Grande expectativa hoje na indústria mundial de seguros. O Tribunal de Contas da União (TCU) discute hoje se aprova ou não o modelo de desestatização do IRB Brasil Re, discutido há quase duas décadas, agora que já foi feita toda a mudança necessária para tornar o IRB uma empresa privada, com 51% do capital pertencente a grupo privados. A ideia é que controlado pelo setor privado o IRB possa para aumentar sua capacidade de retenção de risco dos atuais R$ 15 bilhões para cerca de R$ 50 bilhões em resseguros.
Segundo fontes do setor, no prazo de aproximadamente dois anos, se tudo caminhar com eles esperam, será feito o IPO do ressegurador, dando a chance de outros investidores entrarem no bloco de controle, bem como os atuais acionistas, como Itaú e Bradesco, poderem sair para o Banco do Brasil assimir com um parceiro, ou mesmo os bancos privados poderem assumir uma posição maior do que a definida na última assembléia.
Na semana passada, o Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência de uma fatia de 21,24% do capital do IRB da União para a BB Seguros, subsidiária da BB Seguridade, numa transação avaliada em R$ 547,4 milhões.
Hoje, dia 29, o IRB divulgou edital de assembléia geral extraordinária convocando os acionistas para aprovarem aumento do capital social da Companhia de R$ 103 milhões, passando de R$ 1,35 bilhão para 1,453 bilhão, mediante a emissão de 40 mil novas ações ordinárias. O IRB receberá um aumento de capital, do qual a União e o Bradesco abrirão mão do direito de preferência, segundo editais publicados. O desembolso do Itaú será de R$ 2,3 milhões. Após isso, o IRB terá um bloco de controle do qual farão parte a União, com 15% e uma golden share, BB Seguros com 20%, Itaú Seguros com 15%, Bradesco Seguros com 20% e o FIP Caixa Barcelona com 3%.
O IRB é líder no segmento de resseguradoras locais, com 53% do total dos prêmios registrados no primeiro bimestre do ano, segundo resenha mensal da consultoria Siscorp, feita com base nos dados estatísticos divulgados pela Superintendência de Seguros Gerais (Susep).
Vale lembrar que nos próximos dois anos a perspectiva para o mercado de resseguros e de seguros é de forte crescimento diante das grandes obras necessárias para deixar o país pronto para os mundiais esportivos.

















