etária em primeiro lugar no ranking pertence aos motoristas de 27 a 36 anos (26,64%).

Travelers Seguros expande sua plataforma de cotação online para pequenas indústrias

Comunicado

A Travelers Seguros acaba de expandir sua plataforma de cotação online, permitindo agora que os corretores façam cotação de seguros patrimoniais para 22 atividades industriais. A plataforma permite que o corretor faça a cotação, gere a proposta e a apólice online, para que possa enviá-la ao segurado de maneira imediata, proporcionando assim mais velocidade em seu ciclo de vendas.

Dentre as atividades incluídas na plataforma de cotação online encontram-se gráficas, fábrica de massas alimentícias, de autopeças e acessórios, de eletrodomésticos/eletroeletrônicos, entre outras. São amparados riscos com limite máximo de garantia de até 5 milhões de reais sendo que, para algumas dessas atividades, a Travelers é a única seguradora a oferecer o serviço de cotação online.

“O objetivo da Travelers com esta ferramenta é ir além do usual, cobrindo algumas atividades que estão fora daquelas que tradicionalmente já possuem bom nível de oferta para cotação online, como por exemplo a indústria de massas”, afirma Leonardo Semenovitch, Diretor Presidente da Travelers no Brasil. “Ofertar cotações online para atividades que frequentemente só são calculadas manualmente, por subscritores, é um diferencial de mercado”.

Nossa solução para pequenas indústrias disponibiliza coberturas como: incêndio, queda de raio, explosão, implosão e queda de aeronaves, despesas fixas causadas por danos materiais, interrupção de negócios consequente de danos materiais, entre outras.

“As empresas de pequeno e médio porte poderão se beneficiar com coberturas e indenizações bastante adequadas para a proteção dos seus negócios”, completa Leonardo Semenovitch.

O cotador online da Travelers também disponibiliza a cotação de seguros patrimoniais para o setor de comércio e serviços de pequeno e médio porte, contratação de responsabilidade civil (E&O) para Empresa Credenciada de Vistoria (ECV) e seguro de Responsabilidade Civil Geral.

Com esta inclusão, a Travelers amplia sua gama de serviços online. Atualmente os corretores parceiros já utilizam os serviços de Cotações Online, Extrato de Comissionamento e Apólice Digital por meio do site institucional: http://www.travelers.com.br/corretores-de-seguros. Estas funcionalidades podem ser utilizadas também em smartphones e tablets.

Fundos fechados somam R$ 808 bi em ativos no primeiro semestre

Release

As entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) obtiveram uma rentabilidade de 4,24% ficando próxima à taxa padrão que foi de 4,44%, e acumularam R$ 808 bilhões de ativos, o que representa 12,7% do PIB, no primeiro semestre de 2017. Os dados são do consolidado estatístico da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

No longo prazo o resultado foi positivo: a rentabilidade no acumulado (2003 a jun/17) foi de 594,03%, superior à meta atuarial do período, que foi de 452,80.

O levantamento destaca também a evolução da categoria instituídos, fundos de pensão formados pelas instituições de classe como cooperativas, sindicatos e associações, que passaram a somar 250 mil participantes ativos e R$ 8,872 bilhões de ativos.

O valor médio mensal da aposentadoria programada foi de R$ 5.137, segundo o levantamento, enquanto a média da aposentadoria por invalidez foi de R$ 2.091 e o valor das pensões chegou à média de R$ 2.443.

O total de participantes ativos das EFPCs supera 2,5 milhões e os assistidos chegam a mais de 735 mil, enquanto o número de dependentes fica acima de 3,9 milhões de pessoas.

Dos participantes ativos das EFPCs 66,1% são homens e 33,9% são mulheres. A faixa etária predominante na carteira é de 35 a 45 anos (31,9% homens e 14,4% mulheres). Entretanto, vale destacar também a faixa etária de 25 a 34 anos (20,4% homens e 11,8% mulheres).

A distribuição por tipo de aplicação no primeiro semestre mostra que a maior parcela dos investimentos foi em Renda Fixa, totalizando 74,1% no semestre, somando R$ 571 bilhões, ante R$ 546 bilhões em 2016. A modalidade Renda Variável totalizando 16,9%, recuando de R$ 137 bi em 2016 para R$ 130 bi este ano no período. A rentabilidade maior da Renda Fixa no semestre (4,92%) ante os 2,14% da Renda Variável, reflete a performance do portfólio da carteira das EFPCs.

Thinkseg promove encontros com parceiros nacionais durante ‘InsurTech Connect 2017’

release

Ao longo de três dias, o InsurTech Connect 2017, um dos mais importantes encontros de start-ups de seguros (insurtechs) do mundo, promoveu apresentações e discussões sobre inovação tecnológica no setor. O evento, que encerra-se hoje (04/10) em Las Vegas, Estados Unidos, contou com a presença da insurtech brasileira thinkseg que acompanhou os palestras e ainda promoveu encontros à parte com empresas brasileiras do setor de seguros. O InsurTech Connect 2017 envolveu 200 palestrantes, que apresentaram temas relacionados ao dia-a-dia das insurtechs, e contou com cerca de 3 mil pessoas presentes nas salas de conferência do Caesars Palace Las Vegas Hotel.

Diante dos painéis apresentados, a thinkseg pretende estudar iniciativas já praticadas em algumas insurtechs de outros países, como por exemplo, na área de atendimento ao cliente. “Vamos levar inovação tecnológica para partes isoladas do nosso negócio. O importante é ressaltar que não vimos em nenhuma outra start-up de seguros do ‘InsurTech Connect 2017’ integração em 100% do processo como o existente na thinkseg. Nosso modelo é muito diferenciado. Nossa tecnologia envolve todas as partes, desde seguradoras, assistências, corretores, prestadores de serviços até os consumidores”, diz o CEO da thinkseg, Andre Gregori.

Responsável por promover encontros à parte com agentes do mercado de seguros, presentes no ‘InsurTech Connect 2017’, a thinkseg ouviu dúvidas e sugestões sobre suas inovações. Participaram dos encontros com a thinkseg as consultorias Ernest & Young, Bain & Company; as entidades representativas do mercado Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor), Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ), THB BRASIL Corretora de Seguros. Também houve diálogos com profissionais das seguradoras Bradesco e Icatu Seguros.

“As trocas de ideias, durante os encontros que promovemos, servem para aperfeiçoarmos, cada vez mais, nosso modelo. Vemos que estamos na direção certa. Ainda há muitas dúvidas dos diferentes públicos sobre esse modelo diferenciado de digitalização do seguro proposto pela thinkseg. Por isso, sempre nos dispomos a mostrar as soluções para os casos que nos apresentam”, explica Gregori.

Para o CEO da thinkseg, o mercado de seguros brasileiro está tomando consciência de que a tecnologia pode ajudar todos. “Não somos um modelo de digitalização isolado no setor de seguro. O processo de digitalização envolve uma transformação em todo segmento, desde seguradoras, corretoras, prestadores de serviços e ainda mudança de comportamento de empresas e consumidores”, diz.

Amil lança simulador de coparticipação

A Amil acaba de lançar para seus clientes de planos com coparticipação um simulador que permite conhecer previamente os custos de um atendimento. Com o novo sistema, os beneficiários que possuem esse modelo de plano – no qual o usuário paga uma parte do valor de um procedimento – terão acesso a mais informações para escolher o local de atendimento, com base no custo de coparticipação, na localização geográfica e nas características do credenciado. A ferramenta estará disponível para as linhas de planos Amil, One Health e NEXT Saúde.

“Com essa inovação, podemos proporcionar mais transparência aos nossos beneficiários e empoderá-los quanto à decisão sobre sua assistência”, afirma Sergio Ricardo Santos, CEO da Amil. Atualmente, a operadora possui cerca de 1,4 milhão de clientes com planos de custos compartilhados.

Para utilizar o simulador, o cliente Amil deve acessar a área logada do site www.amil.com.br (inserindo o seu login e a sua senha pessoal) e efetuar a busca por especialidade, procedimento e região na qual deseja ser atendido. A ferramenta então reconhece o tipo de plano e mostra, em um mapa, a localização geográfica dos profissionais e os respectivos valores de coparticipação – os prestadores isentos desses custos também aparecem no mapa. Ao selecionar o credenciado de sua preferência, o beneficiário visualiza o endereço e o telefone de contato do profissional, além de características como especialização e residência médica. Outra facilidade do sistema é o agendamento online, que pode ser efetuado caso o credenciado escolhido pelo cliente integre a rede assistencial própria da operadora.

Caixa Seguradora lança canal no YouTube para explicar previdência privada

Release

A Caixa Seguradora lança nesta quarta-feira (4) canal no YouTube para mobilizar os brasileiros para a importância de planejar o futuro e cuidar das conquistas. Na primeira etapa, o canal “Amanhã tem mais” trará conteúdo com informação e entretenimento sobre previdência privada.

“O canal foi criado para trazer conteúdo, e não publicidade”, explica o gerente de marketing digital da Caixa Seguradora, Rodrigo Fraga. “Nossa marca nem será exposta nos vídeos. A intenção é alertar o público, principalmente os jovens, para a importância de planejar o futuro”, completa.

Criado pela Snack, uma das principais redes multiplataformas do país, o canal terá conteúdo feito exclusivamente para o YouTube. “O projeto usará a linguagem e os formatos já consagrados no YouTube, como a criação de desafios e listas, para informar de maneira mais agradável e direta”, afirma Vitor Knijik, sócio fundador da Snack.

Serão dois vídeos por semana nos próximos seis meses. O conteúdo foi separado em duas playlists. Na “Previdencês”, os economistas do canal Econoweek explicarão sobre previdência de maneira simples e didática. Perfis de investimento, tipos de plano e modelos de tributação serão alguns dos temas discutidos. Na playlist “Desafio do amanhã”, o humorista Rafael Cortez comandará jogos e desafios com a presença de youtubers famosos, tudo com muito bom humor e descontração.

Robo Alexa, da Amazon, ajuda clientes da Liberty Mutual durante temporada de furacões

Veja quais as práticas de uma seguradora como a Liberty Mutual, que convive com a temporada de furações nos Estados Unidos, que começa oficialmente no dia 1 de junho e vai até 30 de novembro, ajudando seus clientes a gerenciar riscos.

O objetivo do post é sinalizar aos leitores como o gerenciamento de risco é vital para manter todos seguros, fisicamente e financeiramente, mesmo diante de forças da natureza tão avassaladoras. Mas sempre algo pode ser feito para prevenir e depois tudo deve ser feito para remediar.

Após a passagem do furacão/fim da inundação, a seguradora espera o contato do cliente ou envia equipe aos locais com maior número de clientes?

Nada prova mais o nosso valor para nossos clientes do que nossa resposta após uma catástrofe. Devemos estar prontos com os nossos recursos para responder rapidamente às necessidades de nossos clientes em momentos devastadores – com maior apoio a avisos de sinistros, uma lista de avaliadores talentosos e dedicados e força financeira para que nossos clientes possam retomar suas vidas novamente o mais rápido possível. Imediatamente após a tempestade, os avisos de sinistros começam a ser recebidos diretamente de clientes por meio dos nossos inúmeros meios de contato. Os clientes podem ligar para um número gratuito, fazer um aviso de sinistro on-line e até mesmo iniciar o processo de pedidos usando um dispositivo habilitado para Amazon Alexa.

É montado um posto de atendimento no local?

Para facilitar o processo, nós muitas vezes implantamos uma unidade de resposta de catástrofe móvel para a região afetada. Esta unidade fica situada o mais próximo possível de uma região afetada, dependendo das condições das estradas e das autoridades e, em muitos casos, o departamento de seguros do estado estabelece uma “aldeia segura” como um local centralizado para as empresas instalarem suas unidades. Essas unidades estão em uma localização conveniente para que nossos clientes se encontrem com um avaliador de sinistros, discutam suas solicitações, façam perguntas e até recebam pagamentos iniciais por coisas como despesas de vida adicionais enquanto eles estão deslocados de suas casas.

Usou drones para agilizar?

A Liberty Mutual começou a usar drones para alguns avisos de sinistros de propriedade comercial e pessoal desde que recebeu a aprovação da FAA em agosto de 2016. Do ponto de vista de uma seguradora de residências, estamos entusiasmados com a tecnologia que permite que nossos profissionais ajudem nossos clientes da forma mais segura possível após uma perda. Como uma empresa cuja história está profundamente enraizada em segurança, evitar riscos desnecessários aos nossos avaliadores, contratados ou inspetores, mantendo-os fora de telhados e escadas altas não pode ser ignorado. Além disso, esta tecnologia permite captura de imagens de alta qualidade que ajudam nossa equipe e nossos clientes a entenderem melhor os danos às propriedades.

Allianz Seguros promove lounge Alliadoz durante show do Guns n’ Roses

Release

Com camisetas personalizadas e atrações exclusivas, a Allianz Seguros recebeu os 200 corretores com maior pontuação da campanha Alliadoz no lounge do show da banda californiana Guns n’ Roses, na última terça-feira, 26.

O evento, que aconteceu no Allianz Parque, contou com a presença de Miguel Pérez Jaime, presidente da seguradora. “Esta é uma oportunidade de agradecermos e reconhecermos a parceria dos corretores. Acredito que nos próximos anos teremos ainda mais parceiros engajados comemorando resultados em um evento como esse”, conta.

Para Eduardo Grillo, diretor executivo Comercial e Market Management, o evento serviu para preparar o clima para as viagens ao deserto do Atacama e Croácia, próximos prêmios da campanha Alliadoz. “Nosso objetivo é investir cada vez mais nos corretores e, para isso, estamos preparando a companhia para entregar o melhor produto e solução para o cliente final”, pontua.

Já Marcio Caran, corretor da Vida Nova Corretora de Seguros, localizada em São Paulo, ressalta que a parceria e os produtos da seguradora são seus principais diferenciais. “É importante ter no meu portfólio uma marca global como a Allianz e, principalmente, como um grande parceiro meu”, afirma.

Entendendo o mundo das Insurtechs, segundo a Oliver Wyman

A Oliver Wyman, empresa irmã da Mercer focada em consultoria estratégica, foi responsável por recente relatório que analisa as principais iniciativas para o setor e qualifica seu potencial de mudança e chance de sucesso. A Guy Carpenter, outra empresa irmã especialista em seguros e resseguros, também desenvolveu em 2017 um estudo focado nas oportunidades existentes no segmento.

Veja um resumo publicado pelo grupo na Congresso da Abrapp:

Entendendo o mundo das Insurtechs

Ao analisar o setor, a Oliver Wyman classificou as Insurtechs em três divisões:

Proposição: iniciativas responsáveis por gerar novos produtos ou serviços de seguros, em exemplo, soluções situacionais, colaborativas e de riscos digitais;

Distribuição: empresas que buscam facilitar a venda de produtos e serviços a clientes, tais como plataformas B2C digitais (business to consumer / empresas para clientes) e PCW (price comparison websites / sites de comparação de preços);

Operação: iniciativas ligadas ao aumento da eficiência das companhias de seguro, como gestão de sinistros, subscrição e administração de serviços.
No gráfico abaixo, vemos que, mundialmente, os últimos seis anos foram de franco crescimento para o setor de Insurtechs, com um pico de quase 200 vendas de empresas (number of deals) em 2016 e de US$ 2.8 bi em valores desses negócios no ano de 2015.

Fonte: CBInsights / OW Global Insurtech Report 2017

Possíveis soluções para a previdência

Agora que entendemos o conceito geral de Insurtechs, vamos realizar um exercício de futurologia e pensar nas possibilidades de inovação que podem impactar a previdência complementar nos próximos anos.

Transformar cobertura em proteção personalizada, com uso de inteligência artificial: o conceito por detrás deste segmento de Insurtechs é romper a fronteira da simples cobertura – no caso da previdência, a promessa ou a efetiva concessão de um benefício – para alcançar um novo patamar de proteção ao cliente. Ao incluir orientações personalizadas sobre como melhor usar o seguro e ao propor soluções de parceiros que estejam relacionadas às necessidades dos usuários, esta categoria de Insurtechs busca transformar riscos negativos em promessas positivas, elevando o bem-estar dos mesmos.

Na prática, Entidades que oferecem programas de educação previdenciária já estão pavimentando o caminho para uma abordagem que vai além da concessão do benefício. Nesse sentido, próximos passos em potencial compreendem o uso de inteligência artificial para transformar a educação previdenciária generalista em instruções específicas para cada participante, bem como ampliar o leque de soluções oferecidas pelos planos de previdência através do oferecimento de seguros de invalidez, morte e sobrevivência, de acordo com o perfil de cada participante/assistido e seus respectivos hábitos;

Aprofundar o conhecimento a respeito dos participantes através de Big Data: em conexão ao item anterior, é cada vez mais importante conhecer intimamente os clientes cobertos pelos produtos oferecidos pelo mercado segurador. Mundialmente, a análise de perfis de risco já considera o CEP, os hábitos de utilização de produtos, o perfil familiar e outras variáveis além das tradicionais, como idade e gênero. Para os planos de previdência, a qualidade e profundidade da base cadastral é, sem dúvidas, passo chave para que os riscos sejam melhor dimensionados, agregando eficiência à gestão, e para que as soluções oferecidas sejam mais personalizadas e flexíveis;

Ampliar o uso de canais eletrônicos para busca e relacionamento com “clientes”: nos últimos anos, muitas seguradoras já lançaram mão de portais e aplicativos para atingir seus clientes, permitindo desde a contratação de produtos diretamente pela internet até a gestão de aspectos específicos da apólice.

Por analogia, Entidades poderiam se aproveitar das tecnologias já existentes para facilitar o processo de prospecção de novos clientes (adesão de participantes), gestão do plano, alteração de níveis de contribuição, de tipos de renda, de formatação de novos produtos, de contratação de coberturas adicionais, e muito mais.

Apesar de algumas Entidades já contarem com portais que permitem a realização de algumas dessas tarefas e de outras inclusive já oferecem aplicativos móveis a seus participantes, há muito a se evoluir na automação dos processos e no leque de funcionalidades que podem ser executadas totalmente online. Aqui, também, devemos observar a pertinência e oportunidade de adequar a legislação vigente para contemplar essa nova oferta de ferramentas ao público.

Empregar sistemas automatizados de gestão operacional e de riscos: com advento da tecnologia, já é possível monitorar em tempo real os principais processos operacionais e os fatores de exposição a riscos, permitindo tomada de ação tempestiva e a potencial economia de dinheiro a partir disso.

Na previdência complementar, já é corriqueiro em outros países o uso de softwares avançados que permitem a visualização em tempo real do nível de solvência de planos, através do cruzamento de informações como o valor dos ativos no mercado e a posição do passivo através da última avaliação atuarial projetada. Tais ferramentas permitem, inclusive, simular o impacto de decisões estruturais como compra e venda de ativos e alteração de premissas, ou mesmo de variáveis externas como oscilações de mercado por nível possível de ocorrência. Como resultado, participantes e assistidos poderão ter acesso a planos melhor geridos, com custos mais baixos e/ou retornos financeiros maiores e mais previsíveis.

Uso da economia comportamental no desenho de planos e soluções de previdência complementar: estudos indicam que pedir aos clientes que assinem uma declaração atestando ser verdadeira a informação que passarão a fornecer em um pedido de indenização de seguro aumenta dramaticamente a fidedignidade e veracidade das informações que fornecem, comparado a pedir que assinem essa declaração apenas no final do formulário.

Pergunte a um casal qual a chance de se divorciarem e dirão que é zero. No entanto, a probabilidade no mundo real é de 40%. Seres humanos são péssimos com probabilidade e riscos, frequentemente ignorando a realidade. As pessoas são menos inclinadas a trapacear quando dizemos a elas que 75% acham desonesto agir de forma errada. Segundo Dan Ariely, especialista em Psicologia Social e estudo do Comportamento Humano, na Duke University, nós somos seres racionais que não raro decidimos de forma irracional.

O contexto afeta a maneira que os seres humanos se comportam, então, é importante a forma como são desenhados os planos e produtos de previdência complementar. Um aplicativo chamado Digit liga a conta corrente do usuário diretamente a sua conta de poupança. Um algoritmo do aplicativo separa sobras de recursos na conta corrente e direciona automaticamente para a poupança, sem intervenção do usuário.

Esse é um pequeno exemplo de nova tecnologia desenvolvida a partir do conhecimento de nosso comportamento humano (não poupamos espontaneamente) . Cada vez mais veremos o uso dos conceitos de economia comportamental ser usado no desenvolvimento de aplicativos e soluções nessa área.

Estas são apenas algumas das possibilidades existentes. Nesta revolução tecnológica pela qual atravessamos, o céu e a criatividade humana parecem ser os limites.

Os investimentos em insurtech, de acordo com dados da CB Insights, somaram nos EUA algo em torno de US$ 4,4 bilhões entre 2010 e 2016. Na região da Ásia-Pacífico os investimentos foram de US$ 1,3 bilhões e na Europa de US$ 400 milhões nesse mesmo período.

Muito mais do que buscar uma modificação dos produtos de seguro, o objetivo principal dos empreendedores por trás das insurtech é transformar a experiência do consumidor, tornando a compra de seguros e os pedidos de indenização, mais fáceis, rápidos e mais transparentes. Foi isso que transmitiu o ano passado a maioria dos palestrantes do maior evento mundial sobre o assunto, a InsureTech Connect Conference, patrocinado pela Oliver Wyman.