MetLife celebra 20 anos de Brasil

Fonte: MetLife

A MetLife celebra sua trajetória no Brasil com incentivo à cultura, patrocinando o musical O Frenético Dancin’ Days’. “Já estamos no Brasil há duas décadas, temos muito o que comemorar. O Brasil é um dos mercados estratégicos e seguimos uma trajetória consistente para alcançar o patamar de empresa referência em seguros de vida, dental e previdência. Nos últimos anos, trabalhamos para ampliar nosso portfólio de produtos, atrair parceiros de distribuição e investimos em tecnologia para oferecer aos nossos clientes uma experiência simples e digital. Para este e os próximos anos, a meta é continuar nesse processo de crescimento”, diz Raphael de Carvalho, Presidente da MetLife Brasil.

O espetáculo O Frenético Dancin’ Days’ chega a São Paulo depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, visto por mais de 60 mil pessoas. A superprodução resgata a aura mítica em torno da Frenetic Dancing´Days Discotheque, um marco na noite brasileira nos anos 70, especialmente a carioca, que ditou moda, comportamento e celebrou a liberdade.

Informações

Estreia: 15 de março

Horários: Sexta-feira: 21h/ Sábado: 17h e 21h/ Domingo: 18h

Local: 

Teatro OPUS (Av. das Nações Unidas, nº 4777 – Alto de Pinheiros/ 4o piso – Shopping Villa-Lobos) –  www.teatroopus.com.br

Classificação: 12 anos

Duração: 120 min.

Estudo da Capgemini revela que bancos e seguradoras dão pouca atenção para o digital

Fonte: Capgemini

Um novo relatório do Instituto de Pesquisas da Capgemini revela que as empresas de serviços financeiros estão ficando para trás na transformação digital em comparação com outros setores da economia. Afinal, as companhias financeiras reportaram uma queda da confiança em suas capacidades digitais e a falta de habilidade, liderança e visão coletiva necessárias para moldar o seu futuro digital.

O relatório, parte do Global Digital Mastery Series da Capgemini, examina o sentimento sobre as capacidades de liderança e digital entre executivos de bancos e seguradoras comparando com um estudo equivalente de 2012. Mais de 360 ​​executivos de 213 empresas, cuja receita combinada em 2017 representa aproximadamente US$ 1,67 trilhão, foram entrevistados.

As principais constatações incluem:

Confiança nas capacidades de liderança e digital afundou desde 2012

Em comparação com 2012, uma proporção menor de executivos de serviços financeiros disse que suas organizações tinham as capacidades digitais necessárias para serem bem-sucedidas – com aqueles com “confiança” caindo de 41% para 37%. Desmembrando esse dado, embora mais executivos sentissem que tinham as capacidades digitais necessárias na experiência do cliente (40% em comparação com 35%), a confiança nas operações teve uma queda significativa. Apenas 33% dos executivos disseram que tinham as capacidades operacionais necessárias, em comparação com os 46% de 6 anos atrás.

Um déficit na questão da liderança também foi citado, com apenas 41% dos executivos dizendo que suas organizações têm a capacidade de liderança necessária, abaixo dos 51% de 2012. Em algumas áreas específicas, a confiança na liderança caiu significativamente, incluindo governança (de 45% para 32%), engajamento (de 54% para 33%) e na relação entre TI e negócios (de 63% para 35%).

O domínio digital mostra-se ilusório – No framework de “digital mastery” (“domínio digital”), da Capgemini, apresentada no relatório, apenas 31% dos bancos e 27% das seguradoras são considerados “digital masters” ou “mestres digitais”, enquanto 50% e 56%, respectivamente, são classificados como iniciantes.

Os executivos também criticaram a falta de uma visão convincente para a transformação digital dentro de suas organizações. Apenas 34% dos entrevistados nos bancos e 24% nas seguradoras concordaram com a afirmação de que “nossa visão de transformação digital se alinha com o das unidades organizacionais internas”, enquanto apenas 40% e 26%, respectivamente, falam que “há um roadmap de alto nível para a transformação digital”.

A transformação bancária tomou o centro do palco, enquanto o mercado de seguros coloca o foco na automação

Embora as jornadas de transformação digital dos bancos estejam bem encaminhadas, o setor chegou a uma encruzilhada, cita o relatório, ao tentar atender às crescentes expectativas digitais dos clientes, gerenciar as pressões de custo e competir com as novas empresas de tecnologia. Menos da metade dos bancos (38%) afirmam ter as capacidades digitais e de liderança necessárias para a transformação digital. Mas o setor de seguros está se recuperando, com apenas 30% reivindicando ter os recursos digitais necessários e 28% admitindo ter os recursos de liderança necessários.

O setor bancário, no entanto, ultrapassa os setores de serviços não financeiros em recursos como experiência do cliente, capacitação da força de trabalho e alinhamento da tecnologia com os negócios. Dentre as empresas bancárias, 56% delas disseram que usam analytics para um marketing mais eficaz – em comparação com 34% de seguros e 44% do setor de serviços não financeiros. Mais da metade (53%) das organizações bancárias também afirma que o aprimoramento e a reciclagem de suas habilidades digitais são uma prioridade para elas, comparado com 32% para seguros e 44% para serviços não financeiros.

Um ponto de vantagem para as seguradoras é a automação operacional, com 42% dos executivos afirmando que usaram RPA (automação de processos robóticos, na tradução), contra 41% dos bancos e 34% relatando o uso de inteligência artificial nas operações – em comparação com 31% dos executivos de bancos.

Mais desafios à frente – Por outro lado, a inovação do modelo de negócios, definição de uma visão e propósito claros, cultura e engajamento são alguns pontos que são desafiadores tanto para o setor bancário quanto para o de seguros. Apenas 33% das seguradoras e 39% das organizações bancárias lançaram novos negócios baseados em tecnologias digitais, enquanto 41% do setor de serviços não financeiros o fizeram.

Enquanto o setor bancário está em linha com a média dos serviços não financeiros, apenas cerca de um terço (34%) dos bancos tinham uma visão digital alinhada com suas unidades organizacionais. O seguro está ainda mais atrasado, com apenas um quarto (24%) tendo uma visão abrangente. Também em termos de aspectos culturais, apenas 33% dos bancos e 25% das organizações de seguros acreditavam que seus líderes estavam adotando novos comportamentos necessários para a transformação digital, em comparação com os 37% nas organizações de serviços não financeiros.

“Esta pesquisa mostra que uma verificação da realidade ocorreu em todo o mercado de serviços financeiros, já que os executivos agora entendem a verdadeira extensão do desafio da transformação digital. Em um ambiente de crescente competição e expectativa do consumidor, a visão é muito diferente da de alguns anos atrás, e não surpreende que grandes organizações tenham se tornado mais realistas sobre suas capacidades”, disse Anirban Bose, CEO da Capgemini’s Financial Services e membro da Conselho Executivo do Grupo.

“Ao mesmo tempo, esse é um alerta para que bancos e seguradoras reexaminem seus modelos de negócios. O modelo operacional do futuro é colaborativo, inovador e ágil. Os “digital masters” que analisamos estão trabalhando com um ecossistema de parceiros terceirizados, desenvolvendo e testando ideias mais rapidamente sob um modelo de MVP (Model View-Presenter) e alimentando uma cultura de inovação e experimentação de baixo para cima. A maioria das empresas de serviços financeiros precisa aprender com o pequeno grupo de inovadores genuínos em seu campo”, concluiu Bose.

Chubb é a seguradora líder do acidente da Ethiopian Airlines

acidente indonésia

Fonte: Reinsurance News e Blog Sonho Seguro

Relatórios confirmaram que a Chubb era a principal seguradora na conta do jato da Ethiopian Airlines que caiu em 10 de março. A Willis Towers Watson é a corretora de seguros do contrato. O voo ET302 da Ethiopian Airlines caiu logo após a decolagem de Addis Ababa, matando todos os 157 passageiros a bordo.

Segundo o portal Reinsurance News, um porta-voz da corretora revelou ontem que a Chubb e a Willis seriam responsáveis ​​por perdas resultantes do acidente, que estão estimadas em cerca de US$ 50 milhões a US$ 60 milhões.

Os relatórios sugerem que a velocidade vertical do avião foi instável após a decolagem e que o piloto teve dificuldades e pediu para retornar ao aeroporto da capital. Embora a causa do desastre ainda não esteja clara, um sistema antiestolagem automatizado na aeronave Boeing 737 Max 8 está sob investigação.

O acidente foi o segundo em cinco meses envolvendo um 737 Max 8, após o incidente com a Lion Air na Indonésia no ano passado, que matou 189 pessoas. “É altamente suspeito”, disse Mary Schiavo, ex-inspetora-geral do Departamento de Transportes dos EUA, à CNN. “Aqui temos uma aeronave novinha em folha que caiu duas vezes por ano. Isso soa os alarmes na indústria da aviação, porque isso simplesmente não acontece.

Várias companhias aéreas já suspenderam o modelo nesse meio tempo. A brasileira Gol foi uma delas, ao anunciar ontem a suspensão dos voos de suas sete aeronaves da Boeing 737 Max. A companhia opera com esses aviões desde junho de 2018.  A Boeing deve lançar um software para lidar com possíveis problemas no sistema da aeronave, de acordo com informações da Reuters.

Especialistas em aviação discutem o acidente nas redes sociais e sugerem que isso pode ser uma questão relacionada ao incidente da Lion Air. Se for constatado que uma falha no projeto da aeronave, pode haver outras indenizações a serem pagas pela Boeing, caso ela se torne alvo dos pedidos de indenização.

A Reuters também informou que Marsh é a corretora dos seguros da Boeing e que a seguradora britânica Global Aerospace é a principal operadora dos seguros da Boeing e também da Lion Air.
 

DPVAT ultrapassa os 24 milhões de bilhetes no 1o. bimestre de 2019

DPVAT

Fonte: Líder Seguradora

A Seguradora Líder fechou o mês de fevereiro com mais de 8,1 milhões de bilhetes processados do Seguro DPVAT. O primeiro bimestre do ano já contabiliza 24,9 milhões de pagamentos, número 20% maior do que o do mesmo período do ano passado. 

O processo de arrecadação de 2019 continua em todo o Brasil, com vencimentos para proprietários de veículos de diversas UFs e categorias. No caso do Amapá, a data para o pagamento do Seguro DPVAT vai até a próxima sexta-feira, dia 15/03. No caso do Maranhão, o prazo começou no último dia 08 e vai até 26/03, dependendo do final da placa do veículo. Estados como Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, e Sergipe também têm vencimentos do prêmio do Seguro DPVAT em março. 

Mongeral Aegon reformula portfólio e lança quatro produtos

Fonte: Mongeral Aegon

Em linha com as demandas do mercado, a seguradora multinacional Mongeral Aegon iniciou o ano de 2019 com o lançamento de quatro soluções de seguro de vida em seu portfólio. O primeiro deles é o Vida Empresarial, que foi remodelado para atender melhor as necessidades para pequenas e médias empresas e já está disponível para comercialização.

O novo Vida Empresarial da Mongeral Aegon – Capital Global e Livre Escolha – além da cobertura de morte, passa a oferecer novas coberturas como despesas extras e, especificamente para o Livre Escolha, o produto Doença Graves. Os capitais segurados de ambos foram aumentados com possibilidade de contratação no Livre Escolha de até R$ 1,5 milhões de reais e no Global de até R$300 mil. Além disso, o produto passa a oferecer seguro de assistência funeral na opção Luxo, e a possibilidade de contratação de até 500 vidas. As coberturas podem ser estendidas para cônjuges e filhos com 100% do capital do titular.

“Conseguimos entregar um dos produtos mais completos do mercado com foco nas necessidades não só das empresas, mas também dos seus colaboradores. Essa maior competitividade é ainda mais reforçada com a inclusão de assistências para empresas e para as pessoas”, explica Patrícia Costa, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Mongeral Aegon.

No novo Vida Empresarial Mongeral Aegon, as empresas contam com serviços de check-up, orientação financeira, descarte sustentável de móveis e eletrônicos e help desk; os funcionários agora contam com cesta natalidade e, especificamente para o livre escolha, cesta básica e check-up residencial. O produto passa a aceitar clientes até 70 anos.

No mês de março, a seguradora lança a atualização de três outros produtos: Segurança Exclusiva, Private Solutions e Diária de Internação Hospitalar (DIH). O Segurança Exclusiva é um produto voltado à profissionais de segurança e passa a ser oferecido de duas formas: Essencial e Premium, diferenciadas em função do pacote de serviços de Assistência 24 Horas disponibilizado para cada um.

Em ambos, o contratante tem a opção de escolher entre dois módulos de proteção: o primeiro com cobertura de morte e o segundo, acrescido de morte acidental e invalidez por acidente. No novo Segurança Exclusiva, o cliente pode optar por incluir o seguro de assistência funeral, nas opções luxo e superluxo, doenças graves, previdência (PGBL ou VGBL), além da possibilidade de inclusão de cônjuge nas coberturas contratadas e participação em sorteios mensais.

No Segurança Exclusiva Essencial, o segurado conta com encanador, chaveiro e eletricista emergenciais para a residência, além de guincho, socorro mecânico e desconto em medicamentos de até 30%. Já o Premium oferece serviços como motorista amigo, táxi, carro reserva, mais acionamentos e quilometragem nos serviços de guincho e socorro mecânico, descontos em medicamentos de até 85%, além de serviços como instalação de máquina de lavar e secar roupas, chuveiro, ventilador de teto, lustres, e prateleiras e limpezas de calhas .

A linha Private Solutions – Whole Life e Term Life – foi reformulada para atualizar a oferta de produtos para o público alta renda. Dentre as principais mudanças estão a inclusão das coberturas de adiantamento por doença terminal e dispensa de prêmio por invalidez junto à cobertura de morte; taxa de juros variável para rentabilização da reserva, podendo chegar a 3%, além da inclusão de prazo de pagamento por 10 anos no produto vitalício.

“Com todas essas novidades, a linha Private Solutions Mongeral Aegon passa a ser uma das mais competitivas do mercado, com capitais segurados de R$ 500 mil a R$ 25 milhões e com uma abrangência maior: aceitando clientes de 16 a 75 anos”, comenta Patrícia.

O Diária de Internação Hospitalar da Mongeral Aegon também está de cara nova. O produto oferece três opções de quantidade de diárias para o cliente: 150, 200 ou 250. O valor de indenização por diária é de até R$ 3 mil, com possibilidade de contratação adicional de cobertura em caso de internação em UTI (neste caso, o valor de diária contratado é triplicado). Além disso, o produto conta com uma das menores carências do mercado: 60 dias.

“Entendemos que as atualizações nestes produtos garantem à companhia uma competitividade ainda maior no mercado, uma vez que se consolida como um dos portfólios de seguro de vida e previdência mais completos e modernos do país”, conclui Patrícia.

Seguradoras acionam plano de crise para atender clientes neste caos causado pela chuva

MATÉRIA ATUALIZADA DIA 12 DE MARÇO ÀS 19:28

As redes sociais WhatsApp e Instagram neste final de semana e nesta segunda-feira foram inundadas por vídeos que mostram os prejuízos causados pelas chuvas. Em São Paulo e no grande ABC a tempestade causou mortes, prejuízos e instalou o caos tanto para famílias como para empresas.

Segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, o Corpo de Bombeiros atendeu 1.267 ocorrências relacionadas às chuvas na Região Metropolitana de São Paulo entre domingo e às 20h00 de segunda-feira (11 de março). Diversos vídeos mostram carros saindo pela varanda de condomínios, veículos zero quilômetro que estavam à venda em concessionárias submersos, linha de produção da Mercedes-Benz com mais de um metro de água, supermercados inundados com produtos encharcados, casas destruídas, desde mansões até barracos soterrados por deslizamentos. O estádio do Morumbi, que se recuperava de perdas ocorridas há duas semanas, novamente foi atingido neste final de semana.

Mas infelizmente nem todos tem seguro. Um dos vídeos compartilhados nas redes sociais foi do apresentador Otávio Mesquita, que teve parte da sua mansão no Morumbi completamente destruída pela tempestade. As imagens mostram que a lama tomou conta do local e destruiu uma série de móveis e objetos, inclusive obras de arte. O apresentador disse ao Estadão que a residência não tinha seguro. “Não tinha seguro. Havia me esquecido e que isso seja uma dica pra todos! Façam seus seguros das suas casas!”, alertou.

Otávio Mesquita mostra no Instagram casa totalmente destruída após temporal em São Paulo. Ele não tinha seguro e recomendou que todos façam

“Infelizmente é na hora da dor que as pessoas pensam no seguro”, comentou Jarbas Medeiros, presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e superintendente de ramos elementares e transporte da Porto Seguro. Não se tem números consolidados sobre pedidos de indenizações e atendimentos solicitados e realizados, mas pelas conversas com seus concorrentes, Medeiros afirma que todos sentem que o aumento de pedidos de indenizações esta na categoria “severo”. Dados gerais devem ser divulgados apenas no final de março.

 O estádio do São Paulo interditou a sede social por 30 dias, com cancelamento de todos os eventos carnavalescos pré-programados e também de jogos

“Nesta segunda-feira foi realmente o ápice de acionamentos de clientes de seguradoras de vários segmentos, como residencial, condomínio, empresas e automóvel”, afirma o executivo. Segundo o executivo da FenSeg, desde dezembro o volume de indenizações tem aumentado significativamente por conta de vendavais, raios e neste fim de semana por inundações. As tempestades derrubam árvores, muros, destelham casas e carregam diversos objetos. Na Porto Seguro, por exemplo, nos segmentos de seguro residencial, empresarial e condomínio, houve aumento de 48% nos avisos de sinistro neste início de ano, sem considerar alagamento nos seguros empresarial e residencial, cobertura não ofertada pela Porto Seguro nessas modalidades.

Além dos danos físicos ao imóvel, os atendimentos são para terceiros e principalmente por prejuízos com a falta de energia. “Quando a energia volta, ela vem com força e acaba queimando desde aparelhos domésticos como sistemas de segurança das empresas”, cita Medeiros. Só no dia 10 de janeiro foram contabilizados mais de 24.298 raios na Grande São Paulo, segundo a Climatempo.

No entanto, as seguradoras estavam preparadas para isso. “Esses eventos climáticos são os efeitos do El Niño, com chuvas rápidas e isoladas que acontecem em diversas áreas do Brasil, e nesta última semana atingiu com mais força a região Sudeste”, acrescentou Medeiros, em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Um dos vídeos enviados por WhatsApp mostra um Fusca levado pela correnteza dentro de garagem de um prédio


Além de se prepararem em termos financeiros para enfrentar um aumento de pedidos de indenizações previsto por alterações climáticas, as seguradoras contratam resseguro, o seguro das seguradoras, e também acionam o plano de atendimento para crises, como chamam o caos desta segunda-feira. “A prioridade é ter um grande número de guinchos e especialistas para atender os segurados e assim ajuda-los a evitar perdas maiores. Todas as seguradoras mobilizaram equipes em várias regiões da cidade para agilizar o máximo o atendimento”, garantiu Medeiros.

#ficaadica – Medeiros alerta para a correta contratação do seguro. “Muitas vezes as pessoas se preocupam apenas com danos ao imóvel e esquecem do conteúdo, que pode ser totalmente perdido com a entrada de água por inundação ou destelhamento”.

A SulAmérica informa que a operação está atuando em contingência, com reforço na central de Assistência 24 Horas e acompanhamento dos casos de alagamento para garantir o melhor fluxo de trabalho. “Ainda, com a flexibilidade de sua operação, a SulAmérica também deslocou, por exemplo, guinchos do litoral de São Paulo para a região do ABCD”, traz a nota.

A Sompo Seguros criou uma estrutura especial para atender às ocorrências relacionadas aos sinistros que venham a ser registrados por conta das fortes chuvas que atingiram a região da Grande São Paulo desde a noite de 10 de março. “No período entre outubro e março há um aumento das ocorrências de sinistros por alagamentos que afetam segurados principalmente dos ramos Automóvel, Residencial, Condomínio e Empresarial. Nossa equipe já conta com uma infraestrutura para dar suporte ao aumento na demanda em casos dessa natureza a fim de agilizar o processo de indenização”, observa Andreia Paterniani, diretora da área de Sinistros da Sompo Seguros.

A Mondial Assistance, empresa especializada em assistência 24h, registrou o volume de 47% e 36% nos dias 10 e 11, além das ocorrências habituais. O levantamento aponta que a travessia de vias alagadas e a permanência de todos os acessórios e funções do carro em atividade, mesmo enquanto o veículo fica, por horas, parado em um congestionamento ou aguardando o nível da água baixar, foram as principais causas dos atendimentos.

“Para manter a excelência do serviço oferecido aos segurados, mesmo em um período de adversidade, reforçamos o contingente interno e a logística de reboques. Prestadores de outras regiões foram acionados para suprir as necessidades de todos aqueles que buscaram auxílio imediato”, afirma o diretor de Operações da Mondial, Adriano Reginaldo.

Os corretores tem ajudado muito a agilizar o atendimento. O corretor Boaz Torres postou nas redes sociais. “Alertamos que o segurado precisa comunicar imediatamente o corretor caso haja alagamento. Não fazer a remoção do veículo por conta própria do local porque a seguradora pode alegar que houve agravamento de risco”, informa o texto postado no Instagram.

O que o seguro cobre – Segundo Medeiros, as seguradoras disponibilizam cobertura para danos causados por tempestades, raios e inundações. No entanto, cada caso é um caso. “É preciso ver o que cada cliente contratou”, diz ele, acrescentando que ano após ano as pessoas estão mais conscientes dos riscos. “Temos contabilizado um aumento de dois dígitos nos seguros residencial e empresarial, com as pessoas percebendo a relação custo benefício de se ter um seguro. Mas a penetração de seguros no Brasil é baixa. Em residencial, por exemplo, o crescimento tem sido acima de 10% ao ano, porém menos de 15% têm seguro. Em São Paulo o número de imóveis segurados passa de 20%. Ou seja, 80% não tem seguro”, diz.

Jaime Soares: a indenização, por lei, deve ser feita após a comunicação do sinistro em até 30 dias a partir da entrega de toda a documentação


Jaime Soares, diretor de automóvel da Porto Seguros, respondeu as seguintes questões para ajudar a esclarecer os segurados, que sempre têm dúvidas sobre como proceder em caso de um acidente.

Seguro de carro e casa cobrem possíveis prejuízos com as enchentes?
O seguro de automóvel e o seguro para residência são personalizados de acordo com o perfil e as necessidades de cada cliente. Dependendo das coberturas contratadas, no caso do seguro de automóvel, especificamente, ele estará, sim, protegido contra possíveis prejuízos causados pelas enchentes ou alagamentos. No seguro para carro, por exemplo, caso o cliente opte pela cobertura mais completa, ele terá essa cobertura garantida – desde que não se exponha ao risco (o motorista passar por uma rua já alagada, por exemplo). Ao optar pelas coberturas adicionais, ele ainda conta com a higienização do carro, que garante a limpeza do estofamento, desde que o sinistro não atinja o valor da franquia.

No caso de seguro de carro, quando há perda total, qual o procedimento que o segurado deve tomar, qual o prazo para ser ressarcido? É cobrada franquia?

Se o cliente for surpreendido com alagamentos e inundações, ele deve, o quanto antes, abrir um aviso de sinistro. Na Porto Seguro, isso pode ser feito pelo aplicativo Porto Seguro Auto. Além destes canais, ele pode contar com o apoio do seu Corretor nesse procedimento, que o ajudará na intermediação com a seguradora.  A indenização, por lei, deve ser feita após a comunicação do sinistro em até 30 dias a partir do cumprimento de todas as exigências por parte do segurado, ou seja, envio das documentações solicitadas pela seguradora. Entretanto, buscamos indenizá-lo o quanto antes.

Como o segurado pode solicitar serviços nestes casos e o que ele deve fazer caso seja surpreendido pela enchente?

No caso do Porto Seguro Auto, disponibilizamos canais diversificados para atender o cliente em momentos como este. Além do contato com o Corretor, para o acionamento do guincho, disponibilizamos o Aplicativo Porto Seguro Auto, o link SOS Porto Seguro. A seguradora encaminhará o guincho que estiver mais próximo ao local, para prestar todo o suporte ao segurado, tirará as fotos para registrar o ocorrido e encaminhará o veículo para vistoria e análise do sinistro. 

Caso seja surpreendido pela enchente, o que o segurado deve fazer?

Não tente dar a partida no veículo se ele “morrer” ou se o motor for atingido pela água e mantenha o ar-condicionado do veículo desligado.  Com esses procedimentos, você evita danos ao motor

Nos carros equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade e é possível imprimir uma rotação maior ao motor

Nunca atravesse vias inundadas, pois elas podem conter buracos ou outros obstáculos encobertos pela água, além de existir a possibilidade de aquaplanagem. Também há o perigo de o veículo flutuar e ser arrastado pela enxurrada, o que coloca em risco a segurança do motorista e de seus acompanhantes

Marsh e JLT estão próximas de concluir integração no Brasil

Há grande expectativa de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, aprove nesta semana a compra da JLT pela Marsh, anunciada mundialmente em setembro passado, por US$ 5,6 bilhões. Segundo fontes que pediram anonimato, a aprovação no Brasil acontecerá sem a necessidade de venda de carteiras.

No Brasil, não basta apenas a aprovação de órgãos reguladores. É preciso negociar com sócios minoritários da JLT, que detêm 25% do capital. Essa negociação, segundo fontes, ainda não foi concluída, porém já está bem encaminhada. Nesta semana, o CEO mundial da Marsh, Dan Glaser, vem ao Brasil. Está previsto um encontro, na terça feira, em São Paulo, como toda a equipe da Marsh e da JLT. Depois do acordo com minoritários, será preciso obter o aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Segundo as informações apuradas pelo grupo e fornecidas ao Cade, não há nenhuma área com concentração de mercado. O resultado de Marsh e JLT passam a deter a liderança em relação as concorrentes Aon e Willis no segmento de contratos, em resseguro e em seguros corporativos, sem configuração de concentração.

Na Inglaterra havia havia concentração de riscos no segmento de riscos aéreos, com Marsh e JLT juntas liderando 80% dos seguros das companhias aéreas do mundo. Diante disso, na semana passada, a JLT informou que venderá sua unidade à corretora de seguros Arthur J Gallagher & Co por cerca de 190 milhões de libras, o que ameniza as preocupações com a concorrência. A Comissão Européia conduz a análise da fusão, que deve ser concluída no segundo semestre deste ano. A unidade aeroespacial emprega 260 pessoas e oferece cobertura de seguro para linhas aéreas comerciais, helicópteros, jatos executivos, fabricantes aeroespaciais, aeroportos, provedores de serviços aeroespaciais, satélites e até mesmo veículos aéreos não tripulados e drones.

A onda de fusões no setor de seguros tem se intensificado nos últimos dois anos e é consequência da estagnação das vendas também da revolução trazida pela tecnologia no hábito de consumo das pessoas, como compartilhamento de bens, bem como em mudanças drásticas no dia a dia das empresas, desde a robotização de processos até o surgimento de novos riscos, como os ataques cibernéticos. Diante disso, tanto seguradoras como corretores buscam a consolidação como uma forma de turbinar o faturamento, otimizar ganhos e reduzir custos

Segundo grandes segurados entrevistados pelo blog Sonho Seguro, o segmento de corretagem está cada vez mais concentrado, reduzindo a concorrência. Depois de Marsh e JLT, agora há especulações de que Aon e Willis anunciem uma fusão. “Perdemos players importantes, que fazem um bom trabalho alternativo em relação as grandes corretoras”, disse um gestor de risco de uma multinacional.
 

Encontro de Resseguro, que acontece em abril, tem 700 participantes

Fonte: CNseg

A previsão de crescimento do PIB – 2,5% neste ano- e o otimismo em torno da aprovação das reformas estruturais colocam o Brasil no radar de novos negócios das resseguradoras e brokers de seguros, tendo em vista “as perspectivas de incorporação de amplas camadas da população aos mercados de consumo, da prevenção de riscos e da proteção de patrimônios, rendas, vida e saúde”, conforme palavras do presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Este cenário macro mais promissor também está entre os fatores que poderão fazer o 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, principal evento de resseguro do calendário da América do Sul, receber o público máximo nesta edição: 700 pessoas. Tendo como tema central “Resseguro: Apoiando o Desenvolvimento”, o Encontro será realizado pela Confederação das Seguradoras (CNseg) e Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em abril (8 e 9), na cidade do Rio de Janeiro.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, acredita que,  dado o crescimento contínuo de negócios entre seguradoras e resseguradoras, o encontro anual de resseguros amplia ano a ano sua audiência. “As perspectivas promissoras do mercado segurador brasileiro são um importante atrativo para resseguradores e especialistas internacionais”, sublinha Coriolano.

O presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira, ressalta que o Encontro é uma oportunidade ímpar de promover uma imersão do mercado mundial de resseguros. “A começar da pauta temática, da seleção dos palestrantes, todo o esforço dos envolvidos na organização é no sentido de promover o setor de resseguro mundial e demonstrar sua importância para o desenvolvimento da economia, tendo em vista os riscos volumosos suportados pelas resseguradoras em todo o mundo. O Brasil é um dos mercados mais promissores para a expansão de resseguros e operações de brokers nos próximos anos”, comenta Pereira.

Na pauta do evento, temas como as oportunidades geradas para o mercado segurador pelas cidades inteligentes; as perspectivas de expansão das coberturas de cyber risk, sobretudo com o advento da Lei de Proteção de Dados brasileira.

Hoje 142 resseguradoras estão autorizadas a operar no Brasil – 16 locais (sediadas no Brasil), 40 admitidas (sediadas no exterior, com escritório de representação no Brasil) e 86 eventuais (estrangeiras sediadas no exterior, sem escritório de representação no país), que aceitam riscos de um mercado segurador robusto, cuja projeção de prêmios em 2018, com seguros e planos de saúde suplementar, é da ordem de R$ 445 bilhões. E garantido por provisões técnicas e reservas financeiras livres correspondentes a R$ 1,2 trilhão. Para se inscrever, acessar: eventos.cnseg.org.br/eventos/evento/8-encontro-de-resseguro-do-rio-de-janeiro/

Audiência pública discutirá seguro contra acidentes em barragens e outros desastres

Fonte: Rádio Câmara

A reparação de danos será tema de debate na comissão externa da Câmara sobre o crime socioambiental de Brumadinho

Na terça-feira (12), os deputados vão reunir especialistas para discutir seguros e outras formas de garantia de recursos para a reparação de danos em caso de desastres. Foram convidados representantes do Ministério Público, do Conselho Nacional de Seguros Privados, da Superintendência de Seguros Privados e da Associação Internacional de Direito de Seguros, além de professores de economia e direito comercial.

O debate foi pedido pelo coordenador da comissão externa, deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais. Logo após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, no fim de janeiro, o relator da comissão, deputado Júlio Delgado, do PSB mineiro, também defendeu a imediata criação de um fundo para fazer frente ao gravíssimo dano socioambiental na região:

“Um fundo para, primeiramente, ressarcir vítimas de forma rápida e ressarcir economicamente aquelas pessoas que tiveram prejuízos, como os produtores locais que estão com suas economias paralisadas e as contas não param de chegar. E, acima de tudo, cobrir as despesas com a operação de resgaste. É bom lembrar que os bombeiros estão trabalhando aqui sem ter recebido o décimo terceiro e sem a garantia de pagamento de salário.”

Também integrante da comissão externa de Brumadinho, a deputada Elcione Barbalho, do PMDB do Pará, quer a votação do seu projeto de lei (PL 3563/15) que torna obrigatório o pagamento de indenizações e contratação de seguro no caso de rompimento de barragens:

“Veja, por exemplo, o caso de Mariana-MG: ali morreram 19 pessoas e as famílias ainda não receberam nada. Sempre as pessoas que são prejudicadas ficam prejudicadas mesmo. Fica pelo não dito, o tempo vai passando, cai no esquecimento e me parece que existe, por parte das empresas, lobby para não avançar esse tipo de projeto.”

O projeto de lei de Elcione Barbalho tramita em conjunto com outra proposta semelhante (PL 3561/15), que está em regime de urgência e, portanto, pronta para a apreciação do Plenário da Câmara.

Mulheres que cuidam, abraçam, lideram e superam desafios

Cuidar, abraçar, liderar, superar desafios. Essas foram as ações mais citadas por mulheres que ocupam cargo de liderança no mercado segurador brasileiro para expressar o que é ser líder em entrevista ao blog Sonho Seguro. Mulheres feitas de sonhos, amor,  força e inspiração concederam entrevista a jornalista Denise Bueno e contaram um pouco sobre ser mulher e sobre tendências para 2019.

Relatos inspiradores. Atualmente, a questão da diversidade é uma constante na agenda do mundo. O tema foi uma das pautas mais destacadas na reunião do World Economic Forum (WEF), que aconteceu em Davos, Suíca, em janeiro deste ano. Está comprovado cientificamente que times diversos cognitivamente trazem resultados e soluções superiores aqueles homogêneos. Isso traz competitividade e sustentabilidade a quem consegue sair na frente nesta prática.

Diante, disso, o blog Sonho Seguro tem priorizado entrevistar mulheres para que elas tragam o toque feminino para esta indústria, que até pouco tempo atrás era liderado apenas por homens. Uma das primeiras vozes no mercado segurador desde que o acompanho, há uns 20 e poucos anos, foi Beatriz Larragoiti (in memoriam), herdeira e presidente do conselho da SulAmérica na década de 80. Foi sob seu comando que o grupo retomou a liderança do mercado segurador brasileiro e redesenhou seus novos caminhos. Depois dela, Maria Silvia Bastos Marques, conhecida como a “dama de ferro” por ter presidido a CNS, foi nomeada CEO da Icatu Seguros, em 2007.

Com o tempo,  as mulheres foram conquistando seus espaços e hoje elas têm uma boa circulação no círculos do poder. E a cada dia se articulam mais e mais para impor a diversidade em seguros. Recentemente, foi criada a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), que se dedica ao empoderamento da mulher no mercado de trabalho e é constituída de representantes de todos os segmentos, como segurados, seguradoras, resseguradoras, corretoras, prestadoras de serviços e demais instituições do mercado. 

Neste ano, o tema deve ganhar mais força. Pela primeira vez na história do setor, uma mulher, Solange Vieira, vai comandar a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula e fiscaliza o setor que administra reservas técnicas acima de R$ 1 trilhão. 

Vejam abaixo algumas das entrevistas. Como algumas ainda não tiveram tempo de responder, vou atualizar esse post de acordo com o tempo delas. Desejo a todas, um feliz Dia das Mulheres. 

Delphine: ser líder é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos se entregue valor para os stakeholders

A francesa Delphine Maisonneuve, 50 anos, casada e mãe de quatro filhos, chegou recentemente ao Brasil para comandar a operação local da Axa, uma das maiores seguradoras do mundo. Chegar ao cargo, segundo ela, foi excitante: “um projeto profissional desafiador, e uma aventura pessoal. E realmente não senti que era diferente por ser uma mulher”, diz ela, que está no grupo Axa há mais de 20 anos.

Para ela, ser líder é algo simples. “As empresas e as pessoas precisam ser desafiadas o tempo todo para entregar soluções, produtos e serviços que contribuam para que a vida da sociedade seja melhor. Entendo que, como líder de uma organização como a Axa, meu papel é desafiar, inspirar e contribuir para que juntos a gente entregue valor.”

Ela mesmo se desafiou muito para chegar onde está hoje. Com 10 anos de experiência na esfera comercial e com a terceira filha recém nascida, se mudou da França para Barcelona. “Meu marido fazia MBA no IESE Business School, e eu propus à Axa realizar um projeto de transformação das funções comerciais na filial da Espanha. Falava mal espanhol e nada de catalão, além de não conhecer a empresa por lá. Era a primeira vez que ia trabalhar de verdade fora da França. No entanto eu convenci o CEO da nossa filial”, conta ela animada com o resultado de tamanha coragem.

A missão inicial era ficar 12 meses, mas ela gostou tanto do projeto de transformação e crescimento da empresa que toda a família permaneceu na Espanha por quase cinco anos. Mudaram para Madrid para que ela assumisse o cargo de toda transformação da distribuição e marketing operacional da filial. “Hoje, tenho quatro filhos e só a caçula está comigo em São Paulo. Tudo isso é muito desafiador, mas vale a pena. E sempre, quando toca o celular e é um dos meus filhos, eu paro, atendo, para saber se é algo urgente, imediato. Se não, falamos depois. Para isso tudo dar certo, é preciso se organizar, ter apoio e saber negociar”, afirma.

A diversidade é uma agenda prioritária tanto para ela como para o grupo Axa, que tem o compromisso de atingir, no máximo até 2023, paridade entre homens e mulheres na alta liderança, formada por 150 posições. “A criatividade e a inovação requerem diversidade. Nossos clientes são diversos. É preciso ter representatividade na tomada de decisões”. 

No Brasil, as mulheres compõem 52% do quadro de colaboradores. “Em relação às posições de liderança (a partir de Coordenação) temos 104 gestores: 50 mulheres. Somos três mulheres no Comex e os planos de sucessão também já demonstram paridade. Me orgulho muito desse panorama!”, comemora.

O empenho de Delphine como CEO é contribuir para que as pessoas desenvolvam o seu máximo potencial e isso pressupõe um ambiente diverso, que desafie, questione e traga múltiplas visões para a mesa.  “Espero poder contribuir sempre com minhas equipes e com o mercado para avançarmos”, comenta. “Sempre digo que enquanto não houver paridade em nossas funções dentro da empresa, mas também na esfera privada, temos que continuar seguindo adiante.”


Maria Helena cita a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e os idosos

No Brasil, uma das pessoas mais animadas como o tema mulher é sem dúvida Maria Helena Monteiro, 66 anos, diretora da Escola Nacional de Seguros. Há anos ela vem organizando estudos, pesquisas, palestras e agitando a mulherada para dar voz ao público feminino.  “A melhor parte do meu esfoço em crescer foi que consegui abrir caminho para muitas outras mulheres que me sucederam”, comemora.

Um dos seus maiores desafios como mulher, mãe e executiva foi ter sido transferida para a Inglaterra, pela Shell, com três filhos pequenos, sendo o menor com cinco meses. “Um desafio e tanto, que até hoje rende boas risadas – apesar da ansiedade daqueles tempos”, diz a especialista em recursos humanos.

Para ela, a diversidade sempre foi importante. “Quando pensamos no tanto que nossos clientes – e o mundo – são diversos, é um aspecto importantíssimo a considerar em qualquer decisão de negócios ou sobre as pessoas”, cita ela, que tem como conceito de liderança a capacidade de fazer as coisas acontecerem através das pessoas.

Maria Helena acredita que a dificuldade em aumentar o número de mulheres  em cargos de comando vem das próprias mulheres, que muitas vezes não acreditam no seu potencial, e têm medo de se arriscar. “E há a dificuldade da dupla jornada, que traz um ônus inegavelmente maior para mulher, que ainda é a principal responsável pelos cuidados com a casa, os filhos, e com os idosos”, acrescenta.

Mariangela: liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas

Para Mariangela Morenghi,  38 anos, coordenadora de comunicação da AIG Seguros e líder do grupo de diversidade da AIG Women @ Work, liderar é saber ouvir e perceber qual a melhor maneira de tirar o melhor desempenho individual e em grupo das pessoas, ao mesmo tempo em que a equipe se sinta motivada e incluída. “É aproveitar os momentos para transmitir a percepção a respeito do trabalho da equipe, e alimentar a nossa relação (pessoal e profissional) para que o trabalho seja mais satisfatório para ambos os lados.”

Segundo ela, em debates promovidos dentro da iniciativa Women@Work (WOW), três “esteriótipos” precisam ser vencidos para ampliar a participação das mulheres em cargos de liderança. O primeiro é a falta de incentivo às mulheres para que se candidatem a posições mais elevadas nas empresas. “Muitas vezes os homens gestores consideram que mulheres, em especial as mães, não gostariam de assumir mais responsabilidade”, cita ela, que decidiu cursar Direito e está no terceiro ano. 

Em segundo lugar, ela cita questões de autoconfiança da mulher. “Apesar de, na sua maioria, mais qualificadas em termos de  escolaridade e conhecimento técnico, as mulheres costumam candidatar-se a uma vaga quando preenchem 100% – 110%  dos requisitos, enquanto os homens arriscam mais e candidatam-se às vagas com até 80% dos requisitos preenchidos”. 

E por fim, Mariangela cita a postura e perfil de liderança. “Como a mulher tem arquétipos pré-estabelecidos na nossa sociedade, como a mãe, a princesa, mulheres com perfis mais confiantes são logo rotuladas de mandonas, de estarem na TPM, de serem masculinas. Nesse sentido, as mulheres com suas características femininas são consideradas, muitas vezes, soft para uma posição de liderança, enquanto que as mulheres mais firmes e femininas têm, muitas vezes, que vestir-se de um papel masculinizado, para conquistar seu espaço”. 

Patricia: as responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem

A fórmula de sucesso de Patricia Coimbra, que chegou aos 51 anos ao cargo de vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica, foi aceitar desafios com resiliência, ter boa equipe no trabalho e em casa, com todos compartilhando responsabilidades. 

Liderar, para ela, é conseguir atrair, inspirar e desenvolver as pessoas para um resultado comum, sustentável. “Acho que tantos homens quanto mulheres desejam arranjos mais flexíveis não apenas na empresa, mas também nas leis. Não temos a licença maternidade com a mesma duração da licença paternidade, ou uma licença casal como é o caso de países nórdicos. As responsabilidades ainda não são equilibradas no Brasil, impactando mais a carreira da mulher do que do homem”, diz a executiva, que tem como hobbies fazer cursos, viajar e caminhar.

Patrícia Godoy: todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade

Patrícia Godoy, 45 anos, diretora executiva jurídica e de compliance da Aon Brasil, tem um poder surpreendente dentro do grupo por responder não só ao CEO no Brasil, Marcelo Homburger, mas a um conselho mundial do grupo. “Ela é muito ponderosa”, citou ele em recente entrevista ao blog Sonho Seguro. 

Segundo ela, a conquista do cargo veio de dedicação, estudo e, principalmente, de fazer o que gosta. “É muito mais divertido e assim sendo é gratificante e enriquecedor”, comenta. Patrícia fala fluentemente inglês, espanhol e francês, o que conta pontos para ter uma atuação em comitês globais. Mãe orgulhosa de um filho de 11 anos, pratica equitação, adora filmes e séries, além de ser uma curiosa dos motivadores do comportamento humano.

Em suas andanças rotineiras pelo mundo, ela afirma que todas as grandes empresas já incorporaram práticas que tornam a agenda da diversidade uma realidade. Talvez pela natureza do negócio, o mercado financeiro é mais conservador do que outros em termos de diversidade. Porém, os avanços são reais e ocorrem cada vez mais rápido, afirma a executiva. “Os consumidores estão mudando o tempo todo, e os fornecedores precisam acompanhar o movimento. Se as empresas não tiverem pessoas com pontos de vista diferentes, ficarão para trás”, sentencia.