Novo marco legal dos seguros domina debates na ABGR 2025

O novo marco legal dos seguros, que entra em vigor em dezembro, foi o eixo central da 16ª edição do Seminário de Gestão de Riscos e Seguros – EXPO ABGR 2025, realizada nos dias 12 e 13. O encontro reuniu seguradoras, corretoras, resseguradoras, prestadores de serviços e gestores de risco para discutir os impactos da Lei 15.040/24, considerada autoaplicável e com baixa necessidade de regulamentação adicional.

Embora o consenso seja de que a lei traz segurança jurídica e consolida práticas de mercado, especialistas apontam que os efeitos serão distintos para diferentes segmentos. Nos seguros massificados — como automóvel, vida e residenciais — há menor incerteza regulatória e maior previsibilidade na aplicação das regras. Já nos grandes riscos, que exigem negociação individualizada e envolvem resseguro internacional, permanecem dúvidas sobre interpretações, operacionalização e adequação de prazos.

Segundo o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, a principal missão do marco legal é reduzir a lacuna de proteção no país. “Dos R$ 100 bilhões necessários para reconstruir o estado [em referência ao Rio Grande do Sul], apenas R$ 6 bilhões vieram do setor de seguros. Esse é o desafio: pensar soluções para ampliar a cobertura no Brasil”, disse. Para ele, a lei “fala das garantias institucionais e insere confiança em toda a sua estrutura, com espaço residual para regulação complementar”.

De acordo com Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, o tema foi exaustivamente discutido entre todos os players do setor. “Não há fantasmas”, afirmou. Segundo ele, a lei traz de maneira organizada e consolidada as principais práticas do mercado de seguros, mas impõe mudanças operacionais relevantes, em especial no tratamento de propostas e sinistros. Pela nova regra, quando uma proposta de seguro é recebida, a seguradora tem um prazo definido para manifestar recusa — caso contrário, o risco é automaticamente aceito. Essa exigência obriga as companhias a criar canais e fluxos internos para registrar e processar propostas com agilidade, especialmente em operações complexas.

Nos sinistros, a lei separa o prazo de regulação (120 dias) do prazo de pagamento (mais 120 dias), contados a partir da entrega de toda a documentação necessária. “A mudança exige comunicação constante entre segurado e seguradora e um papel mais ativo dos corretores, que passam a ter função central no trânsito de informações e na redução de atrasos”, afirma Felipe Nascimento, presidente da Mapfre no Brasil.

Oliveira acredita que um dos principais desafios será a interpretação da lei, que abre um leque grande de ideias para advogados. Ele recomendou para a plateia a leitura do livro “Lei de Seguros Interpretada”, com mais de 2,5 mil cópias vendidas desde o lançamento em abril deste ano. A obra reúne cerca de 40 autores que visam construir uma visão multidisciplinar, com contribuições de profissionais que atuam em diferentes ramos, como seguro de vida, previdência e seguros gerais. 

Para Marcos Falcão, CEO do IRB (RE), a lei traz um aumento inicial de trabalho e de custos, mas todos estão correndo atrás de criar e otimizar processos internos para dar agilidade e fluidez às negociações, o que intensifica as relações. “A nova sistemática tende a melhorar a precificação e reduzir custos no médio prazo, ao evitar seleção adversa. Riscos mais bem precificados diminuem distorções e tendem a baratear o seguro”, afirmou.

Uma dica preciosa para os gestores de riscos veio da presidente da Fenaber e representante do Lloyd’s no Brasil, Rafaela Barreda: começar as renovações dos contratos com antecedência e com informações mais substanciadas. Ela também reforçou que, em grandes riscos, a automatização total é inviável. “Os casos exigem diálogo e negociação. Profissionais que souberem negociar com clareza e confiança serão os mais disputados”, disse.

Luiz Otávio Artilheiro, presidente da ABGR, avalia que o mercado já demonstra avanços desde que o texto era apenas um projeto. “Os caminhos começam a se abrir, tanto pelo legislador quanto pela Susep. Até o fim do ano, teremos muito trabalho, mas os riscos continuarão sendo colocados no mercado, ainda que haja dificuldade nos grandes riscos que precisam de resseguro”, disse.

Na visão do head de seguros da Norsk Hydro no Brasil, Christian Mendonça, a lei valoriza a customização e dá parâmetros sólidos para contratação. “Quem insistir em produtos padronizados vai perder espaço. Para grandes riscos, é essencial ter avaliação específica das operações”, disse. Segundo ele, a lei é positiva para os compradores de seguro porque traz regramento e parâmetros claros para contratar e transferir riscos, o que antes não existia. “As coisas foram se criando de maneira usual, mas sem um regramento mais sólido. Então, acho que a lei traz esse embasamento importante para os compradores de seguros.”

Mendonça cita as preocupações de seguradoras e resseguradores, que alegam que haverá mais trabalho. “Mas ter mais trabalho não necessariamente é ruim. Na verdade, vai tornar a percepção de risco cada vez mais completa ou customizada. A grande questão é: haverá investimento para que se tenha essa capacidade de entendimento diferenciado de riscos? A nossa expectativa é que sim”, disse em tom otimista.

O advogado Ernesto Tzirulnik, um dos principais articuladores da lei, recomendou não antecipar renovações para antes da vigência. “O novo regime é mais protetivo para o segurado. O mercado teve um ano para se adaptar; quem não estiver pronto arcará com prejuízo”, afirmou. Diante da corrida dos clientes em antecipar a renovação dos contratos antes do início da vigência da nova lei, temerosos de um aumento de preço e de recusa de riscos por parte dos resseguradores, Tzirulnik dá um conselho:

“Melhor contratar os novos programas sob a vigência integral da lei, porque você vai receber um regime de proteção muito grande e muito importante para o funcionamento do contrato de seguro. E certamente nenhuma re/seguradora vai deixar de vender em razão da nova lei.” O autor da lei acredita que, especialmente para os grandes riscos, os seguradores estarão muito bem preparados. “E, se não estiverem, isso não virá em detrimento do segurado. Ao contrário, será um prejuízo para o segurador. Então, acho que é importante não precipitar as renovações. Fazê-las no momento devido e, se possível, dentro do novo regime legal, que é mais protetivo para o segurado.”

Manuel Mattos, vice-presidente da Fenacor, destacou que o marco legal se soma a outras mudanças estruturais, como a entrada de cooperativas, associações de proteção veicular e a implementação do Sistema de Registro de Operações (SRO), bem como a SPOC, que prevê a participação dos corretores no Open Insurance. “A lei reformula o ecossistema e dá mais previsibilidade, com dados consistentes e reformas efetivas para clientes, ampliando a proteção securitária”, afirmou.

O evento contou com doze patrocinadores Diamond e Platinum: três seguradoras — Tokio Marine, Fator e Zurich — e nove corretores, sendo que a Marsh, a maior do mundo, não estava entre eles. O diretor da área Comercial Corporate da Tokio Marine, José Luis Pereira de Franco, uma das patrocinadoras, disse que há uma grande movimentação da seguradora para estar totalmente alinhada às exigências da lei em dezembro. “Sendo a Tokio Marine uma das principais seguradoras de grandes riscos do país, nossa dedicação e empenho para criar uma estrutura fluida e ágil para corretores e clientes é nossa prioridade”, afirmou.

A Zurich priorizou em seu estande a divulgação do programa de previsão de danos relacionados às mudanças climáticas, chamado Climate Spotlight Core. Essa plataforma digital analisa o impacto de 12 tipos de riscos climáticos em diferentes locais do mundo, utilizando dados científicos para projetar cenários de aquecimento global até 2100. O objetivo é ajudar empresas e governos a se prepararem para eventos climáticos extremos e tomarem decisões mais seguras. “Este é um tema de grande importância para o grupo Zurich, pois entendemos que o setor de seguros tem a oportunidade de compartilhar conhecimentos para construir modelos preditivos que possam ser usados para ajudar nossos clientes, empresas e o poder público a aumentar a resiliência climática”, comentou Lucía Sarraceno, diretora de marketing e clientes da Zurich.

No painel “Massificados: Os Seguros Coletivos e a Proteção dos Ativos das Organizações (Vida, Auto)”, Igor Di Beo, vice-presidente de Vida e Resseguros do Grupo HDI, lembrou que, para esse segmento, o marco legal não deve gerar grandes incertezas. “As regras já são claras e compatíveis com a dinâmica dos produtos massificados”, afirmou.

O executivo destacou, porém, o potencial de crescimento no seguro de vida. O mercado brasileiro representa menos de 1% do PIB, contra quase 5% nos Estados Unidos e 8% no Reino Unido. Pesquisa FenaPrevi/Datafolha (2024) mostra que 96% dos brasileiros já ouviram falar no produto, mas 82% não possuem apólice e 72% nunca contrataram. Entre as coberturas mais valorizadas estão indenização por invalidez, doenças graves e morte, enquanto benefícios como assistência funeral e check-up médico ganham apelo comercial.

Di Beo também ressaltou o papel do “capital global” em apólices coletivas, que define o valor máximo de indenização para todo o grupo segurado. Essa configuração, disse, permite equilíbrio entre custo e cobertura, simplifica a gestão para empresas e viabiliza ajustes periódicos conforme o perfil dos segurados.

O consenso entre os participantes é que a lei inaugura um ciclo de ajustes operacionais, aprendizado e investimento em capacitação. Como resumiu Rafaela Barreda: “Erraremos, melhoraremos e aprimoraremos com as mudanças”.

Corretor na Real quebra paradigmas e transforma a relação entre o setor de seguros, a sociedade e o poder público

por Sincor-MG

O que prometia ser inédito, se confirmou! O ousado projeto Corretor na Real, realizado entre os dias 6 e 8 de agosto na cidade de Diamantina/MG – Patrimônio Cultural da Humanidade – entregou uma experiência única. O formato inovador, imersivo, disruptivo, inclusivo, cultural e educativo, projetado pelo Sincor-MG nos últimos 3 anos, ratificou a condição do Corretor na Real como evento divisor de águas na relação entre o setor de seguros, a sociedade civil organizada e o poder público.

O encontro se destacou pela dinâmica inovadora, que foi além de palestras tradicionais. Oficinas práticas, painéis interativos e atividades externas aproximaram os participantes das realidades locais, colocando os corretores em contato direto com desafios e demandas da população, especialmente nas áreas de segurança patrimonial, riscos climáticos, saúde e previdência.

Cultura do seguro em Minas Gerais

A ação marca um avanço significativo na promoção da cultura do seguro em Minas Gerais, ao aproximar o setor dos desafios vividos pelas comunidades locais. Segundo o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, o Corretor na Real não tem como foco falar de seguro, mas do propósito social que ele carrega. Bentes ressaltou o caráter transformador da iniciativa. “O Corretor na Real conectou o profissional corretor à vida real das cidades, estimulando soluções concretas para proteger pessoas, famílias e negócios”. Em Diamantina, essa troca ganhou ainda mais significado pela força da cultura e da história que cercou o público durante o evento.”

Além do conteúdo, a experiência foi marcada pelo ambiente singular da cidade. Os encontros aconteceram em locais históricos e culturais que proporcionaram inspiração, a exemplo da tradicional vesperata, com músicos espalhados nas sacadas dos casarões para receber o público na abertura do evento, reforçando a mensagem de que a tradição pode caminhar lado a lado com a inovação.

O clima de proximidade impulsionou ainda mais o networking e fortaleceu parcerias estratégicas entre profissionais e empresas que gamificaram suas ações e ocuparam estrategicamente os pontos turísticos de Diamantina.

Reconhecimento ao time Sincor-MG

Gustavo Bentes também fez questão de destacar a importância e a força da equipe capitaneada por ele. “Diretores da entidade, embaixadores (corretores de seguros que representam a entidade por todo o estado), colaboradores, todos, sem exceção, foram fundamentais na materialização de um sonho que, lá atrás, parecia impossível. Foi lindo!”

Ainda segundo presidente do Sincor-MG, com um público qualificado e engajado, o Corretor na Real reafirmou seu papel como plataforma de diálogo e ação, contribuindo para que o corretor esteja preparado não apenas para vender produtos, mas para atuar como agente de proteção e desenvolvimento local.

Impacto e legado

O Corretor na Real faz parte do projeto Cidades Protegidas, cujo intuito é visitar cidades de todos os portes que, de alguma forma, ainda são desassistidas em termos de seguro. Gustavo Bentes compartilhou um caso emblemático de Diamantina: o impacto em patrimônios tombados, que muitas companhias não aceitam segurar devido ao risco. A Catedral Metropolitana de Diamantina, por exemplo, não possuía nenhum tipo de proteção até a chegada do projeto.

Com articulação política, o sindicato conseguiu despertar o interesse de mais de 54 prefeituras mineiras. Hoje, sete igrejas da cidade, que nunca tiveram seguro, passaram a contar com coberturas feitas por uma grande companhia, prontamente engajada no projeto. 

“Mais do que um evento, foi um legado, e seguiremos para as próximas cidades levando conhecimento, conexão e proteção onde o corretor faz a diferença, afinal, a responsabilidade é nossa!”, finalizou Gustavo Bentes.

Números em Diamantina

  • Cerca de 1 mil participantes envolvidos diretamente
  • Mais de 200 municípios representados
  • Mais de 30 empresas patrocinadoras e apoiadoras
  • 110 atividades (palestras, workshops, ativações)

Autoridades

  • Romeu Zema (NOVO), Governador de Minas Gerais – entrou ao vivo em transmissão de vídeo pelo telão
  • Geferson Giordani Burgarelli, prefeito de Diamantina
  • Vereadores de Diamantina e de outras cidades da região
  • Dom Darci José Nicioli – Arcebispo de Diamantina
  • Representantes da sociedade civil da região
  • Andréia Padovani, presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF e vice-presidente da CNSeg
  • Manuel Matos, 1º vice-presidente da Fenacor
  • Lucas Vergílio, presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS)
  • Ex-presidentes e ex-diretores do Sincor-MG
  • Presidentes e diretores de diversos Sincors estaduais e demais entidades

Pottencial Seguradora lucra R$ 95 milhões no primeiro semestre de 2025

por Pottencial

A Pottencial Seguradora, empresa líder no mercado brasileiro de Seguro Garantia e vice-líder em Seguro Fiança Locatícia, fechou o primeiro semestre em alta. Entre janeiro e junho deste ano, a companhia registrou crescimento de 34% de lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando R$95 milhões. Em relação aos prêmios emitidos, o avanço foi de 9%, atingindo R$721 milhões.

O pico de 2025 dessa expansão foi registrado entre janeiro e março, quando quase todas as modalidades de seguros da empresa tiveram incremento próximo dos 20%. “Esses números mostram que nossa estratégia de acompanhar os indicadores econômicos e antecipar as necessidades do mercado tem sido benéfica não apenas para a Pottencial Seguradora, mas para nossos clientes e parceiros também, que podem contar com soluções personalizadas e segurança financeira para seus negócios e patrimônios”, diz João Géo Neto, CEO da companhia.

Para o executivo, “o Brasil vive desafios importantes do ponto de vista econômico, em decorrência da alta taxa de juros e da instabilidade no comércio exterior. Apesar disso, acreditamos que podemos sempre criar oportunidades para promover o crescimento. É isso que nós estamos fazendo. Quando atuamos para proteger o que é de valor para as pessoas e empresas, asseguramos a continuidade de investimentos em setores diversos da economia, o que garante o desenvolvimento do país. É por isso que estamos conquistando cada vez mais espaço”.

Além do lucro e dos prêmios, números de aplicações, ativos e patrimônio também registraram crescimento.

It’sSeg agora é Acrisure: fintech global lança marca no Brasil e prevê investir R$ 90 milhões nos próximos três anos

thomaz menezes acrisure

por Denise Bueno

A It’sSeg, uma plataforma de gestão de seguros e benefícios corporativos do Brasil, adota oficialmente a marca Acrisure a partir desta semana. A mudança é mais do que um rebranding: representa o início de uma nova fase de crescimento, marcada pela consolidação da operação brasileira dentro da estratégia internacional da fintech americana — uma das maiores corretoras de seguros do mundo, que chegou ao Brasil em 2022 com a aquisição da It’sSeg.

“Com o lançamento da marca Acrisure no Brasil, entramos em uma nova fase de expansão dos negócios no mercado local”, afirma Thomaz Menezes, fundador da It’sSeg e agora CEO da Acrisure Brasil e Head da América Latina. “Com os mesmos times, agora sob um novo nome, vamos ampliar nosso portfólio de soluções e buscar aquisições seletivas com base em geografia e especialização.”

A decisão de reforçar a presença no país vem num momento em que o Brasil enfrenta incertezas econômicas e políticas. O que mais afeta é a falta de previsibilidade, segundo investidores tem comentando em entrevistas publicadas pela grande mídia. Segundo eles, mudanças abruptas como o aumento do IOF geram insegurança e adiam investimentos. “Já tínhamos duas aquisições no pipeline e resolvemos segurar. Apesar disso, temos o privilégio de atuar em um setor subpenetrado, com grande potencial de crescimento das vendas de seguros em praticamente todos os nichos, principalmente com grande demanda por infraestrutura, turismo, aeroportos, portos e energia renovável.”

Sob o comando de Menezes, a empresa mantém sua estrutura operacional, com 880 colaboradores, um portfólio de 1,5 mil clientes corporativos e 2,1 milhões de vidas seguradas. Desde sua criação em 2014, a It’sSeg protagonizou um agressivo movimento de consolidação no mercado brasileiro, realizando 15 aquisições de corretoras — a mais recente foi a FINN. Em 2024, a It’sSeg fechou com R$ 5,8 bilhões em prêmios administrados.

A Acrisure pretende manter o ritmo de crescimento orgânico acima de dois dígitos e realizar fusões e aquisições estratégicas — tanto no Brasil quanto em outros países da região. Em 2025, Menezes passou a integrar o comitê internacional da empresa, que coordena as operações fora dos Estados Unidos. Brasil, México, Colômbia e Caribe são as prioridades atuais de expansão, enquanto Chile e Argentina entram no radar futuro. “Temos um projeto de três anos no Brasil com investimentos próximos a R$ 90 milhões. Estamos focando em seguros e resseguros, linhas financeiras, garantia e transporte. Oportunidades não faltam, especialmente no interior dos estados, em segmentos pouco atendidos”, afirma o executivo.

Tanto a It’sSeg quanto a Acrisure foram fundadas em 2014, com propostas semelhantes de consolidação de mercados fragmentados. A americana, sediada em Michigan, saiu de uma receita de US$ 38 milhões para quase US$ 5 bilhões em apenas uma década, realizando mais de 900 aquisições nos EUA e expandindo internacionalmente com operações em 24 países.

Ao decidir pela venda da It’sSeg, Menezes recebeu mais de 15 propostas, mas escolheu a Acrisure pelo alinhamento de valores e estratégia. “Ambas as empresas cresceram combinando aquisições assertivas com tecnologia embarcada e um modelo centrado em pessoas. Poderia ter vendido para qualquer outro grupo, mas a Acrisure acredita na autonomia dos executivos locais e na importância da cultura empresarial”, afirma.

A aposta é que, com o suporte da matriz e a expertise local construída ao longo dos últimos dez anos, a Acrisure Brasil consolide ainda mais sua posição no mercado. Atualmente, o portfólio da companhia é majoritariamente voltado a benefícios corporativos, mas o objetivo é equilibrar com a expansão nos ramos de riscos patrimoniais — uma estratégia que deve ser acelerada com a nova legislação de seguros e o reforço em resseguros.

“Thomaz e sua equipe construíram um negócio extraordinário no Brasil e estamos ansiosos para continuar expandindo nossa presença na região, oferecendo todo o nosso portfólio aos clientes latino-americanos”, comentou Jason Howard, presidente da Acrisure International, reforçando a confiança na operação brasileira. “Foram dez anos de construção de uma empresa que saiu do nada para ser uma potência global. E o Brasil faz parte essencial dessa história”, acrescenta Menezes.

A entrada em vigor da nova Lei de Seguros (Lei 15.040/2024) traz novos desafios para o setor de seguros. “O mercado terá de conviver com prazos rigorosos, maior exigência na regulação de sinistros e na subscrição de riscos. O papel do corretor passa a ser ainda mais relevante — desde a correta identificação e colocação dos riscos até o suporte na regulação e na comunicação com o segurado”, avalia Menezes. Para ele, o setor ainda sofre com a burocracia e a resistência de algumas seguradoras em reconhecer sua responsabilidade. “A negativa de sinistro precisa ter base técnica e ser clara. Temos de amadurecer essa relação.”

Menezes acredita que o Brasil continua sendo um polo estratégico para a Acrisure. “Tudo o que prometemos fazer, estamos fazendo — apesar dos desafios da economia global. Montamos uma operação com gente altamente capacitada e com foco em entregar valor”, afirma. Há pouco tempo atrás, o mercado de corretagem de seguros se dividia entre as três maiores — Marsh, Aon e Willis — e os corretores autônomos. As grandes corretoras de seguros se ocuparam da integração de uma série de fusões e aquisições, o que abriu espaço para novos entrantes, como It’s Seg, MDS, Gallehger, Latin Re, Howden, Lockton entre outras.

Apesar de um período aquecido de fusões e aquisições entre corretores, muitos apostam que ainda há muito por vir neste segmento, principalmente no Brasil. Segundo notícias internacionais, o próximo grande passo da Acrisure é o IPO global. A fintech se prepara para abrir capital, em uma oferta que pode ser a maior da história da indústria de seguros.

MAG Seguros anuncia vencedores da Acelera 2025Seguradora leva campeões a viagem exclusiva para o Vale dos Vinhedos

por MAG Seguros

A MAG Seguros, empresa com 190 anos de atuação ininterrupta no segmento de vida e previdência, realizou a premiação dos melhores especialistas em proteção financeira da Acelera 2025. O reconhecimento reforça o compromisso com a alta performance e foi destinado aos destaques no primeiro semestre do ano.


A solenidade aconteceu no evento Integra Comercial – que tem por objetivo o desenvolvimento e troca de aprendizados entre lideranças -. A iniciativa premiou 18 campeões em 16 categorias. A entrega dos troféus foi realizada pelos executivos Márcio Batistuti, diretor comercial da MAG Seguros, e Leonardo Lourenço, diretor estatutário de Marketing, Comercial, Tecnologia e Operações do Grupo MAG. 

Os destaques foram contemplados com uma viagem, com direito a um acompanhante, para o Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Além disso, os vencedores ficarão hospedados no Hotel Spa do Vinho, que oferece uma experiência que combina alta gastronomia com uma das maiores coleções de vinhos do país, em um ambiente cinco estrelas.

“A premiação para nós, aqui na MAG, é sempre um momento de emoção e orgulho, porque é nela que destacamos a persistência e o compromisso dos nossos especialistas em proteção financeira em levar segurança às famílias brasileiras. Esse é o principal objetivo das nossas campanhas: incentivar e valorizar os corretores que seguem engajados com a nossa visão como empresa”, comenta Batistuti.
 

As campanhas de venda como Acelera, Arrebenta e a Galo de Ouro 2025, principal premiação do mercado segurador, fazem parte do programa de incentivos, MAG 365, que possui ofertas de benefícios e possibilidades de reconhecimento aos especialistas em proteção financeira. Para ser um corretor parceiro da MAG acesse Link 

Campeões da edição: 

Mirella Moura; Luiz Ceglia; Coriolano De Oliveira; Regis Schonrock; Thaysa Bormio; Gislaine Gondim; Lariana Silveira; Pedro Paulo Jube; Milton Sperini; Luciana Machado; Mônica Aguiar; Prado De Moura Shield Corretora; Rodrigo Venâncio; Rafael Andrade; Fernanda Vieira; Stoa; Ana Brez e Luiz Netto.

Brasilcap, empresa BB Seguros, fecha primeiro semestre com faturamento de R$ 3,51 bilhões

por Brasilcap

A Brasilcap, empresa BB Seguros, fechou o primeiro semestre de 2025 com faturamento de R$ 3,5 bilhões, crescimento de 11,2% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 3,1 bilhões). Também nos primeiros seis meses de 2025, a Brasilcap alcançou R$ 11,2 bilhões em reservas técnicas, elevando os ativos totais da companhia ao patamar de R$ 13,90 bilhões. O lucro líquido no período foi de R$ 127,6 milhões.

Com os pagamentos realizados a partir do resgate de títulos, a Brasilcap injetou diretamente na economia brasileira R$ 3,19 bilhões. Os sorteios de prêmios renderam aos ganhadores R$ 30,70 milhões, com 92 mil títulos de capitalização premiados.

Segundo o presidente da Brasilcap, Antonio Carlos Teixeira, os números alcançados no primeiro semestre refletem o sucesso da estratégia de crescimento adotada pela companhia. “Estamos focados em desenvolver ainda mais a eficiência, a personalização e a competitividade no mercado de capitalização. Estamos reduzindo o tempo de compra, desenvolvendo novos produtos e viabilizando uma arquitetura de sistemas e negócios mais flexível, escalável e orientada a dados”, enumera Teixeira.


MetLife amplia portfólio de seguro de vida individual com novas coberturas para uso em vida

 

A MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, anuncia a expansão do seu portfólio de seguros de vida individual, com o lançamento de novas coberturas voltadas ao uso em vida. A iniciativa visa oferecer mais flexibilidade aos clientes, com soluções que contribuem para o bem-estar financeiro em casos de sinistro e o planejamento de longo prazo para o segurado.
 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 1 milhão de internações por causas externas de janeiro a dezembro de 2024, incluindo acidentes de trânsito, quedas e acidentes de trabalho, o que reforça a importância de mecanismos de proteção financeira em situações inesperadas. “Nesse contexto, as novas coberturas da MetLife oferecem suporte para eventos que impactam diretamente a autonomia e a renda do segurado”, explica Jaime Neto, diretor de Desenvolvimento de Produtos e Dados da MetLife Brasil. 

Entre as principais novidades estão as coberturas de Cirurgias e Invalidez Acidental Majorada. A proteção para Cirurgias garante indenização ao segurado em caso de realização de procedimentos cirúrgicos previstos na apólice, que contempla até 200 tipos de cirurgias cobertas. A cobertura prevê o pagamento de indenização de até 100% do capital segurado contratado a cada 12 meses, com restabelecimento automático do capital segurado a cada novo período anual. 
 

Já a cobertura de Invalidez Acidental Majorada garante o pagamento de até 100% de indenização em caso de acidentes que prejudiquem uma função motora ou membros cobertos pela apólice, incluindo situações especificas, como a perda funcional do movimento de pinça (oposição do polegar) comprometendo significativamente a funcionalidade da mão.
 

Além dessas inclusões, a cobertura Amparo Funeral, já disponível no portfólio da MetLife, foi ampliada. O serviço, que pode ser utilizado por meio da Assistência 24h ou reembolso de despesas, agora é extensível a pai e mãe. 
 

“Estamos muito entusiasmados em ampliar nosso portfólio de Vida Individual com coberturas que vão além da proteção tradicional, oferecendo aos nossos clientes soluções práticas e inovadoras para apoiar o cliente em momentos críticos da sua vida. Nosso objetivo é entregar flexibilidade e segurança, ajudando as famílias a enfrentar imprevistos com mais tranquilidade”. Além dessas relevantes entregas, nosso time continua desenvolvendo várias soluções inovadoras que serão entregues nos próximos meses como soluções ao mercado, completa Jaime.

Porto Seguro amplia portfólio com seguros para bikes Autopropelido e de Triathlon 

Jarbas Medeiros Fenseg

Com o objetivo de acompanhar as tendências do mercado e oferecer soluções mais personalizadas, a Porto Seguro anuncia a ampliação de seu portfólio de seguros para bicicletas, com dois novos segmentos voltados a perfis específicos de ciclistas: o Seguro Bike Autopropelido e o Seguro Bike Triathlon. 

O lançamento reforça a estratégia da companhia de atender diferentes públicos e necessidades, com coberturas que vão além do básico e oferecem tranquilidade tanto para quem utiliza a bike no dia a dia quanto para atletas de alta performance. 

Seguro Bike Autopropelido 

Voltado para modelos com propulsão elétrica, pedal e acelerador, o novo seguro cobre bicicletas com motor de até 1000W e velocidade máxima de 32 km/h, utilizadas por quem busca mobilidade urbana com praticidade e sustentabilidade. Entre as principais coberturas estão: danos, roubo e furto com vestígios, acidentes pessoais, responsabilidade civil e danos elétricos. O produto aceita bicicletas com possibilidade de até 2 renovações de seguro e oferece cobertura para Bike de até R$ 20 mil. 

Seguro Bike Triathlon 

Projetado para atender atletas de triatlo, o seguro contempla bikes de alto desempenho, com geometria aerodinâmica, guidão de clip, rodas e quadro de carbono. O produto oferece cobertura completa, incluindo danos, roubo e furto qualificado, acidentes pessoais, responsabilidade civil, “bike bagagem” que cobre extravio da bicicleta em viagens aéreas e rodoviárias e garantia internacional, um diferencial importante para quem compete ou treina fora do país. A aceitação é para bicicletas com até 8 anos de uso cobertura para bikes até R$ 100 mil. 

“Compreendemos que a bicicleta ocupa um papel cada vez mais relevante na mobilidade urbana e no estilo de vida das pessoas, seja como meio de transporte sustentável ou como instrumento de performance esportiva. Por isso, estamos ampliando nosso portfólio de seguros e fortalecendo iniciativas que promovem o uso seguro da bike. Nosso compromisso é oferecer soluções completas que acompanhem as transformações das cidades e das necessidades dos nossos clientes”, destaca Jarbas Medeiros, diretor de Vida e Ramos Elementares da Porto Seguro. 

Patrocínio à Ciclovia do Rio Pinheiros reforça compromisso com a mobilidade urbana 

Outra iniciativa recente da companhia que integra o universo das bikes é a inauguração oficial do espaço Porto Saúde — unidade de negócios do Grupo Porto especializada em saúde para empresas, na Ciclovia do Rio Pinheiros, em São Paulo. A entrega faz parte do patrocínio da companhia à ciclovia e oferece uma estrutura gratuita de apoio aos ciclistas e frequentadores do local. 

A estrutura conta com área de descanso, pontos de hidratação e alongamento, estações para carregamento de celular e equipamentos para pequenos reparos em bicicletas — funcionando diariamente das 5h30 às 23h. 

A iniciativa marca mais um passo da companhia na promoção de soluções sustentáveis e seguras para quem se desloca de bicicleta. Agora, com o lançamento dos novos segmentos para bikes Autopropelido e de Triathlon, o Grupo Porto reforça ainda mais esse compromisso, ampliando sua atuação em prol da mobilidade urbana e da proteção dos ciclistas. 

Munich Re reforça compromisso com o Brasil e vê oportunidades para crescimento no segundo semestre

Karsten Steinmetz Munich Re Brasil

Apesar do ambiente de incertezas econômicas e políticas, a Munich Re segue firme em sua estratégia de longo prazo para o Brasil. Em entrevista ao Sonho Seguro, Karsten Steinmetz, CEO da Munich Re no Brasil, e Agnieszka Lyniewska, Client Management Executive da resseguradora no país, comentaram a contribuição da operação brasileira para os resultados globais, a importância da capitalização do grupo como diferencial competitivo e as expectativas para o segundo semestre de 2025. Confira os principais trechos da entrevista:

A Munich Re divulgará um resultado global robusto na próxima semana. Qual foi a contribuição do Brasil para esse desempenho? Há destaques regionais ou linhas de negócio que surpreenderam positivamente?

Karsten Steinmetz: A presença da Munich Re no Brasil é um exemplo de como nossa abordagem baseada em confiabilidade, consistência e criação de parcerias de longo prazo pode gerar resultados positivos. Com base em nosso modelo de diversificação global de riscos, estamos bem-posicionados no mercado para fornecer suporte confiável e contínuo para nossos clientes. Depois dos sinistros relevantes no Brasil nos últimos anos, como a seca e as inundações no Rio Grande do Sul, esperamos contribuir positivamente em 2025 com nosso resultado. Áreas como seguro de propriedade e seguro agrícola, que demandam não apenas capacidade financeira sólida, mas também expertise técnica, foram algumas onde consolidamos nossa posição. Essas linhas são fundamentais para o crescimento do setor de seguros no Brasil, e estamos comprometidos em continuar apoiando nossos clientes com soluções robustas e eficazes.

Munich Re Brasil

A forte capitalização do grupo é um diferencial global. Como essa elevada capacidade de capital pode beneficiar o mercado brasileiro, especialmente em ramos com maior demanda por limites e soluções estruturadas?

Agnieszka Lyniewska:A forte capitalização do grupo nos permite oferecer soluções mais robustas para os nossos clientes no Brasil. Em particular, estamos preparados para apoiar as seguradoras nos desafios de solvência, fornecendo soluções que aliviam a pressão sobre o capital e permitem uma resposta mais eficiente a riscos inesperados. Isso é fundamental em um ambiente de riscos mais complexos e voláteis.

Além disso, nossa capacidade de investir em tecnologia, aliada à expertise técnica, nos permite desenvolver soluções inovadoras. Um exemplo concreto está no seguro agrícola, com o desenvolvimento da Agro Digital Suite — um conjunto de ferramentas integradas voltadas à avaliação de risco. Essa solução teve impacto direto na precificação e na capacidade dos nossos clientes de gerenciar riscos de forma mais eficaz.

Diante do cenário de volatilidade política e econômica local, há algum tipo de restrição ou cautela adicional na alocação de capital no Brasil?

Karsten Steinmetz: A Munich Re tem um longo histórico de compromisso com o mercado brasileiro. Fomos a primeira resseguradora internacional a se registrar como resseguradora local após a abertura do mercado. Nossa presença no país é parte integral da nossa estratégia global, e continuamos a investir em soluções personalizadas e inovadoras. Em 2025, a adaptação ao novo marco legal será uma de nossas prioridades, especialmente com a entrada em vigor da Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024). Reconhecemos que essa transformação representa um marco significativo para o setor. Estamos preparados para atuar de forma proativa com o mercado e com a Susep, garantindo uma transição responsável e segura para todos os envolvidos.

Quais são as expectativas da Munich Re para o segundo semestre no Brasil? Há setores ou linhas de negócio com maior potencial de crescimento ou foco estratégico?

Agnieszka Lyniewska: As expectativas são positivas. Continuamos com presença local forte, apoiando nossos clientes com capacidade, solidez financeira e soluções cada vez mais sofisticadas. Esperamos que o mercado siga evoluindo, com maior conscientização sobre a importância da proteção e da gestão de riscos. Um dos nossos objetivos é contribuir para reduzir a lacuna de proteção no Brasil, ainda significativa em diversos segmentos da sociedade. Atuamos ativamente no apoio à transformação do mercado de cooperativas, que pode ter papel decisivo na ampliação do acesso ao seguro. As mudanças regulatórias em andamento abrem espaço para novos modelos de atuação, e acreditamos que esse segmento representa uma oportunidade concreta. A Munich Re está comprometida em contribuir com sua expertise técnica e visão de longo prazo para o desenvolvimento sustentável do setor, promovendo mais resiliência para pessoas e empresas.

Munich Re lucra €3,2 bilhões no semestre e mantém projeção de lucro anual de €6 bilhões

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A Munich Re reportou um lucro líquido de €3,2 bilhões no primeiro semestre de 2025, sustentada por um resultado recorde de €2,1 bilhões no segundo trimestre. Com esse desempenho, a companhia reafirmou sua meta de lucro anual de €6 bilhões, apesar de uma leve retração no volume de prêmios e do impacto negativo do câmbio, sobretudo pela desvalorização do dólar frente ao euro.

“As linhas de negócio contribuíram para um resultado trimestral excepcional, com índices combinados excelentes na resseguradora patrimonial e na Global Specialty Insurance (GSI), além de um bom desempenho na vida e saúde, na ERGO e em investimentos. Isso nos permitiu mitigar perdas cambiais. Acreditamos que o mercado segue atrativo e precisamos manter a disciplina para aproveitar esse cenário”, afirmou Joachim Wenning, CEO do grupo.

O resultado do segmento de resseguros foi de €1,83 bilhão no segundo trimestre, impulsionado por baixíssimas perdas catastróficas e man-made, o que levou o índice combinado da carteira patrimonial a apenas 61% (normalizado em 79,6%). A nova divisão GSI, agora reportada separadamente, teve lucro de €296 milhões no trimestre e índice combinado de 77,9%, uma expressiva melhora frente aos 93,6% de um ano antes.

Já o segmento de vida e saúde foi impactado por perdas isoladas de grande porte, que reduziram o resultado técnico a €305 milhões. Ainda assim, a geração de novos negócios seguiu forte, com receitas de €3,1 bilhões.

Na rodada de renovações de julho, o volume de negócios recuou 3,2% e os preços caíram 2,5%. A empresa optou por não renovar contratos que não atendiam aos critérios de rentabilidade e disciplina técnica. Mesmo assim, o nível geral de preços segue elevado, segundo a companhia.

A subsidiária ERGO, voltada ao mercado primário, contribuiu com €251 milhões no trimestre e €492 milhões no semestre. A unidade alemã apresentou forte desempenho operacional, com índice combinado de 89,1%. Já a operação internacional teve lucro de €96 milhões, mesmo com a ausência de efeitos não recorrentes que beneficiaram o resultado de 2024.

O resultado de investimentos subiu para €2,2 bilhões no segundo trimestre, puxado por alta nas bolsas e bom desempenho com derivativos, embora o dólar fraco tenha afetado os ativos de private equity. O yield de reinvestimento chegou a 4,2%, e a alocação em ações subiu levemente para 3,4% do portfólio. A carteira de investimentos somava €222,8 bilhões ao fim de junho.

A Munich Re manteve inalterada sua previsão de lucro líquido de €6 bilhões para o ano, mesmo com a revisão para baixo das receitas esperadas com seguros — de €64 bilhões para €62 bilhões no grupo, sendo €40 bilhões em resseguros (antes €42 bilhões). Os demais objetivos estratégicos permanecem os mesmos, com ênfase na disciplina de subscrição e otimização da carteira.

A companhia alerta que as projeções estão sujeitas a riscos adicionais ligados à conjuntura geopolítica, variações cambiais e oscilações nos mercados de capitais, além de possíveis eventos catastróficos acima do esperado.

Destaques financeiros

  • Lucro líquido: €2,1 bilhões no 2T25 (+30%) e €3,2 bilhões no semestre (vs. €3,7 bilhões em 2024)
  • Receita com seguros: €14,8 bilhões no 2T25 (queda de 1,2%) e €30,6 bilhões no semestre (+1,9%)
  • Resultado técnico total: €3 bilhões no 2T25 (+24%)
  • Resultado financeiro: €2,2 bilhões no 2T25, com retorno de 3,8%
  • Índice de solvência: 287%, bem acima da faixa ideal (175% a 220%)
  • ROE anualizado: 25,5% no 2T25