Ontem o Bradesco divulgou fato relevante informando a saída de Lázaro Brandão da presidência do Conselho. Em matéria de uma página no jornal Estado de São Paulo, a jornalista Sonia Racy, Brandão afirma que faria nada diferente do que fez. Vale a leitura.
Luiz Carlos Trabuco vai acumular a presidência do banco e do conselho até ser escolhido seu sucessor, o que está previsto para acontecer ate março do ano que vem. Aos 91 anos, Brandão permanecerá, contudo, na presidência do conselho de administração de empresas ligadas ao conglomerado.
Os jornais trazem hoje alguns nomes. Ao que tudo indica, o vice-presidente de tecnologia do Bradesco, Maurício Minas, é o favorito. Também concorrem ao cargo os vice-presidentes Alexandre Glüher, responsável pela área de relações com investidores, e Josué Pancini, responsável pela rede de agências do banco. Segundo a Agência Estado, há quem considere também os mais novatos no quarto andar da Cidade de Deus, Marcelo Noronha, que cuida de cartões e banco de investimentos, Octavio de Lazari, que responde por seguros, e André Cano, de recursos humanos.
A BR Insurance acaba de contratar Camila Von Müller como diretora de Operações Benefícios para reforçar seu time de profissionais. O principal desafio da executiva é otimizar os processos relacionados à gestão de saúde e riscos, e garantir que a área operacional realize as entregas de forma ágil e eficaz aos clientes.
“Ela vem reforçar nosso time com o objetivo de prover inovações, focadas no desenvolvimento de ferramentas e processos. Com a chegada da Camila queremos reforçar a importância da proximidade e a entrega de serviços com valor agregado aos nossos clientes”, diz o CEO da BR Insurance Luiz Roberto de Salles Oliveira.
Camila tem mais de 17 anos de experiência atuando nas empresas Orizon, Credicard, Vésper e Santander. A executiva é formada em Administração de Empresas, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e possui mestrados em Liderança em Estratégia, pela London Business School, e Marketing, pela University of California Berkeley.
Partindo para o seu segundo ano de atividade, a thinkseg intensifica o fortalecimento da sua gestão com a chegada do sócio Carlos Eduardo Sarkovas, com vasta experiência profissional da área de seguros.
Com 16 anos de atuação no setor, o Cadu – como é chamado –, traz para a thinkseg expertise em seguros, além de relacionamento com clientes e desenvolvimento de canais para distribuição de produtos B2B (transações entre empresas) e B2C (transações entre empresas e consumidor).
Na thinkseg, o novo sócio Cadu será o responsável pela área de Clientes, Produtos, Comercial e Operacional da start-up de seguros, enquanto que o fundador da thinkseg, Andre Gregori, passa a se concentrar no papel institucional, estratégias, parcerias e marketing, além de ter a responsabilidade de pesquisar inovações e tendências do setor em todo o mundo.
“Continuo com o propósito de me dedicar ao setor de seguros com novas ideias, vontade de empreender e botar a mão na massa para trazer ao mercado de seguros o que a tecnologia tem de melhor”, diz Cadu. “Dentre as oportunidades que se apresentaram, minha escolha foi por um modelo 100% digital por ser um caminho que, realmente, tem grande potencial de crescimento ao redor do mundo e, principalmente, no Brasil”, completa.
Para o fundador da thinkseg, Andre Gregori, a vontade de empreender do Cadu vem de encontro ao atual momento da start-up. “Desde o início deste ano começamos a fortalecer a gestão do nosso modelo de negócio. O nosso encontro de objetivos, meu e o do Cadu, foi muito oportuno. Agora, juntos, vamos aprimorar a gestão da thinkseg de modo intenso. É uma grande satisfação tê-lo conosco porque, além da veia empreendedora, ele soma experiência e, ainda, é um excelente líder de equipe. Tudo o que precisamos”, afirma Gregori.
Estou de volta ao Brasil após 3 dias intensos em Las Vegas. Ao chegar, fiquei sabendo do horrível massacre que vitimou dezenas e feriu centenas de inocentes que estavam apenas participando de um festival de música. Triste. Parei para refletir e tentar entender por que este tipo de coisa acontece e voltei a atestar como somos vulneráveis e como nossa vida é frágil.
Por outro lado, apesar das forças contrárias, o reforço da minha convicção, de que não podemos nos deixar abater e continuarmos em frente trabalhando para construir um mundo mais justo e seguro, enfatiza-se com mais força do que nunca. Pode parecer que não temos muito a fazer quando nos deparamos com situações trágicas como a do tiroteio, no entanto, o fato de atuarmos na área de seguros nos dá o privilégio de poder contribuir em diversas frentes, desde os esforços na prevenção de riscos até no reparo financeiro, em caso de tragédias, e o amparo àqueles que necessitam de apoio nestes momentos críticos.
Com esta inspiração em mente, concluí que realmente valia a pena continuar em Las Vegas para participar da mais importante conferência mundial sobre o uso da tecnologia na indústria de seguros.
Por mais verossímil que seja acreditar que a tecnologia resolverá todos nossos problemas – e realmente, há uma gama de soluções incríveis com o apoio da tecnologia – pude confirmar nesta enorme conferência para 3.800 pessoas o que acredito piamente: o ser humano deve estar no centro do que fazemos. O foco no cliente e o atendimento humanizado continuam sendo fatores críticos de sucesso de qualquer organização. A tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um suporte ao aprimoramento dos produtos e serviços. O cliente quer ter suas necessidades atendidas, independente da tecnologia empregada.
Na busca das maravilhas que podemos conquistar por meio do uso de tecnologia, as principais tendências observadas no evento estão ligadas à coleta e ao uso de grandes bases de dados. Temos uma proliferação absurda de sensores capazes de capturar uma quantidade brutal de dados a respeito de tudo: como e quando dirigimos nossos carros, avaliações completas de nossas casas, sensores de presença, monitoramento de condições de saúde em tempo real, etc.
Falou-se sobre inteligência artificial (AI – Artificial Intelligence e ML – Machine Learning), mas ainda não há nada muito concreto a esse respeito do que já tenha sido colocado em prática na indústria de seguros. No entanto, fica claro que, tanto as grandes seguradoras quanto as start-ups, estão em busca de formas de uso comercial deste tipo de tecnologia (AI e ML), pois nota-se que existem diversos testes e pilotos em andamento nas mais diversas frentes, principalmente às ligadas à subscrição de riscos e prevenção de sinistros.
Ainda na linha de tendências, é possível testemunhar que a tecnologia vem sendo usada para eliminar o envolvimento humano em diversas etapas dos processos, assim como o foco na obtenção de informação em tempo real a todo o momento. Neste sentido, a conectividade passa a ter papel fundamental.
Já com relação a telemática, logo pensa-se em seguro de automóvel e produtos como pay as you drive, isto é, pagar pelo que dirige. Em minha percepção, foi notável que o foco migrou para pay how you drive and where you drive – pague como você dirige (se freia com constância, se desrespeita regras de trânsito, etc.), além do local onde dirige. No entanto, a grande surpresa veio com a mudança do conceito do uso destes dispositivos, com grande foco na redução da sinistralidade, isto é, a tecnologia embarcada deixa ser apenas um acumulador de dados para uso em precificação, mas passa também a dar feedback em tempo real para o cliente, permitindo que a pessoa mude de comportamento, reduzindo ou evitando riscos.
Quando pensamos em tecnologia, na maior parte das vezes, temos um viés positivo, mas sabemos que nem sempre é assim. Por exemplo: a quantidade de acidentes aumentou em razão das pessoas terem passado a digitar mensagens em seus smartphones enquanto dirigem. Dispositivos que permitam alertar o motorista instantaneamente fazendo com que mudem seu comportamento têm um valor inestimável. Os resultados que vem sendo obtidos apontam para uma redução de, pelo menos, 20% nos índices de sinistralidade.
Paralelamente, pude notar que a natureza do risco em si está mudando, passando das pessoas para as máquinas. E que dentro desse contexto existem focos de preocupação crescentes associadas aos riscos advindos de incertezas geopolíticas, mudanças climáticas, terrorismo e crimes cibernéticos.
Em relação às novidades, observei diversas iniciativas no desenvolvimento de produtos que oferecem uma cobertura dinâmica, muitos deles com a características de poderem ser “ligados” e “desligados” de acordo com a necessidade do cliente. São opções interessantes, com apelo mercadológico atraente, entretanto fico pensando se tais produtos não são fonte inesgotável de anti-seleção de risco, ou seja, só “ligará” a cobertura quando souber que correrá mais risco, quebrando a espinha dorsal de um dos pilares conceituais do seguro: a cobertura para eventos incertos.
Quanto à postura das grandes seguradoras em relação ao advento das insurtechs, verifiquei uma significativa mudança de rota. Ao invés de tentar competir ou eliminar as start-ups, as seguradoras estão buscando estabelecer parcerias com elas. Fica claro que se não for impossível criar operações inovadoras dentro de empresas tradicionais solidamente estabelecidas, é extremamente moroso e não necessariamente mais eficaz do que se associar a uma empresa mais enxuta, ágil e com foco centrado numa questão específica.
Por outro lado, insurtechs de sucesso têm sido aquelas que não optam por criar soluções incríveis para problemas inexistentes, e sim as que buscam achar primeiramente os problemas reais e cotidianos das seguradoras. Após essa etapa, há a possibilidade de então oferecer uma solução inovadora, principalmente na questão de eficiência e na redução de custo de sua operação.
Pensando no futuro dos seguros de automóvel imediatamente nos remetemos ao impacto da telemática, e como dito acima, o foco deixou de ser o quanto você usa seu carro para o como e onde. Depreendi que ainda estamos longe do carro totalmente autônomo – pelo menos uma década em países desenvolvidos e bem mais do que isso em países em desenvolvimento como o Brasil. Não é mais uma questão de “se”, mas sim de “quando”. Vale lembrar que, antes da chegada dos carros totalmente autônomos, teremos a fase transitória de veículos semiautônomos, aqueles que possuem pilotos automáticos para estradas, mas que passam para comandos manuais em ambientes urbanos.
Aqui, mais uma vez, vemos a mudança na natureza do risco. Teremos que pensar na divisão e admissão de responsabilidade em cada momento específico. Numa estrada, quando um computador está no comando do veículo e na eventualidade de um acidente, a quem deve ser imputada a culpa? Ao fabricante do veículo, do software ou o provedor de internet? E nos momentos nos quais a pessoa assume a condução? Além disso, como precificar e fazer a gestão do sinistro em veículos com car sharing e ride sharing (dentro do conceito de compartilhamento)? São mudanças nada triviais com relação ao que temos hoje.
De qualquer forma, é consenso que o uso da tecnologia trará uma sensível redução nos acidentes, permitindo uma diminuição no valor cobrado pelo seguro (prêmio) e um aumento na quantidade de pessoas que poderão comprar a proteção.
Quanto aos produtos e serviços de seguros em geral, as pessoas buscam algo que contemple elementos, normalmente, fora da indústria de seguros atual, isto é, o padrão de comparação deixou de ser o seguro em si nos diversos competidores no mercado e passou a ser a experiência obtida em empresas como o Google ou a Apple. Os consumidores de seguros estão em busca de produtos simples, personalizados, de empresas que agem proativamente no sentido de maximizar a satisfação do cliente em todo o processo, desde a compra, sinistro, passando pela prestação de serviço em si, chegando até a renovação da apólice.
Há a necessidade de uma interação rápida, sem percalços e sem que o cliente tenha que se adaptar aos processos internos das empresas, pelo contrário, os processos terão que ser adaptados para atender as necessidades dos consumidores e, neste sentido, o uso da tecnologia passará a separar os vencedores dos perdedores. A conclusão é que as empresas precisam recalibrar seu olhar, mudando do foco interno para o externo, isto é, pela ótica do cliente e não aquela de suas áreas de processos.
Fica evidente que a chave do sucesso é passar a resolver os problemas dos clientes e não os problemas dos produtos e serviços. Para tanto, as empresas precisarão de uma revisão muito séria de suas estratégias, estruturas e qualificação de pessoal, dado que o mote deixará de ser na função e passará a ser na emoção da experiência como um todo.
No que tange o papel do corretor neste mundo digital, reforço a tese que a categoria não deixará de existir, mas precisará revisar seu papel. Os corretores sobreviventes serão aqueles que deixarão a tecnologia como protagonista no âmbito de gerenciamento de atividades processuais burocráticas e repetitivas e passarão a assumir o papel crucial de consultores de risco para seus clientes. Vale mencionar que os corretores do futuro deverão ajudar as seguradoras em questões ligadas a aceitação de risco e precificação em circunstâncias nas quais as máquinas não têm a capacidade de interligar fatos, que a princípio não parecem estar correlacionados.
Também faço questão de compartilhar que tive a grata oportunidade de assistir um interessantíssimo painel de debates a respeito da revisão do papel do órgão regulador em função de tantas mudanças trazidas pela aplicação da tecnologia. O tema é extenso e merece um texto específico, mas apenas para não deixar passar em branco, listo algumas das preocupações dos reguladores: como regular o uso e armazenamento de grandes bases de dados e sua privacidade, como evitar a discriminação injusta – apesar da subscrição de risco ser por natureza discriminatória – , como a tecnologia impactará questões de solvência e a proteção dos direitos do consumidor, como regular machine learning, isto é, computadores tomando decisões sobre aceitação de risco e precificação, como regular a oferta de dispositivos e sensores pelas seguradoras no sentido de coletar dados e minimizar riscos, até com o envio de sinais para tomada de ação instantânea para reduzir ou evitar riscos.
A conclusão que chego é que vivemos um momento fascinante tanto para as seguradoras, como para as insurtechs, reguladores, investidores e, principalmente, para os clientes. Oportunidades estão por todos os lados, especialmente na questão de soluções para redução de riscos, na coleta, no processamento e interpretação de grandes bases de dados, além do uso da tecnologia para otimização de processos com o intuito de melhorar a experiência do cliente com a indústria de seguros.
Alguns ramos do setor de seguros mais sensíveis ao ciclo de estabilização econômica melhoraram seus índices e a arrecadação nominal apontou um crescimento de 4,8% até agosto de 2017 em comparação com igual período do ano anterior. O volume arrecadado atingiu o montante de R$160,5 bilhões, segundo os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e reunidos pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para o boletim conjuntural Carta do Seguro, cuja edição ratifica o caminho da recuperação do setor em 2017 e aponta que os prêmios de seguros e aportes a planos de previdência e títulos de capitalização totalizaram R$ 22,3 bilhões em agosto, com crescimento de 10,2% ante o mesmo mês de 2016. “Olhando a série de janelas de 12 meses, essa recuperação precisa ser examinada com cautela porque o mercado de seguros, previdência e capitalização revela ainda desaceleração, considerando a sua maior resiliência em 2016”, analisa o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, em editorial da Carta do Seguro.
Um dos segmentos que também denotam evolução é o de Automóveis, que no acumulado do ano já mostra aumento de 6,5% relativamente a idêntico período de 2016. Também evoluíram Crédito e Garantias (39%), Garantia Estendida (3,4%) e Rural (14,6%). No segmento de Cobertura de Pessoas, os Planos de Acumulação VGBL tiveram recuperação, tendo a taxa de crescimento passado de 4% para 5,3%,.
Na mesma edição da Carta do Seguro, o economia Lauro Faria, da Escola Nacional de Seguros (ENS) destaca que os últimos dados registrados no mercado de seguros ratificam o cenário de retomada do crescimento do produto com queda da inflação e, como consequência, da taxa básica de juros comandada pelo Banco Central. O IBC-BR, que é uma estimativa do PIB calculada pelo BC, teve expansão de 0,4% em julho passado sobre o mês anterior na série com ajuste sazonal e de 1,2% no acumulado do ano até julho contra os sete meses anteriores.
Faria assinala que a taxa de desocupação recuou para 12,6% no trimestre junho/agosto de 2017, menos 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre março-maio anterior. Assim, a expectativa de crescimento do PIB para o ano de 2017, constante do Boletim Focus de 29/09/2017, avançou para 0,7%, a da inflação caiu para 2,95% (dez.2017 / dez.2016), e a da taxa Selic, para 7% ao final de 2017. Mostrando, contudo, que a economia ainda não se recuperou de todo, o dado de agosto da produção industrial revelou queda de 0,8% em comparação com o mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal, resultado que interrompeu quatro meses seguidos de expansão.
A forte redução das taxas de juros teve efeitos diretos e indiretos sobre as seguradoras, aponta o economista da ENS. Na área da Susep, no agregado, o resultado financeiro caiu 13,9%, e o resultado patrimonial, 16,7% no acumulado do ano em comparação com o mesmo período de 2016. “Em compensação, melhorou a eficiência técnica das seguradoras: a chamada “margem bruta” (sinistralidade + índice de despesas de comercialização) para o total do mercado caiu no mesmo período de 71,2% para 70,4% (em Ramos Elementares, de 77,5% para 77,1% e em coberturas de riscos de Seguros de Pessoas, de 57,6% para 56,7%). No entanto, tal melhora não foi suficiente para manter a taxa de rentabilidade do patrimônio liquido do conjunto das seguradoras, que, em termos anualizados, caiu de 23,4% no acumulado de 2016 até agosto para 20,2% no mesmo período de 2017. Note-se que ainda assim trata-se de taxa de retorno elevada, mormente se comparada à de outros setores da economia brasileira”, analisa Faria.
Indústria
A edição da Carta do Seguro traz também uma entrevista com o Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na qual ele aponta que o consumo das famílias é o ponto principal da retomada do crescimento da indústria. “No momento atual, há um certo descolamento da atividade produtiva da crise política. As condições de ajuste financeiro das famílias viabilizam o retorno gradual do consumo. As empresas também realizaram ajustes de custo, ao longo do penoso processo recessivo, que as tornaram mais eficientes. Temos, assim, algum espaço para crescer, mesmo com as dificuldades políticas. No entanto, é indispensável um ambiente de previsibilidade e segurança quanto a avanços no ajuste fiscal e a reformas necessárias para melhorar o ambiente de negócios e estimular investimentos. Nesse sentido, a superação da atual crise política e as perspectivas de um novo governo comprometido com essa agenda, a partir das eleições de 2018, são fundamentais”, destaca Andrade.
Seguem mais números relativos ao resultado do mercado segurador no mês de agosto de 2017, comparados com o mesmo período do ano passado:
· Seguro Habitacional: variação nominal de 11% (arrecadação de R$ 2,4 bilhões);
· Seguros de Responsabilidade Civil: variação nominal de 3,7% (arrecadação de R$ 4,7 bilhões);
· Seguro Viagem: variação nominal de 45,5% (arrecadação de R$ 357,4 milhões);
· Seguro Prestamista: variação nominal de 24,6% (arrecadação de R$ 6 bilhões);
· Seguro Rural: variação nominal de 5,6% (arrecadação de R$ 8,9 bilhões);
· Seguro de Vida: crescimento de 14,6% (arrecadação de R$ 2,6 bilhões).
O economista Sérgio Besserman Vianna, presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e especialista em questões ambientais, fala nesta segunda-feira ao quadro “Entrevista Especial” da Rádio CNseg. Na conversa, ele discorre sobre a sociedade do século XXI e os desafios da população mundial. “Estamos num momento, nas próximas duas ou três décadas, que é quase uma revolução comparável ao Renascimento, ao Iluminismo”, diz. “Vamos ter que abandonar uma civilização, a dos combustíveis fósseis, e criar outra.”
Também nesta segunda-feira, no “Fala Presidente”, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, aborda a questão da violência e seu impacto no mercado de seguros. “É lógico que, no caso do seguro, o maior foco é a segurança econômica das pessoas”, diz Coriolano. “Mas temos produtos para fazer frente especificamente à violência”, afirma, lembrando os Seguros de Automóveis, Celulares e Residencial, entre outras modalidades.
Nesta terça, no “Qual é a Dúvida?”, o presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg, Danilo Silveira, responde à pergunta de uma ouvinte sobre franquia no Seguro Residencial. No mesmo dia, vai ao ar o “Conheça os Seguros Gerais”. Na quarta-feira, é a vez dos programas “Entenda os Seguros de Pessoas” e “Inovação e Sustentabilidade”.
No dia seguinte, o “Por Dentro da Saúde Suplementar” apresenta um balanço do 3º Fórum da Saúde Suplementar, realizado na semana passada em São Paulo. Ainda na quinta-feira, entra o quadro “Momento Jurídico”.
Encerrando a semana, no “Minuto da Capitalização”, a propósito do Dia da Criança, comemorado na véspera, o consultor da FenaCap Álvaro Modernell aborda a educação financeira na infância. Também na sexta, entra o quadro “Dicas do Consultor”.
Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.
O Grupo Omint, líder em planos de saúde de alto padrão, dá mais um passo para intensificar a diversificação de seus negócios no mercado brasileiro. Depois de abrir uma seguradora em 2015 para atuar em seguro de vida em grupo e seguro viagem, a companhia entra agora no mercado de seguro de vida individual, com produtos voltados para pessoas físicas. “Vamos ampliar a atuação da Omint Seguros para ganhar mais musculatura”, afirma Cícero Barreto, diretor comercial do Grupo Omint.
O objetivo é alcançar R$ 60 milhões em prêmios com a operação de seguros até 2019. O seguro de vida individual deve representar 30% deste volume. “Com este lançamento, entramos em um dos segmentos do mercado de seguros com maior potencial de crescimento”, analisa o executivo.
Com o novo produto a empresa amplia seu público alvo e inicia a construção de um relacionamento com pessoas que, apesar de conhecerem a marca, não tiveram a oportunidade de usufruir de seus serviços. Os clientes e a rede de credenciados da Omint Saúde, um público que inclui médicos, dentistas, executivos de hospitais, de laboratórios e de empresas de serviços especializados terão destaque na estratégia de distribuição da companhia.
Com oferta de capitais segurados de até R$ 30 milhões, a Omint atenderá as diversas necessidades dos clientes. São mais de 10 coberturas e serviços disponíveis para combinação que resultarão na customização do produto mais adequado para cada perfil de cliente. “A vocação da Omint sempre foi desenvolver produtos diferenciados para empresas e pessoas. O lançamento do seguro de vida individual, que se soma a outros produtos da companhia desenhados sob medida para cuidar das pessoas, reafirma o nosso compromisso com a qualidade na entrega e excelência no atendimento”, diz.
No segundo semestre de 2015, com investimento de R$ 30 milhões, o grupo abriu a Omint Seguros para operar no ramo de seguro de pessoas. A empresa iniciou as suas atividades comercializando seguros de vida em grupo e seguro viagem. A companhia faturou R$ 46,1 milhões em prêmios no primeiro ano de atividade.
A Omint acredita no reconhecimento da marca e na oferta de serviços diferenciados para conquistar os clientes, assim como faz em saúde, pretende se diferenciar pelo atendimento personalizado, pela prestação de serviços especializados e pela flexibilidade de combinação das coberturas oferecidas “Quem já conhece nossa excelência nos serviços de saúde agora passa a contar com uma alternativa de qualidade para contratação de seguros de riscos pessoais”, enfatiza.
Para fortalecer sua presença no mercado de seguros de pessoas, a Omint investiu também na ampliação da base de corretores e no fortalecimento da área comercial. Hoje a companhia conta com uma base de 300 empresas corretoras especializadas para fazer a distribuição do produto e buscará assessorias para suporte nos estados fora do eixo Rio-São Paulo e consultores de investimento em todo o Brasil.
Sobre a Omint
A Omint Saúde, principal operação do grupo Omint no Brasil, registrou faturamento de R$ 1,27 bilhão em 2016, consolidando expansão de 8,3% frente ao ano anterior. A companhia conta com 115 mil vidas em carteira, sendo 73 mil em planos de medicina e 42 mil em planos de odontologia.
A Omint iniciou suas operações no Brasil em 1980 com o lançamento do primeiro plano de saúde voltado para o segmento de alto padrão do país, segmento em que hoje é líder de mercado.
Em 1999, a Omint passou a atuar como fornecedor de serviços em odontologia, com a abertura de uma clínica própria para atendimento exclusivo de seus associados de planos odontológicos e também de clientes particulares. Hoje a clínica, uma das mais modernas da América Latina, conta com duas unidades em São Paulo, sendo a 1ª do ocidente a conquistar a certificação JCI (Joint Commission International) – o mais importante selo de qualidade mundial para instituições de saúde.
No segundo semestre de 2015, com investimento de R$ 30 milhões, o grupo abriu a Omint Seguros para operar no ramo de seguro de pessoas. A empresa iniciou as suas atividades comercializando seguros de vida em grupo e seguro viagem. A companhia faturou R$ 46,1 milhões em prêmios no primeiro ano de atividade.
Cristina Weiss Tessari, coordenadora de seguros corporativos da CPL Energia, falou ao blog Sonho Seguro sobre gerenciamento de risco do grupo CPFL, considerada uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.
Está em moda o Road show para conscientizar acionistas sobre os riscos inerentes ao negócio. Sua empresa tem feito esses encontros?
A contratação de proteção securitária está solidificada na cultura do Grupo CPFL. Temos um Comitê Interno de Seguros, formado pela Equipe de Seguros Corporativos e por representantes indicados pelas vice-presidências responsáveis pela gestão dos ativos (infraestrutura, equipamentos elétricos, logística, etc). Nessas reuniões os riscos são mapeados e discutidos quais serão transferidos para o mercado segurador. A proximidade com os gestores dos diversos ativos do Grupo CPFL é importante para que a equipe de Seguros Corporativos realize o estudo dos riscos e das coberturas disponíveis no mercado de seguros. Durante o processo de colocação do risco, é realizado um roadshow com o mercado segurador e ressegurador, no qual é apresentada a estrutura do Grupo CPFL, a forma de gestão dos ativos e riscos, assim como as coberturas que desejam ser contratadas. A depender do tamanho/complexidade do risco, é elaborado um roadshow específico para a determinada apólice, pois, nesses casos especiais, demandam apresentação mais completa da estrutura de gestão do risco realizada pelo Grupo CPFL.
Como avalia a percepção dos acionistas?
A contratação de seguros é tratada como assunto estratégico e ferramenta de mitigação de risco. Os maiores riscos dependem do setor de atuação da empresa. Como o Grupo CPFL atua em todo segmento de energia (distribuição, comercialização, geração e serviços), é necessário criar soluções customizadas para cada tipo de negócio. Por exemplo, no caso das empresas de geração de energia, o risco é concentrado nas usinas. Porém, como são riscos de baixa frequência, as franquias precisam ser ajustadas. Para esse segmento, temos apólices importantes como de Riscos Operacionais e Responsabilidade Civil.
Quais os riscos que mais preocupam os acionistas?
Para os ativos das empresas distribuidoras de energia do Grupo, o risco é pulverizado, no qual os eventos de alta frequência e baixa severidade são absorvidos pela companhia. Os riscos transferidos para o mercado segurador são os identificados como média/baixa frequência e média/alta severidade. O balizador para identificar a transferência desses eventos ao mercado segurador é a franquia, que, nesses casos, é bem menor se comparada a franquia dos riscos das geradoras. Nesse caso, as apólices de Riscos Nomeados e também Responsabilidade Civil Geral possuem significativa relevância. As apólices de seguro garantia (para causas judicias, BID, performance e compra/venda de energia) são instrumentos frequentemente utilizados para todas as empresas do Grupo. Ademais, dos exemplos acima, o Grupo CPFL contrata apólices de Riscos de Engenharia, Responsabilidade Civil Obras, Responsabilidade Civil Ambiental e Transporte.
Nesta época de crise, quais as alternativas para programas de seguros de grandes riscos? Aumentar franquia? Seguir recomendações de segurança? Concentrar as apólices em uma única seguradora/resseguradora?
Mesmo com a crise vivenciada atualmente, o seguro para grandes riscos ainda apresenta taxas bem competitivas, embora as franquias apresentadas estejam cada vez mais elevadas. Para um Grupo como a CPFL Energia, com riscos muito diversificados de acordo com o segmento de atuação da empresa, procuramos parceiros experientes/credenciados em cada risco específico. Sempre atuando com seguradoras com solidez financeira (rating) e bom histórico no mercado. Um ponto de atenção é que as opções de seguradoras com apetite para grandes riscos diminuíram em decorrência de algumas fusões entre grupos seguradores.
Quais riscos o grupo tem como estratégia repassar para seguro?
É importante considerar que o seguro não deve ser considerado apenas como uma ferramenta de transferência de riscos às seguradoras, mas também como um aliado na gestão dos riscos, no qual é necessária uma proteção financeira para eventos súbitos e inesperados que ocorrem, mesmo sendo seguidas todas as recomendações de manutenção e protocolos de segurança. A melhor alternativa para uma boa colocação dos riscos no mercado segurador, considerando aspectos técnicos e comerciais, é o cuidado que a empresa demonstra na gestão dos seus ativos e responsabilidades. A baixa sinistralidade, resultado de manutenção preventiva dos ativos, é um dos itens mais importantes no momento da colocação de um risco.
Mercado segurador atende as necessidades de proteção de risco do grupo?
Sim.
Quais opta por fazer um auto seguro?
A frota operacional atualmente não possui cobertura securitária, embora a empresa esteja em constante avaliação sobre a viabilidade de contração de uma apólice específica para esse risco.
A Euler Hermes, líder global em seguro de crédito, anuncia a reestruturação de sua área de Marketing no Brasil e a contratação de uma gerente para liderar as ações no mercado nacional. Amanda Viana de Freitas Bruno, formada em Administração pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU-SP) e com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), é a nova gerente da área.
Com mais de 14 anos de atuação na área de marketing e vendas, Amanda Bruno chega para estruturar a área com pilares para gestão de clientes existentes, atração de novos, divulgação da marca e posicionamento estratégico que visa tornar a Euler Hermes líder no mercado local, a profissional atuou na multinacional de informação e tecnologia Thomson Reuters.
Os investimentos na área de Marketing visam dar mais visibilidade à marca e aos produtos da Euler Hermes, bem como fornecer mais subsídios aos corretores e parceiros na comercialização e divulgação dos produtos. A Euler Hermes atua no ramo de seguros de crédito e seguro garantia, além de oferecer serviços de cobrança para segurados. A empresa está presente em 52 países e conta com 6.000 funcionários. No Brasil, a Euler Hermes está entre os três maiores players deste mercado.
Evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) para discutir o primeiro Projeto de Lei de Contrato de Seguro da história Brasileira, já aprovado na Câmara dos deputados e transformado no PLC 29/2017.
O Projeto nasceu no IBDS, que acompanhou sua tramitação desde 2004 (PL 3.555/2004, do sr. José Eduardo Cardozo) até o presente. Encontra-se em discussão no Senado sob a relatoria do Senador Armando Monteiro.
Desde o princípio foi empreendido pelo IBDS com o apoio do BRASILCON e do IDEC.
Em 2016 a Confederação das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional dos Corretores de seguro (FENACOR), após longas negociações que mantiveram praticamente todo o texto em discussão e não implicaram mudança na estrutura essencial do projeto, também passaram a defender o texto do PLC 29/2017.
A programação intelectual e cultural é ímpar na história de congressos jurídicos no país. Nenhuma atividade conta com subsídios públicos nem com patrocínio ou apoio de entidades representativas de fornecedores e consumidores de seguro.
PROGRAMAÇÃO
18/10/2017
09:00 Show com Hercules Gomes
09:30
ABERTURA
Ernesto Tzirulnik
Advogado e Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. Doutor em Direito Econômico e Financeiro pela Universidade de São Paulo – USP.
Fábio Ulhoa Coelho
Advogado, Professor Titular de Direito Comercial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e 2º Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. Livre-docente, Doutor e Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.
Carlos Harten
Advogado e Presidente da Comissão Especial de Direito Securitário do Conselho Federal da OAB. Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca (Espanha).
Homenageado
Rubén Stiglitz
Professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Buenos Aires. Doutor em Direito pela Faculdade de Direito e Ciências Sociais da Universidade Nacional de Buenos Aires.
Intervalo – 10:50 às 11:10
11:20
PAINEL I – LEI DE CONTRATO DE SEGURO
Mediador: Luiz Tavares
Diretor da Confederação Nacional das Empresas de Seguros.
A construção da lei peruana de seguro
Luiz Alberto Meza Carbajal
Advogado e Professor de Direito de Seguros da Universidade de Piura. Mestre em Direito pela London School of Economics and Political Science, Universidade de Londres (Inglaterra).
Comentários sobre o projeto de lei de contrato de seguro brasileiro
José María Muñoz Paredes
Advogado e Professor Catedrático de Direito Mercantil da Universidade de Oviedo. Doutor em Direito pela Universidade de Oviedo.
Almoço – 12:40 às 14:40
14:50
PAINEL II – SEGURO E ESTADO
Mediador: André Ramos Tavares
Parecerista, Professor Titular de Direito Econômico da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP e Professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Mestre e Doutor em Direito do Estado PUC-SP. Livre-Docente em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da USP.
Seguro e Constituição Federal
Gilberto Bercovici
Parecerista e Professor Titular de Direito Econômico da Universidade de São Paulo – USP. Livre-docente em Direito Econômico e Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP.
Seguro e regulação
José António Figueiredo Almaça
Professor Catedrático da Universidade Autônoma de Lisboa e Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Doutor em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade Autônoma de Madrid.
Distribuição de seguros por entidades de crédito
Covadonga Diaz Llanova
Professora de Direito Mercantil da Universidade de Oviedo. Mestre em Sistemas de informação contábil e Doutora em Direito pela Universidade de Oviedo.
Intervalo – 16:40 às 17:00
17:10
PAINEL IIII – SEGURO E RISCO
Mediadora: Ana Blanco
Advogada e professora de Direito Privado junto a UniRitter – Centro Universitário Ritter dos Reis, em Porto Alegre. Doutora em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP. Mestre em Direito Privado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
Agravamento de risco: conceitos e limites
Ministro Ruy Rosado de Aguiar
Árbitro e Parecerista. Ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça. Mestre em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
Limitação e exclusão de riscos: limites e exigências para a validade da estipulação
Ministro Paulo de Tarso Sanseverino
Ministro do Superior Tribunal de Justiça – STJ. Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
A teoria do risco no projeto de lei e no direito francês
Luc Mayaux
Professor da Universidade de Jean Moulin – Lyon III. Doutor pela Universidade de Lyon.
Show com Ulisses Rocha e O Quinteto
19/10/2017
09:00
PAINEL I – RESSEGURO
Mediador: Paulo Botti
Engenheiro Mecânico e Professor de resseguro nos cursos de Seguros da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – USP. Mestre em Administração Financeira pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas São Paulo – FGV-SP.
Prescrição de cobrança de prêmio e recuperações nos tratados de resseguro
Paulo Piza
Advogado e 1º Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro. Mestre e Doutor em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP.
Regulação de sinistro e resseguro
Carlos Roberto De Zoppa
Engenheiro Mecânico, Vice-Presidente da Terra Brasis Resseguros e Árbitro. Pós-Graduado em Finanças pela Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas – FGV-CEAG.
Boa-fé e regulação de sinistro
Judith Martins-Costa
Árbitra e Parecerista. Doutora e Livre Docente pela Faculdade de Direito pela Universidade de São Paulo – USP.
Intervalo – 10:40 às 11:00
11:10
PAINEL II – SEGURO E CONSUMIDOR
Mediador: Carlos Velloso
Advogado e Diretor de Sinistros do Instituto de Resseguros do Brasil – IRB-Brasil Re
O beneficiário nos seguros de vida e integridade física
Ayrton Pimentel
Professor da Escola Nacional de Seguros e Membro do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. Mestre em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Seguro e relações de consumo
Bruno Miragem
Advogado e Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Doutor e Mestre em Direito pela UFRGS.
Almoço – 12:10 às 14:10
14:20
PAINEL III – SEGURO E RESPONSABILIDADE CIVIL
Mediador: Reinaldo Aronis
Advogado. MBA em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas.
O contrato de seguro e terceiros
Gustavo Melo
Advogado e Professor da Fundação Escola Nacional de Seguros – FUNENSEG. Mestre e Doutor em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.
Evolução tecnológica e responsabilidade civil profissional
Francesco Di Ciommo
Advogado e Professor de Direito Privado da Universidade Luiss “Guido Carli” (Itália). Mestre em Direito Civil pela Universidade de Camerino. Doutor em Direito Civil pela Escola Superior de Estudo Universitário de Sant’Anna de Pisa.
Intervalo – 15:30 às 15:50
16:00
PAINEL IV – SEGURO E ARBITRAGEM
Mediador: Marcelo Mansur
Advogados e Professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. Mestre em Direito pela Universidade de Heidelberg. Doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo.
Arbitragem e dominação econômica
Alessandro Octaviani
Advogado, Professor de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP e Sócio-Fundador do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. Mestre em Ciência Política pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Doutor em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da USP. Pós-Doutor pelo King’s College London.
Arbitragem, seguro, resseguro e formação do Direito
Ana Frazão
Advogada e Professora de Direito Civil e Comercial da Universidade de Brasília – UnB. Mestre em Direito e Estado pela Universidade de Brasília – UnB e Doutora em Direito Comercial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.
Arbitragem no projeto de lei de contrato de seguro
Juliana Krueger
Advogada e Professora de Direito Comercial da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP. Doutora em Direito Comercial pela Faculdade de Direito da USP.
18:00
Lançamentos dos livros
O Beneficiário no contrato de seguro, de Ayrton Pimentel – Editora Roncarati/IBDS
Com prefácio de Ernesto Tzirulnik
Construction All Risks Insurance: instrument for development, de Ernesto Tzirulnik – Edição traduzida para o inglês revista e atualizada. Ed. Roncarati/IBDS
19:00
Show com Nelson Ayres Big Band
20/10/2017
09:00
PAINEL I – SEGURO D&O
Mediador: Walter Polido
Advogado, árbitro e Membro fundador, conselheiro e diretor do IBDS – Instituto Brasileiro de Direito do Seguro. Mestre em Direitos Difusos e Coletivos pela Pontifícia Universidade Católica – São Paulo.
O seguro D&O e o mercado de capital
Walfrido Warde
Advogado e Presidente Instituto para a Reforma das Relações entre Estado e Empresa – IREE. Mestre em Direito pela New York University. Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP.
Dolo e D&O
Maria Inês de Oliveira
Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e membro do Conselho Fiscal do Instituto da Banca, da Bolsa e dos Seguros da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Mestre em Ciências Jurídico-Econômicas e Doutora em Ciências Jurídico-Empresariais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Crítica à jurisprudência corrente sobre seguro D&O
Maurício Von Bruck Lacerda
Advogado e Professor na Escola Paulista de Direito e nas Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU. Mestre em ciências jurídico-empresariais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Intervalo – 10:50 às 11:00
11:10
PAINEL II – SEGURO E TRIBUTAÇÃO
Mediador: Walter Manzi
Advogado especialista em Direito Tributário.
Seguro e tributação na Espanha
Begoña Sanchez
Professora Catedátrica de Direito Financeiro e Tributário da Universidade de Oviedo (Espanha). Doutora em Direito pela Universidade de Oviedo.
Seguro e tributação no Brasil
Heleno Torres
Professor Titular do Departamento de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP.
Almoço – 12:20 às 14:20
14:30
PAINEL III – SEGURO E SOCIEDADE
Mediador: Wady Cury
Engenheiro Civil. Diretor Geral do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre. Presidente da Comissão de Seguros Rurais da FENSEG.
Seguro e discriminação
Aaron Doyle
Professor da Universidade de Carleton (Canadá). Doutor em Sociologia pela Universidade de British Columbia (Inglaterra).
Seguro e captura regulatória
Sharon Tennyson
Professora da Universidade de Cornell (EUA). Doutora em economia pela Universidade Northwestern (EUA).
16:00
ENCERRAMENTO
José Eduardo Martins Cardozo
Advogado e Professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Mestre em Direito pela PUC – SP. Doutorando em Direito pela Universidade de Salamanca.
Ernesto Tzirulnik
Advogado e Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS. Doutor em Direito Econômico e Financeiro pela Universidade de São Paulo – USP.
Show com Toninho Ferragutti e Salomão Soares
Programa Cultural produzido pelo Projeto Ceará 202 para o VII Congresso Internacional de Direito do Seguro do IBDS (VII Fórum de Direito do Seguro José Sollero Filho) – UNIBES – 18, 19 e 20 Outubro 2017
Na abertura – quarta-feira, 18 de outubro, às 09 horas (somente congressistas e convidados)
Os hinos dos países presentes no VII Fórum e algo mais, com o pianista
HERCULES GOMES
Influências de ritmos brasileiros, jazz e uma técnica refinada são alguns dos aspectos presentes no estilo pianístico e composicional de Hercules Gomes, um dos mais representativos pianistas brasileiros da atualidade. Natural de Vitória (ES) e radicado em São Paulo, Hercules é bacharel em música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Já se apresentou em alguns dos mais importantes festivais de música no Brasil e no exterior como o Festival Piano, Piano (Centro Cultural Kirchner em Buenos Aires, Argentina); o Festival Internacional Jazz Plaza (Havana, Cuba); O Festival de Inverno de Campos do Jordão; e o Savassi Festival (Belo Horizonte, MG). Foi vencedor do 11º Prêmio Nabor Pires de Camargo e do I Prêmio MIMO Instrumental. Em 2015 participou do projeto Gravação dos Concertos Cariocas de Radamés Gnattali. Em 2013 lançou seu primeiro trabalho solo (“Pianismo”).
Antes de anoitecer – quarta-feira, 18 de outubro, às 19h30 horas (aberto ao público)
Show de lançamento do CD “Ulisses Rocha – O Quinteto”
ULISSES ROCHA
Um dos principais violonistas brasileiros, participou do Grupo D’alma, trio de violões que revolucionou a linguagem do instrumento e inspirou a formação do lendário trio: John Maclaughlin – Paco de Lucia – Al di Meola. Depois, a convite de Cezar Camargo Mariano, integrou o grupo Prisma. Tem longa carreira internacional e inúmeros CDs. Gravou com Hermeto Pascoal, Hugo Fatoruso, Roberto Carlos, Sá e Guarabira, entre muitos outros, e dividiu o palco em com Egberto Gismonti, Al di Meola, Toquinho, Canhoto da Paraíba, Marco Pereira, Paulo Belinatti etc. Como solista, participou do festival de Jazz de Paris, Free Jazz Festival, Phillips Innovation Show, Festival de Inverno de Campos do Jordão por diversas vezes, além de tocar com as orquestras sinfônicas de Campinas, Americana e a Jazz Sinfônica. Tem participado desde o início dos anos 2000 das produções do Projeto Ceará 202 e, com Nelson Ayres e Toninho Ferragutti, formou o Trio 202, gravado ao vivo no Jazz Standard, em Nova Iorque. Ulisses foi indicado duas vezes para o prêmio Sharp nas categorias de melhor música instrumental e melhor solista. É professor da Faculdade de Música da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, desde 1990.
IVAN VILELA
Ivan Vilela iniciou sua carreira artística aos 18 anos, integrando o Grupo Pedra e depois o Grupo Água Doce, que faziam pesquisa das raízes da música mineira. Em 1995, assumiu a viola caipira como instrumento solo. Tem longa carreira internacional e em 2009, participou de apresentação solo com a Orquestra de Câmara Villa-Lobos. Entre as peças tocadas estão O sertão, paisagens, Armorial de Ivan Vilela, e Prelúdio das bachianas nº 4 de Heitor Villa-Lobos. Bacharel em Composição musical pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre Composição Musical por essa mesma instituição e doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, com a tese Uma história social da música caipira.
RAIFF DANTAS BARRETO
Violoncelista paraibano, Raïff Dantas Barreto iniciou seus estudos do instrumento na Paraíba, aperfeiçoando-se no Conservatório Arrigo Boito na Itália. Sua trajetória como solista o levou à frente de orquestras como: Municipal de São Paulo, Sinfônica da Paraíba, Sinfônica de Minas Gerais, Camerata de Curitiba, Camerata Fukuda, Sinfônica da Bahia, Sinfônica de Santo André. Toca no violoncelo Príncipe do Brasil, construído pelo luthier Saulo Dantas-Barreto, seu irmão. Tocou com Pablo de Leon, na Sinfonia Concertante para violino e cello, de Miklos Rosza. Em 2009, embarcou em sua primeira turnê pelos EUA, tocando com a Cayuga Chamber Orchestra (em Nova York), sob a regência de Lanfranco Marcelletti, e em Thibodaux (Louisiana), com a pianista Luciana Soares, o violinista James Alexander e o violoncelista Dennis Parker. Ministrou masterclasses também na LSU-Louisiana State University e na Massachusetts University. Sua discografia inclui dois CDs pelo selo YB, “Duo Quanta” (2001) e “Quarteto Camargo Guarnieri” (2003), e mais dois trabalhos: “José Guerra Vicente” e “Francisco Mignone-Valsas”, gravados em 2009.
WALMIR GIL
Walmir Gil começou a tocar trompa ainda criança. Logo passou para o trompete. Mudou-se para a cidade de Santos onde começou sua carreira profissional. De volta a São Paulo, passou a integrar bandas como a do Maestro Branco e 150 Night Club, no Hotel Maksoud Plaza, onde teve oportunidade de acompanhar importantes nomes do cenário musical mundial. Participou de turnês no Brasil e exterior tocando com César Camargo Mariano, Fafá de Belém e Caetano Veloso, entre outros. Integra a orquestra do cantor Roberto Carlos, a banda de Djavan e a Banda Mantiqueira, da qual é um dos fundadores.
VITOR LOUREIRO
Vitor é um jovem baixista, compositor e produtor musical.
No segundo dia – quinta-feira, 19 de outubro, às 18h30 horas (aberto ao público)
Show de lançamento do CD “Nelson Ayres Big Band”
NELSON AYRES BIG BAND
Nelson Ayres é um dos músicos brasileiros mais conhecidos. Arranjador, pianista, regente e compositor. Iniciou seus estudos musicais com Paul Urbach entre os anos de 1959 e 1962. Foi aluno ainda de Luís Schiavo (1963-1965) e Conrad Bernhard (1966-1967). Foi professor e diretor do Centro de desenvolvimento Artístico, de São Paulo, de 1966 a 1969. No mesmo ano, fez o curso de regência com Diogo Pacheco e viajou para os EUA para estudar na Berklee School of Music (Boston), sendo o primeiro brasileiro a receber bolsa para a renomada escola de música. Ainda nos Estados Unidos, estudou piano com Margareth Chaloff e composição com John Adams. Em 1985, foi co-realizador do “Projeto Prisma” (disco e show) com César Camargo Mariano, realizando turnês de dois anos pelo Brasil. Desde 1992, é diretor artístico e regente da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Tem copiosa discografia e com o Projeto Ceará 202 gravou, com Ulisses Rocha e Toninho Ferragutti, o CD Trio 202.
Agora reuniu outros instrumentistas igualmente excepcionais para lançar, também com o Projeto Ceará 202, uma das mais espetaculares Big Band da nossa história.
No terceiro dia – sexta-feira, 20 de outubro, às 17 horas (aberto ao público)
Show de lançamento do CD “Toninho Ferragutti e Salomão Soares”
TONINHO FERRAGUTTI
Toninho Ferragutti é considerado um dos mais inventivos e talentosos acordeonistas, sendo também compositor e arranjador. Possui uma extensa participação em centenas de cds e shows de artistas importantes no Brasil e no exterior.
SALOMÃO SOARES
Salomão Soares é nascido e criado no interior paraibano. O pianista e arranjador radicado na cidade de São Paulo, apesar dos seus vinte sete anos, carrega uma vasta experiência em suas criações musicais.
Toninho Ferragutti e Salomão se juntaram neste projeto, o primeiro da dupla. Com composições próprias, o álbum mistura jazz, música erudita e música brasileira das mais variadas fontes.
No terceiro dia, após o encerramento do congresso, na residência modernista da Rua Ceará, 202 – sexta-feira, 20 de outubro, às 21h30 horas (somente convidados e congressistas)
Com apurado senso estético, o maestro Moacir Santos foi um dos maiores compositores e arranjadores da música instrumental brasileira. Partindo de sua origem nordestina, ele criou uma inusitada fusão entre as sonoridades africanas e as harmonias jazzísticas, resultando em uma música extremamente inventiva. O Projeto Coisa Fina foi criado a partir da admiração de jovens músicos pela obra de Moacir Santos. Por isso o prefixo “projeto”, pois a ideia inicial era apenas apresentar, para novas plateias, a música pouco conhecida do maestro pernambucano que fez carreira nos Estados Unidos. Mas esse mergulho na obra de Moacir Santos acabou rendendo outros frutos: além de um disco em homenagem ao maestro e shows ao redor do mundo, criou também no grupo o desejo de promover outros compositores brasileiros e, ao mesmo tempo, incentivar a produção de novos autores.
Do primeiro ao terceiro dia (18 a 20 de outubro/2017), no saguão do UNIBES CULTURAL, das 9 às 20 horas exposição de fotografia aberta ao público.
Arquitetura/Detalhes
Exposição de fotografias de Cristiano Mascaro
O Projeto Ceará 202 produziu a exposição especialmente para o congresso internacional que realizará no UNIBES.
Os palestrantes do VII Fórum receberão como gratidão por suas participações originais do fotógrafo Cristiano Mascaro, retratando o viaduto do Chá ou o Edifício Martinelli.
O homenageado do VII Fórum do IBDS receberá ambas as fotografias.
Cristiano Alckmin Mascaro (Catanduva, São Paulo, 1944). Fotógrafo, arquiteto e professor. Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), é um dos mais importantes fotógrafos brasileiros que documenta sistematicamente a capital paulista e de sua arquitetura há mais de duas décadas. Entre seus trabalhos mais importantes, há registros do interior do Estado de São Paulo e de patrimônios históricos de todo o Brasil. Inicia a carreira fotográfica em 1968, quando é convidado a participar da primeira equipe da revista Veja, em que permanece por quatro anos.
É professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia, entre 1972 e 1975; dirige o Laboratório de Recursos Áudio-Visuais da FAU/USP, entre 1974 e 1988; e leciona comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, de 1976 a 1986. Titula-se mestre em 1986, com a dissertação O Uso da Fotografia na Intepretação do Espaço Urbano e doutor em 1995, com a tese A Fotografia e a Arquitetura, pela FAU/USP.
Recebe o Prêmio Internacional de Fotografia Eugène Atget, em 1984; e a Bolsa Vitae de Fotografia, em 1989. É autor, entre outros, dos livros A Cidade (1979); Cristiano Mascaro, As Melhores Fotos (1989); Luzes da Cidade (1996), São Paulo (2000) e O Patrimônio Construído – as 100 mais belas edificações do Brasil (2003). Em 2006, participa como arquiteto homenageado da 6ª Bienal Internacional de Arquitetura e Design, com a mostra O Brasil em X, em Y, em Z.
O interesse por edificações modernas e pelas mudanças nos espaços urbanos o leva a realizar, em 1994, a exposição Brasil: Arquitetura Recente, no Deutsches Architektur Museum, em Frankfurt, Alemanha.
Ele acentua as linhas e as curvas de seus objetos com jogos de luz e sombra que por um lado trazem à tona o elemento arquitetônico de suas fotografias e, por outro revelam uma espécie de relação cultural dos habitantes com os espaços urbanos em que vivem e que frequentam. Há uma foto da avenida Marginal do Rio Pinheiros, em São Paulo, que mostra, entre dezenas de cabos e torres de força e dentro da estrutura de um outdoor vazio, duas pessoas trabalhando no que parece ser um reparo. Elas estão de costas, e se esticam de uma escada para afixar um cabo na estrutura metálica. Há no retrato uma suspensão temporal, um momento que freia o impulso de modernização a que todo o tom industrial da imagem remete.
Em 2003, participa como fotógrafo do livro O Patrimônio Construído – As 100 Mais Belas Edificações do Brasil, em que registra monumentos tombados pelo patrimônio histórico em todo o país. Voltam as linhas acentuadas, e também a determinação das imagens pelas linhas e curvas arquitetônicas das construções fotografadas. Edifícios que datam do século XVI combinam com construções relativamente recentes, como o Theatro Municipal de São Paulo, fato que, para além do importante documento histórico que o livro representa, mostra a capacidade de Mascaro em harmonizar elementos díspares por suas relações geométricas. Na 6ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2005, apresenta a mostra O Brasil em X, em Y, em Z. Em um cubo branco, imagens de cidades brasileiras sob a luz de seus estilos arquitetônicos confirmam a vocação de Mascaro tanto como fotógrafo das formas quanto como das pessoas que as habitam.
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