FenaSaúde apresenta medidas das operadoras para combater os custos do setor

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Com a pauta ‘Reajuste dos planos de saúde individuais e familiares de 2018 e 2019’, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal – presidida pela senadora Marta Suplicy – realizou debate, nesta terça-feira, dia 04, para esclarecer as razões do índice de reajuste autorizado pela ANS. Com a presença do órgão regulador, de entidades de defesa do consumidor e das operadoras, a audiência pública foi uma oportunidade para apontar caminhos e possíveis soluções para o setor.

O diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, representou às associadas à entidade. Durante sua apresentação, ele enumerou os fatores que impactam no aumento das despesas médicas pagas pelas operadoras e, em última instância, pelo próprio consumidor: preços elevados dos procedimentos, materiais e medicamentos; maior utilização dos serviços médicos, mesmo com menos consumidores no sistema; desperdícios e fraudes; adoção de novas tecnologias que não necessariamente geram resultados concretos no cuidado à saúde; judicialização; entre outros.

“Temos que entender e atacar as causas que impactam o aumento das despesas e, consequentemente, pesam no reajuste dos planos de saúde, seja individual ou coletivo. Compreendemos que o problema do reajuste desagrada a todos, principalmente o consumidor e as próprias operadoras. Para mudar essa realidade, precisamos da união dos agentes de toda a cadeia de saúde e não de divisão. O consumidor pode e deve ajudar nesse processo”, destaca Cechin.

Para enfrentar a escalada dos custos, Cechin apontou as ações realizadas pelas operadoras. “Investimento em atenção primária, com um médico generalista que coordena e direciona, quando necessário, o paciente para cuidados especializados, orientando o beneficiário dentro da rede médica disponível; negociação direta com os fabricantes para a compra de materiais, sem intermediações que pesam no custo final; mudança no modelo de remuneração dos profissionais de saúde para um baseado em resultados clínicos, diminuindo o peso do fee for service (pagamento por procedimentos realizados); sistemas para detecção de fraudes, que, quando comprovadas, há descredenciamento imediato do prestador e denúncia ao conselho federal da respectiva classe; ações judiciais nos Estados Unidos contra empresas fabricantes de produtos médicos que pagaram comissões a médicos brasileiros para uso de próteses e órteses, entre outras medidas”, enumera Cechin, que identificou ainda a falta de assimetria regulatória na cadeia de saúde: “É preciso uma ação legislativa que obrigue os prestadores de serviço, como hospitais, a divulgarem seus resultados clínicos e custos”.

Na visão do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca da Silva, os custos elevados do setor também são reflexo do modelo assistencial adotado no país: “Hoje, o atendimento é fragmentado. Não há um único responsável pela gestão clínica do paciente. O atual modelo de pagamento, o fee for service, reforça ainda mais essa fragmentação. Para mudar esse cenário, é preciso pôr o paciente no centro dessa discussão. Além disso, precisamos de mais transparência, principalmente, nos resultados em saúde. Procuramos um prestador, por exemplo um hospital, mais pela reputação do que pelos resultados propriamente”.

Em relação à metodologia de cálculo de reajuste dos planos individuais, Fonseca enfatizou que o processo está sendo revisto: “Estamos revendo a metodologia no intuito de aprimorá-la e dar maior previsibilidade ao consumidor”. No fim da audiência, a senadora Marta Suplicy destacou que a proposição de ideias foi positiva em busca de avanços no setor: “Temos sugestões que podem ser apreciadas para propor alterações na legislação”.

Além de Cechin, Fonseca e Marta, a audiência reuniu, ainda, a secretária nacional de Relações de Consumo, da Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ana Lúcia Kenickel Vasconcelos; advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Igor Rodrigues Britto; o assessor jurídico da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, José Luiz Toro da Silva; e o advogado da Central Nacional Unimed, José Cláudio Ribeiro Oliveira.

Fraudes e desperdícios consumiram quase R$ 28 bilhões da saúde suplementar em 2017, aponta IESS

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Em 2017, quase R$ 28 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde do País com contas hospitalares e exames foram consumidos indevidamente por fraudes e desperdícios com procedimentos desnecessários. A estimativa consta no estudo “Impacto das fraudes e dos desperdícios sobre gastos da Saúde Suplementar”, atualização do Texto para Discussão nº 62, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). A projeção é baseada em estudos técnicos a partir da revisão bibliográfica de trabalhos nacionais e internacionais sobre o tema.

“O trabalho é resultado de um esforço para dimensionar o impacto das fraudes no sistema de saúde suplementar do Brasil e apontar experiências bem-sucedidas no combate às práticas inadequadas”, comenta Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS. “As despesas assistenciais das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 145,4 bilhões, em 2017. Sendo assim, os gastos de R$ 27,8 bilhões com fraudes e desperdícios representam 19,1% desse total, comprometendo fortemente a qualidade da assistência, as finanças do setor e acabando por onerar os contratantes de planos de saúde”, argumenta.

A atualização das estimativas mostra que entre 12% e 18% das contas hospitalares apresentam itens indevidos e de 25% a 40% dos exames laboratoriais não são necessários. Portanto, houve um gasto na saúde de aproximadamente 15 bilhões de reais com fraudes em contas hospitalares e 12 bilhões de reais em pedidos de exames laboratoriais não necessários.

O trabalho mostra que o porcentual de gastos com fraudes e desperdícios se manteve estável em 18,7% entre 2014 e 2015, evoluindo para o patamar de 19% em 2016 e 2017. A publicação também mostra a evolução das despesas assistenciais de planos médico-hospitalares. “As despesas evoluíram de R$108 bilhões, em 2014, para R$ 145 bi em 2017. No entanto, nesse período, cerca de 3 milhões de indivíduos ficaram sem assistência médica privada, ou seja, queda de 5,8%”, aponta Carneiro. “Diminui-se 5,8% do total de beneficiários, mas as despesas assistenciais apresentaram um aumento de 34,4% no período”, alerta.

Embora ressalve que a corrupção e a fraude são difíceis de serem detectadas na área da saúde – uma vez que a cadeia produtiva desse setor contempla diversos segmentos e particularidades em cada um deles, inclusive com distinção entre os sistemas públicos e privados –, o trabalho mostra que, no caso setor privado, as práticas abusivas se relacionam com a falta de necessidade ou o excesso de determinados tratamentos, exames e procedimentos, além de fraudes na comercialização de medicamentos e dispositivos médicos, entre outros.

Essas práticas abusivas são resultado da pouca transparência das relações entre os agentes do setor de saúde e da falta de indicadores de qualidade. Por mais que o País tenha iniciativas isoladas quanto ao problema, ainda é necessária uma melhora na fiscalização como, por exemplo, da regulação em todo o setor. “Hoje, a Agência Nacional de Saúde Suplementar regula apenas as operadoras de planos de saúde e não os demais agentes dessa cadeia de valor, resultando em uma assimetria de informações que barra o avanço da transparência entre o segmento e para toda a sociedade”, avalia o superintendente executivo do IESS. “Países da Europa e os Estados Unidos têm regulações mais severas, por exemplo, dos pagamentos e benefícios entre agentes do setor de saúde e indústria de medicamentos e dispositivos médicos, por exemplo, sendo obrigatória a divulgação desses ganhos”, arremata.

No Brasil, falta transparência nos sistemas de precificação de insumos e serviços de saúde e também no modelo de pagamento por serviços prestados na saúde. Isso se dá, principalmente por conta do modelo de remuneração mais comum, o fee-for-service, que privilegia o volume de procedimentos e não a sua qualidade e benefício ao paciente.

ARTIGO: O Compliance na era da proteção de dados e privacidade

por Victor Graciani, compliance Officer Marsh Brasil

Governança, riscos e compliance. Eis três processos que integram diversas iniciativas corporativas que evitam conflitos, gastos com controles redundantes e garantem a conformidade com as leis, regulamentos e normas internas. Esse tema surgiu nos Estados Unidos, na década de 70 e foi se alastrando para o mundo por meio de regulamentações internacionais. No Brasil, o compliance corporativo, que caminhava lentamente até 2010, ganhou força com as investigações deflagradas pelo Ministério Público como Mensalão e Lava Jato, entre outras. A onda de corrupção estampada nas manchetes dos jornais locais colocou o tema na pauta nacional e impulsionou a promulgação da Lei Anticorrupção 12.846, em 2013, que estabeleceu uma série de regras e multas milionárias para punir os transgressores. Desde então, o tema compliance e governança corporativa, que já era uma realidade em economias maduras, passou a ser também um aliado no plano estratégico das empresas brasileiras, principalmente das nacionais, uma vez que as multinacionais já obedeciam as regras de seus países.

Embora o compliance tenha ganhado força, há muitos desafios a serem conquistados. A 4º revolução industrial trouxe novos riscos e também novas oportunidades. Robótica, computação quântica, biotecnologia e inteligência artificial abrem múltiplas formas de plataformas voltadas para o aperfeiçoamento do compliance e da governança corporativa, ao facilitar a transparência e combate à corrupção. Tanto o machine learning quanto a inteligência artificial já são utilizadas para ajudar os profissionais de compliance a tirar conclusões do vasto volume de dados com o qual se deparam diariamente, incluindo atualizações regulatórias.

Em 2018, todos os departamentos de compliance estão preocupados com a proteção de dados e os riscos de privacidade para deixar a empresa em conformidade com questões regulatórias que visam reforçar a segurança dos dados frente a seu crescente vazamento por meio de ataques cibernéticos, como mostra o General Data Protection Regulation (GDPR), que entrou em vigor na Europa em maio. A nova regulação considera dados pessoais como propriedade do indivíduo, não de controladores de dados.

E isso se aplica a todos os cidadãos da União Europeia, independentemente de onde se encontrem e da localização da organização a qual pertencem. Com isso, todas as empresas que fizerem negócios com qualquer país do bloco europeu serão obrigadas a proteger os dados pessoais e a privacidade dos seus cidadãos. Não é por menos a preocupação.

O recente relatório internacional “Preparação ao GDPR: um indicador de gestão de riscos cibernéticos” da Marsh revelou que 23% das empresas que precisavam se adequar à regulamentação (GDPR) sofreram ataques de hackers e 57% já estavam desenvolvendo práticas de governança e complaince para se adequar à lei. Em complemento, 49% desenvolveram um plano de resposta aos incidentes cibernéticos e 27% aumentaram a cobertura ou reestruturaram seu seguro de risco cibernético. No Brasil, um normativo semelhante foi aprovado, o que ajudará ainda mais os profissionais dedicados ao compliance a zelar pelo patrimônio do acionista.

Mitigação de riscos – Muitas equipes de compliance têm tido dificuldade em implementar os sistemas e processos necessários para lidar com a imensa quantidade de dados coletados, gerenciando o armazenamento dessas informações de acordo com critérios específicos e rastreando-os desde a sua coleta até a sua completa destruição. Porém, esse é um dos aspectos precisamente avaliados pelas seguradoras e que ajudam a evitar punições severas dos órgãos reguladores, além de consequências graves que a desconformidade pode gerar para a imagem e reputação da empresa.

Para ser minimamente efetivo, além de ter um bom programa de compliance, código de conduta e regras corporativas, é fundamental ter instrumentos de monitoramento que garantem o cumprimento dos objetivos. De nada adianta ter políticas e normas de procedimentos de gestão de riscos, se a empresa não tiver profissionais engajados com a gestão dos riscos.

É necessário também ter especialistas dedicados e independentes e até com autonomia para contrariar decisões da empresa, como recomendar que executivos não se relacionem com determinados clientes ou até mesmo que abandonem algum projeto que é visto como arriscado para a imagem da organização.

Um programa de compliance bem estruturado entende os objetivos da empresa e faz com que o corpo diretivo atinja a meta traçada no planejamento anual dentro de padrões de regras estabelecidos, que asseguram a sustentabilidade do negócio.

GBOEX é premiada

O GBOEX – Previdência e Seguros de Pessoas recebeu pela 6ª vez o Troféu Gaivota de Ouro – “Destaque no segmento de Entidade Aberta de Previdência Complementar sem fins lucrativos”. A empresa é uma das maiores EAPC’s do Brasil. Representa cerca de 60% desse mercado, sendo a primeira no ranking em arrecadação de planos de pecúlio no Brasil.

Uma das principais referências no setor, o GBOEX mantém, desde sua fundação há 105 anos, uma gestão firme e consolidada, que conquistou a credibilidade do mercado. Atua focada na manutenção e fortalecimento das relações com seus clientes e corretores de seguros. Presente de norte a sul do Brasil, trabalha com duas linhas de planos: uma é o PECÚLIO para a proteção do risco, amparando a família em caso de óbito do titular e, a outra, o PGBL, que visa à constituição de uma renda futura para o próprio titular. Oferece ainda a opção de contratação de cobertura de seguro de vida em seus planos, por meio de parceria estratégica com um grande grupo segurador.

“É com muito orgulho que recebemos mais essa premiação. Quem integra nossa equipe sabe que está desenvolvendo um trabalho não só para o presente, mas para o futuro também. A missão do GBOEX é assegurar e proteger as famílias, no caso da falta do titular do plano, bem como proporcionar vantagens no presente, por isso agrega uma ampla rede de convênios a serviço de seus associados. Esse atendimento é feito com carinho e dedicação.”, Ilton Oliveira, diretor-presidente da Diretoria Executiva.

A premiação, concedida pela Revista Seguro Total, foi entregue em cerimônia realizada na última semana, em São Paulo. O GBOEX foi representado pelo Gerente Nacional de Negócios Marco Antonio Viera Mattos e pelo Gerente da Unidade Belo Horizonte Francisco Corrêa de Araújo.

Blockchain provocará tsunami no setor de seguros

por Márcia Alves

No terceiro evento da série “Tecnologias disruptivas e seus impactos no seguro”, promovido pela APTS e a ENS, dia 29 de agosto, em São Paulo, o tema em debate foi Blockchain. Esta nova tecnologia, uma das mais disruptivas, tem potencial para causar um tsunami no setor de seguros, segundo o CEO da 88 Insurtech, Rodrigo Ventura. Na palestra de abertura do evento, ele explicou que o blockchain é um protocolo de segurança, comparado a uma espécie de livro contábil, que registra todas as operações financeiras.

A mudança mais impactante provocada por essa nova tecnologia, segundo Ventura, é a possibilidade de regular sinistro em tempo real, promovendo o imediato pagamento da indenização. Ele deu o exemplo de uma pessoa que está no aeroporto e recebe uma propaganda sobre seguro viagem direcionada por geolocalização para o seu celular. A pessoa adquire o seguro e, por causa do atraso do voo, já enfrenta o primeiro sinistro. Sem que o segurado precise avisar, a seguradora confirma o atraso e comunica o pagamento do sinistro ao segurado. “Não houve aviso de sinistro e nenhum intermediário na operação. Este é o impacto do blockchain”, disse.

Com a eliminação do aviso de sinistro e o pagamento imediato da indenização, Ventura prevê que não haverá mais conflitos entre segurados e seguradoras. Consequentemente, a arbitragem será desnecessária, bem como qualquer outro meio de resolução de conflito. Com o blockchain, também será possível acessar em tempo real os dados de seguradoras relacionados a números de contratos e sinistralidade, algo que, no presente, o órgão regulador tem acesso seis meses após o fechamento do ano fiscal.

Inovação – Wellington Lordelo, gerente de Solution Marketing & Business Development na Equinix, mostrou como o blockchain está avançando no mundo com a exposição de 50 casos de usos em diferentes segmentos. Em alguns países da Comunidade Europeia, por exemplo, o blockchain serve para o controle de fronteiras, validando passaportes em tempo real.

O mercado de seguros mundial também aderiu ao blockchain. Um dos projetos em curso, segundo Lordelo, é o Product rollout on RiskBlock platform, no qual seguradoras se juntaram para fazer a automação do processo de sinistros. A aplicação permite aos condutores de veículos motorizados e policiais confirmarem a precisão da cobertura de seguro em tempo real sem depender de formulários em papel.

Outro exemplo é o aplicativo de seguro paramétrico que usa previsões climáticas e contratos inteligentes para automatizar o processo de sinistros. “A tecnologia pode também revelar o perfil de condução do veículo. Se um motorista tem perfil mais agressivo que outro, não pode pagar prêmio igual, os riscos são diferentes. Isto significa a customização do seguro”, disse.

Embora a demanda dos consumidores esteja forçando as seguradoras a inovarem em ritmo mais rápido, a questão é que, segundo Lordelo, boa parte dessas empresas ainda não está pronta para a transformação digital. “Mas precisam, porque essa é a oportunidade para se interconectarem com outros players. As empresas que não fizerem isso a partir de agora, terão dificuldades para acelerarem seus processos de inovação no futuro”, disse.

Grande inovação – Fernando Wosniak Steler, CEO e fundador da Direct.One, coloca o blockchain ao lado de grandes inovações da humanidade, como a internet, a Revolução Industrial, e a invenção da prensa, por Gutenberg, que mudaram a vida da sociedade ao preencherem gaps. No caso do blockchain, ele afirma que o gap é a troca de valores, que ainda é feita da mesma forma desde a invenção do dinheiro.

Da mesma forma que a internet enfrentou um período de maturação, o blockchain também entra agora nessa fase, dez anos depois de sua criação. Dentre as aplicações, Steler destacou o digital assets, que torna a liquidação mais rápida e barata na medida em que elimina os intermediários mais lentos. Outra é o smart contracts, que tem potencial para digitalizar e automatizar os atuais contratos estáticos ou em papel.

Steler apresentou o case Sura, em que a Direct.One faz a entrega de e-mail e documentos com comprovação em smart contracts. O registro em blockchain comprova data e hora, fornece a prova de conteúdo e assinaturas com arquivos criptografados. Ele lembrou que desde janeiro está em vigor a Resolução 359 do CNSP sobre meios remotos, que viabiliza o blockchain ao estabelecer que a emissão de apólices deve contemplar meios de conferir a autenticidade.

Segundo Steler, está claro que a Susep substituiu o certificado digital pelo blockchain. “Nada muda para o consumidor, que continuará a receber um pdf. No entanto, esse documento virá com a numeração de blockchain que poderá ser conferida em um analisador público de blockchain. Para a seguradora, significa mais agilidade e transparência”, disse.

Ferramenta poderosa – Eduardo Guedes, vice-presidente de Tecnologia e Operações na Seguros Sura, informou que a seguradora adota blockchain para gravação e envio de apólices, endossos e boletos na forma de smart contracts. “Os contratos inteligentes tem tudo a ver com a nossa indústria, com as apólices, os eventos de riscos, os registros, acionamento de assistência, indenização etc.”, disse.

Uma das vantagens do blockchain, segundo ele, é o compartilhamento de registros. “Posso ter todas as informações do cliente, sem saber quem ele é, e compartilhá-las, criando padrões e regras únicas para a operação de todo o mercado”, disse. Além do ganho de eficiência, Guedes destaca que essa rede pode ser pública ou privada, envolvendo, por exemplo, somente seguradoras, corretoras e resseguradoras. “Mas, se houver um repositório em que a informação de risco seja pública e as regras comuns, então o blockchain poderá revolucionar esse mercado”, disse.

Por enquanto, o blockchain não tem gerado ganhos financeiros para as seguradoras. Mas, Guedes indicou serviços que podem rentabilizar essa tecnologia, como, por exemplo, as vistorias e avaliações de riscos. “Na central de bônus, por exemplo, poderia ser utilizado o blockchain público, com controle de acesso, contendo todos os registros das apólices”, disse.

Por outro lado, ele considera que algumas questões precisam ser resolvidas para o uso de blockchain. Em relação à performance e escala, o executivo destaca que o blockchain é mais lento que um banco de dados, a criptografia consome processamento e a replicação de dados consome armazenagem. O custo também pode aumentar dependendo do número de transações. “Então, não é tão rápido e tão simples. Mas, é muito útil e muito poderoso”, disse.

Parceria – Durante o evento, o diretor Geral da Escola Nacional de Seguros (ENS), Renato Campos Martins Filho, ressaltou que a missão da entidade é o desenvolvimento do mercado de seguros por meio da qualificação dos profissionais. “Toda a entidade que também tenha essa missão é parceira da Escola”, disse. Osmar Bertacini, presidente da Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) reconheceu a importância da parceria. “Disseminar o conhecimento é a missão da APTS, que agora conta com o valioso apoio da ENS”, disse.

Duas seguradoras entre as 20 empresas multadas pelo Procon por perturbar consumidores

Quem ai já recebeu ligação para comprar um seguro funeral, uma oferta “imperdível” de crédito consignado ou para mudar de plano de operadora? Pois é. Muitos. E a maioria não curte. É possível bloquear essas ligações. Com base na análise da Operação de Boqueio de Telemarketing 2018, que analisou em torno de 25 mil reclamações no Estado de São Paulo, o Procon-SP anunciou na última segunda-feira que vai multar 20 empresas que continuam indevidamente entrando em contato com consumidores. As multas somam inicialmente cerca de R$ 80 milhões. As empresas podem recorrer das multas.

Entre as principais queixas é a insistência na oferta de produtos e serviços por meio de robôs. Duas seguradoras estão entre as 20 citadas.

Conheça a seguir as 20 empresas multadas:

Banco BMG
Banco Bradesco
Banco Pan
Banco Safra
Banco Santander Brasil
Bradesco Seguros
Caixa Econômica Federal
Claro
Cnova Comércio Eletrônico
DR Benefício
Itaú Unibanco
Nextel Telecomunicações
Oi Móvel S.A em Recuperação Judicial
Omega Assist Assistência Funeral Eireli
P & P Marketing e divulgação Eirelli
Porto Seguro Companhia de Seguros
Sky Serviços de Banda Larga
Telefônica Brasil
Tim Celular
Vale Encantado Country Club

Seguros está entre os setores com profissões que devem sucumbir ao avanço tecnológico

Matéria no Infomoney traz estudo do Instituto francês Sapiens sobre profissões que devem sucumbir ao avanço tecnológico. A expectativa é que cerca de 2,1 milhões de trabalhadores concentrados em cinco áreas principais possam ver seus empregos desaparecerem nos próximos anos. São elas: funcionários de bancos e seguradoras, profissionais da área de contabilidade, secretários de escritório, agentes de manutenção e caixas de lojas e supermercados.

O número de empregados do setor bancário e de seguros (como funcionários de guichê, atendentes de call center, funcionários de serviços técnicos e representantes de vendas) recuou 39% na França entre 1986 e 2016. A maior queda aconteceu entre 2010-2016, com uma perda de 22% na força de trabalho. Segundo o estudo, isso ocorreu por conta do surgimento de novas tecnologias financeiras e da digitalização de serviços bancários; a expectativa é de que as vagas sejam extintas até 2051.

Importante ressaltar que a maioria dos especialistas afirma que à medida em que vagas são extintas em empregos “desatualizados”, outras vagas são criadas em áreas que usam novas tecnologias e que podem absorver os profissionais – desde que estes estejam dispostos a se atualizarem.

ANS discute com setor novas propostas para coparticipação e franquia

Fonte: Agência Brasil

Cerca de 200 pessoas, representando 28 entidades, entre representantes de órgãos de defesa do consumidor, operadoras de planos de saúde, prestadores de serviço, entidades do setor e órgãos públicos, participaram hoje (4), no Rio de Janeiro, de audiência pública promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O objetivo foi debater os mecanismos financeiros de regulação que são a coparticipação e franquia, tendo em vista que a resolução da ANS que estabelecia limite de até 40% de coparticipação dos consumidores nas despesas médicas e hospitalares foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e acabou revogada. Das 28 entidades que estiveram presentes ao evento, 24 apresentaram contribuições para as discussões.

Diretores da ANS presentes ao evento destacaram que a audiência tinha por meta ouvir a sociedade e colher subsídios para a escolha da melhor medida regulatória sobre o tema. Segundo a ANS, era necessário reabrir as discussões ante as preocupações manifestadas pela sociedade com a proposta.

Regulação

Durante a audiência pública, foram relembrados os problemas regulatórios que, de acordo com a ANS, justificam a regulamentação do tema. Entre eles, podem ser mencionadas a ausência de limite para aplicação de coparticipação e franquia; a falta de limites de exposição financeira para proteger o usuário; e a possibilidade de incidência de cobrança sobre qualquer procedimento. Em nota, a ANS deixou claro que se insere no processo visando a “evitar que os problemas já mapeados se perpetuem, prevenir outros que possam se estabelecer e, fundamentalmente, proteger o consumidor”.

As propostas apresentadas destacaram a preocupação com o comprometimento da renda dos consumidores, custos diante do envelhecimento da população e clareza na prestação de informações pelas operadoras.

A ANS analisará todas as propostas feitas durante a audiência para avançar no tema. De acordo com a agência, será produzido relatório com os subsídios coletados, que será disponibilizado no seu endereço eletrônico (www.ans.gov.br). Também as apresentações feitas pelas entidades no evento serão disponibilizadas no portal da ANS.

Oxigênio Aceleradora abre inscrições para o Ignição, seu 7º ciclo de aceleração

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A Oxigênio Aceleradora, da Porto Seguro, abriu nessa semana as inscrições para o seu 7º ciclo de aceleração. Após reformular seu programa, este será o primeiro no modelo Ignição, que irá acelerar de cinco a oito startups e investir R$ 200 mil em cada empresa selecionada. Os empreendedores terão até o dia 21 de outubro para inscrever suas empresas no novo ciclo.

Podem participar startups de todo o País que já possuam produto desenvolvido ou um protótipo funcional, e que tenham sinergia com um dos diversos negócios do Grupo Porto Seguro. “Um dos grandes diferenciais oferecidos aos empreendedores no Ignição, principalmente aos que estão na fase intermediária, é a mentoria concedida sempre por um executivo da Porto Seguro, especialista na área relacionada ao negócio da startup”, destaca Italo Flammia, Diretor de Digital e Inovação da Porto Seguro e Diretor na Oxigênio.

“As possibilidades de fazer negócio com os produtos e serviços do grupo e sua rede de relacionamento também auxiliam no desenvolvimento da nova empresa, agregando portfólio e abrindo portas para ela no mercado”, completa o executivo.

Além das mentorias, durante os quatro meses do programa os empreendedores passam por workshops, palestras e eventos, que permitem o relacionamento com investidores e outras startups. Após esse período, a empresa tem ainda a possibilidade de estender o processo por mais três meses com a Plug and Play, parceira da Oxigênio, no Vale do Silício.

Guilherme Schmidt, CEO da startup Logbee, acelerada no 3º ciclo da Oxigênio e recentemente adquirida por uma grande varejista brasileira, conta sobre a experiência que tiveram. “A Oxigênio criou o ambiente ideal e forneceu os recursos e ferramentas para que a Logbee pudesse dar um grande salto durante os 3 meses de aceleração. Mentores fora de série e um networking capaz de gerar leads de venda, que certamente teríamos muita dificuldade de conseguir se não tivéssemos participado do programa. Recomendamos de olhos fechados”, comenta ele.

A Oxigênio Aceleradora, que completa três anos em setembro, já recebeu mais de 6 mil inscrições para seus programas de aceleração. Até agora, 54 projetos já foram desenvolvidos entre as empresas do Grupo Porto Seguro e as 29 startups aceleradas do 1º ao 5º ciclo.

SERVIÇO

Programa: Ignição.

Período das inscrições: de 4 de setembro a 21 de outubro.

Site para cadastro: www.oxigenioaceleradora.com.br.

Início do 7º ciclo: 28 de janeiro de 2019.

Zurich lança competição global de startups

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Alinhada com a sua estratégia direcionada para o cliente, a Zurich lançou hoje o Campeonato Mundial de Inovação Zurich, sua nova competição global para colaborar com os melhores e mais brilhantes empreendedores e startups do setor de insurtech. O campeonato, que se concentra em startups com produtos ou serviços estabelecidos, oferecerá aos vencedores a oportunidade de aplicar suas soluções com os clientes da Zurich em determinados países. A competição é um passo a mais na meta da Zurich de transformar o setor de seguros.

Acontecendo em mais de 20 países em todo o mundo, o campeonato está buscando nas áreas de mobilidade, casas e prédios inteligentes, saúde digital e planejamento financeiro. A data de encerramento para as inscrições é 30 de setembro de 2018. Elas podem se inscrever através da página do campeonato.

Giovanni Giuliani, diretor de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento de Negócios do Grupo, comentou: “A Zurich está comprometida em ser uma seguradora inovadora e direcionada para o cliente e quer acelerar a transformação do seu modelo de negócios ao redirecionar suas ofertas para garantir que elas atendam as necessidades dos atuais clientes com experiência digital.

O Campeonato Mundial de Inovação Zurich dará aos empreendedores a oportunidade para impulsionar a transformação do setor de seguros.

O campeonato inicia hoje em países individuais, com os vencedores gerais avançando para a rodada regional. Os vencedores das rodadas regionais da América do Norte, América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico participarão de uma competição global final. A rodada final acontecerá em fevereiro de 2019, com os vencedores de bronze, prata e ouro recebendo os recursos para implementar um programa piloto com os clientes da Zurich. Os vencedores serão selecionados por jurados especialistas no assunto, líderes de inovação e executivos seniores de negócios.