Muitos dos clientes que receberam casas com falhas do Programa Minha Casa Minha Vida, um projeto do Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica Federal lançado em março de 2009, no então governo Lula, poderiam estar em uma situação melhor se o risco tivesse sido mitigado de várias formas, inclusive com a compra do seguro de danos estruturais inerentes. Um dos produtos aprovados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), talvez o único, é o da Swiss Re. Mas a Caixa não contratou o produto.
Uma pena. Seria um bom apoio financeiro para resolver o que foi constatado pela Fiscalização do Ministério da Transparência. Quase metade dos imóveis destinados ao público mais carente do Minha Casa Minha Vida, construídos entre 2011 e 2014, apresentam algum problema ou incompatibilidade em relação ao projeto.
Segundo dados do Governo Federal, entre 2009 e 2015 o total investido no programa foi de R$ 114,8 bilhões para subsidiar imóveis das famílias que se enquadram na faixa 1 de renda, a mais baixa de todas. A grande falha dos participantes do projeto está nas prioridades. Uma das principais preocupações em relação ao programa é a taxa de inadimplência do beneficiário e não no que é entregue a ele. Se ele não recebe um imóvel decente, realmente a inadimplência será elevada. Um levantamento realizado ao final de 2016 mostrou que 25% dos beneficiários do PMCMV inclusos na faixa de renda mais baixa não estava pagando as prestações do programa, o que pode levar à perda do imóvel. No entanto, como mostra o relatório do Ministério da Transparência, muitos desses imóveis foram entregues em condições precárias.
Mas ainda é tempo. Afinal, como o objetivo do programa é proporcionar ao cidadão brasileiro condições de acesso à moradia própria, tanto em áreas urbanas, quanto rurais, ainda deve durar muito tempo, uma vez que o déficit habitacional ainda bate em 20% da população. No início de 2017, o programa passou pela terceira versão, com modificações de regras de financiamento.
Qual é a lógica dos governos ajudarem as vítimas de tragédias? Mitigar os riscos da pobreza. Dar condições para a população carente de ter moradia para poder ter condições de estudar e trabalhar. O país que não investe em crescer mergulha na corrupção, violência, drogas e guerras.
As seguradoras internacionais têm várias parcerias com governos para mitigar riscos. Só falta boa vontade de ambos sentarem para ajustar programas. Há vários exemplos no mundo que podem servir de referência. Tanto Swiss Re como Munich Re têm muito a dizer sobre esse tema. Nos EUA, por exemplo, há um seguro federal que ajuda na reconstrução de danos causados por catástrofes naturais como o furação Harvey.
Já no Brasil, livre de catástrofes naturais, tem a sua disposição seguros que podem ajudar com enchentes, desmoronamento e também para se precaver catástrofes feitas pelo homem, como serviços não executados como previsto em contratos. Além das seguradoras ofertarem cobertura financeira para danos cobertos no contrato, ajudam e gerenciar riscos, uma vez que fiscalizam as obras para evitar que o pior aconteça.
O blog Sonho Seguro entrevistou Silvio Steinberg, diretor técnico da Swiss Re Corporate Solutions, para entender melhor como funciona o seguro.
O que o produto de erros de projetos cobre?
Os erros de projeto podem ter cobertura em dois momentos. Ainda durante a obra/execução do projeto – nesse caso, é uma cobertura dentro das apólices de risco de engenharia (essa cobertura pode ou não ser contratada); e depois de a obra entregue. Na Swiss Re Corporate Solutions esse produto tem o nome de seguro de danos estruturais inerentes. Em ambos os casos, a cobertura garante possíveis danos comprovadamente originados a partir de erros no projeto. A verificação é sempre realizada por uma terceira parte isenta.
Ele tem sido comercializado ou há resistência dos clientes para comprar?
No Brasil, a demanda é baixa. Em países como França e Espanha essa contratação é obrigatória em todos os projetos. Em 2004, quando foram identificados erros estruturais no projeto do Aeroporto Charles de Gaulle, na França, esse seguro ficou popularmente conhecido. A obra já havia sido entregue e o aeroporto operava quando um dos terminais apresentou estalos e rachaduras.
O que intimida a venda. É o preço?
O preço sempre é um fator, uma vez que esse tipo de contratação encare os projetos. Porém, entendemos que soma-se a isso o desconhecimento sobre os benefícios do produto. Adicionalmente, vale destacar que o Código Civil brasileiro responsabiliza donos de projetos (construtoras, por exemplo) por qualquer dano comprovado pelo período de 5 anos decorridos da entrega da obra.
Treze seguradoras estão entre as 100 melhores empresas em satisfação do Cliente 2017. As vencedoras em cada categoria serão conhecidas no próximo dia 5, na premiação do sexto ano pesquisa das Melhores Empresas em Satisfação do Cliente elaborado pelo Instituto MESC.
O grupo pesquisou o que clientes em todo o Brasil, pensam de 24 segmentos de mercado, entre eles seguro de carro, previdência e capitalização e seguros gerais. bem como construtoras e incorporadoras, colégios, atacadistas, supermercados, higiene e limpeza, indústria farmacêutica, comércio varejista, hotéis, cartões e serviços, call center, montadoras de veículos, bancos, financeiras, entre outros.
Segundo nota do grupo MESC, foram ouvidos, 315.932 clientes das mais de 6000 empresas citadas pelos clientes através do Programa de Recompensas MESC, que remunera pessoas para opinar sobre produtos e serviços adquiridos nos últimos 12 meses, entre Março de 2016 a Março de 2017.
As seguradoras americanas preparam dezenas de drones para sobrevoar casas e empresas com o objetivo de avaliar os danos causados pelo furação Harvey, sendo esse o primeiro uso generalizado de aeronaves não tripuladas para ajudar na regulação dos pedidos de indenização, informam as agências internacionais.
O uso de drones vinha sendo feito em pequena escala desde a aprovação do Federal Aviation Administration em 2015. Drones fornecem imagens aéreas que podem ajudar os inspetores de seguros a verificar os danos causado aos edifícios de forma mais rápida e segura, possibilitando assim agilizar o pagamento de indenizações.
A tempestade apresenta a primeira oportunidade para algumas dessas seguradoras testar suas novas frotas em grande escala. Os danos segurados causados pelo Harvey, que atingiu a terra na Texas na semana passada e mudou-se para a Louisiana na quarta-feira, são estimados em até US$ 20 bilhões.
A Travelers Cos. tem cerca de 24 drones prontos para serem usados no Texas e cerca de 200 funcionários certificados pela FAA como pilotos de drone, de acordo com um porta-voz entrevistado pelo Wall Street Journal.
A Allstate Corp. espera fazer centenas de vôos por dia e milhares por semana com drones que usa em regime de contrato, de acordo com um porta-voz. Já usa rotineiramente drones para resolver reivindicações no Texas e em outros três estados.
A Farmers Insurance tem sete drones disponíveis para uso no Texas e 14 pilotos treinados para usá-los. Casa piloto pode inspecionar três casas por hora, enquanto um inspetor sem um drone pode demorar mais de uma hora a subir para um telhado gravemente danificado e inspecioná-lo, de acordo com Jarrod Murrieta, executiva da Farmers. “Estamos bastante confiantes” de que os pilotos podem fazer estimativas precisas com base em fotos, disse Murrieta. A empresa recebeu mais de 14 mil solicitações de indenizações no meio-dia de quarta-feira, disse um porta-voz.
Outras seguradoras querem avaliar a situação ainda mais antes de comprometer suas frotas. A United Services Automobile Association, ou a USAA, teve 10 mil pedidos a partir de terça-feira de vários lugares atingidos por Harvey, mas ainda não tomou a decisão de usar 12 de seus próprios drones e outros sob contrato.
A Chubb usará drones para propriedades comerciais ou para alcançar áreas que são inacessíveis, como ilhas de barreira, disse o porta voz Fran O’Brien.
A Assurant, empresa especialista em gestão de risco e proteção de bens, e a Marisa, maior rede de varejo de moda feminina e lingerie do Brasil, foram premiadas pela Associação Brasileira de Marketing Direto. A seguradora e a rede varejista desenvolveram um projeto para informar e reter clientes que contratam os serviços oferecidos pela Assurant na Marisa.
“Percebemos que havia uma oportunidade de atuar mais efetivamente na comunicação com as clientes, dando a elas informações mais claras sobre os benefícios e as vantagens dos seguros e assistências. Ações simples como o envio de mensagens via SMS, e-mail, melhor exposição da comunicação nos pontos de venda e o fornecimento de cartões personalizados contendo informações básicas sobre os serviços contratados, além de dicas e orientações de como utilizar as coberturas, ampliaram a percepção de valor pelas clientes da Marisa sobre os seguros”, comenta Vladimir Freneda, diretor comercial da Assurant.
Para Célio Lopes, diretor de Produtos e Serviços Financeiros da Marisa, o trabalho desenvolvido pela Assurant trouxe ganhos de produtividade. “A comunicação assertiva com nossa base de clientes trouxe um aumento do ciclo de vida da cliente. Este resultado comprova que conseguimos mostrar a ela a proposta de valor do serviço. Além disso, ações como essa resgatam e valorizam um ponto muito importante para nós, que é o bom relacionamento com a nossa cliente – afinal, somos uma empresa ‘de mulher para mulher’”, completa Célio.
O case, que também envolveu a Marketdata, empresa que atua com Marketing de Relacionamento, teve como um dos pontos de partida a criação de um modelo de análise para decifrar quais consumidoras eram mais propensas a desistir do seguro em um prazo inferior à média observada na operação. Com a identificação dessas clientes, a companhia desenvolveu ações mais direcionadas para falar com esse público.
“A Assurant tem como um de seus principais pilares garantir que a experiência do consumidor seja positiva. Só através dessa prática e disciplina é que conseguimos desenvolver nossos produtos de forma a serem percebidos como importantes no dia a dia de cada segurada”, afirma Freneda. O executivo ainda destaca que o know how e a capacidade de inovação fez com que Marisa e Assurant pudessem desenvolver e oferecer propostas vantajosas às clientes e ao próprio sucesso do negócio.
Atualização 20:20 – O IRB Brasil Re divulgou comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no qual afirma que “no que se refere aos impactos do furacão Harvey não teve impacto em sua sinistralidade”.A preocupação dos investidores em relação ao IRB se deve ao fato de que do total de R$ 1,5 bilhão de prêmios emitidos pelo ressegurador no trimestre, 30% (R$ 460 milhões) foram no exterior e 70% (R$ 1 bilhão) no Brasil. No mesmo período do ano passado, 23% dos prêmios estavam fora do país e 77% eram locais.
16:00 – O furacão Harvey parecia bonzinho quando tocou a terra, mas já é comparado aos piores de seus pares nesta década. E ainda vai trazer prejuízo para o Brasil, por meio do IRB Brasil Re, que por meio de sua subsidiária nos Estados Unidos assumiu uma pequena parte do contrato de catástrofes que será acionado para pagar um pedaço das perdas, contaram fontes que pediram anonimato. Acredita-se que o IRB, listado em bolsa, faça um comunicado ao mercado ainda hoje para dimensionar a perda, que deve ser pequena, e tranquilizar investidores que apostaram em seu recente IPO e se mostram preocupados.
As ações de seguradoras e resseguradoras nos EUA apresentam queda desde segunda-feira, quando as empresas especializadas em calcular perdas começaram a sinalizar os estragos provocados pelo Harvey, principalmente no sul do Texas. As 24 maiores empresas do setor de seguros perderam cerca de US$ 12 bilhões de seu valor de mercado na segunda-feira. Segundo analistas, o Harvey, um dos primeiros furacões da temporada que acaba de se iniciar e se estende até outubro, pode ser um das 10 mais caros considerando-se os Estados Unidos.
De acordo com agências internacionais, o JPMorgan Chase estima a conta das seguradoras entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. Porém, a cada dia a conta sobe. Se as explosões em refinarias se concretizarem, os custos serão realmente gigantes. David Havens, analista de seguros da Imperial Capital em Nova York, disse à Bloomberg News que a conta final poderia atingir até US$ 100 bilhões.
Por custar cara a cobertura de inundação, a penetração do seguro é baixa em seguros pessoais, como residência e carro. Parte do custo com enchentes em residências é arcado pelo programa do governo, conhecido como Programa Nacional de Seguro de Inundação. Segundo Charles Watson, da Enki, os danos a residências podem superar US$ 30 bilhões, sendo que apenas 10% desse valor conta com seguro.
Apesar da perda ser grande, danos catastróficos estão concentrados em seguradoras específicas, que atuam com a cobertura de inundação. Já quando o assunto vai para grandes riscos, as perdas podem ser bem maiores, uma vez que a penetração de seguro no mundo corporativo americano é bem maior. Além das perdas em patrimônios, há danos financeiros. E vale lembrar que o Texas concentra a infraestrutura energética dos Estados Unidos. O Harvey forçou o fechamento temporário das plataformas de extração de petróleo e gás natural no golfo de México. Segundo as agências internacionais, cerca de 22% da capacidade de produção da região esteja suspensa.
As seguradoras se deram muito mal na crise financeira de 2008. Quase uma década depois, a BlackRock analisou os US$ 5 trilhões em investimentos do setor nos EUA para entender como ficariam se os mercados tivessem outro colapso daqueles.
A resposta: pior ainda.
A maior gestora de recursos do mundo examinou documentos regulatórios de mais de 500 seguradoras e criou modelos das carteiras delas, submetendo-os a uma pressão negativa similar. Os ativos dessas seguradoras – que sustentam suas obrigações em relação aos segurados dos EUA – sofreriam perda média de 11 por cento. Pelos cálculos da BlackRock, seria um recuo bem maior do que as perdas “marcadas a mercado” do segmento no período mais agudo da crise.
O motivo é bem simples. As seguradoras tiveram de compensar as perdas após a crise. Mas como a década seguinte foi de juros baixos, essas instituições precisaram ir além dos títulos de renda fixa mais convencionais. Agora, detêm enormes quantidades de ações, títulos de alto rendimento e uma variedade de ativos alternativos – cesta que pode incluir participações em imóveis, fundos de hedge e companhias privadas, que costumar ser difíceis de vender.
“Essas carteiras estão recebendo mais risco a cada ano”, disse Zach Buchwald, responsável pelo grupo de instituições financeiras da América do Norte da BlackRock. Essas mudanças podem se tornar permanentes, especialmente porque muitas alocações não são facilmente revertidas, ele acrescentou.
A nova diversidade deve proporcionar enorme benefício, de acordo com Buchwald. Afinal, foi a concentração das aplicações em títulos garantidos por hipotecas e em determinadas ações que criou as maiores armadilhas durante a crise, segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No entanto, até investimentos que parecem diversificados podem sofrer grandes perdas se não houver precaução para que os preços dos ativos não caiam todos ao mesmo tempo.
A BlackRock examinou os ativos das seguradoras porque está oferecendo um serviço de análises e consultoria chamado Aladdin, para essa clientela testar como carteiras complexas se comportariam sob várias condições, de modo que possam ser preparadas para suportar uma catástrofe.
‘Mercado esticado’
O momento escolhido para essa avaliação é interessante. As ações dos EUA são negociadas perto dos maiores preços em registro e o banco central (Federal Reserve) começou a reverter medidas extremas que duraram anos. Em Wall Street, a grande discussão é se haverá uma correção acentuada e, se for o caso, se fissuras nos mercados financeiros podem se abrir em crateras, como ocorreu há uma década.
“A forte ‘busca por rendimento’ permanece visível entre os não bancos”, afirmou o principal conselheiro de economia da Allianz SE, Mohamed El-Erian, em coluna na Bloomberg View publicada neste mês. O grupo dos não bancos, formado sobretudo por seguradoras, partiu para classes de ativos que “incluem o que a maioria considera um mercado esticado para títulos de alto rendimento”.
Algumas seguradoras discutem abertamente a nova postura. A Athene Holding ? seguradora que deixa a supervisão de seus investimentos a cargo da Apollo Global Management ? aposta em instrumentos de dívida complexos e difíceis de passar para frente. Sua carteira de ativos alternativos, que responde por 5 por cento do total, apresentou retorno anualizado de 12,3 por cento no segundo trimestre.
A Athene está entre as seguradoras que trabalham junto com firmas de private equity, apostando que são capazes de gerar retorno superior ao de seus pares focados em investimentos tradicionais. Mesmo MetLife e Prudential Financial ? duas das maiores e mais antigas provedoras de seguro de vida dos EUA ? revelaram que, na busca por rendimento, estão investindo em propriedades comerciais e dívidas negociadas no mercado privado.
–Com a colaboração de Sabrina Willmer e Katherine Chiglinsky
A Liberty Seguros apresenta a sua nova campanha institucional no país. Essa é a primeira campanha assinada pela FCB Brasil para a seguradora. Com um novo conceito baseado no tema da liberdade, ela mostra que os consumidores podem aproveitar mais suas conquistas e os momentos que realmente importam quando escolhem os seguros.
“Um dos objetivos dessa campanha é mostrar para os segurados que fazemos tudo o que está ao nosso alcance para que eles possam desfrutar suas conquistas e viver tudo o que vale a pena, no hoje e agora. Acreditamos que sentir-se protegido e assistido por um seguro de qualidade tem impacto positivo, todos os dias, na vida dos nossos clientes.”, diz Patricia Chacon, diretora de marketing e estratégia da seguradora.
Com a assinatura ‘Tire o carro da cabeça’, o filme da campanha apresenta situações nas quais um homem está tão preocupado em ficar de olho no seu carro, seja em um restaurante, na fila do museu, no trabalho e até mesmo em casa, que não consegue aproveitar o momento.
“A Liberty Seguros oferece produtos que têm uma entrega incrível. É sobre isso que falamos nessa primeira campanha para a marca: ao preservar aquilo que as pessoas valorizam, elas podem viver com mais liberdade e aproveitar o que realmente importa.”, comenta Joanna Monteiro, Chief Creative Officer da FCB Brasil.
Criada pela FCB Brasil em conjunto com a CUBOCC, que lidera a comunicação digital e de performance da Liberty Seguros, a campanha será veiculada em todo o país, entre os meses de agosto e dezembro, em mídias Out of Home, mídia online, incluindo YouTube, Facebook e mídia programática, além de canais de TV abertos e pagos.
Os especialistas em microsseguros e professores da matéria no MBA da Escola Nacional de Seguros, Adevaldo Calegari e Bento Zanzini, foram os convidados da 6ª edição de 2017 do Trocando Ideias, tradicional evento da UCS – União dos Corretores de Seguros, que aconteceu no dia 22 de agosto, na Charles Pizza Grill, em São Paulo.
Eles apresentaram “Uma visão atualizada dos microsseguros no Brasil e no mundo” sob duas óticas: Calegari como corretor de seguros, que além de mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo, é membro da Comissão de Microsseguros da Fenacor; e Zanzini como segurador, ex-vice-presidente da Mapfre Seguros e que agora atua como consultor para o mercado.
A presidente da UCS, Mara Borges Sutto, destacou que sua gestão tem como foco trazer para debate especialistas em determinados ramos de seguros, sempre com a presença de um corretor, para que orientem os associados sobre novas oportunidades de diversificação da carteira. “Sabemos que hoje é imprescindível para o corretor de seguros diversificar sua atuação, e a ideia é que os especialistas apresentem produtos diferentes, abordem as partes técnica e operacional para cada um poder decidir se aquela oportunidade é ou não interessante para si”, disse.
Adevaldo Calegari explicou que microsseguros começou a ser discutido no Brasil em 2003, ainda com a ideia de seguro para consumidores de baixa renda, sem a proposta dos microsseguros. “Em 2004 nós tivemos seguro de vida de caráter popular, em 2005 falou-se pela primeira vez de seguro de automóvel popular. Em 2008 foi constituída a primeira comissão consultiva de microsseguros da Susep, e entre 2010 e 20011 foi apresentada uma proposta para a criação dos microsseguros, cuja resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados saiu no fim de 2011. O CNSP publicou em 2013 a regulamentação para os canais alternativos de comercialização de microsseguros, e foram iniciadas as vendas de microsseguros”, relatou.
“Microsseguro não é subproduto, não é produto de segunda categoria, não é produto marginal. Microsseguro é uma tentativa de resolver um problema social que acaba voltando para o governo. O microsseguro atende todos aqueles que não têm acesso a seguros, que não entendem de seguros, que não tiveram oportunidade de ter seguros oferecidos a suas famílias, negócios”, defendeu Calegari.
“Temos um problema grave de distribuição desses produtos, pela baixa margem de remuneração dessas vendas, pois são tíquetes de valores muito baixos. Mas é possível viabilizar e tem muito potencial. Para muitos de nós não faz sentido pagar R$ 5 por mês por uma apólice de R$ 20 mil de seguro de vida, mas para 72% da população brasileira, cuja margem de rendimento é até um salário mínimo, R$ 20 mil significam 24 meses de receita. O que é ainda mais importante quando se perde o líder da família”, disse. Calegari ressaltou que existem outros canais de distribuição que ainda podem ser utilizados, como parcerias com lojas, empresas de eletricidade etc. “Num período em que se está retomando o crescimento da economia, é um negócio a se pensar”.
Bento Zanzini explicou que a nova conceituação do microsseguro coloca o produto como seguro inclusivo. “Tivemos as regulamentações, mas o mercado não se mexeu. Primeiro por uma completa falta de cultura de seguros para a mais baixa renda. A baixa percepção por parte deles e a falta de uma comunicação adequada por nossa parte não nos permitiu causar impacto neste negócio. Nem os microsseguros nem os seguros populares ainda atingiram essa população”.
Ele abordou de forma ainda mais detalhada as dificuldades com os canais de distribuição, a ausência de uma rede de distribuidores, mesmo com a regulamentação do corretor de microsseguros, os ganhos de escala pouco atraentes para o corretor já estabelecido, os custos de administração elevados na parte de cobrança e controles operacionais, mas defendeu que é um grande negócio para quem souber trabalhar nele. “Em 2016 foram emitidos R$ 233 milhões em prêmios de microsseguros, não é pouca coisa, é um volume maior do que em muitos países da Ásia e da África, por exemplo”.
Ricardo Ricci, da Ricci & Dias Corretora de Seguros, de Presidente Prudente, também foi convidado a participar do evento por ter um case de sucesso na venda de microsseguros. “Como a maioria dos corretores, 85% da minha produção era automóvel. Há um ano, um executivo da seguradora Tokio Marine me instigou a entregar neste segmento de microsseguros. Para mim, somente grandes redes de lojas conseguiriam viabilizar a venda de microsseguros. Mas a Tokio Marine lançou um produto para pequenos e médios varejistas, e tenho como cliente uma loja de eletrodomésticos, que tem mais cinco filiais na região, com isso começamos a fazer um trabalho de venda dentro dessas lojas”, contou Ricci.
“O legal deste segmento, principalmente deste produto para pequenos varejistas, é que são seguros vendidos para o cliente no cartão de crédito dele. As vendas estão sendo feitas todos os dias nessas lojas, trabalhamos com seguro de acidentes pessoais, residencial, celular e garantia estendida. Muitas pessoas nessas cidades não têm acesso à contratação de um seguro, então temos um público muito grande em potencial”.
O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, prestigiou o encontro e comentou o atual foco do Sindicato, juntamente à Fenacor, no combate às associações de proteção veicular, que atuam como se fossem seguradoras, mas na ilegalidade e sem garantias como reservas técnicas, podendo prejudicar os consumidores e a imagem do mercado de seguros legalizado. “São os corretores de seguros que estão empunhando esta bandeira, se atentando para os riscos que o mercado marginal de seguros pode trazer a todos nós. Se precisarmos nos mobilizar em ações em Brasília, conto com todos da UCS, assim como demais entidades de corretores de seguros, para que possamos defender o que é certo, justo e legal”.
O encontrou, que reuniu cerca de 100 corretores de seguros, também empossou dois novos associados: Cristina Faviere, da Faviere Corretora de Seguros; e Jorge Teixeira Barbosa, da Valor Ação Corretora de Seguros.
Solange Beatriz, presidente da Fenasaúde: não acredito em uma mudança na legislação a curto prazo
Fonte: Fenasaúde
“O momento na Saúde Suplementar é crítico e a solução virá de todos os players”. Com essa afirmação, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, alertou Governo, empresários e especialistas nacionais e internacionais sobre a sustentabilidade do setor de saúde – público e privado – nos próximos anos no Brasil, durante o 2º Congresso Internacional de Gestão em Saúde, organizado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), na última sexta-feira (25), em São Paulo.
Solange Beatriz ressaltou que o momento é de grande preocupação e também de oportunidade de discutir possíveis soluções. “Temos que ter uma pauta com prioridades estabelecidas. Todos nós temos o mesmo interesse e defendemos a mesma causa, que é a sustentabilidade do setor”, frisa.
Com a participação de mais de 400 lideranças da saúde, a segunda edição do congresso proporcionou debates sobre questões como sustentabilidade na prescrição e utilização de exames diagnósticos, incorporação tecnológica ecompliance, entre outros. A presidente da FenaSaúde participou do painel ‘Sustentabilidade na Prescrição e Utilização de Exames Diagnósticos’ e fez uma apresentação sobre ‘Soluções de um Financiamento Sustentável’.
A executiva apresentou um panorama do setor, que atualmente conta com 47,4 milhões de beneficiários de planos médicos, com redução de 1,4 % entre julho de 2016 e julho de 2017. Já a receita do setor em 2016 foi de R$ 160,5 bilhões, com alta de 11,7% em relação a 2015; por outro lado, apenas a despesa assistencial, no mesmo período, foi de R$ 135,7 bilhões, representando uma alta de 13% em relação a 2015.
De acordo com a presidente da FenaSaúde, apesar da diminuição da população assistida, evasão de aproximadamente um milhão de beneficiários em 2016, houve aumento na quantidade de procedimentos realizados. No ano passado, a produção assistencial dos planos de saúde chegou a 1,4 bilhão procedimentos, que representou um aumento de 6,8% no número de consultas, terapias, internações e exames realizados.
“As despesas assistenciais foram maiores em 2016, em proporções superiores ao aumento da quantidade de procedimentos efetuados. É importante ressaltar que os exames complementares – 796 milhões realizados – representam mais da metade produção assistencial em 2016”, comentou Solange Beatriz.
A executiva citou um exemplo de solicitação de exames diagnósticos: a ressonância nuclear magnética. Segundo dados de 2015, a Saúde Suplementar, no Brasil, realizou 147 exames para cada 1000 habitantes, já nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) esse número cai para 67 exames.
“A ressonância tem tido uma frequência muito maior que a tomografia, que é um exame mais simples e mais barato. Temos o papel de fornecer essas informações à sociedade, para indicar aos beneficiários sobre o uso adequado do procedimento, inclusive, para preservar a integridade de sua própria saúde”, afirma.
Solange Beatriz demonstrou, ainda, a preocupação da FenaSaúde em promover debates para reduzir os desperdícios e promover a sustentabilidade do setor. O 2º Fórum da Saúde Suplementar, realizado no ano passado, trouxe uma discussão sobre a campanha do Choosing Wisely (Escolhendo com Sabedoria), que teve início em 2011 com Fundação American Board of Internal Medicine – associações norte-americanas de várias especialidades médicas apresentaram listas de procedimentos utilizados de maneira excessiva e inapropriada.
Até pouco tempo atrás, comprar seguro com um clique era mais fácil do que entrevistar executivos que falassem sobre inovação no mercado segurador. Ninguém queria contar em “on” quanto investe em tecnologia para não despertar a ira do corretor, que estava atemorizado com os falatórios de que a categoria profissional desaparecerá com o avanço da venda digital. “Será nosso fim?”, questionavam muitos dos 100 mil profissionais de vendas registrados no Brasil, segundo dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).
Não corretor! Há muitos estudos internacionais que mostram que o consultor de vendas ganhou poder com a proliferação de startups, muitas delas sem conhecimento do setor, de legislação e com jovens ainda sem ginga empresarial. Tanto que estudos mostram que de cada dez startups, nove dão errado. Contudo, é certo que a longevidade é pautada pela reinvenção de si mesmo. Um mundo novo está em construção. Vai embora o desnecessário e passa a valer o sustentável.
O Netflix é um case a ser citado. Podemos assistir filmes a qualquer hora. Parar. Voltar. Escolher outro. Ver no celular, na casa do amigo, no avião, na praça, no banheiro. É muito democrático. E podemos também emprestar a nossa senha para um amigo. E tudo bem. Imagina não colocar um projeto desse no ar antes de ter um mecanismo para controlar o uso da senha? O Netflix não ficou mais pobre por isso acontecer. Ele vale mais de US$ 25 bilhões.
Camillo: Nós queremos usufruir das facilidades que a tecnologia trouxe, assim como nossos clientes
E o consumidor quer o mesmo de seguro. Colocar na cesta as coberturas e serviços que precisa e quer. Pagar apenas pelo que usa. “Nós mesmos somos responsáveis pelo avanço de aplicativos como Uber, Netflix, Waze, Airbnb entre tantos outros. Quem é que não usa? Isso mostra que a inovação chegará rápido no nosso mercado e temos de nos aliar se quisermos crescer protegendo nossos clientes que querem mobilidade, preço e garantias sob medida”, conclamou Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP), em uma palestra realizada recentemente para mais de 1,2 mil corretores.
O cliente quer ter uma apólice completa, que garanta todos os riscos possíveis e imagináveis que ameacem colocar o patrimônio dele em risco. Só que não é possível ter tudo. Ainda mais em tempos de crise. Levantamento mostra que havia 15,2 milhões de lares, no segundo trimestre deste ano, onde ninguém tinha emprego, realidade que atinge principalmente as famílias mais pobres, segundo estudo do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e da Oportunidades, Pesquisa e Estudos Sociais (OPE Sociais), a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o IBGE, 2,6 milhões de pessoas perderam seus empregos entre o fim de 2014 e o segundo trimestre deste ano. Nesse período, a taxa de desemprego nacional passou de 6,5% para os atuais 13% da força de trabalho. O país tinha 13,5 milhões de pessoas desempregadas no segundo trimestre, mais do que o dobro apurado pelo instituto nos três últimos meses de 2014 (6,4 milhões). Várias delas eram clientes de plano de saúde, dental, previdência, seguro de carro, casa. Sem falar nas centenas de empresas que quebraram e deixaram de fazer seguro e nas outras tantas que por produzir menos reduziram o valor do programa de seguros corporativos.
Menos clientes para dividir e ter de competir com mais concorrentes potencializou a necessidade de fazer bem feita a lição de casa. As seguradoras que tinham se afastado um pouco dos corretores para mergulhar em mudanças estratégicas e organizacionais passaram a priorizar o profissional de vendas. Chamam os corretores, que são os que realmente sabem o que o cliente quer e precisa, para um bate papo e entender mais o que o consumidor quer. Investem em tecnologia para melhorar processos, reduzir desperdícios e fraudes. Criam vínculos com o cliente. Lançam aplicativos para acompanhar o guincho ou informar o estágio do reembolso médico. Disponibilizam diversos canais de comunicação para ouvir o corretor e o cliente. Até chatbot, um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas, já tem.
Quando a economia aquecer, esse consumidor vai lembrar dos corretores que estiveram presentes nas redes sociais contando a eles todas essas novidades fáceis de contratar, com serviços interessantes para o dia a dia, como socorro mecânico, limpeza da caixa d’àgua, nutricionista entre tantos outros. Mostrando a eles que seguros já podem ser contratados com um clique pelo celular. Pelo computador. Pelo whatsapp. Sem ligações telefônicas ou e-mails. Do jeito que o cliente quiser. Afinal, o dinheiro é dele e ele usa onde e como quiser.
Mais ainda: vão lembrar dos corretores que deram dicas valiosas para gerenciar riscos e passar pela crise sem tantos solavancos como um amigo. Pronto para receber ou mandar um msn para uma cerveja. Quem sabe um passeio de bike, com direito a pastel na feira de domingo. Ou um jogo de golfe organizado pela seguradora, evento tradicional neste setor de seguros. Com isso, o tempo passa a ser um valioso patrimônio e pode ser investido na qualidade de vida e dos relacionamentos. Adeus ineficiência e excesso de burocracia.
Parece sonho, mas não é. É um processo em “download”, que depende principalmente da boa vontade dos políticos deixarem o Brasil crescer e assim dar ao empresariado previsibilidade para investir e gerar empregos. Quando isso acontecer, surgirá o termo “Seguro das Coisas” para explicar o crescimento expressivo do mercado segurador. Vejo um clima amistoso com meus próprios olhos nas dezenas de eventos sobre insurtechs que participei neste ano. Pesquiso na web e fico orgulhosa de ver os portais das seguradoras, dos corretores, dos prestadores de serviços do setor. Modernos, acessíveis, conectados às principais redes sociais, com conteúdo relevante para dar dicas sobre gestão de risco à população.
E que portfolio abrangente de produtos. Tem seguro para bikes, celulares, computadores, pets, obras de arte, viagem, carro novo e velho, motos. Seguro para garantir a entrega do apartamento em construção ou para substituir o fiador. Só não tem para embarcações marítimas, ônibus e transportes de carga no Rio de Janeiro. Mas até mesmo para esses riscos soluções estão a vista. Isso prova que boa parte dos corretores e seguradores já superou a etapa de pânico com a ideia de que a venda de seguro digital seria o fim do mundo, praticamente o mesmo temor enfrentado pelos taxistas, que voltam a ter seus clientes por terem melhorado o serviço prestado.
Essa é a questão: o cliente no centro de tudo. Sabem por que a maior locadora de vídeos do mundo, a Blockbuster, quebrou? Ela não tratava os clientes muito bem. Reed Hastings teve que pagar 40 dólares de multa por ter atrasado a entrega do filme Apolo 1. Ele ficou tão irritado que começou a pensar em um jeito de ver filmes a hora que bem quisesse. Lançou o Netflix em 1997, acabando com uma indústria de locação de vídeos que movimentava naquela época US$ 16 bilhões por ano só nos Estados Unidos.
Muitos corretores e seguradores também já superaram a fase de pensar que o setor de seguros é pequeno comparado a outros mercados porque a população desconhece os produtos. Já sabem que as pessoas conhecem o seguro, acham ele caro e com coberturas restritas. Também já descartaram a intimidação típica usada por setores que se sentem ameaçados pelo avanço de uma mudança radical imposta pelo próprio consumidor.
A fase atual é de conversas, descobertas, estudos e negociações. Em agosto de 2017, cerca de duas dúzias de insurtechs estavam catalogadas no Brasil. Mais de 1 mil no mundo. Isso sinaliza pouco diante da evolução promovida internamente por seguradores, corretores e instituições do setor.
Coriolano: Conexão com todos é o caminho a seguir
A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) é um bom exemplo. Depois de o setor quase sofrer um apagão de talentos entre 2004 e 2014 pelo acelerado crescimento de dois dígitos, a CNseg entrou em agosto de 2017 no Linkedin, a maior rede de empregos do planeta, para atrair o interesse de jovens pelo mundo do seguros. Para o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, o papel do corretor é aproximar o consumidor da seguradora: “É evidente que, nestes novos tempos em que o segurado quer agilidade, as instituições, as empresas e o corretor têm que ter instrumentos cada vez mais ágeis, mais assertivos e de melhor qualidade para oferecer à sociedade”.
Lançou a Rádio CNseg para aproximar o setor da população e perdeu o medo de possíveis críticas dos internautas. Entrou com coragem nas redes sociais neste ano, enfrentando de peito aberto críticas em relação a planos de saúde, títulos de capitalização e DPVAT, os produtos mais sensíveis diante da opinião pública. Também criou uma comissão para debater a diversidade e a inclusão por meio de fóruns recorrentes, com questões relativas à inclusão de mulheres, de idosos, de pessoas com deficiência, de pessoas LGBT, de pessoas de quaisquer etnias e religiões.
A Escola Nacional de Seguros (ENS), que concorre com instituições externas e também com universidades cativas criadas pelas seguradoras, corre para ser a número um na escolha de profissionais interessados em temas ligados ao mercado segurador, especialmente para o corretor. Passou a oferecer cursos online, abriu uma sede em São Paulo, no centro financeiro da cidade, e conquistou o selo de qualidade em cursos. Em março deste ano, o bacharelado em Administração obteve nota máxima, 5, no Rio de Janeiro, e 4, em São Paulo no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade.
Qualificação é um fator determinante para a carreira e nós podemos ajudar a construir seu futuro
“O segmento vem ampliando hoje seus canais de comunicação e, cada vez mais, tem o dever de oferecer aos clientes orientações transparentes no intuito de tirar dúvidas, facilitar o entendimento de produtos e garantir o cumprimento de direitos”, afirma o presidente da ENS, Robert Bittar. “Essa busca pela relação de transparência é fundamental para o desenvolvimento do setor e para que o consumidor se sinta amparado e tranquilo com relação aos produtos securitários que adquire”, acrescenta Bittar.
O IRB Brasil Re, que acaba de fazer o seus IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), também merece um parágrafo à parte. O ressegurador que deteve o monopólio da operação por quase 70 anos, não só sobreviveu a abertura do resseguro como é líder de mercado graças ao conhecimento, as pessoas e o investimento em tecnologia. É, inclusive, pioneiro no setor no Brasil em blockchain, tecnologia que permite, através de técnicas criptográficas, agilização de transações complexas como o resseguro. Permite a redução de seus custos de transação, oferta de novos produtos, eliminação de intermediários e combate às fraudes.
Isso mostra que a Inteligência Artificial (IA), usada para identificar novos padrões de riscos, para calcular prêmios mais personalizados, na automação de processos e consequentemente para melhorar a qualidade da experiência do usuário e eliminar ineficiências nas interações através da robotização, invadiu o setor. Praticamente uma seguradora tem gastado rios de dinheiro para aparecer: Youse, a plataforma de vendas da Caixa Seguros. Ela está em todos os lugares. Do bom dia no rádio ao horário nobre da teve Globo.
Mendanha: Sem dúvidas, inovar é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor
Chegou com certa antipatia, batendo no corretor, afirmando que ele não é importante e obviamente essa postura incomodou. Sofreu as consequências de seus atos e foi penalizada com a suspensão da atividade. Terá de seguir as normas impostas pelo órgão regulador, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que tem acompanhado de perto as regulamentações de fintechs e insurtechs no Brasil e no mundo. “Sem dúvidas, inovar é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros e para o esclarecimento dos seus consumidores, mas é preciso cautela. A Susep tem atuado e discutido muito esse tema com o mercado de forma geral”, pontuou o titular do órgão regulador, Joaquim Mendanha de Ataídes.
E o mundo tem provado uma coisa: só sobrevive quem tem competência. Qualquer empresa que desrespeita o consumidor assina a sua sentença de morte, seja ela uma seguradora controlada pela Susep como é a composição da Youse, ou uma insurtech fora do escopo do órgão regulador do setor como a Thinkseg, criada como uma plataforma tecnológica e não como seguradora ou corretora. As redes sociais são implacáveis com quem não respeita o próximo. Seja animal, meio ambiente ou o consumidor.
Há muitos casos famosos que mostram o poder das redes sociais. Lembram da queda nas vendas dos produtos da JBS, envolvida em escândalo de corrupção do governo? Depois da delação premiada dos irmãos Wesley, as redes sociais se mobilizaram para divulgar todas as marcas do grupo para que ninguém mais comprasse. Resultado: a JBS acumulou perdas de R$ 14,7 bilhões em valor de mercado desde o início da operação da Polícia Federal, em março, até 22 de maio, segundo cálculos feitos pela Economática. Nos dias das notícias sobre a delação, 16 e 17 de maio, o valor caiu de R$ 31,2 bilhões para R$ 16,3 bilhões, pois se previa um boicote dos consumidores à marca.
Quem não se lembra do caso da United, com aquele vídeo da tripulação tirando de forma totalmente agressiva um médico do voo para abrir espaço aos próprios funcionários? Pois é. O CEO perdeu a promoção, os acionistas bilhões e a cena de maus tratos foi vista por quase um bilhão de pessoas e é usada em todo treinamento sobre o poder das mídias sociais.
Apesar do clima de antipatia que se criou, uma coisa todos reconhecem: a Youse está ai para provar que a tecnologia veio para facilitar. Em três minutos é possível pesquisar, comparar, escolher e comprar um seguro. A insurtech faz tanta propaganda e eventos que ajudou muito a massificar a cultura de seguro. Porém, tem desafios a vencer para manter o cofre cheio de grana para investir. Tem como acionista a Caixa e a francesa CNP, num jogo de poder que culminou no fim da associação assim que o contrato terminar em 2021. Até lá muita energia vai ser consumida com essa discussão dos atuais e dos novos acionistas.
Também vale frisar que se o corretor não é importante para a Youse é para muita gente. A Mongeral Aegon, por exemplo, investe muito dinheiro para abrir lojas virtuais para corretores venderem seguros de vida da companhia. Mais de 300 já foram entregues e são ultramodernas. É preciso passar por um teste seletivo e, se aprovado, a loja com a cara do corretor é entregue pelos especialistas da centenária seguradora carioca.
Outro exemplo: a Minuto Seguros. A corretora nasceu como digital mas teve de mudar o projeto porque as seguradoras não estavam tecnologicamente preparadas para enviarem uma apólice digital ao cliente ou conectar seus legados aos softwares desenvolvidos por startups. O CEO Marcelo Blay desbrava o mercado e compartilha conhecimento para mudar regras que permitam que a tecnologia elimine custos, como ter de enviar a apólice pelo correio.
Também ajuda as seguradoras desenvolverem produtos e investe para que sua equipe trate o consumidor como rei. Os funcionários são desenvolvidos dentro de conceitos humanos, éticos e moral. Uma equipe que se sente motivada por acreditar no crescimento profissional em um setor que caminha para saltar dos 4% do PIB para 8% em um prazo curto. Isso significa sair de algo como R$ 240 bilhões em 2016 em vendas para R$ 480 bilhões rapidamente com a retomada da economia.
Mais um case: a thinkseg. Os acionistas vasculham o mundo atrás de casos de sucessos e insucessos. Analisam, estudam e escolhem o melhor de cada experiência para adotar no Brasil. Por ter esse conhecimento, a thinkseg elegeu o corretor como relações publicas da plataforma de vendas que constrói desde o final de 2016. A cada cliente indicado, o corretor ganha pontos. Se o cliente fechar negócio, mais pontos. Se comprar outros produtos, mais pontos. Se renovar, mais pontos. Ou seja, um ganho contínuo. Cerca de 20 indicações por mês podem render até R$ 5 mil, segundo cálculos aproximados do CEO André Gregori.
E como em todo negócio, é importante ter um olho “nos gatos” e outro no peixe. Se o corretor desdenhar muito a oportunidade de negócio digital, outro vai pegar. Conheço centenas de profissionais que foram demitidos de seguradoras e que viraram corretores. Engenheiros que viraram corretores. Bancários que viraram corretores. Até eu estou querendo virar corretora. O olho do corretor tem de estar bem aberto para ver os produtos ofertados pelas seguradoras e insurtechs. Também é preciso ter olho vivo no cliente para ofertar a ele produtos de ocasião, como uma viagem, o nascimento de um filho, a compra de um imóvel ou mesmo para uma virada da vida na qual ele deixou de ser empregado e passou a ser seu próprio chefe. Certamente ele sozinho não sabe escolher tão bem quanto o corretor o que é melhor nessa imensidão de ofertas que a internet disponibiliza.
O grande consolo de se dedicar a alguém é que poucas pessoas esquecem de quem os ajudou, que deu atenção, que foi amável. Principalmente se ajudou a fazer um bom negócio. Alguém que recebeu do corretor um comprovante de um depósito de alguns mil reais depois de ter sido diagnosticado com uma doença grave jamais vai esquecê-lo. Pelo contrário. Vira aquela relação de carinho de amigos que podem ficar anos sem se ver, mas quando se encontram parece que se viram ontem.
Vergílio, da Fenacor: “Somos a favor de tudo que seja respeitoso com o corretor e com o cliente”
Eis que chegamos a um mundo que mescla emoção, razão e dinheiro. Farto em tecnologia e restrito em privacidade. Um mundo que solicita conversa, entendimento e muito estudo para saber como empreender sem perder dinheiro. O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, sabe disso e afirma não ser contra a inovação ou a tecnologia. “Somos a favor de tudo que seja respeitoso com o corretor e com o cliente”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Hoje o corretor de seguros é responsável por 85% dos R$ 240 bilhões do faturamento das seguradoras.
“O corretor ganhou um aliado: a tecnologia”, dispara Vergílio. Para ele, com o avanço da tecnologia, o volume de produtos e serviços, bem como a abrangência das ofertas, serão maiores. Com tantas opções, ter um especialistas para separar o joio do trigo é primordial. Com tal apoio, uma vez que a Fenacor lidera boa parte dos 100 mil profissionais de vendas do setor, a decisão de investir em tecnologias como analitycs e internet das coisas entre tantas outras para viabilizar o sonho “o seguro das coisas” sinaliza que avançará de forma mais acelerada em 2017.
Mais confiantes, os seguradores que tem no corretor de seguro um parceiro de vendas, responsável por boa parte da produção das companhias, passam a investir mais em tecnologia e divulgar seus projetos inovadores que vão elevar o patamar do mercado segurador no PIB. Alguns já foram implementados, outros estão em teste piloto e vários tem previsão de se consolidarem em 2018.
Depois de tantas palavras, espero ter convencido que a era de “mimimi” já passou. O tempo agora é crucial para estudar, aprender, ensinar, compartilhar e crescer. E não esqueça de dar um like neste post se gostou e compartilhar com seus amigos, assim eu também consigo me dedicar mais e mais na divulgação deste adorável mundo de seguros.
Abaixo um pouco de tecnologia nas principais seguradoras parceiras dos corretores.
Bradesco Seguros: visão 360º do negócio
A inovação é sem dúvida um dos vetores de performance, evolução e cultura organizacional, estando presente nos mapas estratégicos de todo o grupo segurador. Entendemos a inovação como um ecossistema rico e dinâmico que deve ser alimentado por várias fontes e inúmeras conexões como relacionamento com o cliente, melhorias dos índices de percepção daquilo que o cliente deseja. Nesse sentido, há parcerias de peso e programas bem estruturados sobre o tema – com empresas e instituições nacionais e internacionais –, como a Plataforma Integrada de Seguros (PIS), que permite análise rápida e eficiente dos dados cadastrados, permitindo visão 360º do negócio.
Além disso, os programas internos de inovação – feitos em sinergia com a área de inovação do Banco Bradesco (InovaBRA) – estão incorporados à nossa gestão, garantindo envolvimento e proximidade das áreas de negócios, oferecendo soluções que contemplem os segurados e, ao mesmo tempo, deixam a força de vendas – o que inclui funcionários do Grupo Segurador e os corretores – sempre informada, em tempo real, de todas as operações. Isso permite ao cliente um acompanhamento permanente, pelas plataformas digitais, de todas as suas operações. Um exemplo desse estímulo é a Carteira Digital Bradesco Seguros, que permite aos clientes o acesso aos benefícios, sem ter que portar todos os cartões físicos, pois tudo está integrado nesse aplicativo, juntamente com seus dados de conta e telefones referentes a serviços.
Para segurados de auto, por exemplo, o cliente pode acionar os serviços da Assistência Dia e Noite por meio do smartphone, além de acompanhar todo o processo de reparo por meio da ferramenta tecnológica. Outros benefícios que podem ser acessados incluem descontos nos estacionamentos das redes MultiPark (SP) e GEpark (RJ), nos parceiros do Clube de Vantagens (permite aos segurados acesso a mais de 400 mil produtos das melhores lojas on-line do Brasil) e no Circuito Cultural Bradesco Seguros (espetáculos patrocinados pelo Grupo Segurador).
Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios
Gabriel Portella, presidente da SulAmérica
Proporcionar, por meio da inovação, a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios da SulAmérica. Estamos muito atentos às novas tecnologias e entendemos que, para viabilizar uma operação de excelência em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, é necessário investir de forma consistente em tecnologia.
A SulAmérica segue avançando nessa jornada para se tornar uma empresa cada vez mais digital, garantindo uma estrutura operacional cada vez mais eficiente, fundamentada em processos enxutos e sistemas modernos, sempre buscando desenvolver produtos e serviços de valor para o cliente e proporcionar um atendimento de excelência. Uma das principais estratégias nesse sentido foi a adoção de uma nova plataforma tecnológica, que tem permitido a implementação de um CRM norteado pela visão única do cliente e do corretor, além de possibilitar o desenvolvimento ágil de aplicações inovadoras e customizadas ao nosso negócio.
Com uma visão ampla do segurado e do corretor, migramos de um conceito de ‘contact center’ para ‘core center’, em que nossos atendentes passaram a ter um papel mais consultivo para prover um melhor atendimento. Temos investido em tecnologia para colocar na camada digital, como os aplicativos móveis, as principais informações e serviços que o segurado precisa no dia a dia e em capacitação contínua da equipe de atendimento telefônico e presencial para apoiar o cliente em caso de dúvidas e situações mais complexas.
Atualmente, a SulAmérica disponibiliza sete aplicativos mobile compatíveis com Android e iOS. Em 2016, os apps totalizaram mais de 400 mil downloads. Neste ano, lançamos no app SulAmérica Saúde o serviço pioneiro no mercado de reembolso digital via aplicativo, que permite ao segurado que solicite o reembolso de consultas de até R$ 1.000,00 por meio de uma foto do recibo médico, que pode ser feita com a câmera do smartphone do segurado. Também neste ano, lançamos no app SulAmérica Auto as funcionalidades de acompanhamento de sinistro e agendamento de pequenos reparos automotivos, acrescentando novos serviços aos já existentes na plataforma.
HDI Corretor é um aplicativo móvel que permite acessar todos os dados do seu negócio em poucos cliques
Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros
A HDI é uma empresa muito tecnológica. Desde dezembro de 2016 está passando por um grande processo de reformulação. A companhia implantou um agressivo projeto de digitalização em todas as camadas da companhia, desde os processos internos até aqueles que envolvem o cliente final. Chamado de GO Digital, a companhia vê no projeto a oportunidade de oferecer uma nova experiência de atendimento ao cliente, desburocratizando diversas etapas do processo de contratação, ao mesmo tempo que busca otimizar as atividades internas e o lucro da empresa. Essa é a principal mudança que fizemos no nosso modelo de gestão e que estamos bastante confiantes com os resultados e feedbacks que estamos recebendo.
Além do projeto GO Digital, desenvolvemos constantemente alternativas para os nossos clientes e corretores. Para nossos parceiros, por exemplo, lançamos o HDI Corretor, que é um aplicativo móvel que permite ao corretor acessar todos os dados do seu negócio em poucos cliques. Como estamos num momento cada vez mais remoto, as informações precisam estar disponíveis a todo momento. Pensando nisso, desenvolvemos o aplicativo com diversas funcionalidades importantes para o corretor como propostas, comissões e dados de produção da corretora, por exemplo. Isso facilita o dia-a-dia do corretor, que pode realizar o atendimento ao cliente de qualquer lugar.
Já para o consumidor final, temos o app desde 2012 e fazemos diversas atualizações de melhoria. O cliente pode, entre outras funções, pagar a parcela do seguro, fazer o acompanhamento de sinistro, gerar segunda via de boleto e acessar qualquer informação sobre a apólice contratada. Além disso, recentemente, a HDI foi a pioneira no setor no lançamento de atendimento via chatbot, robôs capazes de conversar com o usuário por meio de chat, que é realizado no Facebook.
Ouvimos o corretor e montamos um produto ano qual o cliente pode ter r até 30% de desconto no seguro de carro
Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros – A transformação digital das empresas é um tema de evidência em todos os setores brasileiros, inclusive no segmento de seguros. Por isso, nos últimos anos, lançamos diversas iniciativas alinhadas ao nosso objetivo de oferecer experiências digitais únicas para segurados, corretores, parceiros e consumidores em geral, pois nossa estratégia está baseada em um conceito de colaboração e experimentação como forma de redução de incertezas e, à medida que vão sendo reduzidas, aumentamos os investimentos em uma determinada iniciativa.
Um bom exemplo é a telemetria. Em 2017, lançamos o aplicativo Direção em Conta, programa que existe desde 2015 e utiliza essa tecnologia para oferecer uma precificação justa pois foca menos em estereótipos de motoristas e mais no comportamento de cada indivíduo.
Agora, condutores que instalarem o aplicativo receberão ao final de cada viagem um diagnóstico com a avaliação de aspectos como velocidade, estilo de direção, distração, horário da viagem e fadiga. Além da experiência, usuários que, em até 60 dias, rodarem mais de 800 km e realizarem pelo menos 20 viagens poderão receber um desconto de até 30% nos seguros automotivos da Liberty Seguros.
O aviso online de sinistros é outro exemplo de como a tecnologia da Liberty Seguros vive em constante aprimoramento: recém-reformulado, ele pode ser acessado por segurados, corretores e terceiros no novo site institucional da seguradora, por meio do Meu Espaço Cliente e do Meu Espaço Corretor. Uma das principais novidades está na usabilidade, com um layout mais intuitivo, textos simples e explicações detalhadas sobre as etapas do processo, facilitando a comunicação por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.
A estratégia do grupo Zurich é focar nos nossos clientes e atendê-los de maneira simples, ágil e conveniente
Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil – A estratégia do Grupo Zurich é focar nos nossos clientes e atendê-los de maneira simples, ágil e conveniente. No Brasil, o foco no cliente nos fez disponibilizar neste primeiro semestre de 2017 duas importantes apostas: o Zurich Proteção Digital, seguro contra riscos cibernéticos que detém toda a expertise do Grupo Zurich, com cerca de 10 anos de atuação neste segmento, em outros países; e lançamos o Portal da Previdência, ferramenta que facilita o acesso aos planos de previdência complementar e torna mais ágeis os processos de RH, corretores e parceiros. Pelo Portal, bastante inovador, o RH consegue verificar com facilidade os planos de seus colaboradores. E o cliente final pode fazer simulações e projeções de ganhos, de modo a ter maior controle sobre sua proteção de renda.Neste 2017 lançamos o seguro de riscos cibernéticos.
As tecnologias inovadoras desempenham um papel fundamental no nosso esforço de de simplificar e melhorar o atendimento ao cliente. A Zurich acredita que existe um grande espaço para o desenvolvimento de ferramentas capazes de aumentar eficiência e reduzir os custos operacionais do setor de seguros. Temos foco no cliente e nossa área de TI é aliada estratégica para o segmento de seguros. O orçamento de TI para 2017 é 50% maior que 2016. A Zurich investe em diversos projetos inovadores de TI, especialmente ferramentas que promovem uma melhor experiência e mais rápida resposta ao cliente.
Marcelo Alvalá, Diretor de Tecnologia da Informação da Zurich no Brasil, conta que nos processos de sinistro relacionados a seguros de Afinidades, onde se concentra uma vasta quantidade de segurados – atualmente, 23 milhões de clientes ativos. Em Afinidades – segmento em que a Zurich é líder de mercado e atua por meio de parcerias estratégicas de negócios com o objetivo de oferecer soluções em seguros para grandes bases de clientes individuais de empresas parceiras – a tecnologia de ponta permite que mantenhamos o atendimento ágil e qualificado para um número cada vez maior de clientes Desde de dezembro de 2016, com a implementação de Inteligência Artificial a regulação (análise do sinistro ) passou a ser feita em segundos.
Antes o processo levava até dois dias.Comparando-se maio/16 a maio/17, o prazo total de reparo da Garantia Estendida (sinistros que utilizam a tecnologia) reduziu em pelo menos 40% com a implantação do Fast Track e a nota de avaliação da pesquisa de satisfação do cliente (NPS) sobre o prazo de resolução do sinistros aumentou em 25%, segundo Roberto Hernandez, Diretor de Sinistros da Zurich.
Ferrara: investimos cerca de R$ 100 milhões em melhorias e sistemas
José Adalberto Ferrara, residente da Tokio Marine Seguradora – O mundo passa por uma profunda transformação e o mercado de seguros não está imune a esse fenômeno. Nós, seguradores, junto com os corretores e assessorias, precisamos ficar atentos ao enorme leque de oportunidades que surgem a partir das mudanças provocadas pelas tecnologias emergentes. Este é um tema de extrema relevância para a Tokio Marine, tanto que este mês estamos lançamento um movimento chamado Tokio Inova, com o objetivo de mostrar aos nossos públicos que trabalhamos para que eles, Colaboradores, Corretores e Clientes, tenham mais tempo para usufruir momentos importantes da vida. Anualmente, a Tokio Marine investe cerca de R$ 100 milhões em melhorias e sistemas que agilizam os processos internos, sustentam o crescimento e facilitam o dia a dia dos Parceiros de Negócios e Segurados. O valor inclui gastos com a atualização da infraestrutura básica (como armazenamento de dados, rede, servidores e telefonia) e o desenvolvimento de novos produtos e ferramentas. Algumas das grandes novidades que estamos implementando este ano estão relacionadas a Gerenciamento de Riscos, uma das maiores expertises da Tokio Marine.
Uma delas é o uso de drones como parte do processo de Avaliação do Risco em complemento ao trabalho do vistoriador. Esta nova tecnologia será implementada, primeiramente, no seguro de Property e depois, nos demais produtos da carteira. A outra inovação está diretamente ligada ao Seguros de Transportes e diz respeito ao Treinamento Online de Motoristas de caminhões. A ideia é contribuir para a redução de perdas causadas por acidentes através de uma simulação de possíveis riscos em uma estrada. Por fim, como parte do nosso processo de Gerenciamento de Riscos, vamos começar a oferecer aos nossos clientes, em parceria com empresas especializadas, o serviço de Avaliação Patrimonial. O objetivo é garantir que o Segurado contrate a proteção de acordo com o real valor de seu patrimônio.
Zorzo: “Se não embarcamos nessa inovação, vamos ser arrastados por ela
A Porto Seguro, maior de seguro de carro no Brasil e uma das mais admiradas pelos corretores e clientes em pesquisas de satisfação, vem investindo em inovação há décadas. Em 2015, começou seu programa de aceleração de startups e fundou a Oxigênio. Em fevereiro deste ano iniciou o terceiro ciclos de aceleração, acumulando cerca de 15 staúrtps no programa desde o seu início.
Segundo especialistas que acompanham os resultados do grupo negociado em bolsa desde 2004, esse modelo de parceria entre grandes corporações e startups, ainda pouco explorado no Brasil, pode ser uma solução ganha-ganha para os dois lados por gerar inovação ao investidor possibilitar à startup acessar não apenas dinheiro, mas know-how de operações e do mercado.
Em recente evento em Goiânia, com corretores, o executivo Marcelo Zorzo lembrou que, das dez maiores empresas norte-americanas, metade é da área de tecnologia digital. “Se não embarcamos nessa inovação, vamos ser arrastados por ela. Antes a revolução tecnológica era linear, mas depois do computador e da internet ela passou a ser exponencial”, comparou o diretor comercial. “O mundo atual é volátil, incerto, complexo e ambíguo: a realidade muda constantemente e não podemos perder de vista a necessidade de se relacionar com o cliente contemporâneo, hiperconectado”, frisou Marcelo Zorzo, em nota.
As redes sociais, como Facebook e Whatsapp, são espaços de negócios cada vez mais utilizados por grande parcela da população. Além de serem armas poderosas de vendas, pois há centenas de milhões de usuários de smartphones. Precisamos nos apropriar desses meios para chegar ao consumidor, tanto para atender às suas necessidades como para ofertar produtos”, afirmou Zorzo. No entanto, lembrou ele, para isso o mercado de seguros precisa de um banco de dados eficientes de clientes para lidar com o consumidor do mundo moderno.
Trindade: serviço descreve em detalhes o atendimento aos sinistros
Antonio Trindade, presidente da Chubb Brasil – No setor digital, a Chubb é mundialmente reconhecida por sua capacidade em ofertar seguros para riscos cibernéticos. Ao longo de 2017, a companhia estará lançando o produto na América Latina, começando pelo México, Colômbia e Peru. No Brasil, o lançamento será feito em breve. Convém destacar que a Chubb está comprometida com o desenvolvimento de ferramentas digitais e a companhia continuará investindo nessa área ao longo de 2017. Os recursos que adicionamos ao Portal do Corretor da Chubb, por exemplo, fazem parte desse trabalho. No setor de seguros por Afinidade, em especial, a Chubb está oferecendo ferramentas digitais muito úteis para as lojas do varejo obterem resultados cada vez melhores na oferta de proteções. São instrumentos voltados para a análise de dados, acompanhamento de ciclo de vida de clientes, atendimento e criação de produtos por nicho, entre outras aplicações. Já para as empresas multinacionais, a Chubb aumentou recentemente os recursos de sua ferramenta que permite a essas organizações o acompanhamento online dos riscos cobertos por seguro em diferentes países, a partir de um só computador pessoal. A navegação ficou ainda mais fácil e, além disso, agregamos um importante serviço que descreve em detalhes o atendimento aos sinistros.
Vidigal: novas soluções que propiciem bem-estar aos nossos segurados
Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Sompo Seguros – Em termos de inovação, a Sompo conta com novidades sob diferentes frentes. Uma delas foi a criação do Grupo de Inovação, que reúne profissionais de diferentes áreas, formação e nível hierárquico da companhia com o objetivo de trazer novas soluções que propiciem bem-estar aos nossos segurados. Esse grupo foi instituído no Brasil no ano passado. Da série de reuniões, palestras e demais atividades, surgiram cerca de 40 sugestões de projeto, que estão em diferentes estágios, seja em processo de análise de viabilidade ou desenvolvimento.
Destes, o primeiro já foi concretizado no Seguro Equipamentos de Mobilidade, citado na questão anterior, que é o único produto com essas características na Sompo em todo o mundo. A iniciativa do nosso Grupo de Inovação está alinhada com o Sompo Digital Lab, um laboratório de inovação com unidades em Tóquio (Japão) e no Vale do Silício (Califórnia – EUA) que nos permite nos adiantar às tendências para garantir que continuemos a prover tranquilidade, segurança, saúde e bem-estar a todos. Atualmente, o responsável da nossa área de inovação está no Vale do Silício, passando uma temporada de integração para trazer novidades a serem implementadas no trabalho do grupo por aqui também.
Mais recentemente, a Sompo por meio de uma parceria com a PWC e Salesforce, implementou o Sales Cloud em toda a sua área comercial, que inclui a matriz brasileira e as mais de 40 filiais distribuídas pelo País, em uma operação que envolveu aproximadamente 400 pessoas. A iniciativa teve como objetivo promover a transformação digital em vendas. Por meio desse recurso, toda a base de dados da área comercial está disponível numa única plataforma e acessível ao alcance de um clique.
Agora, toda a equipe – desde os diretores, superintendentes, gerentes e executivos de contas – está integrada nessa plataforma única, o processo de solicitação e aprovação de contratos e negociações, gestão de visitas, resultados obtidos etc, acontece digitalmente, de forma mais ágil e eficiente. Com o Sales Cloud, 90% dos agentes de campo utilizam a versão mobile da solução, o que resultou em um aumento de 36% na produtividade e um ganho médio de 43 minutos em cada visita. Aproximadamente 5,5 mil oportunidades de negócios foram concretizadas após identificados seus potenciais por meio da base de dados integrada pela ferramenta.
Além disso, com as informações disponíveis, os nossos profissionais podem consultar todos os dados do corretor parceiro antecipadamente para estar preparados e com as informações disponíveis para ser mais assertivo e prestar um atendimento mais rápido e eficiente. Além disso, a companhia está focada nas melhorias contínuas das suas plataformas de integração. Como resultado mais evidente deste plano, teremos uma série de lançamentos de aplicativos mobile e novos canais de atendimento saindo em breve.
Gregori: o corretor é o nosso relações públicas
Andre Gregori, CEO da thinkseg – No novo modelo thinkseg, o papel do corretor não é o de vender seguro. Isso porque, na prática, a pessoa que recebe o convite do corretor faz tudo sozinha, sem ajuda de ninguém. Ela digita as informações pessoais, dados do carro, tira fotos do carro pelo celular, coloca o nome do corretor que a indicou e, finalmente, contrata o seguro. É o cliente “faz tudo” com o celular na mão. Não precisa de ninguém para contratar o seguro. Então, o que o corretor faz?
O corretor é o grande divulgador, o grande propagador desse novo modelo de negócio ao trazer novos usuários à plataforma thinkseg. A cada nova pessoa que entra, abaixo da indicação desse corretor, os pontos do profissional vão se multiplicando. Pontos que valem dinheiro no final do mês. O cliente também ganha pontos, só que para serem trocados por prêmios, passagens aéreas e outros presentes ou mimos.
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