Vida e Previdência

Outubro foi um bom mês para fundos PGBL e VGBL, segundo GuruPrev

Denise Bueno
Escrito por Denise Bueno

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O site GuruPrev divulgou os resultados sobre os planos PGBL/VGBL do mercado até o mês de outubro. A base analisada tem 9.046 planos de previdência do mercado e mais de 1.256 fundos de investimentos vinculados aos planos.

Houve uma expressiva recuperação da rentabilidade dos planos no mês de Outubro. Após a grande volatilidade do mercado verificada durante o ano de 2018 em função das expectativas das eleições e do conturbado ambiente econômico no exterior, os PGBL/VGBL se recuperaram e apresentaram um resultado médio muito bom no acumulado do ano, em todas as modalidades de fundos de investimento.

Segundo o levantamento, a rentabilidade média no mês de outubro foi de 2,64%, ou 486,1% do CDI. No acumulado do ano de 2018, a média foi de 6,1%, o que representou 113,0% do CDI. Nos últimos 12 meses, a média dos fundos analisados é de 7,0%, 106,8% do CDI. O retorno médio dos PGBL/VGBL também excede o CDI se estendermos essa pesquisa para um período de 24 meses, no qual registrou 104,5% do CDI ou 19,2% em termos nominais. Em 36 meses, a rentabilidade média dos fundos PGBL/VGBL também foi melhor que o CDI, no qual anotaram 39,4%, o que equivale a 112,5% do CDI.

Em comparação ao CDI, os últimos três meses apresentaram uma melhora significativa dos fundos em relação ao principal benchmark do mercado. No mês de agosto apenas 4% deles superaram o CDI, em setembro, mais de 56% renderam acima do CDI e no mês de outubro, 88% dos fundos PGBL/VGBL renderam acima do CDI.

Os tipos de fundos que tiveram os melhores ganhos são os fundos mais “agressivos”, ou seja, que possuem uma carteira de investimentos com papéis mais voláteis, como por exemplo, ações e títulos públicos de longo prazo. Por isso, os melhores fundos do mês de outubro de 2018 foram muito influenciados pela alta da bolsa de valores (Ibovespa registrou 10,2% no mês) e pela elevação do preço dos títulos públicos indexados ao IPCA de longo prazo (por exemplo, IMA-B 5+* registrou variação positiva de 10,7%).

No geral, em 2018, cerca de 46% dos fundos não superaram o CDI.
Apesar do rendimento médio do mercado ter obtido um retorno acima do CDI no ano (113%), a média ponderada pelo PL de todos os fundos ficou abaixo do CDI (89,9%). Ou seja, a maior parte dos fundos do mercado ficou acima do CDI mas a maior parte do patrimônio de todos os fundos ficou abaixo do CDI.

Os fundos que ficaram acima do CDI (631)** têm um PL somado de R$ 123,4 bilhões e os fundos que ficaram abaixo do CDI (531)** têm PL somado de R$ 637,8 bilhões. Outro dado interessante é que somente 20% dos fundos com PL superior a R$ 1 bilhão tiveram rentabilidade superior ao CDI mas 57,7% dos fundos com PL inferior a R$ 1 bilhão superaram o CDI.

Os fundos de investimentos PGBL/VGBL com PL superior a R$ 10 Bilhões, 17 no total, registraram em média 85,4% do CDI, ou 4,59% nominal. Um resultado bem inferior à média do mercado – somados, esses fundos possuem um PL de R$ 364,7 Bilhões (47,5% do PL dos 1.256 fundos do mercado).

No mês de outubro, os 10% melhores do mercado registraram uma rentabilidade média de 8,42%, ou 1.551% do CDI. Enquanto que os 10% piores no mês renderam 0,33% ou o equivalente a 61,0% do CDI.

No acumulado do ano, os 10% melhores registraram uma rentabilidade média de 10,3% ou 192% do CDI. Enquanto que os 10% piores no período renderam 3,24% ou o equivalente a 60,3% do CDI.

Na média, os fundos mais baratos performaram melhor do que os mais caros. A Taxa de Administração média dos melhores é de 1,0% a.a., e a dos piores, de 1,9% ao ano.
Na categoria dos melhores fundos observamos que o PL médio é de R$ 99,6 Milhões, enquanto que os piores têm um PL médio de R$ 791 Milhões.

Os fundos de investimentos PGBL/VGBL terminaram o mês de outubro com um patrimônio total de R$ 766,5 bilhões, distribuídos nas modalidades de renda fixa, multimercados, balanceados e data-alvo. Em outubro do ano passado o valor era R$ 696,7 bilhões, portanto, um crescimento de 10,0%. Neste ano, o crescimento do Patrimônio Líquido destes fundos de investimento foi de 7,7%.

Sobre a Autora

Denise Bueno

Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista da revista Apólice, especializada em seguros, e também do SindSeg-SP. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalizacao entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil.

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