Liberty Seguros lança atendimento via chatbot em mídias sociais

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A Liberty Seguros, em parceria com a Mondial Assistance, lança hoje a LIA, chatbot da seguradora que, por meio de bate-papo no Facebook Messenger, oferecerá serviços de seguros auto para clientes e corretores.

O novo canal oferecerá serviços de assistência 24 horas, que incluirão abertura de solicitação de guincho, solicitação de conserto no local do sinistro, envio de localização via chat e retorno do atendimento por telefone em caso de perda de conexão.
Para o público em geral, LIA poderá dar informações sobre produtos e a empresa, indicar corretores próximos, além de prover informações sobre sinistros envolvendo clientes Liberty.

Para corretores, o canal auxiliará no direcionamento da plataforma Meu Espaço Corretor e na busca de filiais, além de apresentar dados sobre produtos e informações sobre como se tornar um parceiro Liberty.

“Os brasileiros são reconhecidos pelo uso das mídias sociais e buscam nas interações eletrônicas uma resolução mais simples para suas solicitações. Com a LIA, a Liberty Seguros cria sua primeira assistente eletrônica baseada em inteligência artificial, com o objetivo de oferecer praticidade para os clientes”, diz Etienne Gonçalves, superintendente de Experiência Digital e Clientes da Liberty Seguros.

Thinkseg inicia venda de seguro de moto no Nordeste

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A partir de hoje, chega ao nordeste o seguro Thinkseg Moto para proteger o principal ativo de motociclistas, sejam motoboys, mototáxis ou aqueles que usam a máquina de duas rodas para o lazer. A região com mais motos do que carros também é líder no financiamento de motos em todo o País. Em média, apenas 1,78% dos motocicletas da região Nordeste tem seguro para moto. A maioria dos motociclistas está desprotegida.

“ O Thinkseg Moto vai garantir às pessoas a devolução do valor da moto roubada ou furtada. Essa proteção para o principal bem da vida dos motociclistas é uma necessidade. Eles desempenham um importante papel na economia do nordeste. A moto, muitas vezes, com financiamento a pagar, é usada para entregas, transporte de passageiros e, nos últimos anos, cada vez mais, para deslocamentos em áreas agrícolas, substituindo até animais e outros meios de transporte”, diz o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

“O Thinkseg Moto foi projetado com um preço justo, a partir de R$ 1,90 por dia. Pode ser contratado de modo fácil, rápido e descomplicado pelo celular e também pelo site. Só entrar no thinkseg.com e, em 5 segundos, a pessoa tem a sua cotação pronta”, completa o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

Motoboys e mototáxis chegam a rodar, em média, 15 horas diárias, por todos os lugares, sendo alvos fáceis para furto e roubo, segundo a Federação Interestadual das Regiões Norte e Nordeste dos Trabalhadores em Transportes de Mototaxistas e Taxistas (Fenordest).

A região nordeste é a segunda mais representativa em número de motociclistas ativos no País. Só perde para o sudeste. Os nove estados que compõem o (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe) somam 7,2 milhões de motos e motonetas contra 6,5 milhões de carros, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O lançamento da marca Thinkseg, no Nordeste ocorreu no último dia 17 de janeiro, como uma das patrocinadora do time Fortaleza, durante o primeiro jogo do campeonato estadual.

“Nosso objetivo é levar inovação tecnológica, na área de seguros, a uma geração que já nasce conectada e busca produtos com preço justo e contratação rápida pelo celular, seja seguro para carro, moto, celular, entre outros”, diz Gregori.

Markel recebe autorização para atuar com subvenção em seguro rural

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A Markel Seguros passa ser uma das empresas autorizadas a operar com subvenção do Governo Federal para pagamento do prêmio de seguro. Com isso, o produtor que conseguir obter a subvenção vai pagar ainda mais barato para obter um produto de seguro diferenciado. Nas próximas semanas a Markel Seguros deverá receber aprovação para atuar também nos programas complementares de subvenção dos Estados do Paraná e de São Paulo.

Na safra 2017/2018, foram destinados pelo Governo cerca de R$ 400 milhões ao Seguro Rural, com o objetivo de promover amplo acesso às coberturas disponíveis, estabilizar a cadeia produtiva exposta aos efeitos danosos dos riscos climáticos e induzir o uso de tecnologia adequada.

Tendo iniciado suas operações em agosto do ano passado, em menos de 4 meses a Markel Seguros emitiu cerca de 11 milhões em prêmios, o que corresponde a cerca de 1% de market share do segmento.

Ainda nesses primeiros meses de atuação, a Markel Seguros realizou o pagamento do primeiro sinistro, no valor R$ 153.132,21, à uma distribuidora de insumos, localizada em Goiatuba/GO. Em menos de 15 dias da data de comunicação do sinistro, no caso, por tromba d’água, a Markel seguros cumpriu o seu compromisso e indenizou o cliente, beneficiário da apólice.

Atuando inicialmente na proteção das culturas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, a Markel Seguros tem planos de ampliar sua carteira, com opção de novos produtos para cobertura de riscos associados ao agronegócio, bem como outros tipos de seguros de nicho.

Com ativos da ordem de US$ 30 bilhões, a Markel Corporation, grupo do qual a seguradora faz parte, agrega ao negócio no Brasil a experiência e a solidez de uma das maiores corporações dos Estados Unidos.

Leonardo Paixão, presidente da Markel Seguros, tem profundo conhecimento do mercado nacional, adquirido à frente da maior resseguradora do País. Em sua equipe, o executivo reuniu alguns dos principais especialistas brasileiros do Seguro Rural para desenvolver os produtos oferecidos pela Markel: o Plante Tranquilo, que cobre o custo de produção da lavoura em caso de danos por riscos climáticos; e o de Cobertura por Faixa de Produtividade.

“Diferenciada por sua atuação global em nichos de mercado, a trajetória da Markel no Brasil não poderia ser diferente. O agronegócio é o segmento que tem apresentado o desempenho mais consistente da economia brasileira e está sujeito a riscos específicos dessa atividade, como o risco climático, por exemplo. O desejo da Markel é oferecer produtos diferenciados e de qualidade para atendar, de fato, às necessidades dos produtores rurais e demais participantes do setor”, comenta Paixão.

Aliro Seguro agora conta com aplicativo exclusivo para clientes

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A Liberty Seguros vem investindo cada vez mais em soluções inovadoras e digitais. Nesse início de ano, a novidade fica por conta do aplicativo da Aliro Seguro, nova marca da Liberty Seguros focada em clientes que buscam uma cobertura mais enxuta e em conta, mas que ao mesmo tempo não abrem mão de produtos completos.

O objetivo da seguradora com o lançamento da nova plataforma da Aliro é oferecer mais uma forma de entregar aos clientes soluções simplificadas, descomplicadas e condizentes com aquilo que eles mais precisam. Clientes da Aliro Seguro podem acessar o novo aplicativo de forma simplificada, realizando um breve cadastro e contando também com acesso via impressão digital ou Facebook.

Com a nova plataforma, já disponível para iOS e Android, os segurados podem visualizar todas as coberturas disponíveis em sua apólice, solicitar abertura de sinistro, ter assistência 24 horas e localizar oficinas referenciadas, além de ter acesso aos telefones da seguradora e dos corretores.

“Com o novo App da Aliro, queremos reforçar nosso compromisso de entregar a melhor experiência aos nossos clientes”, conta Etienne Gonçalves, superintendente de Experiência Digital e Clientes. “Além disso, iniciativas como essa ajudam a Liberty a se posicionar no mercado como uma empresa que investe em soluções digitais eficientes”, conclui.

FenaSaúde comemora edital para registro de preços para órteses e próteses

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (01), uma série de editais para registro de preço de venda de órteses e próteses para a saúde pública, a partir da próxima semana – a fim de combater o mau uso dos recursos e fraudes, como a conhecida ‘Máfia das Próteses’. O documento possibilitará que estados e municípios, responsáveis pela compra destes insumos médicos, adquiram os produtos com custo reduzido devido à venda em grande volume. Além disso, o país passa a ter uma referência nacional do valor do produto que, inclusive, apoiará a fiscalização dos órgãos de controle.

“A transparência dos preços é um passo importante no combate aos abusos e também da ação da denominada ‘Máfia das Próteses’. Acreditamos que essa documentação, em breve, possa servir de balizador para a compra desses materiais também pelas operadoras de planos de saúde. Para combater a fraude nesse mercado, associadas à FenaSaúde passaram a fazer negociações conjuntas por meio de centrais de aquisição de materiais de alto valor agregado – como as OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) – sem prejuízo da autonomia médica, e reduzindo margens que são agregadas ao longo da cadeia produtiva até chegar ao consumidor final”, explica Sandro Leal, superintendente de regulação da FenaSaúde.

Em outra linha de atuação, Leal aborda o trabalho realizado pelas operadoras junto aos seus consumidores: “As empresas também intensificaram o desenvolvimento de ações educativas sobre o tema e o incentivo à segunda opinião médica entre seus beneficiários, para não submeter os pacientes a intervenções cirúrgicas sem a real necessidade, pondo em risco a saúde e o bem-estar”.

Segundo o Ministério da Saúde, a diferença de preço de aquisição desses materiais em diferentes regiões chega a 990%. Por ano, o mercado nacional de dispositivos médicos implantáveis movimenta cerca de R$ 4 bilhões, sendo aproximadamente R$ 1,25 bi oriundos do sistema público. Considerando todo mercado nacional – sistemas público e privado – de órteses e próteses, o valor chega a mais de R$ 20 bilhões/ano.

Na época do escândalo da ‘Máfia das Próteses’, um grupo interministerial criado pelo Governo, com a participação da FenaSaúde, apontou soluções. O resultado foi um relatório com medidas amplas e profundas – de ordem sanitária, econômica, de defesa da concorrência e da ética no campo de OPME, além do foco na repressão e punição de fraudadores. A Federação apoia as iniciativas apontadas e espera vê-las implantadas, que refletirão positivamente na redução dos preços finais aos consumidores e redução de riscos à saúde dos beneficiários. Dentre as mais importantes, destacam-se:

adoção de registro, nomenclatura e classificação únicos para os DMI (Dispositivos Médicos Implantáveis – órteses e próteses ligados ao ato cirúrgico), seguindo padronização internacional;

construção de um sistema de informação para fins de monitoramento e publicidade dos preços;
permissão para a importação direta desses materiais;

redução dos custos artificiais de materiais e equipamentos;

definição de parâmetros de garantia da eficácia e segurança para o uso dos dispositivos médicos;

elaboração de Projeto de Lei (PL 2.452/15) para criminalizar condutas irregulares (pagamento e recebimento de comissões) em razão da comercialização, prescrição ou uso de DMIs;
por fim, criação de uma divisão especial de combate à fraude e crimes contra a saúde no âmbito da Polícia Federal.

PUC-Rio, Mongeral Aegon e IRB Brasil RE iniciam curso sobre insurtech

Vinte selecionados, entre alunos de graduação, mestrado e funcionários da Mongeral Aegon e do IRB-Brasil RE iniciam, nesta segunda-feira, a jornada de um ano no Insurtech Innovation Program. A iniciativa é inédita e tem como objetivo promover uma transformação no mercado de seguros no país.

As aulas acontecem na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e aplicarão a metodologia Challenge Based Learning (CBL), que forma grupos multidisciplinares para a realização de desafios, além de apresentar conteúdos técnicos e não técnicos.

Ao longo do programa, os alunos serão incentivados a criar soluções através de problemas trazidos pelas empresas organizadoras com base em tendências como realidade virtual, blockchain e internet das coisas.

Equador passa a exigir seguro saúde para estrangeiros

Fonte: Agência EFE

Os estrangeiros que visitarem o Equador a partir de maio deverão apresentar um seguro de saúde, um requisito que o presidente Lenín Moreno ratificou através de um decreto, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores do país.

“O presidente Lenín Moreno, através de decreto presidencial, adiou o período determinado no regulamento da Lei de Mobilidade Humana, que estabelece a inclusão desse documento como requisito de entrada no país”, diz o comunicado divulgado hoje pelo ministério.

Com o decreto, assinado ontem, o chefe de Estado adiou a entrada em vigor, que deveria acontecer este mês, do regulamento que determina a apresentação de um seguro de saúde para que os estrangeiros entrem no país.

Bradesco Seguros lucra R$ 5,5 bi em 2017, o que representa 29,2% do ganho do banco

O Bradesco divulgou lucro líquido contábil de R$ 14,659 bilhões em 2017, queda de 2,8% perante o ano anterior. A Bradesco Seguros encerrou 2017 com lucro liquido de R$ 5,534 bilhões, uma participação significativa de 29,2% do lucro do banco. A ligeira queda de 0,3% foi justifica pela redução do resultado financeiro diante da queda da Selic durante o ano e pela baixa no resultado patrimonial. .Os prêmios emitidos de seguros, previdência e capitalização totalizaram R$ 76,2 bilhões no ano de 2017, evolução de 6,8% em relação ao ano anterior. As provisões técnicas alcançaram R$ 246,6 bilhões, evolução de 10,4% em relação ao saldo de dezembro de 2016. O índice combinado ficou em 86,1%, depois de 86,2% e 85,9%, respectivamente. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado foi de 19,1% em 2017.

Abaixo release divulgado pelo grupo

O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador nacional com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, encerrou o exercício de 2017 com faturamento de R$ 76,3 bilhões, o que representa crescimento de 6,8% sobre o ano anterior, nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta.

Esse resultado levou o Grupo a ampliar seu market share para cerca de 26%, o maior registrado nos últimos anos, com mais de 53 milhões de segurados, participantes, clientes e contratos – aumento de 4% em relação a 2016. “É com esse retrospecto, essas perspectivas e muita confiança que o Grupo Bradesco Seguros ingressa em 2018, um ano ainda desafiador, mas que certamente também será de muitas oportunidades para o crescimento do nosso mercado de seguros”, destaca o presidente do Grupo, Octavio de Lazari Junior.

O crescimento da produção foi influenciado principalmente pelos segmentos de Vida e Previdência, cuja receita evoluiu 8,7%, e Saúde, com cerca de 7%. Em Seguro de Vida, especificamente, a expansão foi de 16,4%.

Em Saúde, a Carteira de Pequenas e Médias Empresas encerrou o ano com crescimento de receita acima de 14%, consolidando o posicionamento do Grupo em Saúde Suplementar.

No segmento de Seguro Auto, o Grupo assumiu o segundo lugar no ranking do mercado, mesma posição que já ocupava, a exemplo de Seguro Residencial, cujo faturamento cresceu 9,4%.

Considerando Automóveis e Ramos Elementares, foram pagos em 2017 cerca de R$ 4 bilhões em indenizações, referentes a mais de 400 mil sinistros.

Já em Capitalização, o Grupo Bradesco Seguros consolidou sua liderança nacional com market share em torno de 30%.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, o Índice de Eficiência Administrativa permaneceu em 3,9% – o melhor do mercado entre as seguradoras de grande porte e um dos melhores dos últimos anos, reflexo da racionalização de gastos e de um rígido controle dos custos diretos.

O Índice de Sinistralidade – parâmetro fundamental na operação de seguros – manteve o patamar inferior a 75%.

Já o Índice Combinado melhorou um ponto e meio percentual na comparação com 2016, passando de 88% para 86,5%.

Essa performance impactou favoravelmente o lucro líquido do Grupo Segurador, que totalizou R$ 5,5 bilhões em 2017, permanecendo em linha com o apresentado no ano anterior, com Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado acima de 19%.

As provisões técnicas superaram R$ 246 bilhões, correspondentes a cerca de 30% do total do mercado segurador, e os ativos financeiros ultrapassaram R$ 272 bilhões, o que faz do Grupo Bradesco Seguros um dos maiores investidores institucionais do país.

Seguro garantia está na pauta da “London Infrastructure Week”

Igino Mattos: as seguradoras são peças fundamentais para o desenvolvimento do Project Finance

As seguradoras podem abocanhar um mercado significativo de garantias dos projetos de infraestrutura, que passam por uma fase de transição do modelo de financiamento. “A queda da Selic de 14% para 7% enquanto a TJLP se manteve no patamar de 7% traz novos desafios para a formatação dos financiamento. Certamente o custo da fiança bancária é um dos que pode cair dentro da estrutura de custos de um projetc finance se a opção for pelo seguro garantia”, aposta Igino Mattos, que o mês passado era diretor do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e que agora é membro do comitê executivo do infra2038.

Mattos participará da London Infrastructure Week, uma semana de reuniões e de eventos sobre infraestrutura que acontecem em Londres em fevereiro. “Estamos em um processo de transição do modelo e fontes de financiamentos dos projetos de infraestrutura, do qual as seguradoras são peças fundamentais”, disse. Antes do início da Lava Jato, as garantias dos projetos eram dadas, basicamente, pelas construtoras. Agora, para que um o modelo de financiamento Projetct Finance avance, o apoio do mercado segurador é vital.

Os debates são preparatórios para o encontro dos G-20, conduzidos neste ano pela Austrália e pelo Brasil. “Participo como adviser de infraestrutura no Brasil, buscando esclarecer sobre as demandas necessárias para facilitar os investimentos”, contou ao blog Sonho Seguro. O evento visa debater os impactos regulatórios no financiamento dos investimentos a infraestrutura ao longo de 2018, levando em conta temas como private equity e fintechs. “Neste evento os investidores privados trarão suas perspectivas sobre como mobilizar recursos privados para infraestrutura: padronização de contratos, dados, preparação de projetos entre outros temas”, conta Igino Mattos.

Dabus: “Uma boa parcela de capital próprio demandará por uma estrutura robusta de mitigação de riscos que possa “blindar”, com segurança, os investimentos realizados pelos acionistas

O PPI, criado há cerca de um ano e meio para ampliar a relação entre Estado e iniciativa privada, visa tornar o modelo de concessões mais eficiente e atrair novos investimentos em projetos de infraestrutura. O programa já entregou mais de 60 projetos e outros 80 estão previstos para este ano. “O governo já fez muitas entregas para melhorar a governança e atrair investidores que se mostram animados. Temos de agir em seguros, para que haja demanda pelo garantia”, afirma Mattos.

Andre Dabus, especialista da corretora Marsh em análise de riscos de infraestrutura, concorda. “As estruturas de financiamento destes projetos não contemplam apenas recursos oriundos de agentes financiadores e multilaterais. “Uma boa parcela de capital próprio demandará por uma estrutura robusta de mitigação de riscos que possa “blindar”, com segurança, os investimentos realizados pelos acionistas, principalmente nas etapas conhecidas como pré-completion – fase de execução das obras de engenharia até implantação do projeto”, sinaliza.

Dabus explica que o seguro garantia Completion Bond passa a ser uma das melhores alternativas, caso haja o entendimento das partes em relação aos riscos cobertos e excluídos. “Esta apólice de seguro garante ao segurado a implantação do empreendimento, objeto do contrato de financiamento. Caso o tomador da garantia não cumpra suas obrigações, o segurador poderá optar em concluir a obra ou pagar a indenização das quantias devidas ao financiador, tudo em conformidade com as condições gerais, especiais e particulares das apólices de seguros”, explica.

Roque: Inspeção Acreditada para as obras de infraestrutura e medidas de aumento de eficiência dos seguros estão no nosso radar

Entre as medidas que devem ser adotadas para a nova governança para concessões estão duas que muito interessam ao mercado segurador: Inspeção Acreditada para as obras de infraestrutura e medidas de aumento de eficiência dos seguros, destaca Roque de Holanda Melo, diretor da JMalucelli e presidente da comissão de garantia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O assunto é pauta de vários projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e que buscam, exatamente, alterar a Lei de Licitações de modo a oferecer a base legal para o aumento do percentual das garantias nas contratações públicas. “O mercado defende a posição de 30%, que seria suficiente para, aliado ao saldo contratual, proporcionar a retomada e conclusão da maioria dos empreendimentos”, comenta Melo.

Entre os benefícios para os investidores, os especialistas citam que as ações já tomadas pelo PPI buscam tornar os projetos maduros, garantindo a melhor eficiência nas operações das concessões. “O PPI foi um dos primeiros atos do governo Temer em maio de 2016, buscando coordenar os esforços de concessão e privatização dos projetos federais de infraestrutura, acrescenta Igino Mattos. São objetivos também do grupo ampliar a transparência, participação e governança da carteira de projetos; estimular a competitividade e diversidade dos participantes; além de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população brasileira.

Segundo André Gregori, CEO da Thinkseg, que acaba de anunciar a sua estreia no segmento corporativo, o seguro garantia é o que mais cresceu nos últimos 10 anos no setor de seguros no Brasil. E deve apresentar um crescimento ainda mais significativo a partir de agora, uma vez que os investimentos em infraestrutura estão começando a ser retomados e novos projetos estarão na pauta de quem quer que venha a ser o novo presidente. “Investidores nacionais e internacionais enxergam um grande potencial para obras de infraestrutura no País. A favor da maior demanda por seguro garantia, há ainda a nova Lei de licitações, em tramitação no Congresso Nacional, que prevê ampliar a presença do seguro garantia nas contratações públicas”, afirma.

Ao que tudo indica, a semana de discussões sobre infraetrutura será importante para ampliar as discussões com os principais atores envolvidos para adaptar o seguro garantia modalidade “Completion Bond” em contratos de financiamento à nova realidade do Brasil. Além de Igino Mattos, o presidente do IRB Brasil Re, José Cardoso, também participará dos encontros para debater os projetos de infraestrutura.

Guilherme Estrada Rodrigues é nomeado como presidente da ABGF

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, nomeia Guilherme Estrada Rodrigues para a presidência da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), no lugar de Marcelo Pinheiro Franco, que estava à frente da ABGF desde 27 de agosto de 2013.

Em nota, o ministério informa que Guilherme Estrada Rodrigues é procurador federal de carreira, tendo ocupado diversos cargos na Administração Pública Federal, inclusive os de secretário-executivo adjunto e assessor especial do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Foi, também, membro do Conselho de Administração do IRB Brasil RE e da Caixa Seguridade S/A.

Finalizada a implementação e consolidada a estrutura da ABGF, caberá à nova gestão intensificar o processo de aproximação da empresa com o mercado, tornando-se elemento facilitador para investimentos na infraestrutura do país, inclusive por meio do desenho de instrumentos que deem maior segurança aos investidores externos.

A ABGF continuará dando apoio às exportações nacionais de bens e serviços e às operações agrícolas, cobrindo, de forma suplementar, os riscos de eventos climáticos extremos.