Bradesco Seguros lucra R$ 5,5 bi em 2017, o que representa 29,2% do ganho do banco

O Bradesco divulgou lucro líquido contábil de R$ 14,659 bilhões em 2017, queda de 2,8% perante o ano anterior. A Bradesco Seguros encerrou 2017 com lucro liquido de R$ 5,534 bilhões, uma participação significativa de 29,2% do lucro do banco. A ligeira queda de 0,3% foi justifica pela redução do resultado financeiro diante da queda da Selic durante o ano e pela baixa no resultado patrimonial. .Os prêmios emitidos de seguros, previdência e capitalização totalizaram R$ 76,2 bilhões no ano de 2017, evolução de 6,8% em relação ao ano anterior. As provisões técnicas alcançaram R$ 246,6 bilhões, evolução de 10,4% em relação ao saldo de dezembro de 2016. O índice combinado ficou em 86,1%, depois de 86,2% e 85,9%, respectivamente. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado foi de 19,1% em 2017.

Abaixo release divulgado pelo grupo

O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador nacional com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, encerrou o exercício de 2017 com faturamento de R$ 76,3 bilhões, o que representa crescimento de 6,8% sobre o ano anterior, nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta.

Esse resultado levou o Grupo a ampliar seu market share para cerca de 26%, o maior registrado nos últimos anos, com mais de 53 milhões de segurados, participantes, clientes e contratos – aumento de 4% em relação a 2016. “É com esse retrospecto, essas perspectivas e muita confiança que o Grupo Bradesco Seguros ingressa em 2018, um ano ainda desafiador, mas que certamente também será de muitas oportunidades para o crescimento do nosso mercado de seguros”, destaca o presidente do Grupo, Octavio de Lazari Junior.

O crescimento da produção foi influenciado principalmente pelos segmentos de Vida e Previdência, cuja receita evoluiu 8,7%, e Saúde, com cerca de 7%. Em Seguro de Vida, especificamente, a expansão foi de 16,4%.

Em Saúde, a Carteira de Pequenas e Médias Empresas encerrou o ano com crescimento de receita acima de 14%, consolidando o posicionamento do Grupo em Saúde Suplementar.

No segmento de Seguro Auto, o Grupo assumiu o segundo lugar no ranking do mercado, mesma posição que já ocupava, a exemplo de Seguro Residencial, cujo faturamento cresceu 9,4%.

Considerando Automóveis e Ramos Elementares, foram pagos em 2017 cerca de R$ 4 bilhões em indenizações, referentes a mais de 400 mil sinistros.

Já em Capitalização, o Grupo Bradesco Seguros consolidou sua liderança nacional com market share em torno de 30%.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, o Índice de Eficiência Administrativa permaneceu em 3,9% – o melhor do mercado entre as seguradoras de grande porte e um dos melhores dos últimos anos, reflexo da racionalização de gastos e de um rígido controle dos custos diretos.

O Índice de Sinistralidade – parâmetro fundamental na operação de seguros – manteve o patamar inferior a 75%.

Já o Índice Combinado melhorou um ponto e meio percentual na comparação com 2016, passando de 88% para 86,5%.

Essa performance impactou favoravelmente o lucro líquido do Grupo Segurador, que totalizou R$ 5,5 bilhões em 2017, permanecendo em linha com o apresentado no ano anterior, com Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado acima de 19%.

As provisões técnicas superaram R$ 246 bilhões, correspondentes a cerca de 30% do total do mercado segurador, e os ativos financeiros ultrapassaram R$ 272 bilhões, o que faz do Grupo Bradesco Seguros um dos maiores investidores institucionais do país.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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