Detetive recupera obra de Picasso e devolve à seguradora

Fonte: Reuters

Um detetive de arte holandês afirma ter ajudado a recuperar uma pintura de Pablo Picasso desaparecida desde 1999, quando foi roubada de um iate pertencente ao empresário saudita Abdulmohsen Abdulmalik Al al-Sheikh na Riviera Francesa.

Em entrevista à rede de televisão holandesa RTL, o detetive, Arthur Brand –que, apelidado de “Indiana Jones do mundo arte”, já recuperou obras de Salvador Dalí– disse que recebeu, de forma confidencial, a pintura “Buste de Femme” (busto de mulher), retrato da também artista e então amante de Picasso Dora Maar. “Temia que fosse falso, mas quando o segurei em mãos, tive certeza de que se tratava da obra original”, afirmou.

Após receber a pintura em casa, embalada em um lençol e um saco de lixo preto, Brand contou que entrou em contato com a polícia e entregou o trabalho para a seguradora, para que retorne, se possível, ao seu dono original.

“Pendurei o quadro na minha casa por uma noite”, confessou. A pintura é avaliada em 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 111 milhões).

Ainda durante a entrevista, Brand disse que a primeira vez que ouvira falar do quadro foi nos Países Baixos, em 2015. Ele estima que a obra já tenha trocado de mãos ao menos 20 vezes, usada como uma espécie de garantia em negócios relacionados a drogas e armas do submundo de Amsterdã.

Ele disse que o último dono foi um agente imobiliário, que queria se livrar da obra quando percebeu que era roubada. Foi quando, afirma Brand, dois homens o contataram e combinaram a entrega em sua casa.

A polícia holandesa disse à mídia local que eles não entrariam com outras ações, uma vez que a pintura tinha sido retornada e que o prazo de prescrição para o roubo, de 1999, já expirou.

O dono original, Abdulmohsen Abdulmalik Al al-Sheikh, não foi localizado pela reportagem.

Lloyd’s of London tem prejuízo pelo segundo ano

Lloyd's of london

Fonte: Reuters

Furacões, tufões e incêndios levaram a seguradora Lloyd’s of London a grandes perdas pelo segundo ano consecutivo, apesar de seu presidente-executivo afirmar que espera que um foco mais forte no desempenho traga o mercado de volta ao lucro este ano.

O grupo Lloyd’s, que começou na cafeteria de Edward Lloyd em 1688, faz seguros complexos, de navios a obras de arte. Ele reúne cerca de 80 membros sindicalizados e seus resultados são um agregado do desempenho financeiro deles.

As perdas de seguros de catástrofes naturais, como tufões no Japão e furacões e incêndios florestais nos Estados Unidos totalizaram 80 bilhões de dólares no ano passado, segundo estimativas da indústria, após perdas de 140 bilhões de dólares em 2017, após três grandes furacões nos EUA e no Caribe.

A concorrência no setor dificultou para as seguradoras aumentar as taxas de forma significativa, mesmo após as perdas de 2017. No ano passado o Lloyd’s disse a seus membros para abandonarem suas linhas de negócios de pior desempenho.

“Estamos confiantes de que os planos apresentados para 2019 nos devolverão o lucro”, disse o presidente-executivo John Neal à Reuters por telefone, acrescentando que a questão-chave é garantir que os planos sejam executados.

Mongeral Aegon cria Conselho Consultivo

Fonte: Mongeral Aegon

A seguradora Mongeral Aegon, do alto de seus 184 anos, sendo a terceira empresa mais longeva do Brasil, criou o seu Conselho Consultivo, um órgão independente que tem como principais atribuições produzir análises de mercado e acompanhar tendências e oportunidades que possam contribuir para o crescimento da companhia. 

Algumas das oportunidades e tendências mais relevantes para a companhia neste momento são o fenômeno da longevidade, a evolução do mercado de saúde, os reflexos da reforma da previdência na sociedade e o impacto das novas tecnologias no mercado segurador. 

O Conselho Consultivo é composto por um time de profissionais experientes e reconhecidos no mundo dos negócios, do seguro, da academia, da economia e da política. A presidência está a cargo de Andrea Levy, formado em engenharia, é membro do Board na Mongeral Aegon há mais 14 anos. Marco Antônio Messere Gonçalves assume como vice. Ele formado em direito, atua há 40 anos no mercado de seguros, tendo dedicado a maior parte da sua carreira ao desenvolvimento e gestão de modelos de distribuição, de produtos e de serviços.

Também compõem o conselho Gilmar Melo Mendes, doutor em economia, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral; Helio Zylberstajn, professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo e conselheiro da Fecomércio-SP e da Fiesp; Luís Roberto Cunha, professor do Departamento de Economia e Decano do Centro de Ciências Sociais na PUC-Rio; e Paulo Delgado, professor e sociólogo, deputado federal por mais de 30 anos.

“O grupo terá como principais atribuições a promoção de estudos e análises sobre assuntos relacionados à atuação do Grupo Mongeral Aegon, além de propor melhorias e aperfeiçoamentos às empresas que o compõem. Procurará também identificar oportunidades de negócios e apoiar o sistema de governança”, comenta Andrea Levy presidente do Conselho.

Pelo caráter estratégico do órgão, o Conselho Consultivo atuará junto à presidência da seguradora, comandada pelo CEO Helder Molina.

Busca constante pela evolução

O Conselho Consultivo é mais uma iniciativa criada pela Mongeral Aegon, seguradora mais longeva do país com quase 200 anos de história. “A companhia busca estar sempre um passo à frente. Lançou recentemente um programa de inovação em seguros em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e com o IRB Brasil RE. O sucesso foi tão grande que, neste ano, já acontece a segunda edição e algumas soluções pensadas no programa de 2018 estão sendo implementadas”, comentou Helder Molina durante coletiva de imprensa.

A seguradora também pensou fortemente na ‘prata da casa’. Para os seus colaboradores criou um programa de fomento à inovação, desta vez em parceria com a Microsoft. As propostas dos colaboradores receberão investimento da companhia para saírem do papel.

A Mongeral Aegon gere hoje um ecossistema de Inovação com mais de 40 iniciativas em curso. Tem em fase avançada o desenvolvimento de projetos que envolvem Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Realidade Aumentada, para além de outras tecnologias disruptivas que apresentam inúmeras oportunidades e desafios para o mercado.

A Mongeral tem mais de 3 milhões de vidas seguradas, segundo dados do balanço de dezembro 2018. A arrecadação total em 2018 superior a R$ 1,5 bilhão e o grupo tem sob gestão R$ 4 bilhões em ativos. A taxa média de crescimento (CAGR) de 20,4% em prêmios emitidos no período de 2013 a 2018. Tem 40 unidades de negócio distribuídas por todo o país e mais de 1 mil funcionários. São cerca de 6 mil corretores parceiros, assegurando presença em todos os estados brasileiros e cerca de 800 parceiros de negócios em todo Brasil;

O grupo quer consolidar o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon como referência do estudo da Longevidade na sociedade brasileira, com uma audiência média mensal superior a 2,3 milhões de visitantes únicos no seu portal de conteúdos e relacionamento.

Porto assume carteira de seguros de RC da Travelers, que reduz operação no Brasil

fusões aquisicoes

ATUALIZADA AS 11H30

Mais um acordo entre seguradoras generalistas e especialistas. A notícia do dia vendas da Porto Seguro, que fechou um acordo de cooperação com a Travelers Seguros, que deixa o Brasil, para que seja possível recontratar na Porto Seguro as apólices emitidas pela Travelers, após análise de aceitação. A negociação engloba as apólices dos produtos: Empresarial, Riscos Diversos, Responsabilidade Civil Geral, Responsabilidade Civil Profissional e Gestão Protegida (D&O). O valor de prêmios emitidos pela Travelers em 2018 nestes ramos foi de aproximadamente R$ 60 milhões.

Marcelo Picanço, diretor geral da Porto Seguro, informou ao blog Sonho Seguro, o grupo não comprou a carteira e sim vai renovar as apólices que estiverem dentro dos padrões de riscos e valores aceitos pelo grupo. “Quando cada apólice vencer, o cliente poderá renovar na Porto, desde que a seguradora aceite o risco, com uma nova condição, e o corretor e o cliente concordem com os termos do novo contrato”, informou. A Travelers não poderá comercializar esses produtos pelo período de dois anos. Já a AIG pode seguir com a venda dos produtos que estão fora da parceria, como para o segmento de grandes riscos. “O foco da Porto está nas PMEs”, disse.

Marcelo Picanço: temos apetite por parcerias dentro da estratégia da companhia para ampliar também a nossa participação em vida

Segundo Picanço, o acordo com a Travelers reforça a parceria fechada com a AIG em meados de dezembro passado. “A AIG é parceira de D&O e responsabilidade civil da Porto Seguro em resseguros e também nós traz know how para atuarmos neste produtos, que são vendidos pelos corretores da Porto”, frisou. Outro ponto destacado pelo executivo é que esses dois acordos, Travelers e AIG, reforçam o foco da Porto em seguros patrimoniais e riscos financeiros.

“Além desses dois, temos apetite por parcerias dentro da estratégia da companhia para ampliar também a nossa participação em vida”, afirmou, acrescentando que não tem nada atualmente no radar, mas que vai olhar todas as oportunidades que aparecerem. “Claro que nem adianta aparecer com algo muito específico ou em nichos que não atuamos, como grandes riscos. Temos foco e buscamos algo que tenha sinergia com a marca, valores e estratégia do grupo”, frisou. Segundo estudos da companhia, esses dois mercados, ramos elementares para PMEs e vida, crescem duas vezes mais nos próximos dez anos do que o seguro de automóvel.

Em recente palestra, Murilo Riedel citou números que mostram a preocupação do setor. O mercado de automóvel saiu de 3,5 milhões de vendas de veículos de 2010 a 2014 para 2,5 milhões em 2015 e para 2 milhões em 2016.  “Não se tem noticia na história moderna do Brasil de uma derrubada das vendas de carros zero que temos visto a partir de 2014. A retomada que temos percebido agora vem em cima de uma base extremamente baixa e vai demorar anos para voltarmos aos patamares anteriores a 2014”, comentou.

Murilo Riedel, da HDI: vamos demorar anos para recuperar as vendas de seguro diante da brusca queda de veículos 0km desde 2014

No mês passado, a Porto anunciou acordo com a AIG para a venda também de seguros financeiros e a HDI, que tem 90% das vendas originadas do seguro de carro, selou acordo com a Icatu para vender previdência para a sua base de clientes. Esse movimento acontece porque as vendas de carros zero quilômetros despencaram nos últimos anos, afetando muito as companhias que atuam com este segmento.

Em recente entrevista para anunciar o acordo com a AIG, Roberto Santos, CEO da Porto Seguro, comentou que a Porto Seguro está, constantemente,  em busca de oportunidades para expansão, principalmente em regiões onde não possui um market share muito significativo. Também há bastante espaço para crescimento dos produtos financeiros como Seguro Fiança, Capitalização e o próprio Consórcio. “Além disso, a companhia busca explorar mais as possibilidades de cross selling, tendo em vista que a Porto Seguro investe constantemente na sinergia entre seus produtos”, citou.

A efetiva conclusão da operação está sujeita a condições precedentes, dentre as quais a obtenção da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) .

Os rumores do setor é de que a Travelers deve deixar o Brasil. A companhia enviou o seguinte comunicado: “Temos o prazer de firmar um acordo de cooperação para que apólices atualmente emitidas pela Travelers possam ser recontratadas pela Porto Seguro, uma empresa que conhecemos e respeitamos por sua cultura de atendimento ao cliente. A Porto Seguro possui capacidade significativa de escala e distribuição, o que acreditamos que beneficiará nossos clientes e corretores. Para apólices que não estão incluídas neste acordo de cooperação, iniciaremos o processo de liquidação desses negócios nos próximos meses. Nós forneceremos mais orientações no momento adequado. Não haverá qualquer interrupção no serviço.  A Travelers Seguros continuará gerenciando nosso portfólio de negócios e histórico existente, incluindo sinistros em andamento, ajustes e/ou endossos que ocorram ao longo da vigência das apólices. Isso não afeta a joint venture de seguro garantia da Travelers, a Junto Seguros, com o Paraná Banco. Continuamos comprometidos com a joint venture e seu sucesso.”


AIDA debate de seguro cibernético ao rural em dois dias de evento

Fonte: AIDA

No primeiro dia do XIII Congresso Brasileiro de Direito de Seguro (21), promovido pela Associação Internacional de Direito de Seguros (AIDA Brasil), temas como a reforma previdenciária e riscos cibernéticos foram discutidos. O evento, que acontece em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, fomenta estudos, reflexões e debates e possibilita a ampliação e divulgação de conhecimentos técnicos e jurídicos próprios do seguro, resseguro e previdência privada. 

Na abertura oficial, Inaldo Bezerra, presidente da associação, agradeceu a todos os congressistas, patrocinadores, autoridades, presidentes dos grupos e membros da diretoria e conselho presentes. “Reencontrar amigos e ter novamente a oportunidade de estudar os temas ligados ao contrato de seguro é algo que renova a pessoa e o profissional. Somos, hoje, 300 congressistas dedicados nas próximas 48 horas ao estudo do direito do seguro e isso mostra que estamos no caminho certo”, afirma.  

Luís Eduardo Afonso, professor da FEA-USP, expôs na primeira palestra os aspectos econômicos da reforma previdenciária e seus reflexos na Previdência Privada. Luís Eduardo apresentou a problemática do tema em algumas dimensões: desigualdades e subsídios insustentáveis, taxas de reposição elevadas e idades de aposentadoria baixas. “A soma desses elementos leva a déficits altos e crescentes, além de envelhecimento acelerado” explica. Para ele, então, a solução é a reforma da previdência.   

O professor também explica que já houve, pelo menos, cinco outras reformas em governos anteriores, entretanto, ele acredita que a do mandato atual é mais complexa e vasta, que possui uma linearização do sistema previdenciário, dá o dever ao governo de fazer a regulamentação da previdência social por meio da lei complementar e traz consigo um ajuste imediato e obrigatório do RPS. “Nenhuma outra teve abrangência que essa tem, mas quando olhamos para a opinião pública, me parece que o foco se dá sobre a transição, e não sobre os resultados a longo prazo”, afirma. Apesar das vantagens, Luís Eduardo ressalta que alguns elementos não estão totalmente claros, por exemplo como se dará a adesão por parte daqueles que entrarão no mercado de trabalho. 

Para ele, é preciso observar mais as experiências internacionais, modelos multipilares que incorporam proteção social, geração de renda para a camada mais baixa da população e mecanismos para geração de poupança interna. “O Brasil é uma exceção na medida em que prevê direitos sociais a um grupo muito específico de cidadãos. Mas vamos ter uma mudança de paradigma. Um regime dessa natureza dará mais importância para as decisões individuais dos trabalhadores, o que vai exigir mais conhecimento deles sobre suas necessidades”, garante. 

A última palestra do dia teve a presença de Mariana Ortiz, Financial Lines, Cyber & Liability Manager da Generalli Seguros com o tema “Os Riscos Cibernéticos e seus impactos nos Contratos de Seguro”.  Segundo a palestrante, vive-se em um cenário de acúmulo, com vírus, malwares, vazamento de dados, interrupção de serviços do provedor de TI e falhas de rede externa. “Há uma grande dificuldade das seguradoras e resseguradoras de fazer o gerenciamento desses riscos. Não há comunicação entre as partes”, ressalta. 

Mariana Ortiz também apresentou alguns gaps e overlaps nas coberturas desse segmento, como Property Damage nas apólices de cyber, cobertura de cyber nas apólices de E&O, Cyber e Commercial Crime e cobertura de interrupção de negócios nas apólices de Cyber e Property. De acordo com a palestrante, questões como essas precisam estar em esclarecidas, mas “é na hora do sinistro que haverá discussões, como qual o tipo de apólice que será utilizado, e isso é muito triste”, enfatiza. 

Dentre os desafios, a palestrante destaca a falta de histórico de sinistros. “É muito difícil ter dados de ataques. Infelizmente, as empresas só tornam públicas as informações porque são obrigadas por lei. Mas o problema não é ter sinistro, e sim, como isso é remediado”, explica. Para ela, a limitação geográfica é outro dos desafios. “É preciso resolver isso com empresas localizadas no exterior. Há ataques de outros países e leis diferentes”, pontua. Com as inovações tecnológicas, os ataques tomam outras formas. Avanços como blockchainsmart cities, carros conectados, inteligência artificial e outros exigem atenção maior por parte das empresas. “Se a gente não conhece e não cuida, sairá muito mais caro”, conclui. 

Finalizando o primeiro dia de congresso, reuniram-se os seguintes grupos de trabalho: Automóvel; Processo Civil; Previdência Complementar Aberta e Fechada; Responsabilidade Civil; Seguro de Pessoas; e Saúde Suplementar. 

Segundo dia: seguro agrícola, risco no transporte e saúde

O segundo dia, 22, teve início com a participação de Laura Emília Dias Neves, Diretora Executiva da AGROBRASIL, que trouxe aos convidados o tema “O Agronegócio e o Seguro Agrícola”. O risco no transporte, logística de grãos e saúde suplementar foram outros dos tópicos discutidos ao longo do dia. 

Na primeira palestra, Laura Emília apresentou um panorama do Seguro Agrícola com dados históricos e definições. A palestrante também mencionou algumas das ferramentas que podem diminuir as despesas do segmento, como a Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural e o Fundo de Catástrofe, programas do governo de apoio aos produtores. “Entretanto, isso não é Seguro, então, enquanto indústria desse setor, nós precisamos atender às necessidades desses profissionais. Essa modalidade é um dos mais importantes instrumentos de sustentação, proteção e manutenção à política agrícola do governo”, alerta. 

Dentre alguns dos desafios na subscrição, Laura Emília pontuou a contratação do seguro para toda a área, a identificação dos talhões segurados, a necessidade de seguir recomendações técnicas do seguro, manter controle dos tratamentos aplicados, comunicar mudanças nas condições do risco, apresentar documentação cadastral e realizar a leitura das condições gerais e especiais. Apesar dos obstáculos, Laura Emília acredita que o Brasil ainda tem muito o que avançar. “Precisamos fazer com que a complexidade do nosso segmento seja mais palatável”, conclui. 

Marcelo Duarte Monteiro, mestre em Economia Agrícola pela Lincoln University, foi o palestrante do segundo painel. O convidado apresentou alguns dados da produção de grãos no Brasil, como milho e soja, que representam cerca de 88% de tudo o que é gerado no país. Marcelo explica que, a partir da década de 1970, o país viu um crescimento significativo no segmento. “Grande parte desses ganhos têm acontecido graças à eficiência na produção”, garante. A demanda da Ásia por biocombustíveis, a expansão em novas áreas, como o Centro-Oeste, a tecnologia de produção, a organização do setor e modernização de ferramentas de financiamento e gestão de risco são alguns dos outros fatores contribuintes ao crescimento do setor.  

Apesar dos avanços, o segmento enfrenta alguns desafios, principalmente na logística do transporte. “Devemos ter em mente que a perca sempre vai existir, mas algumas coisas são inaceitáveis, como a tabela de fretes”.  O palestrante também argumenta que, embora o Brasil tenha uma cadeia de grãos eficiente, é preciso acelerar os investimentos em infraestrutura, valorizar o mercado livre, o empreendedorismo e o Estado regulador e não arbitrador para evitar novos apagões logísticos. “Assim, diminuímos os prejuízos e riscos que estão envolvidos na produção de grãos”, afirma, como a perca na qualidade do produto, cancelamento de compras, aumentos no preço do frete, além de perda de prazo e confiança dos clientes internacionais. “E quem paga por isso? Todos nós. São situações consequentes dos nossos apagões logísticos”, ressalta.

No último painel do evento, que consistiu em perguntas e respostas, participaram José Cechin, Diretor da FENASAUDE e ex Ministro de Previdência e Assistência Social; Helton Freitas, Diretor Presidente da Seguros Unimed; Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde; e Angélica Carlini, Diretora Acadêmica da AIDA Brasil.Sobre os maiores desafios para a saúde pública, o Ministro da Saúde explica que a Lei nº 9656/98 trouxe consigo um Sistema Único de Saúde baseado em contratos e engessado dentro de um setor que possui suas diferenças. “Então, o que nós assistimos foi o SUS dar sistemáticos sinais de dificuldade de 

enfrentamento do seu financiamento. Além disso, o início da judicialização acompanhou o envelhecimento da população e a crise dos municípios”, afirma. Ademais, com Projeto Genoma, doenças raras e a química cerebral foram decifradas, mas as despesas com pesquisa e desenvolvimento não diluíram, o que gerou soluções de custo elevado. Entretanto, Luíz Henrique Mandetta ressalta que, em um sistema baseado na integralidade, universalidade e equidade, é preciso atentar-se mais para este último, respeitando o coletivo para fazer mais a quem tem menos. “É o único ponto que pode trazer equilíbrio. As ameaças do nosso sistema são a própria amplitude dele. Nós não temos coparticipação do sistema público e nenhuma restrição. Isso está na nossa constituição como cláusula pétrea. Só mudaremos se convocarmos uma constituinte”, defende.

Para José Cechin, na Saúde Suplementar o maior desafio é equacionar os custos. O diretor da FENASAÚDE frisa que, para isso, é preciso voltar as atenções para a saúde primária. “Muitas operadoras estão se movendo para fazer uma gestão adequada. Acreditamos que esse modelo é o que pode prevenir que a pessoa não fique doente e que sejam planos de pessoas sadias e com a saúde preservada”, ressalta. O debatedor também discorreu sobre como o modelo público e privado podem se unir. “Por que a unidades de saúde não poderiam atender ambos? Isso ajudaria muito a melhorar a remuneração daquela unidade, reter bons talentos e se modernizar”, afirma. Em relação aos prestadores, deve-se exigir transparência, divulgação de informações e indicadores de qualidade. Combate às fraudes e à tipificação de crimes, bem como novos produtos de previdência e poupança vinculados à saúde também estão inclusos na proposta de equacionar os custos. “Podemos pensar em um produto em que as pessoas possam acumular recursos durante a vida de trabalho para ter como bancar um plano de saúde”, salienta. “Em suma, precisamos construir união entre médicos, laboratórios, indústrias, clínicas e muitas outras que estão aí”.

Sobre a relação entre a saúde pública e saúde suplementar, Helton Freitas acredita que é preciso, antes, quebrar o dogma de que público e estatal possuem o mesmo significado. “Isso gera um impacto muito grande na saúde. Você fazer um hospital rodar 24/7 para um funcionário público com todo o corolário de proteções que tem sobre esse trabalhador é quase impossível. Se somar isso à Lei 8.666/93, não dá para imaginar que uma instituição pública possa competir com a instituição privada porque ela é uma instituição muito amarrada sobre e essas questões normativas”. Como forma de aproximação entre a saúde pública e a saúde suplementar, o Diretor Presidente da Seguros Unimed afirma que é possível evoluir nas articulações feitas entre ambos. “Um precisa aprender com o outro, e o inverso também é verdadeiro”, ressalta. Angélica Carlini encerrou o painel reafirmando a necessidade do diálogo. “Me parece que nós estamos muito maduros para criar um outro canal de comunicação no Ministério da Saúde que vai além da ANS. As questões estratégicas têm que ser discutidas por quem pensa o macro, e quem faz isso é o Ministério da Saúde”, conclui.

Swiss Re Corporate Solutions busca PME

Fonte: Swiss Re

A demanda de seguro empresarial entre pequenas e médias empresas (PMEs) cresceu mais que 14% no Brasil entre 2017 e 2018, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). O total de prêmios emitidos saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,4 bilhões. 

Dentro deste contexto, a Swiss Re Corporate Solutions Brasil tem investido em tecnologia para ganhar escala na oferta de produtos. A companhia conta agora com uma nova plataforma de cotação online para empresas com limites de cobertura entre R$ 10 e 30 milhões, a qual também já pode ser acessada por meio do Portal de Negócios da Bradesco. De forma simplificada, e em menos de 48 horas, os corretores conseguem responder às demandas de seus clientes.

O seguro empresarial atende a mais de 400 segmentos (como padarias, academias, pet shops, escritórios, clínicas, indústrias etc) e oferece mais de 40 coberturas, como proteção contra incêndios, quedas de raios, roubos de bens e valores, proteção de máquinas, responsabilidade civil do empresário ou diretor da empresa (em caso de danos físicos e materiais a terceiros) e explosões, entre outros.

“Acreditamos que a tecnologia abre muitas oportunidades de negócio. Além disso, todos os processos, desde a cotação à contratação, são totalmente online, o que proporciona praticidade, agilidade e confiabilidade”, comenta Silvio Steinberg, diretor de Seguros Patrimoniais e Engenharia da Swiss Re Corporate Solutions Brasil.

De acordo com o executivo, os segmentos que mais contratam o seguro empresarial são comércio e serviços. Entre as cobertura mais contratadas, destacam-se as proteções contra roubo, danos elétricos, vendaval e lucros cessantes, além da cobertura de incêndio, que é obrigatória. 

“De maneira geral, o pequeno e o médio empresário contratam de quatro a cinco coberturas, como se fosse um combo de seguros. O fato é que todo negócio apresenta um risco, logo, o seguro empresarial é importante para todo tipo de empresa”, completa Steinberg.

FenaSaúde participa de audiência da ANS

Fonte: FenaSaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) marcou presença na audiência pública sobre contratualização na Saúde Suplementar, realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na última sexta-feira, dia 22, no Rio de Janeiro. A relação contratual entre operadoras e prestadores de serviço foi pauta de debate entre esses dois atores do setor. O objetivo do órgão regulador com essa iniciativa é avaliar a necessidade de revisão ou aprimoramento da regulação acerca desse tema. Segundo a ANS, a intenção é encontrar soluções menos intervencionistas e mais indutivas, em prol da qualidade da assistência ofertada e reduzir os conflitos nas relações entre operadoras e prestadores.

Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde, considera positivo que a ANS discuta melhorias no setor, mas afirma que identificar os impactos é condição necessária para avançar. “Foram colocadas muitas ações interdependentes com impactos diferentes no sistema, que é muito heterogêneo. Vale lembrar que temos duas premissas básicas: o setor privado deve chegar ao equilíbrio pela livre negociação, sem interferência estatal, e que se atue quando houver uma falha de mercado bem identificada, e não em situações específicas de um segmento ou outro, o que pode provocar novos desequilíbrios. O mercado leva a resultados mais socialmente desejáveis e eficientes, e a sociedade ganha. O consumidor é o ator que deve aproximar as partes”, pondera o executivo.

Um dos objetivos do encontro foi compartilhar, com um número mais amplo de atores, os subsídios colhidos na Câmara Técnica de Contratualização e Relacionamento com Prestadores (CATEC), instituída pela ANS para debater o tema com o setor e órgãos públicos. Até o momento, foram realizadas quatro reuniões e mais uma será marcada. A CATEC é formada por integrantes de cerca de 30 órgãos e entidades de Governo, além do Ministério Público Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e Ministério Público do Consumidor (MPCON).

Durante a audiência pública foram debatidas e levantadas questões sobre alguns dos temas que têm sido o foco de atuação da CATEC: remuneração de materiais e medicamentos de uso hospitalar; dificuldades na negociação contratual; glosa; reajuste; adoção da Tabela TUSS (padronização de códigos e nomenclaturas entre prestadores de serviço, operadoras e a ANS); rescisão de contratos; utilização de tabelas de referência para remuneração; subnotificação das irregularidades pelos prestadores de serviço; entre outros.

“Em relação às tabelas utilizadas, o posicionamento da Federação é que a correção das distorções é correta e positiva, mas é preciso discutir adaptação e prazos deixando o mercado negociar. Já quanto aos pacotes, a FenaSaúde entende que é um movimento em direção às melhores práticas de remuneração e pondera que o pacote é uma relação comercial entre as partes, um conceito diferente dos protocolos clínicos. É necessário o compartilhamento de riscos alinhados ao que o mundo está fazendo, sendo ajustado pela experiência estatística observada entre cada operadora e prestador. Por último, sobre a questão da Glosa, os estudos propostos pela ANS são importantes para identificar os casos concretos. Grande parte das glosas ocorre por conta de cobranças indevidas e erros administrativos.  Por natureza, os contratos são imperfeitos e não preveem todas as circunstâncias”, concluiu Sandro Leal.

Provisões do mercado segurador ultrapassam R$ 1 tri, destaca CNseg

Marcio Coriolano cnseg

As provisões técnicas de garantia dos riscos assumidos pelo mercado segurador brasileiro ultrapassaram em janeiro a barreira de R$ 1 trilhão. “Símbolo da solvência setorial e importante alavanca de desenvolvimento”, destaca Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras, a CNseg. Segundo ele, esse marco é o grande destaque da Conjuntura CNseg divulgada nesta semana e disponível no portal da entidade, que traz a análise dos números de janeiro e do acumulado dos últimos 12 meses. O estudo tem o objetivo de examinar aspectos econômicos, políticos e sociais que podem exercer influência sobre o mercado segurador brasileiro.

Desconsiderando o DPVAT e saúde, a arrecadação global do mercado em 12 meses até janeiro foi de R$ 243,1 bilhões, aumento de 1,2% comparando-se com até dezembro do ano passado. Considerando-se janeiro deste ano com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento dos ramos regulados pela Susep, sem DVPAT, foi de 12,3%. O presidente da CNseg analisa que é preciso prestar atenção nos números. “Estamos comparando um mês de janeiro bom com um mês de janeiro de 2018 que foi muito ruim, com as expectativas de um ano eleitoral, com um clima de insegurança grande por parte de todos”.

Entre os destaques deste período analisado Coriolano cita os segmentos de previdência considerando-se VGBL, PGBL e planos tradicionais, com crescimento de 18,8%; dos seguros de vida e acidentes pessoais (+16,2%), seguros patrimoniais (+14%) e também os títulos de capitalização (+10%).

Quanto aos planos PGBL, VGBL e planos tradicionais de previdência, que representam 44% da arrecadação geral, a arrecadação na série móvel de 12 meses terminada em janeiro deste ano comparada a até dezembro registrou alta em 1,3%, o que, evidentemente, influencia a média global de desempenho setorial.

Os seguros de vida e de acidentes cresceram 1,2% na série móvel de 12 meses comparativamente a até dezembro de 2018 e 16,2% comparando-se com janeiro do ano passado. Somados já contabilizam R$ 38,4 bilhões (quase 16% da arrecadação geral), mais do que a arrecadação dos seguros de automóveis, de R$ 35,8 bilhões, que representa 15% da arrecadação geral.

No segmento de seguros gerais, que engloba seguros patrimoniais e de responsabilidade civil (RC), o seguro de automóveis teve relativa estabilidade (-0,1%) na mesma comparação da série móvel de 12 meses e pequena queda de 1,5% relativamente a janeiro de 2018. Os melhores desempenhos, mês contra igual mês do ano anterior, foram registrados em RC (38,5%), transportes (14,3%) e patrimonial (14,0%), confirmando tendências de diversificação de negócios há muito tempo observadas.

“Esses três ramos participam com 8% da arrecadação geral”, destaca Coriolano. Ele comenta que o automóvel, que vem enfrentando o grande desafio de crescer num cenário desfavorável dos últimos dois anos por conta da queda das vendas de carros zero quilômetro, começa a reagir, mas ainda tem um crescimento não muito expressivo. “Os dados recentes sobre produção de automóvel e de licenciamentos estão sinalizando melhora, o que anima os seguradoras que atuam com automóvel”, comenta o executivo. Alguns ramos que eram inexpressivos também passam a chamar atenção, como transporte, crédito e rural.

O segmento de capitalização vem mantendo ritmo e acumulando crescimento de 0,8% em 12 meses, com volume significativo de receitas anualizadas, da ordem de R$ 21,2 bilhões, o que representa 9% da arrecadação geral.

“Neste primeiro mês do ano o mercado de seguros teve comportamento substancialmente melhor do que o mesmo do ano anterior, revelando resiliência ao ciclo econômico ainda baixo, pela já registrada preferência dos consumidores pela proteção propiciada pelos ramos líderes”, finaliza Marcio Coriolano.


Barbieri, da SulAmérica, é eleito destaque de TI

Fonte: SulAmérica

Cristiano Barbieri, vice-presidente de Estratégia Digital, Advanced Analytics, Inovação e TI da SulAmérica, foi eleito pela segunda vez como o executivo de TI de maior destaque do ano no mercado de seguros, pelo case “Inovação Digital”. A premiação tem como objetivo homenagear líderes da área de Tecnologia da Informação que tenham desenvolvido, ao longo do ano anterior, estratégias inovadoras nas empresas em que atuam.

Promovida pelo Grupo IT Mídia, esta foi a 18° edição do prêmio em 22 anos de história. O comitê julgador da indústria de TI, em parceria com a consultoria Korn Ferry, avaliou cerca de 300 cases para selecionar os três melhores. A cerimônia de premiação foi realizada em São Paulo.

Barbieri foi responsável pela expansão da área de inovação na SulAmérica, conhecida como “Garagem de Inovação”. Lançado há três anos, o projeto tem como objetivo desenvolver tecnologia de forma inédita no mercado, experimentando novas tecnologias na melhora contínua e real da experiência dos clientes e corretores.

“Há pelo menos dois anos, a companhia faz uso de ferramentas de inteligência artificial (AI) em nossos projetos de Inovação. Soluções analíticas avançadas são o core do nosso negócio. Eu destacaria ainda, como outro diferencial da companhia na área de Inovação, os nossos times multidisciplinares, o que chamamos de squads, que atuam com o objetivo de entregar nossos projetos com uso de métodos ágeis, que usam técnicas da metodologia Lean e Design Thinking. Isso, de fato, entrega a melhor experiência digital”, afirma o executivo.

Entre os destaques da área no último ano estão o Reembolso Digital no aplicativo SulAmérica, permitindo a identificação de pedidos por meio de uma foto e encaminhando a solicitação para análise de forma rápida e segura; o Médico em Casa, que permite agendar atendimento médico em domicílio para crianças de até 12 anos em até 40 minutos; além de diversas novidades na área de seguro para automóveis por meio do aplicativo Auto.Vc.

AIG discute regulação de sinistros em Responsabilidade Civil

Fonte: AIG

Dimensão da cobertura da apólice, impacto do sinistro no negócio e sobre terceiros e planejamento em prevenção são os principais pontos que devem ser levantados por corretores

Com casos práticos de diferentes acidentes e imprevistos que exigem a responsabilização de empresários – de acidentes de trabalho a erros na linha de produção e prejuízos a terceiros por graves danos – a AIG promoveu o evento O Sinistro da Vez: Responsabilidade Civil, na última sexta-feira (15), em São Paulo. Na ocasião, mais de 100 corretores acompanharam o painel formado por especialistas da AIG nas áreas de Sinistros, Jurídico e Produto, ao lado do executivo da CooperBrothers, empresa de Regulação de Sinistros.

“A partir de dúvidas e questionamentos dos corretores, organizamos este encontro como mais uma forma de capacitar nossos parceiros nas coberturas e especificidades dos Seguros Responsabilidade Civil Geral (Empregador, Produtos e Operações). A partir de exemplos e da experiência da AIG, buscamos mostrar as principais exposições a riscos, o funcionamento das coberturas e a importância de atividades de gestão e prevenção”, explica Nathália Gallinari, Gerente de Responsabilidade Civil e Ambiental da AIG. 

Durante o painel, Daniel Santos, Gerente de Sinistros de RC e Linhas Financeiras da AIG, explicou que “quando negociam a apólice, muitas empresas ficam preocupadas com apenas dois pontos: a cobertura e o limite. Ou seja, acreditam que, no máximo, a seguradora irá arcar com os custos de indenização. Porém, é importante ressaltar que a AIG faz muito mais que isso: toda a investigação do sinistro permite à empresa entender os motivos que levaram ao eventual incidente e ajuda na prevenção. São serviços que, independente da cobertura do sinistro, estarão à disposição do segurado”.

Para Nathália Gallinari, também parte do painel, há inúmeros recursos técnicos utilizados pela seguradora que auxiliam na apuração e regulação de sinistros. “Trabalhos multidisciplinares, que inclusive envolvem perícias, auxiliam na solução de uma série de questões, como, por exemplo, verificar se o produto questionado poderia ou não apresentar um determinado problema, ou causar certo dano”, diz.

A importância dos primeiros passos da apuração 

Eduardo Lima, Diretor da Cooper Brother, trouxe para o debate o conhecimento do ‘outro lado do balcão’ e destacou que cada segurado possui particularidades, por isso é importante entender com detalhes as questões técnicas de seu ramo de atuação.

O profissional destacou que “os primeiros passos são fundamentais para avaliar eventuais falhas de segurança. São apuradas quais foram as ações imediatas tomadas pelo segurado para controlar aquela situação, se os equipamentos de proteção individual (EPIs) foram utilizados corretamente, se o programa de manutenção foi cumprido e se o colaborador possuía treinamento e certificados necessários para operar aquela determinada máquina”. 

Segurado deve se precaver mesmo quando o sinistro é encerrado 

Alguns profissionais acreditam que os problemas se encerram quando o sinistro é finalizado. Porém, Katiuscia Brandão, Especialista de Sinistros de Responsabilidade Civil da AIG, destaca que reclamações podem surgir, em alguns casos, até alguns anos após o encerramento.

“É fundamental manter registros, perícias e documentos que comprovem que o evento não prejudicou, por exemplo, empresas parceiras, fornecedores ou vizinhos do empreendimento”, lembra Katiuscia.

O impacto à cadeia de valor e a terceiros

Entre os exemplos citados pelos especialistas foi o de uma manufatura de pequeno porte, fornecedora de grandes indústrias no setor de bebidas. Com uma apólice de Responsabilidade Civil Produtos, o sinistro teve grande impacto na cadeia produtiva, a ponto de exigir um descarte antes de os materiais chegarem ao varejo. “O corretor deve conhecer o negócio do seu cliente e qual o seu alcance para auxiliá-lo na dimensão do risco”, explicou Katiuscia. Outro ponto é o caso de incêndio ou outros acidentes em estabelecimentos, com danos a terceiros próximos. “Pela extenção dos estragos, um pequeno comércio terá de arcar com os seus prejuízos e com o de terceiros. A falta de planejamento para esses casos pode levar ao fim do negócio”, completa.