Brasilprev ultrapassa a marca de R$ 250 bilhões em ativos

Entre os resultados da Brasilprev durante o terceiro trimestre de 2018, um indicador se destaca, pois alcançou um patamar inédito. Com base nos dados da Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), a empresa, que é especialista em previdência privada, registrou R$ 250,1 bilhões em ativos sob gestão no período, montante 10% maior que os R$ 227,8 bilhões computados no mês de setembro de 2017 – evolução que mantém a empresa na liderança de mercado, com 30% de market share.

Analisando a divisão dos ativos por modalidade de produto, 81% estão alocados no Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), seguidos de 14% do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o restante (5%) no Tradicional, produto que já não é mais comercializado pelo mercado.

O diretor de Planejamento e Controle da Brasilprev, Nelson Katz comenta: “Mesmo em um ano desafiador no âmbito político e econômico, a indústria de previdência privada permaneceu evoluindo em ativos sob gestão. Este incremento foi de 8%, segundo os dados de setembro de 2018 da FenaPrevi, e a Brasilprev, por sua vez, manteve a liderança no setor com quase um terço da fatia do mercado. Nesse período, a companhia continuou investindo em conveniência para os clientes com o lançamento do Brasilprev Fácil, isenção das taxas de carregamento para todos os planos PGBL e VGBL, além de reforçar suas ações de consultoria e de educação financeira”.

No âmbito de investimentos, o terceiro trimestre começou ainda muito volátil, coletando resquícios da greve dos caminhoneiros e impactado pelo cenário eleitoral. Com a definição do futuro presidente e, portanto, com um pouco mais de previsibilidade sobre a condução da política econômica, o mercado encontrou um novo patamar de acomodação o que fez o desempenho dos fundos de investimentos voltar à normalidade. “Sem realizar mudanças bruscas nas alocações dos ativos nos momentos de incerteza, a Brasilprev entrega já em outubro de 2018 performance diferenciada nos seus fundos, principalmente nas estratégias de renda fixa com prazo mais longo e de multimercado”, finaliza Nelson.

 

Setor de seguros lança instituto voltado para a diversidade e inclusão

Organização é formada por representantes de seguradoras, prestadores de serviços, escritórios de advocacia e imprensa especializada

Ser um mercado plural. Este é um dos objetivos do Instituto pela Diversidade e Inclusão do Mercado de Seguros – IDIS, que será lançado dia 12 de dezembro, no auditório da Escola Nacional de Seguros. A criação deste Instituto vai ao encontro da necessidade de conscientizar as lideranças sobre a importância de integrar pessoas das mais diferentes origens.

Valéria Schmitke, presidente do IDIS, ressalta que o Instituto utiliza a expressão “Setor de Seguros” porque seu objetivo é envolver todos os agentes do mercado, sejam eles seguradores, resseguradores, provedores de serviços, corretores de seguros, operadores de planos de saúde, educadores, imprensa etc.

“Inicialmente, trabalharemos três pilares: gênero (mulher), LGBT+ e raça/etnia. Consideramos que estas são as áreas mais urgentes às quais devemos nos dedicar”, informa a presidente, acrescentando que no futuro a entidade deve atuar também com os pilares PCDs, gerações e outros”.

O evento de lançamento do IDIS contará com uma palestra da advogada e professora Angelica Carlini, além da participação de representantes de algumas seguradoras que apresentarão cases de inclusão que são aplicados em suas respectivas companhias.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://pt.surveymonkey.com/r/C7SW579

Serviço:
Lançamento IDIS – Instituto pela Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros

Dia 12 de Dezembro de 2018

Das 8h30 às 12h00

Auditório da Escola Nacional de Seguros
Rua Augusta, 1600 – Consolação

 

Programação:

8h30 – Abertura: Valeria Schmitke

9h30 – Diversidade, uma longa construção histórica. Palestrante: Angélica Carlini

10h15 – Coffee Break

10h30 – Cases de Sucesso do Mercado Segurador. Pariticpantes: AIG, Ikê        Assistência, Mapfre, MetLife, Tokio Marine, Zurich

Mediação: Prof. Flavia Bianco

11h40 – Encerramento: Ana Paula Santos

 

O credenciamento para o evento pode ser feito pelo link: https://pt.surveymonkey.com/r/C7SW57 

 

Mercado segurador deve crescer 3% em termos reais nos próximos dois anos

O crescimento econômico global permanecerá sólido nos próximos dois anos, embora o impulso de alta tenha atingido o pico. O último sigma do Instituto Swiss Re “Global Economic and Insurance Outlook 2020” afirma que o ainda bom momento da economia irá incentivar o setor de seguros, com prêmios globais acima de 3% anualmente, em termos reais, nos próximos dois anos, um aumento de um ponto percentual em comparação com 2018. A maior parte da demanda será proveniente dos mercados emergentes da Ásia, onde se estima que os prêmios cresçam a uma taxa três vezes superior em comparação à taxa média global, perto de 9%. A inovação no setor de seguros expandirá os limites da segurabilidade e conduzirá ainda mais o crescimento dos prêmios. Ela também ajudará a melhorar a resiliência global, reduzindo, assim, as lacunas de proteção de seguro existentes.

“A economia global vem apresentando um bom desempenho, e o crescimento econômico global permanecerá sólido”, afirma Jérôme Jean Haegeli, economista chefe no Swiss Re. “Contudo, a melhor parte chegou ao fim. O impulso cíclico é positivo, mas esperamos que o PIB real desacelere cerca de 1 a 2 pontos porcentuais na maior parte do mundo nos próximos dois anos.

Isso também leva em consideração os desafios estruturais crescentes para o crescimento, como os pesos mais altos de dívida, as poupanças reduzidas em razão do envelhecimento da sociedade, e a baixa produtividade.”

O Instituto Swiss Re estima que a economia norte-americana crescerá 2,9%, em termos reais, em 2018, 2,2% em 2019 (consenso de 2,6%1) e 1,7% em 2020 (consenso de 1,8%), uma vez que o Federal Reserve se tornará menos apoiador e o estímulo fiscal desaparecerá. Estima-se que o crescimento na zona do euro desacelere para 1,5% e 1,4% em 2019 e 2020, respectivamente, em comparação com o 1,9% anterior. Para o Japão, espera-se um crescimento de 0,6% do PIB para o próximo ano, inferior ao 1,0% em 2018 devido à redução da demanda externa.

Os mercados emergentes, especialmente na Ásia, continuarão a crescer. Espera-se que o crescimento do mercado emergente agregado seja moderado em aproximadamente 4,9% ao ano entre 2019 e 2020, após um ganho de 4,7% este ano. As estimativas têm por base uma antecipação da recuperação econômica nos países que tiveram dificuldades recentemente, incluindo Argentina, Brasil, África do Sul e Turquia. Os mercados emergentes da Ásia continuarão a superar os demais, com a previsão de que as economias chinesa e indiana cresçam mais de 6,0% anualmente nos próximos dois anos.

Riscos de baixa

Os riscos de baixa do crescimento global aumentaram ultimamente. A médio prazo, o nível recorde de baixa de desemprego nos EUA provavelmente implicará ganhos salariais mais altos e risco mais elevado de superaquecimento nos EUA. Isso poderia desestabilizar a trajetória esperada da normalização da política monetária, tendo por base o aumento das taxas de juros de modo mais agressivo do que o esperado por parte do Federal Reserve. A retração excessiva das condições financeiras poderia levar a uma maior volatilidade do mercado e a uma desaceleração da atividade econômica. A longo prazo, o principal risco é o agravamento das tensões comerciais atuais entre os EUA e a China em uma guerra comercial global. O relatório estima que, no pior dos cenários, por exemplo, uma tarifa de 10% sobre todos os bens comercializados a nível global, o PIB global seria reduzido entre 1,5% a 2,5% nos próximos três anos.

O desenvolvimento dos prêmios de seguro será apoiado pelo sólido ambiente de crescimento econômico. O Instituto Swiss Re estima que os prêmios globais de vida e não vida crescerão acima de 3 % anualmente em 2019 e 2020. Os ganhos serão impulsionados pelos mercados emergentes. A riqueza nos mercados emergentes cresceu significativamente e um aumento de 1 ponto porcentual no PIB em 2018 tem um impacto muito mais significativo em termos de volume de prêmios do que teria há uma década atrás. Além disso, muitos mercados progrediram para a área mais inclinada da curva S de seguros e o impacto do crescimento da renda sobre a demanda por seguros é muito maior.

“Como a mudança do poder econômico global do Ocidente para o Oriente prossegue com a mesma força, a China e especialmente os mercados emergentes da Ásia serão as principais fontes de demanda de seguros nos próximos anos”, afirma Haegeli. “Com base nos nossos modelos, estimamos que, em dólares norte-americanos, a taxa de crescimento dos prêmios de seguro nos mercados emergentes da Ásia será três vezes superior à média mundial nos próximos dois anos.” De acordo com os dados do sigma, a parcela dos prêmios globais da China subiu de 0,8% em 2000 para 9,7% em 2017, e estima-se que cresça para 16% até 2028.

Dez anos após a crise financeira global, o mundo encontra-se mais resiliente?

A última publicação do sigma também aborda a questão da resiliência, afirmando que a economia mundial continua mal preparada para uma recessão global. A economia apresenta uma capacidade menor de absorver choques, tendo em vista as tendências inferiores de crescimento, em comparação com 10 anos atrás, pesos maiores da dívida, estruturas de mercado financeiro mais fracas e uma tendência para menor abertura. O Instituto Swiss Re promove um movimento em direção a mais soluções de mercado de capital privado para remediar a situação, com o setor público promovendo os padrões do mercado financeiro sempre que possível (para investimentos sustentáveis e de infraestrutura, por exemplo), instrumentos de débito contingentes para dívidas soberanas, além de reformas estruturais específicas de cada país e menor intervenção do Banco Central.

O seguro é um pilar central de resiliência e, com um ambiente de política mais favorável, as seguradoras poderão melhor expandir sua capacidade de absorção de riscos, bem como as atividades de investimento de longo prazo nos projetos de construção de resiliência, como infraestrutura. De acordo com os últimos dados das diferentes fontes, este sigma estima que o setor global de (res) seguro tenha, sob gestão, uma totalidade de ativos na ordem de US$ 30 trilhões – praticamente três vezes o tamanho da economia da China. Essa grande base de ativos deve ser mobilizada por completo como um absorvedor de riscos. Além disso, o relatório estima recentemente que a lacuna de proteção à propriedade e mortalidade se encontra atualmente em US$ 500 bilhões em termos equivalentes ao prêmio. A lacuna representa a vulnerabilidade ainda elevada em relação a eventos adversos para muitas famílias e negócios no mundo todo e a grande oportunidade para seguradoras contribuírem ainda mais para aumentar a resiliência.

A inovação no setor de seguros reduzirá as lacunas de proteção. As inovações de produtos, como o seguro paramétrico, por exemplo, estão ampliando o escopo da segurabilidade para riscos referentes a catástrofes naturais que anteriormente eram difíceis de segurar. A tecnologia dará apoio à inovação. Por exemplo, as empresas estão buscando garantias para exposições anteriormente não seguráveis, como perda de rendimentos e de fluxos de caixa devido à interrupção dos negócios, recall de produtos, cyber e riscos de preço referentes ao clima e à energia. A evolução das estruturas de indenização de acionador duplo, e os avanços dos dados e de modelagem permitem que as seguradoras desenvolvam cada vez mais coberturas inovadoras para tais exposições.

Mapfre investirá 25 milhões de euros no Fundo Alma Mundi Insurtech

A Mapfre anunciou que investirá 25 milhões de euros e terá um papel de liderança no fundo de capital de risco “Fundo Alma Mundi Insurtech, FCRE”, focado exclusivamente no espaço de insurtech. O fundo, registado na CMV espanhola como Fundo de Capital de Risco Europeu da Alma Mundi Insurtech, é gerido pelo gestor Mundi Ventures. Os investimentos se concentrarão no setor de seguros, especificamente em inteligência artificial e tecnologias de big data. Os investimentos serão feitos principalmente na Europa e em Israel, outro foco de inovação em insurtech.

O fundo foi criado como uma plataforma para a identificação de startups em estágio inicial, cuja tecnologia tem um pedido às necessidades e tendências na indústria de seguros, tanto da perspectiva de otimizar processos internos e geração de produtos e cobrança de clientes. O objetivo da Mapfre, segundo nota divulgada, é dobrar, de um lado, a contribuição para os negócios do grupo e, de outro, obter retorno financeiro de seus investimentos.

Susep autoriza a incorporação da XL pela Axa

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a  transferência do controle acionário indireto e da ingerência efetiva nos negócios do grupo XL no Brasil para a Axa, segundo portaria nº 7.235, de 13 de novembro de 2018. A aquisição mundial foi anunciada em março,  por US$ 15,3 bilhões. A integração das equipes já foi concluída. Em maio, o grupo substituiu o CEO Philippe Jouvelot pela francesa Delphine Maisonneuve, que sinaliza estar aberta a novas aquisições. Em janeiro de 2016, a Axa comprou, por R$ 135 milhões, a carteira de grandes riscos da SulAmérica.

“Estamos inaugurando um novo capítulo da Axa no Brasil. Com as bases muito bem estruturadas e um claro posicionamento em grandes riscos e afinidades, temos, agora, a missão de fazer com que a empresa seja reconhecida como um player relevante no segmento de seguros para pequenas e médias empresas em P&C e em seguro de vida”, afirmou Delphine Maisonneuve, em um comunicado divulgado em agosto deste ano.

BR Insurance agora é Alper, pronta para crescer, pagar dividendos e comprar concorrentes, afirma CEO

A BR Insurance, que surgiu da união de mais de 49 corretoras de seguros, passa a se chamar Alper, resultado da união das palavras alta+perfomance, a partir desta quarta-feira, conta o CEO da companhia, Marcos Couto, que está há 10 meses no comando do grupo e há mais de 30 anos no mercado segurador. “Foram oito anos de um longo processo de consolidação e agora estamos prontos para crescer na casa de dois dígitos de forma orgânica e também via aquisições”, afirmou ele em entrevista ao blog Sonho Seguro.

A BR Insurance chegou a valer R$ 2 bilhões quando realizou a oferta inicial (IPO) em 2010, com 80% das ações emitidas adquiridas por estrangeiros, com a ambição de ser uma gigante da corretagem de seguros. Hoje vale R$ 110 milhões. Em 2015, auge da crise, quase colapsou, perdendo 90% de seu valor, diante de uma crise gerada por discórdias entre inúmeros sócios e acionistas, que culminaram em denúncias na  Comissão de Valores Imobiliários (CVM), na Procuradoria do Ministério Público Federal e também na americana Securities and Exchange Commission (SEC).

Couto: a corretora tem caixa de R$ 40 milhões para ajudar nas aquisições, que vão depender de uma nova rodada de captação com investidores

Os processos na CVM foram encerrados, com autuações contra ex-administradores e mais de R$ 2 milhões restituídos ao caixa da companhia. “Estamos em constante evolução e em meio a tantos progressos nasce a Alper, que já inicia sua atuação como uma sólida corretora em seguros, consciente de que a diferença está nas pessoas e nas relações entre elas”.  

Nas contas de Couto, cerca de meia dúzia das corretoras que compunham o grupo deixaram o negócio e as outras foram incorporadas, com a BR Insurance comprando 100% do capital das que ficaram. Os proprietários das adquiridas passaram a ser executivos em suas especialidades nos mais diversos segmentos do mercado, desde benefícios como saúde, vida e previdência, como seguros patrimoniais, financeiros, agrícola, afinidades, atuando tanto no atacado como no varejo com automóvel, residencial, celular, equipamentos eletrônicos, bikes entre outros. Um dos exemplos é Rubens Nogueira, oriundo da Classic Corretora, que hoje detém ações da companhia e comanda a área de massificados. A área de benefícios, que responde por mais de 40% das vendas da corretora, é tocada por André Martins, ex-proprietário da Indico.

Foi um processo sofrido, tanto do ponto de vista emocional como financeiro para chegar ao que Couto afirma ser hoje uma das mais completas e especializadas corretoras de seguros do Brasil, situada entre as dez maiores do país. “A criação da Alper reforça a importância de nosso principal propósito, que é entregar as mais eficientes soluções do mercado de seguros por meio de relações de confiança”, afirma Couto, que teve ao seu lado por nove meses o ex-CEO, Luis Roberto Mesquita Salles, ou Beto Salles, da Indico Corretora, para que a transição fosse vitoriosa.

O resultado apareceu no terceiro trimestre deste ano, quando o BR Insurance divulgou crescimento de 19% em receita e registrou  o primeiro EBITDA positivo depois de 15 trimestres sem dar resultado. “Não tem bala de prata nem tiro de canhão. O principal foi fazer tudo olhando para frente e não para o passado”, justifica.

Ele afirma que seu DNA é vender. “Adoro os conceitos de gestão. Mas se não vender, nada resolve. Hoje vivemos um novo momento comercial na empresa”.  Outra novidade foi trazer executivos líderes para comandar áreas como transportes,  e também aumentar o grupo de conselheiros, formado por executivos independentes, sendo dois com experiência em seguros, Tarcisio Godoy, ex-presidente da BrasilPrev e Bradesco Auto RE, e Mauro Batista, ex-presidente da Roma Seguradora e atual presidente do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP).

Conseguir melhorar o resultado em tão pouco tempo tem uma explicação. No ápice da crise, em 2015, o banco Morgan Stanley foi contratado para encontrar um novo investidor. Couto entrou junto com a GP Investimento para avaliar o ativo e ficou 75 dias conduzindo uma due diligence. O negócio não avançou, mas Couto conheceu profundamente todos os desafios que o grupo enfrentava. Sabia que a companhia precisava de um choque de gestão, que permitisse a companhia entrar num novo ciclo de crescimento.

Couto tem um otimismo nato com o futuro. Enquanto boa parte dos corretores tradicionais se sentem ameaçados pela tecnologia que interliga clientes e seguradoras, Couto reage. “Vamos fazer a empresa voltar a valer mais de R$ 1 bilhão porque estamos comprometidos em projetos de longo prazo”, diz o executivo que já comandou dois projetos destacados no setor. Um deles foi cinco anos no comando da ACE Seguradora (hoje Chubb), e seis na Tempo Assist. “A Tempo Assist tinha 16 aquisições, estava listada na bolsa, nunca tinha pago um real de dividendo. Seis anos depois foi vendida por R$ 1,3 bilhão”, lembra ele, acrescentando: “quando cheguei na BR Insurance em dezembro de 2017 a ação valia R$ 9 e na última sexta-feira o papel fechou cotado a R$ 14,80”.

Segundo Couto, a estratégia de crescimento do grupo conta com avanço orgânico, na casa dos dois dígitos, fruto da reformulação em todos os processos operacionais. A tecnologia é uma aliada. O executivo afirma que fechou um contrato com uma das maiores especialistas em TI no Brasil para criar uma plataforma digital que fará a gestão das negociações com parceiros e clientes. Sem revelar valores, ele cita ser um investimento robusto, de médio prazo, ou seja, de 18 meses. “Não vamos virar uma corretora digital. Somos uma corretora com soluções digitais”, diz ele, que desde 2014 fundou a Dux Investimentos, um fundo de venture capital especializado em investimentos de tecnologia em startups digitais.

Outro passo será a volta a aquisições. Quando fez auditoria na BR Insurance, Couto teve a oportunidade de ir com a GP Investimentos aos EUA e conheceu as principais corretoras de seguros do maior mercado segurador do mundo. Das top 20, 12 delas cresceram comprando concorrentes. “O mercado de corretagem é de consolidação. Todos crescem por meio de aquisições. Não tem nada de errado construir uma grande empresa com aquisição, mas não pode ser a única tônica. Tem de crescer organicamente e acelerar a expansão com aquisições”, afirma.

Apesar de ter dado prejuízo nos últimos anos, Couto destaca que a corretora tem caixa de R$ 40 milhões para ajudar nas aquisições, mas que boa parte virá de uma nova rodada de captação com investidores caso encontre boas ofertas que agreguem valor a companhia. A notícia mais importante do ano foi a compra da JLT pela Marsh no mundo, num negócio de US$ 5,7 bilhões. “2019 é um ano que promete muitas mudanças para todos e nós vamos ter diversas novidades”, assegura o CEO da agora Alper, Consultoria em Seguros, uma das três corretoras de seguros listadas na B3. As outras são Qualicorp, que atua no ramo de saúde, e Wiz, corretora ligada a Caixa Seguridade. Além delas, o mercado segurador conta com Porto Seguro, SulAmérica, BB Seguridade e IRB Brasil Re entre outros grupos ligados a saúde suplementar.

FenaCap realiza encontro no Rio

A Federação Nacional de Capitalização promoverá, na segunda-feira, dia 26 de novembro, às 14h, no Rio, um encontro que abordará oportunidades de negócios trazidas pela nova modalidade de títulos de capitalização Instrumento de Garantia.  O evento é parte do programa Trilhas FenaCap, criado para promover debates sobre temas relevantes para o setor, e terá a participação da Susep, de representantes do mercado imobiliário e de profissionais do mercado de Capitalização.

 

Confira a programação:

14h        CREDENCIAMENTO

14h30    ABERTURA
14h40    APRESENTAÇÕES

15h30    INTERVALO

16h        DEBATES

17h30    ENCERRAMENTO

 

Data:  segunda-feira, 26 de novembro

Local: Sala Délio Ben-Sussan Dias – Rua Senador Dantas, 74 – 16º andar  – Centro – Rio de Janeiro

Horário: 14h às 17h30

 

Seguradoras criam ofertas para Black Friday

Algumas seguradoras, como Youse, SulAmérica, Bradesco, Sompo e AIG entraram no clima da sexta-feira de promoções e outras devem aderir. A Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm) estima um crescimento de 16% nas vendas na Black Friday este ano.

A SulAmérica postou nas redes sociais “ofertas imperdíveis em vários produtos” de 19 a 25 de novembro.

O Grupo Bradesco Seguros prepara a sua Black Friday com ofertas de produtos que vão desde o Seguro Viagem Bradesco aos Cartões de Crédito Bradesco Seguros. Todas as condições especiais de contratação são válidas de 19 a 26 de novembro e podem ser consultadas em www.bradescoseguros.com.br/blackfriday.

A AIG divulgou release para alertar o consumidor. A seguradora menciona que antes de fazer a compra, logo após pesquisar preços, vale verificar se a bandeira e a categoria do cartão de crédito oferecem esse serviço. Em seguida, é só fazer a compra com o cartão de crédito, entrar no site de sua bandeira e emitir o seu bilhete de seguro. “Quando a garantia original do fabricante vencer, o cliente poderá contar automaticamente com o Seguro Garantia Estendida Original AIG pelo mesmo tempo da garantia original oferecida, até o máximo de um ano, como benefício gratuito do cartão de crédito”, explica Alexandre Moreno, gerente de seguros pessoais.

A Sompo Seguros acaba de lançar a Black Week Seguros Empresariais, na qual, por uma semana inteira, serão concedidos descontos de até 15% nas cotações dos seguros Empresarial Simplificado, Empresarial Super e Segmentados. A iniciativa ocorre no período de 19 a 23 desse mês. “Os seguros empresariais da Sompo já são produtos consolidados e amplamente contratados pelo mercado. Porém, esse é um ramo com muito potencial de crescimento, já que o índice de empresas que contratam seguro patrimonial ainda é baixo, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PMEs)”, analisa Fabiana Medina, superintendente técnica de RE Massificados da Sompo Seguros. “Nossa expectativa é de aumentar em 20% as cotações dos seguros empresarias durante esse período. Recomendo aos interessados que procurem o corretor de seguros de sua confiança para que ele possa prestar a devida orientação sobre a melhor forma de contratação do seguro”, avalia.

A Tokio Marine, uma das principais Seguradoras do Brasil, participa pelo quarto ano consecutivo da Black Friday, data que reúne grandes promoções e descontos em todo o País. Neste ano, as ofertas da Tokio Marine chegam a 30% e abrangem os produtos Auto, Individual e Frota, Residencial e Empresarial.

Para os Seguros Auto e Residencial, as promoções são válidas somente nas cotações do dia 23 de novembro para cálculos de Seguro Novo e Renovação Congênere. No Tokio Marine Auto Individual, os descontos vão até 15% para os veículos participantes e para os produtos Tokio Marine Auto, Clássico, Auto Roubo + Rastreador, Caminhão, Utilitário Carga e Seguros Populares. Já no Tokio Marine Frota, são oferecidos até 15% no Auto Frota (três ou mais itens) para cálculos dos veículos participantes realizados pelo mais novo e eficiente cotador de frotas do mercado o Cotador Tokio Frotas, CTF. A redução nas cotações do Seguro Residencial chega a 30% para apartamentos e até 15% para casas.

Os Seguros Empresariais também não estão de fora das promoções. Até dia 23 de novembro a Companhia oferece até 20% de desconto para os Novos Seguros e Renovação Congênere dos produtos Empresarial Pequenas Empresas, Empresarial Novo, Produtos de Nicho – Clínicas e Consultórios, Escolas, Escritórios, Academias e Salões de Beleza e Estética – e Empresarial LMI Único.

A Porto Seguro oferece descontos de até 40% em seus produtos e serviços durante a Black Week. A promoção é válida até o próximo domingo. No período, quem aderir ao seguro para equipamentos portáteis, como câmeras fotográficas, notebooks e smartphones, tem 10% de desconto. O benefício se estende para as renovações liberadas de acordo com as regras de aceitação de limite de idade dos equipamentos.

Também é possível adquirir os planos Health for pet com 40% de desconto nas mensalidades das modalidades Pet Light ou Pet Total, ou com 30% de redução nas mensalidades dos planos Pet Basic, Pet Plus ou Pet Premium, ambos até o final do contrato. Adquirindo o produto nestas condições, o segurado garante uma redução da carência das vacinas do seu animal de estimação para 90 dias.

Ainda podem aproveitar as ofertas os clientes que aderirem ao Porto Seguro Carro Fácil, serviço de assinatura de veículos novos com valor fixo mensal, que contam com abatimento de R$ 500,00 na primeira parcela de qualquer plano contratado. Os clientes que enviarem proposta para a primeira análise de crédito durante a Black Week e efetuarem o pagamento da primeira parcela até o dia 5 de dezembro também terão direito ao desconto. A companhia oferece descontos de até R$ 70,00 em qualquer serviço contratado pelo site do Porto Seguro Faz e pagos com Cartão de Crédito Porto Seguro. Para compras efetuadas por outras formas de pagamento, o desconto é de R$ 40,00. Os benefícios não são cumulativos com outras promoções ou cupons.

HDI: #vamojunto

Filme destaca como tecnologia tornou-se crucial na liberdade de ir e vir das pessoas e reforça novo posicionamento de mercado da seguradora

A HDI Seguros lançou a campanha #vamojunto, que ressalta o novo momento vivido pela empresa, acompanhando a transformação que o próprio mundo vivencia. Com a hashtag #vamojunto, a HDI lembra que a sua especialidade continua sendo o seguro automotivo, mas agora é também dedicada a tudo o que permite ao ser humano mover-se de forma mais rápida e para a distância que desejar.

Defendendo o conceito de que vivemos uma era de abundância de informação, a empresa evidencia o peso dos dispositivos móveis na democratização do acesso ao volume de dados disponibilizados e como esse movimento impacta no modo de vida atual. “Hoje temos na palma da mão acesso a soluções para qualquer necessidade, sendo a mobilidade uma das principais. Queremos garantir às pessoas a comodidade de irem de um ponto a outro e forma ágil e segura”, explica Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros no Brasil.

O filme corrobora o novo posicionamento de mercado da companhia, que adotou o mantra “HDI: Humana, Digital e Inovadora” nos serviços que oferece. Para acompanhar esse ciclo da marca e seguindo as tendências digitais do mercado, o conteúdo está no ar em redes sociais, pelos perfis da HDI no YouTube e no Facebook.

Governo aprova plano trienal de 2019 a 2021 do seguro rural

O Plano Trienal do Seguro Rural (PTSR), para o período de 2019 a 2021, foi aprovado pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). Os detalhes constam da Resolução nº 64, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19), segundo nota distribuída pelo Ministério da Agricultura, em nota. Para o próximo ano, a dotação orçamentária do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) está estimada em R$ 450 milhões, observados os limites previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. No ano seguinte, a previsão é de R$ 468 milhões e, para 2020, R$ 487 milhões.

O plano ressalta que o número de beneficiados pela subvenção vem caindo por causa de “limitações orçamentárias e financeiras”. Em 2013, primeiro ano de vigência, o programa alcançou 65,5 mil produtores e no ano seguinte atingiu seu ápice, com 73,5 mil beneficiários. Em 2015, o programa apresentou a maior retração, atendendo apenas 27,7 mil produtores rurais. Hoje, o número de atendidos gira em torno de 42 mil produtores.

“Essa oscilação nos resultados reflete as limitações orçamentárias e financeiras para a subvenção. Contudo, em vista do contexto de restrição fiscal, existem limitações orçamentárias para aumento das dotações ao Programa na vigência do PTSR 2019- 2021, dessa forma, faz-se necessário promover ajustes para ampliar o número de beneficiários do PSR, por meio da redução dos percentuais de subvenção ao prêmio praticados atualmente”, cita o documento.