Bradesco Seguros lucra R$ 5,5 bi em 2017, o que representa 29,2% do ganho do banco

O Bradesco divulgou lucro líquido contábil de R$ 14,659 bilhões em 2017, queda de 2,8% perante o ano anterior. A Bradesco Seguros encerrou 2017 com lucro liquido de R$ 5,534 bilhões, uma participação significativa de 29,2% do lucro do banco. A ligeira queda de 0,3% foi justifica pela redução do resultado financeiro diante da queda da Selic durante o ano e pela baixa no resultado patrimonial. .Os prêmios emitidos de seguros, previdência e capitalização totalizaram R$ 76,2 bilhões no ano de 2017, evolução de 6,8% em relação ao ano anterior. As provisões técnicas alcançaram R$ 246,6 bilhões, evolução de 10,4% em relação ao saldo de dezembro de 2016. O índice combinado ficou em 86,1%, depois de 86,2% e 85,9%, respectivamente. O retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado foi de 19,1% em 2017.

Abaixo release divulgado pelo grupo

O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador nacional com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, encerrou o exercício de 2017 com faturamento de R$ 76,3 bilhões, o que representa crescimento de 6,8% sobre o ano anterior, nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta.

Esse resultado levou o Grupo a ampliar seu market share para cerca de 26%, o maior registrado nos últimos anos, com mais de 53 milhões de segurados, participantes, clientes e contratos – aumento de 4% em relação a 2016. “É com esse retrospecto, essas perspectivas e muita confiança que o Grupo Bradesco Seguros ingressa em 2018, um ano ainda desafiador, mas que certamente também será de muitas oportunidades para o crescimento do nosso mercado de seguros”, destaca o presidente do Grupo, Octavio de Lazari Junior.

O crescimento da produção foi influenciado principalmente pelos segmentos de Vida e Previdência, cuja receita evoluiu 8,7%, e Saúde, com cerca de 7%. Em Seguro de Vida, especificamente, a expansão foi de 16,4%.

Em Saúde, a Carteira de Pequenas e Médias Empresas encerrou o ano com crescimento de receita acima de 14%, consolidando o posicionamento do Grupo em Saúde Suplementar.

No segmento de Seguro Auto, o Grupo assumiu o segundo lugar no ranking do mercado, mesma posição que já ocupava, a exemplo de Seguro Residencial, cujo faturamento cresceu 9,4%.

Considerando Automóveis e Ramos Elementares, foram pagos em 2017 cerca de R$ 4 bilhões em indenizações, referentes a mais de 400 mil sinistros.

Já em Capitalização, o Grupo Bradesco Seguros consolidou sua liderança nacional com market share em torno de 30%.

Pelo terceiro trimestre consecutivo, o Índice de Eficiência Administrativa permaneceu em 3,9% – o melhor do mercado entre as seguradoras de grande porte e um dos melhores dos últimos anos, reflexo da racionalização de gastos e de um rígido controle dos custos diretos.

O Índice de Sinistralidade – parâmetro fundamental na operação de seguros – manteve o patamar inferior a 75%.

Já o Índice Combinado melhorou um ponto e meio percentual na comparação com 2016, passando de 88% para 86,5%.

Essa performance impactou favoravelmente o lucro líquido do Grupo Segurador, que totalizou R$ 5,5 bilhões em 2017, permanecendo em linha com o apresentado no ano anterior, com Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Ajustado acima de 19%.

As provisões técnicas superaram R$ 246 bilhões, correspondentes a cerca de 30% do total do mercado segurador, e os ativos financeiros ultrapassaram R$ 272 bilhões, o que faz do Grupo Bradesco Seguros um dos maiores investidores institucionais do país.

Seguro garantia está na pauta da “London Infrastructure Week”

Igino Mattos: as seguradoras são peças fundamentais para o desenvolvimento do Project Finance

As seguradoras podem abocanhar um mercado significativo de garantias dos projetos de infraestrutura, que passam por uma fase de transição do modelo de financiamento. “A queda da Selic de 14% para 7% enquanto a TJLP se manteve no patamar de 7% traz novos desafios para a formatação dos financiamento. Certamente o custo da fiança bancária é um dos que pode cair dentro da estrutura de custos de um projetc finance se a opção for pelo seguro garantia”, aposta Igino Mattos, que o mês passado era diretor do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e que agora é membro do comitê executivo do infra2038.

Mattos participará da London Infrastructure Week, uma semana de reuniões e de eventos sobre infraestrutura que acontecem em Londres em fevereiro. “Estamos em um processo de transição do modelo e fontes de financiamentos dos projetos de infraestrutura, do qual as seguradoras são peças fundamentais”, disse. Antes do início da Lava Jato, as garantias dos projetos eram dadas, basicamente, pelas construtoras. Agora, para que um o modelo de financiamento Projetct Finance avance, o apoio do mercado segurador é vital.

Os debates são preparatórios para o encontro dos G-20, conduzidos neste ano pela Austrália e pelo Brasil. “Participo como adviser de infraestrutura no Brasil, buscando esclarecer sobre as demandas necessárias para facilitar os investimentos”, contou ao blog Sonho Seguro. O evento visa debater os impactos regulatórios no financiamento dos investimentos a infraestrutura ao longo de 2018, levando em conta temas como private equity e fintechs. “Neste evento os investidores privados trarão suas perspectivas sobre como mobilizar recursos privados para infraestrutura: padronização de contratos, dados, preparação de projetos entre outros temas”, conta Igino Mattos.

Dabus: “Uma boa parcela de capital próprio demandará por uma estrutura robusta de mitigação de riscos que possa “blindar”, com segurança, os investimentos realizados pelos acionistas

O PPI, criado há cerca de um ano e meio para ampliar a relação entre Estado e iniciativa privada, visa tornar o modelo de concessões mais eficiente e atrair novos investimentos em projetos de infraestrutura. O programa já entregou mais de 60 projetos e outros 80 estão previstos para este ano. “O governo já fez muitas entregas para melhorar a governança e atrair investidores que se mostram animados. Temos de agir em seguros, para que haja demanda pelo garantia”, afirma Mattos.

Andre Dabus, especialista da corretora Marsh em análise de riscos de infraestrutura, concorda. “As estruturas de financiamento destes projetos não contemplam apenas recursos oriundos de agentes financiadores e multilaterais. “Uma boa parcela de capital próprio demandará por uma estrutura robusta de mitigação de riscos que possa “blindar”, com segurança, os investimentos realizados pelos acionistas, principalmente nas etapas conhecidas como pré-completion – fase de execução das obras de engenharia até implantação do projeto”, sinaliza.

Dabus explica que o seguro garantia Completion Bond passa a ser uma das melhores alternativas, caso haja o entendimento das partes em relação aos riscos cobertos e excluídos. “Esta apólice de seguro garante ao segurado a implantação do empreendimento, objeto do contrato de financiamento. Caso o tomador da garantia não cumpra suas obrigações, o segurador poderá optar em concluir a obra ou pagar a indenização das quantias devidas ao financiador, tudo em conformidade com as condições gerais, especiais e particulares das apólices de seguros”, explica.

Roque: Inspeção Acreditada para as obras de infraestrutura e medidas de aumento de eficiência dos seguros estão no nosso radar

Entre as medidas que devem ser adotadas para a nova governança para concessões estão duas que muito interessam ao mercado segurador: Inspeção Acreditada para as obras de infraestrutura e medidas de aumento de eficiência dos seguros, destaca Roque de Holanda Melo, diretor da JMalucelli e presidente da comissão de garantia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). O assunto é pauta de vários projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e que buscam, exatamente, alterar a Lei de Licitações de modo a oferecer a base legal para o aumento do percentual das garantias nas contratações públicas. “O mercado defende a posição de 30%, que seria suficiente para, aliado ao saldo contratual, proporcionar a retomada e conclusão da maioria dos empreendimentos”, comenta Melo.

Entre os benefícios para os investidores, os especialistas citam que as ações já tomadas pelo PPI buscam tornar os projetos maduros, garantindo a melhor eficiência nas operações das concessões. “O PPI foi um dos primeiros atos do governo Temer em maio de 2016, buscando coordenar os esforços de concessão e privatização dos projetos federais de infraestrutura, acrescenta Igino Mattos. São objetivos também do grupo ampliar a transparência, participação e governança da carteira de projetos; estimular a competitividade e diversidade dos participantes; além de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população brasileira.

Segundo André Gregori, CEO da Thinkseg, que acaba de anunciar a sua estreia no segmento corporativo, o seguro garantia é o que mais cresceu nos últimos 10 anos no setor de seguros no Brasil. E deve apresentar um crescimento ainda mais significativo a partir de agora, uma vez que os investimentos em infraestrutura estão começando a ser retomados e novos projetos estarão na pauta de quem quer que venha a ser o novo presidente. “Investidores nacionais e internacionais enxergam um grande potencial para obras de infraestrutura no País. A favor da maior demanda por seguro garantia, há ainda a nova Lei de licitações, em tramitação no Congresso Nacional, que prevê ampliar a presença do seguro garantia nas contratações públicas”, afirma.

Ao que tudo indica, a semana de discussões sobre infraetrutura será importante para ampliar as discussões com os principais atores envolvidos para adaptar o seguro garantia modalidade “Completion Bond” em contratos de financiamento à nova realidade do Brasil. Além de Igino Mattos, o presidente do IRB Brasil Re, José Cardoso, também participará dos encontros para debater os projetos de infraestrutura.

Guilherme Estrada Rodrigues é nomeado como presidente da ABGF

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, nomeia Guilherme Estrada Rodrigues para a presidência da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), no lugar de Marcelo Pinheiro Franco, que estava à frente da ABGF desde 27 de agosto de 2013.

Em nota, o ministério informa que Guilherme Estrada Rodrigues é procurador federal de carreira, tendo ocupado diversos cargos na Administração Pública Federal, inclusive os de secretário-executivo adjunto e assessor especial do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Foi, também, membro do Conselho de Administração do IRB Brasil RE e da Caixa Seguridade S/A.

Finalizada a implementação e consolidada a estrutura da ABGF, caberá à nova gestão intensificar o processo de aproximação da empresa com o mercado, tornando-se elemento facilitador para investimentos na infraestrutura do país, inclusive por meio do desenho de instrumentos que deem maior segurança aos investidores externos.

A ABGF continuará dando apoio às exportações nacionais de bens e serviços e às operações agrícolas, cobrindo, de forma suplementar, os riscos de eventos climáticos extremos.

CEO da MetLife investe em bons produtos e educação financeira para crescer no Brasil

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Raphael de Carvalho, presidente da MetLife Brasil, é um grande entusiasta do seguro de vida. Em qualquer parte do mundo. “O produto é um meio de proteger o individuo e as famílias de muitos imprevistos, como uma doença grave ou uma morte inesperada que desampare a família ou mesmo o negócio”, diz. Quando o foco é o Brasil, ai o entusiamo brilha. “Há muito a ser conquistado no Brasil. A penetração do seguro de vida ainda é pequena. Ter bons produtos aliado a projetos de educação financeira é o caminho para expandir esse segmento”, afirma.

Leia os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

Como vê as perspectivas para o seguro de vida coletivo no Brasil?

As perspectivas são boas. Nosso negócio tem uma correlação direta com o nível de emprego. A expectativa é de que a economia cresça cerca de 3%, abrindo terreno para a recuperação de parte dos empregos perdidos durante a crise. Retomada do emprego traz a reboque novas contratações de seguro.

E do seguro individual?

Nos últimos quatro anos, o crescimento desse produto tem sido bastante relevante, especialmente no seguro de vida propriamente dito, cujos benefícios para usufruto em vida já começam a ser percebidos pelos brasileiros. O que se espera é que o crescimento se mantenha no mesmo ritmo. Afinal, temos demanda pra isso. A penetração desse tipo de seguro na economia ainda é muito pequena, se comparada com a de países onde a indústria de seguro é mais madura. A provável chegada do Universal Life deve impactar positivamente também. Nos países em que ele está disponível, o produto é muito bem recebido, e acreditamos que veremos o mesmo comportamento entre os brasileiros. No seguro prestamista também há expectativa de retomada do crescimento, já que o credito tende a crescer com a expansão da economia.

Esse cenário vale também para previdência privada?

A tendência é de que a previdência cresça mais, por ser um assunto que tem tido muita visibilidade e pelo consequente aumento da conscientização do brasileiro sobre os benefícios desse investimento. Tanto na previdência aberta individual quanto na corporativa, os números dos últimos anos foram positivos, com crescimento de duplo dígito, e devem seguir assim.

Por que fundos de previdência querem aplicar no exterior se a taxa de juros no Brasil ainda está entre as maiores do mundo?

Por buscarem diversidade, acesso a um mix melhor de investimentos atrelados a renda variável e renda fixa. Nessa busca também se leva em consideração o investimento em mercados menos voláteis.

O segmento vida no Brasil vem apresentando crescimento, mesmo diante da crise que elevou o índice de desempregados e reduziu o poder de compra da população. Como explicar esse fenômeno do mercado?

Uma mistura de fatores. O primeiro é a baixa penetração. Mesmo na crise há espaço para crescer. Outro fator diz respeito à massa salarial. No seguro coletivo, os capitais segurados costumam ser múltiplos dos salários. Logo, se há aumento salarial, o seguro cresce junto. Finalmente o entendimento maior por parte do segurado acerca das indenizações de que ele pode gozar ainda em vida, como nas coberturas para o tratamento de doenças graves e de diárias de internação hospitalar, que também tiveram participação no crescimento nesse último ano.

Como o Brasil se posiciona diante dos outros países em que o grupo atua?

O Brasil é um dos focos de investimento da empresa no médio e longo prazos. Esse investimento tem sido feito principalmente na expansão e relacionamento com canais de distribuição – entendam-se força de vendas e relacionamento com parceiros – e em ferramentas e processos capazes de melhorar a eficiência operacional do negócio. Os resultados dessa estratégia têm se refletido no crescimento em vendas, base de clientes e alcance geográfico, o que faz da regional um benchmark para outros países onde o grupo está presente.

Quais as expectativas da matriz com o Brasil em 2018?

O corpo diretivo do grupo está confiante no avanço de nossas operações no Brasil e disposto a continuar investindo pesado no País. Para este ano, espera-se crescimento na receita e na rentabilidade, com o maior desafio ligado à queda da taxa de juros.

Como as inovações, considerando a revolução digital que o mundo vive, tem afetado o seguro de vida e as empresas que nele operam?

A revolução digital está transformando radicalmente todas as indústrias, e a de seguros não fica atrás. Não só modelos de negócios estão mudando, mas também novas oportunidades para um crescimento lucrativo estão sendo criadas. Na MetLife, por exemplo, um fundo de US$ 100 milhões acaba de ser anunciado para o investimento em empresas que estão desenvolvendo e vendendo tecnologias de interesse para nossos clientes. Digital não é simplesmente um novo canal de distribuição: digital é uma maneira totalmente nova de fazer negócios, que mexe com todas as estratégias e áreas funcionais. A aplicação inteligente de tecnologias digitais é, portanto, fundamental para as seguradoras sobreviverem e prosperarem, oferecendo uma prestação de serviço moderna e ágil. Nesse contexto, o investimento forte em big data também se torna prioritário, a fim de que soluções cada vez mais adequadas à realidade de cada cliente possam ser ofertadas.

Como vê o desafio das seguradoras de vida no mundo em buscar ativos para investir no longo prazo, com rentabilidade diferenciada, num cenário de taxas de juros declinantes?

A resposta está na variedade de investimentos e na possibilidade de investimento em diferentes mercados, para que se possa contornar melhor a volatilidade de alguns deles.

Já o plano dental tem uma outra realidade, não? Quais as expectativas com esse segmento?

A venda dos planos dentais também está em curva ascendente, tanto em receita quanto em número de beneficiários, e a expectativa é que o segmento cresça acima de dois dígitos – há espaço para tanto. Assim como nos planos de saúde, a contratação dos planos odontológicos é feita principalmente por empresas, com o produto sendo oferecido como benefício. A oferta maior de vagas favorece, portanto, as vendas. Os esforços das seguradoras vão continuar voltados para o aumento do número de beneficiários, e quem já conta com um número expressivo deles na carteira, vai trabalhar mais com a questão da margem e tíquete médio.

Mercado segurador encerra 2017 com lucro estável em R$ 13 bi, revela Siscorp

Apesar da queda da taxa básica de juros de 13% ao ano em janeiro para 7% ao ano em dezembro de 2017, o lucro líquido do setor ficou em R$ 13 bilhões em 2017, mesmo valor obtido em 2016. Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados, processados e consolidados pela consultoria Siscorp. O peso da Selic no ganho financeiro das seguradoras é considerável, uma vez que praticamente a totalidade da carteira de investimento de mais de R$ 1 trilhão do setor está aplicada em títulos do governo.

Os três últimos meses do ano, geralmente os de maior volume de vendas, foram vitais para reverter a queda do ganho que vinha sendo apurada até setembro. Para 2018, a tendência é desafios para manter a mesma rentabilidade, principalmente com a derrota que as seguradoras sofreram no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho confirmou que as receitas financeiras das reservas técnicas das companhias de seguro devem entrar na base de cálculo do PIS e da Cofins, informa o Valor na edição desta quarta-feira.

Os balanços financeiros de 2017 começam a ser divulgados nesta semana e vão até o final de fevereiro, prazo legal dado pela Susep para a publicação dos resultados. Segundo os dados enviados pelas companhias ao órgão regulador, o grupo Bradesco se mantém na liderança do ranking de lucro, com R$ 4,3 bilhões, pouco abaixo dos R$ 4,5 bilhões registrados em 2016.

O grupo Banco do Brasil, sem considerar a Mapfre, ocupa o segundo lugar, com R$ 2,6 bilhões em lucro líquido em 2017, praticamente o mesmo valor do período anterior. A Caixa subiu uma posição no ranking, agora em terceiro, com R$ 1,6 bilhão; o Itaú em quarto, com R$ 1,4 bilhão; e a Zurich em quinto, com R$ 794 milhões.

Compondo o bloco dos dez maiores lucros estão Porto Seguro, com R$ 740 milhões; SulAmérica com R$ 589 milhões; Icatu com R$ 209 milhões; a Tokio Marine galgou duas posições no ranking com R$ 134 milhões; e Liberty, com R$ 134 milhões, passando da 15a. colocação para a décima em 2017.

Capitalização distribui R$ 1 bilhão em sorteios

Release

As empresas que comercializam títulos de capitalização registraram receita de R$ 18,6 bilhões entre janeiro e novembro de 2017, montante ligeiramente inferior ao registrado entre janeiro e novembro de 2016, quando a receita global alcançou R$ 18,9 bilhões. “O resultado reflete a melhoria de alguns indicadores econômicos verificada no segundo semestre de 2017”, diz Marco Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). No mesmo período, distribuíram R$ 1 bilhão em sorteios, o equivalente ao pagamento de R$ 4,4 milhões por dia útil a clientes sorteados de todo o país.

Segundo ele, no mesmo período, o setor injetou na economia R$ 16,3 bilhões em resgates finais e antecipados pagos a clientes. “Esse montante foi 8,7% menor, se comparado a janeiro e novembro de 2016, confirmando tendência já identificada de que os consumidores estão mais cautelosos, adiando planos de consumo e mantendo suas economias guardadas por mais tempo”, afirma. Já as reservas técnicas – recursos correspondentes a títulos de capitalização ativos e que serão posteriormente resgatados – somaram R$ 28,9 bilhões, registrando um pequeno recuo de 1,8%.

A modalidade Tradicional registrou a maior representatividade no setor, com faturamento de R$ 15,6 bilhões, sendo responsável por 84,1% do resultado global do setor, apresentando queda de 3% na comparação dos períodos em análise. Dessa modalidade faz parte o título para Garantia Locatícia, que arrecadou R$ 1,18 bilhão, um avanço de 19,2%, respondendo por 7,53% da receita total dos títulos de capitalização da categoria Tradicional.

A modalidade de Incentivo arrecadou R$ 1,9 bilhão, registrando crescimento de 30,2% em comparação a igual intervalo do ano anterior, obtendo o melhor desempenho entre as modalidades em comercialização. Já a modalidade Popular, de baixo valor, arrecadou R$ 990,9 milhões, representando 5,33% do resultado global do segmento.

Pela terceira vez consecutiva, a região Centro-Oeste foi a que apresentou desempenho mais positivo no período, com crescimento de 6,45% no faturamento, que atingiu R$1,46 bilhão. A Região também registrou o maior índice de crescimento em relação a prêmios pagos: 34,18% em relação ao mesmo período do ano passado, correspondendo ao pagamento de R$ 80 milhões em sorteios

Andre Gregori inicia Thinkseg Corporate com seguro garantia

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A Thinkseg, marketplace mobile de seguros, com atuação no setor de seguros para pessoas físicas (veículos, pets e gadgets), anuncia sua entrada no segmento corporativo a partir de março. O CEO da Thinkeg, Andre Gregori, que acumula experiência no segmento “corporate”, é quem dirigirá o nicho de produtos para as empresas, começando pelo seguro garantia. A nova área ainda contará com a participação do sócio da Thinkseg, Carlos Eduardo Sarkovas, e outros profissionais recém-incorporados ao time.

A entrada de Andre Gregori no seguro garantia coincide com o encerramento do período de “non compete”, cláusula de não competição, cumprida por ele após deixar a instituição na qual trabalhava antes de fundar a Thinkseg.

“Volto com otimismo ao seguro garantia. As expectativas para o futuro desse produto são muito boas, mesmo em um ano de eleição. O seguro garantia é o que mais cresceu nos últimos 10 anos no setor de seguros no Brasil. E deve apresentar um crescimento ainda mais significativo a partir de agora, uma vez que os investimentos em infraestrutura estão começando a ser retomados e novos projetos estarão na pauta de quem quer que venha a ser o novo presidente. Investidores nacionais e internacionais enxergam um grande potencial para obras de infraestrutura no País”, explica o CEO da Thinkseg.

A favor da maior demanda por seguro garantia, há ainda a nova Lei de licitações, em tramitação no Congresso Nacional, que prevê ampliar a presença do seguro garantia nas contratações públicas. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que os prêmios com seguro garantia cresceram em torno de 40% no setor público em 2017, comparados ao do ano anterior, totalizando R$ 2,7 bilhões.

Somado a esse cenário favorável de investimentos em infraestrutura, no médio prazo, é preciso considerar que haverá menos espaço nos balanços dos bancos para as fianças bancárias por conta das exigências do acordo de Basileia III. O resultado será a maior utilização do seguro garantia em vez de fiança bancária.

Com expertise em digitalização e automação de processos para pessoas físicas, a Thinkseg também vai usar uma plataforma digital específica nos negócios com empresas de médio porte. Ferramentas de BI (business intelligence) serão utilizadas em tempo real para ajudar no fechamento de negócios, mapeando os resultados, concorrentes, últimos preços negociados no segmento de médio porte. Também a plataforma para médias empresas vai usar diferentes canais de comunicação (omnichannel) com corretores e clientes, via email, whatsapp, telefone, unindo ambiente físico e online.

“Para as médias empresas, a gente vai, no caso do Seguro de Licitações e Performance, por exemplo, coletar todos os dados de um determinado edital e enviar periodicamente ao cliente e ao parceiro corretor. Tudo de modo automático”, diz Gregori.

Já no segmento corporate de grande empresas (indústrias, construtoras, entre outras), a prestação de serviço da Thinkseg será personalizada e consultiva, específica à necessidade do cliente.

Plataforma digital de vida da Mapfre está pronta na Europa e em breve chega ao Brasil

Depois de dois anos após a compra da seguradora Direct Line, a Mapfre está pronta para vender seguro de vida online em parceria com a Swiss Re, informou o jornal espanhol Expansión após ter confirmado com o presidente Antonio Huertas. A ideia agora é levar a tecnologia desenvolvida para outros países. O grupo mudou o nome da Direct Line para Verti e investiu em tecnologia para colocar a plataforma digital para rodar na Alemanha e agora na Italia.

Em suas declarações ao jornal, Huertas afirma que o digital “é uma maneira de acelerar a expansão da Mapfre para diversos países. “Nós aprendemos e o grupo agora está em condições de implantar em seis meses o modelo digital da Mapfre em qualquer país do mundo onde tenhamos presença”. Segundo ele, o processo já foi iniciado no Peru, Turquia, México, Brasil e Chile. Já na China o projeto digital aguarda autorização há três anos.

No radar, a Mapfre tem outras frentes digitais, como vender saúde digital, projeto liderado por Pedro Diaz Yuste, do Google, com prazo de dois anos para estar pronto, e o projeto SAM3.0, que tem como base inovar o seguro do veículo conectado à internet.

De acordo com previsões divulgadas no relatório “Panorama Econômico e Setorial 2018”, apresentado no último dia 22, o volume de prêmios em Vida na região deverá subir 9,5% este ano, superando a taxa de crescimento esperada nos mercados emergentes (9,1%). Em Não Vida, entretanto, a expectativa aponta para uma aceleração do crescimento na América até 6,7%, em comparação com 6% em 2017.

Em linhas gerais, nos mercados desenvolvidos, os prêmios de Vida poderão apresentar crescimento em torno de 3,4%, enquanto os mercados emergentes experimentariam um crescimento superior a 9%. Em Não Vida, os mercados de seguros globais manterão a dinâmica observada em 2017, com crescimento positivo nos mercados desenvolvidos, em torno de 4,9%, mas especialmente nos mercados emergentes, em cerca de 7,4%.

“2018 será um ano com perspectiva de crescimento da economia, o que irá gerar um entorno favorável para a atividade seguradora”, afirmou Manuel Aguilera, diretor-geral do Serviço de Estudos da Mapfre, detalhando que as economias emergentes apresentam uma maior elasticidade no crescimento do negócio de seguros em relação ao crescimento no nível de atividade.

Mercado segurador prioriza investimentos em empresas sustentáveis

O Lloyd’s of London, que representa mais de 90 sindicatos (empresas e investidores que suportam os riscos) anunciou que a partir de abril deste ano se juntará ao seleto grupo de re/seguradoras que deixou de investir em empresas do segmento de carvão. A decisão foi tomada em dezembro, quando foi aprovada a estratégia de investimento responsável, divulgou o jornal The Guardian.

Um dos estudos citados na reportagem revela que cerca de £15 bilhões foram alienados pelas seguradoras nos últimos dois anos, conforme relatório recente da Unfriend Coal Network, uma coalizão global de ONGs e ativistas, incluindo 350.org e Greenpeace. O relatório afirma que 15 empresas – quase todas na Europa – reduziram total seus investimentos ou participações acionárias em empresas de carvão e se recusaram a fazer o seguro de suas operações.

O propósito das empresas do setor em não apoiarem investimentos em setores e empresas que contribuem para elevar o aquecimento global é ajudar a limpar o planeta. Além de politicamente correto, o fato é que ano a ano as re/seguradoras pagam indenizações mais volumosas atreladas a perdas causadas pela mudança climática, como incêndios e furações. Somente o Lloyd’s anunciou que pagará um total de US$ 1,7 bilhão pelos danos causados a clientes com a passagem dos furacões Harvey, Irma e Maria que devastaram os Estados Unidos no ano passado.

A primeira a tomar essa decisão foi a Axa, em 2015, seguida por outras companhias como Allianz, Munich Re, Swiss Re, Zurich, Scor, Aviva, BMO Global Asset Management, Generali, Legal & General, Natixis, Church of England e Storebrand.

A discussão sobre políticas de investimentos sustentáveis estava na pauta dos re/seguradores presentes no encontro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, realizado na semana passada: “Creating a Shared Future in a Fractured World” (Criando um futuro compartilhado em um mundo fraturado). “O tema vai além das mudanças climáticas. A questão mais ampla é como limpamos o planeta”, comentou a CEO da Lloyd’s, Inga Beale, em release divulgado antes de sua partida para Davos.

“Muitas pessoas estão perdendo fé na capacidade dos sistemas políticos e econômicos do mundo para encontrar as respostas aos desafios que enfrentam. Eles sentem que suas preocupações societárias e econômicas – como a globalização, a igualdade, o ritmo das mudanças tecnológicas e a erosão dos valores sociais – estão sendo ignoradas. Temos que remediar isso se quisermos reconstruir confiança e fé no sistema”, comentou no documento distribuído à imprensa.

“Eu acredito, por exemplo, que o setor de seguros poderia fazer mais para ajudar a transição do mundo para uma economia de baixo carbono. Podemos influenciar o comportamento através dos nossos investimentos, escolhendo estoques sustentáveis ou com baixas emissões de carbono, por exemplo. Falamos de responsabilidade social, o que significa que devemos considerar nossas responsabilidades tanto morais como comerciais. Como líderes empresariais, devemos pensar como nossas atividades podem criar confiança em todas as esferas.

Inga também ressaltou que o setor de seguros tem um papel particularmente importante a desempenhar na sociedade. “Nossos pagamentos de sinistros, por exemplo, fornecem todos os tipos de benefícios econômicos e sociais, especialmente após um desastre, ajudando as empresas a serem reabertas rapidamente, restaurando serviços públicos vitais, como o reconstruir estradas, ferrovias e pistas de pouso, de modo que o comércio possa ser restaurado ou a assistência vital entregue aos necessitados”.

Um estudo divulgado em novembro de 2017, pela ClimateWise, uma rede global de 28 organizações da indústria de seguros, afirma que o gap de proteção contra o risco climático de US$ 1,7 trilhão causado por clima extremo na última década abre muitas novas oportunidades para as seguradoras. Um dos exemplos citados foi o furação Harvey, que atingiu o Texas em agosto do ano passado.

As perdas foram calculadas em US$ 180 bilhões e as perdas seguradas totalizaram uma cifra inferior a US$ 19 bilhões, ou seja, apenas 10,5%. Também se tornou público que apenas um em cada cinco proprietários na região de Houston com seguro contra inundações. Nos países em desenvolvimento, a penetração do seguro é ainda menor, deixando os países altamente vulneráveis quando inundações, secas ou furacões atingem, como visto em Bangladesh e na Índia.

“Nossa indústria foi abalada por riscos climáticos que afetam os centros urbanos e 2017 está no caminho certo para se tornar um dos anos mais caros registrados”, comentou Maurice Tulloch, presidente da Global General Insurance da Aviva e presidente da ClimateWise, em nota divulgada.

Segundo e estudo “The ClimateWise Principles Independent Review 2017”, uma avaliação anual de seus membros, ao longo da última década apenas 30% das perdas catastróficas foram seguradas, produzindo um déficit acumulado de US$ 1,7 trilhão. A maioria desse déficit era suportada pelo governo e pela sociedade civil.

Tom Herbstein, diretor da ClimateWise, comenta que o desafio está em como estender a cobertura do seguro em um mundo onde a exposição ao risco climático continua a crescer. “Embora a diferença de proteção contra o risco climático represente um desafio muito real para as cidades, também há muitas oportunidades para novas parcerias e produtos. As seguradoras devem explorar de forma proativa onde, dentro de suas próprias cadeias de valor, essas oportunidades estão”.

Ciclic estreia no mercado publicitário com campanha nas redes sociais

A Ciclic, corretora digital para venda de previdência da Brasiprev, parceria entre o Banco do Brasil e a americana Principal, estreia a primeira campanha nas redes sociais, apostando na educação financeira, com o tema “Clique. Aplique. Conquiste.”

O foco foi escolhido após pesquisas indicarem que mais de 75% dos brasileiros, independente de classe social, não conseguem guardar nenhuma parte de seus rendimentos. “Esses dados assustam, mas é a mudança desse comportamento que queremos desenvolver”, afirma o CEO da fintech, Raphael Swierczynski.

“Fizemos estudos específicos sobre o tema, que revelaram que os planos de previdência ocupam o terceiro lugar na preferência dos brasileiros quando se fala em guardar dinheiro, atrás do ultrapassado ‘guardar embaixo do colchão’ e da tradicional caderneta de poupança”, explica. É aí que entra o produto desenvolvido pela Ciclic, com o intuito inicial de entregar uma experiência 100% digital e flexível.

A proposta da Ciclic é mostrar que investir em previdência privada permite também alcançar realizações pessoais como uma viagem, a compra de um automóvel ou, até mesmo, a organização de uma festa de casamento.