O terceiro e último dia do 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado em Goiânia (GO), foi iniciado com o debate sobre os impactos da digitalização na distribuição de seguros e o papel dos corretores nesse processo. O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, abriu o painel, traçando um panorama sobre a regulamentação da profissão e a atuação digital de corretores e seguradoras no Brasil e em outros países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Inglaterra e México.
Nesse passeio, ele apresentou comportamentos distintos do consumidor na aquisição do seguro via internet. Dados curiosos como, por exemplo, a guerra predatória de preços na Inglaterra, que reduziu drasticamente as margens dos corretores, e o baixo índice de fechamento de negócios pela internet nos EUA para seguros mais complexos mostram que há muito a se aprender com as experiências externas.
“Seguros obrigatórios são apólices mais atraentes para contratação on-line, pois não existe desconfiança por parte da população sobre a contratação. Outros ramos de seguro com potencial de apólices desmaterializadas vão exigir maior divulgação aos consumidores para angariar confiança, ante a absoluta necessidade de clareza dos direitos e obrigações”, observou.
Para o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, que há dois anos está mergulhado em discussões sobre esse novo ecossistema, ser digital é muito mais do que simplesmente usar tecnologia, é rever processos. “Não adianta aceitarmos receber uma identidade digitalizada para facilitar a venda, se levamos 20 dias para dar retorno ao cliente de que falta um documento”, afirmou Snel, sendo bastante aplaudido pelos corretores que lotaram o auditório logo pela manhã.
Utilizando-se do conceito de como atuar num mundo VUCA (sigla em inglês para Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), o diretor-Geral da Bradesco Seguros, Marco Antônio Gonçalves, salientou que “inovação não é usar tecnologia e sim conseguir agregar para o cliente uma experiência cada vez melhor”. Ele citou o exemplo do seguro pirata de carros para mostrar a responsabilidade do corretor nessa mudança. “Quem deixou o seguro pirata acontecer fomos nós e vamos mudar isso. Em breve, todos os carros estarão com alta conectividade e temos que ter informações mais precisas sobre os nossos clientes para que a indústria de carros não nos supere” alertou.
Edson Franco, presidente da FenaPrevi e CEO Brasil da Zurich Seguros, ressaltou que “a questão não é discutir ou não se haverá intermediação. A questão é que tipo de intermediação os corretores devem exercer para se tornarem indispensáveis aos clientes”. Para mostrar o potencial de crescimento do mercado no país, ele citou pesquisa encomendada pela Zurich que mostra que 72% das pessoas não têm reservas para seis meses em caso de perda de renda e 28% para um mês no Brasil, o pior resultado entre os 12 países pesquisados. Deste grupo, 58% não conhecem proteção de renda e estariam dispostas a adquiri-la.
Marcelo Munerato de Almeida, presidente da Aon Brasil, resumiu a ideia central do painel, que mostrou a necessidade de mudança por parte de todos os atores do mercado. “Todo bom corretor é um consultor. Todos nós temos espaço para aprender”, destacou.
O moderador do painel foi o presidente do Sincor-DF e vice-presidente da Fenacor, Dorival Alves de Sousa.
A WIZ, antiga Par Corretora, levou um baque em 10 de agosto, quando a acionista Caixa Seguradora comunicou à francesa CNP Assurances a decisão de encerrar em 14 de fevereiro de 2021 o acordo operacional que disciplina o acesso exclusivo por parte da Caixa Seguros Holdings e suas controladas à rede de distribuição da Caixa. No dia seguinte ao anúncio, o valor do papel despencou quase 20%.
No dia 30 de setembro, a Caixa Seguridade e CNP Assurance assinaram um memorando de entendimento, no qual não ficou claro se ele beneficia ou não a corretora. Por isso, as ações seguiram na direção de queda, com baixa de 4% no dia do anúncio.
Uma saída rápida e estratégica foi criar uma plataforma de vendas para os corretores, a ZIM, anunciada no 20o. Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, por Armando Vergilio, presidente da Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e João Silveira, CEO da Wiz.
Vários corretores expressaram desconfiança e decepção com tal parceria. Vários grupos de WhatsApp foram criados para dar vazão as expressões de contrariedade. Vou poupar todos desses detalhes. Mas vou escrever um resumo do que boa parte deles me disse sobre o tema.
“Assustada com a perda do balcão da Caixa diante das negociações com a francesa CNP que ficou com vida, previdência, prestamista e consórcios, e também com as tratativas de bancos que buscam atrair novos players para exploração do canal bancário para venda de seguro automóvel, patrimonial e habitacional, a Wiz decidiu criar um novo mercado para mostrar aos analistas e assim estancar a desvalorização das ações. Diz a eles que caso venha a perder o balção Caixa, tem agora potenciais 70 mil corretores (número que deverá cair bem após o fim do recadastramento da Susep), principais canais de distribuição das seguradoras. Só que temos no mercado outras plataformas, independentes, que no último ano lutam para conquistar o reticente corretor. Imagina apostar que eles vão aderir a uma plataforma que tem a Caixa, acionista da Youse, na composição acionária? Achamos difícil, mas …”.
Release divulgado pela Fenacor afirma que a federação “sempre trabalha acreditando que os corretores de seguros são, por vocação, profissionais que não temem inovar. Dessa forma, surgiu a parceria com a WIZ que está gerando o ZIM, a maior e melhor plataforma de inclusão digital e de negócios do País. Algo que permitirá ao corretor, de qualquer porte, de qualquer região do País, vender mais, fortalecer o seu relacionamento com os segurados e conquistar novos clientes, com a utilização de robustas e modernas ferramentas tecnológicas.”
A nota da Fenacor também afirma que a adesão e manutenção para as corretoras associadas a qualquer um dos Sincor’s filiados a Fenacor será gratuita por um bom tempo. Vai aderir quem quiser. E, se não gostar, pode desistir da adesão. “A Federação se assessorou de um grande escritório de advocacia especializado para formatar um contrato que assegura todas as garantias, preservação e segurança, além de várias proteções como a inviolabilidade de dados e informações para o corretor de seguros, inclusive e principalmente, preservando a integridade da sua carteira de clientes.”
Enfim, vamos acompanhar para ver como fica. Em tempo de economia digital e “disrupção”, tudo pode acontecer. Quem iria imaginar que o Spotify levaria gravadoras à falência, o Netflix acabaria com as locadoras de vídeos, que o Booking complicaria tanto a vida das agências de turismo, o OLX reduziria os classificados dos jornais e que o Nubank estremeceria o sistema bancário tradicional.
Thierry Claudon deixou a presidência da Caixa Seguros há uns dois meses. Em seu lugar entra Laurent Jumelle. Thierry Claudon presidiu a Caixa Seguradora Holding desde 2001 e atuou como diretor para a América Latina da CNP Assurances desde fevereiro de 2013. A seguradora é uma joint venture da Caixa (49%) com a companhia francesa especializada em seguro de vida CNP (51%).
Laurent Juemlle assume o comando do grupo Caixa Seguros
Segundo fontes, a saída de Thierry foi justificada como uma aposentadoria. Porém, muito se fala que ele foi afastado diante de tantas discórdias para a renegociação do contrato entre a Caixa e a francesa CNP, que ficou por quase um ano em pé de guerra, mas foi resolvido na semana passada, já sem Thierry.
Foi de Thierry também o projeto da seguradora digital Youse, lançada em 2016 e que contou com mais de R$ 200 milhões em investimentos. Focada desde o começo no desafio de tornar uma marca de seguros bem próxima do dia-a-dia de seus consumidores, a seguradora se define como uma plataforma 100% digital que trabalha um modelo de oferta direta, sem a intermediação do corretor, e possibilita a contratação de apólices personalizadas e em questão de minutos por meio do site youse.com.br e do aplicativo móvel (disponível para Android e iOS).
No entanto, a forma como tratou o corretor gerou problemas, com a Susep indeferindo o pedido da Youse para atuar como seguradora. A expectativa é de que agora tudo fique resolvido entre corretores e Youse, assim como o contratado com a CNP foi renovado no início deste mês. A CNP passa a ser parceria nas áreas de vida, prestamista e previdência até 2041. No acordo, a seguradora francesa abriu mão da exclusividade que tinha pelo acordo anterior a partir de janeiro de 2018.
A partir disso, a Caixa Seguridade Participações iniciou processo para escolha de parceiros estratégicos para atuar na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal com a comercialização de produtos nos ramos de seguros automóvel, patrimonial e habitacional, bem como consórcios. O Credit Suisse e o BB Banco de Investimento estão ajudando no processo de encontrar um parceiro para assinar um acordo de exclusividade.
A proteção veicular, que atua sem regulação no mercado de seguros – logo, é irregular -, avança mais rapidamente que a promulgação de uma legislação que a proíba ou, no mínimo, regularize-a como uma proteção ao consumidor. Enquanto isso não se torna realidade, quem mais sente os efeitos perniciosos da ação ilegal de associações e cooperativas de proteção veicular são os mercados automotivo e securitário e o próprio consumidor, ludibriado pelas ilusórias indenizações. Segundo o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges, a série recessiva pela qual passou o país afetou o setor automotivo mais que outros mercados, propiciando o surgimento da proteção veicular.
Durante palestra no 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, em Goiânia, na sexta-feira (13), Borges definiu os negociadores do serviço ilegal como “vendedores de falsas ilusões”.Para Borges, o seguro de auto é um pilar fundamental para o mercado securitário. Permitir o avanço indiscriminado de serviços não regulados pela autarquia federal que fiscaliza e regula o setor poderá ocasionar em perdas irreparáveis para toda a sociedade, pois, destacou o presidente da FenSeg, sem regulação até mesmo o crime organizado terá espaço para infiltrar-se em associações ou cooperativas que negociam ilegalmente o produto, caso nada seja feito imediatamente para coibi-las.
“Quem mexe com poupança popular tem os olhos do estado sobre si”, exemplificou, referindo-se à maciça regulação que norteia o setor de seguros, um dos mais fiscalizados e regulados pelo Governo federal. “O segurador está ficando desamparado com o avanço da proteção veicular”, reforçou Borges, para quem o momento exige a união dos principais atores que presentam mercados, governo e consumidores para combater o mal que representa a proteção veicular.
O presidente da FenSeg elogiou o empenho do deputado federal Lucas Vergílio (SD/GO), autor do projeto de lei (PL 3139/15) que proíbe associações e cooperativas ou clubes de benefícios de comercializarem contratos de natureza securitária.
Vergílio, que inicialmente não estava na lista de debatedores do painel, foi convidado a subir ao palco e discursar sobre o tema. O parlamentar conclamou os corretores na plateia a comparecerem em peso, no dia 24, às 9h, à primeira audiência pública sobre o PL contra a proteção veicular. “É um problema de todo o mercado”, disse ele, que na mesma linha do presidente da FenSeg, pediu união do mercado contra os que atuam à margem da lei. “Não somos contra a cooperativa que deseja virar seguradora, mas tem de seguir as regras e trâmites da regulação”, concluiu Borges, em seguida ao discurso de Vergílio.
Murilo Riedel, CEO da HDI – Nos próximos três anos precisamos a reaprender a trabalhar com o mercado de seguros de carro. “A frota segurada de carros até sies anos de uso era de 60% há três anos. Agora é de 40%. Isso mostra como temos de nos adaptar a um novo mercado que sofrerá ainda mais nos próximos anos. Ele citou estudo do Credit Suisse, que revela uma queda significativa de vendas de carros e um aumento da idade média da frota circulante. “A compra de seguro para um carro novo e seminovo faz sentido financeiro para o cliente, que pedem um pouco a urgência com o uso acima de seis anos”. Temos cenário positivo de recuperação econômica, mas temos um mercado de clientes e segurados em mutação. Não podemos nos recusar a ver isso e promover mudanças para adaptar nosso mercado.
“Temos de pensar fora da caixa. Se não fizermos nada em seis anos acabou. Se não fizermos, outros vão fazer. Se estão dispostos a escutar palestras politicamente corretas e deixar o barco correr, é um grande risco. Vamos nos movimentar. Temos experiência. Assumimos riscos. Vamos mudar juntos, disse Luiz Gutierrez, CEO da BB Mapfre, que fez sua apresentação sentado no chão do palco para estar mais próximo da plateia. “Temos de atender cinco gerações de clientes. O que estamos disposto a fazer? O mundo digital é enorme.”
Luiz Pomarole, da Porto Seguro, fala sobre o seguro popular, ramo que conta com apenas três seguradoras. A falta de apetite das companhias é uma das razões da proliferação das cooperativas que vendem proteção veicular. “Uma das formas desse seguro deslanchar, além das mudanças na regulamentação prometidas pela Susep para os próximos 20 dias, é que o corretor oferte o produto aos seus clientes. Contamos com vocês”, finalizou Pomarole.
José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine, uma das três que comercializa o seguro auto popular, disse que a companhia é líder de mercado de seguro popular de carro, com 90% de participação, disse ele. “Cerca de 72% são clientes que estavam fora do mercado de seguros.”, informou. Segundo ele, os investimentos em tecnologia feitos pela companhia visam facilitar a vida do corretor. “Desenvolver plataformas é uma forma de facilitar a vida de todos, reduzir custos e aumentar o bolo de segurados”, disse.
Eduardo Dal Ri, vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmerica, rebateu os comentários de porta vozes na abertura do Congresso ontem, sobre a falta de inovação das seguradoras. “Convido a todos a visitarem as seguradoras. Há muita inovação e seria importante que Todos conhecessem”, disse. Ele enfatizou que as seguradoras estão atuando de forma ágil e cada vez mais próxima do corretor, aproveitando oportunidades de inovação para aprimorar processos e produtos e, assim, contribuir para a evolução do mercado de seguro auto.
Dal Ri ressaltou ainda que a experiência mobile do cliente de seguro auto está cada vez mais rica. “Ele pode solicitar assistência 24 horas sem precisar fazer uma ligação. Por meio de aplicativo, ele acompanha o guincho e tem uma série de serviços à disposição.”
Aparentemente, parece ter chegado ao fim a guerra entre a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e a Youse dado o tom dos discursos dos executivos Armando Vergilio, líder dos corretores, e João Silveira, CEO da Wiz, em coletiva realizada nesta sexta-feira. “A Susep indeferiu o pedido da Youse para atuar como seguradora”, garantiu Armando Vergilio.
Vale recapitular. A briga foi estampada nas mídias brasileiras e protocolada na Justiça e no órgão regulador. A Youse é uma insurtech da Caixa Seguradora e priorizou, na campanha de lançamento, o mote de desvalorizar a profissão do corretor de seguros. O intuito era mostrar que a plataforma de venda digital permite a contratação pelo próprio consumidor em apenas alguns minutos.
Eis aqui um lição para todos neste momento que a revolução tecnológica muda o mundo. Nas reuniões sobre tal discórdia, surgiu uma oportunidade de negócio para a Wiz e uma solução tecnológica sem custo para os corretores, explicou Vergilio. Ambos cederam em suas posturas agressivas e defensivas e criaram a Zim, uma plataforma totalmente digital desenvolvida especialmente para os corretores, segundo explicaram aos jornalistas durante a coletiva. A ferramenta é dedicada aos corretores de todos os portes, em qualquer local do Brasil e marcada pela simplicidade de interação.
Segundo Vergilio, a plataforma começa com gestão de CRM, um aplicativo para o profissional e outro para o consumidor, bem como site de leads. “Mas muitas outras facilidades serão acrescentadas”, disse. A Zim vai pedir às seguradoras para aderirem à plataforma, para que os corretores possam atuar via Zim com todos os parceiros que já atuam.
Um dos desafios será convencer os corretores — sempre desconfiados e atentos que o maior risco das empresas atualmente é quanto ataques cibernéticos — a usar a plataforma que exige inclusive “acesso a minha câmera do celular”, comentou um influente corretor. Esse foi um ponto muito abordado por Silveira. “Essa ferramenta é o que tem de melhor em tecnologia e conta com o apoio financeiro de uma empresa como a Wiz”, disse, acrescentando que tem uma visão diferente da Youse na forma de ver o corretor. “Temos mais de 200 pessoas dentro da Caixa dando apoio as vendas. Não temos a menor duvida de que o corretor é o elo de confiança para auxiliar o consumidor para tomar a melhor decisão”.
Quanto a confiança aos dados da plataforma, ambos reforçaram que o armazenamento das informações e trafego de dados dentro da solução tem garantia total da Wiz, inclusive com a garantia de uma apólice de seguro de responsabilidade civil e erros e omissões da Berkley, com importância segurada de até R$ 2 milhões, caso haja violação. Silveira também destacou a plataforma Azure Microsoft, uma das maiores e melhores estruturas digitais em nuvem, segundo ele, garante a privacidade das informações e integridade dos dados arquivados. “O corretor está protegido o tempo inteiro e pode ficar nas estratégias do seu negócio”, se compromete o CEO da Wiz.
Vamos acompanhar para ver qual será a adesão e confiança dos corretores neste projeto. A adesão é facultativa, esclarece Vergilio.
Um verdadeiro clima da caça as bruxas marcou a abertura do 20º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, que acontece em Goiânia entre 12 e 14 de outubro. Lucas Vergílio, corretor e deputado federal, pediu o apoio de todos na luta contra o que o segmento chama de aventureiros, referindo-se às cooperativas que vendem proteção veicular e que começam a ofertar outros produtos do segmento patrimonial. “Convoco todos para a audiência pública do PL 3139/2015, no próximo dia 24 de outubro. Esse projeto visa banir do mercado esses aventureiros”.
O ministro do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, Armando Vergilio, presidente da Fenacor, Joaquim Mendanha, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), se referiram às cooperativas que têm conquistado cada dia mais clientes que buscam proteção por um preço mais acessível, no mesmo tom. Oliveira, do Planejamento, disse que o setor pode contar com o apoio do governo para regulamentar as cooperativas de proteção veicular. Segundo ele, é um produto que não cumpre requisitos regulatórios e por isso o projeto liderado pelo deputado Lucas Vergílio terá o apoio do governo para que tenha um trâmite rápido.
“Um órgão supervisor forte preza pela eficiência do setor, atuando como agente de fomento e de combate ao mercado marginal”, pontua o titular da Susep, que criou grupo de trabalho sobre o mercado marginal que será constituído pela autarquia até o dia 30 de outubro. O grupo será formado por representantes do Governo, por meio da própria Susep e da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda; de entidades e instituições representativas do setor de seguros, como a CNseg, a Fenacor e a Escola Nacional de Seguros; e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). No âmbito da Procuradoria Federal junto à Susep, há cerca de 180 ações civis públicas, nas quais a Susep é a autora principal, mas há também outras ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).
Apesar do apoio de todos ao combate da venda de proteção veicular, que parece um seguro mas não é, todos reconhecem que as associações acabam vendendo proteção para riscos que as seguradoras rejeitam ou cobram um preço elevado, como carros com mais de 5 anos de uso. Também vale lembrar que as seguradoras não estão aceitando fazer seguro de veículos de várias regiões do Rio de Janeiro e praticamente nenhuma mais atua com seguro transporte no Estado, o que abre ainda mais espaço para as cooperativas.
Um comentário muito repetido entre os profissionais do setor é que a falta de ousadia das seguradoras em criar produtos inovadores fez com que esse mercado paralelo crescesse na última década. “Eles criaram o ‘Frankstein’ e agora querem matá-lo. Só que ele está enorme e com tentáculos em vários nichos e Estados”, disse um dos corretores mais influentes do setor. “Logo, do jeito que os corretores estão sofrendo com o corte no seguro feito por seus clientes com orçamento apertado, bem como pela negativa das seguradoras para várias propostas, os próprios corretores vão acabar se rendendo aos produtos mais baratos das cooperativas”.
Vergilio cobrou das seguradoras soluções arrojadas e modernas. “A falta de produtos trouxe a explosão das empresas de cooperativas do mercado marginal de proteção veicular. Para agravar ainda mais, a tecnologia permitiu novos competidores que não são seguradoras avançar em outros nichos, como ramos elementares. Temos de refletir sobre esses pontos.
Uma das formas de combater as cooperativas seria melhorar a regulamentação do seguro popular de automóvel e assim atrair mais concorrentes para esse nicho que conta com menos de meia dúzia de seguradoras. “Em 20 dias vamos apresentar a solução do auto popular para que mais concorrentes possam ofertar o produto. Tenho certeza que ele será uma ferramenta importante no combate ao mercado marginal que vem há anos se expandindo. Ele cresceu porque o próprio setor deixou ele avançar”, afirmou Mendanha.
Armando Vergilio, presidente da Fenacor, concorda: “Esse quadro só mudará com uma aliança forte e verdadeira de todas as instituições do setor. Com ações sinergias, sensibilizando governo e reguladores.
Com o tema “O Seguro na Era Digital”, o congresso tem o desafio de unir os corretores em torno de um tema comum: a necessidade de mudança de paradigmas na venda de seguros diante da revolução tecnológica que transformou o mundo e criou a economia digital. Vergilio também fez críticas relevantes às seguradoras. “É importante considerar seus produtos obsoletos antes que os outros o façam. Queremos buscar soluções inovadores que respeitem regras e direitos. Não é só uma mudança de paradigma e sim de mentalidade”, afirmou.
“O objetivo deste evento sair da zona de conforto e ir em busca do caminho da inovação”, disse o líder dos corretores. “Falta ousadia ao mercado para que ele possa responder as necessidades do consumidor final”, concordou Joaquim Mendanha, titular da Susep.
O presidente da Fenacor, que é candidato a reeleição da federação dos corretores na eleição prevista para o primeiro trimestre de 2018, por mais três anos, diz que agora que a economia dá sinais de recuperação, a inflação está sob controle, juros em queda, investidores estrangeiros voltam a acreditar no país e há uma singela retomada do emprego, é preciso pensar na reforma da previdência para retomar a trilha do crescimento e do desenvolvimento, segundo ele.
“E o mercado de seguros? O setor continua aumentando de tamanho e há muito espaço para crescer, principalmente nas classes C e D, bem como nas classes A e B, segmentos que tem seguros ainda abaixo do esperado considerando os países desenvolvidos. O setor tem crescido mas não tem evoluído. O setor tem seus desafios. E não são poucos. A crise de DPVAT, de lideranças e de o governo colocar o setor em sua agenda. Temos tentado vencer esses desafios”, diz Armando Vergilio.
E qual o papel do corretor? Precisamos mostrar o nosso maior valor. Somos gente que cuida de gente. Entramos numa nova fase com a tecnologia. Temos de nos reinventar. Não podemos ser só um intermediário. Nossa missão é proteger o segurador e a seguradora. Nos mediamos, nos evitamos fraude, mitigamos a judicialização e protegemos o cliente. Temos de ser protagonista desta mudança”, conclama o presidente da Fenacor.”Temos de ser necessários aos clientes. Agregar valor. Temos de ser mais reconhecidos pelos seguradores.”
E para finalizar, Vergilio fez um alerta. “Essa é uma nova era. Eembora marcada pela tecnologia, não cometam o erro de desprezar o corretor como o mais importante canal de distribuição de produtos. Temos um estudo que mostra que o cliente não quer auto-serviço. O consumidor não quer abrir mão do consultor de seguros para ajudá-lo a encontrar a melhor cobertura. Vamos nos valorizar. Não vamos mais perder tempo com quem vive nos desprezando. Vamos prestigiar quem nos respeita”, disse Vergilio, o que foi entendido pela plateia como uma critica velada a um grande grupo segurador que em entrevista recente fez criticas negativas ao corretor, de acordo com o entendimento da categoria profissional.
Marcio Coriolano , presidente da CNseg, afirmou que a confederação que representa as seguradoras está obcecada por lapidar as bases do setor diante da revolução tecnológica que o mundo vive e assim seguir promovendo um crescimento resiliente e sustentado do país. “Agradecemos o empenho de Armando Vergilio na construção de uma agenda comum produtiva para todo o setor e a Joaquim Mendanha com uma regulação efetiva do setor”.
Coriolano enfatizou que a CNseg quer estar na agenda política do Brasil. “Temos o direito de requerer o direito de um assento no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Quero que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, aqui presente, leve esse nosso pedido ao governo. Queremos propor um conjunto articulado de medidas para que o setor possa dar maior suporte ao crescimento do Brasil”.
O presidente da CNseg citou uma ampla agenda, como a privatização do seguro de trabalho, um sistema que sofre de diversas deficiências; o destravamento de regras para Universal Life e também aprovação para a oferta de novos produtos do tipo VGBL. “Além da aprovação das regras para o seguro de garantias de obras e do PrevSaúde para que o consumidor tenha um produto financeiro para apoia-lo no envelhecimento. Também estamos em busca de uma melhora no seguro rural para acompanhar o desenvolvimento do grande carro chefe do crescimento do PIB, que é a agroindústria. O microsseguro está na lista da CNseg, bem como a livre escolha da oficina referenciada para destravar o seguro popular de automóvel”, acrescentou.
Para finalizar, Coriolano citou a tecnologia. “Longe de representar ameaça, a tecnologia veio para agregar valor a todos, principalmente aos corretores. A tecnologia é um meio para facilitar a vida do corretor, que é o único profissional habilitado para fazer esse elo entre seguradoras e consumidores”. Foi muito aplaudido ao dizer isso.
E o mesmo foi dito por todos na mesa. “Não temos de ter medo da inovação. O corretor de seguros sempre será a pessoa que faz a ligação entre as seguradoras e o consumidor por prestar um serviço diferenciado”, frisou Henderson de Paula Rodrigues, presidente do Sincor-GO.
Os ministros presentes, do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, e do Trabalho, Ronaldo de Oliveira, ressaltaram as ações “corajosas” do presidente Michel Temer em promover mudanças, como a reforma Trabalhista. “O país saiu da pior crise da sua história e agora vamos entrar em um período de crescimento prolongado e sustentado, pois estamos criando bases sólidas, fundamentadas em reformas estruturais, melhoria do ambiente de negócios, gestão pública com concessões e PPPs, bem como o aperfeiçoamento do marco regulatório“, citou Oliveira.
Segundo ele, o resultado é a projeção do crescimento do PIB para 2018 acima de 2%, “puxado por diversos segmentos, como a indústria automotiva com os investimentos anunciados nesta semana”. A inflação, disse, vai continuar baixa e isso permite a queda dos juros. “A projeção de juro real é de queda para 3% e isso abre espaço para investimento que gerará um ciclo de crescimento sustentado”, diz Oliveira.
Outro indicador ressaltado pelo ministro foi a queda do endividamento das famílias de 46% para 41%, que segundo ele abre espaço para retomar o consumo e o crédito. “Vale citar os US$ 80 bilhões em investimento estrangeiros neste ano. Isso é uma grande mensagem de confiança do investidor estrangeiro no Brasil”.
E o mercado de seguros tem acompanhado esse crescimento, frisou Oliveira, citando que o setor tem crescido mais do que o PIB na última década e só vai continuar crescendo com o avanço da economia. “Mas há enormes desafios a serem superados. O principal deles é nos entender com a tecnologia. Aqueles que não perceberem que estão obsoletos serão os primeiros a serem eliminados. Temos de utilizar a tecnologia a favor do crescimento.”
Ele citou também a necessidade de regulamentar o seguro de garantias de obras. “Estamos trabalhando para ter uma legislação mais eficiente e ágil para dar garantia ao que é construído com dinheiro da população”. Por fim, o ministro citou que o equilíbrio das contas públicas passa pela reforma da Previdência. “A garantia da sustentabilidade da previdência assegura o ajuste fiscal e a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. Temos de corrigir as injustiças que são cometidas na previdência”, frisou.
Ele lembrou que o governo gasta 57% do orçamento federal para pagar aposentadoria. “Temos de mudar a previdência para garantir o direito dos aposentados. Se não tiver a reforma, vamos ter um problema parecido com o que estamos vendo em alguns Estados. Estamos 20 anos atrasados nesta reforma”, disse ele, citando que o Japão, por exemplo, gasta menos de 25% do orçamento com a previdência.”
Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, usou o seu tempo para ressaltar o importante papel que a Escola vem empreendendo para desenvolver profissionais capacitados para setor. Ele comemorou ainda o fato da Escola Nacional de Seguros ter garantido exercer a modalidade de pós-graduação a distância, devido às boas notas atribuídas à instituição. “A Escola quer continuar protagonizando o crescimento do setor, inclusive na mudança tecnológica”, ressaltou. “Inclusive temos um corpo docente preparado para ajudar a profissionalizar pessoas frente à essa revolução tecnológica que vivenciamos e tende ainda a ser mais disruptiva do que vimos até agora. Para seguirmos neste propósito, precisamos contar com o apoio de todas as instituições do mercado no apoio de desenvolvimento do setor, não somente da CNseg e federações.”
Marconi Perillo, governador de Goiás, ressaltou que o governo federal precisa apresentar melhor ao pais a necessidade da reforma da Previdência, afirmando que o estado que administra fechará o ano com um déficit considerável em razão da previdência. “O populismo quase levou o Brasil a falência absoluta”, ressaltou ele, elogiando a coragem do atual governo em fazer as reformas e ajudar o país a voltar a crescer. Segundo ele, Armando Vergilio que o despertou para a importância do mercado segurador. “Parabenizo a todos os corretores por serem uma categoria tão importante para o Brasil”.
As indenizações pagas por acidentes de trânsito pela Seguradora Líder, responsável pela administração do Seguro DPVAT, chegaram a 294.980 mil no terceiro trimestre de 2017. Apesar de o resultado ser 8% inferior ao mesmo período de 2016, houve um crescimento dos casos de morte no trânsito: foram 31.004 indenizações computadas, 29% a mais do que no ano passado. Na cobertura por Invalidez Permanente, total ou parcial, foram registrados 220.153 sinistros. Embora representem o maior volume de indenizações pagas (75%) no período, esse montante foi 14% inferior ao registrado no mesmo intervalo de tempo do ano anterior.
A faixa etária mais atingida continua sendo a de pessoas com 25 a 34 anos, que reponde por 79.643 indenizações (27%), mas é crescente o número de acidentes ocorridos com os jovens: o grupo dos que têm entre 18 e 24 anos está em segundo lugar nas estatísticas, representando 22% do total, ou 63.980 indenizações pagas no período.
De acordo com o boletim do último trimestre, 173.893 (59%) dos indenizados pelo Seguro DPVAT são motoristas, sendo que 86% (149.304) deste total estavam sob a direção de uma motocicleta. Os pedestres representam 26% (77.964) da parcela das indenizações. Já os passageiros 15% (43.123).
“O respeito às regras do trânsito e o uso de equipamentos de segurança, como capacetes, salvam vidas. A maioria das indenizações pagas se destina à cobertura por morte e invalidez de pessoas muito jovens, a maioria homens, condutores de motocicletas. Famílias inteiras são afetadas por situações trágicas como essas. É fundamental ampliar as ações de Educação para o Trânsito para reverter esse cenário”, defende Ismar Tôrres, diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT.
No mês das crianças, um tema muito importante também pode ser discutido pelos pais e responsáveis: a educação financeira. A seguradora Mongeral Aegon incentiva o assunto desde cedo, que pode ser adaptado no dia a dia, de acordo com a idade. “Muitas pessoas pensam no agora, mas tendem a não planejar algo que seja usufruído no futuro, como uma viagem ou um patrimônio. Com os filhos não é diferente. Através de pequenas atitudes é possível criar a consciência de valores, seja para uma criança ou um adolescente”, pontua a superintendente de Educação Corporativa da companhia, Patrícia Campos.
Confira algumas dicas simples elaboradas pela Universidade Mongeral Aegon que podem ajudar na hora de ensinar para a criançada:
– O momento ideal para introduzir o assunto é quando a criança aprende a contar. Nessa fase, dar moedas e explicar o sentido de valores, e não quantidade, é importante. Tudo ao seu tempo. No início, cinco moedas de dez centavos valem mais que apenas uma de cinquenta.
– A partir de sete anos uma boa alternativa é introduzir a mesada. Esta é uma boa forma para que a criança passe a ter noção de prioridades, tomada de pequenas decisões e gestão do próprio dinheiro. É importante ressaltar que a mesada não tem como objetivo cobrir gastos básicos como alimentação, transporte e material escolar.
– Um aliado para esta fase é o Jogo dos Quatro Porquinhos. Nele, a criança define para onde irá cada parte do dinheiro acumulado: ‘Sr. Agora’ para gastos emergenciais; ‘Sr. Desejo’, que trabalha o tema poupança, algo para um futuro próximo; o ‘Sr. Bonzinho’, que representa uma doação; e o ‘Sr. Futuro’ estabelece noções de investimento, como uma previdência privada para a criança, dinheiro para ser utilizado a longo prazo.
– Na adolescência, trabalhe a consciência empreendedora. Além de contribuir com o desenvolvimento de habilidades como administração, negociação, estimula a criatividade e a inovação, além de reforçar a importância do contribuir e colaborar.
Na data, a Mongeral Aegon também preparou uma forma para que os pais possam planejar desde cedo algum presente que desejam dar aos filhos no longo prazo, como uma viagem ou a tão sonhada festa. O Simulador dos Sonhos pode ser acessado no link: http://mongeralaegon.wertech.com.br/
Depois de experimentar desaceleração nos últimos meses, o setor de previdência complementar aberta volta a experimentar crescimento de dois dígitos. As contribuições aos planos somaram R$ 10,88 bilhões em agosto, resultado 13,45% superior ao verificado no mesmo mês do ano anterior, quando os aportes totalizaram R$ 9,59 bilhões. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.
A captação líquida no período apresentou um saldo positivo de R$ 5,59 bilhões, volume 9,93% inferior aos R$ 5,057 bilhões verificados em agosto do ano passado. Os resgates totalizaram R$ 5,32 bilhões, valor 17,37% maior que o contabilizado em agosto de 2016 (R$ 4,53 bilhões). O crescimento do volume de resgates se explica em parte pela evolução do volume de reservas que cresceu 20,4% comparado com o ano passado alcançando R$ 718 bilhões em agosto.
De acordo com a federação, o setor fechou o mês de agosto com 13.691.386 milhões de pessoas com planos de previdência privada contratados no país, sendo 10.220.050 de planos individuais (incluindo planos para menores) e 3.471.336 de planos coletivos.
“O movimento de recuperação pelo que o país está passando, ainda que tímido, começa a ter impacto no volume de contribuições”, analisa Edson Franco, presidente da FenaPrevi. “E também verificamos um aumento de 8,26% no número de indivíduos com planos ao final de agosto, frente ao mesmo período do ano anterior, o que sinaliza que a consciência dos brasileiros na importância de formação de reservas de longo prazo está aumentando”, diz. Os planos na modalidade individual continuam sendo os mais representativos, correspondendo a 75% do total de participantes.
Na análise por tipo de contratação os planos individuais responderam por 87,42% dos novos aportes nos seis meses do ano, ou seja, R$ 9,51 bilhões. Os planos individuais para menores tiveram participação de 1,48% e receberam aportes totalizando R$ 161,28 milhões, segundo dados do balanço da FenaPrevi.
O restante (11,09%) dos aportes (R$ 1,20 bilhão) foi destinado aos planos coletivos de empresas, oferecidos em forma de benefícios aos colaboradores, e planos contratados por sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados.
Os planos VGBL, os mais representativos da indústria, responderam por 92,61% (R$ 10,07 bilhões) do total dos aportes. O PGBL respondeu por 6,70% (R$ 729,45 milhões) do total de novos depósitos. Já os planos tradicionais de acumulação receberam aportes de R$ 74,57 milhões, 0,69% do total verificado em agosto.
No acumulado de janeiro a agosto, segundo a federação, as contribuições somaram R$ 74,65 bilhões e o total foi 5,70% superior ao montante de R$ 70,60 bilhões registrado em 2016. O resultado da captação líquida ficou com saldo positivo de R$ 34,17 bilhões. Saldo 3,4% abaixo dos R$ 35,35 bilhões do mesmo período em 2016.
De acordo com a FenaPrevi, os planos VGBL receberam contribuições de R$ 68,42 bilhões no acumulado do ano. Já no PGBL o volume de aportes foi de R$ 5,66 bilhões no mesmo período. Os planos tradicionais de acumulação registraram arrecadação de R$ 566 milhões no acumulado.
Na análise por tipo de contratação, os aportes nos planos individuais somaram R$ 64,55 bilhões. Os planos para menores arrecadaram R$ 1,24 bilhão. O restante dos aportes, de aproximadamente R$ 8,86 bilhões, foi destinado a planos coletivos contratados por empresas em favor de seus colaboradores.
“Um órgão supervisor forte preza pela eficiência do setor, atuando como agente de fomento e de combate ao mercado marginal”, pontua o titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha de Ataídes, em relação ao grupo de trabalho sobre o mercado marginal que será constituído pela autarquia até o dia 30 de outubro. O grupo será formado por representantes do Governo, por meio da própria Susep e da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda; de entidades e instituições representativas do setor de seguros, como a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e a Escola Nacional de Seguros; e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
De acordo o superintendente da Susep, a iniciativa busca colocar em discussão o mercado marginal como um todo, não apenas a chamada proteção veicular, para que sejam adotadas medidas em prol dos consumidores e do setor de seguros supervisionado pela autarquia. “Estamos falando de empresas que comercializam, de forma irregular, produtos similares aos de seguro. Porém, tais empresas não cumprem as regras e os critérios preestabelecidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)”, enfatiza.
Entre as regras que o CNSP estabelece para a constituição de sociedades seguradoras, de capitalização, de entidades de previdência privada e resseguradoras, estão: as de solvência – que atestam a condição que uma companhia possui, entre ativos e passivos, para arcar com seus compromissos financeiros; bases técnicas atuariais que visam a estabelecer probabilidades de riscos; e a fiscalização em relação às condições legais para eleição dos seus administradores.
“Todas as empresas que comercializam produtos de seguro precisam ser autorizadas pela Susep. Ainda assim, a autarquia mantém uma força-tarefa constante no sentido de coibir a realização de operações de seguros por empresas sem autorização”, esclarece o superintendente da Susep, reiterando que a Susep vê o mercado marginal com preocupação. “A prática ilegal causa prejuízos à população porque não há proteção jurídica para o consumidor. O consumidor precisa estar bem informado para não levar gato por lebre’, alerta.
Ações civis públicas e processos administrativos
Em relação à proteção veicular, no âmbito da Procuradoria Federal junto à Susep, há cerca de 180 ações civis públicas, nas quais a Susep é a autora principal, mas há também outras ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).
No campo da Diretoria de Supervisão de Conduta da Susep, hoje, há pelo menos 200 processos administrativos referentes à proteção veicular em apuração de indícios de irregularidades. Além disso, a diretoria está analisando outros 20 processos referentes a seguros de vida e acidentes pessoais.
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