DPVAT, um seguro social

Valor arrecadado também é destinado para campanhas de educação no trânsito, através do Denatran, e para o pagamento das indenizações às vítimas de acidente

Todos os anos, milhões de brasileiros que possuem veículos automotores pagam o Seguro DPVAT, seguro que ajuda a todos os brasileiros em caso de acidentes de trânsito. Não é necessário ter um veículo para solicitar a indenização, não há apuração de culpa no acidente e motoristas, passageiros e pedestres podem se beneficiar.  Assim funciona o Seguro DPVAT, que além de beneficiar os mais de 208 milhões de brasileiros, também representa uma importante fonte de renda para a União.

Do valor arrecadado anualmente, 45% vai para o Sistema Único de Saúde (SUS). É o montante usado para custear a assistência médica às vítimas. Outros 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para serem investidos em programas de prevenção de acidentes de trânsito. Os 50% restantes são usados no pagamento das indenizações aos acidentados de trânsito,.

Só no último ano, mais de 380 mil indenizações foram pagas nas três coberturas do Seguro DPVAT: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e suplementares (DAMS). Nessa última, foram mais de 58,5 mil pagamentos.

Dar entrada no Seguro DPVAT é gratuito. Basta reunir a documentação necessária de acordo com a cobertura a ser pleiteada (clique aqui para conferir) e levar a um dos oito mil pontos de atendimento espalhados pelo Brasil (encontre aqui o ponto de atendimento mais próximo de você). O prazo para dar entrada no seguro é de até três anos após a data do acidente. No caso da invalidez permanente, o prazo de três anos começa a ser contado a partir da data de ciência da invalidez.

Entenda o Seguro DPVAT

Quem tem direito

O seguro é direito de qualquer pessoa envolvida em acidentes automotivos terrestres que envolvam carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores.

As coberturas

O Seguro DPVAT indeniza vítimas e beneficiários em casos de morte, invalidez permanente, total ou parcial, além de fazer o reembolso de despesas médicas e suplementares na rede privada de saúde. Nos casos de morte, a indenização, de R$ 13.500, é paga aos herdeiros legais da vítima. Esse mesmo valor é o teto para pagamentos em casos de invalidez permanente e varia de acordo com a gravidade das sequelas. Já para despesas médicas, o reembolso é de até R$ 2,7 mil.

Como solicitar

Dar entrada no Seguro DPVAT é gratuito e os próprios beneficiários podem solicitar a indenização em um dos mais de 8 mil pontos de atendimento no Brasil. Para cada cobertura pleiteada há uma lista de documentos que devem ser entregues em um desses pontos. Todas as informações estão disponíveis no EstamosAquiParaVoce.com.br

O Seguro DPVAT conta com uma ampla rede de atendimento. Para informações sobre pagamento do Seguro DPVAT e consulta de andamento de processos de indenização, é preciso entrar em contato com a Central de Atendimento, das 8h às 20h, através dos telefones 4020-1596, para Regiões Metropolitanas, e 0800 022 12 04 para outras regiões. No caso de reclamações ou sugestões, o SAC está disponível 24 horas por dia no 0800 022 8189. As pessoas com deficiência auditiva e de fala podem entrar em contato com o 0800 022 12 06.

 

 

 

 

Empreendedores apresentam soluções para IRB e Mongeral Aegon

O IRB Brasil RE e a Mongeral Aegon realizaram na quarta-feira o 3º ciclo do Demo Day, com os alunos do Insurtech Innovation Program, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), que investe em profissionais capazes de transformar o mercado de seguro e resseguro por meio do desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, todos fundamentados em tecnologia. Na ocasião, os estudantes puderam demonstrar as soluções desenvolvidas especificamente para os temas subscrição e sinistro. As apresentações foram avaliadas por uma banca composta por professores da universidade, do IRB  e da Mongeral Aegon. Entre os objetivos, está a busca por novas ferramentas para auxiliar o desenvolvimento do mercado.

App da Youse no carro Ford

O Youse App está no SYNC®️ 3 da Ford. Agora você pode acionar assistências do Seguro Auto Youse por comando de voz e de forma touch no infocenter e multimídia do seu Ford. O projeto envolveu dezenas de programadores da Youse Seguros e da Ford Motor Company, sendo a única empresa e marca de seguros no mundo a realizar esta integração. O lançamento ocorre  no dia 8 de novembro, no Salão do Automóvel de São Paulo, no espaço Ford, com um ambiente dedicado a Youse Seguros e a interação desta plataforma.

STJ ratifica que plano de saúde não tem obrigação de fornecer medicamento sem registro na Anvisa

Fonte: FenaSaúde

As operadoras de planos de saúde não são obrigadas a fornecer medicamento – nacional ou importado – sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O entendimento foi fixado por unanimidade pela 2ª seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira (08), em Brasília.

“A decisão do Poder Judiciário proporciona mais segurança jurídica ao ratificar a legislação vigente. O STJ levou em conta as normas da ANS e da ANVISA, e o risco à saúde do cidadão. Além disso, a aquisição de produtos sem registro configura infração de natureza sanitária. Hoje, a judicialização é um dos maiores problemas enfrentados pelas operadoras e pelos tribunais, em razão do acúmulo de processos. Embora o recurso à Justiça seja um direito de todos, muitas demandas que chegam aos tribunais nessa área buscam obter benefícios sem respaldo nos contratos ou na legislação da Saúde Suplementar. Essa decisão do STJ pacificou as discussões no âmbito dos tribunais”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

O tema foi pauta de várias sessões na Corte. Sendo que na última quinta-feira (08), a decisão foi tomada após a sustentação da Defensoria Pública da União (DPU). Segundo o Ministro relator Moura Ribeiro, não há como o Poder Judiciário atropelar todo o sistema, sob pena de causar mais malefícios que benefícios: “Não pode o Poder Judiciário criar norma sancionadora. A justa expectativa do doente não implica sua automática viabilidade de consumo”.

A presidente da FenaSaúde ainda alertou que o uso de medicamento sem registro na Anvisa pode trazer prejuízos à saúde do beneficiário de plano de saúde: “Sem a análise criteriosa e a chancela da Vigilância Sanitária brasileira, não há garantias sobre a segurança e os efeitos dos medicamentos em nossa sociedade. O registro de medicamentos novos é concedido desde que sejam comprovadas a qualidade, a eficácia e a segurança baseadas na avaliação de estudos clínicos – esse é o papel da Anvisa”.

 

O futuro do seguro em debate no Insurance Service Meeting – dia 2

Fonte: CNseg

Como consenso entre os palestrantes no painel Desmistificando a inovação do setor, a crença de que, apesar de toda a relevância das novas tecnologias, é o consumidor o grande protagonista desse processo de transformação vivenciado por todas as indústrias no mundo, inclusive a seguradora. E para alcançar e satisfazer esse cliente, mais que o investimento em tecnologia é necessário uma mudança de cultura nas organizações.

E essa mudança necessária de cultura é, particularmente, um grande desafio para o mercado segurador, devido ao seu conservadorismo natural. “As seguradoras não podem falhar mas, por outro lado, as novas tecnologias precisam ser colocadas no mercado quando ainda estão em processo de desenvolvimento, contando com a interação ativa dos usuários para aperfeiçoá-las”, afirmou Daniel Domeneghetti, sócio do Grupo ECC, CEO da DOM Strategy Partners e moderador do painel.

De acordo com o diretor de Inovação Analytics e Tecnologia da SulAmérica, Cristiano Donisete Barbiere, desde que o primeiro iPhone foi lançado há 11 anos e, posteriormente, com a popularização de empresas de tecnologia como Uber e Amazon, houve uma grande transformação no comportamento dos consumidores, que não querem mais uma experiência de consumo pobre, desejando vivenciar, com todas as empresas, de todos os segmentos, a agilidade e a personalização oferecidas por essas empresas tecnológicas. “No mundo digital, o consumidor não aceita mais soluções que não agreguem valor e só sobreviverão as empresas que conseguirem acompanhar essas transformações dos clientes”.

Também participando do painel, a CIO da Chubb Seguros, Cibele Cardin, apresentou as cinco tendências tecnológicas para os próximos anos. A primeira é a possibilidade de se captar dados por dispositivos conectados, permitindo uma melhor compreensão do cliente e possibilitando um atendimento muito mais personalizado. A segunda é a robótica física, que gera novos riscos, mas novas oportunidades. Como será o seguro de um prédio totalmente impresso em 3D? A terceira tendência são os códigos abertos e ecossistemas de dados como o blockchain, gerando também novas oportunidades, mas novos desafios, como o da integração entre as empresas. E, por fim, as tecnologias cognitivas, que conectarão todas as outras tecnologias e também devem gerar novos produtos de seguro.

Também participante do painel, o diretor de TI da Bradesco Seguros, Curt Zimmermann, afirmou que, no Next, o banco digital do Bradesco, já não se fala em transação bancária, mas em jornada do cliente, sendo esta mais uma evidência do protagonismo desse personagem nos tempos atuais.

Ele também trouxe para o público presente cinco tecnologias que devem estar muito mais presentes em nossas vidas em poucos anos e afetarão diretamente o mercado segurador. O 5G, que irá facilitar as transações, permitindo que se trabalhe rapidamente com um enorme volume de dados; o blockchain, que aumentará a transparência e a segurança das operações, além de reduzir custos; a inteligência artificial, que no atendimento aos consumidores não precisa de reciclagem constante do aprendizado, como os humanos; o reconhecimento facial, aliada no combate às fraudes e no controle de dados dos clientes, e a computação quântica, que viabilizará todas as outras tecnologias, acelerando enormemente o processamento de cálculos e comandos.

IA: Você sabe com quem está falando?

A inteligência artificial ainda é emergente no mundo e possui acesso bastante restrito. Contudo, ela vem sendo cada vez mais disruptiva e ganhando maior importância para os processos de negócio. “Daqui a 30 anos, teremos inteligência artificial em todo lugar e as empresas que tirarem melhor proveito disso agora serão as que terão mais sucesso no futuro”, alertou o CTO & Distinghished Engineer da IBM, Fabio Luis Marras, no painel “IA: Você sabe com quem está falando?”.

Com a moderação do superintendente-executivo de Negócios da CNseg, Paulo Kurpan, e a participação do vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri, foi abordado o que há de mais inovador no âmbito da inteligência artificial no mercado, apontando alguns caminhos para o setor segurador.

A busca pela personalização do atendimento aos clientes que tanto se fala já conta com inovações que facilitam esse processo, como o já tão falado machine learning, o deep learning (análise de um grande volume de dados) e o chatbot (atendimento via robôs). “Precisamos tratar nossos clientes de maneira mais personalizada e há muitas empresas utilizando a inteligência artificial de forma errada, por isso temos muito trabalho a fazer”, complementou Eduardo Dal Ri.

Apesar dos alardes, o setor segurador brasileiro tem buscado cada vez mais a automação de processos para melhor atender os clientes, explicou Marras. “Essa aproximação verdadeira com o consumidor é o que tenho visto acontecer na indústria de seguros do Brasil”, finalizou o executivo.

O desafio da retomada do crescimento da economia e o mercado segurador

Seguros do Banco Santander Brasil e presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNSEG, Alex Körner, e economista da CNseg Pedro Simões
As questões trabalhistas, previdenciárias, econômicas, políticas e ambientais permearam o painel “Os desafios para a retomada do crescimento da economia e o mercado segurador”, realizado na manhã do segundo dia no 3º Encontro de Inteligência de Mercado, que acontece em paralelo ao 12º Insurance Service Meeting.
Uma das consequências da crise atual, da qual começamos a sair agora, foi a troca do emprego formal pelo informal, gerando um aumento da desigualdade, como pontuou o economista da CNseg, Pedro Simões, moderador do painel.

E entre as consequências dessa informalidade, fruto, entre outras razões, do esgotamento do modelo de desenvolvimento baseado no consumo, iniciado depois do ano 2000, está a do aumento do número de pessoas fora da proteção formal governamental, inclusive com consequências no mercado de seguros, como lembrou o economista e professor da PUR-Rio, Luiz Roberto Cunha.

Sendo, entretanto, o seguro ainda mais necessário quando as pessoas já não podem contar tanto com a proteção do estado, é preciso encontrar maneiras de fazer a proteção securitárias alcançar essas pessoas de mais baixa renda. Para isso, disse o superintendente de Produtos de Seguro do Banco Santander Brasil, Alex Körner, é preciso criar novos produtos, voltados especificamente a esse público e, para isso, a tecnologia pode trazer novas soluções que facilitem os pagamentos e os processos de cobrança.

A baixa penetração do seguro no Brasil, entretanto, não se dá apenas entre a população de mais baixa renda, apesar de o grande catalizador de seu crescimento ser mesmo o crescimento da renda. Isso, porém, está fora do controle do setor, o que não o impede de empreender uma série de ações de fortalecimento da cultura securitária, como afirmou o diretor Técnico da CNseg, Alexandre Leal. Abordando as ações da CNseg, citou o grande esforço que tem sido feito pela Confederação para conscientizar a população a respeito da importância do seguro por meio de seu Programa de Educação em Seguros, com produção de livros, cartilhas, inserções nas redes sociais e até uma rádio Web.

Outra recente importante ação da CNseg foi a entrega aos presidenciáveis de propostas para o desenvolvimento do setor. “Estamos presentes e contribuímos para diversos setores da atividade econômica, além de possuirmos ativos na casa do 1 trilhão de reais, mas ainda não somos ouvidos na medida de nossa importância”.
A questão demográfica é outro grande desafio para o País – que apesar de ainda ter uma população de jovens, gasta em previdência como os países de população mais velha – mas também para o setor segurador, particularmente nos setores de previdência privada e de saúde suplementar. “Na saúde suplementar, depois dos 50 anos do beneficiário, os custos com despesas médicas crescem muito de ano para ano, sendo um problema ainda maior que o da previdência, visto que, depois que a pessoa se aposenta, a correção se dá apenas para repor as perdas da inflação”.

Como se não bastasse, as mudanças climáticas são outro grande desafio que se apresenta para o País e para a indústria seguradora, que deve conviver com o aumento do número de sinistros por desastres naturais de grande porte. Também em relação a isso o setor não está parado, buscando incentivar a transição para uma economia de baixo carbono, direcionando seus investimentos institucionais para empresas mais sustentáveis; criando novos produtos para absorver os impactos econômicos desses desastres naturais e sendo mais rigoroso no gerenciamento de riscos.

Transformação digital: o desafio não é só tecnológico

Entre as diversas mudanças de paradigma do mundo atual está o fato de que, antigamente, quando se obtinha uma informação valiosa, guardava-se com cuidado para ser utilizada quando necessária. Atualmente, a informação está aí, ao alcance de todos, e não precisa ser mais guardada. O importante passa a ser como usá-la da melhor forma possível, afirmou o vice-presidente de Pesquisa da Gartner, Cassio Dreyfuss, durante o painel “Transformação digital: o desafio não é só tecnológico”.

As grandes mudanças dos tempos atuais também estão presentes nos ambientes de trabalho, onde os manuais de procedimento já não servem e os profissionais precisam encontrar novas maneiras de realizar seu trabalho. “A alta administração apontará a missão, mas a maneira de realizá-la ficará a cargo dos grupos de trabalho, que enfrentarão desafios desconhecidos pelo caminho”, concluiu. E essa nova maneira de se trabalhar exigirá também um novo modo de se gerenciar, quando o verdadeiro líder será aquele que obtiver total confiança de sua equipe e conseguir engajá-la para chegarem onde precisam.

Também participando do painel, o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, disse que toda essa revolução é um grande desafio para o Estado Brasileiro, que não pode deixar de estar atento a essa agenda transformadora, apesar de sua tradicional postura reativa ao tema. A Susep, porém, afirmou, “percebendo o tamanho dessa onda, ensejou um comportamento pro-ativo”, abrindo várias frentes, participando de fóruns de tecnologia e estabelecendo uma aproximação com os supervisionados, com outras autoridades de supervisão e até com os novos entrantes, como as insurtechs e outras instituições inovadoras. Como perspertiva de mudança, o órgão regulador já discute um processo de monitoramento eletrônico usando o segmento de garantia estendida como teste.

Ciência de dados: oportunidades no mercado segurador

A transformação digital passa por uma difusão da cultura de dados, que passaram a ser o “coração” das empresas. Nesse contexto, surgiu a Ciência de Dados, que estuda a transformação dos dados em informação e, posteriormente, em conhecimento. Simultaneamente, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP) mudará a forma como será feito o tratamento de dados no Brasil. Esse foi o tema do painel “Ciência de Dados: oportunidades no mercado segurador” do 3º Encontro de Inteligência de Mercado”.

O painel contou com a participação dos professores da PUC-Rio Gustavo Robichez, Rafael Nasser e Hélio Lopes, além da superintendente jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal. Partindo do ponto de vista acadêmico, Hélio Lopes explicou que a Ciência de Dados é multidisciplinar e que vem ganhando cada vez mais valor no setor segurador.

Essa ciência auxilia na melhor tomada de decisão ao executar alguma atividade do negócio, afirmou Rafael Nasser. “Se observarmos a cadeia de valor de seguros, percebemos que todas as atividades são extremamente dependente de dados. Com a aprovação da nova lei, isso requer um maior cuidado no tratamento desses dados “, complementou Gustavo Robichez.

Para Glauce Carvalhal, a aprovação da LGPDP foi criada para estruturar a forma como os dados serão trabalhados. “A Lei não veda o tratamento de dados, ela veio para mostrar qual o caminho a ser percorrido, estruturando-o. Isso facilita a empresa inclusive quando houver uma fiscalização”, concluiu a superintende jurídica.

Novas Fronteiras do Seguro: Hoje e Amanhã na Era Digital

O último painel do 12º Insurance Service Meeting, “Novas Fronteiras do Seguro: Hoje e Amanhã na Era Digital”, contou com a participação do head digital transformation da Kick Ventures, Cezar Taurion. Num cenário em que mais de 4 bilhões de pessoas estão conectadas à internet no mundo todo, o digital não é o futuro, é o presente. “A 4ª Revolução Industrial que está em curso, teve início, principalmente, a partir de 2007, com o surgimento do primeiro smartphone”, explicou Taurion.

A sociedade industrial que foi construída ao longo dos séculos levou aos modelos de organização, hierarquia e educacional que existem até hoje, informou o palestrante. Contudo, esse modelo passou a ser questionado pela velocidade com que tudo está mudando no meio digital.

“O setor segurador é um dos mais conservadores, não só no Brasil, mas no mundo todo. Mesmo que seja muito regulado, é preciso que ele se adapte aos novos tempos. Esse é um grande desafio porque qualquer setor é ameaçado de disrupção não por seus concorrentes, mas por outros setores, como as startups, por exemplo”, enfatizou o executivo.

A grande mensagem que fica do evento é que todas as atividades que podem ser automatizadas, serão. Atualmente, as cinco maiores empresas do mundo são de tecnologia. Com o auxílio da inteligência artificial, o setor segurador possui o desafio de se adequar a esse novo consumidor que surge cada vez mais empoderado e questionando todo o modelo de negócio e econômico existente, principalmente os consumidores das novas gerações.

Leonardo Paixão deixa Markel; Carlos Caputo assume

Leonardo Paixão, que há mais de um ano viaja por todo o interior do Brasil para desenvolver seguros ligados ao agronegócios, deixa a Markel Seguradora após dois anos no comando da operação do grupo americano no país. Em seu lugar assume Carlos Caputo, no comando das operações da América Latina, assume a seguradora no Brasil. Paixão já tem um projeto do qual ainda não pode falar, mas segundo fontes do seguro é também no agronegócios.

Liberty, Allianz, Travelers e AIG divulgam balanço do terceiro trimestre

A Liberty Mutual e suas subsidiárias registraram lucro líquido de US$ 282 milhões e US$ 1,9 bilhão nos três e nove meses encerrados em 30 de setembro de 2018, contra prejuízo líquido de US$ 665 milhões e US$ 188 milhões nos mesmo s períodos de 2017.

O bom desempenho no lucro líquido e no índice combinado foi em parte creditado a baixa atividade de catástrofes no trimestre. David H. Long, presidente e CEO, disse que a estratégia segue em desenvolver produtos e diversificar a abrangência de distribuição, que evidenciou o crescimento líquido de prêmios no trimestre de 3,4%, para US$ 10,2 bilhões, com forte crescimento vindo de nossas operações internacionais”.

O índice combinado total para os três meses encerrados em 30 de setembro de 2018 foi de 99,5%, uma queda de 17,7 pontos em relação ao mesmo período de 2017. A redução reflete principalmente as menores perdas catastróficas neste ano e os prejuízos líquidos incorridos em anos anteriores. O índice combinado consolidado antes das catástrofes foi de 95%, um aumento de 1,9 ponto em relação ao mesmo período de 2017, refletindo o impacto da maior atividade de perda não catastrófica nos mercados globais de varejo e n a Global Risk Solutions (GRS).

Allianz – A Allianz confirmou nesta sexta-feira a sua meta de lucro para o ano todo, depois de relatar um desempenho no terceiro trimestre que estava de acordo com as expectativas dos analistas e se beneficiou de menores pedidos de catástrofes naturais. O grupo segurador sediado em Munique gerou € 30,5 bilhões em receitas entre julho e setembro, 7,9% a mais do que um ano atrás. Com € 3 bilhões, o lucro operacional no trimestre aumentou 20,6% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido subiu 15%, para € 1,9 bilhão.

“Estamos muito confiantes para alcançar nossas metas também para este ano”, disse o executivo-chefe Oliver Bäte em um comunicado. A meta da Allianz para 2018 é obter um lucro operacional entre € 10,6 bilhões e € 11,6 bilhões. Nos primeiros nove meses do ano, já alcançou 80% do ponto médio da meta. Bäte disse aos investidores que os esforços de reestruturação do grupo estavam começando a dar resultados, ressaltando que, nos primeiros nove meses, “ganhos substanciais de produtividade” contribuíram para o aumento dos lucros. Em meados de 2017, a Allianz anunciou que 700 postos de trabalho na Alemanha seriam cortados em três anos, à medida que fosse digitalizando seus processos internos.

No terceiro trimestre, as três principais divisões da Allianz – sinistro de propriedades, vida e saúde e gestão de ativos – relataram aumento de receita. O índice de capitalização do grupo Solvência II, um critério importante para a solidez do balanço das seguradoras, permaneceu inalterado em 229% no final de setembro.

Travelers – A seguradora Travelers ganhou nos primeiros nove meses deste ano US$ 1,9 bilhão, 26% a mais do que no mesmo período de 2017, graças principalmente ao menor número de eventos e catástrofes que teve que enfrentar. A seguradora registrou receitas de US$ 22,4 bilhões até setembro, um aumento de 5% em comparação com os US$ 21,4 bilhões faturados no mesmo período do ano anterior. Quanto aos resultados trimestrais, a empresa faturou US$709 milhões (US$ 2,62 por título), com um forte aumento de 150% em relação aos US$293 milhões (US$1,05) no mesmo período de 2017. O fato de as perdas por catástrofes terem diminuído em relação ao ano anterior ajudou na melhoria dos resultados trimestrais. Segundo o presidente e CEO da Travelers, Alan Schnitzer, “em seguros de pessoas, nos juntamos à Amazon para lançar uma primeira loja digital na indústria”. Os resultados superaram as previsões dos analistas, mas as ações da Travelers, um dos 30 índices da Dow Jones, caíam 1,88% na Bolsa de Nova York, no meio da sessão.

AIG – A AIG registrou uma surpreendente perda no terceiro trimestre, já que os desastres naturais, antigos e recentes, prejudicaram os resultados. Foi o quinto trimestre consecutivo que os resultados da AIG ficaram aquém das expectativas dos analistas. A perda ajustada foi de 34 centavos por ação, enquanto os analistas esperavam um lucro de quase 6 centavos. Tanto o furacão Florence quanto os tufões no Japão atingiram a AIG com mais força que seus rivais. A seguradora registrou US$ 1,6 bilhão em custos de catástrofe no período. A perda é cerca de três vezes maior do que as previsões iniciais dos analistas do Morgan Stanley. Desastres antigos também voltaram para assombrar a AIG. A seguradora acrescentou US$ 170 milhões para reservas no terceiro trimestre, já que os custos dos incêndios florestais do ano passado na Califórnia subiram acima do que a seguradora antecipou. Mesmo com os contratempos, o diretor executivo Brian Duperreault disse que a seguradora continua no caminho certo para uma métrica fundamental em seu esforço de recuperação: um lucro de subscrição até o final do ano.

Proteção contra queda de raios: você está preparado?

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Em todo o mundo, as descargas elétricas atmosféricas são frequentes e podem causar danos dispendiosos. Nos EUA, por exemplo, ocorrem uma média de 20 milhões de descargas elétricas nuvem-solo a cada ano. Já no Brasil, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a média anual de raios dos últimos seis anos foi de 77,8 milhões.

Embora os relâmpagos e raios sejam tipicamente associados a tempestades com chuvas e ventos intensos, eles também podem ocorrer em furacões e incêndios florestais causando impactos em diferentes áreas como interrupção na distribuição de energia, falta de produtividade das lavouras, morte de animais no campo, entre outros.

O que muitas pessoas não sabem é que, com uma boa preparação e proteções adequadas, esses impactos podem ser significativamente reduzidos. Mas como proteger seus negócios e suas propriedades desse fenômeno natural?

Para ajudar a prevenir e/ou mitigar os danos causados pela queda de raios, a equipe de Risk Engineering Services da Swiss Re Corporate Solutions criou um guia sobre os riscos associados a quedas de raios, que pode ser encontrado no portal da companhia.

Enrico Ventura deixa o grupo Bradesco Seguros

Enrico Ventura, diretor-gerente de Auto/RE da Bradesco Seguros, deixou o grupo depois de 25 anos de serviços prestados ao conglomerado. A noticia foi confirmada por ele. Questionado se estaria indo para a insurtech ThinkSeg, segundo rumores nos bastidores do setor, ele afirmou que primeiro vai descansar e depois pensar no desafio que tem pela frente num mercado cheio de oportunidades como o de seguros. “A única certeza que eu tenho é que quero muito continuar contribuindo para a melhoria e crescimento do mercado de seguros”, afirmou ele ao blog Sonho Seguro.

Enrico era um dos profissionais mais envolvidos com inovação, presente em centenas de eventos nacionais e internacionais no último ano. Certamente será disputado neste mercado que busca lideranças que já mudaram a forma de pensar diante da transformação digital que os consumidores exigem. “Tenho um carinho e admiração enorme pelo Bradesco. Construi minha carreira na empresa e fiz grandes amigos. Ficam boas recordações, mas agora é olhar para o futuro, que com certeza será muito bom”, finalizou.

Outubro foi um bom mês para fundos PGBL e VGBL, segundo GuruPrev

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O site GuruPrev divulgou os resultados sobre os planos PGBL/VGBL do mercado até o mês de outubro. A base analisada tem 9.046 planos de previdência do mercado e mais de 1.256 fundos de investimentos vinculados aos planos.

Houve uma expressiva recuperação da rentabilidade dos planos no mês de Outubro. Após a grande volatilidade do mercado verificada durante o ano de 2018 em função das expectativas das eleições e do conturbado ambiente econômico no exterior, os PGBL/VGBL se recuperaram e apresentaram um resultado médio muito bom no acumulado do ano, em todas as modalidades de fundos de investimento.

Segundo o levantamento, a rentabilidade média no mês de outubro foi de 2,64%, ou 486,1% do CDI. No acumulado do ano de 2018, a média foi de 6,1%, o que representou 113,0% do CDI. Nos últimos 12 meses, a média dos fundos analisados é de 7,0%, 106,8% do CDI. O retorno médio dos PGBL/VGBL também excede o CDI se estendermos essa pesquisa para um período de 24 meses, no qual registrou 104,5% do CDI ou 19,2% em termos nominais. Em 36 meses, a rentabilidade média dos fundos PGBL/VGBL também foi melhor que o CDI, no qual anotaram 39,4%, o que equivale a 112,5% do CDI.

Em comparação ao CDI, os últimos três meses apresentaram uma melhora significativa dos fundos em relação ao principal benchmark do mercado. No mês de agosto apenas 4% deles superaram o CDI, em setembro, mais de 56% renderam acima do CDI e no mês de outubro, 88% dos fundos PGBL/VGBL renderam acima do CDI.

Os tipos de fundos que tiveram os melhores ganhos são os fundos mais “agressivos”, ou seja, que possuem uma carteira de investimentos com papéis mais voláteis, como por exemplo, ações e títulos públicos de longo prazo. Por isso, os melhores fundos do mês de outubro de 2018 foram muito influenciados pela alta da bolsa de valores (Ibovespa registrou 10,2% no mês) e pela elevação do preço dos títulos públicos indexados ao IPCA de longo prazo (por exemplo, IMA-B 5+* registrou variação positiva de 10,7%).

No geral, em 2018, cerca de 46% dos fundos não superaram o CDI.
Apesar do rendimento médio do mercado ter obtido um retorno acima do CDI no ano (113%), a média ponderada pelo PL de todos os fundos ficou abaixo do CDI (89,9%). Ou seja, a maior parte dos fundos do mercado ficou acima do CDI mas a maior parte do patrimônio de todos os fundos ficou abaixo do CDI.

Os fundos que ficaram acima do CDI (631)** têm um PL somado de R$ 123,4 bilhões e os fundos que ficaram abaixo do CDI (531)** têm PL somado de R$ 637,8 bilhões. Outro dado interessante é que somente 20% dos fundos com PL superior a R$ 1 bilhão tiveram rentabilidade superior ao CDI mas 57,7% dos fundos com PL inferior a R$ 1 bilhão superaram o CDI.

Os fundos de investimentos PGBL/VGBL com PL superior a R$ 10 Bilhões, 17 no total, registraram em média 85,4% do CDI, ou 4,59% nominal. Um resultado bem inferior à média do mercado – somados, esses fundos possuem um PL de R$ 364,7 Bilhões (47,5% do PL dos 1.256 fundos do mercado).

No mês de outubro, os 10% melhores do mercado registraram uma rentabilidade média de 8,42%, ou 1.551% do CDI. Enquanto que os 10% piores no mês renderam 0,33% ou o equivalente a 61,0% do CDI.

No acumulado do ano, os 10% melhores registraram uma rentabilidade média de 10,3% ou 192% do CDI. Enquanto que os 10% piores no período renderam 3,24% ou o equivalente a 60,3% do CDI.

Na média, os fundos mais baratos performaram melhor do que os mais caros. A Taxa de Administração média dos melhores é de 1,0% a.a., e a dos piores, de 1,9% ao ano.
Na categoria dos melhores fundos observamos que o PL médio é de R$ 99,6 Milhões, enquanto que os piores têm um PL médio de R$ 791 Milhões.

Os fundos de investimentos PGBL/VGBL terminaram o mês de outubro com um patrimônio total de R$ 766,5 bilhões, distribuídos nas modalidades de renda fixa, multimercados, balanceados e data-alvo. Em outubro do ano passado o valor era R$ 696,7 bilhões, portanto, um crescimento de 10,0%. Neste ano, o crescimento do Patrimônio Líquido destes fundos de investimento foi de 7,7%.