CEO da MetLife investe em bons produtos e educação financeira para crescer no Brasil

Raphael_Carvalho_006

Raphael de Carvalho, presidente da MetLife Brasil, é um grande entusiasta do seguro de vida. Em qualquer parte do mundo. “O produto é um meio de proteger o individuo e as famílias de muitos imprevistos, como uma doença grave ou uma morte inesperada que desampare a família ou mesmo o negócio”, diz. Quando o foco é o Brasil, ai o entusiamo brilha. “Há muito a ser conquistado no Brasil. A penetração do seguro de vida ainda é pequena. Ter bons produtos aliado a projetos de educação financeira é o caminho para expandir esse segmento”, afirma.

Leia os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

Como vê as perspectivas para o seguro de vida coletivo no Brasil?

As perspectivas são boas. Nosso negócio tem uma correlação direta com o nível de emprego. A expectativa é de que a economia cresça cerca de 3%, abrindo terreno para a recuperação de parte dos empregos perdidos durante a crise. Retomada do emprego traz a reboque novas contratações de seguro.

E do seguro individual?

Nos últimos quatro anos, o crescimento desse produto tem sido bastante relevante, especialmente no seguro de vida propriamente dito, cujos benefícios para usufruto em vida já começam a ser percebidos pelos brasileiros. O que se espera é que o crescimento se mantenha no mesmo ritmo. Afinal, temos demanda pra isso. A penetração desse tipo de seguro na economia ainda é muito pequena, se comparada com a de países onde a indústria de seguro é mais madura. A provável chegada do Universal Life deve impactar positivamente também. Nos países em que ele está disponível, o produto é muito bem recebido, e acreditamos que veremos o mesmo comportamento entre os brasileiros. No seguro prestamista também há expectativa de retomada do crescimento, já que o credito tende a crescer com a expansão da economia.

Esse cenário vale também para previdência privada?

A tendência é de que a previdência cresça mais, por ser um assunto que tem tido muita visibilidade e pelo consequente aumento da conscientização do brasileiro sobre os benefícios desse investimento. Tanto na previdência aberta individual quanto na corporativa, os números dos últimos anos foram positivos, com crescimento de duplo dígito, e devem seguir assim.

Por que fundos de previdência querem aplicar no exterior se a taxa de juros no Brasil ainda está entre as maiores do mundo?

Por buscarem diversidade, acesso a um mix melhor de investimentos atrelados a renda variável e renda fixa. Nessa busca também se leva em consideração o investimento em mercados menos voláteis.

O segmento vida no Brasil vem apresentando crescimento, mesmo diante da crise que elevou o índice de desempregados e reduziu o poder de compra da população. Como explicar esse fenômeno do mercado?

Uma mistura de fatores. O primeiro é a baixa penetração. Mesmo na crise há espaço para crescer. Outro fator diz respeito à massa salarial. No seguro coletivo, os capitais segurados costumam ser múltiplos dos salários. Logo, se há aumento salarial, o seguro cresce junto. Finalmente o entendimento maior por parte do segurado acerca das indenizações de que ele pode gozar ainda em vida, como nas coberturas para o tratamento de doenças graves e de diárias de internação hospitalar, que também tiveram participação no crescimento nesse último ano.

Como o Brasil se posiciona diante dos outros países em que o grupo atua?

O Brasil é um dos focos de investimento da empresa no médio e longo prazos. Esse investimento tem sido feito principalmente na expansão e relacionamento com canais de distribuição – entendam-se força de vendas e relacionamento com parceiros – e em ferramentas e processos capazes de melhorar a eficiência operacional do negócio. Os resultados dessa estratégia têm se refletido no crescimento em vendas, base de clientes e alcance geográfico, o que faz da regional um benchmark para outros países onde o grupo está presente.

Quais as expectativas da matriz com o Brasil em 2018?

O corpo diretivo do grupo está confiante no avanço de nossas operações no Brasil e disposto a continuar investindo pesado no País. Para este ano, espera-se crescimento na receita e na rentabilidade, com o maior desafio ligado à queda da taxa de juros.

Como as inovações, considerando a revolução digital que o mundo vive, tem afetado o seguro de vida e as empresas que nele operam?

A revolução digital está transformando radicalmente todas as indústrias, e a de seguros não fica atrás. Não só modelos de negócios estão mudando, mas também novas oportunidades para um crescimento lucrativo estão sendo criadas. Na MetLife, por exemplo, um fundo de US$ 100 milhões acaba de ser anunciado para o investimento em empresas que estão desenvolvendo e vendendo tecnologias de interesse para nossos clientes. Digital não é simplesmente um novo canal de distribuição: digital é uma maneira totalmente nova de fazer negócios, que mexe com todas as estratégias e áreas funcionais. A aplicação inteligente de tecnologias digitais é, portanto, fundamental para as seguradoras sobreviverem e prosperarem, oferecendo uma prestação de serviço moderna e ágil. Nesse contexto, o investimento forte em big data também se torna prioritário, a fim de que soluções cada vez mais adequadas à realidade de cada cliente possam ser ofertadas.

Como vê o desafio das seguradoras de vida no mundo em buscar ativos para investir no longo prazo, com rentabilidade diferenciada, num cenário de taxas de juros declinantes?

A resposta está na variedade de investimentos e na possibilidade de investimento em diferentes mercados, para que se possa contornar melhor a volatilidade de alguns deles.

Já o plano dental tem uma outra realidade, não? Quais as expectativas com esse segmento?

A venda dos planos dentais também está em curva ascendente, tanto em receita quanto em número de beneficiários, e a expectativa é que o segmento cresça acima de dois dígitos – há espaço para tanto. Assim como nos planos de saúde, a contratação dos planos odontológicos é feita principalmente por empresas, com o produto sendo oferecido como benefício. A oferta maior de vagas favorece, portanto, as vendas. Os esforços das seguradoras vão continuar voltados para o aumento do número de beneficiários, e quem já conta com um número expressivo deles na carteira, vai trabalhar mais com a questão da margem e tíquete médio.

Mercado segurador encerra 2017 com lucro estável em R$ 13 bi, revela Siscorp

Apesar da queda da taxa básica de juros de 13% ao ano em janeiro para 7% ao ano em dezembro de 2017, o lucro líquido do setor ficou em R$ 13 bilhões em 2017, mesmo valor obtido em 2016. Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados, processados e consolidados pela consultoria Siscorp. O peso da Selic no ganho financeiro das seguradoras é considerável, uma vez que praticamente a totalidade da carteira de investimento de mais de R$ 1 trilhão do setor está aplicada em títulos do governo.

Os três últimos meses do ano, geralmente os de maior volume de vendas, foram vitais para reverter a queda do ganho que vinha sendo apurada até setembro. Para 2018, a tendência é desafios para manter a mesma rentabilidade, principalmente com a derrota que as seguradoras sofreram no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho confirmou que as receitas financeiras das reservas técnicas das companhias de seguro devem entrar na base de cálculo do PIS e da Cofins, informa o Valor na edição desta quarta-feira.

Os balanços financeiros de 2017 começam a ser divulgados nesta semana e vão até o final de fevereiro, prazo legal dado pela Susep para a publicação dos resultados. Segundo os dados enviados pelas companhias ao órgão regulador, o grupo Bradesco se mantém na liderança do ranking de lucro, com R$ 4,3 bilhões, pouco abaixo dos R$ 4,5 bilhões registrados em 2016.

O grupo Banco do Brasil, sem considerar a Mapfre, ocupa o segundo lugar, com R$ 2,6 bilhões em lucro líquido em 2017, praticamente o mesmo valor do período anterior. A Caixa subiu uma posição no ranking, agora em terceiro, com R$ 1,6 bilhão; o Itaú em quarto, com R$ 1,4 bilhão; e a Zurich em quinto, com R$ 794 milhões.

Compondo o bloco dos dez maiores lucros estão Porto Seguro, com R$ 740 milhões; SulAmérica com R$ 589 milhões; Icatu com R$ 209 milhões; a Tokio Marine galgou duas posições no ranking com R$ 134 milhões; e Liberty, com R$ 134 milhões, passando da 15a. colocação para a décima em 2017.

Capitalização distribui R$ 1 bilhão em sorteios

Release

As empresas que comercializam títulos de capitalização registraram receita de R$ 18,6 bilhões entre janeiro e novembro de 2017, montante ligeiramente inferior ao registrado entre janeiro e novembro de 2016, quando a receita global alcançou R$ 18,9 bilhões. “O resultado reflete a melhoria de alguns indicadores econômicos verificada no segundo semestre de 2017”, diz Marco Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). No mesmo período, distribuíram R$ 1 bilhão em sorteios, o equivalente ao pagamento de R$ 4,4 milhões por dia útil a clientes sorteados de todo o país.

Segundo ele, no mesmo período, o setor injetou na economia R$ 16,3 bilhões em resgates finais e antecipados pagos a clientes. “Esse montante foi 8,7% menor, se comparado a janeiro e novembro de 2016, confirmando tendência já identificada de que os consumidores estão mais cautelosos, adiando planos de consumo e mantendo suas economias guardadas por mais tempo”, afirma. Já as reservas técnicas – recursos correspondentes a títulos de capitalização ativos e que serão posteriormente resgatados – somaram R$ 28,9 bilhões, registrando um pequeno recuo de 1,8%.

A modalidade Tradicional registrou a maior representatividade no setor, com faturamento de R$ 15,6 bilhões, sendo responsável por 84,1% do resultado global do setor, apresentando queda de 3% na comparação dos períodos em análise. Dessa modalidade faz parte o título para Garantia Locatícia, que arrecadou R$ 1,18 bilhão, um avanço de 19,2%, respondendo por 7,53% da receita total dos títulos de capitalização da categoria Tradicional.

A modalidade de Incentivo arrecadou R$ 1,9 bilhão, registrando crescimento de 30,2% em comparação a igual intervalo do ano anterior, obtendo o melhor desempenho entre as modalidades em comercialização. Já a modalidade Popular, de baixo valor, arrecadou R$ 990,9 milhões, representando 5,33% do resultado global do segmento.

Pela terceira vez consecutiva, a região Centro-Oeste foi a que apresentou desempenho mais positivo no período, com crescimento de 6,45% no faturamento, que atingiu R$1,46 bilhão. A Região também registrou o maior índice de crescimento em relação a prêmios pagos: 34,18% em relação ao mesmo período do ano passado, correspondendo ao pagamento de R$ 80 milhões em sorteios

Andre Gregori inicia Thinkseg Corporate com seguro garantia

Release

A Thinkseg, marketplace mobile de seguros, com atuação no setor de seguros para pessoas físicas (veículos, pets e gadgets), anuncia sua entrada no segmento corporativo a partir de março. O CEO da Thinkeg, Andre Gregori, que acumula experiência no segmento “corporate”, é quem dirigirá o nicho de produtos para as empresas, começando pelo seguro garantia. A nova área ainda contará com a participação do sócio da Thinkseg, Carlos Eduardo Sarkovas, e outros profissionais recém-incorporados ao time.

A entrada de Andre Gregori no seguro garantia coincide com o encerramento do período de “non compete”, cláusula de não competição, cumprida por ele após deixar a instituição na qual trabalhava antes de fundar a Thinkseg.

“Volto com otimismo ao seguro garantia. As expectativas para o futuro desse produto são muito boas, mesmo em um ano de eleição. O seguro garantia é o que mais cresceu nos últimos 10 anos no setor de seguros no Brasil. E deve apresentar um crescimento ainda mais significativo a partir de agora, uma vez que os investimentos em infraestrutura estão começando a ser retomados e novos projetos estarão na pauta de quem quer que venha a ser o novo presidente. Investidores nacionais e internacionais enxergam um grande potencial para obras de infraestrutura no País”, explica o CEO da Thinkseg.

A favor da maior demanda por seguro garantia, há ainda a nova Lei de licitações, em tramitação no Congresso Nacional, que prevê ampliar a presença do seguro garantia nas contratações públicas. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que os prêmios com seguro garantia cresceram em torno de 40% no setor público em 2017, comparados ao do ano anterior, totalizando R$ 2,7 bilhões.

Somado a esse cenário favorável de investimentos em infraestrutura, no médio prazo, é preciso considerar que haverá menos espaço nos balanços dos bancos para as fianças bancárias por conta das exigências do acordo de Basileia III. O resultado será a maior utilização do seguro garantia em vez de fiança bancária.

Com expertise em digitalização e automação de processos para pessoas físicas, a Thinkseg também vai usar uma plataforma digital específica nos negócios com empresas de médio porte. Ferramentas de BI (business intelligence) serão utilizadas em tempo real para ajudar no fechamento de negócios, mapeando os resultados, concorrentes, últimos preços negociados no segmento de médio porte. Também a plataforma para médias empresas vai usar diferentes canais de comunicação (omnichannel) com corretores e clientes, via email, whatsapp, telefone, unindo ambiente físico e online.

“Para as médias empresas, a gente vai, no caso do Seguro de Licitações e Performance, por exemplo, coletar todos os dados de um determinado edital e enviar periodicamente ao cliente e ao parceiro corretor. Tudo de modo automático”, diz Gregori.

Já no segmento corporate de grande empresas (indústrias, construtoras, entre outras), a prestação de serviço da Thinkseg será personalizada e consultiva, específica à necessidade do cliente.

Plataforma digital de vida da Mapfre está pronta na Europa e em breve chega ao Brasil

Depois de dois anos após a compra da seguradora Direct Line, a Mapfre está pronta para vender seguro de vida online em parceria com a Swiss Re, informou o jornal espanhol Expansión após ter confirmado com o presidente Antonio Huertas. A ideia agora é levar a tecnologia desenvolvida para outros países. O grupo mudou o nome da Direct Line para Verti e investiu em tecnologia para colocar a plataforma digital para rodar na Alemanha e agora na Italia.

Em suas declarações ao jornal, Huertas afirma que o digital “é uma maneira de acelerar a expansão da Mapfre para diversos países. “Nós aprendemos e o grupo agora está em condições de implantar em seis meses o modelo digital da Mapfre em qualquer país do mundo onde tenhamos presença”. Segundo ele, o processo já foi iniciado no Peru, Turquia, México, Brasil e Chile. Já na China o projeto digital aguarda autorização há três anos.

No radar, a Mapfre tem outras frentes digitais, como vender saúde digital, projeto liderado por Pedro Diaz Yuste, do Google, com prazo de dois anos para estar pronto, e o projeto SAM3.0, que tem como base inovar o seguro do veículo conectado à internet.

De acordo com previsões divulgadas no relatório “Panorama Econômico e Setorial 2018”, apresentado no último dia 22, o volume de prêmios em Vida na região deverá subir 9,5% este ano, superando a taxa de crescimento esperada nos mercados emergentes (9,1%). Em Não Vida, entretanto, a expectativa aponta para uma aceleração do crescimento na América até 6,7%, em comparação com 6% em 2017.

Em linhas gerais, nos mercados desenvolvidos, os prêmios de Vida poderão apresentar crescimento em torno de 3,4%, enquanto os mercados emergentes experimentariam um crescimento superior a 9%. Em Não Vida, os mercados de seguros globais manterão a dinâmica observada em 2017, com crescimento positivo nos mercados desenvolvidos, em torno de 4,9%, mas especialmente nos mercados emergentes, em cerca de 7,4%.

“2018 será um ano com perspectiva de crescimento da economia, o que irá gerar um entorno favorável para a atividade seguradora”, afirmou Manuel Aguilera, diretor-geral do Serviço de Estudos da Mapfre, detalhando que as economias emergentes apresentam uma maior elasticidade no crescimento do negócio de seguros em relação ao crescimento no nível de atividade.

Mercado segurador prioriza investimentos em empresas sustentáveis

O Lloyd’s of London, que representa mais de 90 sindicatos (empresas e investidores que suportam os riscos) anunciou que a partir de abril deste ano se juntará ao seleto grupo de re/seguradoras que deixou de investir em empresas do segmento de carvão. A decisão foi tomada em dezembro, quando foi aprovada a estratégia de investimento responsável, divulgou o jornal The Guardian.

Um dos estudos citados na reportagem revela que cerca de £15 bilhões foram alienados pelas seguradoras nos últimos dois anos, conforme relatório recente da Unfriend Coal Network, uma coalizão global de ONGs e ativistas, incluindo 350.org e Greenpeace. O relatório afirma que 15 empresas – quase todas na Europa – reduziram total seus investimentos ou participações acionárias em empresas de carvão e se recusaram a fazer o seguro de suas operações.

O propósito das empresas do setor em não apoiarem investimentos em setores e empresas que contribuem para elevar o aquecimento global é ajudar a limpar o planeta. Além de politicamente correto, o fato é que ano a ano as re/seguradoras pagam indenizações mais volumosas atreladas a perdas causadas pela mudança climática, como incêndios e furações. Somente o Lloyd’s anunciou que pagará um total de US$ 1,7 bilhão pelos danos causados a clientes com a passagem dos furacões Harvey, Irma e Maria que devastaram os Estados Unidos no ano passado.

A primeira a tomar essa decisão foi a Axa, em 2015, seguida por outras companhias como Allianz, Munich Re, Swiss Re, Zurich, Scor, Aviva, BMO Global Asset Management, Generali, Legal & General, Natixis, Church of England e Storebrand.

A discussão sobre políticas de investimentos sustentáveis estava na pauta dos re/seguradores presentes no encontro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, realizado na semana passada: “Creating a Shared Future in a Fractured World” (Criando um futuro compartilhado em um mundo fraturado). “O tema vai além das mudanças climáticas. A questão mais ampla é como limpamos o planeta”, comentou a CEO da Lloyd’s, Inga Beale, em release divulgado antes de sua partida para Davos.

“Muitas pessoas estão perdendo fé na capacidade dos sistemas políticos e econômicos do mundo para encontrar as respostas aos desafios que enfrentam. Eles sentem que suas preocupações societárias e econômicas – como a globalização, a igualdade, o ritmo das mudanças tecnológicas e a erosão dos valores sociais – estão sendo ignoradas. Temos que remediar isso se quisermos reconstruir confiança e fé no sistema”, comentou no documento distribuído à imprensa.

“Eu acredito, por exemplo, que o setor de seguros poderia fazer mais para ajudar a transição do mundo para uma economia de baixo carbono. Podemos influenciar o comportamento através dos nossos investimentos, escolhendo estoques sustentáveis ou com baixas emissões de carbono, por exemplo. Falamos de responsabilidade social, o que significa que devemos considerar nossas responsabilidades tanto morais como comerciais. Como líderes empresariais, devemos pensar como nossas atividades podem criar confiança em todas as esferas.

Inga também ressaltou que o setor de seguros tem um papel particularmente importante a desempenhar na sociedade. “Nossos pagamentos de sinistros, por exemplo, fornecem todos os tipos de benefícios econômicos e sociais, especialmente após um desastre, ajudando as empresas a serem reabertas rapidamente, restaurando serviços públicos vitais, como o reconstruir estradas, ferrovias e pistas de pouso, de modo que o comércio possa ser restaurado ou a assistência vital entregue aos necessitados”.

Um estudo divulgado em novembro de 2017, pela ClimateWise, uma rede global de 28 organizações da indústria de seguros, afirma que o gap de proteção contra o risco climático de US$ 1,7 trilhão causado por clima extremo na última década abre muitas novas oportunidades para as seguradoras. Um dos exemplos citados foi o furação Harvey, que atingiu o Texas em agosto do ano passado.

As perdas foram calculadas em US$ 180 bilhões e as perdas seguradas totalizaram uma cifra inferior a US$ 19 bilhões, ou seja, apenas 10,5%. Também se tornou público que apenas um em cada cinco proprietários na região de Houston com seguro contra inundações. Nos países em desenvolvimento, a penetração do seguro é ainda menor, deixando os países altamente vulneráveis quando inundações, secas ou furacões atingem, como visto em Bangladesh e na Índia.

“Nossa indústria foi abalada por riscos climáticos que afetam os centros urbanos e 2017 está no caminho certo para se tornar um dos anos mais caros registrados”, comentou Maurice Tulloch, presidente da Global General Insurance da Aviva e presidente da ClimateWise, em nota divulgada.

Segundo e estudo “The ClimateWise Principles Independent Review 2017”, uma avaliação anual de seus membros, ao longo da última década apenas 30% das perdas catastróficas foram seguradas, produzindo um déficit acumulado de US$ 1,7 trilhão. A maioria desse déficit era suportada pelo governo e pela sociedade civil.

Tom Herbstein, diretor da ClimateWise, comenta que o desafio está em como estender a cobertura do seguro em um mundo onde a exposição ao risco climático continua a crescer. “Embora a diferença de proteção contra o risco climático represente um desafio muito real para as cidades, também há muitas oportunidades para novas parcerias e produtos. As seguradoras devem explorar de forma proativa onde, dentro de suas próprias cadeias de valor, essas oportunidades estão”.

Ciclic estreia no mercado publicitário com campanha nas redes sociais

A Ciclic, corretora digital para venda de previdência da Brasiprev, parceria entre o Banco do Brasil e a americana Principal, estreia a primeira campanha nas redes sociais, apostando na educação financeira, com o tema “Clique. Aplique. Conquiste.”

O foco foi escolhido após pesquisas indicarem que mais de 75% dos brasileiros, independente de classe social, não conseguem guardar nenhuma parte de seus rendimentos. “Esses dados assustam, mas é a mudança desse comportamento que queremos desenvolver”, afirma o CEO da fintech, Raphael Swierczynski.

“Fizemos estudos específicos sobre o tema, que revelaram que os planos de previdência ocupam o terceiro lugar na preferência dos brasileiros quando se fala em guardar dinheiro, atrás do ultrapassado ‘guardar embaixo do colchão’ e da tradicional caderneta de poupança”, explica. É aí que entra o produto desenvolvido pela Ciclic, com o intuito inicial de entregar uma experiência 100% digital e flexível.

A proposta da Ciclic é mostrar que investir em previdência privada permite também alcançar realizações pessoais como uma viagem, a compra de um automóvel ou, até mesmo, a organização de uma festa de casamento.

BB Mapfre patrocina exposição de Jean-Michel Basquiat

A BB Mapfre viabiliza a vinda ao País dos trabalhos de mais um importante artista contemporâneo. Por meio da Lei Rouanet de incentivo à Cultura, as obras do nova-iorquino de ascendência afro-caribenha, Jean-Michel Basquiat, desembarcam no Brasil. O evento começou em 25 de janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. Na sequência, as obras seguem para as cidades de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

A exposição faz uma retrospectiva da criação do artista por meio de mais de 80 peças, entre quadros, desenhos, gravuras e pratos pintados. Filho de uma imigrante porto-riquenha e um haitiano, Jean-Michel Basquiat nasceu em 1960 na cidade de Nova Iorque (EUA) e morreu jovem, aos 27 anos. Apesar disso, é considerado um dos mais importantes artistas de ascendência afro-caribenha. É exaltado em todo o mundo por criar trabalhos que personificaram o caráter de sua cidade natal dos anos 70 e 80.

“Basquiat é um artista singular que, como poucos, conseguiu expressar em seus trabalhos toda a efervescência multicultural de Nova Iorque da década de 80. Por isso, acreditamos que assim como ocorreu nas exposições que tivemos a honra de viabilizar, de forma gratuita nos últimos seis anos, esta também será muito apreciada pelo público brasileiro”, conta Luis Gutiérrez, presidente do grupo nas áreas de automóvel, seguros gerais e affinities.

AIDA promete debates promissores em Congresso que acontece em março

A Associação Internacional de Direito do Seguro (AIDA) realiza nos dias 15 e 16 março de 2018 o XII Congresso Brasileiro de Direito de Seguro e Previdência da AIDA Brasil em São Paulo. “Profissionais de direito de todo o país se encontram para troca de experiências e opiniões, tendo como plano de fundo uma programação que sempre prima pela atualidade, pela busca de opiniões de juristas de grande envergadura acadêmica e que se complementa no debate articulado nos grupos. O evento, a cada ano, ganha em relevância também para o Judiciário e para a comunidade científica”, afirma Angelica Luciá Carlini.

No primeiro dia do evento, Angélica integrará a mesa de debate que abordará um polêmico tema, seguro saúde, ao lado de pesos pesados como o professor Luciano e Timm e o ministro Ricardo Cueva. “Esse tema é sempre atual, complexo e polêmico. Como será uma mesa redonda com a presença do poder judiciário, da advocacia e da academia, o debate promete ter a profundidade que precisa para que as reflexões produzam caminhos que possam ser trilhados, sempre com objetivo de aprimorar o instituto e permitir melhores resultados para segurados, seguradoras e os prestadores de serviços de saúde”, avalia Angélica.

O Congresso trará outros temas muito importantes, entre eles: O agravamento de risco, discussão fundamental para a preservação do mutualismo como princípio essencial para a sustentabilidade das operações de seguro. “Gostaria de convocar todos os advogados que atuam em direito do seguro, na defesa de consumidores, na esfera do direito regulatório e na área de compliance, para que estejam presentes no XII Congresso da seção brasileira da Associação Internacional de Direito do Seguro, para que tragam suas contribuições para o debate e o estudo dos diferentes temas e, com isso, contribuam para a consolidação do direito do seguro no Brasil”, conclui a advogada.

As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas no link

Controle de riscos é o tema que mais interessa aos corretores, segundo Travelers

A Travelers Seguros realizou quase 50% mais treinamentos e eventos de relacionamento para corretores em 2017 em comparação com o ano anterior. O número ajudou a companhia a expandir o alcance e reforçar as parcerias com este público. Os cursos presenciais foram ministrados pela equipe comercial e pelo subscritor de cada área e abordaram vários tópicos, de produtos a dicas que ajudam a agilizar vendas e otimizar a rotina dos corretores.

Disponibilizando mais cursos, a companhia atingiu o dobro de corretores ao longo do ano. Cada curso oferecido atraiu em média 30 profissionais, sendo que o mais popular dos temas foi o de Controle de Riscos. “Nossa parceria com os corretores tem sido essencial para nos ajudar a alcançar nossos objetivos”, explica Leonardo Semenovitch, diretor-presidente da Travelers no Brasil. “Os programas de treinamento proporcionam integração com o time e acesso à experiência da Travelers, auxiliando nossos parceiros a aumentarem o conhecimento e a geração de negócios”.

A área de Controle de Riscos continuará sendo foco da Travelers em 2018 e novos cursos deverão ser oferecidos este ano, para que a seguradora norte-americana possa compartilhar sua vasta experiência na área.