Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.
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Resseguro mundial supera US$ 1,86 trilhão, com Munich Re na liderança e avanço de novos concorrentes
O mercado mundial de resseguros encerrou 2025 com US$ 1,864 trilhão em prêmios brutos, crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior, em um cenário de expansão da capacidade financeira, maior concorrência e transformação dos riscos assumidos pelas companhias. A Munich Re e a Swiss Re mantiveram a liderança global, mas perderam participação relativa ao longo da última década, enquanto grupos especializados e resseguradoras sediadas nas Bermudas ampliaram sua presença.Os dados fazem parte da segunda edição do estudo Ranking de Resseguradores 2025, divulgado em setembro pela Mapfre Economics, centro de pesquisas do grupo segurador espanhol. O levantamento analisa os 25 maiores grupos de resseguros do mundo, com base nos prêmios brutos aceitos, e apresenta uma série histórica de 2015 a 2025, incluindo classificações específicas para os segmentos de Vida e Não Vida.A Munich Re permaneceu na primeira posição, com US$ 55,28 bilhões em prêmios e participação de 15,3% na amostra analisada. A Swiss Re ficou em segundo lugar, com US$ 43,16 bilhões e 11,9%. Na sequência aparecem Hannover Re, com US$ 33,48 bilhões, e Berkshire Hathaway Reinsurance Group, com US$ 24,57 bilhões.A liderança das duas maiores resseguradoras permanece expressiva, mas a distribuição dos negócios está mudando. Em 2015, a Munich Re detinha 18,8% da amostra, percentual que caiu para 15,3% em 2025. No mesmo período, a participação da Swiss Re recuou de 13,9% para 11,9%.O movimento não significa necessariamente redução dos negócios dessas empresas. Ambas ampliaram o volume de prêmios na última década, mas cresceram em ritmo inferior ao de alguns concorrentes, especialmente grupos especializados em determinadas linhas de riscos.As maiores resseguradoras do mundoO China Reinsurance Group subiu para a sexta posição, ultrapassando a norte-americana RGA. Já a Scor manteve o quinto lugar, apesar da redução de seus prêmios. A RenaissanceRe e a Arch Reinsurance conservaram a nona e a décima posições, respectivamente.A Mapfre Re alcançou o 11º lugar, sua melhor colocação na série histórica, com US$ 9,47 bilhões em prêmios, crescimento de 4,5% sobre 2024. A Allianz Re avançou para a 13ª posição, enquanto a Pacific Life Re Global registrou o movimento mais expressivo do ano, saltando sete posições, para o 14º lugar, com crescimento de 75,4% nos prêmios.Mercado cresce, mas concentração entre os líderes diminuiA transformação na estrutura competitiva fica mais evidente na análise da última década. As dez maiores resseguradoras representavam 69,5% da amostra em 2015. Em 2025, essa participação ficou em 68,8%, abaixo também dos 70,1% registrados em 2024.Entre as 25 maiores, a participação conjunta passou de 91% para 92,2% entre 2015 e 2025, indicando relativa estabilidade do peso agregado dessas empresas. O índice Herfindahl, utilizado para medir a concentração de mercado, caiu 20,3% no período, de 833,6 para 664,1 pontos. A redução revela uma distribuição mais equilibrada dos negócios entre as companhias analisadas.A Mapfre Economics observa que o setor se tornou mais diversificado em termos de empresas, embora continue geograficamente concentrado. Estados Unidos, Bermudas e Alemanha mantêm posições de destaque na atividade global.A comparação dos prêmios totais também exige cautela. O estudo informa que a Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) ampliou a cobertura estatística dos Estados Unidos, o que afeta a comparação com edições anteriores do levantamento.Resseguro de Não Vida representa 75% do mercado mundialO segmento de Não Vida continua concentrando a maior parte dos negócios de resseguros, com aproximadamente 75% dos prêmios globais, enquanto Vida responde pelos 25% restantes, segundo os dados setoriais utilizados pela Mapfre Economics.Em 2025, o resseguro de Não Vida movimentou US$ 1,398 trilhão em prêmios, crescimento de 6,5%. A Munich Re liderou esse segmento com US$ 38,55 bilhões, seguida pela Swiss Re, com US$ 31,26 bilhões, e pela Hannover Re, com US$ 26,63 bilhões.O levantamento mostra que, embora o mercado tenha crescido, as 25 maiores resseguradoras de Não Vida ampliaram seus prêmios conjuntos em apenas 1,7%, para US$ 239,07 bilhões. Essa diferença sugere que parte relevante da expansão ocorreu fora do grupo das maiores companhias analisadas. A Mapfre Re ocupa a décima posição nesse segmento, com US$ 8,83 bilhões em prêmios, seguida pela Allianz Re, na 11ª colocação, com US$ 7,15 bilhões.O cenário também reflete uma mudança nas condições de precificação. Após o período de mercado mais restritivo observado em 2023 e 2024, o ano de 2025 foi marcado pelo aumento da competição. No seguro direto de propriedades, as tarifas recuaram 7,5% globalmente, enquanto os preços do resseguro permaneceram, em linhas gerais, mais firmes, embora sob pressão competitiva crescente.RGA lidera resseguro de Vida, com expansão dos riscos de longevidadeNo segmento de Vida, a liderança mundial pertence à Reinsurance Group of America (RGA), com US$ 17,77 bilhões em prêmios e participação de 15,5% na amostra analisada. A Munich Re aparece em segundo lugar, com US$ 16,73 bilhões, seguida pela Swiss Re, com US$ 11,91 bilhões. Scor e China Reinsurance Group completam as cinco primeiras posições.O resseguro de Vida movimentou US$ 466,08 bilhões em 2025, crescimento de 6,5%. A expansão é impulsionada, entre outros fatores, pela transferência de riscos de longevidade, operações com carteiras de renda vitalícia e maior utilização do resseguro como ferramenta de otimização de capital pelas seguradoras.O fenômeno é especialmente visível nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde grandes operações envolvendo carteiras de aposentadoria e renda vitalícia têm contribuído para o crescimento do segmento.A Pacific Life Re Global foi um dos principais destaques, com crescimento de 75,4% nos prêmios, para US$ 7,69 bilhões. A companhia avançou cinco posições no ranking de Vida, chegando ao sexto lugar.O estudo ressalta, entretanto, que algumas operações desse segmento dependem da conclusão de contratos de grande porte, o que pode provocar oscilações expressivas no volume anual de prêmios.Catástrofes naturais, riscos cibernéticos e inteligência artificial exigem mais capacidadeA Mapfre Economics identifica uma transformação acelerada no perfil dos riscos assumidos pelo setor. Além das catástrofes naturais, que continuam representando uma das principais fontes de demanda por resseguro, ganham importância os riscos cibernéticos, a inteligência artificial, as interrupções nas cadeias de suprimentos, os distúrbios sociais e políticos e as dependências digitais.Esses riscos apresentam características semelhantes às das catástrofes tradicionais, especialmente pelo potencial de provocar perdas simultâneas em diferentes empresas, setores e regiões. O relatório destaca que a crescente interconexão das atividades econômicas torna mais complexa a modelagem dos riscos e aumenta a necessidade de soluções capazes de absorver eventos de grande magnitude.Ao mesmo tempo, a transição energética abre novas oportunidades para o resseguro, particularmente na proteção de projetos de energia renovável e tecnologias de descarbonização. A capacidade financeira do setor continua sólida. O estudo aponta crescimento anual composto de 5,6% do capital dedicado ao resseguro no período recente, impulsionado principalmente pela retenção de lucros e pelos resultados técnicos favoráveis das companhias.O capital alternativo, que inclui títulos vinculados a seguros e bônus de catástrofe, apresentou expansão anual de 2,8%, permanecendo concentrado sobretudo em riscos catastróficos de maior exposição nos Estados Unidos e no Japão.Retrocessão absorve aproximadamente 31% dos prêmiosOutro indicador relevante é o nível de retenção dos riscos pelas resseguradoras. Segundo os dados de 2024 da IAIS utilizados no relatório, a taxa de retenção do mercado ressegurador ficou em aproximadamente 69%. Isso significa que as companhias mantiveram sob sua responsabilidade a maior parte dos prêmios aceitos, transferindo uma parcela estimada de 31% por meio de operações de resseguro ou retrocessão.A estabilidade desse indicador demonstra que, apesar do aumento da complexidade dos riscos, as resseguradoras continuam sustentando uma parcela elevada das exposições assumidas, apoiadas em capital próprio e instrumentos de transferência de riscos.A utilização de retrocessão varia entre regiões. A América apresenta maior utilização desses mecanismos, enquanto a Ásia e a Oceania registram menor dependência relativa. O relatório também destaca a importância crescente dos instrumentos alternativos de transferência de riscos, como os títulos vinculados a seguros (ILS), que permitem acessar investidores do mercado de capitais e ampliar a capacidade disponível para coberturas de grandes perdas.Estados Unidos e Bermudas concentram o mercado internacionalA distribuição geográfica é outra característica marcante do setor. Com base nos dados de 2024 da IAIS, Estados Unidos e Bermudas concentraram, conjuntamente, aproximadamente 73% dos prêmios brutos reportados....
Aposentadoria muda de perfil e abre nova disputa entre seguradoras, bancos e consultores financeiros
Uma transformação estrutural nos sistemas de previdência está redesenhando o mercado global de seguros de vida e criando novas oportunidades de negócios para seguradoras, bancos e consultores financeiros. Com a redução dos modelos tradicionais que garantem renda vitalícia, milhões de pessoas passam a assumir diretamente a responsabilidade pela administração de suas economias, pela geração de renda na aposentadoria e pelo planejamento da transferência de patrimônio aos herdeiros.A mudança é analisada em um novo estudo sigma, divulgado nesta quinta-feira, 8 de outubro, pelo Swiss Re Institute. Segundo o relatório, a transição é particularmente evidente em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, onde cresce o número de aposentados que optam por administrar seus próprios recursos, em vez de receber pagamentos garantidos ao longo da vida.Embora amplie a liberdade de escolha, esse movimento também transfere para os indivíduos riscos financeiros que antes eram administrados por instituições. Entre os principais desafios estão determinar quanto dinheiro retirar das reservas, como preservar o patrimônio ao longo dos anos, de que forma proteger os familiares e como financiar despesas com cuidados de saúde e assistência na velhice.Para o setor segurador, o novo cenário representa uma oportunidade de ampliar a oferta de produtos de proteção, previdência e planejamento financeiro. Ao mesmo tempo, intensifica a concorrência pela conquista dos consumidores, especialmente daqueles que estão nos anos imediatamente anteriores à aposentadoria.“Os seguros de vida existem para ajudar as pessoas a enfrentar algumas das decisões financeiras mais importantes de suas vidas. Tornar os seguros mais fáceis de compreender e contratar pode ajudar na identificação das soluções adequadas”, afirma Velina Peneva, CEO de Resseguros de Vida e Saúde da Swiss Re.Segundo a executiva, a combinação das competências de seguradoras, consultores, bancos e empresas de tecnologia pode ampliar o acesso à proteção e à segurança financeira no momento em que os consumidores mais precisam.Mais liberdade para administrar recursos, mas também mais riscosOs números apresentados pelo Swiss Re Institute ilustram a dimensão da transformação. Em um dos maiores planos de previdência dos Estados Unidos, mais da metade dos aposentados escolheu retirar os recursos e administrá-los por conta própria em 2018. Em 2000, apenas 10% haviam feito essa opção.No Reino Unido, em 2024, 36% dos ativos previdenciários acessados pelos aposentados foram retirados em dinheiro, em vez de convertidos em renda vitalícia.Estados Unidos — plano analisado10%Escolheram administrar os próprios recursos em 2000Mais de 50%Fizeram essa escolha em 2018Reino Unido — 202436%Dos ativos previdenciários acessados foram retirados em dinheiro, em vez de convertidos em renda vitalíciaFonte: Swiss Re Institute, estudo sigma, outubro de 2026.Essa mudança exige decisões cada vez mais complexas. O aposentado precisa avaliar quanto pode consumir sem comprometer sua segurança financeira, qual parcela deve permanecer investida, como organizar a sucessão patrimonial e de que maneira enfrentar possíveis gastos elevados com cuidados de longa duração.Nesse contexto, cresce a importância do aconselhamento financeiro especializado, que deixa de se concentrar exclusivamente na acumulação de recursos e passa a abranger a gestão da renda, a proteção patrimonial e a longevidade.“À medida que as pessoas assumem maior responsabilidade por sua aposentadoria, a orientação de profissionais de confiança torna-se mais valiosa. Isso está mudando a dinâmica econômica da comercialização de seguros de vida e aumentando a concorrência no setor”, afirma James Finucane, responsável pela pesquisa econômica de Vida e Saúde do Swiss Re Institute.Para ele, a ampliação do acesso a seguros e soluções de aposentadoria pode fortalecer a resiliência financeira das famílias no longo prazo.Disputa por clientes provoca onda de aquisições no mercado de segurosA transformação dos sistemas previdenciários também está provocando mudanças na estrutura de distribuição de seguros de vida. Bancos, consultores financeiros e intermediários especializados passam a exercer um papel cada vez mais relevante na relação com os consumidores.O movimento tem atraído investidores e estimulado a consolidação empresarial, especialmente nos Estados Unidos.Segundo o estudo sigma, apenas três grupos norte-americanos de intermediação financeira apoiados por fundos de private equity realizaram, entre 2017 e 2025, mais de 300 aquisições anunciadas publicamente. As operações envolveram organizações independentes de distribuição e marketing de seguros, agências comerciais e empresas de consultoria.CONSOLIDAÇÃO DO MERCADO AMERICANOMais de 300 aquisiçõesRealizadas por apenas três grupos de intermediação apoiados por fundos de private equity entre 2017 e 2025.Fonte: Swiss Re Institute.A concentração está dando origem a grupos de distribuição de maior porte, com capacidade financeira para investir em tecnologia, treinamento de consultores e ferramentas de relacionamento com clientes. Essas empresas também podem conquistar maior influência sobre quais produtos de seguros e previdência chegam aos consumidores e como são comercializados.Para as seguradoras de vida, o cenário aumenta a importância das parcerias com bancos, consultores e outros canais de distribuição. Além da competitividade dos produtos, tornam-se fundamentais a simplicidade das soluções, a facilidade de contratação e a capacidade de oferecer suporte ao profissional que atende o cliente.O estudo também chama a atenção para o momento em que essas relações comerciais são estabelecidas. Os anos que antecedem a aposentadoria representam uma janela estratégica para a contratação de produtos destinados à geração de renda, à proteção do patrimônio e à cobertura de despesas futuras.Um exemplo é o seguro para cuidados de longa duração, destinado a ajudar no financiamento de assistência pessoal e cuidados necessários em situações de dependência. Como a contratação geralmente precisa ocorrer muitos anos antes da utilização da cobertura, o relacionamento antecipado com os consumidores torna-se essencial.Inteligência artificial ganha espaço, mas consumidor ainda prefere atendimento humanoA tecnologia é outro elemento central dessa transformação. O Swiss Re Institute analisou 197 iniciativas de inteligência artificial e outras tecnologias divulgadas publicamente por grandes seguradoras de vida e intermediários selecionados em diferentes mercados.O levantamento identificou que aproximadamente 70% dessas iniciativas estão concentradas em atividades que envolvem diretamente a experiência do consumidor.Entre as aplicações estão ferramentas para facilitar a compreensão dos produtos, comparar alternativas de cobertura, simplificar a contratação, melhorar o atendimento após a venda e tornar os processos de sinistros mais rápidos e eficientes.A inteligência artificial também está sendo utilizada para apoiar consultores financeiros, automatizando tarefas administrativas, organizando informações e facilitando a comparação de soluções. O objetivo é reduzir o tempo dedicado à burocracia e ampliar a disponibilidade dos profissionais para orientar os clientes.Apesar dos avanços tecnológicos, o estudo mostra que o atendimento humano continua sendo decisivo nas situações que envolvem escolhas financeiras mais complexas.Uma pesquisa com quase 3 mil consumidores de sete países revelou que aproximadamente dois terços preferem interagir com pessoas em transações complexas, como os processos de sinistros.Para o Swiss Re Institute, essa preferência demonstra que a digitalização não elimina a importância dos consultores e intermediários. Ao contrário, a tecnologia tende a modificar suas funções, permitindo que concentrem esforços nas atividades que exigem conhecimento especializado, confiança e relacionamento pessoal.Oportunidade para ampliar a proteção financeiraA conclusão do estudo é que a transformação dos sistemas previdenciários deverá intensificar a competição entre instituições financeiras pela administração dos recursos acumulados pelos consumidores e pela oferta de soluções capazes de protegê-los durante a aposentadoria.Para as seguradoras, a oportunidade não se limita à venda de produtos tradicionais de vida. Inclui soluções de renda vitalícia, proteção patrimonial, planejamento sucessório e coberturas destinadas a enfrentar os custos associados ao envelhecimento.O desafio será combinar tecnologia, distribuição eficiente e orientação especializada para alcançar os consumidores antes que decisões importantes sobre o futuro financeiro já tenham sido tomadas.Embora o levantamento esteja concentrado principalmente em mercados desenvolvidos, suas conclusões também oferecem elementos para o debate brasileiro sobre previdência complementar, longevidade e ampliação da cobertura do seguro de vida. No Brasil, onde a proteção financeira das famílias ainda apresenta espaço para expansão, o desenvolvimento de produtos mais acessíveis e a atuação dos corretores podem ganhar relevância diante do envelhecimento da população e da necessidade crescente de complementar a renda na aposentadoria.Para o Swiss Re Institute, a principal mudança está na própria natureza da relação entre consumidores e instituições financeiras: em um cenário no qual as pessoas assumem mais riscos e responsabilidades sobre o futuro, a capacidade de oferecer proteção e orientação ao longo da vida tende a se tornar um diferencial competitivo.
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