A vontade de proteger é o que move a Rede, relata a revista Apólice

Fonte: Revista Apólice, Kelly Lubiato

Pensar fora da “caixa” foi o objetivo da organização da 6ª Convenção da Rede Lojacorr, que termina hoje, em Curitiba. A mensagem central foi mostrar aos 1200 participantes que é fundamental mudar a mentalidade do setor e mostrar ao consumidor que o maior objetivo do setor é levar proteção, seja para a vida, para o patrimônio ou para o futuro, informa a revista Apólice. A tecnologia serve para resolver os problemas que não deveriam existir. O restante, principalmente o sucesso do corretor de seguros, está no relacionamento que ele desenvolve com o seu cliente.

“Nossa convenção será um grande diálogo sobre o tempo intenso de transformação que estamos vivenciando. Tempo de repensar práticas profissionais e buscar novas soluções que gerem crescimento sustentável aos nossos clientes. Juntos, inovamos para continuar cumprindo a nossa missão de proteger”, afirma Diogo Arndt, CEO da Rede. O evento facilitou esta postura através das rodas de negócios, uma oportunidade dos corretores de seguros conversarem com técnicos de seguradoras, tirarem dúvidas ou desenharem novos produtos.

As seguradoras estiveram presentes em Talk Shows, com temas como Tempo de Transformação. A conversa entre os presidentes da Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz; da HDI, Murilo Riedel; da Liberty, Carlos Magnarelli; da Mitsui Sumitomo, Helio Kinoshita; e da Sancor, Leandro Poretti, mediada pela editora da Revista Apólice, Kelly Lubiato, mostrou como o setor de prepara para incorporar a transformação. As mudanças não são apenas em termos de tecnologia, mas também do entendimento de como novos mercados como cidades inteligentes, carros autônomos ou novos públicos irão afetar o setor e a sociedade como um todo.

“É preciso entender porque somos tão incipientes em seguros”, diz Solange Vieira, a nova xerife da Susep

Post atualizado no dia 25, às 9:50

Estiveram presentes o ministro da Economia, Paulo Guedes, os presidentes do BC, Roberto Campos Neto, do BNDES, Joaquim Levy, e Roberto Barbosa, da CVM, bem como representantes do mercado segurador

“É preciso entender porque somos tão incipientes em seguros em diversos segmentos. Por que temos uma densidade de seguro tão reduzida? Por que nossos custos administrativos não caíram apesar dos grandes avanços tecnológicos? Por que no resseguro ainda temos uma empresa com gold share e participação de 15% do Banco do Brasil? Por que temos uma cobertura de saúde, excluindo o SUS, de apenas 30% da população? Por que a cobertura espontânea do seguro previdência abrange apenas 10% da população? Por que nossa maior seguradora é do Estado? O mercado segurador tem muito a ser desenvolvido”.

Assim, a primeira mulher a assumir o comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep) em toda a história chega para comandar um setor com reservas de R$ 1 trilhão, que respondem por cerca de 25% da divida brasileira, ciente dos problemas e direcionando algumas das soluções necessárias para a autarquia e o setor ajudarem o Brasil a crescer com mais resiliência.

Durante sua posse na noite da última sexta-feira, com o discurso em áudio enviado ao blog Sonho Seguro, Solange agradeceu o apoio da família, marido e filhos trigêmeos, que terão de suportar a falta dela por um período grande diante do desafio que assumiu das mãos do ministro da economia Paulo Guedes. Ao longo dos 10 minutos foi aplaudida por três vezes pelos convidados.

Citou fatos da sua carreira, como ter participado da criação do fator previdenciário, ter sido presidente da Anac, assessora da presidência do Tribunal Federal, presidência do BNDES e presidente do fundo de pensão do BNDES. “Em cada um dos lugares que trabalhei foi um processo continuo de aprendizado. Aprendi que na vida pública estamos aqui para servir. Cada cidadão depende do nosso serviço e trabalho para que sua vida funcione melhor”, disse ela.

Solange acredita que o setor é capaz de dar cobertura para quase todos os tipos de seguros, mas indagou por que tem uma participação de apenas 3,7% do PIB brasileiro. Se incluído o mercado de saúde sobe para algo próximo de 6,5%, enquanto nos EUA esse numero é de 11%. Citou o índice de penetração prêmio PIB, que coloca o país em posição inferior a África do Sul e Chile. Quando comparados ao grupo de países em desenvolvimento, o Brasil está na 14% posição. Comparado a Europa e EUA, o Brasil é quadragésimo da lista. Em termos de densidade, medido em prêmio e população, o Brasil está abaixo de US$ 400 contra US$ 4,2 mil nos EUA e US$ 1,6 mil na Europa.

Ao mesmo tempo em que indagou o porque da baixa penetração, a economista deu uma resposta parcial. “É sabido de todos que o Estado interfere no mercado e tende a precificar mal, distorcendo preços relativos e reduzindo o potencial do desenvolvimento do setor. Precisamos reduzir a participação do Estado”, enfatizou ela, arrancando os primeiros aplausos do seleto grupo convidado para a posse, entre eles funcionários, seguradores, além dos destacados por ela mesma como o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, Joaquim Levy, presidente do BNDES E Roberto Barbosa, presidente da CVM.

Solange afirmou que é preciso acelerar a velocidade da disponibilização de novos produtos no mercado; criar maior flexibilidade regulatória e harmonizar leis e regulamentações como os avanços tecnológicos. “Na área de tecnologia temos uma revolução em curso. As insurtechs aparecem como uma nova forma de fazer e comercializar seguros. Vão além da comercialização. Buscam inovação que geram eficiência financeira e operacional”, afirmou ela e recebeu a segunda rodada de aplausos dos entusiastas.

Segundo Solange, as novatas de tecnologia investem em nichos complementando os produtos tradicionais e impulsionando o setor. “Temos a internet das coisas, a nuvem, a inteligência artificial, o blockchain, a cobrança por uso e o seguro por demanda. Mudanças que irão revolucionar o setor de seguros”, acrescentou.

Ela elencou a importância do seguro em vários segmentos para ressaltar o potencial de crescimento deste segmento. “Acredito no seguro e não força dele no desenvolvimento para o país. O comércio internacional não resistiria sem o seguro. As empresas não teriam proteção para bens e ativos. O capitalizamos seria diferente. O que seria da nossa industria automobilista sem o seguro. O que seria dos empreendimentos e investimentos. E como faríamos na velhice se não pudéssemos ter seguro de vida, de saúde e aposentadoria? Sem o seguro agricultura teríamos maior volatilidade de preços e o consumidor seria o maior prejudicado. Sem o seguro de crédito e fiança as vendas no varejo e os negócios em geral seriam menores. O comportamento das pessoas seria outro se o seguro de danos contra terceiros nao existisse”, elencou.

Ela ressaltou a infraestrutura, por exemplo, que representa 3% do PIB em vários países desenvolvidos e no Brasil representa apenas 0,5%. Espera-se um crescimento mundial de 9% nos próximos anos no setor de infraestrutura. Se isso for verdade, a perspectiva de crescimento de seguro nesse setor será entre 6 e 10%, nas contas da nova xerife do mercado segurador.

“Não podemos e não vamos desperdiçar a chance de contribuir para o crescimento de nosso pais. Acredito no trabalho em conjunto entre o Banco Central, a CVM e a Susep para o aprimoramento do mercado de capitais brasileiro. Conto com a colaboração de todos vocês. Vamos juntos fazer um Brasil melhor. Um mundo em que o brasileiro tenha um leque tão grande de seguros que possamos acrescentar em nossas estatísticas o fato de que todo cidadão deste país tem alguma forma de seguro contratada”, enfatizou.

Ela afirmou ser difícil ser imparcial e direta. “Tive a certeza durante toda minha carreira que a competição engrandece as pessoas e impulsiona a eficiência. Nunca entendi como as corporações podem ser tão resistentes a mudanças mesmo quando elas são inevitáveis. Aprendi que o óbvio é difícil de ser feito. Ser simples é complicado. Mas estou aqui na Susep para juntos fazermos a diferença na vida de cada cidadão brasileiro”, afirmou.

E a terceira rodada de aplausos foi a tradicional, ao encerrar o seu discurso. “Temos de ser mais ágeis. Precisamos desregulamentar, desburocratizar o setor. Aumentar a competição, garantir a segurança jurídica e acima de tudo tornar o seguro um produto simples e acessível a população”, finalizou ela, num sinal claro de desejo de sucesso com a implementação de medidas que impulsionem realmente o mercado de seguros a conquistar o seu espaço na vida da sociedade brasileira.

Durante o evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizou a importância do setor de seguros para o País e seu enorme potencial de crescimento. Ele defendeu a importância de um Estado menor também no setor de seguros. “Tem um enorme território à frente a ser conquistado. Nós vamos trocar o eixo da economia efetivamente de uma economia de planejamento central, de uma economia dirigista, onde o Estado decide tudo. Nós estamos trocando esse eixo para mercado”, explicou.

O blog Sonho Seguro, que foi convidado e não pode comparecer, aplaudiu mais de três vezes o discurso enquanto ouvia o áudio. Umas dez pelo menos. Desejo a Susep todo o sucesso do mundo nesta empreitada.

Fabio Pinho será o novo CEO da Divisão de Seguros Especiais da SCOR na América Latina

Fonte: Essor


A SCOR Global P&C, quarta maior resseguradora do mundo, acaba de anunciar que Fabio Pinho será o novo CEO da Divisão de Seguros Especiais na América Latina (chamada de LATAM Specialty Insurance). O mandato do executivo inclui a Divisão de Negócios de Seguros da SCOR no continente e a continuidade no cargo de CEO da Essor Seguros.

Pinho é formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Gerenciamento Empresarial, e com especialização em liderança na Cornell University (Nova Iorque). Ele está no comando da Essor Seguros, que integra o Grupo SCOR, desde o início de suas operações no Brasil, em 2011.

XP Seguros estreia com produtos de alta performance e gestão ativa

Fonte: XP

Com foco inicial nos fundos de previdência privada, iniciativa visa estimular a concorrência no setor. Atualmente, 93% dos planos estão concentrados nos grandes bancos e têm baixa performance

Depois de ajudar na recente revolução do mercado de investimentos no país, o Grupo XP agora se prepara para inovar a forma como os brasileiros planejam a sua aposentadoria. Com o objetivo de oferecer as melhores opções em previdência privada, a XP Seguros chega ao mercado para oferecer produtos próprios de alta performance e com gestão ativa. Neste primeiro momento serão lançados cerca de vinte e cinco fundos com planos PGBL e VGBL para clientes pessoa física, alocados nas mais diversas estratégias que vão desde renda fixa aos mandatos multimercados, geridos pelas principais gestoras independentes do país. O objetivo é criar uma grade de produtos previdenciários que, sob a ótica de alocação, atendam os clientes em função do seu momento de vida e apetite de risco.

“A discussão em torno da reforma da previdência tem provocado um fenômeno interessante: a autoanálise dos brasileiros em relação à aposentadoria. Esse movimento é importante porque indica um amadurecimento financeiro por parte da população”, avalia Roberto Teixeira, Sócio responsável pela XP Seguros. “Queremos oferecer veículos inéditos no mercado para clientes que já não aceitam mais investir em fundos previdenciários que cobram taxas elevadas e entregam baixa performance”, afirma Teixeira. 

A iniciativa visa ainda estimular a competição dentro do segmento, com a distribuição dos produtos da XP Seguradora e de outras seguradoras na plataforma aberta de previdência privada da XP Corretora de Seguros, pioneira na zeragem da taxa de carregamento dos planos na entrada e na saída. No médio prazo, os produtos originados pela XP Seguros também deverão ser oferecidos por outras plataformas e corretores de seguros. Além disso, a empresa espera ampliar a sua atuação nesse mercado, contemplando outras classes de produtos além de previdência privada.  

“Inovar na oferta de produtos e serviços é parte da estratégia do Grupo XP, uma vez que a concentração bancária em previdência privada é ainda muito alta.  Trabalhamos com o conceito de curadoria para oferecer uma grade de fundos completa, composta por produtos relevantes e alinhados à expectativa de nossos clientes”, acrescenta. 

A meta da XP Seguradora é oferecer aos clientes do Grupo XP os melhores fundos de Previdência Privada do mercado, permeados por soluções inovadoras em um mercado tradicionalmente analógico.

SulAmérica ganha a conta de saúde e odonto da Nadir Figueiredo

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica é a nova seguradora de Saúde e Odonto da fabricante de vidros Nadir Figueiredo. Com contrato já vigente, a companhia garante a cobertura odontológica e de saúde aos 2,2 mil funcionários da empresa parceira e seus dependentes, chegando a um total de 4,7 mil beneficiários. O contrato foi firmado por meio da atuação da Castro e Vidigal Corretora, em conjunto com a filial Lapa da SulAmérica, em São Paulo (SP).

“Estamos muito satisfeitos com essa nova parceria e preparados para oferecer uma cobertura de primeira linha em Saúde e Odonto para nossos mais novos clientes, que terão acesso a programas exclusivos de cuidado e a uma rede referenciada que faz a diferença no bem-estar dos colaboradores e seus familiares. Com duas empresas centenárias trabalhando juntas, com ampla tradição nos mercados em que atuam, temos certeza de que essa parceria será um sucesso”, comenta o diretor Comercial da SulAmérica em São Paulo (Capital), Luciano Lima.

Entre os diferenciais de serviços que fizeram a Nadir Figueiredo optar pela SulAmérica está a rede com mais de 25 mil provedores de saúde e odontologia, a qual os segurados podem acessar nos 4,5 mil hospitais e laboratórios, além de um ambulatório médico na própria empresa. Outro benefício é o Médico em Casa, serviço que permite solicitar atendimento para crianças de até 12 anos no conforto do lar. A teleorientação pediátrica, por sua vez, é o mais recente serviço de medicina conectada para transformar a experiência dos clientes e também está disponível – por meio do aplicativo SulAmérica Saúde, os segurados responsáveis por crianças de até 12 anos podem solicitar uma videochamada com médico pediatra para receber orientações e tirar dúvidas.

“Os nossos funcionários são o nosso bem mais precioso. Faz parte da missão da empresa cuidar e prezar pelo bem-estar de todos, por isso, buscamos oferecer sempre o melhor a eles. Estamos felizes em fechar parceria com a SulAmérica, pois acreditamos que a empresa poderá atender às necessidades relacionadas à saúde de nossos colaboradores”, afirma João Roberto Queiroz, diretor de RH da Nadir Figueiredo.

Os funcionários da fabricante de vidros também têm acesso a programas como o Saúde Ativa, conjunto de iniciativas de incentivo à saúde e ao bem-estar dos segurados por meio de conscientização, orientação especializada e monitoramento. Entre elas está o Futura Mamãe, projeto que acompanha e orienta as seguradas gestantes quanto aos principais cuidados durante essa fase. Outro programa é o Cuidado Coordenado, em que a integração de informações permite uma gestão completa da saúde do segurado.

Thisiani Martins assume comissão de grandes riscos na FenSeg

Fonte: FenSeg

O portal da CNseg, a confederação das seguradoras, e da Federação Nacional de Seguros Gerais ( FenSeg), publicaram entrevista com a nova presidente da  Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos – CRP Grandes Riscos FenSeg, Thisiani Martins. Ela fala de seus projetos para o próximo triênio de gestão, assim como uma análise das oportunidades da área. Veja abaixo:

Como avalia o desempenho das áreas de grandes riscos em 2018?

Anos de eleições costumam apresentar características muito próprias e 2018 não foi diferente. Apesar disso, o Brasil  iniciou uma  recuperação  da economia e este cenário contribuiu para que o mercado de seguro patrimonial de grandes riscos experimentasse leve crescimento que se pode constatar observando as estatísticas  divulgadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O mundo globalizado é desafiador e o Brasil, atento as constantes mudanças, mesmo com  cenário mais complexo, conseguiu manter boa oferta de capacidade.

Quais suas expectativas para o ano de 2019?

Estamos otimistas e acreditando na recuperação gradativa da atividade econômica. Isto acontecendo, teremos a retomada de investimentos o que vai permitir que o segmento de seguros patrimoniais apresente desempenho melhor que em 2018.

Quais seus planos como presidente da Comissão  de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos no próximo triênio?

As comissões técnicas da FenSeg desenvolvem trabalhos muito gratificantes, sempre buscando contribuir com o crescimento do mercado.  Daremos continuidade aos trabalhos em desenvolvimento  promovendo eventos técnicos voltados ao aprimoramento dos profissionais da área, envolvendo empresas do setor para atualização de novas tecnologias de prevenção de perdas e também buscando melhores produtos para atender as necessidades dos segurados.

No ano de 2018, a Comissão  de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos realizou o Seminário de Lucros Cessantes, envolvendo profissionais de mercado. Há planos de novos eventos para esse ano?

O evento de Lucros Cessantes foi um sucesso e confirmou o grande o interessado do mercado sobre o tema. Consta do Plano de Ação de 2019 da Comissão de Riscos Patrimoniais Grandes Riscos a realização de novos eventos técnicos abordando não só Seguros de Lucros Cessantes, com foco diferente do já realizado, como também, o tema Qualidade de Riscos.Sobre a avaliação de grandes riscos e tecnologia:  um exemplo é o uso de drones para acessar locais de difícil acesso, trazendo dados mais precisos que, manualmente, não seriam obtidos com segurança e rapidez. Dessa forma, as seguradoras proporcionam aos clientes uma avaliação mais precisa e orientações mais detalhadas para mitigar riscos.

Como avalia o impacto da tecnologia no trabalho das seguradoras?

Para as seguradoras é desafiador se manterem atualizadas para conhecer e avaliar as novas tecnologias que estão sendo utilizadas, e seus impactos na exposição a riscos. É importante que a empresa esteja atenta e invista neste conhecimento para poder orientar seus clientes na gestão de seus riscos através da prestação de serviço de prevenção de perdas oferecida por várias seguradoras.

Brasilseg, do BB, lança ‘Academia Rural’ para capacitar profissionais

Fonte: BB Seguros

Para contribuir com a formação de seus prestadores de serviços e parceiros a Brasilseg, empresa da BB Seguros, criou a Academia Rural, uma escola de formação virtual, de ensino a distância, com foco em seguros para o agronegócio. 

Inédita no mercado de seguros, a plataforma reunirá um importante acervo digital de cursos técnicos e comportamentais fundamentais para quem deseja atuar com excelência nesse ramo de seguros.

O primeiro módulo, “Máquinas e construções rurais”, teve o seu conteúdo produzido em parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e já está aberto para inscrições dos peritos e reguladores credenciados pela Brasilseg. Universidades e outras instituições devem colaborar para a construção dos demais, relacionados aos seguros nas modalidades agrícola e pecuário, que devem ser lançados em breve.

De acordo com Paulo Hora, superintendente técnico de seguros rurais da seguradora, há 2 anos a empresa se prepara para o lançamento da plataforma de ensino que, embora esteja voltada aos peritos e técnicos credenciados pela seguradora neste momento, tem o intuito de ser acessada por qualquer pessoa interessada no assunto, a partir da definição de perfis de acesso ao conteúdo. Até o momento, já foram investidos mais de R$ 1 milhão em tecnologia e desenvolvimento de conteúdo.

“Por meio da Academia Rural, a Brasilseg pretende contribuir com a formação de profissionais para atuação nesse ramo, que ainda é carente de programas de formação estruturados. Nossa intenção é que, além da formação mínima necessária para atuação com seguros rurais, os profissionais de diversas áreas como Agronomia, Engenharia Agrícola, Mecânica, Florestal, Veterinária e outras, possam ter em nosso ambiente mais uma opção de capacitação específica, concebida a partir da nossa experiência de anos nesse segmento combinada ao melhor da academia. ”, comenta Hora.

A Brasilseg está realizando um projeto piloto com os peritos, que executam vistorias de máquinas e equipamentos agrícolas para, na sequência, segundo o executivo, expandir para aqueles que atendem o seguro agrícola em diversas culturas.

“Em pouco tempo, além do ensino a distância, incluiremos alguns módulos presenciais, em parceria com instituições, e ampliaremos o público com módulos para os times das redes comerciais, analistas e, por que não, para nossos clientes, produtores rurais, que serão os principais beneficiados por essa iniciativa. ”

Todo o material disponível na plataforma será utilizado para a formação de novos prestadores de serviços em prol do seguro agrícola no Brasil e para constante ampliação da capacitação de profissionais que prestam serviços à seguradora. Os cursos são gratuitos e podem ser acessados por meio deste link.

Artigo: Tudo é Pessoal!

Tulio Fumis


por Tulio Fumis

Ao tirar proveito de informações, empresas são capazes de personalizar a jornada de vendas de seus clientes e consumidores. Mas criar uma estratégia de marketing e um processo de venda personalizados não deixa de ter seus contratempos. Como as empresas podem superar estes desafios?

Se você voa frequentemente com a empresa de baixo custo EasyJet, você deve se lembrar de já ter recebido um e-mail mostrando uma linha do tempo com todas as suas experiências de viagem nos últimos anos: a data que você foi para Paris por um fim de semana, o voo de volta para casa para o Natal e uma viagem de última hora para um resort de esqui.

A campanha é sempre citada como um dos exemplos mais bem sucedidos de personalização. Os e-mails foram baseados em uma ampla gama de informações pessoais que, reunidas, constroem uma história das viagens com a EasyJet que são exclusivas para cada cliente. A campanha não apenas ressalta as experiências individuais dos viajantes frequentes como também capturam suas imaginações ao sugerir lugares que eles poderiam visitar na próxima vez, baseados em seus interesses pessoais.

O esforço investido nesta campanha extremamente complexa foi compensado. A taxa de abertura foi 100% maior comparada com a média de campanhas via newsletter e a “taxa de cliques” aumentou cerca de 25%. Por volta de 7% dos clientes que receberam as mensagens personalizadas fizeram uma nova reserva dentro de um período de 30 dias. 

OPORTUNIDADES ENORMES NA PERSONALIZAÇÃO

As expectativas em cima da personalização estão altas. De acordo com um estudo da consultoria BCG, isto pode gerar uma receita de até 800 bilhões de dólares para as empresas de serviços financeiros, varejo e saúde que gerenciarem de maneira correta o potencial que a análise de “big data” pode gerar.

Dois terços dos respondentes no estudo dizem que esperam ver pelo menos um aumento de 6% no faturamento anual devido à personalização. Em alguns setores, incluindo tecnologia e serviços financeiros, os números são ainda maiores, com empresas esperando crescimento de 10% ou mais.

GRANDES DESAFIOS AO POTENCIALIZAR A “BIG DATA”

Não é portanto, nenhuma surpresa que as organizações estão alocando grande parte do seu orçamento de marketing em Marketing Digital. O número de vagas abertas para profissionais de marketing digital cresceu por volta de 460% globalmente, de acordo com informações do PageGroup.

Porém, o número de empresas que está ativamente usando a análise de informações para personalizar suas vendas e marketing continua relativamente baixa. A pesquisa do BCG concluiu que 65% das organizações estão ainda usando abordagens segmentadas ou mesmo de massa.

O que está ainda “freando” estes números mesmo quando os benefícios da personalização já foram provados? Alguns estudos dizem que os desafios culturais e organizacionais ainda bloqueiam as empresas de coletarem, analisarem e potencializarem informações para desenvolver uma estratégia de marketing e uma venda personalizadas. A questão é como os líderes nas empresas deveriam abordar este problema.

UM PAPEL CHAVE PARA O CHIEF MARKETING OFFICER

Uma das figuras chave para assumir este desafio é o Chief Marketing Officer. O CMO atual fica com a responsabilidade de traduzir as experiências digitais e análise de informações em demandas do consumidor. Eles precisam demonstrar um entendimento do que é hoje a demanda do consumidor e então alinhar as operações da empresa para agir de acordo.

As altas expectativas colocadas sobre o CMO estão mudando todo o aspecto da função: “Existe uma necessidade crescente por um novo grupo de habilidades e maneira de pensar”, explica Paulo Gomes, Head de CRM na Europa para o Grupo Page. “O novo CMO precisa entender bastante de tecnologia para então criar uma visão tecnológica para o marketing. O papel deste CMO exige alguém que combine estratégia de marketing com tecnologia e análise de informações.”

TRAZENDO A LIDERANÇA PARA BORDO

Alocação de recursos para a tecnologia necessária não é suficiente: uma estratégia digital de marketing será bem sucedida apenas se todos os membros da liderança estiverem de acordo com as novas responsabilidades do CMO e também confiarem no indivíduo no papel de CMO para preenche-las. O CMO precisa estar livre para tomar as decisões que são necessárias para implementar uma estratégia digital.

Um dos assuntos mais importantes quando vamos definir este novo papel é a colaboração entre o CMO e o CIO. Paulo Gomes, do Grupo Page diz: “Com o “big data” cada vez mais sendo um componente chave nas estratégias de marketing e venda, estes dois papéis não podem mais serem vistos como duas entidades separadas. Por isso que estas duas funções vão se fundir em uma só em um futuro breve.”

Ele continua: “o então chamado Chief Marketing Technology Officer (CMTO) irá combinar o melhor dos dois mundos: como um “guru de informações”, ele ou ela irão engajar os outros líderes seniores e irão guia-los nesta jornada de mergulho em informações. O CMTO vai colaborar muito próximo ao CMO, que será responsável pelas análises das informações e pelas medições das performances das campanhas de marketing. Como um time, eles vão liderar um novo tipo de marketing, onde a tecnologia avançada irá ajuda-los a ter um melhor entendimento das pessoas e de suas necessidades pessoais.

Às vezes pode parecer que existe uma proliferação de “Chiefs” nas organizações. Porém, a criação deste novo papel reconhece o valor de se ter um arquiteto de soluções digitais de negócios dentro de casa, em um mundo onde o marketing tem tomado o controle de seu próprio destino tecnológico.

APRENDIZADOS:

  • Poucas empresas utilizam ativamente vendas e estratégias de marketing personalizadas.
  • Desafios organizacionais e culturais podem ser um “desmancha-prazeres” para a personalização
  • O Chief Marketing Officer é o líder sênior mais adequado para superar estes desafios.
  • Para ser bem sucedido, o papel do CMO precisa ser melhor definido
  • Os papéis do CIO e do CMO poderiam se fundir naquilo que chamamos de Chief Marketing Technology Officer

O seguro garantia e o desenvolvimento

Fonte: Artigo escrito por Marcio Coriolano, presidente da CNseg, publicado no jornal O Globo

Nos últimos 30 anos, o Brasil enfrentou – e venceu – desafios imensos. Nos anos 1990,  derrotou a hiperinflação e, nas décadas seguintes, superou os efeitos de grandes terremotos financeiros internacionais. Agora, recém-saído da pior recessão desde os anos 1930 e com o início do novo governo, o país tem pela frente mais um grande desafio: avançar nas reformas necessárias ao inadiável ajuste fiscal – com destaque para a reforma da Previdência –,  sem abrir mão de uma agenda de retomada do crescimento econômico com justiça social.

A infraestrutura ocupa lugar central nessa agenda.  Investimentos no setor significam melhoria da qualidade de vida dos brasileiros em áreas fundamentais como saneamento e mobilidade urbana, geração de empregos e a ampliação da presença competitiva do Brasil na economia global, com mais e melhores ferrovias, rodovias, aeroportos, portos e bons serviços de energia elétrica, telefonia e outros. Num momento no qual o país decidiu abandonar modelos que derrubaram o emprego e a renda média, viabilizar investimentos em infraestrutura é algo estratégico para a reconstrução, modernização e reconstrução da vida nacional.

Nesse cenário, a Confederação das Seguradoras (CNseg) considera que a inserção do seguro garantia obrigatório para grandes obras públicas é tema prioritário. Trata-se de uma modalidade de seguro que reforça o arcabouço para a estruturação de financiamento e garante o cumprimento das obrigações assumidas pelo contratado, eliminando a necessidade de recorrer a garantias como o patrimônio das empresas (o que frequentemente põe em risco sua sobrevivência) ou fianças bancárias (que já se demonstraram ineficazes para as amortizações de longo prazo características dos empreendimentos de infraestrutura). O objetivo é garantir que a obra seguirá no ritmo esperado, e que a construtora contratada será rapidamente substituída por outra se abandonar os trabalhos.

O seguro garantia é  instrumento crucial para melhorar a qualidade, a transparência e a execução de projetos governamentais, em parceria com a iniciativa privada, e deixar para trás um modelo que resultou na paralisação de milhares de empreendimentos. Estudos recentes dão conta de que existiam em 2016 mais de 2.500 obras paralisadas no Brasil, sendo pouco mais de 500 delas de infraestrutura.  Ainda que muitas tenham sido retomadas, esses são números preocupantes. Obras paradas significam população privada de serviços, e dinheiro do contribuinte escorrendo pelo ralo – além de configurar sinal negativo para potenciais investidores. De acordo com o Ministério do Planejamento, a maior parte das paralisações acontece por problemas técnicos, abandono da obra pela empresa responsável e dificuldades financeiras. São informações que refor çam a importância do seguro garantia, figura que já existia nos Estados Unidos do século XIX para apoiar obras voltadas ao desenvolvimento do país e dar bom destino aos impostos pagos pelos cidadãos.

No Brasil, o tema precisa de mais atenção. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6814/2017 (apensado ao PL 1292/1995), que prevê alterações na Lei de Licitações, com a adoção de seguro garantia obrigatório para obras acima de R$ 100 milhões, e ampliação da garantia para 30% do valor do empreendimento. A lei atual já permite (mas não obriga) a contratação de seguros, que podem variar de 5% a 10% do valor da obra. Hoje, a maioria dos seguros é de 5%.  Nossa proposta para o novo seguro garantia tem como parâmetros práticas do mercado internacional.

Existe um largo atraso a superar. Os investimentos nesse setor não passam de 1,67% do PIB, quando o ideal seria uma taxa de 4% a 5%, ou algo em torno de R$ 300 bilhões por ano ao longo de uma década. O desafio é grande, mas entendemos que há motivos para estarmos otimistas. Apesar de persistirem incertezas no horizonte, a confiança começa a retornar.  Na infraestrutura, que voltou a merecer um ministério, o plano é realizar leilões de 23 concessões de aeroportos, ferrovias e terminais portuários dentro dos primeiros cem dias de governo. Os empreendimentos necessários a dotar o país de infraestrutura compatível com seu tamanho e importância na geopolítica mundial envolve, desafios logísticos relevantes, o que confere ao seguro garantia importância ainda maior.

No mundo inteiro, o setor de seguros passou a fazer parte da pauta de mudanças de políticas macroeconômicas pelas quais, em maior ou menor grau, todos os países passam hoje, com menor participação dos governos em setores como saúde, previdência e infraestrutura.  No Brasil, queremos estar no centro das políticas públicas, junto com o setor de resseguros em coberturas de grande valor, fundamental para o equilíbrio do sistema, como garantidor da atividade seguradora. O apoio ao desenvolvimento brasileiro será o tema do 8º Encontro de Resseguro, que se realiza em abril, no Rio de Janeiro.

Seguradora Líder apresenta balanço das ações da Ouvidoria

Ouvidoria DPVAT

Fonte: Líder Seguradora

Para marcar o Dia do Ouvidor, no último dia 16 de março, a Seguradora Líder faz um balanço da atuação desta área no último ano, reunindo os projetos que nasceram com o objetivo de promover a ampliação do atendimento aos segurados e beneficiários do Seguro DPVAT. Entre as principais conquistas, estão a implementação da Central telefônica e a criação de um formulário eletrônico no site da Seguradora Líder para o recebimento de manifestações dos usuários. A Ouvidoria da Seguradora Líder tratou cerca de 9,6 mil casos no ano passado.

Outra ação de destaque do último ano foi a aproximação com órgãos de defesa do consumidor, como a criação de uma linha direta com PROCONS e Defensorias, atendendo eventuais demandas que cheguem por esses canais. Em novembro do ano passado, a Seguradora Líder promoveu um encontro com representantes dos Procons e ouvidorias das Seguradoras Consorciadas, com o objetivo de aprofundar as discussões sobre a importância do diálogo na gestão do Seguro DPVAT, em busca de um atendimento de excelência com todos os segurados e beneficiários.

“A Ouvidoria da Seguradora Líder tem a missão de entender o papel social do Seguro DPVAT e as necessidades dos mais de 209 milhões de brasileiros, mantendo sempre um diálogo aberto com toda a sociedade”, afirma a ouvidora Gisele Garuzi.

Eventuais acionamentos à Ouvidoria podem ser realizados clicando aqui; pela Central Ouvidoria, disponível através do número 0800 021 91 35; por carta endereçada à Rua da Assembleia, 100, 17º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20011-904; ou pelo site Consumidor.gov. Assim que recebidas, as solicitações realizadas por qualquer um destes canais são respondidas em até 10 dias.