O lucro líquido dos 50 maiores grupos seguradores do país alcançou R$ 12,52 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, alta de 17,5% em relação aos R$ 10,66 bilhões — R$ 2 bilhões a mais — registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento da consultoria Siscorp, com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O resultado reforça o momento positivo do setor, impulsionado principalmente pelo crescimento das operações de seguros de pessoas, previdência e produtos financeiros ligados à proteção.
O mercado supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) arrecadou R$ 139,59 bilhões entre janeiro e abril de 2026. O volume representa uma redução nominal de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Como o volume de arrecadação não avançou no período, especialistas apontam a alta do lucro como um resultado de ganhos por eficiência, resultado do investimento tem tecnologia nos últimos anos.
O Banco do Brasil manteve a liderança isolada do ranking, com lucro de R$ 2,34 bilhões entre janeiro e abril, crescimento de 12,7% em comparação aos R$ 2,07 bilhões apurados um ano antes. Na sequência aparecem Bradesco, com R$ 1,65 bilhão (+8,4%), e Caixa Seguridade, que registrou lucro de R$ 1,60 bilhão, avanço de 18,5% sobre os R$ 1,35 bilhão de abril de 2025.

A quarta posição continuou com o Itaú Unibanco, cujo lucro saltou de R$ 842 milhões para R$ 1,11 bilhão, crescimento de 31,7%. A principal mudança entre os líderes, porém, foi protagonizada pela Porto. A companhia avançou da sétima para a quinta posição do ranking ao elevar seu lucro líquido de R$ 489 milhões para R$ 835 milhões, uma expansão de 70,8%, a maior entre os dez maiores grupos seguradores.
Com a ascensão da Porto, a SulAmérica caiu da quinta para a sexta colocação, embora tenha apresentado crescimento expressivo de 43,4%, alcançando R$ 733 milhões. A Prudential também perdeu uma posição, passando de oitava para sétima, mas registrou avanço de 50,1% no lucro, para R$ 631 milhões.
A Tokio Marine permaneceu entre os dez maiores grupos, mas foi uma das poucas seguradoras a apresentar retração no período. O lucro caiu de R$ 503 milhões para R$ 450 milhões, recuo de 10,4%, fazendo a companhia passar da sexta para a oitava posição. Zurich e HDI completam o grupo das dez maiores, com lucros de R$ 390 milhões e R$ 384 milhões, respectivamente. Enquanto a Zurich avançou 23,6%, a HDI registrou queda de 19,1%.
Entre as seguradoras que ocupam posições intermediárias no ranking, alguns movimentos chamam atenção. A Seguros Unimed consolidou a 11ª colocação com lucro de R$ 348 milhões, alta de 30,8%. A Icatu cresceu 20,3%, chegando a R$ 290 milhões, enquanto o Santander avançou para R$ 288 milhões, crescimento de 5,1%.
No grupo das empresas que mais aceleraram o lucro, a XP Vida e Previdência praticamente dobrou seu resultado, passando de R$ 33 milhões para R$ 66 milhões, crescimento de 98,6%. O BTG Pactual também apresentou forte expansão, de 66,6%, alcançando R$ 125 milhões. A MetLife, por sua vez, saltou de R$ 9,9 milhões para R$ 86 milhões e ganhou espaço entre os 20 maiores grupos seguradores do país.
Já entre as companhias com pior desempenho aparecem Mitsui Sumitomo, AXA e Sura, que encerraram o quadrimestre com pequeno prejuízo. A Sura registrou resultado negativo de R$ 8,8 milhões, enquanto a AXA apresentou perdas de R$ 5,6 milhões. A Mitsui Sumitomo fechou o período com prejuízo de R$ 4,8 milhões.
Outro indicador relevante do levantamento é o retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROE). O conjunto dos 50 maiores grupos atingiu 32% em abril de 2026, acima dos 29% registrados um ano antes, evidenciando melhora da rentabilidade do setor. Entre os destaques aparecem Banco do Brasil, com ROE de 112%, BTG Pactual, com 96%, Safra, com 62%, Potencial, com 55%, e Santander, com 54%.
O ranking mostra que, embora os grandes conglomerados bancários continuem dominando a liderança do mercado segurador brasileiro, seguradoras independentes e especializadas vêm ganhando espaço. A ascensão da Porto ao grupo das cinco maiores e o crescimento acelerado de empresas como XP Vida e Previdência, BTG Pactual e MetLife indicam um ambiente mais competitivo e diversificado, sustentado pela expansão dos seguros de pessoas, previdência e produtos de proteção financeira.





















