OdontoPrev divulga lucro de R$ 82 milhões no 1o. tri 

A OdontoPrev divulgou  lucro líquido de R$82 milhões no primeiro trimestre de 2018, 18,9% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Em 31 de março, o caixa líquido era R$522 milhões, sem nenhuma dívida, ressalta a empresa em comunicado. A receita líquida consolidada cresceu 5,4% no período, para R$ 370,4 milhões, puxada pelo segmento de massificados, cuja receita subiu 10,8% na comparação anual. O tíquete médio consolidado de R$20,53 foi 5,6% superior. O número de beneficiários superou 6,3 milhões, com adição líquida de 29 mil vidas, em comparação à queda de 54 mil vidas no primeiro trimestre de 2017.

A sinistralidade média ficou em 41,9%, inferior à de 45% do mesmo período do ano anterior. A provisão para perdas sobre créditos foi de 3,6%, menor em relação aos 4,6% de 2017. O EBITDA ajustado atingiu R$106 milhões, maior 17,7%, com expansão de margem EBITDA ajustado em 3,0 pontos percentuais para 28,7%. Nos últimos doze meses o EBITDA ajustado atingiu R$ 368 milhões, alta de 21,6% em relação ao período anterior, com margem de 25,2%.

Mais uma negociação em saúde: Porto Seguro vende para DaVita

fusões aquisicoes

Comunicado

A DaVita e a Porto Seguro informam que firmaram um contrato para a venda dos Centros Médicos Portomed – dez unidades localizadas em São Paulo, Osasco, Guarulhos, Taboão da Serra e São Bernardo do Campo.

“A DaVita é uma empresa global, presente em 12 países e reconhecida por sua experiência na gestão de clínicas independentes. Nosso objetivo com essa negociação é oferecer um atendimento ainda mais especializado aos nossos segurados, inclusive com a expansão da rede de clínicas”, assegura Roberto Santos, presidente da Porto Seguro.

“Estamos felizes por dar início às atividades da DaVita Serviços Médicos no Brasil com um parceiro como a Porto Seguro, que compartilha a mesma paixão pela excelência em serviços e compromisso com elevados padrões de qualidade, trazendo aos nossos pacientes a melhor solução de saúde”, afirma Mauro Figueiredo, CEO da DaVita Serviços Médicos.

A DaVita Serviços Médicos e Porto Seguro irão se empenhar em realizar uma transição suave e sem impactos aos atuais clientes dos Centros Médicos Portomed e Corretores. Os segurados continuarão a ser atendidos normalmente sem qualquer intercorrência na prestação de serviço.

A transação será submetida ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e será finalizada somente após a sua aprovação e o cumprimento de outras condições acordadas.

Marsh entra com Zurich na disputa por plano de previdência individual

 

Release

A corretora Marsh e a seguradora Zurich anunciaram uma parceria para comercializar um plano de previdência complementar aberta (PGBL e VGBL) para pessoa física com isenção de taxas de carregamento de entrada e de saída. A venda do produto será por canal digital no site Club MMB (www.clubmmb.com.br).

Inicialmente, a oferta será feita para a base de 400 mil colaboradores, e a partir do segundo ano para 1,5 milhão. Com aporte mensal mínimo de R$ 100,00, o plano foca no investidor conservador, moderado e agressivo. “Com o aumento da expectativa de vida, e as pessoas se mantendo ativas cada vez mais, física e economicamente falando, junto ao desejo de ter qualidade nesse período, num cenário que conflita com as incertezas da Previdência pública, é essencial estimular a preparação financeira para esse público”, afirma Carla Contini Gomes, gerente de worksite da Marsh Brasil.

Os planos da Marsh são segmentados para funcionários de empresas clientes que hoje já adquirem seguros (auto, residencial, viagem, portátil, PET e bike) através do ClubMMB, plataforma de venda de produtos e serviços exclusivos para esses colaboradores. Uma plataforma moderna e dinâmica com condições diferenciadas em relação aos praticados no mercado.

Inicialmente, a oferta será feita para 400 mil colaboradores. E, a partir do segundo ano, o objetivo é oferecer para 1,5 milhão de funcionários. “É uma oportunidade para o trabalhador contratar um plano individual para o filho, ou para alguém da família que esteja em busca de um plano para ajudá-lo a administrar e constituir uma reserva financeira de longo prazo para complementar a renda na aposentadoria”, afirma a gerente. “Ou mesmo que o trabalhador já tenha um plano de previdência empresarial, ele também pode contratar mais esse plano individual e, assim, ter dois planos para potencializar a rentabilidade de suas economias”, complementa.

A Zurich, seguradora global com mais de 70 anos de atuação no mercado brasileiro, tem como missão conhecer os riscos e oferecer soluções para que as pessoas possam se proteger. E, com isso, ampliar seus canais de distribuição é uma estratégia cada vez mais valorizada e adotada pela companhia. A parceria com a Marsh vem para corroborar essa tática.

“A Zurich vem nos últimos anos investindo no mercado de previdência como um grande produto do futuro. Discutimos muito isso dentro da companhia e sabemos da necessidade da população quanto ao plano de previdência complementar”, afirma Carlos Tejeda, diretor de Distribuição de Vida e Previdência da Zurich.

De acordo com dados do Estudo IPG (Income Protection Gap), realizado pela Zurich e Universidade de Oxford nos últimos três anos, o brasileiro ainda precisa se conscientizara da importância de garantir uma proteção de sua renda no futuro. A pesquisa apontou que 72% dos brasileiros não teriam renda para se manter mais de seis meses, caso houvesse uma perda repentina, e 28% não teria como custear seus gastos por mais de um mês. Ambos os índices do Brasil estão acima da média global, 67% e 20%, respectivamente.

“É importante que todos entendam a importância de um planejamento financeiro adequado para aposentadoria. Somos uma empresa global, comprometida com o desenvolvimento dos mercados em que atuamos, buscamos trazer soluções, facilitar o acesso às informações, aos planos de previdência complementar e, dessa forma, contribuir para que a sociedade como um todo esteja mais protegida”, explica Carlos Tejeda.

 

Projeto que modifica o seguro rural passa na CRA

Fonte: Agência Senado

A Comissão de Agricultura (CRA) aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de Kátia Abreu (PDT-TO) que altera mecanismos de subvenção governamental ao seguro rural (PLS 185/2017).

A proposta permite que o prêmio dos contratos de opções de venda negociados por meio da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F) possa ser subvencionado com recursos do orçamento público.

O texto ainda amplia a cobertura do seguro, passando da proteção contra apenas riscos climáticos para garantir também outros tipos de riscos, como epidemias, questões relativas à comercialização ou variações cambiais.

O projeto inclui também a equalização do seguro rural, além da equalização de juros em empréstimos rurais e da garantia de preços, entre os itens abrangidos pela legislação do pais (lei 8.427).

– Esta lei, ao ampliar o financiamento, contribuiu muito para que a agricultura e a pecuária alcançassem os ganhos de produtividade admiráveis que vimos nas últimas décadas – destacou durante a votação o relator da proposta, senador Wellington Fagundes (PR-MT).

O texto modifica ainda a Lei de Subvenção do Seguro Rural (lei 10.823), transferindo o encargo da equalização dos prêmios deste seguro do Ministério da Agricultura (MAPA) para a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. O projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos.

Travelers lucra US$ 669 milhões no trimestre

A seguradora Travelers registrou lucro líquido de US$ 669 milhões (US$ 2,42 por ação) no primeiro trimestre, uma alta de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro operacional subiu 10%, a US$ 678 milhões (US$ 2,46 por ação). A receita cresceu 5%, a US$ 7,29 bilhões.

Mongeral Aegon Investimentos ultrapassa R$ 3 bi em ativos

A Mongeral Aegon Investimentos superou, em abril, a marca de R$ 3.2 bilhões em ativos sob sua gestão. Criada em 2013, a partir da boa gestão dos ativos da seguradora do grupo, a asset tem apresentado crescimento médio superior a 50% ao ano no total de recursos administrados. Os ativos de clientes externos já representam aproximadamente 70% dos ativos administrados. “A superação desta marca representa o quanto o mercado tem percebido o valor do trabalho realizado pela nossa equipe”, comenta Claudio Pires, diretor da Mongeral Aegon Investimentos, em nota divulgada.

Eric Lundgren assume como novo CEO da Scor Re

Eric Lundgren assume como novo CEO da Scor Brasil Resseguros. O executivo possui mais de 20 anos de atuação na indústria do seguro. Mais recentemente ocupou o cargo de vice-presidente de estratégia e desenvolvimento da Prudential Financial, no Rio de Janeiro.

Sua carreira no seguro teve início na Allianz onde, durante 15 anos, ocupou diversos cargos em diferentes regiões. Começou como assessor do CEO para América Latina, no Brasil, sendo guindado para a sede da empresa em Munique, onde atuou em vários departamentos. Em 2008, se tornou diretor da Allianz Seguros para a Região Ibérica e América do Sul, estando baseado em Barcelona.

Lundgren é formado em Economia pela PUC-RIO, obteve o Master Degree em Finanças pelo IAG/PUC-RJ e o MBA da Cranfield School of Management, no Reino Unido.

FenSeg lança cartilha sobre seguro de condomínio

Release

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) lançou a cartilha “Entenda o Seu Seguro – O Seguro de Condomínio – Orientações para o Consumidor”, com o objetivo de esclarecer e orientar o consumidor sobre questões importantes em relação à contratação e à utilização dessa carteira de seguros. A publicação é parte dos esforços da FenSeg em prol da educação em seguro, fundamentais para fortalecer os vínculos do setor de seguros com o seu principal público: os consumidores.

O seguro de condomínio é de contratação obrigatória e se destina a condomínios de uso residencial, comercial e misto. A cobertura básica simples garante a proteção contra danos causados pelos riscos de incêndio, queda de raio dentro do terreno, explosão por qualquer natureza e queda de aeronave.

O condomínio também pode optar pela cobertura básica ampla, que protege o condomínio de ocorrências que podem causar dano à estrutura do prédio, como incêndios, explosões, fumaças, quedas de aeronaves, vendavais, impactos de veículos, danos elétricos, quebras de vidros, chuveiros automáticos, tumultos, greves e lock out, portões, alagamento, desmoronamento e vazamento de tanques ou tubulações, exceto eventos excluídos, devidamente detalhados nas condições gerais do seguro.

NotreDame Intermédica estreia na B3

O Grupo NotreDame Intermédica marcou a sua oferta pública inicial de ações (IPO) e o início da negociação de suas ações no segmento Novo Mercado com o ticker GNDI3 hoje na B3.

No dia de sua estreia na B3, as ações da NotreDame Intermédica operam com forte valorização de 17,82% a R$ 19,44. Na semana passada, a operada de planos de saúde havia precificado o valor de seus papeis para o IPO em R$ 16,50. Segundo informações da agência Estado, a procura dos investidores pelo papel da companhia foi elevada, superando em cinco vezes a oferta apresentada, sendo 75% dos investidores são estrangeiros.

Os controladores da companhia esperavam movimentar algo em torno de R$ 2,6 bilhões considerando o preço médio de R$ 16,00 por ação. Com o ativo precificado, será levantando cerca de R$ 2,7 bilhões com o IPO. Deste total, R$ 341,4 milhões irão para os acionistas vendedores na oferta, enquanto R$ 2,4 bilhões entrarão no caixa da companhia.

A Hapvida precifica hoje suas ações e há boatos de que teria demanda três vezes superior sua oferta inicial, com a faixa de intervalo entre R$ 20,41 e R$ 25,66.

Durante o discurso de abertura da cerimônia, Gilson Finkelsztain, ressaltou que o Grupo NotreDame Intermédica é a primeira empresa a realizar seu IPO submetendo-se ao novo regulamento do Novo Mercado. “Essas recentes mudanças tornaram a entrada das empresas neste segmento mais rígida, mas também mais transparente e capaz de agregar valor significativo às companhias listadas”, afirmou em nota enviada aos jornalistas.

De acordo com o CEO do Grupo NotreDame Intermédica, Irlau Machado Filho, “hoje damos um gigantesco passo rumo a nossa missão de tornar saúde de qualidade acessível a gerações de brasileiros. Ao longo dos últimos anos, desde a chegada da Bain Capital, traçamos um ambicioso plano de aquisições e maciço investimento em Rede Própria de atendimento”, disse.

Segundo ele, neste período, o grupo reestruturou o portfólio de produtos, reformou hospitais e Centros Clínicos, qualificou a Rede Hospitalar, reposicionou a marca e revolucionou a estratégia comercial. “Isso permitiu triplicarmos de tamanho nos últimos quatro anos. Crescemos muito, mas de maneira sustentável e sem perder de vista a qualidade de nossos serviços. Tudo isso serviu para chegarmos nesse momento confiantes e certos de que temos muito mais a oferecer. Somos uma empresa sólida, com 50 anos de mercado e, aproveito este momento tão especial, para reafirmar nosso compromisso com a qualidade e o acolhimento.”

Com a realização de seu IPO, o Grupo NotreDame Intermédica passa a ser a 141ª empresa listada no Novo Mercado, que conduz as empresas ao mais elevado padrão de governança corporativa. As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON).

Artigo: Iceberg dos custos

Fonte: O Globo
Por Solange Beatriz Mendes

Quando um bloco de gelo se desprende de uma geleira, muitas vezes não se tem ideia de seu tamanho, de sua magnitude, porque a maior parte dessa massa está submersa, longe dos olhos. Com os custos na área da saúde privada, é semelhante. O seu efeito parece ter a ver apenas com o que está acima da linha d’água — o aumento das mensalidades. Em 2018, a discussão será em um cenário da mais baixa inflação dos últimos 20 anos. Como explicar que o reajuste deva vir acima da inflação? Para compreender esse fato, não bastará olhar para a ponta do iceberg.

As operadoras de planos de saúde são as únicas reguladas e fiscalizadas pelo governo, com processos consolidados e transparentes de prestação de contas. Mesmo assim, 85% dos custos das operadoras não são por elas gerenciáveis. É a imensa massa abaixo da linha d’água do iceberg. A alta proveniente dos serviços médicos é repassada ao consumidor. Para cada R$ 100 recebidos, o setor gasta R$ 99,3. Poucos sabem que, nos últimos dez anos, em termos práticos, o setor só conseguiu se sustentar pelo resultado financeiro das reservas que protegem os riscos.

Embora o crescimento dos gastos da saúde seja uma realidade no mundo todo, o Brasil chama a atenção. A nossa inflação médica está entre as dez mais elevadas em 2016, segundo relatório da consultoria Aon Hewitt. O que pesa nesse resultado? O avanço da tecnologia médica e o aumento da utilização dos serviços médicos. Por exemplo, a quantidade de utilizações aumentou 6,4% de 2015 para 2016, totalizando 1,4 bilhão de procedimentos (o equivalente a quatro milhões de procedimentos/dia), mesmo tendo ocorrido a perda, no mesmo ano, de 1,5 milhão de consumidores.

Por isso, quando comparada com os índices de inflação, a variação dos gastos com saúde vem aumentando consideravelmente. Entre 2008 e 2016, o IPCA atingiu 65,2%, contra despesas assistenciais médico-hospitalares per capita da ordem de 142,8%, sendo que o reajuste autorizado pela ANS foi de 104,2%. A conta não fecha.