Os consumidores das Lojas/ Kiosk Samsung, distribuídas por todo País já podem contar, a partir deste mês, com a Seguros SURA para contratar os seguros contra roubo, furto qualificado, danos acidentais e Garantia Estendida para os smartphones, tablets, notebooks, smartwatches comprados nas lojas Samsung.
“Esse recente parceria significa a conquista de um aliado de negócios importante e estratégico para a empresa. Agora os consumidores que comprarem produtos nas Lojas/Kiosk Samsung podem contar com os produtos da Seguros SURA e já saem protegidos das lojas”, diz Cristiano Saab, Diretor de Canais, Vendas e Subscrição da Seguros SURA. Ainda de acordo com o executivo, esse é um dos primeiros projetos que a empresa firma diretamente com uma indústria. “Temos agora mais um importante programa de seguros massificados na companhia, o que demonstra nossa maturidade e solidez no mercado de afinidades”, completa Saab.
Para viabilizar o negócio e oferecer aos consumidores de produtos Samsung uma experiência positiva, a Seguros SURA fez uma série de investimentos que vão desde a integração com o sistema do parceiro, condições comerciais diferenciadas, até a implementação de um modelo de pós-venda com estrutura dedicada para a gestão do dia a dia e atendimento aos clientes Samsung.
A Carglass, empresa do grupo britânico Belron, líder mundial em serviços de reparo e troca de vidros automotivos, depois da compra da empresa Disk Reparo, líder nacional no segmento de serviços de funilaria e pintura express, anuncia parceria com a Bradesco Seguros.
A seguradora, a partir de novembro, é a primeira a oferecer aos seus segurados de automóvel em todo o Brasil o programa “Repare Fácil”, que traz serviços especiais, como o Super Martelinho (recuperação de amassados de pequeno e médio porte, nos quais não houve dano à pintura) em parceria com a Carglass.
Além do Super Martelinho, o programa Repare Fácil disponibiliza – aos clientes Bradesco Seguro Auto de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte (e suas respectivas Regiões Metropolitanas) – o “Reparo Rápido” (conserto de arranhados ou amassados na lataria externa ou para-choque, com recuperação da pintura, com duração de até 4h).
De acordo com o presidente da Carglass, Luiz Novaes, o serviço funciona como uma cobertura adicional no seguro de automóvel: a Carglass vai à casa do segurado e faz consertos de até 50 centímetros nos veículos que sofreram pequenas colisões. “Além do reparo móvel, a empresa também agregou essa cobertura para martelinho de ouro. Nosso laboratório técnico na Inglaterra desenvolveu tintas e verniz que permitem que os serviços sejam executados em poucas horas, seja em uma das nossas lojas ou no local solicitado pelo cliente”, afirma Novaes.
O diretor comercial da Carglass, Milton Bissoli, acrescenta que a parceria estratégica com a Bradesco Seguros reforça o sucesso dos serviços da empresa: “A Carglass, que no passado criou o seguro de vidros, agora abre esse novo mercado no País. Há um potencial importante neste segmento”, garante Bissoli.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lançou a cartilha digital “Modernização da Lei Trabalhista – Novos tempos na relação empregado/empregador”, para ajudar a esclarecer as principais alterações na Consolidação das Leis do Trabalho. A modernização da CLT, sancionada em julho deste ano, entrou em vigor no último dia 11. Para o presidente da Confederação, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, é um passo importante não só para atualizar as relações de trabalho no País como a própria economia brasileira. “É muito importante esclarecer ao público em geral que não se altera nada com relação ao salário mínimo, assim como as cláusulas pétreas, como 13º salário, repouso semanal remunerado e hora extra”, explica.
A cartilha esclarece as novas regras relacionadas ao trabalho intermitente, imposto sindical, terceirização, férias, entre outros. Explica também as principais mudanças que entraram em vigor sobre salários, descanso, rescisão de contrato e tempo na empresa. O documento traz ainda algumas comparações da reforma com a antiga CLT. Destaque para o Home Office, que passa a ser regulamentado, cabendo ao empregado e ao empregador negociarem responsabilidades sobre despesas, periodicidade e outros aspectos ligados à atividade remota. Além disso, com a reforma trabalhista, a contribuição sindical passa a ser opcional, cabendo ao trabalhador autorizá-la ou não.
Especialistas no assunto concordam que as novas regras trazem importantes inovações, adaptando a legislação à realidade do século XXI. Para Marcio Coriolano, o principal ponto da reforma é que agora o negociado prevalece sobre o legislado. “Ou seja, os acordos serão feitos entre empresas e seus empregados, sem qualquer outra intermediação. Isso é importante porque nem sempre a lei dá conta de resolver todos os assuntos internos da empresa. Muitas vezes, nada melhor do que uma conversa entre as partes para resolver os conflitos do que levá-los ao Judiciário”, afirma o executivo.
O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, foi recebido ontem pelo presidente da República, Michel Temer, em audiência no Palácio do Planalto. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, também participaram do encontro.
Além de números positivos do mercado – o setor foi um dos poucos a apresentar crescimento nominal mesmo durante a crise econômica – Marcio Coriolano apoiou as reformas estruturantes promovidas pelo governo, reconhecendo-as como relevantes para o desenvolvimento do mercado de seguros e destacou alguns projetos, no plano federal, com impactos efetivos para o setor. A diretora de Relações Governamentais da CNseg, Miriam Mara Miranda, acompanhou Coriolano na visita ao Palácio do Planalto.
O presidente Michel Temer exonerou Cássio Cabral Kelly do cargo de diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e nomeou em seu lugar Icaro Demarchi Araujo Leite. Ele é o interventor na APLUB Previdência e APLUB Capitalização, que desde dezembro de 2015 está sob intervenção e busca um plano para sair da crise. A entidade é responsável pela previdência complementar de aproximadamente 20 mil trabalhadores, entre beneficiários e contribuintes.
Segundo fontes do setor, o plano de socorro passa pela desmutualização, ou seja, uma mudança estatutária que permita à associação, hoje sem fins lucrativos, se transformar numa sociedade anônima. A ideia é buscar investidores dispostos a tapar o rombo de R$ 200 milhões em troca de uma participação no controle do fundo.
Semana passada, o sindicato dos funcionários da Susep entregou ao titular da autarquia, Joaquim Mendanha, e também ao ministério da Fazenda, uma carta na qual entregavam seus cargos diante do loteamento político da Susep. “Preferimos perder o emprego do que compactuar com isso”, disse um dos mais de 70 diretores que assinaram a carta. Sendo fonte do Sindicato, o grupo segue hoje colhendo as assinaturas para seguirem com a exoneração dos cargos.
Segue a determinação publicada no Diário Oficial de ontem.
MINISTÉRIO DA FAZENDA
DECRETOS DE 21 DE NOVEMBRO DE 2017
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o da Estrutura Regimental aprovada pelo Decreto no 8.722, de 27 de abril de 2016, resolve EXONERAR
CÁSSIO CABRAL KELLY do cargo de Diretor da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
Brasília, 21 de novembro de 2017; 196o da Independência e 129o da República.
MICHEL TEMER
Henrique Meirelles
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o da Estrutura Regimental aprovada pelo Decreto no 8.722, de 27 de abril de 2016, resolve NOMEAR
ICARO DEMARCHI ARAUJO LEITE, para exercer o cargo de Diretor da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
Brasília, 21 de novembro de 2017; 196o da Independência e 129o da República.
A maior Rede de Corretoras de Seguros independentes do Brasil, a Rede Lojacorr dá sequência ao plano de expansão e consolida sua atuação em São Paulo, estabelecendo sua sede comercial, em uma das avenidas mais conhecidas e importantes do principal centro financeiro do País: a Avenida Paulista.
A história da empresa começou há 21 anos, em Curitiba, onde opera a sede administrativa. O novo escritório na Avenida Paulista, que funcionará como a sede comercial com abrangência nacional, foi inaugurado em coquetel na última sexta-feira, dia 17 de novembro, com a presença de todos os diretores executivos e regionais.
De acordo com o presidente da Rede Lojacorr, Diogo Arndt Silva, a atuação em São Paulo ganha destaque por ser o principal centro financeiro do país e onde estão sediadas as matrizes das principais companhias seguradoras que operam com a Rede. “O objetivo principal é estarmos mais próximos e acessíveis ao mercado segurador e a potenciais fornecedores e parceiros. Também pela logística, já que esta nova localização vai facilitar o acesso dos nossos regionais, concessionários e corretores da Rede que estão mais distantes da nossa sede administrativa em Curitiba”.
Ele conta que a inauguração foi um momento emocionante para os diretores, marcando uma nova fase. “Definitivamente a Rede se tornou uma empresa nacional. Queremos proteger o Brasil de Norte a Sul levando nossas soluções de negócio e tecnologia para corretores de seguros de todo país”.
Uma das histórias existentes diz que o termo “Black Friday”, que marca as promoções especiais do comércio no fim de ano, surgiu na década de 60, nos EUA, como uma gíria policial. Os guardas ficavam transtornados com o trânsito causado pelo movimento das compras após o feriado de Ações de Graças e por isso apelidaram o dia de “Sexta-feira Negra”. Por outro lado, os comerciantes esperavam ansiosamente por essa data, que marcava o início de compras para o Natal e oferecia as melhores promoções do ano. Com o tempo, esse marco comercial chegou em outros países, com o objetivo de agitar o varejo. O Brasil, por exemplo, adotou o Black Friday em 2010, por meio das lojas online e, desde então, o movimento se repete e cresce anualmente.
Com sucesso testado e aprovado, diversos segmentos comerciais incrementaram o Black Friday para atrair clientes, por isso, além dos varejistas, muitos produtos e serviços entraram nesse movimento promocional, como automóveis e agências de viagens. Considerando as novas oportunidades, o mercado de seguros também seguiu o movimento promocional do Black Friday por meio dos seguros afinidades. Com forte associação ao Black Friday dos varejistas, as proteções que possuem maior volume de contratação são “garantia estendida” e “roubo e furto de eletrônicos”, especialmente celulares. Depois desses, aparece a proteção financeira, oferecendo cobertura para morte, invalidez, perda de renda ou desemprego.
O que muitos clientes não sabem é que o benefício, em muitas lojas, não vale apenas para o produto, mas também pode ser oferecido no seguro. Muitas seguradoras, juntamente com corretoras e varejistas, conseguem oferecer promoções especiais durante o período do Black Friday, como prorrogar a vigência da garantia estendida mantendo o preço original, fazer sorteios vinculados a título de capitalização ou reduzir o custo do seguro. Neste contexto, vale ressaltar que as promoções de seguros devem cumprir todas as determinações e normativas da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) que proíbe, por exemplo, dar vantagens na venda do produto mercantil buscando a venda casada ou reforçando o apelo da venda do seguro.
O movimento comercial é tão grande nessa época que, apesar do foco do consumidor estar voltado aos produtos, as contratações de seguros também crescem, dado o grande volume de negócios.
“É importante aproveitar essa atividade comercial para trabalhar com seguros afinidades de forma diferenciada, oferecendo promoções e outras iniciativas que aproximem os clientes dos seguros, para que possam ter a oportunidade de experimentar os benefícios desse produto em casos de necessidade e dentro das coberturas contratadas”, comenta Paulo Davidoff, Superintendente de Afinidades da TRR.
O setor de eventos tem se profissionalizado cada vez mais e crescido com uma velocidade impressionante. A última pesquisa sobre o setor feito pela Eventbrite é de 2013 e os números apontaram que, naquele ano, foram realizados 590 mil eventos no Brasil, com receita de R$ 209,2 bilhões (o equivalente a 4,3% do PIB do país no período). Ao monitorar o setor, o crescimento, na última década, foi de 460% em relação a 2001.
As estratégias, planejamento e resultados que visam o sucesso de um evento são amplamente conhecidos e compartilhados. Mas a garantia de que tudo correrá bem no pré, durante e pós evento, nem sempre depende daquilo que se pode prever e planejar, mas também do preparo para possíveis surpresas e problemas que possam ocorrer quanto à segurança dos bens materiais e humanos envolvidos.
“Você pode ter surpresas desagradáveis quando organiza um evento. Por isso é preciso seguir padrões rigorosos de qualidade e oferecer uma estrutura de segurança completa para que o evento possa prosseguir sem interrupções, da melhor maneira possível, comenta Vinício Grossi, Diretor do Grupo Nunes & Grossi, especializado em seguros e gestão de benefícios sendo, há 11 anos, a corretora oficial da maior prova de rua do país em distância, a 10 Km Tribuna FM – Unilus. A prova acontece em Santos, Litoral Paulista, e contou com a participação de mais de 22 mil atletas do Brasil e do exterior na edição de 2017.
Segundo o especialista imprevistos podem acontecer. “Desde o não comparecimento do artista, lesão do atleta, até condições climáticas desfavoráveis, choques elétricos ou problemas na estrutura. É exatamente aí que entra o Seguro de Eventos, uma modalidade que contempla todas as fases que envolvem a organização de um evento e possibilitam o seu andamento com mais tranquilidade aos organizadores e participantes”, avalia. Entre as diversas coberturas, estão:
• Responsabilidade Civil de Organizador e Expositor (básica);
• Instalação e Montagem/Desmontagem;
• Acidentes Pessoais;
• Danos Morais
“ A empresa que liga sua marca a um evento tem interesse em manter sua imagem preservada. Possíveis prejuízos materiais são recuperáveis, mas prejuízos à imagem de ima marca são irreparáveis. Nesse sentido contar com o Seguro de Eventos apropriado evita transtornos e desgastes de toda a ordem”, finaliza.
por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros
Os dados referentes ao desempenho do mercado de seguros em setembro continuaram sinalizando a recuperação da atividade em 2017. Na área da Susep, os prêmios de seguros e aportes a planos de previdência e títulos de capitalização totalizaram R$ 20 bilhões, com variações de 14% ante o mesmo mês de 2016, 5,7% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior e -10,3% em relação a agosto de 2017. Essa variação mensal negativa não deve ser motivo de preocupação, pois decorre de setembro ter tido 20 dias úteis, contra 23 em agosto (13% a menos).
Desse modo, fazendo-se a conta da variação da arrecadação por dia útil, verifica-se uma taxa mensal positiva de 3,2%. Essas taxas de expansão indicam forte crescimento da arrecadação “em termos reais”, pois ultrapassam em larga margem a inflação no período. De fato, em setembro de 2017, o IPCA subiu 2,7% contra setembro de 2016 e apenas 0,16% contra o mês anterior (agosto).
Desagregando-se o dado total por grandes grupos, é de se notar a maior aceleração do grupo de coberturas de pessoas. Assim, os aportes aos Planos de Acumulação (VGBL e PGBL, principalmente) cresceram 29,1% em setembro de 2017 ante o mesmo mês de 2016 e 8,0% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior. No que concerne às coberturas de risco dos Seguros de Pessoas, as taxas positivas são semelhantes no tempo: 11,0% de expansão em setembro de 2017 ante o mesmo mês de 2016 e 11,8% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior. Nessa base de comparação, continuaram notáveis as taxas de crescimento dos prêmios de seguros Prestamista (+25,2%) e Viagens (+39,9%).
No que se refere aos prêmios de Ramos Elementares, o crescimento foi bem menor (de 1,2% em setembro de 2017 ante o mesmo mês de 2016 e 1,5% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior), mas, como se sabe, fortemente influenciado pela queda atípica de receita do DPVAT. Fazendo-se o cálculo sem esse produto, a arrecadação de Ramos Elementares teve acréscimo 4,5% em setembro de 2017 ante o mesmo mês de 2016 e de6,9% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior. Um resultado excelente e que vem melhorando a cada mês.
No acumulado do ano, chamam atenção as expansões de 10,7% dos prêmios de Seguros Habitacionais, de 13,8% do Seguro Rural e de 34,9% de Seguros de Crédito e Garantia. O principal ramo do grupo – Seguros de Automóveis – manteve trajetória de recuperação, com a receita crescendo 5,0% em setembro de 2017 frente a setembro de 2016 e 6,4% no acumulado do ano frente ao acumulado de 2016. Os prêmios de Seguros de Transporte e Seguros Patrimoniais têm tido crescimento mais lento, porém já apresentam taxas superiores à inflação do período.
No acumulado do ano até setembro, a sinistralidade em Ramos Elementares foi de 54,9% com queda absoluta de 1,6% frente ao mesmo período de 2016. No grupo de coberturas de risco de Seguros de Pessoas, a queda absoluta foi maior (de 5,2%) na mesma base de comparação. Movimento inverso ocorreu com as despesas de comercialização, que aumentam em termos absolutos 1,5% em Ramos Elementares e 0,7% nas coberturas de risco de Seguros de Pessoas.
Em vista desses fatos, e da queda de 13,3% no resultado financeiro no acumulado de janeiro a setembro de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, decorrente da redução das taxas de juros da economia liderada pela política do Banco Central, o lucro líquido agregado das seguradoras na área da Susep caiu 7,9%, e a rentabilidade do patrimônio líquido agregado passou de 24,4% entre janeiro e setembro de 2016 para 19,8% no mesmo período de 2017. Ou seja, apesar da melhora de indicadores técnicos como prêmios e sinistros, as seguradoras ainda sentem os efeitos prejudicais da recessão de 2015/2016.
Na saúde suplementar, os últimos dados oficiais (da ANS) se referem a junho de 2017. Assim, no 1° semestre de 2017, a receita de contraprestações montou a R$ 87,7 bilhões, 10,7% acima do primeiro semestre de 2016. A sinistralidade aumentou em 2017, passando de 80,2% no 1° trimestre para 85,4% no 2° trimestre. Contudo, em comparação com o mesmo trimestre de 2016, a sinistralidade se manteve relativamente constante. A evolução do setor é fortemente dependente da elevação de custos associados à crescente modernização tecnológica e às mudanças demográficas e regulamentares e da dificuldade de repasse desses custos para os consumidores em razão das restrições de crescimento da renda das famílias.
Nos últimos dois meses, ocorreram mudanças regulamentares significativas no mercado de seguros. O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) acatou propostas da Susep relativas aos planos PGBL e VGBL visando a dar mais transparência para o consumidor e possiblidade de evolução dos seus fatores de renda, a saber: possibilidade de transformação de parte da provisão de benefícios em renda nos produtos PGBL, PGBL Programado, VGBL e VGBL Programado; autorização da figura do Participante/Segurado Qualificado; possibilidade de os fundos preverem remuneração com base em desempenho, além da taxa de administração; atualização da tábua biométrica limite para AT-2000M; e o aperfeiçoamento das cláusulas de “vesting” em relação à extinção do plano, da instituidora ou da inexistência de participantes vinculados ao plano coletivo.
A autarquia alterou também as regras do Seguro de Lucros Cessantes, permitindo que as seguradoras estabeleçam seus próprios clausulados e ofereçam coberturas adicionais, desde que os riscos cobertos estejam diretamente relacionados com tal ramo e não sejam típicos de outros ramos. A Susep anunciou ainda criação de grupos de trabalho para debate das atividades praticadas por associações, entidades e cooperativas sem a autorização do Estado (formando o chamado “mercado marginal”), bem como para discussão de aperfeiçoamentos no seguro obrigatório DPVAT.
Por outro lado, no setor de saúde suplementar, como é praxe a cada dois anos, a ANS anunciou revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde a entrar em vigor em janeiro de 2018. Tal revisão estabelece a inclusão de 18 novos procedimentos – entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades – e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer.
A recuperação da economia em geral deve também favorecer o mercado de seguros daqui para a frente. A expectativa de crescimento do PIB, constante do Boletim Focus de 10/11/2017, tem permanecido em 0,7% em 2017 e 2,5% em 2018, mas diversos analistas começam a projetar números mais animadores. Há consenso também sobre a tendência de manutenção de baixas taxas de inflação e de juros e de estabilidade cambial, tudo isso, entretanto, pendente de que seja mantido um ambiente politico positivo no ano eleitoral de 2018, aposta que pode ou não se materializar dado o quadro político de alta volatilidade.
Paulo Tafner, economista do Instituto Millenium e da Fipe, afirma que a reforma da Previdência é essencial para conter o gasto público e permitir a retomada do desenvolvimento econômico.
Qual a importância da reforma da Previdência para o país?
Crucial, porque o gasto previdenciário consome mais de 55% do Orçamento da União e responde por um dé cit, só no INSS, de R$ 188 bilhões este ano. A Previdência consome uma quantia enorme dos Estados e grandes municípios para pagar servidores. Esse dé cit será este ano de R$ 160 bilhões ao todo. A Previdência é extremamente de citária, compromete a capacidade de o país crescer. Como ela não arrecada o suficiente para pagar os benefícios, os governos tiram recursos dos impostos. O resultado são dé cits crescentes. Este ano, só o governo federal teve uma insuficiência de caixa de R$ 159 bilhões. O governo emite títulos para nanciar esse déficit e se endivida. Ao se endividar, pressiona a taxa de juros. E quando aumenta os juros, cada vez mais caro investir, é mais caro comprar, o crédito ca mais escasso e a economia paralisa. Então a reforma vai liberar recursos para o país crescer.
E quais os pontos mais importantes do projeto que tramita na Câmara?
Ele mexe com todos os tipos de benefício: aposentadorias por tempo de contribuição, por idade, por invalidez, pensões, critérios de concessão de benefícios e de xação do valor. Outro mérito é trazer igualdade previdenciária. Todas as categorias terão a mesma regra de aposentaria, incluindo servidores, professores, policiais e bombeiros, que hoje se aposentam mais cedo. A reforma também eleva a idade da aposenta- doria. Estamos vivendo mais e temos regras de 50 anos atrás. As pessoas têm que trabalhar mais para poder se aposentar. E para tudo há regra de transição.
Para aprovar a reforma, o governo já está amenizando a proposta. Se ela for aprovada parcialmente, ou se não for aprovada, o que pode acontecer?
Se não for aprovada, será uma tragédia fiscal. Não vamos começar a reduzir o ritmo de despesas no ano que vem, e a discussão ficará para 2019. É muito grave a nossa situação scal. Quanto mais cedo ajustar, melhor. Agora, o governo está fazendo uma proposta mais amena, abrindo mão de pontos que atingem grupos minoritários, para centrar fogo no mais importante. Primeiro, a idade mínima, de 65 anos para homem e 62 para mulher. Depois, atacar os privilégios dos servidores. Não é possível manter aposentadorias de R$ 25 mil. Eles precisarão ter 65 anos de idade e 35 de contribuição. Hoje são 60 anos para homem e 55 para mulher, então vai subir de 60 para 65 e, no caso da mulher, de 55 para 62. Outra coisa é que o servidor público se aposenta hoje com o último salário, enquanto o da iniciativa privada é pela média. Isso tem que valer para os servidores. Se esses pontos essenciais passarem, as contas melhorarão muito. A previsão de redução de despesa em dez anos era de R$ 800 bilhões. Agora, R$ 520 bilhões. Já é um avanço grande.
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