Armando Vergílio se afasta da presidência da Fenacor para disputar eleições

No dia 6 de maio, o Jornal Opção divulgou que Armando Vergílio, presidente da Fenacor, filiado ao partido Solidariedade em Goiás, havia decidido disputar mandato de deputado estadual. “Ele vai dobrar com o filho, o deputado federal Lucas Vergílio”, diz o texto. O objetivo do empresário, afirma a matéria, é fortalecer a campanha do filho, mas também aumentar a força do Solidariedade na política local (leia-se: no relacionamento com o governo do Estado). Se eleito, vai chegar tentando ser presidente da Assembleia Legislativa. Armando Vergílio iria ocupar a Secretaria de Trabalho do governo de Goiás. Não vai mais. O Solidariedade vai indicar outro nome.

Vergilio, na época, desmentiu a notícia para o blog Sonho Seguro. Mas na última sexta-feira, a Fenacor distribuiu o seguinte comunicado: Em razão do pedido de licença do presidente da Fenacor, Armando Vergílio, o 1º vice-presidente, Robert Bittar, assume a presidência da Federação a partir desta data. Bittar afirma que neste período de interinidade, as ações da Fenacor serão conduzidas da mesma forma de sempre em atendimento às demandas dos filiados e da categoria, e que eventuais fatos novos serão, como de praxe, avaliados pela diretoria da entidade, pois, como dito, trata-se de interinidade e os objetivos da instituição foram sempre claros e definidos.

Ou seja, certamente o mercado segurador terá mais um aliado no Congresso Nacional caso Vergílio pai consiga vencer nas urnas. Vale lembrar que o mercado seguradora tem registrado cerca de 100 mil corretores de seguros e Armando Vergílio foi reeleito presidente da Fenacor para o mandato 2018-2022. “Neste momento em que o mercado e os corretores enfrentam tantos desafios, é fundamental essa demonstração de união das nossas lideranças, para que possamos continuar trabalhando em sinergia na defesa de nossas bandeiras. São os corretores colaborando com o mercado de seguros brasileiro. Corretores e seguradoras estão do mesmo lado e quando essa sinergia ocorre é maravilhosa, acrescentou”, disse ele em cerimônia de posse na abertura do 3° Congresso de Corretores de Seguros do Nordeste, que aconteceu em Maceió, nos dias 31 de maio e 01 de junho.

BTG Pactual lança planos de previdência corporativa em sua plataforma digital

O BTG Pactual digital – plataforma de investimentos 100% online do BTG Pactual – começa a oferecer planos de previdência corporativa. Quando uma empresa adere ao plano, seus funcionários recebem a conta digital sem qualquer custo de abertura, manutenção ou mesmo tarifas para envio de TED ou DOC.

Segundo comunicado do banco, além do acesso via app ou site, o diferencial desse novo plano de previdência corporativa é o conceito de arquitetura aberta, onde o participante tem acesso a gestores independentes como ADAM, SPX, VINCI, CONSTELLATION, além do próprio BTG Pactual Asset”, explica Marcelo Flora, sócio do BTG Pactual e head do BTG Pactual digital e da BTG Pactual Vida e Previdência.

Lançado em dezembro de 2016, o BTG Pactual digital pretende nos próximos quatro anos ter 10% dos atuais R$ 800 bilhões que compõem o mercado de varejo de alta renda.

 

Cobertura acessória de greve dá direito a indenização por perdas com a carga

Ricardo Guirão, diretor de transportes da Aon Brasil, contou um pouco mais ao blog Sonho Seguro sobre como funciona o mercado segurador em relação a greves, visto que esse é um tema que costuma ser recorrente em ano eleitoral. Veja abaixo algumas considerações a respeito da greve dos caminhoneiros, que durou nove dias em todo o país.

Quais perdas podem ser cobertas e quais estão fora do seguro?

No seguro dos embarcadores, proprietários das cargas ou responsáveis legais, se contratado a cobertura adicional de greves estão cobertos as perdas ou danos ocorridos a carga transportada em decorrência da ação de grevistas,  greve,  “locaute”, distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis. Não estão cobertos os danos ocorridos a carga em  decorrência da demora,  atraso, não entrega da mercadoria ao destino final e/ou qualquer outro dano que não esteja  diretamente ligado ao dano a carga, ou seja o objeto do seguro.

Que tipo de questões os clientes estão levantando?

Em especial estamos recebendo diversas consultas relativas a cobertura de variação e deterioração de mercadorias refrigeradas ou congeladas. Neste caso, o seguro só garante cobertura se houver dano a carga causado pela ação de grevistas,  greve,  “lock-out”, distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis ou quebra de maquinas frigorificas, desde que o cliente tenha tais coberturas contratadas. Salientamos que a simples variação de temperatura ocorrer em decorrência da demora da entrega do destino final, a apólice dentro das coberturas padrões, não contempla amparo securitário. Destacamos ainda que os riscos relacionados a greve não possuem cobertura adicional para os  seguros obrigatórios de transportadores – RCTR-C. 

Como as empresas estão apoiando seus segurados neste momento?

A Aon com o objetivo de apoiar os seus clientes está colocando toda a equipe técnica a disposição dos segurados para tirar dúvidas e poder negociar junto as seguradoras do mercado possíveis prorrogações do prazo de duração dos riscos, possibilidade de inclusão da cobertura de greve  ou aumento do limite de garantia por ocasião de acúmulos de riscos.

Há planos de contingenciamentos já acionados?

Sim, o departamento técnico de transportes da Aon por intermédio da área de marketing divulgou na semana passada  para todos os seus clientes orientações sobre a cobertura de greves e os procedimentos básicos para gerenciamento do risco, comentando sobre os principais tópicos de atenção relacionados ao tema.

Qual a recomendação de gerenciamento de risco neste momento?

Devido às manifestações e paralisações, a Aon orienta:

  • Evitarem as rodovias utilizadas pelos manifestantes e procurar alternativas para o trajeto, sem que a mudança exponha risco ainda maior para o motorista e à carga;
  • Criarem planos de ação específicos com a Gerenciadora de Risco responsável pela operação para informar possível alteração da rota, de horários, paradas etc;
  • Procurarem o máximo de informação sobre as rodovias que desejam trafegar, e sob qualquer dúvida ou alerta de paralisação; não iniciar viagem;
  • Não tentarem passar nas estradas que estão sendo bloqueadas pelos caminhoneiros pois pode haver depredação do veículo e carga;
  • Veí­culos estacionados em Postos de Serviços ao longo de Rodovia devem estar: bloqueados (comando de bloqueio ativo), com monitoramento de contingência com redução da FPP (Frequência de Pedido de Posição) para rastreadores que se enquadram no perfil;
  • Havendo acúmulo de carga nos depósitos, verificar a possibilidade e ampliar a segurança patrimonial em efetivo e/ou nos processos contingenciais (Testar os alarmes e pronta-resposta contratado, criar back-up de imagens CFTV; reforçar os procedimentos de segurança com a equipe etc);
  • Se for necessário manter a carga embarcada nos caminhões durante vários dias, manter o posicionamento do veículo na base de rastreamento enviando o sinal bloqueado e se possível, estacionar os veículos carregados nos fundos dos pátios, com os baús travados e voltados para os muros, com veículos ou carretas vazias a frente, formando um grande paredão;
  • Reforçar a segurança das cargas com equipamentos de redundância (Iscas RF, rastreadores Back-up fixos RF, bloqueadores adicionais etc) e/ou escoltas;
  • Solicitar a Seguradora com no mínimo 72h de antecedência, via corretor, coberturas de seguro e regras adequadas para armazenagens que estarão fora do previsto nas apólices e que deverão ser validadas por todos os interessados.


A cláusula “greve” é exclusão? 

Sim, trata-se de um risco excluído do seguro de transportes sejam eles transportadores ou embarcadores. Porém os embarcadores (donos das cargas ou  responsáveis legais) no transporte nacional ou internacional, podem contratar a cobertura adicional de greve.

Mas há cobertura adicional de greves no seguro transportes?

A Aon orienta aos Clientes a contratar a cobertura adicional de greves “sempre antes da existência de um evento”.  No nosso portfólio 95% de nossos clientes embarcadores já possuem a cobertura inclusa no contrato de seguros. De acordo com a Circular SUSEP nº 354/2007, a Cobertura Adicional de Greves do seguro de transportes de mercadorias têm o objetivo de garantir as perdas e danos à carga transportada causada por:

  1. a) grevistas, “lock-out”, pessoas participando em distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis; ou
  2. b) greve, “lock-out”, distúrbios trabalhistas, tumultos ou comoções civis.

Após o início do fato gerador (greves), as Cias Seguradoras podem suspender essa cobertura adicional para futuros embarques mediante aviso prévio, ficando assegurados os riscos em curso.

E o transporte internacional?

Nos transportes internacionais de importação,  muito embora o segurado possa conter a cobertura de greve em seus contratos, destacamos uma preocupação adicional  quanto ao prazo de duração dos riscos das coberturas básicas da apólice. Se estes prazos excederem, o cliente ficará descoberto, portanto é importante que suas apólices  sejam analisadas e que em caso de necessidade, seja solicitada a extensão do prazo de cobertura em tempo.

Allianz faz corte e se aproxima da lucratividade após anos de perdas

O grupo Allianz fez uma grande demissão nesta semana. Cerca de 100 funcionários de diversas áreas foram desligados sem muitas explicações, segundo um grupo que pediu anonimato. Procurada, a seguradora enviou a seguinte nota: “A Allianz Seguros informa que os desligamentos realizados fazem parte de ajustes necessários em sua estrutura para garantir os níveis de produtividade adequados à realidade atual, assegurando seu desenvolvimento sustentável no Brasil. As mudanças realizadas não vão impactar o nível de excelência no atendimento aos corretores e segurados, que, como sempre, podem contar integralmente com a Allianz.”

Segundo alguns funcionários demitidos, a seguradora fez um ajuste de sua equipe numa tentativa de voltar a ser rentável, após dois anos amargando prejuízos desde 2014. No primeiro quadrimestre deste ano a Allianz registrou prejuízo de R$ 419 mil, um resultado muito melhor do que os R$ 29,8 milhões registrados em mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp, divulgados ontem.

A Allianz não está sozinha neste quesito. A busca por maior rentabilidade e também a redução de custo obtida pela robotização de processos de backoffice tem eliminado empregos em todo o mundo. Pesquisas internacionais citam o mercado segurador como o quarto setor mais afetado pela robotização. Os operadores de telemarketing ocupam a primeira posição, revelou uma pesquisa de Oxford publicada em 2017, após analisar 702 profissões envolvidas com o crescimento da robotização.

Outro  número muito citado em matérias internacionais é de que entre 2015 e 2025 algumas seguradoras da Europa Ocidental cortarão até um quarto de sua equipe à medida que a automação atingir um grau elevado de amadurecimento.

Nos Estados Unidos, segundo estudo da Deloitte, nos próximos 10 anos a automação deverá eliminar 22,7 milhões de funções e criar 13,6 milhões de novos empregos na economia americana, resultando em uma perda líquida de 9,1 milhões de empreg os, o que significa 7%. Uma parcela significativa desse impacto seria sentida em toda a indústria de seguros, já que 51% das tarefas financeiras estão projetadas para serem transformadas pela automação até 2019.

Zurich Foundation adere à campanha Adote um Paciente do GRAACC

Release

A Zurich Foundation, fundação social da seguradora suíça Zurich, acaba de aderir à campanha Adote um Paciente, realizada pelo GRAACC, instituição sem fins lucrativos, que tem um complexo hospitalar especializado no tratamento do câncer infantojuvenil. A campanha é voltada para empresas e entidades com a intenção de dar suporte ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer.

No final de 2017, a Zurich foi a primeira empresa a apoiar a campanha do GRAACC, adotando 20 pacientes. Após conhecimento da iniciativa e impulsionada pela adesão local, a fundação reconheceu a importância e seriedade da campanha e optou por também colaborar com o atendimento a mais 127 pacientes.

Com um orçamento de mais de R$ 123 milhões, o custo médio mensal de um paciente do GRAACC é de R$ 2.800. Este valor é resultado da divisão do orçamento pelo número de pacientes atendidos em um ano. Porém, pode haver variações de acordo com o procedimento realizado. Por ano, a instituição atende mais de 3.700 crianças e adolescentes, entre sessões de quimioterapia, consultas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias, transplantes de medula óssea, entre outros.

Para Edson Franco, CEO da Zurich, “apoiar o GRAACC, uma instituição séria e que faz um grande trabalho no combate ao câncer infantil, é mais uma maneira de mostrar a preocupação e atuação em projetos sociais que a Zurich possui nos países em que está presente”.

Hannover Re e HDI criam joint venture: HDI Global Specialty

A Hannover Re e a HDI Global SE uniram suas atividades de riscos especiais em uma nova joint venture. A nova empresa, HDI Global Specialty SE, atuará com seguros especiais como seguro de responsabilidade por erros e omissões, seguro de responsabilidade de diretores e executivos, seguro de despesas legais, esportes e entretenimento, aviação, energia offshore e seguro animal.

Segundo Murilo Riedel, CEO do grupo no Brasil, não há um impacto na operação brasileira. “Não afetam o Brasil diretamente, mas com certeza reforça a capacidade técnica para operação nestes ramos, uma vez que une os esforços das duas empresas”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

O preço de compra a ser pago pela participação é de cerca de 100 milhões de euros. Após a transação, a Inter Hannover será renomeada como HDI Global Specialty SE. A HDI Global SE deterá 50,2% da nova companhia e a Hannover Re 49,8% das ações. A empresa HDI Global Specialty surge com um volume de prêmios de mais de 1 bilhão de euros.

Christian Hinsch, presidente da HDI Global SE, disse que o negócio de riscos especiais tem margens atrativas acima da média e cresce mais rápido a cada ano do que os negócios industriais clássicos. ”O know-how da nova joint venture nos ajudará a expandir nossa posição no mercado de especialidades ”, disse ele.

Ulrich Wallin, presidente do conselho de administração da Hannover Re, disse que a medida resultará em um fortalecimento de seus principais negócios e um resseguro do portfólio de uma forma que permita obter ainda mais benefícios das oportunidades de crescimento disponíveis em negócios especializados. “Podemos, então, fazer uso do capital que se torna disponível como resultado para ampliar ainda mais o negócio”, disse ele.

“Este passo fortalece nossas raízes como uma seguradora industrial”, disse Torsten Leue, presidente do conselho da Talanx AG, controladora da HDI, acrescentando que a nova entidade se concentrará em “segmentos de mercado particularmente lucrativos e de alto crescimento”.

A Talanx é um dos principais grupos seguradores europeus. Sob a marca HDI, a Talanx opera tanto na Alemanha quanto no exterior, tanto em seguros industriais quanto em negócios de varejo. Os mais de 3.000 funcionários da HDI geraram prêmios brutos por escrito de aprox. 4,5 mil milhões de euros em 2017.

A Hannover Re, com prêmio bruto de 17,8 bilhões de euros, é a terceira maior resseguradora. O negócio alemão do grupo é subscrito pela subsidiária E + S Rück.

Sindseg SP terá plataforma de dados sobre licitações públicas

A partir de junho, o Sindseg SP irá disponibilizar gratuitamente aos seus associados uma plataforma personalizada que permite saber em tempo real quais são as licitações para oferta de seguros a entes públicos em andamento em todo o Brasil e os resultados de licitações já concluídas.

Além de dados sobre licitações, a plataforma oferecerá uma série de informações sobre o mercado de seguros, que poderão ser buscadas por ramo de atuação, palavras chave, dispersão geográfica, perfil de compradores e fornecedores, permitindo aos associados do Sindseg saber como esse mercado se comporta em diferentes segmentos e regiões.

Os associados também terão acompanhamento em todas as etapas do processo licitatório, com orientações sobre o controle de editais, propostas, preços, prazos e documentação exigida, entre outras informações.

A plataforma foi desenvolvida pela RCC, empresa especialista em inteligência de Mercado Público, que atua há 50 anos na área de desenvolvimento de bancos de dados. Pioneira no setor de inteligência de Mercado Público e detentora do maior Big Data Business to Government (B2G) do Brasil, a RCC possui mais de 1.500 clientes de todos os segmentos e portes, além de parcerias estratégicas com diversas entidades.

Evento discute a transformação digital do seguro por meio das insurtechs

por Márcia Alves

Em uma manhã atípica na cidade de São Paulo, com os reflexos da greve dos caminhoneiros, a APTS e a Escola Nacional de Seguros reuniram mais de cem pessoas para discutir o tema Insurtechs. O evento realizado no dia 28 de maio, no auditório da ENS, apresentou um panorama das insurtechs no país, discutiu as mudanças na operação de seguros e na relação com clientes e expôs cases de startups que criaram soluções inéditas para o setor com o uso de tecnologias sofisticadas.

“A evolução tecnológica é muito rápida e, às vezes, difícil de acompanhar. O tema desse evento é atual e muito oportuno, inclusive, para atualizar nossos alunos em relação a essas mudanças”, disse a diretora de Ensino Técnico da ENS, Maria Helena Monteiro, Já o presidente da APTS, Osmar Bertacini, comemorou a parceria com a ENS. “Ambas as entidades têm em comum o objetivo de disseminar o conhecimento de seguro”, disse.

De acordo com o representante da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net), Caetano Altieri, existem, atualmente, mais de 1,5 mil insurtechs em todo o mundo, que já movimentaram US$ 19 bilhões, a maioria (32%) concentrada no e-commerce e plataformas sob demanda. No Brasil, as insurtechs são mais recentes, mas já somam 78 startups em operação, segundo mapeamento da câmara-e.net. Deste grupo, 40% atuam no segmento de produtos, 28% em data e analytics e 12% na jornada do usuário. De acordo com Altieri, a câmara-e.net agora integra o grupo de trabalho da Susep na área de insurtechs e pretende oferecer subsídios para a regulamentação do segmento. “Vamos construir uma proposta de valor para apoiar as insurtechs”, disse.

O jornalista Antonio Carlos Teixeira, assessor Executivo Estratégico de Comunicação para Negócios de InsurTech e editor do blog Terra Gaia, abordou o tema sob o aspecto da sustentabilidade. Ele comentou o crescimento do uso de tecnologias e inovações no seguro, considerando a predileção das novas gerações pela cultura mobile. “O resultado é a integração do negócio do seguro ao modo de viver, de pensar e de agir do novo consumidor cliente-segurado, que já nasceu conectado”, disse. Em sua opinião, o setor deve se preocupar em suprir as novas necessidades de segurados (atuais e futuros); entender o pensamento e cultura das novas gerações, identificando novos riscos e coberturas.

Maurício Martinez, da Oxigênio Aceleradora, empresa do Grupo Porto Seguro,  explicou que o perfil de startup é o de empresa jovem que trabalha com modelo repetitivo e de alta escala. “Três jovens com uma ideia genial se juntam, criam um aplicativo e começam a vender pela internet. Mas, o que eles podem fazer para aumentar os negócios? Procurar uma aceleradora”, disse. Na Oxigênio, por exemplo, depois de um concorrido processo de seleção, as startups escolhidas passam por uma espécie de anamnese para identificar seus problemas e, durante três meses, recebem orientação de uma rede de mentores, além de treinamento e capacitação. A empresa investe cerca de R$ 200 mil, em média, em cada startup e estabelece, posteriormente, um percentual de participação nos negócios.

Dentre as empresas aceleradas, ele citou B.Time, que desenvolveu um aplicativo para a gestão de campo, que permite monitorar todas as etapas do serviço (local, horário, assinatura do cliente no comprovante etc.). Outro exemplo é da PsicologiaViva, uma rede com 2,5 mil psicólogas que oferece atendimento por telefone e vídeo. “Um sinistro sério pode abalar o cliente e, às vezes, uma conversa com uma psicológica já ajuda”, disse. Segundo ele, um dos objetivos da Porto Seguro com a sua aceleradora é aumentar as chances da empresa de capturar as oportunidades. “Porque acreditamos que aí está a inovação”, afirmou.

Cases de insurtechs – A preferência da população brasileira pelos dispositivos móveis – atualmente, existem 306 milhões em uso, dos quais 220 milhões smartphones – levou a insurtech Planetun a desenvolver soluções disruptivas para o setor de seguros com base na mobilidade. De acordo com o sócio fundador, Henrique Mazieiro, a empresa criou aplicativo para seguradoras, em que o próprio segurado pode realizar a vistoria prévia do seu automóvel, enviando as imagens pelo smartphone. Com base na mesma tecnologia, a empresa também desenvolveu aplicativos para oficinas mecânicas e para inspeção residencial. “Queremos transformar a experiência do usuário”, disse.

A ideia é simples: seguro por assinatura, nos moldes de outros serviços disruptivos, como a Netflix e Spotify. Mas, executada com tecnologias sofisticadas, como machine learning e big data. A Kakau Seguros, insurtech 100% digital, estreou no mercado no ano passado com o seguro residencial por assinatura, em que o segurado pode pausar a qualquer momento a sua apólice. Por meio da plataforma digital, o segurado pode adquirir o seguro ou comunicar o sinistro, com a ajuda da assistente virtual Anna, um robô que utiliza inteligência artificial e está programado para aprender a cada nova operação realizada. “Ninguém fica na porta de uma seguradora, esperando por um novo produto, como fazem os usuários da Apple. Mas esse é o cenário de evolução tecnológica que queremos trazer para o seguro”, disse Henrique Volpi, CEO da Kakau.

Experiente profissional da área de seguros de vida e previdência, Keyton Pedreira conta que criou a insurtech Segurize, juntamente com outros sócios, para estimular a distribuição de seguros. Seu foco foi o microsseguro, produto de baixo tíquete, que acabou inviabilizado pelos custos dos canais de distribuição. A partir de modelos de negócios disruptivos, como Uber e AirBnb, ele teve a ideia de trazer esse conceito para o seguro. Para tanto, constituiu a Segurize como corretora de seguros e criou o que classifica de quinto canal: os insurance influencers. Segundo Keyton, por meio do uso de aplicativo, as pessoas que indicarem seguro para outras, serão remuneradas caso o negócio seja concretizado.  “O modelo é o da indicação, mas o negócio é fechado pela Segurize corretora”, explicou.

Novos eventos – Após o painel de debates, o presidente Bertacini e o diretor Evaldir agradeceram o trabalho do diretor Luiz Macoto Sakamoto e da jornalista Márcia Alves na execução do evento, além da parceria da ENS. “Vimos hoje que um evento apenas não encerra a discussão sobre as tecnologias disruptivas. Por isso, a APTS e a ENS realizarão uma série de eventos mensais e gratuitos para disseminar o conhecimento sobre o assunto para todos os profissionais do mercado. O próximo será realizado no dia 27 de junho, aqui neste auditório, e discutirá a Internet das Coisas”, comunicou Evaldir.

 

Vendas de seguros totalizam R$ 67,4 bilhões de janeiro a abril de 2018

As vendas de seguros apresentaram alta de 3% de janeiro a abril deste ano, para R$  67,4 bilhões, comparadas com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) analisados pela consultoria Siscorp, o VGBL segue liderando o ranking de mix de produtos, com R$ 32 bilhões em receitas. Seguro de vida e rendas totalizou R$ 11,8 bilhões, pouco acima das vendas de R$ 11,4 bilhões do seguro automóvel. Veja abaixo o valor de vendas de todos os produtos:

Lucro líquido do mercado segurador sobe para R$ 4,5 bilhões no acumulado do ano até abril

Apesar da queda da taxa básica de juros, o lucro líquido do mercado segurador apresentou ligeira alta no acumulado de janeiro a abril de 2018 comparado ao mesmo período de 2017. Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp, o setor registrou lucro líquido de R$ 4,55 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano, acima dos R$ 4,4 bilhões do mesmo período de 2017.

A Selic, que remunera praticamente 90% dos ativos financeiros de R$ 906 bilhões das seguradoras, passou nesse período de 12,25% para 6,5%. A carteira de investimento tem o seguinte mix: R$ 75,3 bilhões em Renda Fixa; R$ 827,8 bilhões em fundos; R$ 2,9 bilhões em Renda Variável e R$ 200 milhões em outras aplicações.

A líder em lucro líquido é o grupo Bradesco, com R$ 1,6 bilhão de janeiro a abril deste ano, o que representou retorno de 29% sobre o Patrimônio Líquido (PL). O Banco do Brasil vem em segundo, com ganho de R$ 789 milhões e retorno de 57%. Veja abaixo o ranking completo: