Resolução da ANS é aplicada quando há divergência sobre atendimento médico ou dental

Fonte: ANS

Já está em vigor a normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estabelece os critérios para formação de junta médica ou odontológica quando há divergência clínica sobre procedimento a ser coberto pelas operadoras de planos de saúde. A medida deve ser adotada sempre que não houver acordo entre a operadora e o profissional de saúde que assiste ao beneficiário quanto à indicação de realização de um determinado procedimento ou à utilização de tipos específicos de órteses, próteses ou outros materiais especiais. A junta é, então, composta pelo médico ou dentista assistente, por um profissional da operadora e por um terceiro, escolhido em comum acordo entre o profissional assistente e operadora.

A norma estabelece ainda que as operadoras deverão notificar o beneficiário a respeito da necessidade de formação de junta médica ou odontológica e que elas também deverão registrar, armazenar e disponibilizar à ANS, quando requisitadas, as informações e os dados relacionados às juntas médicas ou odontológicas realizadas.

“A publicação dessa norma é essencial para informação do beneficiário de plano de saúde e também para o médico assistente e confere mais segurança, pois determina que ele deve ser informado se houver qualquer divergência entre a indicação do médico ou dentista assistente e a sua operadora de plano de saúde. Além disso, a formação de junta deverá considerar prazos de acordo com o tipo de procedimento a ser realizado, de forma que o beneficiário não seja prejudicado e não fique sem previsão de ter seu caso solucionado”, destaca a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho.

A norma esclarece os casos em que deve ou não ser formada a junta médica ou odontológica, especifica a qualificação dos profissionais envolvidos, determina as formas de notificação, prazos e formas de resposta, além dos direitos e deveres de beneficiários, profissionais assistentes e operadoras, sempre com foco na garantia da melhor conduta clínica para o beneficiário, dentro dos prazos de atendimento preconizados pela ANS.

“Nossa expectativa é que as novas regras, ao trazerem transparência e clareza, promovam agilidade ao atendimento ao beneficiário, evitem conflitos entre os consumidores e as operadoras e reduzam casos de judicialização, promovendo a melhoria do atendimento ao usuário de planos de saúde”, diz Karla.

Principais regras para formação de junta médica e odontológica:

• A junta será formada por três profissionais – o assistente, o da operadora e um desempatador;
• A escolha do desempatador será feita em comum acordo pelo assistente e pela operadora. O consenso poderá ocorrer entre o assistente e a operadora até a realização da junta;
• Cabe ao profissional assistente determinar as características das órteses, próteses e materiais especiais (OPME) necessários à realização do procedimento. A indicação deverá ser justificada clinicamente e deverão ser oferecidas, pelo menos, três marcas de produtos de fabricantes diferentes;
• A junta poderá ser realizada nas modalidades presencial ou à distância, definida a critério do desempatador;
• O tempo para realização do procedimento não poderá ultrapassar os prazos máximos da garantia de atendimento determinados pela ANS na Resolução Normativa nº 259/2011.

Quando não se admite a formação de junta médica:

• Casos de urgência ou emergência;
• Quando os procedimentos ou eventos não estão previstos nem no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e nem no contrato;
• Quando há indicação de órteses, próteses e materiais especiais (OPME) utilizados exclusivamente em procedimento não coberto pelo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, exceto nos casos de procedimentos que sejam garantidos pelo contrato, ainda que não previstos no Rol; ou
• Nos casos em que há indicação de OPME ou medicamento sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ou para uso não constante no manual, instrução de uso ou bula (off label).

A construção da norma foi feita em parceria com representantes de prestadores de serviços de saúde, de operadoras e contou com a participação do Ministério Público e da Defensoria do Estado do Rio de Janeiro.

VALOR 1000: Mesmo com números positivos, seguradoras mantém foco na produtividade

O Valor Econômico publica a edição do Valor 1000. Com 444 páginas, os dados das mil maiores empresas do país mostram que, mesmo não crescendo, houve reversão de perdas. As receitas líquidas somaram R$ 3,2 trilhões em 2016, avanço nominal de 2,1%. O lucro líquido somado cresceu 239,6%, totalizando R$ 92,3 bilhões. As seguradoras são um dos destaques da edição. Se é assinante, pode acessar no portal do jornal em Suplementos e Revistas. A edição também está a venda em bancas. Confira abaixo a matéria sobre seguros, resseguros e capitalização.

Mapa divulga estatísticas do seguro rural

FONTE: Mapa

De 2006 a 2015, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) atendeu cerca de 420 mil produtores rurais e possibilitou a proteção de mais de 52 milhões de hectares, sobretudo em culturas como soja, trigo, milho, maçã e uva. Ao longo desses 10 anos, os primeiros do programa, as indenizações pagas em função de ocorrência de eventos climáticos adversos totalizaram R$ 2,92 bilhões, o equivalente a mais de 75 mil apólices de seguro rural. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (23) durante reunião na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

O Departamento de Gestão de Riscos (Deger) da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento disponibiliza na página da internet do Mapa o primeiro relatório sobre as indenizações pagas no PSR. O documento contém informações detalhadas sobre as indenizações pagas. Os dados são apresentados na forma de indicadores relacionados aos pagamentos, tais como o índice de sinistralidade e taxa de risco observado.

A análise da sinistralidade foi feita como um todo e também para as regiões e por atividades de maior relevância dentro do programa e das seguradoras habilitadas a operar por seu intermédio.

“É muito importante para o produtor rural conhecer bem esses números, porque demonstram a importância da contratação do seguro rural para a manutenção da atividade agrícola, na medida em que evitam o endividamento. Além disso, os agricultores podem conhecer melhor os fatores de risco a que estão expostos nas diferentes culturas e regiões”, destaca o secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

Para o diretor do Deger, Vitor Ozaki, o estudo corrobora a necessidade da presença do governo, via concessão de subvenção ao prêmio, no mercado de seguro rural com a finalidade de conferir maior equilíbrio ao sistema: “Antes o produtor não contratava o seguro porque era muito caro e o mercado não se desenvolvia em função da baixa demanda”.

De acordo com Ozaki, a partir do momento em que o governo federal passou a incentivar a contratação do seguro, a demanda cresceu, atraindo mais seguradoras para o mercado, contribuindo para maior competitividade e aprimoramento dos produtos.

Segundo o diretor, ao longo de 10 anos, os produtores entenderam a importância do seguro rural como uma proteção ante os riscos climáticos, mas também para a manutenção da sua renda.

O PSR é um programa estratégico da política agrícola brasileira. Instituído em 2005, o programa tem auxiliado milhares de produtores a contratar o seguro rural, como forma de prevenir eventuais perdas financeiras.

Acesso o relatório de sinistralidade

Liberty Seguros mapeia tendências que devem transformar o mundo nos próximos cinco anos

SÃO PAULO, SP - 22 MAIO 2014: Executivos da Liberty Seguros. (foto: bruno fernandes).

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A Liberty Seguros apresenta o Next5, o estudo que revela as tendências que devem transformar o mundo nos próximos cinco anos, criando novas possibilidades e determinando a forma como produtos e serviços serão oferecidos e consumidos. O relatório é resultado de uma combinação de pesquisas e cases estudados pela seguradora.

Dividido em quatro grandes temas – “Sociedade fluida”, “Tecnologia a serviço das pessoas”, “Ter ou experimentar”, e “Sustentabilidade humana” – o Next5 aborda assuntos como flexibilização, novos formatos de famílias, big data, cultura de personalização e plataformas, sempre ressaltando a relação e a importância de cada um deles para a seguradora.

“Acompanhar as tendências que estão transformando o nosso mundo é fundamental para que a Liberty Seguros continue oferecendo produtos e serviços cada vez mais inovadores e alinhados às expectativas dos consumidores”, diz José Mello, superintendente de inovação da Liberty Seguros. “Também nos orgulhamos em contribuir para mudar a visão dos jovens sobre o seguro um produto considerado quadrado ao oferecer soluções inovadoras, como a telemetria, que traz o conceito de precificação justa e customizada para cada um”, completa.

Fluidez da sociedade

O Next5 destaca que vivemos em um período marcado pela fluidez, com foco no indivíduo e na flexibilização. Isso tem influenciado, por exemplo, o surgimento de novos empreendedores, principalmente jovens, que irão ditar o ritmo do mercado no futuro. Para eles, o conceito de seguro pode ser associado a algo antiquado, caro e complicado. Isso deve exigir que as seguradoras adaptem suas ofertas a esse tipo de público.

Dentro desse assunto, outro destaque é a desmistificação do gênero. O relatório revela, por exemplo, que há mulheres que aceitam serviços e produtos criados para elas, com base em características associadas ao gênero, e outras que enxergam isso como um preconceito. A conclusão é que qualquer oferta deve atender a todas as pessoas, independente de gênero. Por isso a inclusão de todos os gêneros sem hierarquias resulta em entregas mais satisfatórias e consistentes, e as empresas que entenderem isso estarão dando um passo à frente.

A tecnologia a serviço do consumidor

O Next5 aponta ainda que a tecnologia tenha impulsionado mudanças que transformaram o mundo. Outras áreas de conhecimento, como a psicologia e a antropologia, têm ganhado espaço e estão mais integradas às soluções tecnológicas.

A unificação de dados por meio de big data é uma das tendências que mais deve impactar o cotidiano da sociedade, já que uma série de informações sobre cada indivíduo é coletada a todo momento. De acordo com o relatório, a concorrência é acirrada, já que todas as empresas podem ter acesso aos mesmos dados. O salto está na excelência da utilização desses dados para a criação de produtos e serviços alinhados aos desejos do consumidor.

Essa tendência está diretamente ligada a outro aspecto do estudo, que verificou que serviços premium são uma aspiração comum entre os consumidores. De acordo com os resultados do Next5, as pessoas estão dispostas a pagar mais caro por um serviço, desde que ele ofereça uma experiência única por meio de uma entrega excepcional.

Valorização das experiências

A mudança da relação entre pessoas e coisas é um dos outros movimentos que vem ganhando força. O consumidor tem cada vez mais valorizado o acesso, e não a posse de bens. A cultura de compartilhamento – de carros, casas, bens materiais – reflete essa tendência. De acordo com o Next5, nesse cenário, o desafio para o mercado segurador é garantir que não só os bens, mas que as experiências das pessoas também estejam protegidas.

Essa movimentação deve desafiar as seguradoras a pensar em soluções inovadoras, desde o compartilhamento de apólices até diferentes maneiras de alugar seguros – soluções que já vêm sendo testadas por startups do setor.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é um assunto que tem ganhado força em diversos aspectos. Um deles é a sustentabilidade humana, que pode transformar a visão do consumidor sobre as empresas e as marcas, a partir do impacto que seus serviços têm sobre seus colaboradores e a comunidade.

De acordo com o Next5, na visão do consumidor, é importante que as empresas incorporem ao seu cotidiano prioridades ligadas à responsabilidade ambiental. Além disso, o público não tem interesse apenas em campanhas e anúncios, mas sim em resultados comprovados das ações promovidas pelas marcas. O alinhamento entre as companhias e as causas que adotam também não passam despercebidos pelos consumidores e devem ser avaliados cuidadosamente.

Mario Di Croce, ex-IRB, está no conselho da Markel

Mario Di Croce, ex vice-presidente do IRB Brasil Re, agora está no conselho da subsidiária brasileira do grupo americano Markel, que atua neste momento no Brasil com seguro e resseguros. Em seguro tem focado a operação em rural. Segundo ele comentou ao blog Sonho Seguro, o projeto é muito interessante. “O produto tem uma concepção de “grandes riscos – facultativo” para o Agro, com subscrição customizada para médios e grandes produtores”, disse.

Está no radar da Markel disputar o programa de seguros das empresas brasileiras, uma vez que é conhecida mundialmente como especialista nos mais diversos riscos. Tem no comando o ex-presidente do IRB Brasil Re, Leonardo Paixão, que atuou no ressegurador local entre 2010 e 2015 e tinha Croce como seu vice de marketing.

VALOR: Reajuste do convênio médico é de 17%

A repórter do Valor Beth Koike fez uma excelente pesquisa com as principais corretoras de saúde e publica hoje o resultado. Conta que apesar da queda no IPCA, projetada em 3,5% neste ano, a inflação médica (custos de consultas, exames, materias, medicamentos, despesas hospitalares, honorários médicos e salários) continua subindo em patamares expressivos.

Em 2017, os planos de saúde corporativos devem sofrer um reajuste na casa dos 17% e a expectativa é que a tendência de alta per maneça em 2018. Esse cenário é unanimidade entre as principais consultorias especializadas em saúde Aon, It’s Seg, Mercer, Marsh e Willis Towers Watson consultadas pelo Valor. Os planos de saúde corporativos, benefício concedido pelas empresas a seus funcionários, representam 66,5% do setor.

Já os planos de saúde coletivos por adesão, que equivalem a 13,5% do mercado, devem ter reajuste médio de 22% neste ano. Os convênios médicos individuais, modalidade regulada pela ANS, aumentaram 13,55%.

Assinantes podem acessar a matéria aqui

ABGR: Só faltou mais clientes

Só faltou uma coisa neste evento: mais clientes. Fora isso, o evento estava excelente em termos de debates nas palestras e para networking. Essa foi uma das frases mais pronunciadas pelos executivos que lotaram a feira de exposição do XII Seminário da Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR), que acontece em São Paulo entre os dias 21 e 23 de agosto, com a participação de 500 gestores de riscos, seguradores, corretores e resseguradores. Enquanto os poucos clientes se queixavam da falta de inovação no clausulado dos contratos de seguros de grandes riscos, seguradores e corretores sentiam falta dos tradicionais clientes do setor em edições anteriores a 2014. Eles se referiam as construtoras e empresa da indústria de óleo e gás, riscos marítimos e operadores portuários, que sofrem as consequências da Lava Jato e da crise econômica.

Os clientes fora do escopo das investigações sofrem com a retração da economia e acabam por contratar menos seguro, seja pelo menor movimento de mercadorias ou pela falta de motivação para investir em projetos de ampliação. Além disso, eles exigem reduções de preço e de valor de franquia, o que é atendido pelo mercado, que está com excesso de capital. O otimismo, no entanto, prevalece entre gestores de riscos, seguradores e corretores. “Superada a crise política, o que certamente fará com que a economia avançe a passos mais firmes, os investimentos em infraestrutura serão prioritários”, aposta Rodrigo Protásio, CEO da JTL Re.

Um dos seguros que mais chamou a atenção dos gestores de riscos presentes foi o cyber risk, que oferece proteções para danos causados por ataques de hackers. Os gestores estão mais focados neste risco diante das notícias que acompanhamos na mídia. Mas ainda o mercado de seguros não consegue ofertar um produto que atenda às necessidades dos gestores”, comenta Vanderelei Moreira, gestor de risco do grupo WEG e vice-presidente da ABGR. “Falta capital para as coberturas solicitadas. Temos de formar pool de seguradoras para conseguir a capacidade de cobertura que achamos ser a adequada. As pequenas conseguem, mas as grandes empresas, com atuação mundial, precisam juntar equipes para fechar um contrato de riscos cibernéticos”.

Segundo Moreira, os gestores de riscos devem olhar para o futuro e se adaptarem aos riscos que mais tem potencial de gerar perdas. “Os prejuízos vão muito além de um incêndio ou a perda da carga de um transporte. Conflitos políticos, globalização, risco cambial, quebra na cadeia de fornecedores, riscos regulatórios entre outros podem gerar perdas significativas, inclusive a imagem e marca dos grupos empresariais. Estamos adotando dentro da nossa estrutura a gestão de risco corporativo, por departamentos, auxiliando-os a gerenciar o risco do fornecedor, por exemplo. A área de suprimentos tem de avaliar o risco do fornecedor parar. Quem é o segundo da lista que pode substitui-lo no contrato?”, comenta.

A WEG ampliou o prazo de contratação do programa mundial de seguros para 18 e 24 meses. A apólice de property vence em 2018. Recentemente a WEG renovou a apólice de Directors & Officers (D&O), com boas condições diante da acirrada concorrência entre as seguradoras, por um período de 18 meses. “A renovação foi tranquila, mantendo os descontos dos anos anteriores, afirmou.

Inovação – O estande da XL era o mais moderno da feira da ABGR. O tema é inovação, afirma Renato Rodrigues, CEO da XL Catlin. “Temos de pensar no futuro. O papel do gerente de risco mudou completamente. Ele tem de olhar para os riscos que estão acontecendo e para os que virão em breve com o avanço do uso das tecnologias trazidas pela inteligência artificial. Isso impacta muito a operação das empresas. O gestor de risco tem de antecipar isso ao board e pensar que a dinâmica do relacionamento com o setor de seguros passa a ser de menos transferência de risco e mais gestão do potencial risco diante das mudanças geradas pela tecnologia”, sugere o executivo.

Na palestra sobre inovação, Richard Jinks, da XL Catlin, mostrou como serão os riscos do futuro, a partir da utilização de novas tecnologias. Entretanto, o que interessava mais aos participantes era saber a aplicabilidade da tecnologia para o gerenciamento de risco. Jinks mostrou que com o uso da Internet das Coisas já é possível, por exemplo, transmitir informações em tempo real de galpões, através de imagens captadas por sensores acoplados a empilhadeiras sem motorista, que circulam o tempo todo pela área. “Com estas informações é possível montar um mapa 3D do local a partir de qualquer lugar observar as vulnerabilidades. A conectividade é o grande desafio”, prevê Jinks, escreve Kelly Lubiato, da Revista Apólice.

No estande, várias frases chamavam a atenção, como essa da foto: O que os peixes estão tentando nos dizer? A migração dos peixes pode nos ensinar muito sobre as mudanças climáticas. Estudando os oceanos, entendemos seus riscos e impactos. As fazer as perguntas certas, nos preparamos para o amanhã”. Rodrigues contou que o grupo investe em pesquisas de vários segmentos para antecipar riscos e previne-los, como nos oceanos. Em 2016, a empresa patrocinou a pesquisa XL Catlin Deep Ocean, para a medição da saúde e resiliência do mar.

Riscos Especiais – Esse foi o tema do estande da divisão de riscos especiais da Liberty Seguros. Segundo Luis Oliveira, atualmente o carro chefe dos produtos corporativos é riscos financeiros. “Mas com a retomada da economia, certamente haverá uma retomada da internacionalização dos grupos brasileiros e com isso demanda para riscos como recall de produtos, contaminação, ambiental, terrorismo, sequestro e linhas financeiras. Nossa grade de produtos está aprovada e moderna, pronta para atender as necessidades dos empresários com a retomada do crescimento”, aposta Oliveira.

Energias renováveis – O estande da Travelers estava lotado. Os participantes queriam entender mais sobre o seguro para energias renováveis, já que a seguradora é uma das mais especializadas neste assunto nos EUA. Leonardo Semenovitch, presidente da Travelers no Brasil, explicou ao blog Sonho Seguro que o Brasil está entre os principais do mundo quando o tema é potencial para a energia eólica. “Temos alguns contratos em andamento, outros na fila para serem assinados e acreditamos que muitos virão quando a economia começar a rodar”, diz.

Semenovitch se refere desde a pequena micro geração solar até grandes plantas eólicas e solares. “Eólica representa ainda 5% da matriz energética do Brasil e solar é muito pequena ainda”, explicou. “O Brasil figura como o terceiro país mais atrativo em investimentos no setor de fontes renováveis, sendo a eólica a principal protagonista. Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), O Brasil é quinto país que mais investiu em energia eólica no ano passado, cerca de R$ 18 bilhões. O Brasil tem o melhor vento do mundo para produção de energia eólica, segundo especialistas do setor. O MCTIC também afirma que as fontes renováveis já geram por volta de 10 milhões de empregos de qualidade no mundo. A energia solar sozinha é responsável por mais de 3 milhões de empregos no planeta.

O CEO da Travelers conta que o grupo já trouxe dos EUA um pacote de coberturas para os empreendedores de energia solar com foco nas para pequenas micro geração solar. “Alguns pessoas colocam em casa ou no estabelecimento comercial. E nós já temos a oferta certa de seguro para isso. Certamente esse segmento vai crescer. Está bem organizado, já conta com uma associação de energia solar e vem crescendo”, afirma. Por ser uma especialidade da Travelers nos EUA, o grupo quer compartilhar com o mercado brasileiro a experiência. “Eólica e solar são energias mais baratas, mais limpa, não causam o dano ambiental que uma hidrelétrica causa. Tem tudo para crescer no Brasil com a retomada da economia e nos já estamos preparados”, afirma.

Os visitantes da Feira também puderam conhecer mais o trabalho que a Travelers vem realizando no segmento de pequenas e médias empresas, segmento que domina dos EUA com ofertas sob medida para restaurantes, lojas, lavanderias e outros negócios de pequeno porte. “Nosso foco está no atendimento diferenciado, transferindo aos clientes e corretores nossa expertise em gerenciar pequenos riscos e como especialista em médio e grande risco. As equipes das Travelers são focadas em facilitar a vida dos clientes e dos corretores, com produtos que priorizam descontos para quem investe em gerenciamento de riscos e que podem ser contratados de forma simples e ágil”, afirma.

Apólices globais – Um dos temas mais comentados foi a necessidade de o setor se organizar, por meio da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), para modernizar produtos a nova realidade dos clientes de grandes riscos, principalmente para atender às necessidades de programas mundiais. Alvaro Trilho, consultor da ABGR, afirmou que a sugestão dada por Wady Cury, executivo do grupo BB Mapfre, a maior em grandes riscos, é muito pertinente e será colocada em pauta entre a ABGR e FenSeg.

Bosco Francoy, da Mapfre Global Risk, explica que o conhecimento dos mercados é um fator chave para o sucesso ou fracasso do programa internacional de seguros. Ida Patrícia, gerente de seguros da Embraer, citou que os produtos aprovados pela Susep muitas vezes não atendem às especificidades dos seguros que a empresa precisa, como de responsabilidade civil produtos. “Temos de sentar com seguradora, ressegurador e corretor para adaptarmos o programa para atender as regras locais, sendo que mais de 90% do contrato tem resseguro”, comentou durante o evento. A comunicação do programa global, segundo os especialistas, é um dos pontos prioritários entre todos os envolvidos.

A franquia foi um dos temas mais criticados pelos gestores de riscos durante “perguntas e respostas”, com franquias que chegam a representar 40% do valor de indenização contratado no programa. Todos concordaram que é preciso reavaliar este item nas negociações de grandes apólices que estão em processo de renovação. Boa parte delas tem é renovada anualmente no ultimo trimestre do ano.

JCDecaux – Gustavo Bueno Neto, diretor de operações da francesa JCDecaux, maior empresa de mídia exterior do mundo que acaba de ganhar contratos de algumas linhas do metro de São Paulo e do aeroporto de Guarulhos, comemorou que conseguiu reduzir a franquia da apólice local de 50 mil euros para 5 mil euros. “Agora sim o seguro será usado em situações do nosso dia a dia”, comentou. “Como estava era uma situação que dava raiva de pagar o seguro todo ano”. Ele agradeceu o apoio da corretora Willis na conquista de melhores condições do contrato local dentro do programa mundial.

Segundo ele, os acidentes a que a empresa está exposta geralmente ficam muito abaixo de 50 mil euros. O grupo investe cerca de R$ 500 mil por ano na compra de seguros para proteger bens usados em propaganda, como relógios. “Espero que as manifestações no Brasil cessem e não tenhamos mais perdas por vandalismo”, comentou.

Pottencial – A jornalista Aline Bronzati, da Agência Estado, presente no evento, divulgou em sua coluna no Estadão que a seguradora mineira Pottencial, especializada no ramo de garantia, estaria à venda. O valor esperado com a operação seria de R$ 1,5 bilhão. O Credit Suisse é o banco de investimento assessor da transação. De médio porte, concorrentes consideram a plataforma da seguradora, criada em 2010, bem redonda, o que pode ajudar a atrair interessados. No primeiro semestre, a Pottencial emitiu mais de R$ 200 milhões em prêmios, alta de 20% em relação a igual período de 2016, sendo a maioria em seguro garantia para o setor público. Procurad a, a Pottencial negou que esteja à venda, informa a Coluna do Broadcast

D&O – O seguro de D&O deve sofrer alterações no mês de novembro, por conta da circular 553, informou a revista Apólice. Entre as mudanças está a volta da possibilidade de venda deste seguro para pessoas físicas. Mauricio Bandeira, da AON, disse que após algumas mudanças sugeridas pelo mercado de seguros, a nova regulamentação deve entrar em vigor a partir de 19 de novembro. “Estamos trabalhando para nos adaptarmos às novas regras. A grande mudança é a possibilidade de cobertura para multas, que existia no passado e que volta agora”, contou Flávio Sá, diretor da AIG. Em relação aos produtos capazes de serem contratados por pessoas físicas, ele acredita que a partir do segundo semestre de 2018 eles possam estar disponíveis.

Marsh – A corretora Marsh contratou Paul Connoly, ex-Liberty e ex-IRB, para atuar na area de resseguro do grupo. Outra novidade captada pelo blog Sonho Seguro no estande da March é que o diretor de infraestrutura Marcelo Elias foi convidado para fazer parte do conselho consultivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

Contratos – A equipe da corretora JLT comemorava ontem em seu estande na ABGR a conquista/renovação de duas contas: Natura e Fibria. A Generali também comemorava a conquista de algumas contas de riscos corporativos importantes. Uma delas era a Natura.

AIG – Nos bastidores do evento, uma das perguntas recorrentes era sobre quem será o novo presidente da AIG, uma vez que Paride Della Rosa já assumiu novas funções nos Estados Unidos. Ele acumula o cargo de CEO no Brasil, a espera de um sucessor.

Rural – Em meio a esse cenário de oportunidades de negócios, instabilidade do clima e necessidade de mais recursos públicos para a subvenção ao prêmio de seguro, a Allianz Seguros gerencia riscos agrícolas por regiões e produtores por meio da chamada “Estruturação de Operações Agrícolas”. “O modelo, em vez de usar somente as médias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também leva em consideração o histórico de produtividade do agricultor e o emprego de tecnologia na propriedade para conseguir ter como principal diferencial a personalização de coberturas”, explica Joaquim Francisco, superintendente de Agronegócios da Allianz Seguros.

A análise do risco a partir de dados mais precisos, fornecidos por associações setoriais ligadas ao agricultor ou vindos do próprio produtor, adequa garantias, minimiza perdas e equilibra o custo, deixando o valor do prêmio mais acessível e atrativo. A “Estruturação de Operações Agrícolas” também é uma forma de gerenciar a sinistralidade da seguradora, já que determinadas localidades são detalhadamente estudadas. Esse aspecto é bastante relevante para o seguro agrícola, uma vez que é a única modalidade correlacionada, isto é, um determinado evento pode acarretar perdas concentradas.

Ao fortalecer a relação entre o agronegócio e o setor de seguros há também um avanço nos produtos contratados. Segundo Joaquim, “até 2015, a Allianz praticamente comercializava seguro-custeio, aquele que o agricultor usa para financiar a sua atividade. Já em 2016, 80% das apólices foram de produtividade”. Ou seja, com a “Estruturação de Operações Agrícolas” toda produção passou a ser segurada.

Luciano Calheiros, CEO da seguradora Swiss Re Corporate Solutions, que participou do painel Gerências de Riscos e Compliance, propõe uma reflexão sobre os benefícios da integridade para as organizações, destacando a importância de processos e de atitudes na cultura organizacional. “Na Swiss Re, gostamos de brincar de que não fazemos nada que não possamos reproduzir em público”, explica Luciano, ao fazer uma analogia com um vídeo popular na internet em que um garoto americano tenta culpar um super-herói pelo desenho feito no espelho de casa. “É a reação normal do ser humano: colocar a culpa em outra pessoa”, completa.

Em pouco mais de uma hora de conversa, o executivo conduziu um percurso sobre as conexões entre gestão de riscos e compliance, seus benefícios para empresas, prejuízos causados por fraudes e a expertise do mercado segurador em atender essas demandas. “ Se puder deixar um conselho para vocês, diria três coisas: programas de compliance parecem caros, mas seus benefícios trazem ganhos, inclusive financeiros; a integridade de uma empresa não deve estar em uma área, mas no compromisso de cada funcionário; e empresas íntegras são mais resilientes”, finalizou Luciano.

Travelers traz expertise do grupo em energia renovável para o Brasil

O estande da Travelers no evento da Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR) estava lotado nos dias 22 e 23 de agosto, em São Paulo. Os participantes queriam entender mais sobre o seguro para energias renováveis, já que a seguradora é uma das mais especializadas neste assunto nos EUA. Leonardo Semenovitch, presidente da Travelers no Brasil, explicou ao blog Sonho Seguro que o Brasil está entre os principais do mundo quando o tema é potencial para a energia eólica. “Temos alguns contratos em andamento, outros na fila para serem assinados e acreditamos que muitos virão quando a economia começar a rodar”, diz.

Semenovitch se refere desde a pequena micro geração solar até grandes plantas eólicas e solares. “Eólica representa ainda 5% da matriz energética do Brasil e solar é muito pequena ainda”, explicou. “O Brasil figura como o terceiro país mais atrativo em investimentos no setor de fontes renováveis, sendo a eólica a principal protagonista. Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), O Brasil é quinto país que mais investiu em energia eólica no ano passado, cerca de R$ 18 bilhões. O Brasil tem o melhor vento do mundo para produção de energia eólica, segundo especialistas do setor. O MCTIC também afirma que as fontes renováveis já geram por volta de 10 milhões de empregos de qualidade no mundo. A energia solar sozinha é responsável por mais de 3 milhões de empregos no planeta.

O CEO da Travelers conta que o grupo já trouxe dos EUA um pacote de coberturas para os empreendedores de energia solar com foco nas para pequenas micro geração solar. “Alguns pessoas colocam em casa ou no estabelecimento comercial. E nós já temos a oferta certa de seguro para isso. Certamente esse segmento vai crescer. Está bem organizado, já conta com uma associação de energia solar e vem crescendo”, afirma. Por ser uma especialidade da Travelers nos EUA, o grupo quer compartilhar com o mercado brasileiro a experiência. “Eólica e solar são energias mais baratas, mais limpa, não causam o dano ambiental que uma hidrelétrica causa. Tem tudo para crescer no Brasil com a retomada da economia e nos já estamos preparados”, afirma.

Os visitantes da Feira também puderam conhecer mais o trabalho que a Travelers vem realizando no segmento de pequenas e médias empresas, segmento que domina dos EUA com ofertas sob medida para restaurantes, lojas, lavanderias e outros negócios de pequeno porte. “Nosso foco está no atendimento diferenciado, transferindo aos clientes e corretores nossa expertise em gerenciar pequenos riscos e como especialista em médio e grande risco. As equipes das Travelers são focadas em facilitar a vida dos clientes e dos corretores, com produtos que priorizam descontos para quem investe em gerenciamento de riscos e que podem ser contratados de forma simples e ágil”, afirma.

A Travelers Companies Inc.é uma das seguradoras em posição de liderança no mercado norte-americano de seguros para veículos, residências e empresas. Listada no Dow Jones Industrial Average, a Travelers tem cerca de 30 mil funcionários e gerou uma receita de aproximadamente US$ 27 bilhões em 2016.

Caixa Seguradora lança seguro odontológico com cobertura para procedimentos estéticos

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A Caixa Seguradora acaba de lançar seguro odontológico com cobertura para procedimentos estéticos. Além da toxina botulínica (o popular botox), o plano oferece preenchimento facial, clareamento, próteses e aparelhos ortodônticos, itens que não constam do rol obrigatório da ANS (Agência Nacional da Saúde). O novo plano está disponível para clientes corporativos dos estados São Paulo e Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

“Essa é uma aposta na diversificação de produtos”, afirma o diretor de seguros odontológicos da Caixa Seguradora, Júlio Felipe. “A saúde bucal vem sempre em primeiro lugar, mas temos notado um grande aumento na procura por procedimentos estéticos”, afirma.

No final do ano passado, o Conselho Federal de Odontologia autorizou dentistas a usarem a toxina botulínica e preenchedores faciais para fins estéticos. Antes, o uso dos produtos só era permitido para fins terapêuticos.

Paul Conolly é nomeado diretor de resseguros da Bowring Marsh Brasil

O executivo Paul Conolly é o novo diretor de resseguros da Bowring Marsh Brasil, divisão internacional exclusiva para clientes da Marsh, que atua especialmente na colocação de resseguros de todas as linhas como Property, Responsabilidade Civil, Energia, Linhas Financeiras, Construção e Terrorismo.

Conolly se integra ao seleto grupo de mais de 300 especialistas da Bowring Marsh atuantes na maior rede de hubs de seguros do mundo, sendo um deles em São Paulo, oferecendo soluções customizadas junto ao mercado internacional para mitigar riscos aos quais os clientes estão expostos.

O executivo é formado em Economia e com Mestrado em Finanças pelo IBMEC, e acumula larga experiência no mercado segurador e ressegurador com passagem por importantes empresas como IRB Brasil, Assicurazioni Generali S.p.A., Liberty Seguros Brazil e Guy Carpenter, e traz para a Bowring Marsh uma vivência nacional e internacional nas mais diversas indústrias.

O novo diretor de resseguros da Bowring Marsh Brasil ficará sediado em São Paulo, reportando-se à Paula Lopes, diretora executiva de Placement e Bowring Marsh Brasil.