Plataformas para venda de seguros avançam no setor

Cada dia surge uma nova plataforma para corretores. Até agora as mais conhecidas são Minuto, Bidu, Youse (que passa a ser uma plataforma enquanto o imbróglio para obter a aprovação da Susep para ser uma seguradora não se define), Thinkseg entre outras. Neste mês, a plataforma Zim, uma parceria entre a Wiz, corretora da Caixa, e a Fenacor, ficou em evidência.

Hoje, o jornal Meia Hora destaca a O2OBOTS, que se define como a primeira Insurtech focada no empoderamento dos canais de distribuição de seguros que foi desenvolvida com apoio do braço de investimento da CNseg, a CNsegPar. Ao escrever @segurobot no aplicativo de mensagem do Facebook, o usuário passa a interagir com um robô. A reportagem cita o SeguroBot, uma robô que faz a captação das informações sobre consumidores deixando para o corretor apenas o trabalho de ligar para o cliente e fechar o negócio.

“Integrada às maiores seguradoras e corretoras de seguros, a plataforma ajuda os usuários a encontrar a melhor solução de seguros de uma forma divertida e mais fácil de usar. Colocamos robôs e inteligência artificial para trabalhar lado-a-lado com os corretores, para oferecer a melhor experiência de compra de seguros da sua vida”, cita Leonardo Rochadel, em sua página no LinkedIn. “Seus clientes utilizam a plataforma de inteligência artificial e robôs para entregar mais valor e segurança para usuários no Brasil e na França.”

Fui fazer um teste. Tem seguro de viagem, residencial, automóvel e odonto. O robô me atendeu imediatamente. E só. Travou. Não consegui ter uma informação sequer. Queria ver quais são as três seguradoras que já operam com a plataforma. Vou continuar tentando… E pedir para amigos testarem também. Depois eu conto.

Estudo da Serasa Experian revela número recorde de micro e pequenas empresas inadimplentes

Eis algo que mostra porque as PMEs não compram seguro. Não é falta de cultura de seguros e sim de dinheiro.

Release Serasa

Em agosto deste ano, 4,8 milhões de MPEs estavam com dívidas atrasadas. As empresas do segmento comercial foram as mais impactadas, com 45,4% do total. Serviço online Recupera PJ facilita a vida do empresário que precisa renegociar contas em atraso
São Paulo, 30 de outubro de 2017 – De acordo com levantamento inédito da Serasa Experian, em agosto de 2016, 4,8 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras estavam no vermelho, 13,2% a mais que o registrado no mesmo mês de 2016. É a maior quantidade já registrada desde março de 2016, base inicial do histórico levantado.

De acordo com os economistas da Serasa, a perda do poder de compra do consumidor, decorrente do desemprego e da situação instável da economia, impactam fortemente as micro e pequenas empresas. As MPEs respondem por 27% do PIB. Por isso, o recorde de inadimplência traz preocupação para o setor. O caminho para os empresários que estão nessa situação passa pela renegociação das contas atrasadas e conseqüente reinserção no mercado de crédito.

Ainda de acordo com a Serasa Experian, do total de 4,8 milhões de MPEs inadimplentes em agosto, 45,4% eram companhias comerciais, 45,3% prestadores de serviços e 8,8% indústrias. A região Sudeste é a que concentra a maior porcentagem de micro e pequenas empresas inadimplentes, com 53,6% do total. Em seguida está o Nordeste, com 16,5%; Sul, com 15,8%; Centro-Oeste, com 8,7% e Norte, com 5,3%.

Em agosto, entre os estados, São Paulo teve o maior número de empresas negativadas, com 32,4% do total. Em seguida Minas Gerais, com 11,1%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,0%.

Susep divulga circular com novas regras para seguro de RC operações portuárias

Release

Por meio da Circular nº 559, de 27 de outubro, publicada nesta segunda-feira, 30 de outubro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) estabelece novas regras básicas para a comercialização do seguro de responsabilidade civil (RC) de hangares e operações aeroportuárias. Essa circular substitui e altera o normativo anterior, a Circular Susep nº 71 de 1977, que havia sido expedido há 40 anos já que, desde então, ocorreram importantes mudanças em decretos e leis relacionados a seguros

Para o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes, a iniciativa de elaborar um plano padronizado para o RC de hangares integra o rol de ações da autarquia pautado em modelos de supervisão e de regulação proativos. “A busca pela eficiência dos processos de supervisão e de regulação é fundamental para estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento, acompanhando a evolução do mercado de seguros”, pontuou.

Já o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, observa que as alterações determinadas pela nova circular vinham sendo discutidas desde 2008 e, agora, estão adaptadas às normas em vigor e a regras internacionais. “Em decorrência da eliminação das disposições tarifárias, determinada pelo Decreto nº 3633/2000, e da obrigatoriedade de submissão de Notas Técnicas Atuariais (NTAs) por parte das seguradoras, houve a necessidade de uma atualização específica para o RC de hangares”, explicou.

Entre as mudanças estabelecidas pela Circular nº 559 destacam-se: a estruturação de condições contratuais que abrangem coberturas e cláusulas comumente aplicadas pelo mercado segurador; a possibilidade das sociedades seguradoras submeterem produtos próprios (planos não-padronizados) contemplando o RC de hangares, desde que sejam respeitadas as normas vigentes e demais disposições previstas na circular; a atualização de valores contratados e juros moratórios; e a alteração da cláusula de pagamento do prêmio.

A íntegra do normativo está disponível na seção ‘Atos Normativos’ do portal da Susep (http://www.susep.gov.br).

D&O mais caro para quem quiser cobertura por multas

Multas mais altas devem afetar diretamente os preços. Esse é o tema de reportagem de Thais Folego, publicada pela revista Carta Capital. O texto destaca que de acordo com o PLC 129, o teto das multas, no caso da CVM, não poderá ultrapassar o maior de quatro critérios: 50 milhões de reais; o dobro do valor da emissão ou da operação irregular; três vezes o montante da vantagem econômica obtida ou da perda evitada em decorrência do ilícito; e o dobro do prejuízo causado aos investidores em decorrência do ilícito. Antes, a autarquia ficava limitada 500 mil reais no primeiro critério – valor considerado insuficiente para inibir novas transgressões. Já o BC poderá aplicar multa de até 2 bilhões de reais (antes, o teto era de 250 mil reais) ou 0,5% da receita de serviços e produtos financeiros apurada no ano anterior ao da consumação da infração, o que for maior.

“Isso vai encarecer os seguros com cobertura para multa. O aumento vai ser substancial para os bancos e as companhias de capital aberto”, observa Paula Lopes, diretora da corretora de seguros Marsh, para a jornalista. Segundo a Marsh, a única seguradora que já está comercializando o seguro com cobertura de multa é a Chubb, que cobra por essa proteção um adicional de 30% a 40% sobre o valor da apólice básica. Procurada pela reportagem, a Chubb não concedeu entrevista. As outras seguradoras atuantes no mercado de D&O, como Zurich e AIG, submeteram seus novos seguros à análise da Susep e aguardam aprovação do regulador.

Chubb arresta 200 milhões em ações da Avianca por dívida de estaleiro de Germán Efromovich

Os executivos do mercado segurador envolvidos com seguro garantia estão em festa. A Chubb, principal seguradora de grandes riscos do Brasil, e a Fator conseguiram arresto de 200 milhões de ações da Aviança para executar a contra garantia de uma apólice que garantia a entrega de navios encomendados ao estaleiro de Germán Efromovich, segundo acordo publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial. O seguro garantia assegura que o contrato será cumprido dentro das condições acordadas. Se não for, a seguradora indeniza o tomador do crédito e executa as contra garantias.

No entanto, é muito raro o ressarcimento, pois geralmente a empresa que executa a obra segurada vai a falência e não tem bens para serem tomados e os juízes acabam não encontrando nada que possa ser confiscado pelas seguradoras. Também pesa a falta de cultura de seguro no judiciário, que vê a seguradora como uma pagadora de indenização e não como uma empresa apta pelo contrato a receber garantias.

Esse é um precedente muito importante para a exequibilidade das contragarantias em futuros ressarcimentos. Uma notícia e tanto para o mercado segurador”, comentou Cássio Gama Amaral, sócio especializado em seguros do escritório Mattos Filho.

Germán Efromovich é o controlador do Synergy Group, um grupo diversificado, fundado em 2003 e que inclui estaleiros, empresas médicas, serviços de aviação comercial, petróleo, hotelaria, turismo e agricultura. O Synergy Group é baseado no Rio de Janeiro.

Em 2015, os estaleiros Mauá, Ilha e Eisa Petro Um, todos de German Efromovich, fecharam as portas deixando as encomendas bilionárias literalmente a ver navios. No Maúa, de quatro encomendas, três ficaram inacabadas, com custo aproximado de US$ 87 milhões cada. O Eisa Petri Um foi criado para construir oito navios petroleiros encomendados em janeiro do ano passado pela Transpetro, subsidiária da Petrobras — no valor de R$ 1,4 bilhão.

Recentemente, as seguradoras registraram dois casos de pagamento de seguro garantia para obras não concluídas, mas devem enfrentar “um calvário” para executar as contra garantias recebidas no contrato de seguro. Em setembro, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) registrou pedido de indenização junto à Liberty Seguros, líder da apólice contratada pela Concessionária ViaRondon para prestação de seguro garantia de funções de ampliação previstas em seu contrato.

No Estado de São Paulo operam 21 concessionárias de rodovias com contratos que datam desde 1998 e essa foi primeira vez que a Agência acionou um seguro garantia, após a aplicação de outras sanções previstas em contrato.

A reclamação de sinistro ocorre após ficar constatado pela Artesp que a concessionária não vem cumprindo o plano de saneamento de atrasos apresentado pela ViaRondon à Artesp, caracterizando inadimplência e descumprimento do plano.

Em agosto, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) informou que a Swiss Re pagou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) R$ 149,8 milhões referente à parcela da contribuição fixa de outorga de 2016, prevista no contrato de concessão do aeroporto de Viracopos.

Abaixo a publicação do DO:

No 2198793-55.2017.8.26.0000 – Processo Digital. Petições para juntada devem ser apresentadas exclusivamente por meio eletrônico, nos termos do artigo 7o da Res. 551/2011 – Agravo de Instrumento – São Paulo – Agravante: CHUBB SEGUROS BRASIL S.A. – Agravante: FATOR SEGURADORA S.A. – Agravado: EISA – ESTALEIRO ILHA S.A. – Agravado: GERMÁN EFROMOVICH – Agravado: JOSÉ EFROMOVICH – Agravado: SYNERGY SHIPYARD INC. – Agravado: SYNERGY ENTERPRISES CORP. – Agravado: SYNERGY GROUP CORP. – Agravado: AVB HOLDING S.A. – Agravado: SPSYN PARTICIPAÇÕES LTDA. – Vistos, Trata-se de agravo de instrumento em face da r. decisão que deferiu a instauração de incidente de desconsideração inversa da personalidade jurídica das empresas Spsyn Participações Ltda. e AVB Holding S/A, mas indeferiu o pedido de arresto cautelar. Pede a agravante a reforma parcial da r. decisão, e a concessão da antecipação dos efeitos da tutela recursal, a fim de ser deferido o arresto cautelar das ações da empresa AVB detidas pela Spsyn Participações e de 207.475.519 ações da Oceanair Linhas Aéreas S/A (“Avianca Brasil”), de titularidade da AVB. Decido. Dispõe o artigo 1019, I, do CPC que o Relator poderá antecipar a pretensão recursal, total ou parcialmente. Para tanto, são necessários dois requisitos: elementos que evidenciem a probabilidade do direito; e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo periculum in mora.

No caso dos autos, o Ilustre Magistrado de Primeiro Grau entendeu que diante das alegações de que o executado José Efromovich realizou engenharia societária a fim de blindar o seu patrimônio de execuções, bem como, pelo fato dele ser detentor de 99,53% das cotas da empresa Spsy Participações Ltda., que por sua vez possui 80% das ações da AVB Holding S/A, a qual é titular de 100% das ações da Avianca Brasil, e, considerando que nos autos principais, determinado o arresto cautelar, não foram constritos bens em valor suficiente para garantir o crédito pretendido na ação monitória, era o caso de instaurar o incidente de desconsideração inversa da personalidade jurídica das empresas Spsy Participações Ltda. e AVB Holding S/A.

Contudo, o R. Magistrado a quo entendeu que, os elementos não eram suficientes para determinar o arresto liminar de 100% das ações da empresa aérea AVIANCA DO BRASIL. Respeitado o entendimento do R. Magistrado, necessária se faz a concessão da tutela antecipada para efetuar o ARRESTO das ações da empresa agravada.

Justifico. As medidas constritivas anteriores foram insuficientes para assegurar o pagamento do débito, que já ultrapassa a quantia de R$ 200 milhões. A insuficiência de bens para quitar o débito diz respeito ao fato de José e Germán ocultarem seu patrimônio por meio de “engenharia societária”, através da criação de empresas que existem apenas formalmente verdadeiras “cascas de ovo”.

Instaurar o incidente de desconsideração inversa da personalidade jurídica e não deferir o arresto das ações significa dar a chance ao devedor de, porventura, proceder à transferência de suas ações ou eventual outra forma de dilapidação de seu capital, a evitar suprimento do crédito reclamado. Não há espaço para mais estratégias, que visam, unicamente, preservar o próprio patrimônio, impedindo a satisfação dos credores.

Portanto, a concessão da tutela de urgência tem como objetivo prevenir eventual transferência fraudulenta das ações destas empresas, evitando majorar os prejuízos para satisfação do crédito. Desse modo, CONCEDO O EFEITO ATIVO ao recurso, para determinar o arresto cautelar das ações da empresa AVB detidas pela Spsyn Participações e de 207.475.519 ações da Oceanair Linhas Aéreas S/A (“Avianca Brasil”), de titularidade da AVB. Destaco que se trata de bloqueio de ações, não para efetuar qualquer disponibilização das mesmas

Imóveis não serão mais aceitos como ativos garantidores, informa Susep

Conforme previsto na Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.444, de 13 de novembro de 2015, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) informa que, a partir do dia 3 de novembro deste ano, imóveis não serão mais aceitos como ativos garantidores para fins de cobertura de provisões técnicas. A autarquia reitera que, na data mencionada, será encerrado o prazo transitório de dois anos para que as companhias supervisionadas realizem a troca dos imóveis por outros ativos.

Dessa forma, os imóveis vinculados à Susep serão desconsiderados para fins de apuração do saldo de ativos aceitos para cobertura das provisões técnicas. As companhias supervisionadas que apresentarem insuficiência de ativos garantidores de provisões técnicas ou de ativos líquidos para o cumprimento do requisito mínimo de liquidez em relação ao capital de risco, terão que seguir as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº 4.444.

Da carteira de investimento das seguradoras, de R$ 898 bilhões, apenas R$ 13,4 bilhões estão em ativos imobilizados, segundo dados da Siscorp coletados no portal da Susep.

É preciso uma análise mais detalhada dos balanços das companhias para ter noção do impacto. “Numa primeira avaliação, o maior impacto deve ser em algumas seguradoras de menor porte, embora já exista há algum tempo uma restrição no montante da coberturas das reservas com imóveis.Também existem operações admitidas para cobertura que podem ser trocadas por fundos imobiliários, claro que com algum custo para seguradoras. Outra destaque é que boa parte das seguradoras tem recursos livres que podem vir a substituir os imóveis, lembrando que a vinculação dos recursos às provisões técnicas em nada impacta a rentabilidade dos papéis, a não ser um processo mais burocrático para as substituições”, diz o consultor especializado em seguro Flavio Faggion.

As solicitações de desvinculação de imóveis deverão ser realizadas por meio do seguinte link:

http://susep.gov.br/setores-susep/cgsoa/copra/arquivos-ativos/Orientacao%20-%20Desvinculacao%20de%20Imoveis.pdf/view

SURA lança primeira ferramenta do mercado de cotação online para Transporte de Carga

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A Seguros SURA, dando continuidade aos seus investimentos em tecnologia, coloca no ar o projeto piloto do Cotador de Transportes SURA, primeira ferramenta do mercado para cotação online de Seguros de Transportes. A partir do início de novembro, corretores parceiros da companhia poderão acessar o site da Seguros SURA para realizar o agendamento online da cotação, agilizando o processo e reduzindo o tempo de espera de retorno.

A expectativa da companhia é que a ferramenta, em suas próximas fases, a serem lançadas em breve, realize a cotação fornecendo inclusive o número da apólice automaticamente. Fatores como a experiência da Seguros SURA no segmento de Transporte de Cargas e a disposição de se antecipar às necessidades de parceiros de negócios, clientes e do mercado, estão sendo determinantes para o lançamento do Cotador de Transportes SURA, que chega para atender uma demanda latente de agilidade e praticidade no recebimento das informações, e de melhoria no processo de atendimento ao cliente.

“Com a ferramenta, tornamos mais prática a experiência do corretor com a seguradora e do cliente com a contratação do seguro, além de eliminarmos etapas que tornam este processo mais burocrático. O corretor continuará usufruindo todos os benefícios de ser amparado pela gestão da Seguros SURA, mas com mais tecnologia e agilidade”, afirma Amilcar Spencer, Superintendente de Transportes da Seguros SURA.

De acordo com Spencer, o lançamento da primeira fase do Cotador de Transportes SURA, de agendamento de cotações, permite que as informações sejam preenchidas diretamente no sistema para a análise do subscritor da companhia. O risco é analisado com base em informações já disponíveis na ferramenta e levando em consideração a experiência do subscritor e da equipe de Gestão de Riscos em Transportes da Seguros SURA. Com todas essas informações em mãos, essa equipe desenvolve um Plano de Gerenciamento de Riscos com medidas preventivas para cada negócio.

“Estamos nos antecipando às necessidades dos corretores, clientes e mercado. Ofertar soluções online para atividades que frequentemente só são realizadas manualmente é um diferencial de mercado. Temos orgulho em sermos pioneiros com o lançamento dessa ferramenta”, finaliza o executivo.

ANS aplica 4.588 multas, totalizando R$ 365 milhões, até setembro

As operadoras e seguradoras especializadas em saúde suplementar estão às voltas com graves problemas como a sinistralidade e a judicialização da saúde, as quais estão afetando e colocando em risco estas operações.

Não bastasse estes dois graves elementos, convivem ainda com a questão das multas aplicadas pela ANS e com os resultados dos recursos impetrados que, em mais de 90% dos casos, mantém o valor das punições, bem elevadas. Até o mês de setembro/17, foram publicados 4.588 resultados de recursos, que atingem 623 empresas do mercado totalizando mais de R$ 365 milhões ou mais de US$ 100 milhões.

A Capitolio Consulting (capitolio@capitolio.com.br) está realizando mensalmente um trabalho de acompanhamento, detalhando empresa por empresa, recurso a recurso, fornecendo mais uma ferramenta ao setor, que cada dia deve estar mais atento.

Aumenta demanda por seguro contra ataques de hackers, mostra pesquisa da Marsh

A iminente implementação da Regulação Geral para Dados da União Européia (GDPR), que entra em vigor a partir de Maio 2018, elevou os riscos cibernéticos ao topo da agenda de corporações europeias, segundo pesquisa conduzida pela Marsh, líder global em consultoria para riscos e corretagem de seguros.

A pesquisa global com mais de 1300 executivos seniores, teve 65% de seus respondentes advindos de empresas que oferecem produtos ou serviços na União Européia e que dizem ter agora os riscos cibernéticos no topo de sua agenda. Numa pesquisa semelhante conduzida pela Marsh na Europa Continental durante o ano passado, somente 32% dos respondentes havia colocado o risco cibernético como um de seus principais riscos.

As organizações impactadas pelo GDPR já estão sentindo os efeitos das ameaças cibernéticas e 23% dos respondentes afirmaram que suas organizações europeias foram vítimas de ataques cibernéticos no último ano.

“A implementação iminente do GDPR está forçando empresas a olharem novamente para seus riscos cibernéticos, não somente para suas políticas e protocolos de segurança”, disse John Drzik, Presidente para Riscos Globais & Digital na Marsh. “Esta pesquisa indica que as empresas mais preparadas estão fazendo uso do GDPR para alavancar sua gestão dos riscos cibernéticos, com uma avaliação econômica de seu programa e um foco maior em resiliência”.

As organizações também responderam que pretendem focar mais tempo na gestão dos riscos cibernéticos. Das organizações que têm planos de implementar o GDPR, 78% disseram que endereçariam a questão cibernética com muito mais afinco nos próximos 12 meses, inclusive no que tange a seguros. Importante notar também que 52% das organizações que não têm planos de implementar o GDPR indicaram que seus investimentos em gestão de riscos cibernéticos aumentariam.

Preparar-se para o GDPR vai requerer atenção adicional no curto prazo. Somente 8% dos respondentes pertencentes a organizações afetadas pelo GDPR afirmaram que suas empresas estavam de fato cumprindo efetivamente com os requisitos; 57% dos respondentes indicaram que suas empresas estavam desenvolvendo planos de governança corporativa e 11% disseram que suas empresas ainda nem começaram a desenhar tais planos. Organizações de menor escala estavam mais propensas a ter um plano para GDPR, com 19% de seus respondentes advindos de empresas com USD 50 milhões de faturamento ou menos, anualmente, responderam que não havia nenhum plano no horizonte.

Diretoria eleita tem planos para impulsionar a APTS

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Eleita por aclamação na Assembleia Geral Ordinária realizada na última quarta-feira, 25 de outubro, a nova diretoria da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) tem planos para revitalizar a entidade, que completou 34 anos de existência em abril. Reeleito presidente da APTS, Osmar Bertacini cumprirá a gestão 2017/2019 ao lado do novo secretário Luiz Macoto Sakamoto e do tesoureiro Evadir Barboza de Paula, que na diretoria anterior ocupou o cargo de secretário.

No Conselho Administrativo, a APTS conta com novos colaboradores, como Alexandre Del Fiori e José Luis Schneedorf Ferreira da Silva, além de Hélio Opípari Junior, que na diretoria anterior atuou como tesoureiro. Na suplência do Conselho Administrativo estão personalidades reconhecidas por seu trabalho no setor, como Cesar Bertacini, Octávio José Milliet e Alexandre Camillo.

De acordo com o tesoureiro Evaldir Barboza de Paula, uma missão relevante da nova diretoria será o resgate de associados da entidade e a conquista de novos. Também já estão traçados inúmeros planos para incrementar a área de eventos e de comunicação.

Evaldir adianta que a revista APTS Notícias é uma das prioridades na nova gestão. Para ele, a publicação, que já completou 28 anos de existência, se destaca por seu conteúdo técnico e relevante. “Pretendemos investir na captação de novos anunciantes, bem como atingir um número expressivo de leitores em nível nacional”.

Outras importantes ações da nova gestão serão a constituição dos Conselhos Editorial (para a revista APTS Notícias) e Técnico que, tradicionalmente, incorpora especialistas consagrados do setor, em suas respectivas áreas de atuação. A ideia é que esse corpo técnico participe não apenas com sugestões e pareceres técnicos sobre temas específicos, como também organize fóruns de discussão abertos ao mercado e coordene debates.

Já na área de eventos, coube ao reconhecido profissional do setor Luiz Macoto Sakamoto a responsabilidade de cuidar da programação. “Vamos priorizar temas técnicos e inéditos nos eventos da APTS”, diz. Associado antigo da APTS, ele avalia que a entidade deve manter o foco em sua missão original de fundação, que é a defesa e a valorização do técnico de seguro.

“Quando a APTS foi fundada, em 1983, período de inflação e juros altos, o resultado técnico era preterido em função do resultado financeiro. Hoje, quase dez anos depois da abertura do resseguro, a expectativa é que a situação financeira do país se estabilize e os juros atinjam patamares próximos ao de economias desenvolvidas. Com isso, a prática técnica conquistará mais valor”, prevê.

Em fase final de conclusão, um dos projetos para a entidade envolverá diversas ações e a participação de muitos profissionais. “Por enquanto, podemos adiantar apenas que é algo inédito e que repercutirá muito positivamente para a APTS”, diz o tesoureiro.

A partir da posse, que ocorrerá em 1º de novembro, a nova diretoria da APTS deverá apresentar o seu plano de gestão. Osmar Bertacini, que na década de 90 cumpriu duas gestões na presidência da entidade e que, agora, se prepara para mais um mandato, está confiante. “A APTS é uma entidade tradicional e bastante respeitada por sua atuação na disseminação do conhecimento técnico. A partir dessa diretriz, nossa missão é incrementar as ações e incorporar novidades”, diz.