Brexit faz seguradora britânica Admiral transferir sede para Espanha

Com agências internacionais

A seguradora britânica Admiral anunciou que transferirá seus negócios para Madri após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), de acordo com relatórios da imprensa britânica.A empresa, que é provedora de seguros de casa e veículo opera na Espanha, França, Itália e Reino Unido, onde manteve sede até esta data. Embora a Admiral não seja a primeira seguradora a anunciar que abrirá uma subsidiária dentro da UE, é sim, pioneira em escolher a capital espanhola para isso. De acordo com o diretor de finanças da seguradora, Geraint Jones, transferir a empresa para Madri, “faz sentido”, uma vez que já tem duas empresas na Espanha e conhece o regulador de primeira mão. “A Espanha é uma boa escolha: conhecemos o país e temos muitos empregados distribuídos em diferentes cidades, incluindo Madrid”, acrescentou. A empresa britânica caracterizou-se nos últimos anos pela diversificação de seus produtos, um modelo de negócios que enfrenta as dificuldades que podem surgir para as seguradoras de veículos um futuro de veículos autônomos.

Mapfre e Swiss Life lançam fundo para investir no mercado imobiliário francês

A Mapfre e a Swiss Life informaram nesta sexta que vão lançar um fundo para investir em escritórios “prime” nas principais cidades francesas, que será administrado pela Swiss Life Asset Managers, Real Estate France, segundo comunicado divulgado.

A Swiss Life Asset Managers, que administra todas as atividades de gerenciamento de ativos do Swiss Life Group, é uma das principais empresas de gestão imobiliária da Europa, com ativos de 69,2 bilhões de euros gerenciados no final de 2017. Na França, o braço imobiliário da Swiss Life Asset Managers é representado pelo AIFM Swiss Life REIM (França),que será responsável pela gestão deste fundo imobiliário.

O fundo irá investir em escritórios “prime” nas principais cidades da França, com um primeiro objetivo de capital de até 150 milhões de euros e a previsão de retornos de 4% da média anual, em um período de um a dois anos.

A Swiss Life alimentará o fundo com dois ativos. Este investimento inicial de 75 milhões de euros é composto por dois edifícios de estilo Haussmann, localizados em Paris CBD. Outros investimentos também são planejados, com o objetivo de acelerar o crescimento e investir mais significativamente no panorama imobiliário pan-europeu.

Este passo faz parte da estratégia da Mapfre para diversificar seu portfólio com outros tipos de ativos financeiros e aumentar gradualmente seus investimentos alternativos. Nesta operação, a Mapfre e a Swiss Life foram assessoradas pela IDBO Consultants da Espanha e pela Philinx Consulting na França.

Semana do consumidor: Saúde Suplementar e o direito do consumidor em debate

 

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Em 2017, o número de demandas recebidas pelas ouvidorias das empresas de planos de saúde registrou um aumento der 22%, em relação a 2016. Esse foi um dos dados apresentados durante a IV Celebração do Dia do Ouvidor e Dia Internacional do Consumidor, organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.

O que pode parecer uma má notícia, na verdade, representa o esforço das operadoras em aperfeiçoar o atendimento junto aos consumidores, evitando assim que a reclamação chegue ao órgão regulador ou ao Judiciário. “Vem aumentando o número de demandas nas empresas e diminuindo nos órgãos reguladores, e tem que ser assim, mesmo. As questões devem ser solucionadas na própria empresa. Precisamos ver a reclamação como oportunidade de melhora”, afirmou Silas Rivelle Jr. presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg e Ouvidor da Seguros Unimed. Os principais indicadores das Ouvidorias do Setor de Seguros em 2017, apresentados por Silas, apontam, ainda, que o telefone foi ocanal mais utilizados pelos consumidores para entrar em contato com a empresa: “O consumidor quer falar e ser ouvido”.

De acordo com Suriêtte Apolinário dos Santos, secretário-geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), durante o ano passado, o órgão recebeu cerca de 400 mil ligações telefônicas de diversos setores da sociedade. Desse total, apenas 4 mil – ou seja, 1% –  foram direcionadas à Ouvidoria. “Nosso setor envolve um volume enorme de procedimentos. É uma operação muito grande e complexa. E todos nós – prestadores, operadoras, órgão regulador – trabalhamos em função do consumidor”, argumenta Suriêtte.

O Desembargador Werson Rêgo, representante da 25ª Câmara Cível Consumidor, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, defende que o cidadão tem – em meio à coletividade – o dever de ser responsável por suas escolhas de forma consciente. “O direito do consumidor não é um direito individual, que, em alguns casos, indevidamente, vêm se sobrepondo ao coletivo e gerando prejuízos a todos”, explica.

FenaSaúde – Na avaliação da presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, a relação entre consumidores e planos de saúde vem passando por uma transformação positiva. “As operadoras estão cada vez mais próximas dos beneficiários, quer seja pelos canais de relacionamento como ouvidorias e serviços de atendimentos ao consumidor ou pelas redes sociais e sites. O setor entende que a informação é importante para o beneficiário melhor utilizar seu plano. Por outro lado, as operadoras não são meras repassadoras de custos. A maioria das empresas investe em programas de promoção a saúde e prevenção da doença. Essas ações aproximam o consumidor e diminui o nível de insatisfação.”

Desde 2013, a ANS dispôs a obrigatoriedade de instituir ouvidorias nas empresas de planos de saúde. Para a presidente da FenaSaúde, a ouvidoria tem duas funções primordiais: ser a voz do cliente dentro da corporação e uma ferramenta estratégica de melhoria de processos. “O atendimento ao consumidor vem ganhando protagonismo e está hoje no foco de novas estratégias das empresas. Com essa nova realidade, essas equipes também desempenham o papel de aproximar esse cliente da empresa”.

Números dos Procons – Levantamento da FenaSaúde, a partir de dados de canais oficiais de atendimento ao cidadão, comprova redução do número de contestações nos últimos anos.  Segundo o Boletim do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) de 2017 – da Secretaria Nacional do Consumidor, ligado ao Ministério da Justiça, e que reúne os Procons de todo o país – nenhuma empresa do setor aparece em ranking das 50 mais questionadas. No ranking geral da publicação, o segmento aparece, atualmente, na 17º posição dentre os 20 listados, com apenas 1,33% do total de reclamações ou 29.376 queixas. Em 2016, o setor encontrava-se na 13º posição geral.

“Esse resultado reflete o investimento constante das operadoras e seguradoras na qualificação e aperfeiçoamento dos canais de atendimento ao consumidor, como os SACs e Ouvidorias. Na maioria dos casos, os questionamentos e as dúvidas dos consumidores são resolvidos com um simples contato com a empresa. Por isso, é importante frisar que o beneficiário leia e compreenda melhor seu contrato, pois muitas vezes questiona algo que não tem direito. Existe a visão equivocada que a aquisição de um plano de saúde dá direito irrestrito a todo e qualquer procedimento”, explica Solange Beatriz, que completa: “Os planos observam segmentação, Rol de procedimentos e as exclusões previstas em lei”.

Já no órgão regulador do setor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contabilizou 90.340 reclamações de beneficiários no ano passado – número semelhante a 2016 –, segundo o Relatório Anual de Fiscalização da entidade. Esse montante de reclamações representa 0,19% do total de 47,4 milhões de beneficiários de planos de saúde no ano passado.

Apesar da melhora dos indicadores de reclamações ao longo dos anos, a FenaSaúde reforça que, como em qualquer segmento econômico, há problemas que ainda devem ser superados. “Como o plano de saúde é o terceiro item mais desejado pela população, segunda pesquisa do Ibope, estamos sempre aprimorando a relação com o beneficiário. As operadoras e seguradoras investem em uma comunicação cada vez mais clara e objetiva junto ao consumidor. O resultado desse esforço começa a dar frutos com o melhor desempenho nos índices oficiais de reclamação. Estamos no caminho certo”, avalia Solange Beatriz.

José Cullen assume como subscritor de resseguro agrícola da XL na AL

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A XL Catlin nomeou José Cullen como subscritor sênior de resseguro agrícola na América Latina. José Cullen ficará baseado no escritório da XL Catlin Reinsurance no Brasil, reportando-se a Beat Krauer, Chefe de Resseguros Agrícolas.

Comentando sobre a nomeação de José Cullen, Peter Schmidt, CEO da Ásia-Pacífico, América Latina & Global Credit and Surety, destacou: “a América Latina continua sendo um mercado importante e crescente para nós e, como tal, estamos focados em recrutar os melhores talentos para todos os cargos. Como subscritor sênior, José liderará a subscrição de resseguro agrícola para a região e contribuirá para nossas iniciativas globais de desenvolvimento de produtos”.

Beat Krauer, chefe de Resseguros Agrícolas, acrescentou: “a profundidade da experiência de José nos setores de resseguros e seguros para a agricultura será muito benéfica à medida que continuamos a parceria com nossos clientes no Brasil e no resto da América Latina. Ele desempenhará um papel importante no fortalecimento do relacionamento com clientes, fornecendo serviços de valor agregado aos nossos clientes e ajudando-os a desenvolver novos produtos e oportunidades de negócios”.

José Cullen tem 25 anos de experiência nos setores de resseguros e seguros agrícolas. Ele se junta à XL Catlin vindo da Swiss Re Corso no Brasil, onde atuou como chefe da área de agricultura para a América do Sul. Além de sua responsabilidade pela subscrição para o mercado agropecuário e desenvolvimento de produtos, ele foi envolvido como especialista em agricultura em vários projetos em todo o mundo. Ele também trabalhou no setor de seguros, desenvolvendo produtos para a Seguradora Brasileira Rural no Brasil e Partner Re na Argentina. José Cullen é formado em agronomia pela Universidade de Buenos Aires, Argentina ,e tem Mestrado em Pesquisa de Solo e Avaliação de Terras pela Universidade de Wageningen na Holanda.

Alckmin sanciona lei que estabelece adesão automática dos servidores de SP à previdência complementar

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Os servidores paulistas com remuneração superior ao teto do INSS de R$ 5.645,80 serão inscritos automaticamente na Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (SP-PREVCOM) no momento em que entrarem em exercício no serviço público. A medida foi estabelecida pela Lei nº 16.675 sancionada pelo governador Geraldo Alckmin e publicada no Diário Oficial de 14/3.

As mudanças devem ser incluídas no regulamento do plano PREVCOM RP e submetidas à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Com a aprovação do órgão federal, passarão a ser aplicadas a todos os novos funcionários concursados.

A nova regra altera artigos da legislação que instituiu o regime de previdência complementar estadual com o objetivo de simplificar o acesso ao benefício. A partir desta mudança, a adesão do servidor ocorrerá no momento do efetivo exercício de sua função em cargo vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A norma legal estabelece também um prazo de 90 dias para que possa decidir se permanece ou não no plano. Em caso de cancelamento, é assegurada a restituição integral das contribuições em valores atualizados.

Para Carlos Henrique Flory, presidente da SP-PREVCOM, “a adesão presumida permite que o servidor tome contato imediato com a previdência complementar. Desta forma ele começa a poupar para a aposentadoria logo no início de sua carreira e a se beneficiar da rentabilidade do capital investido. Com maior tempo de contribuição, poderá assegurar uma renda mais elevada no futuro”. A contribuição paritária de até 7,5% do governo estadual começa a ser depositada simultaneamente. O aporte governamental é importante porque praticamente dobra o montante aplicado pelo participante.

A SP-PREVCOM, instituição gestora da previdência complementar dos servidores estaduais, mantém 21,3 mil participantes e R$ 871 milhões em patrimônio. Na avaliação da entidade, o número de inscritos deverá crescer com a entrada em vigor da adesão automática, com reflexos positivos no capital acumulado.

Previdência Complementar – O regime de previdência complementar foi instituído no Estado de São Paulo pela Lei 14.653 de dezembro de 2011 que criou a SP-PREVCOM e fixou como limite máximo o teto do INSS de R$ 5.645,80 para a concessão de aposentadorias e pensões pagas pelo RPPS.

Na fase inicial, a participação na Fundação era aberta aos novos servidores em cargos efetivos (RPPS) que entraram no serviço público a partir de 21 de janeiro de 2013, data de aprovação dos planos pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), e todos os vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

A partir de novembro de 2017, o acesso ao sistema de previdência complementar foi estendido a todos os funcionários públicos a partir da publicação da Portaria 1.071 da Previc e amparo legal dado pela Lei nº 16.391/2017 que permitiu a inclusão dos ativos anteriores à instituição do regime, vinculados exclusivamente ao RPPS.

Cesvi Brasil passa a ser controlado pela Solera Technology Centre, que tem a Mapfre como acionista

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A Mapfre anuncia que assinou hoje um acordo para venda do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) para a Solera Technology Centre (STC) – joint-venture entre o Cesvimap, empresa do Grupo Mapfre, e a norte-americana Solera Holdings, líder global em dados inteligentes e software como serviço (SaaS) para os segmentos automotivo, residencial e de gestão pessoal de identidade digital. A operação ainda depende da aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e outras condições de fechamento.

A mudança no controle vai permitir o fortalecimento das atividades do Cesvi Brasil em favor de soluções para os mercados automotivo e segurador, assim como para a sociedade, uma vez que a STC desenvolve estudos, pesquisas e serviços para ecossistemas de reparos de veículos e seguros em países em desenvolvimento e emergentes em todo o mundo.

“A troca de expertises vai garantir a continuidade dos projetos realizados pelo Cesvi, centro de pesquisa automotiva de referência no país que fornece informações concretas, precisas e de base técnica em favor de um trânsito mais seguro e da eficiência da reparação de veículos”, afirma Ignacio Juarez, CEO do Cesvimao. “Vamos seguir contribuindo com boas práticas e inovação, garantindo a continuidade dos serviços e contratos dentro das melhores condições de entrega e preço.”

“Estamos confiantes de que a decisão vai beneficiar os mercados automotivo e segurador brasileiro e também os consumidores, uma vez que o já reconhecido trabalho técnico e de inovação realizado e amplamente divulgado pelo Cesvi será complementado pelas ferramentas tecnológicas do STC”, comenta Wilson Toneto, CEO da Mapfre no Brasil.

Estratégia semelhante foi adotada na China, onde Mapfre e Solera já gerem em parceria a operação da STC CesviChina desde 2015, de forma a reforçar a presença de ambos os grupos no crescente mercado automotivo chinês, que deve se tornar o maior no mundo. “A oportunidade para adquirir e investir no Cesvi Brasil e sua ótima equipe faz parte da estratégia global da STC para levar aos mercados não apenas dados inteligentes, mas também permitir o aprofundamento de pesquisas que ajudem na tomada de decisão transparente ao longo do ciclo de vida do veículo”, diz Tony Aquila, fundador, presidente e CEO da Solera.

O STC foi criado em 2009 para impulsionar a capacidade e a ambição das empresas de difundir o conhecimento no mundo do reparo automotivo, por meio de ferramentas tecnológicas e treinamento técnico.

Prudential vai cindir negócios britânicos e europeus para focar em mercados de rápido crescimento

Fonte: Reuters, Por Ben Martin e Carolyn Cohn e Simon Jessop

A Prudential vai cindir seus negócios britânicos e europeus de suas operações internacionais, dividindo a seguradora de 170 anos para se reorientar nos mercados de rápido crescimento, na mais recente grande mudança do setor.

As seguradoras britânicas estão mudando de conduta para reduzir a exposição a produtos de capital intensivo após a introdução de regras rigorosas de solvência na Europa, ao mesmo tempo que buscam maneiras de lidar com a crescente pressão sobre as taxas.

A Prudential disse que está separando a M&G Prudential, com foco em poupança e investimento, que terá como sede Londres, deixando a Prudential Plc focada em seguros de vida e administração de ativos nos mercados em rápida expansão da Ásia e África, bem como dos Estados Unidos, que são bem menos regulados do que a Europa.

O negócio internacional também permanecerá sediado e listado em Londres, liderado pelo presidente-executivo Mike Wells. “Estamos buscando crescer a parte que não exige muito capital”, disse Wells sobre a M&G Prudential, acrescentando que a unidade vai “competir domesticamente” por pessoas e capital.

A Prudential também mudará a entidade legal para suas subsidiárias de seguros de Hong Kong da Grã-Bretanha para a Ásia, reduzindo ainda mais a exposição às regras de capital europeias.

SulAmérica Saúde registra 68 milhões de exames em 2017

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A SulAmérica, maior seguradora independente do País, registrou em 2017 números expressivos na operação de assistência aos beneficiários de planos de saúde da companhia. Ao longo do ano, foram cobertos mais de 68 milhões de exames, 11 milhões de consultas médicas, 290 mil hospitalizações e 26 mil partos realizados por segurados, que também puderam usufruir de R$ 70 milhões em descontos na compra de medicamentos por meio do Benefício Farmácia.

Os dados registrados pela companhia refletem o compromisso da SulAmérica em atender com excelência às necessidades dos segurados, em equilíbrio com uma gestão disciplinada de recursos e uma forte atuação em gestão de saúde populacional. Por meio do programa Saúde Ativa, a SulAmérica tem apoiado os segurados na adoção de um estilo de vida mais equilibrado, de modo que tenham melhores condições de administrar a própria saúde e prevenir doenças.

“Temos fomentado um maior envolvimento do segurado nas decisões sobre a própria saúde. Beneficiários mais conscientes finalizam seus tratamentos, buscam exames realizados e realizam consultas de retorno no tempo correto. Ou seja, cuidam melhor da saúde e utilizam o plano de forma adequada. Acreditamos que, com isso, temos contribuído com o bem-estar dos segurados, aumentando sua satisfação e, ao mesmo tempo, reduzindo a sinistralidade”, afirma a diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica, Dra. Erika Fuga.

Destacam-se, ainda, os investimentos consistentes em tecnologia para tornar a utilização do plano de saúde cada vez mais ágil e simplificada. No aplicativo SulAmérica Saúde, que já acumula 1 milhão de downloads, é possível acessar carteirinha virtual, rede médica referenciada, extrato de utilização, lista de medicamentos com desconto e chat com a central de atendimento, por exemplo. Em 2017, a SulAmérica lançou serviços mobile pioneiros como o reembolso digital para consultas médicas de até R$ 1 mil e o Pediatra em Casa, que permite agendar atendimento pediátrico em domicílio. Neste ano, a grande novidade é o aplicativo Sharecare, ferramenta de e-health com foco na qualidade de vida dos segurados.

Aon Brasil anuncia Paulo Niemeyer Neto como diretor para a área de Marine

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A consultoria e corretora de seguros Aon anuncia o novo diretor para a área de Marine, ou Riscos Marítimos, Paulo Niemeyer Neto. O executivo é formado em Administração, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), têm pós-graduação na área de Oil & Gas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialização internacional em Houston, Londres e Noruega.

Niemeyer assume este novo desafio, atuando em conjunto com a diretoria de Oil & Gas, cargo que ocupa atualmente. O objetivo é atuar no desenvolvimento e crescimento do mercado de Marine.

O executivo possui mais de 15 anos de experiência em riscos de grande porte do setor de Exploração e Produção, tanto no mercado local quanto mundial. Também conta com expertise no gerenciamento de programas de seguros de empresas instaladas no Brasil e no exterior. Além disso, já participou de diversos roadshows com grandes companhias do mercado internacional.

“Receber um desafio como este é uma enorme satisfação e reconhecimento do meu trabalho desenvolvido na Aon. Acredito que a minha experiência, oriunda, principalmente, do setor de Oil & Gas, será um grande diferencial para contribuir na elaboração de estratégias assertivas, que reforcem a imagem da empresa como referência no mercado de seguros Marine”, afirma Niemeyer.

Carsten William Scheffel, membro do Conselho da AGCS, vê Brasil como prioritário dentro da estratégia global

Carsten William Scheffel, 60 anos, um canadense que começou sua carreira subscrevendo riscos especiais em 1978, vê o Brasil como um importante mercado para o grupo alemão. “É mais do que importante para nós. É  uma parte essencial do nosso portfólio”, diz  o membro do Conselho de Administração da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) sediado em Londres e responsável pelas operações comerciais do grupo na América do Sul. É para ele que Angelo Colombo, CEO South America Region, se reporta. Segundo ele, o grupo investe mais de 100 milhões de euros em projetos que visam desenvolver processos e sistemas internos inovadores que oferecerão melhores serviços para os clientes e novas orientações para os negócios.

Veja os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguros:

 

Quão importante é o Brasil para a AGCS?

Primeiro porque é uma economia global entre as 10 maiores mercados, com previsões de crescimento atraentes para o futuro. Fora isso,  temos grandes clientes brasileiros que nos procuram para atendê-los internacionalmente. Temos multinacionais de dezenas de países em todo o mundo, que contam com nós para ajudá-los no Brasil e na América do Sul. Nós vamos onde nossos clientes vão. É tão simples quanto isso. Também é importante para nossos planos de crescimento futuros. Estamos confiantes de que a economia brasileira tenha um futuro robusto, apesar dos recentes desafios, e à medida que as empresas locais crescem, queremos fazer parcerias com elas no Brasil e internacionalmente.

Qual é o impacto do Brexit em sua empresa?

Em primeiro lugar, vemos o impacto na economia, na medida em que a situação atual gera incertezas e a incerteza é ruim para nossos clientes. Mas como uma empresa global com raízes europeias, legalmente uma Societas Europaea ou SE, incorporada e autorizada na European Economic Area (EEA), estamos bem preparados para absorver quaisquer mudanças que surjam com o Brexit. Acreditamos que o impacto real sobre o negócio do dia a dia será limitado, embora, claro, precisamos fazer mudanças legais para acomodar os regimes separados.

E como ficam os riscos que passam pelo Lloyd’s of London?

Alguns grandes riscos internacionais, resseguros e seguros em camadas que tradicionalmente passam pelo mercado de Londres agora podem ter acesso ao mercado de uma maneira diferente. A AGCS no Reino Unido solicitou aos reguladores locais para ser reautorizada como uma Third Country Branch (TCB) para atender os efeitos no momento do Brexit. Com isso, a AGCS permanecerá a mesma entidade jurídica em todo o Reino Unido e na UE após o Brexit.

Mas não será uma transição simples…

Algumas empresas de seguros do Reino Unido atualmente contam com o carimbo ‘Freedom of Services’ (liberdade em serviços) na União Europeia, que é o direito de prestar serviços empresariais de forma transfronteiriça no Espaço Econômico Europeu (EEE) para subscrever negócios da UE no Reino Unido. Muitas companhias tiveram de criar empresas separadas na UE para ter  autorização para negociar. O próprio Lloyd’s of London abriu uma filial em Bruxelas. Como resultado, é preciso negociar transferências de portfólio para a nova entidade da UE. Isso leva muito tempo e esforço, mas, felizmente devido à abordagem de entidade única, isso não foi necessário para a AGCS.

Além do Brexit, tem o desafio da revolução digital. Quais as mudanças nos produtos hoje, em comparação com dois anos atrás?

Nosso portfólio de negócios em termos de mix de clientes não mudou muito. Mas os riscos subjacentes certamente estão mudando. O risco cibernético e os riscos da cadeia de suprimentos são bons exemplos do cenário de mudança de risco. O ciber evoluiu rapidamente para uma linha de produtos convencional e esperamos que esse rápido crescimento continue e que o próprio produto evolua – talvez incluindo outros riscos intangíveis, como problemas decorrentes de danos à reputação. O risco da cadeia de suprimentos continua a se desenvolver à medida que a globalização da produção se expande, o que resulta em redes cada vez mais complexas de fornecedores. Agora, não é suficiente para um gerente de risco saber quem são seus fornecedores diretos; eles precisam ser capazes de identificar os fornecedores de seus fornecedores e mesmo além desse nível, de modo que seus insumos críticos de negócios sejam mapeados e protegidos em caso de ruptura na cadeia.

Riscos cibernéticos e interrupção de negócios são prioritários para nossos clientes e, portanto, para nós

O que você consideraria como os três principais riscos para as empresas em 2018?

No final de 2017, quase 2 mil entrevistados responderam questões que foram consolidadas no estudo Barometer Risk. Globalmente, a “Interrupção de Negócios”  lidera o ranking de riscos mais temidos. Logo atrás temos o risco cibernético, que avançou rapidamente nos rankings nos últimos anos. Catástrofes naturais veio em terceiro lugar, refletindo o impacto extensivo de tais eventos durante 2017.  No Brasil, o risco cibernético ​​agora é considerado o principal risco para as empresas, ocupando o primeiro lugar pela primeira vez, seguido da interrupção de negócios,  e da volatilidade da economia e das flutuações do mercado.

O senhor acredita que riscos cibernético potencializa outras perdas?

Interrupção de negócios e risco cibernético estão intimamente relacionados. Muitas vezes o impacto do risco cibernético é sentido através da interrupção do negócio. Por exemplo: um vírus ou um pedido de resgate que impeça os processos comerciais normais  como vimos com alguns ataques como WannaCry ou Petya em 2017. As perdas econômicas estimadas por WannaCry poderiam eventualmente atingir US $ 8 bilhões.

Riscos tradicionais, como incêndio, ainda são importantes?

Os riscos tradicionais não devem ser subestimados. Incêndios e explosões são muitas vezes as causas de algumas das maiores perdas no seguro industrial. Nossa análise de sinistros mostra que o incêndio e a explosão foram a principal causa de interrupção do negócio, responsável por 59% das perdas com um valor médio de perda de 1,7 milhões de euros a nível mundial, com algumas reivindicações que se estendem para centenas de milhões ou em casos excepcionais, como 2015 explosão no porto de Tianjin. Perdas de bilhões para a economia e empresas, bem como para o mercado segurador que indenizou boa parte delas.

Como  apoiar os gerentes de risco na gestão dos riscos identificados no estudo Barometer 2018?

Continuamos a expandir a nossa oferta de risco cibernético, muitas vezes trabalhando em parceria com especialistas. Recentemente, anunciamos um grande lançamento de co-produtos com a Apple, Aon e Cisco Systems para oferecer cobertura especial para clientes da Apple e da Cisco. Nós nos juntamos com a Cyence, uma empresa de modelagem e análise de risco cibernético baseada no Vale do Silício para aumentar nossas capacidades de análise de risco cibernético. Usando sua plataforma de análise cibernética, podemos avaliar exposições cibernéticas de forma individual para grandes empresas. Isso significa que temos uma compreensão muito mais detalhada de seus riscos cibernéticos e podemos adaptar a cobertura para atender às suas necessidades.

E para lucros cessantes?

Para interrupção empresarial isso é efetivamente coberto por nossas principais linhas de produtos, que abordam não apenas perdas diretas, mas também perdas decorrentes de eventos que afetam fornecedores, conhecidos como Interrupção de Negócios Contingentes. Estamos desenvolvendo novas ferramentas para ajudar a mapear o risco da cadeia de fornecimento usando dados importantes, para que possamos pautar os gerentes de risco a entender e gerenciar suas exposições muito além de seus suprimentos imediatos, até sua cadeia de suprimentos.

E as catástrofes são um risco à parte…

O risco de catástrofe natural também está bem estabelecido e a chave aqui é uma resposta de pagamentos de indenizações logo após um evento para ajudar a recuperar os negócios. Nós vimos isso no ano passado, onde nossos reguladores de sinistros estavam vivendo em hotéis por semanas, regulando e apoiando nossos clientes dia após dia nas reivindicações solicitadas imediatamente após os furacões dos EUA. Estou realmente orgulhoso do serviço que eles prestaram quando ouvi o feedback dos nossos clientes. Realmente faz a diferença ter pessoas por perto quando precisamos mais.

Quais são os principais investimento em 2018 em sua área?

Novas tecnologias e digitalização redefinirão nossos negócios. Estamos investindo quase 100 milhões de euros em gastos externos neste ano. São projetos que visam desenvolver nossos processos e sistemas internos que oferecerão melhores serviços para os clientes, mas também centrados na inovação e novas orientações para nossos negócios.

Poderia especificar os investimentos?

Especificamente, estamos explorando proativamente como podemos combinar dados importantes, tecnologia como análise de dados e nossa experiência para desenvolver novos produtos e soluções para nossos clientes. Por exemplo, trabalhamos com o US InsurTech Praedicat para identificar os riscos de responsabilidade da próxima geração através de grandes dados, combinando sua análise de dados e modelagem preditiva com nossa análise de portfólio e abordagem de avaliação de risco, que é baseada em análises históricas de dados de perda e avaliações de engenharia de risco. A combinação dos dois nos permite identificar e avaliar melhor os riscos de responsabilidade futura de uma forma única para indústrias ou empresas.

E em blockchain, quais as iniciativas?

O uso do blockchain, onde desenvolvemos vários conceitos, incluem um protótipo para gerenciar programas de seguros cativos. O blockchain tem algum caminho a seguir para entrar no convencional, mas existem potenciais benefícios em termos de velocidade, clareza de informação, rastreabilidade de decisões e transações e eficiência de processos.

Quais são os benefícios dessas tendências?

A digitalização, a disponibilidade de grandes dados e as ferramentas para analisá-lo, as expectativas dos clientes e os riscos cada vez mais complexos e novos, para não mencionar os riscos existentes, como a cadeia de suprimentos, as mudanças climáticas e as exposições crescentes à responsabilidade são alguns dos muitos fatores. O setor de seguros industriais enfrenta grandes mudanças e a única maneira de se manter atualizado para atender às necessidades de nossos clientes é explorar ativamente como podemos aproveitar tais tendências para que todos ganhem com a evolução tecnológica, dos riscos e da sociedade.